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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Gênesis 3.1-24

Leitura do dia 01/01 (Leitura Bíblica Anual).

Leitura do dia 04/01, quarta-feira (Leitura Pedacinho por Pedacinho).

Estamos no capítulo três de Gênesis. Nosso primeiro dia de leitura esse ano.

No texto anterior, lemos de Gênesis 2.4-25.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-24-25.html

Agora, vamos continuar.

O texto nos conta que a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor havia criado. Um dia ela perguntou à mulher se realmente o Senhor havia dito que eles não podiam comer de nenhuma das árvores do jardim. Só posso entender que os animais conversavam com Adão e Eva. Se não fosse assim, Eva teria dado um pulo de susto, um grito e saído correndo.

Também não acredito que os primeiros capítulos da Bíblia sejam “uma historinha didática”. Creio que aconteceram os fatos como narrados aqui. O Senhor nos fez inteligentes.

A mulher respondeu à serpente que podiam comer de todos os frutos, exceto da árvore que estava no meio do jardim. Não deviam nem tocar em seu fruto. Se o fizessem, morreriam.

A serpente disse à mulher que eles não morreriam, com certeza. O Senhor sabia que se eles comessem do seu fruto, seus olhos seriam abertos e eles conheceriam o bem e o mal como o Senhor.

Novamente, chamo sua atenção para a árvore da vida. Ela também estava no meio do jardim, mas a única citada é a do conhecimento do bem e do mal.

A mulher olhou para a árvore. Era linda. Seu fruto parecia delicioso. Ela desejou o conhecimento que ele lhe daria. Não precisaria mais ser ensinada por Deus. Teria "independência". Tomou do fruto e o comeu. Depois deu a seu marido, que também o comeu.

Mas esse conhecimento não foi bom. Seus frutos foram terríveis. A primeira coisa que aconteceu: viram que estavam nus. Eles desobedeceram. Pecaram. Pecado significa: “Errar o alvo”. Foi o que aconteceu. O pecado não apenas nos separa do Senhor. Ele nos separa uns dos outros. Enquanto nosso relacionamento com o Senhor nos aproxima do outro, o pecado nos separa. Não queremos mais compartilhar nossas vidas. Não queremos mais transparência. Queremos nos fechar, nos proteger, nos esconder. E eles costuraram folhas de figueira para se cobrirem. Não eram mais transparente um ao outro.

Antes que o homem desobedecesse, quando soprava uma brisa ao entardecer, o Senhor ia ao encontro deles. Devia ser um tempo maravilhoso. Esperado ansiosamente.

Mas não nesse dia.

Quando ouviram o Senhor caminhando pelo jardim, tiveram medo. Esconderam-se entre as árvores. Como se fosse possível esconder do Senhor. Deve ter sido aterrador.

O Senhor chamou Adão e perguntou-lhe onde estava. Ele respondeu que ouviu seus passos pelo jardim. Teve medo, porque estava nu. Agora não deseja mais que sua mulher olhe inteiramente para ele. Muito menos o Senhor. Há algo a esconder. Ele está nu. Precisa de uma cobertura.

O Senhor lhe perguntou como soube que estava nu. E se havia comido do único fruto que não deveria comer. O único. O homem respondeu que a mulher, que o Senhor havia dado a ele, ofereceu o fruto e ele comeu.

Isso soa muito familiar. Sempre a culpa é do outro. É muito difícil estarmos dispostos a assumir nossas culpas. Adão estava com ela. Por que não dominou a serpente e a pôs para correr? Por que não instruiu a mulher para que ela não comesse? Não a impediu e ainda transferiu sua culpa.

Uma das coisas que mais admiro em Davi, é quando é confrontado pelo profeta Natã. Imediatamente reconhece: “Eu pequei”.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/03/nata-sua-obediencia-e-coragem.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/davi-e-seus-tragicos-erros.html

Adão, ao contrário, coloca a culpa na mulher e, em última instância ao próprio Senhor, afinal, foi o Senhor quem havia dado a mulher a ele.

Percebe que Adão não foi enganado? Ele escolheu comer o fruto. Ele desobedeceu.

O Senhor perguntou à mulher o que ela havia feito. Ela respondeu que a serpente a enganara. E ela comeu. A mulher foi enganada. Acreditou que o Senhor falara a mentira e a serpente a verdade. E comeu do fruto. Quantos riscos corremos quando não acreditamos no Senhor!

O Senhor não fez nenhuma pergunta à serpente. Ele a amaldiçoou.

E aqui, no meio da pior cena do Éden, o Senhor faz uma maravilhosa promessa. Haveria inimizade entre a serpente e a mulher. Entre a descendência da serpente e o descendente dela. O descendente. Esse descendente feriria a cabeça da serpente, enquanto a serpente lhe feriria o calcanhar. Quando tudo é caos, o Senhor aponta para Jesus, o Messias, o Salvador.

