quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

1 Pedro 1.1-5.14

Leitura do dia 20/12.

Continuamos nossa caminhada através do Livro dos livros.

Ontem lemos Tiago. Ele fala sobre a fé e a perseverança. O ouvir e praticar a palavra, que está implantada em nós.

Adverte contra o preconceito. Fala que a fé sem obras é morta. A importância de controlar a língua. A verdadeira sabedoria que vem de Deus.

Devemos nos submeter a Deus. Resistir ao diabo. Não julgar aos outros. Não confiar em nós mesmos. Termos paciência e perseverança. Orarmos, pois a oração é poderosa.

E restaurar os irmãos que se desviaram. http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/tiago-11-520.html

Hoje caminharemos através das páginas de 1 Pedro.

Conforme a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário (citada com permissão), o autor desta carta é Pedro, o apóstolo. Era um dos líderes dos apóstolos, tanto antes como depois da morte do Senhor. Impetuoso, corajoso e enérgico. Após a ascensão de Cristo realizou muitos milagres. Escreve para os cristãos judeus que foram perseguidos. Eram estrangeiros.

Foi escrita provavelmente cerca de 64-68 d.C. Certamente não depois de 70 d.C. Não há dúvida de que a morte dos apóstolos ocorreu antes dessa data.

Pedro se denomina, como de fato era, apóstolo de Jesus Cristo. Fala aos destinatários de sua carta que o Pai os conhecia de antemão e os escolheu. O Espírito os santificou para obediência e purificação através do sangue do Senhor Jesus.

Deve ser louvado por Sua grande misericórdia, que nos fez nascer de novo, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Por causa desse novo nascimento e de Sua ressurreição, temos uma viva esperança e uma herança imperecível, pura e imaculada. Uma esperança que não muda nem se deteriora. Está guardada, nos esperando, no céu.

O Senhor nos protege por meio de nossa fé, até que recebamos essa salvação, pronta para ser revelada nos últimos tempos.

Nossa salvação deve ser nossa alegria, enquanto suportamos muitas provações. As provações mostrarão que nossa fé é autêntica. Está sendo experimentada como o fogo prova e purifica o ouro. Ela é muito mais preciosa que o simples ouro.

Para Pedro (e deve ser para nós), o ouro era algo simples enquanto nossa fé é algo muito mais precioso.

Se perseverarmos, nossa perseverança redundará em louvor, glória e honra no dia que o Senhor Jesus for revelado.

Ah, é maravilhoso que, embora nunca tenhamos visto o Senhor Jesus, cremos nEle e nos regozijamos com alegria inexprimível e gloriosa. Estamos alcançando o alvo de nossa fé e salvação.

Até os profetas, que profetizaram sobre o Senhor, queriam saber a que tempo ou ocasião Ele seria revelado. Agora, as boas-novas nos foram anunciadas. Na verdade, é algo tão maravilhoso que até os anjos anseiam observar.

Nossas mentes devem estar preparadas para a ação e para exercitarmos o autocontrole. Que nossa esperança esteja depositada em Sua graça. Que sejamos filhos obedientes. Que não voltemos ao nosso antigo modo de vida, quando satisfazíamos nossos próprios desejos e vivíamos na ignorância.

Como é santo O que nos chamou, devemos ser santos em tudo que fizermos.

Lembremos que o Pai, a quem oramos, não mostra favorecimento. Ele nos julgará de acordo com nossas ações. Vivamos com temor durante todo o tempo de nossas vidas. Sabemos que o resgate para nos salvar não foi pago com simples ouro e prata. Eles perdem seu valor. Nosso resgate foi feito com o sangue precioso de Cristo, o Cordeiro de Deus, sem pecado e sem mancha. Ele foi escolhido antes da criação do mundo. Para nos resgatar. Por meio dEle viemos a crer em Deus.

Quando obedecemos à verdade somos purificados de nossos pecados. Agora nosso alvo deve ser o amor fraternal sem fingimento. Devemos amar uns aos outros, com sinceridade, de todo nosso coração.

Nascemos de novo. Não para uma vida que pode ser destruída. Mas, para uma vida que durará para sempre. Essa vida vem da eterna e viva palavra de Deus. Sua palavra permanece para sempre. Essa palavra é a mensagem das boas-novas que nos foi anunciada.

