Leitura do dia 07/05.
Na postagem anterior, vimos que Neemias temia ao Senhor. Verdadeiramente. Não com palavras, com ações. Como devemos fazer.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-51-19.html
Agora, caminharemos através das páginas do capítulo seis de Neemias.
Quando Sambalate e os demais inimigos descobriram que o muro havia sido reconstruído e não restavam brechas, não ficaram mais quietos. Enviaram mensagens a Neemias. Queriam que se encontrasse com eles.
Neemias era um homem de discernimento. Um homem que ora e anda no temor do Senhor é um homem de discernimento. Ele sabia que a intenção deles não era boa. Por isso, todas as quatro vezes que o chamaram, respondeu da mesma forma. Estava envolvido em uma obra muito importante. Não podia ir. Não podia interromper o trabalho.
E quanto a nós? Estamos envolvidos em uma obra muito importante? Se é do Senhor, com certeza é sim, muito importante. Paramos, aceitando a provocação de nosso inimigo? Ou continuamos o trabalho?
Como Neemias não atendeu, enviaram uma “carta aberta”. A carta aberta tinha como principal objetivo, fazer com que todos tomassem conhecimento de seu conteúdo, como um “telefone sem fio”, a “rádio corredor”. Nela, estava escrito que havia um boato correndo de que Neemias nomeou profetas para proclamarem-no rei, em Jerusalém. Também dizia que ele podia ter certeza de que essa informação chegaria ao conhecimento do rei. A não ser que Neemias fosse se encontrar com eles.
Ah, agora, além de ameaça, havia chantagem. O que Neemias fez? Respondeu que aquilo tudo era mentira. Invenção. Simples assim. Não o vemos se descabelando. Nem correndo de um lado para o outro, em desespero.
Sabia que o único propósito era que a obra fosse interrompida. Neemias caiu prostrado? Não. Ele trabalhou com mais determinação ainda. Como não amar um homem desses? Clamo para que eu seja como ele. Clamo por homens e mulheres como Neemias.
Um tempo depois, foi visitar Semaías. Era profeta. Estava encarcerado. Não sabemos o motivo. Semaías falou para Neemias que deviam se encontrar no templo do Senhor e trancar as portas. Sabe por quê? Aquela noite os inimigos de Neemias iriam matá-lo! Aquela noite!
E agora? O que fazer? Seguir o conselho do profeta? Estaria incorrendo em dois erros. O primeiro era Semaías acompanhá-lo, uma vez que não podia sair de casa. O outro, mais grave, era buscar refúgio no altar do Senhor. Mas era profeta... E agora?
Se eu pudesse, encheria Neemias de beijos e abraços. Ele responde simplesmente: “Um homem como eu fugiria”? Volto a repetir, “que homem é esse”? Por favor, que nos levantemos como Neemias!
Ainda disse que um homem como ele não iria entrar no templo para salvar sua vida. Não faria isso.
Como assim? Ele desobedeceu ao profeta? Ah, era um homem que orava, que andava no temor do Senhor. Tinha discernimento. Percebeu que Semaías não fora enviado pelo Senhor. Fora enviado por Sambalate e Tobias! E com qual intenção? Neemias sabia que desejavam vê-lo pecar. Assim, poderiam difamá-lo e desacreditá-lo. E mais. Não foi apenas Semaías quem agiu assim. A profetiza Noadia também, além de outros profetas que não sabemos os nomes.
Consegue imaginar? Vários profetas foram comprados. Com o intuito de fazer Neemias pecar e ser desacreditado. Mas ele permaneceu fiel. Tinha discernimento. Conhecia a voz do Senhor.
Assim, em cinquenta e dois dias, o muro ficou pronto. Foram cinquenta e dois dias de muita luta. Durante todo esse tempo, Tobias e os nobres de Judá, que deveriam estar ao lado de Neemias, trocaram correspondências. Muitos haviam jurado lealdade a ele. Ficavam falando bem de Tobias para Neemias. E contavam a ele tudo que Neemias dizia.
Durante esses cinquenta e dois dias, Tobias continuava mandando cartas, ameaçando Neemias, tentando intimidá-lo.
Quando os inimigos e as nações ao redor de Judá souberam que o muro ficara pronto, assustaram-se. Perceberam, sem a menor sombra de dúvida, de que o Senhor os ajudara naquela obra. Era uma obra muito grande, o Senhor estava com eles, indubitavelmente. Ninguém podia negar.
