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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Neemias 6.1-19

Leitura do dia 07/05.

Na postagem anterior, vimos que Neemias temia ao Senhor. Verdadeiramente. Não com palavras, com ações. Como devemos fazer.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-51-19.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo seis de Neemias.

Quando Sambalate e os demais inimigos descobriram que o muro havia sido reconstruído e não restavam brechas, não ficaram mais quietos. Enviaram mensagens a Neemias. Queriam que se encontrasse com eles.

Neemias era um homem de discernimento. Um homem que ora e anda no temor do Senhor é um homem de discernimento. Ele sabia que a intenção deles não era boa. Por isso, todas as quatro vezes que o chamaram, respondeu da mesma forma. Estava envolvido em uma obra muito importante. Não podia ir. Não podia interromper o trabalho.

E quanto a nós? Estamos envolvidos em uma obra muito importante? Se é do Senhor, com certeza é sim, muito importante. Paramos, aceitando a provocação de nosso inimigo? Ou continuamos o trabalho?

Como Neemias não atendeu, enviaram uma “carta aberta”. A carta aberta tinha como principal objetivo, fazer com que todos tomassem conhecimento de seu conteúdo, como um “telefone sem fio”, a “rádio corredor”. Nela, estava escrito que havia um boato correndo de que Neemias nomeou profetas para proclamarem-no rei, em Jerusalém. Também dizia que ele podia ter certeza de que essa informação chegaria ao conhecimento do rei. A não ser que Neemias fosse se encontrar com eles.

Ah, agora, além de ameaça, havia chantagem. O que Neemias fez? Respondeu que aquilo tudo era mentira. Invenção. Simples assim. Não o vemos se descabelando. Nem correndo de um lado para o outro, em desespero.

Sabia que o único propósito era que a obra fosse interrompida. Neemias caiu prostrado? Não. Ele trabalhou com mais determinação ainda. Como não amar um homem desses? Clamo para que eu seja como ele. Clamo por homens e mulheres como Neemias.

Um tempo depois, foi visitar Semaías. Era profeta. Estava encarcerado. Não sabemos o motivo. Semaías falou para Neemias que deviam se encontrar no templo do Senhor e trancar as portas. Sabe por quê? Aquela noite os inimigos de Neemias iriam matá-lo! Aquela noite!

E agora? O que fazer? Seguir o conselho do profeta? Estaria incorrendo em dois erros. O primeiro era Semaías acompanhá-lo, uma vez que não podia sair de casa. O outro, mais grave, era buscar refúgio no altar do Senhor. Mas era profeta... E agora?

Se eu pudesse, encheria Neemias de beijos e abraços. Ele responde simplesmente: “Um homem como eu fugiria”? Volto a repetir, “que homem é esse”? Por favor, que nos levantemos como Neemias!

Ainda disse que um homem como ele não iria entrar no templo para salvar sua vida. Não faria isso.
Como assim? Ele desobedeceu ao profeta? Ah, era um homem que orava, que andava no temor do Senhor. Tinha discernimento. Percebeu que Semaías não fora enviado pelo Senhor. Fora enviado por Sambalate e Tobias! E com qual intenção? Neemias sabia que desejavam vê-lo pecar. Assim, poderiam difamá-lo e desacreditá-lo. E mais. Não foi apenas Semaías quem agiu assim. A profetiza Noadia também, além de outros profetas que não sabemos os nomes.

Consegue imaginar? Vários profetas foram comprados. Com o intuito de fazer Neemias pecar e ser desacreditado. Mas ele permaneceu fiel. Tinha discernimento. Conhecia a voz do Senhor.

Assim, em cinquenta e dois dias, o muro ficou pronto. Foram cinquenta e dois dias de muita luta. Durante todo esse tempo, Tobias e os nobres de Judá, que deveriam estar ao lado de Neemias, trocaram correspondências. Muitos haviam jurado lealdade a ele. Ficavam falando bem de Tobias para Neemias. E contavam a ele tudo que Neemias dizia.

Durante esses cinquenta e dois dias, Tobias continuava mandando cartas, ameaçando Neemias, tentando intimidá-lo.