Diante disso, livremo-nos de toda maldade, todo engano, toda hipocrisia, toda inveja e todo tipo de difamação. Como bebês recém-nascidos desejamos intensamente o puro leite espiritual, para que, por meio dele, cresçamos e experimentemos plenamente a salvação, agora que já provamos a bondade do Senhor.

Temos nos aproximado de Cristo, a pedra viva. Muitos O rejeitam, mas Deus O escolheu para Lhe dar grande honra.

Também somos pedras vivas, com as quais um templo espiritual é edificado. Somos sacerdotes, santos, separados para o Senhor. Só para Ele. Por meio do Senhor Jesus, devemos oferecer sacrifícios espirituais que agradem a Deus. Repetindo: sacrifícios espirituais que agradem a Deus!

Quem não crê na pedra que é Cristo, tropeçará nela. Tropeçará por não obedecer à palavra. Darão de cara com o destino planejado para quem não crer.

Nós, os que cremos, somos povo escolhido, reino de sacerdotes, nação santa, propriedade exclusiva de Deus. Assim, podemos mostrar às pessoas como é admirável quem nos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz.

Antes não tínhamos identidade, não éramos povo. Não éramos nada. Agora somos povo dEle. Antes não tínhamos recebido misericórdia. Agora, recebemos Sua misericórdia. O Senhor olhou para nós. Colocou Seu coração em nossas misérias. E agiu em nosso favor.

Pedro nos adverte que, como peregrinos que somos, devemos manter distância dos desejos carnais que lutam contra nossa alma. Precisamos viver de maneira exemplar entre os que não creem. Repetindo: entre os que não creem. Assim, mesmo que nos acusem, verão nosso comportamento correto e darão glórias a Deus quando Ele julgar o mundo.

Por causa do Senhor e do temor que temos por Ele, devemos nos submeter a todas as autoridades humanas.

É a vontade do Senhor que, através de nossas ações, calemos os ignorantes que nos acusam falsamente. Embora sejamos livres, somos escravos de Deus. Não podemos usar nossa liberdade como desculpa para fazer o mal. Que tratemos os outros com respeito e amemos nossos irmãos em Cristo. Que temamos a Deus e respeitemos o rei.

Que os escravos submetam-se a seu senhor com todo o respeito. Mesmo se o senhor for cruel. Deus se agrada que suportemos com paciência o tratamento injusto. Não há nenhum mérito em ser paciente quando fazemos o mal. Se sofremos por termos feito o bem e suportamos com paciência, Deus se agrada de nós.

Ele nos chamou para fazermos o bem, mesmo que resulte em sofrimento. Cristo sofreu por nós. Ele é nosso exemplo. Devemos segui-Lo. Ele nunca pecou. Nunca enganou alguém. Não revidou quando foi insultado. Não ameaçou com vingança quando sofreu. Deixou Seu caso nas mãos de Deus, que sempre julga com justiça.

Ele mesmo carregou nossos pecados em Seu corpo naquela cruz, com o propósito de morrermos para o pecado e vivermos para a justiça. Por Suas feridas, somos curados. Éramos como ovelhas desgarradas. Agora, voltamos para nosso Pastor, o Guardião de nossas almas.

As esposas devem submeter-se a seus maridos. Mesmo aos que não obedecem à palavra. Assim, serão conquistados pela conduta de suas esposas, sem palavra alguma, apenas observando seu modo de viver puro e reverente.

A preocupação das mulheres não deve ser com a beleza exterior. Devem vestir-se com a beleza que vem de dentro e que não envelhece, nem desaparece. É a beleza de um espírito amável e sereno, muito precioso para Deus. As mulheres santas do passado se adornavam assim, de dentro para fora. Depositavam sua confiança em Deus e sujeitavam à autoridade do marido. Sara agia assim. Somos suas filhas se praticarmos o bem, sem medo algum.

Os maridos devem honrar a esposa. Devem ser compreensivos no convívio. Sabendo que são igualmente participantes do presente da nova vida concedida por Deus. Igualmente participantes. Devem tratá-las de maneira correta, para que nada atrapalhe suas orações, sua comunhão com o Senhor.

Devemos ter o mesmo modo de pensar. Sermos cheios de compaixão uns pelos outros. Amar uns aos outros como irmãos. Mostrar misericórdia e humildade a todos. Não retribuir o mal com o mal, nem o insulto com outro insulto. Ao contrário, devemos retribuir com uma benção. Foi para isso que fomos chamados. Para sermos bençãos. E abençoadores.