Que sejamos cartas abertas, não cartas de acusação, mas cartas que exaltem nosso Senhor.
Ah, meu querido, e como precisamos de homens como Neemias! Como precisamos seguir seu exemplo.
Continuamos na próxima postagem. Antes porém, leia o texto "Neemias, um homem de discernimento". http://www.espalhandoasemente.com/2017/06/neemias-um-homem-de-discernimento.html
Espero você. Até já.
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quarta-feira, 8 de maio de 2019
sábado, 26 de janeiro de 2019
Desafio Implacável
Continuamos nossa caminhada através do livro de 2 Reis.
Ontem vimos que Senaqueribe invadiu as cidades fortes de Judá. E as conquistou.
Ezequias enviou tesouros para Senaqueribe não invadir Jerusalém. Mas ele mandou um grande exército até lá.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/perdendo-tesouros.html
Hoje caminharemos ainda pelas páginas do capítulo dezoito. Do versículo dezenove ao versículo trinta e três.
Rabsaqué, o comandante de campo de Senaqueribe tinha uma mensagem a transmitir.
Ordenou que dissessem a Ezequias que o grande rei, o soberano da Assíria estava lhe advertindo. Perguntou em quem Ezequias depositava sua confiança. Disse que sua estratégia e palavras vazias não tinham poder suficientes para vencer uma guerra.
Por que Ezequias havia se revoltado? Estava confiando naquele caniço quebrado que era o Egito, que espetava e feria a mão de quem se apoiasse nele?
Mas se Ezequias alegasse que estava confiando no Senhor, seu Deus, ele não entendia. Afinal, não eram deles os santuários e os altares que Ezequias destruíra, ordenando a Judá e Jerusalém que só adorassem perante o altar em Jerusalém?
Seu discurso queria minar a coragem e a confiança do povo de Jerusalém. E colocar a fé de Ezequias em xeque. Deixá-los desnorteados, completamente confusos e indefesos. Sem ter em quem confiar.
Ele continuou. Lançou um desafio proposto pelo rei. Daria dois mil cavalos se tivessem cavaleiros para montá-los. Mas não tinham. Era impossível que Jerusalém derrotasse um só príncipe dos menores servos do rei da Assíria. E o Egito não lhe forneceria carros de guerra e cavaleiros para tanto.
Jogando contra a soberania do Senhor, o rei perguntou se teria ido atacar e guerrear contra eles sem o consentimento do Senhor. E foi além, disse que o próprio Senhor havia lhe ordenado que atacasse e destruísse Jerusalém.
Quantas sementes e flechas de dúvidas sendo lançadas sobre o povo e seu rei! Haveria alguma solução para eles?
Os homens do rei pediram a Rabsaqué que falasse em aramaico. Compreendiam a língua. Que não falasse em hebraico. Assim todos que estivessem por perto saberiam o que dizia.
Rabsaqué respondeu que seu senhor não havia mandado mensagem exclusivamente para o rei e seus representantes. A mensagem era para todos. Que ouvissem, afinal, se não se entregasse, acabariam comendo suas próprias fezes e bebendo suas urinas.
Em seguida, não satisfeito com o tom de voz que usara e, para realmente amedrontar e intimidar a todos, Rabsaqué, levantou-se e bradou em hebraico, a língua dos judeus.
Que ouvissem a palavra do grande rei, do soberano da Assíria! Que não deixassem que Ezequias os engasse. Ele não seria capaz de livrá-los de sua mão. Muito menos que ele não os convencesse a depositar toda a sua confiança no Senhor dizendo que, com certeza, o Senhor os salvaria e Jerusalém não seria entregue. Que não dessem ouvidos a Ezequias. Ele conquistaria a cidade.
O rei da Assíria tinha uma proposta. A “tacada” final.
Se celebrassem um pacto de paz com ele e fossem serví-lo, comeriam com fartura, cada um da sua própria vide e da sua própria figueira. Beberiam cada um da água da sua própria cisterna. Ficariam na terra, até que ele mesmo viesse e os levasse para uma terra como a deles, de cereal, de vinho, de pão, de oliveiras e mel. Assim viveriam e não morreriam.
