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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

João 3.1-21

Leitura do dia 02/11.

Na postagem anterior vimos Jesus purificar o templo. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-212-25.html

Agora, caminhamos através do capítulo três. Até o versículo vinte e um.

João nos conta sobre um fariseu, que era uma autoridade entre os judeus, chamado Nicodemos. Ele procurou Jesus, à noite, “meio que escondido”.

Ainda assim, chamou o Senhor de Mestre. Reconheceu que ensinava da parte de Deus e que Deus estava com Ele.

Disse que sabiam que ensinava da parte de Deus, pois ninguém podia realizar os sinais miraculosos que estava fazendo, se Deus não estivesse com ele.

Em resposta, Jesus disse que falava a verdade e que ninguém podia ver o Reino de Deus, se não nascesse de novo.

Aquilo intrigou Nicodemos. Ele, com certeza, desejava ver o Reino de Deus. Por isso estava ali. Havia procurado Jesus, ainda que de noite.

“Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!”. Nicodemos sabia que havia um segredo aqui.

Jesus não estava falando sobre o natural. Falava sobre o sobrenatural. O Reino de Deus é sobrenatural.

Jesus continuou dizendo que ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito.

Por quê? Ora, o que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Quem nasce da carne apenas, não consegue entender as coisas de um Reino que não é carne. É completamente impossível. É preciso nascer dEle.

Jesus disse a Nicodemos que não deveria surpreender-se pelo fato dEle dizer que é necessário nascer de novo.

E para explicar fala que o vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito.

Nicodemos fica mais atordoado. Pergunta a Jesus como podia ser aquilo.

Jesus responde com outra pergunta. Ele era mestre em Israel e não entendia essas coisas?

Imagino a cabeça de Nicodemos fervilhando. Como era mestre em Israel e conhecia as Escrituras, Jesus declara verdades maravilhosas, realmente fantásticas a esse homem. Fala do que conhece e testemunha do que viu, embora não aceitem o Seu testemunho.

Além disso diz que falando das coisas terrenas não estão crendo, como crerão se começar a falar de coisas celestiais?

Ainda assim, fala que ninguém jamais subiu ao céu, a não ser Aquele que veio do céu, o Filho do Homem. Nicodemos entende que Jesus está falando de Si mesmo.

E Jesus continua a revelar maravilhosas verdades. Da mesma forma que Moisés levantou a serpente no deserto, assim também era necessário que o Filho do homem fosse levantado, para que todo que nEle crer tenha a vida eterna.

Jesus sabe que Nicodemos conhece essa história. Talvez você não. Então vamos lembrar.

O povo de Israel estava no deserto. Perderam novamente a paciência e começaram a murmurar. Chegaram ao ponto de dizer que o maná era um alimento miserável. Que triste! Que terrível ingratidão.

O Senhor enviou contra eles serpentes, cuja mordida queimava como brasa viva e muitos morreram envenenados. O povo correu para Moisés. Pediu que orasse para que o Senhor retirasse as serpentes. O Senhor não tirou, mas deu uma solução.

Mandou que Moisés fizesse uma serpente de bronze e a colocasse no alto de um poste. Todos que fossem picados por alguma serpente e olhassem para essa serpente levantada, eram curados.
Quer conferir? Está lá em Números 21.4-9.

Jesus falou a Nicodemos sobre o simbolismo daquela serpente. Ele seria levantado como a serpente fora levantada, no alto de um poste, o madeiro, e todos que olhassem para Ele, não seriam apenas curados do veneno das serpentes, mas receberiam a vida eterna. Muito lindo!

Mas o Senhor não parou por aí. Tinha muito que revelar a Nicodemos.

Conta porque veio ao mundo. “Porque Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho Único, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Deus enviou Seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para salvá-lo por meio dEle”. – João 3.16,17

Nicodemos devia estar se perguntando: “Como?”.

Jesus afirma que aquele que nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus.

Mais perguntas deviam fervilhar a cabeça de Nicodemos. “Por que quem não crer já está condenado? Que tipo de julgamento é esse?”.

Nós gostamos de complicar, mas o julgamento é muito simples, como tudo no Reino de Deus é.
Jesus explica que o julgamento é este: a Luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque suas obras eram más.