Quando os inimigos e as nações ao redor de Judá souberam que o muro ficara pronto, assustaram-se. Perceberam, sem a menor sombra de dúvida, de que o Senhor os ajudara naquela obra. Era uma obra muito grande, o Senhor estava com eles, indubitavelmente. Ninguém podia negar.

Que sejamos cartas abertas, não cartas de acusação, mas cartas que exaltem nosso Senhor.

Ah, meu querido, e como precisamos de homens como Neemias! Como precisamos seguir seu exemplo.

Continuamos na próxima postagem. Antes porém, leia o texto "Neemias, um homem de discernimento". http://www.espalhandoasemente.com/2017/06/neemias-um-homem-de-discernimento.html

Espero você. Até já.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Esdras 1.1-4.24

Leitura do dia 03/05.

Ontem vimos o reino de Manassés, sua apostasia, seu exílio, seu arrependimento, seu retorno a Jerusalém. Amom, seu filho, reinou em seu lugar. Não andou nos caminhos do Senhor, mas não se arrependeu como seu pai. Quando morreu, Josias reinou em seu lugar. Estava apenas com oito anos. Seguiu o exemplo de Davi. Fez uma limpeza em Israel e Judá. Destruiu os ídolos, reconstruiu o templo, regularizou o serviço do Senhor, celebrou a Páscoa. Morreu em uma batalha que não deveria ter ido. Jeoacaz reinou em seu lugar. Depois Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, até à queda de Jerusalém. Nenhum destes serviu o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-331-25.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-341-33.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-351-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-361-23.html

Terminamos o livro de 2 Crônicas, com o relato de que Ciro, rei da Pérsia,  permite aos exilados de Judá voltarem às suas terras.

Agora, iniciaremos o livro de Esdras, que conta esse retorno. Foram três grupos. O primeiro liderado por Zorobabel, o segundo por Esdras e o terceiro por Neemias. Leremos do capítulo um de Esdras até o capítulo quatro.

No primeiro ano do reinado de Ciro, o Senhor cumpriu Sua palavra. Tocou o coração de Ciro para libertar o povo de Judá. E para reconstruir o templo em Jerusalém.

Ciro registrou seu mandado por escrito e enviou a todo seu reino. Nele, declarou que o Senhor, o Deus dos céus, o Deus de Israel, havia lhe dado todos os reinos da terra e colocara sobre ele o encargo de reconstruir Seu templo. Sua ordem era clara. Todos que pertencessem ao povo do Senhor deveriam voltar a Jerusalém para reconstruir o templo.

Ciro abençoou o povo, desejando que o Senhor estivesse com eles. Ordenou que cada vizinho de um judeu os ajudasse com as despesas, dando-lhes prata e ouro, suprimentos e animais, além das ofertas voluntárias.

O Senhor também tocou no coração dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das tribos de Judá e Benjamim. Retornaram a Jerusalém. Seus vizinhos os ajudaram.

Além disso, Ciro retirou do tesouro do rei os utensílios que Nabucodonosor havia levado do templo. Listou todos os objetos, que retornaram a Jerusalém, sob a guarda de Sesbazar, líder dos exilados que voltavam para Judá.

Os que voltaram tinham suas genealogias devidamente listadas. Alguns sacerdotes não foram encontrados nestes livros. Foram impedidos pelo governador de comer das porções dos sacerdotes, até que houvesse um sacerdote que consultasse o Senhor a esse respeito, através do Urim e Tumim. Não eram muitos os sacerdotes que consultavam dessa maneira e a Bíblia não explica como essa consulta era feita.

Quando os exilados chegaram em Jerusalém, alguns dos chefes das famílias entregaram ofertas voluntárias para a reconstrução do templo. No mesmo lugar do anterior. Deram do que podiam. Nem além. Nem aquém.

Note que as ofertas foram dadas voluntariamente. Não houve pressão. Muito menos barganha. Não deram e ficaram endividados. Deram apenas o que podiam. Também não retiveram mais que o necessário. Seus corações eram corretos para com o Senhor.

Os sacerdotes, os levitas, os cantores, os guardas das portas, os servidores do templo e alguns do povo ficaram morando próximo a Jerusalém. Os demais regressaram às suas cidades, por todo o Israel.