Voltou a atacar Ezequias. Que não os enganasse quando dizia que o Senhor poderia livrá-los. Era impossível.
Os deuses das outras nações não as puderam salvar. Os deuses de Hamate e de Arpade não fizeram nada por eles. Muito menos os deuses de Safarvaim, de Hena e Iva. Nem conseguiram livrar Samaria. Então, o Senhor também não conseguiria salvar Jerusalém. Não havia solução para eles. A não ser entregar-se.
O povo ouviu tudo em absoluto silêncio. Engolindo em seco essas palavras. Ezequias havia ordenado que ninguém respondesse.
Quando Rabsaqué terminou seu discurso, Eliaquim, Sebna e Joá foram ao rei. Rasgaram suas vestes em sinal de indignação. Comunicaram a ele as palavras desafiadoras de Rabsaqué.
E agora? O que acontecerá? Ezequias se renderá? Haverá mais algum tesouro para uma negociação? Uma trégua? Farão uma aliança com Senaqueribe, aguardando serem exilados?
Continuamos amanhã. Espero você.
Ontem vimos que Senaqueribe invadiu as cidades fortes de Judá. E as conquistou.
Ezequias enviou tesouros para Senaqueribe não invadir Jerusalém. Mas ele mandou um grande exército até lá.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/perdendo-tesouros.html
Hoje caminharemos ainda pelas páginas do capítulo dezoito. Do versículo dezenove ao versículo trinta e três.
Rabsaqué, o comandante de campo de Senaqueribe tinha uma mensagem a transmitir.
Ordenou que dissessem a Ezequias que o grande rei, o soberano da Assíria estava lhe advertindo. Perguntou em quem Ezequias depositava sua confiança. Disse que sua estratégia e palavras vazias não tinham poder suficientes para vencer uma guerra.
Por que Ezequias havia se revoltado? Estava confiando naquele caniço quebrado que era o Egito, que espetava e feria a mão de quem se apoiasse nele?
Mas se Ezequias alegasse que estava confiando no Senhor, seu Deus, ele não entendia. Afinal, não eram deles os santuários e os altares que Ezequias destruíra, ordenando a Judá e Jerusalém que só adorassem perante o altar em Jerusalém?
Seu discurso queria minar a coragem e a confiança do povo de Jerusalém. E colocar a fé de Ezequias em xeque. Deixá-los desnorteados, completamente confusos e indefesos. Sem ter em quem confiar.
Ele continuou. Lançou um desafio proposto pelo rei. Daria dois mil cavalos se tivessem cavaleiros para montá-los. Mas não tinham. Era impossível que Jerusalém derrotasse um só príncipe dos menores servos do rei da Assíria. E o Egito não lhe forneceria carros de guerra e cavaleiros para tanto.
Jogando contra a soberania do Senhor, o rei perguntou se teria ido atacar e guerrear contra eles sem o consentimento do Senhor. E foi além, disse que o próprio Senhor havia lhe ordenado que atacasse e destruísse Jerusalém.
Quantas sementes e flechas de dúvidas sendo lançadas sobre o povo e seu rei! Haveria alguma solução para eles?
Os homens do rei pediram a Rabsaqué que falasse em aramaico. Compreendiam a língua. Que não falasse em hebraico. Assim todos que estivessem por perto saberiam o que dizia.
Rabsaqué respondeu que seu senhor não havia mandado mensagem exclusivamente para o rei e seus representantes. A mensagem era para todos. Que ouvissem, afinal, se não se entregasse, acabariam comendo suas próprias fezes e bebendo suas urinas.
Em seguida, não satisfeito com o tom de voz que usara e, para realmente amedrontar e intimidar a todos, Rabsaqué, levantou-se e bradou em hebraico, a língua dos judeus.
Que ouvissem a palavra do grande rei, do soberano da Assíria! Que não deixassem que Ezequias os engasse. Ele não seria capaz de livrá-los de sua mão. Muito menos que ele não os convencesse a depositar toda a sua confiança no Senhor dizendo que, com certeza, o Senhor os salvaria e Jerusalém não seria entregue. Que não dessem ouvidos a Ezequias. Ele conquistaria a cidade.
O rei da Assíria tinha uma proposta. A “tacada” final.