Quer algo mais simples? Acho impossível.

A Luz é Jesus. Ele veio ao mundo. Os homens amaram as trevas e não a Luz. Por quê? Suas obras eram más. E quem pratica o mal odeia a luz. Não se aproxima da luz. Por quê? Teme que suas obras sejam manifestas pela luz, que nada esconde.

Agora, afirma, quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que suas obras são realizadas por intermédio de Deus. Olha que interessante! Não fala que suas obras são boas. Fala que suas obras são realizadas por intermédio de Deus.

Quando praticamos a verdade, andamos nEle. Nossas obras são realizadas por intermédio dEle. Não que sejamos “os tais”, os bons. Ele é bom e nos abençoa para que realizemos as obras por Seu intermédio. https://www.youtube.com/watch?v=OpMm5JO0wtU

Como tem sido nossa vida? Temos andado na verdade?

Ou temos sido daqueles que andam se esgueirando pela escuridão para que nossas obras não sejam reveladas? Se estivermos assim, podemos levantar nossos olhos para Ele e sermos libertos e livres. Possuidores da vida eterna.

“E a vida eterna é isto: conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste ao mundo”. – João 17.3

Prosseguimos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mateus 5.1-48

Leitura do dia 12/10.

Na postagem anterior, vimos a vitória do Senhor sobre a tentação. O início de Seu ministério. O chamado dos primeiros discípulos. E a multidão a segui-Lo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-41-25.html

Agora, continuamos com o capítulo cinco de Mateus.

O Senhor Jesus sempre aproveitava as oportunidades. Quando via as pessoas que O seguiam, arrumava um barco ou um lugar alto, com uma acústica boa. E começava a ensinar.

Aqui Seu ensinamento foi denominado como “as bem-aventuranças”. E, para Ele, os bem-aventurados são, aos nossos olhos, os improváveis.

Os que são podres de espírito, e não os orgulhosos. Os que choram e não os que gargalham. Os humildes, e não os arrogantes. Os que têm fome e sede de justiça e não os que fazem justiça com as própria mãos.

Os misericordiosos, muitas vezes tidos como os “bobos”, alcançarão misericórdia.

Os puros de coração, tidos como “inocentes demais”, verão a Deus.

Os pacificadores, às vezes tidos como covardes, serão chamados filhos de Deus.

E os perseguidos, por causa da justiça, possuirão o Reino dos céus.

E vai além, dizendo que serão bem-aventurados os que forem insultados e perseguidos por seguirem a verdade, Ele. Esses devem alegrar-se e regozijar-se porque grande é a recompensa que os espera nos céus. Fizeram assim com os profetas.

E nós, conseguimos nos enxergar bem-aventurados? Ou nos achamos tolos quando esperamos a justiça de Deus?

Consideramo-nos bem-aventurados quando passamos ou somos o que o Senhor Jesus citou?

Vale lembrar que aquele que segue ao Senhor Jesus precisa ter sua mente mudada através de arrependimento. Deve começar uma nova jornada, com uma mente transformada, ou nunca entenderá nada. A lógica de Deus não é como a nossa. Muito menos sua perspectiva.

Muitas vezes quando perdemos, estamos ganhando. Ele vê toda a situação, o que não conseguimos fazer.

Pensemos um pouco sobre Seus valores. Comparemos com os nossos.

Que sejamos bem-aventurados.

Após as bem-aventuranças, Jesus nos transmite alguns ensinos valiosos. Claro, todos Seus ensinos são valiosos.

Aqui, nos versículos de treze a dezesseis, Ele fala sobre identidade e missão.

Somos o sal da terra. Não podemos perder o sabor. Jesus é o Pão, o Alimento, e nós somos o tempero.

Não é horrível quando comemos algo sem sal, insosso?

Por mais que seja saboroso, sem a quantidade de sal exata, perde o gosto. Jesus nos lembrou a não perdermos nosso sabor. Se perdermos, servimos apenas para sermos jogados fora e pisados pelos homens, completamente inúteis.