Era necessário que os responsáveis por qualquer área do templo permanecessem próximo a Jerusalém, para ocuparem-se da reconstrução.

No sétimo mês, os israelitas já haviam se estabelecidos em suas cidades. Reuniram-se em Jerusalém, como se fossem um só homem. Com um só propósito.

Não estavam mais preocupados onde dormiriam, comeriam, viveriam. Estavam estabelecidos. Agora, podiam pensar apenas na reconstrução do templo e de Jerusalém.

Jesua reuniu-se com seus colegas e companheiros para reconstruir o altar do Senhor de Israel. Eram sacerdotes. Queriam apresentar holocaustos ali, como o Senhor ordenara tanto tempo antes.

O povo estava com medo dos habitantes daquela região. Ainda assim, reconstruíram o altar no mesmo lugar do original. Com dedicação e rapidez. Nem o medo os impediu.

Então, começaram a ofertar os holocaustos no altar do Senhor, pelas manhãs e tardes. Antes mesmo de lançarem os alicerces do templo do Senhor.

Também celebraram a festa das Cabanas, tudo conforme escrito na Lei.

Contrataram os pedreiros e carpinteiros. Compraram as toras de cedro. A construção começou no segundo mês do segundo ano depois que chegaram a Jerusalém.

Todos que haviam voltado do exílio formavam o grupo de trabalhadores. Até Zorobabel, o líder, príncipe de Judá, os sacerdotes e todos os levitas. Ninguém ficou à toa, esperando a construção do templo para assumirem, enfim, seus afazeres. Os levitas com idade acima de vinte anos supervisionavam a construção. Todos trabalharam.

Quando terminaram os alicerces do templo, os sacerdotes colocaram suas roupas especiais. Tomaram seus lugares. E tocaram as trombetas. Os levitas, descendentes de Asafe, tocaram os címbalos. Louvavam o Senhor como Davi ordenara. Entoavam cânticos declarando que o Senhor é bom e Seu amor por Israel dura para sempre.

O povo louvou o Senhor em alta voz, agradecidos, cheios de alegria pelo alicerce do templo estar levantado, gritavam em alta voz. Enquanto isso, os mais idosos, que viram o primeiro templo, choravam de tristeza, ante a diferença entre um e outro. Os gritos de alegria e o choro misturaram, propagando até muito longe.

Ah, como é difícil ter visto algo maior e depois dar valor ao que está acontecendo. Mas era tempo de alegria. Foram exilados. Perderam tudo. Agora, tinham a oportunidade de reconstruir o templo tão querido. A ordem era regozijar-se.

Quando os inimigos de Judá e Jerusalém souberam que os exilados retornaram e estavam reconstruindo o templo do Senhor, foram até eles e pediram para auxiliá-los na construção. Como auxiliar se eram inimigos?

Zorobabel, sabiamente, não permitiu. Reconheceu que eram inimigos.

Não podemos construir o templo com a ajuda de inimigos. Eles não ajudariam. Sabotariam.

E foi justamente o que fizeram. Claro que não queriam ajudar. Queriam atrapalhar. Subornaram agentes para trabalhar contra eles. Para frustrar seus planos. Tiveram muitas dificuldades, durante todo o reinado de Ciro, até o reinado de Dario.

Anos mais tarde, quando Xerxes (Assuero) iniciou seu reinado, enviaram cartas acusando o povo de Judá. E durante o reinado de Artaxerxes, enviaram cartas dizendo que Jerusalém estava sendo reconstruída. E era uma cidade má e rebelde.

Quando o rei consultou os registros, confirmou que Jerusalém havia sido grande e ordenou que as obras de reconstrução fossem paradas, imediatamente. Era um risco para o reino, se fosse reerguida.

Assim que a carta do rei chegou, Reum, Sinsai e seus amigos, correram a Jerusalém e, à força, obrigaram os judeus a parar.

As obras foram paradas. Ficaram paradas até o segundo ano de Dario como rei da Pérsia.

Mas, essa história fica para amanhã, quando leremos do capítulo cinco ao capítulo sete de Esdras.

Espero você. Até lá.

Que possamos reconhecer os inimigos. E sejamos persistente na construção do Senhor.