Se celebrassem um pacto de paz com ele e fossem serví-lo, comeriam com fartura, cada um da sua própria vide e da sua própria figueira. Beberiam cada um da água da sua própria cisterna. Ficariam na terra, até que ele mesmo viesse e os levasse para uma terra como a deles, de cereal, de vinho, de pão, de oliveiras e mel. Assim viveriam e não morreriam.
Voltou a atacar Ezequias. Que não os enganasse quando dizia que o Senhor poderia livrá-los. Era impossível.
Os deuses das outras nações não as puderam salvar. Os deuses de Hamate e de Arpade não fizeram nada por eles. Muito menos os deuses de Safarvaim, de Hena e Iva. Nem conseguiram livrar Samaria. Então, o Senhor também não conseguiria salvar Jerusalém. Não havia solução para eles. A não ser entregar-se.
O povo ouviu tudo em absoluto silêncio. Engolindo em seco essas palavras. Ezequias havia ordenado que ninguém respondesse.
Quando Rabsaqué terminou seu discurso, Eliaquim, Sebna e Joá foram ao rei. Rasgaram suas vestes em sinal de indignação. Comunicaram a ele as palavras desafiadoras de Rabsaqué.
E agora? O que acontecerá? Ezequias se renderá? Haverá mais algum tesouro para uma negociação? Uma trégua? Farão uma aliança com Senaqueribe, aguardando serem exilados?
Continuamos amanhã. Espero você.
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quarta-feira, 28 de junho de 2017
Quem é o seu Deus?
Isaias 36 nos conta a ameaça do rei da Assíria, Senaqueribe, à cidade de Jerusalém.
Este rei atacou e conquistou TODAS as cidades fortificadas de Judá. Só restava Jerusalém. Ele envia seu comandante, com um grande exército, que no aqueduto do açude superior aguarda para negociações de rendição.
O administrador do palácio, o secretário e o arquivista real foram ao seu encontro.
Consegue imaginar a cena? De um lado um poderoso comandante, acompanhado de seu exército, que acabara de pilhar TODAS as cidades fortificadas de Judá. Do outro, três homens da confiança do rei. Um rei que não possuía mais reino. Apenas uma cidade.
Como Ezequias poderia pensar em resistir? Jerusalém era a única cidade de Judá que não havia caído.
O comandante do exército, que traz uma mensagem do poderoso rei assírio, começa com uma pergunta. "Em que você está baseando essa sua confiança?" "Em quem você confia?"
E ele mesmo responde: "Você está confiando no Egito". Já reparou que sempre que precisamos lidar com os Senaqueribes da vida, temos a tendência de confiar no Egito? De imaginar e planejar várias estratégias de ação, como se alguém além do Senhor pudesse nos livrar? Não sei você, eu sou assim. Imagino várias ações e atitudes que estão muito além do que eu poderia fazer. Então, lembro a mim mesma que só tenho o Senhor. Não há outra saída. Não há outro socorro.
O comandante vai além, sempre tentando confundir e minar a confiança de Israel. "E se você disser que confia no Senhor..." E lembra que Ezequias destruiu os altares de sacrifício. Acusando-o de ter destruído os altares do Senhor! De ter limitado o Senhor impondo-lhe apenas um altar, quando Ezequias havia derrubado ídolos e altares. Ah, isso me é tão familiar!
Quantas vezes derrubamos altares em que confiávamos e somos atacados com a dúvida de termos feito o certo?
Então, só depois de semear dúvidas e descrenças, o comandante propõe que Ezequias se entregue. E nessa proposta de rendição, continua seu discurso de rebaixamento, em hebraico, a língua falada em Judá.
Os assírios eram mestres na guerra. "Se você tiver dois mil homens, lhe darei os cavalos para montar." "Você não pode repelir um só dos menores oficiais do meu Senhor." Em outras palavras: "Você não é ninguém. Apenas um derrotado. Não tem para onde correr. O Egito não poderá salvá-lo. E pior, o Senhor não poderá salvá-lo. O próprio Senhor me mandou aqui para destruir essa nação."
E agora? O que fazer? Em meio a tantas ameaças e mentiras, uma verdade. O Senhor havia falado que se o povo não se voltasse para Ele, seria destruído.