Mas há outro lado que também devemos pensar. Um alimento com sal em excesso é impossível de se saborear, sequer de comer. Até que suportamos comer algo sem sal, mas quando o sal está em excesso, é impossível. O único gosto que sentimos é o do sal. Todo o alimento é estragado, não há o que fazer.

Que tenhamos o cuidado de falar e agir com temperança, temperando realmente e não nos omitindo ou nos impondo. Tudo deve ser na medida certa e com equilíbrio. Devemos apenas temperar e não aparecer. Não somos o prato principal, apenas o tempero. Que apenas apontemos para o Senhor. Que digamos como João: "Ele deve se tornar cada vez maior, e eu, cada vez menor".
https://www.youtube.com/watch?v=P2ySdv-H3g0

Ninguém, após comer um excelente prato de, por exemplo, camarão, exclama: "Que sal delicioso!". A pessoa fala do prato principal e que o tempero estava na medida certa. Assim devemos ser. Se estamos aparecendo mais que o prato principal, algo está errado conosco. Não estamos exercendo nossa identidade, nem cumprindo nosso chamado.

Mas não somos apenas o sal da terra, somos a luz do mundo. A luz deve ser na medida exata e no lugar certo. Não se esconde uma lâmpada debaixo de uma vasilha. Ela deve ser colocada no lugar apropriado para que ilumine o ambiente, trazendo a luz necessária. Assim deve ser nossa vida. Devemos estar no lugar certo. Cumprindo nossa missão de iluminar, de afugentar a escuridão.

Jesus nos ordenou a brilharmos diante dos homens, e não apenas isso, mas com um propósito específico: para que os homens vejam nossas boas obras e glorifiquem nosso Pai. Devemos sempre apontar para o nosso Senhor.

Temos um propósito e uma identidade. Somos sal e luz. Vamos temperar e brilhar para que as pessoas conheçam o Senhor através das nossas atitudes, das nossas vidas. Em cada circunstância. A cada dia.

Jesus alertou a todos que O ouviam que não veio para abolir a Lei. Veio para cumpri-la. A Lei simplesmente não desaparece. Ela tem um propósito, até que tudo se cumpra.

O Senhor nos exorta a cumprir e ensinar a Lei, dizendo que os que assim fazem serão chamados grandes no Reino dos céus, diferente dos que desobedecem e ensinam os outros a desobediência, que serão chamados os menores no Reino dos céus.

Ele afirma que se a nossa justiça não exceder em muito à justiça dos fariseus e mestres da Lei, que se consideravam justos, não entraríamos no Reino dos céus. O que Ele disse? Nossas atitudes não devem ser as "normais", as que todos fazem. Devem ir além, demonstrando Seu caráter em nossas vidas. Pelas próximas páginas que percorreremos, veremos que assim será sempre seu ensino, ir além.

Os fariseus e mestres da Lei, infelizmente, haviam se afastados dos princípios da Lei. Normalmente faziam para serem vistos e reconhecidos pelos homens.

Em seguida, Jesus começa a citar alguns dos mandamentos abrindo o entendimento que devemos ter sobre eles.

“Não matarás”. Não significa apenas lançar mão de uma arma ou da força e tirar a vida física de alguém. Denegrir a imagem também é uma forma de matar. Devemos ter cuidado para não ferir ninguém em nossos relacionamentos. E se ferirmos, precisamos imediatamente procurar a reconciliação, caso contrário sofreremos as consequências de nossos atos.

“Não adulterarás”. O Senhor não considera adultério apenas o ato levado às últimas consequências. Desejar alguém que não lhe pertence também é adultério. Porque o adultério começa no coração, antes do ato em si. Isso é tão sério que nos instrui a arrancar o olho ou a mão, se estes nos fizerem pecar. Claro que não é literal. Se o desejo vir ao coração, deve ser arrancado, ali. Mude rotinas, mude pensamentos, faça o que for preciso para que aquilo não aconteça. Tome uma atitude. Arranque aquele desejo do seu pensamento, do seu coração, antes que se transforme em ação.