Se quisermos viver muitos dias felizes e desfrutar a vida, refreemos nossa língua! Não falemos maldades, nem mentiras. Afastemo-nos do mal e façamos o bem. Busquemos a paz e esforcemo-nos para mantê-la.

Os olhos do Senhor estão sobre os justos. Seus ouvidos estão abertos para suas orações. Ele, porém, volta o rosto contra os que praticam o mal.

Ainda que soframos por fazer o certo, seremos abençoados. Não nos preocupemos nem tenhamos medo de ameaças. Consagremos nossas vidas a Cristo. Ele é nosso Senhor.

Estejamos sempre prontos para explicar a quem perguntar sobre nossa esperança, de modo amável e respeitoso. Que nossa consciência esteja sempre limpa. Assim, se falarem mal de nós, ficarão envergonhados ao ver como vivemos corretamente em Cristo. É melhor sofrer fazendo o bem, se for a vontade de Deus, do que fazendo o mal.

Cristo sofreu por nossos pecados de uma vez por todas. Nunca pecou. Morreu pelos nossos pecados. Para conduzir-nos a Deus. Sofreu morte física, mas foi ressuscitado pelo Espírito, por meio do qual pregou aos espíritos em prisão, aos que muito tempo atrás, desobedeceram a Deus, quando Ele esperou pacientemente Noé construir a arca.

Aquela água simbolizava o batismo quando declaramos ter boa consciência diante de Deus. Ela é eficaz por meio da ressurreição de Jesus. Ele agora está no céu sentado no lugar de honra e todos Lhe são sujeitos.

Como sofreu fisicamente, devemos armar-nos com a mesma atitude que teve. Estejamos prontos para também sofrer. Que não busquemos nossos próprios desejos, mas façamos a vontade de Deus.

No passado, desperdiçamos muito tempo praticando o que os que não creem gostam, imoralidade e desejos carnais, farras, bebedeiras e festanças desregradas, além da detestável adoração a ídolos.

Que sejamos sensatos e disciplinados em nossas orações. Que, acima de tudo, amemos uns aos outros sinceramente. O amor cobre muitos pecados.

Sejamos hospitaleiros. Usemos os dons que Deus nos deu para servir uns aos outros.

Temos o dom de falar? Falemos de acordo com as palavras de Deus.

Temos o dom de ajudar? Façamos com a força que Deus nos dá.

Assim, tudo que fizermos trará glória a Ele!

Alegremo-nos com as provações. Elas nos tornam participantes de Seu sofrimento. Um dia, teremos a maravilhosa alegria de ver Sua glória.

Se formos insultados por causa do nome do Senhor, seremos abençoados. O glorioso Espírito de Deus repousa sobre nós.

Se for para sofrermos, que seja por sermos cristãos, louvando a Deus por sermos chamados de tal maneira.

O julgamento deve começar pela casa do Senhor. E se começa conosco, o que de fato acontece, imagine o destino que aguarda os que nunca obedeceram às boas-novas de Deus!

Os presbíteros devem cuidar do rebanho que o Senhor lhes confiou. Com boa vontade. Não por lucro, mas por desejo de servir a Deus. Não devem abusar de sua autoridade. Devem guiá-lo pelo bom exemplo. Quando vier o Grande Pastor, receberão uma coroa de glória, sem fim. Os mais jovens devem aceitar sua autoridade.

Todos devem se vestir de humildade no relacionamento uns com os outros. Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes. Se nos humilharmos sob Seu grande poder, no tempo certo, Ele nos exaltará. Que nossas ansiedades sejam todas entregues a Ele. Ele cuida de nós.

Que estejamos atentos. Tomemos cuidado com nosso grande inimigo, o diabo. Ele anda como um leão rugindo à procura de alguém para devorar. Permaneçamos firmes contra ele. Sejamos fortes na fé. Lembremo-nos que nossos irmãos em Cristo, em todo o mundo, estão passando pelos mesmos sofrimentos.

Fomos chamados para participar de Sua glória eterna por meio do Senhor Jesus. Assim, depois de sofrermos um pouco, Ele nos restaurará. Nos sustentará. Nos fortalecerá. E nos colocará sobre um firme alicerce. Aleluias a Ele, para sempre!

Que obedeçamos às ordenanças de Pedro! Que sejamos fiéis até o fim!

Continuamos amanhã. Leremos 2 Pedro. 

Espero você. Até lá.

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