Os enviados de Ezequias pediram que o comandante assírio falasse em aramaico, a língua oficial do Oriente Médio, para que o povo não entendesse. Ele se recusou. Sua intenção era justamente desanimar e apavorar a todos. E mais uma vez bradou: "Não deixem Ezequias convencê-los a confiar no Senhor."
O primeiro ataque era o psicológico. Estou certa de que você já viveu essa cena, assim como eu.
O comandante afirmou que todos comeriam suas próprias fezes e beberiam sua urina. Mas, se fizessem as pazes com o rei da Assíria, comeriam da sua própria vinha e beberiam da sua própria cisterna, até serem levados a uma terra semelhante à sua, terra de cereal e vinho, de pão e vinhas. Lhe parece familiar?
Para que resistir?
E novamente veio o ataque ao Senhor, o Deus de Ezequias. Nenhum deus havia conseguido livrar qualquer nação ou cidade da mão da Assíria, por que o Senhor os livraria? Quem é o Senhor para livrar? E assim, minando a coragem e a fé de todos, ele termina a conferência.
Os representantes de Ezequias, com suas vestes rasgadas, foram contar-lhe o que haviam ouvido.
E agora? O que Ezequias fará? Há algo a fazer? Existe uma saída? Um escape? Já havia suprido a cidade de água, canalizando-a. Quando estive em Israel pude visitar o túnel de Ezequias, por onde passa água até os dias de hoje. Havia também fortificado o muro de Jerusalém e o aumentado, para receber os refugiados do reino do Norte e do oeste de Judá.
Seria possível fazer mais alguma coisa? Todas as cidades ao redor estavam sob o domínio da Assíria.
Nos registros históricos, Senaqueribe se gaba de ter trancafiado Ezequias como um pássaro em uma gaiola. E era assim. Não havia como sair de Jerusalém. O inimigo o cercava por todos os lados.
Haveria algo mais a fazer?
O exército assírio contava com cento e oitenta e cinco mil soldados. Homens valentes e impiedosos. Que destruíam e saqueavam tudo o que viam. Como escapar de algo tão terrível? De uma derrota eminente?
Por enquanto, vamos meditar nesse capítulo. Afinal, muitas vezes nos deparamos com situações assim. O ceder, o desistir, o concordar é muito mais fácil. Não vemos saída. Opor-se dá trabalho. É desgastante. Sentar no sofá, chorar e entregar-se à depressão é muito mais fácil. Não requer esforço algum. É só deixar-se levar montanha abaixo. Eu sei. Já vivi isso. Já desci a montanha.
Qual sua atitude diante das ameaças e ofertas da Assíria? Qual minha atitude? O que precisamos corrigir? A quem devemos ouvir quando o inimigo grita ameaças e ofertas para nós?
Precisamos saber quem é o nosso Deus. Ele é capaz de nos livrar? Somos capazes de confiar?
Logo caminharemos pelas páginas da Bíblia e veremos, no capítulo 37 de Isaías, qual foi a atitude de Ezequias e os acontecimentos provocados por essa atitude.
Este rei atacou e conquistou TODAS as cidades fortificadas de Judá. Só restava Jerusalém. Ele envia seu comandante, com um grande exército, que no aqueduto do açude superior aguarda para negociações de rendição.
O administrador do palácio, o secretário e o arquivista real foram ao seu encontro.
Consegue imaginar a cena? De um lado um poderoso comandante, acompanhado de seu exército, que acabara de pilhar TODAS as cidades fortificadas de Judá. Do outro, três homens da confiança do rei. Um rei que não possuía mais reino. Apenas uma cidade.
Como Ezequias poderia pensar em resistir? Jerusalém era a única cidade de Judá que não havia caído.
O comandante do exército, que traz uma mensagem do poderoso rei assírio, começa com uma pergunta. "Em que você está baseando essa sua confiança?" "Em quem você confia?"
E ele mesmo responde: "Você está confiando no Egito". Já reparou que sempre que precisamos lidar com os Senaqueribes da vida, temos a tendência de confiar no Egito? De imaginar e planejar várias estratégias de ação, como se alguém além do Senhor pudesse nos livrar? Não sei você, eu sou assim. Imagino várias ações e atitudes que estão muito além do que eu poderia fazer. Então, lembro a mim mesma que só tenho o Senhor. Não há outra saída. Não há outro socorro.