Na época de Jesus, os homens podiam dar carta de divórcio a uma mulher se ela fizesse qualquer coisa que lhe desagradasse. Até uma comida queimada podia ser caso de divórcio, mas o Senhor fez uma observação que deixou os homens perplexos: o único motivo para dar carta de divórcio a uma mulher (as mulheres não podiam dar carta aos homens), era se ela o traísse. Caso contrário, isso também se constituía em adultério.

O mandamento dizia para não jurar falsamente, mas o Senhor foi além. Não devemos jurar. Jurar para quê? Devemos ser homens e mulheres de palavra, dignos de confiança. O nosso “sim” deve ser “sim” e o nosso “não” deve ser “não”. Devemos ser íntegros e verdadeiros. O que passar disso, vem do maligno. Nossa palavra deve valer tanto quando um documento escrito e selado.

“Olho por olho e dente por dente”. Mas agora a vingança ficou para trás. Quem segue a Jesus precisa ter uma mente transformada. A ordem é amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem. Alguém já ouviu isso? Existia até o “vingador de sangue” e agora Ele manda amar e orar pelos que “não merecem” nosso amor. Por que? Porque o Senhor faz isso. Faz chover sobre bons e maus e devemos ser como Ele. A ordem final aqui é: Sejam perfeitos, como perfeito é o Pai celestial de vocês. Ele é nosso alvo, nosso exemplo. Como anteriormente, quando disse que éramos a luz, devemos apontar para Ele. Nem mais, nem menos. E tudo, a partir do nosso coração. É de dentro para fora.

Sim, que nossos atos excedam em muito à justiça dos fariseus e mestres da lei.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Somos sal e luz

Após as bem-aventuranças, Jesus nos transmite alguns ensinos valiosos. Cabe lembrar que todos Seus ensinos são valiosos.

Aqui, nos versículos 13 a 16 do capítulo 5 de Mateus, Ele nos fala sobre nossa identidade e missão.

Somos o sal da terra. Não podemos perder o sabor. Jesus é o Pão, o Alimento, e nós somos o tempero.

Não é horrível quando comemos algo sem sal, insosso?

Por mais que seja saboroso, sem a quantidade de sal exata, perde o gosto. Jesus nos atentou a não perdermos nosso sabor, dessa maneira serviríamos apenas para sermos jogados fora e pisados pelos homens, sem utilidade alguma.

Mas há outro lado que também devemos pensar. Um alimento com sal em excesso é impossível de se saborear, sequer de comer. Até que suportamos comer algo sem sal, mas quando o sal está em excesso, é impossível. O único gosto que sentimos é o do sal. Todo o alimento é estragado, não há o que fazer.

Que tenhamos o cuidado de falar e agir com temperança, temperando realmente e não nos omitindo ou nos impondo. Tudo deve ser na medida certa e com equilíbrio. Devemos apenas temperar e não aparecer. Não somos o prato principal, apenas o tempero. Que apenas apontemos para o Senhor. Que digamos como João: "Que Ele cresça e eu diminua." https://www.youtube.com/watch?v=P2ySdv-H3g0

Ninguém, após comer um excelente prato de, por exemplo, camarão, exclama: "Que sal delicioso!" Ele fala do prato principal e que o tempero estava na medida certa. Assim devemos ser. Se estamos aparecendo mais que o prato principal, algo está errado conosco. Não estamos exercendo nossa identidade, nem cumprindo nosso chamado.

Mas não somos apenas o sal da terra, somos a luz do mundo. A luz deve ser na medida exata e no lugar certo. Não se esconde uma lâmpada debaixo de uma vasilha. Ela deve ser colocada no lugar apropriado para que ilumine o ambiente, trazendo a luz necessária. Assim deve ser nossa vida. Devemos estar no lugar certo. Cumprindo nossa missão de iluminar, de afugentar a escuridão.

Jesus nos ordenou a brilharmos diante dos homens, e não apenas isso, mas com um propósito específico: para que os homens vejam nossas boas obras e glorifiquem nosso Pai. Devemos sempre apontar para o nosso Senhor.

Temos um propósito e uma identidade. Somos sal e luz. Vamos temperar e brilhar para que as pessoas conheçam o Senhor através das nossas atitudes, das nossas vidas.

Em cada circunstância. A cada dia.