O comandante vai além, sempre tentando confundir e minar a confiança de Israel. "E se você disser que confia no Senhor..." E lembra que Ezequias destruiu os altares de sacrifício. Acusando-o de ter destruído os altares do Senhor! De ter limitado o Senhor impondo-lhe apenas um altar, quando Ezequias havia derrubado ídolos e altares. Ah, isso me é tão familiar!
Quantas vezes derrubamos altares em que confiávamos e somos atacados com a dúvida de termos feito o certo?
Então, só depois de semear dúvidas e descrenças, o comandante propõe que Ezequias se entregue. E nessa proposta de rendição, continua seu discurso de rebaixamento, em hebraico, a língua falada em Judá.
Os assírios eram mestres na guerra. "Se você tiver dois mil homens, lhe darei os cavalos para montar." "Você não pode repelir um só dos menores oficiais do meu Senhor." Em outras palavras: "Você não é ninguém. Apenas um derrotado. Não tem para onde correr. O Egito não poderá salvá-lo. E pior, o Senhor não poderá salvá-lo. O próprio Senhor me mandou aqui para destruir essa nação."
E agora? O que fazer? Em meio a tantas ameaças e mentiras, uma verdade. O Senhor havia falado que se o povo não se voltasse para Ele, seria destruído.
Os enviados de Ezequias pediram que o comandante assírio falasse em aramaico, a língua oficial do Oriente Médio, para que o povo não entendesse. Ele se recusou. Sua intenção era justamente desanimar e apavorar a todos. E mais uma vez bradou: "Não deixem Ezequias convencê-los a confiar no Senhor."
O primeiro ataque era o psicológico. Estou certa de que você já viveu essa cena, assim como eu.
O comandante afirmou que todos comeriam suas próprias fezes e beberiam sua urina. Mas, se fizessem as pazes com o rei da Assíria, comeriam da sua própria vinha e beberiam da sua própria cisterna, até serem levados a uma terra semelhante à sua, terra de cereal e vinho, de pão e vinhas. Lhe parece familiar?
Para que resistir?
E novamente veio o ataque ao Senhor, o Deus de Ezequias. Nenhum deus havia conseguido livrar qualquer nação ou cidade da mão da Assíria, por que o Senhor os livraria? Quem é o Senhor para livrar? E assim, minando a coragem e a fé de todos, ele termina a conferência.
Os representantes de Ezequias, com suas vestes rasgadas, foram contar-lhe o que haviam ouvido.
E agora? O que Ezequias fará? Há algo a fazer? Existe uma saída? Um escape? Já havia suprido a cidade de água, canalizando-a. Quando estive em Israel pude visitar o túnel de Ezequias, por onde passa água até os dias de hoje. Havia também fortificado o muro de Jerusalém e o aumentado, para receber os refugiados do reino do Norte e do oeste de Judá.
Seria possível fazer mais alguma coisa? Todas as cidades ao redor estavam sob o domínio da Assíria.
Nos registros históricos, Senaqueribe se gaba de ter trancafiado Ezequias como um pássaro em uma gaiola. E era assim. Não havia como sair de Jerusalém. O inimigo o cercava por todos os lados.
Haveria algo mais a fazer?
O exército assírio contava com cento e oitenta e cinco mil soldados. Homens valentes e impiedosos. Que destruíam e saqueavam tudo o que viam. Como escapar de algo tão terrível? De uma derrota eminente?
Por enquanto, vamos meditar nesse capítulo. Afinal, muitas vezes nos deparamos com situações assim. O ceder, o desistir, o concordar é muito mais fácil. Não vemos saída. Opor-se dá trabalho. É desgastante. Sentar no sofá, chorar e entregar-se à depressão é muito mais fácil. Não requer esforço algum. É só deixar-se levar montanha abaixo. Eu sei. Já vivi isso. Já desci a montanha.
Qual sua atitude diante das ameaças e ofertas da Assíria? Qual minha atitude? O que precisamos corrigir? A quem devemos ouvir quando o inimigo grita ameaças e ofertas para nós?
Precisamos saber quem é o nosso Deus. Ele é capaz de nos livrar? Somos capazes de confiar?
Logo caminharemos pelas páginas da Bíblia e veremos, no capítulo 37 de Isaías, qual foi a atitude de Ezequias e os acontecimentos provocados por essa atitude.
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