Para a mulher, o Senhor disse que daria à luz com dores. Seu desejo seria para seu marido e ele a dominaria. Consegue perceber que não era essa a intenção do Senhor? A dor e a dominação do homem sobre a mulher veio como uma maldição. O desejo do Senhor era que ambos fossem um. Cooperadores. Semelhantes. Idôneos. Amigos. Um complementando o outro. Foi o pecado que trouxe a sujeição.

Ao homem o Senhor disse que, por ele ter ouvido à mulher ao invés de ter ouvido o Senhor, a terra era maldita por sua causa. A decisão de um homem passou para toda a humanidade.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Agora, o trabalho passa a ser algo pesado. Durante toda a vida deve trabalhar para tirar da terra seu sustento. Não apenas cuidar do jardim. A terra agora produzirá espinhos e ervas daninhas. Não estará mais em cooperação com ele. Não apenas terá que cultivar a terra e cuidar dela. Terá que domá-la. Suar para obter seu alimento.

E morreria. Um dia, voltaria para a terra da qual havia sido formado. A morte nos choca terrivelmente porque fomos criados para a vida. Para sermos eternos.

A árvore que deveria nos interessar é a árvore da vida, não a árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas o homem duvidou do seu Criador.

O Senhor fez roupas de peles de animais para Adão e Eva. Roupas de figueira não eram o suficiente.

Os expulsou do jardim. Colocou querubins guardando o jardim, com uma espada flamejante que se movia de um lado para o outro. Agora o caminho até à árvore da vida estava guardado.

Amanhã continuamos no capítulo 4 de Gênesis. Não é nossa intenção esgotar o texto. Ore. Peça ao Senhor revelação. O que está por trás de cada ordem, informação e situação. Aprenda a garimpar. Não leia apenas por ler. Deseje aprender do Senhor.

“Essas coisas foram registradas há muito tempo para nos ensinar, e as Escrituras nos dão paciência e ânimo para mantermos a esperança” (Romanos 15.4).

Até amanhã. Espero você.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Quem é Jesus para você?

Ainda no capítulo 16 de Mateus, Jesus chega à região de Cesaréia de Felipe.

Era assim chamada em homenagem a Felipe, filho de Herodes, que dominou aquela região. Antes, era chamada de Panias, em homenagem ao deus pagão Pan, associado aos campos e rebanhos. Estive na caverna que havia sido consagrada a Pan. Ali, declaramos o nome de Jesus, como o único Rei e Senhor do Universo.

Voltando ao texto de Mateus.

Jesus escolheu essa região, dedicada a um falso deus, para perguntar aos Seus discípulos quem as pessoas diziam que Ele era.

Os discípulos responderam que uns achavam que era João Batista, outros Elias e ainda outros, Jeremias ou um dos profetas.

Então, Ele fez a maior pergunta de todas as perguntas que podem ser feitas: “E vocês? Quem vocês dizem que Eu sou”?

Em algum momento de nossas vidas, na verdade em vários deles, temos que responder a essa pergunta. À maior pergunta do Universo.

Quem dizemos que Ele é? Um profeta? Um revolucionário? Um humanista? Um hippie? Um filósofo? Um homem bonzinho que falava coisas mansas e curava as pessoas? O Filho do Deus vivo? Quem pensamos que Ele é?

Nossa resposta a essa pergunta irá definir nossas vidas. Completamente.

A grande pergunta do Universo não é quem eu sou, é quem Ele é. Quando sabemos quem Ele é, Ele nos revela quem somos. É maravilhoso. Sua identidade em nós, nos revela nossa identidade.

Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”.

Jesus disse que Pedro era feliz, porque essa revelação foi dada a Ele pelo Pai, que está nos céus. Não podemos ir a Jesus sem que o Pai nos dê essa maravilhosa revelação.

E eu? Quem digo que Ele é? O Cristo, Ungido, filho do Deus vivo?

E você? Quem você diz que Ele é? A resposta a essa pergunta define nossas vidas. Define tudo.

O texto ainda continua, mas vamos parar por aqui.

Imagino estar sentada ali, junto àquela caverna dedicada a Pan, um falso deus, ouvindo o Senhor perguntar: “E vocês? Quem dizem que Eu sou?”

Sei que Ele é o Cristo, o filho do Deus vivo. Meu Senhor e Salvador. Meu dono. O Amado da minha alma. Aquele a quem eu seguirei. Todos os dias. Sempre. Para sempre.

Isso me faz lembrar que nessa mesma região, Tito, no ano 70 d.C, após destruir Jerusalém, levou vários judeus ali e os massacrou, em espetáculos de jogos. Olho ao longo da história. Quantos foram martirizados porque reconheceram verdadeiramente quem Jesus é! Pedro foi um desses. Praticamente todos Seus apóstolos. E tantos outros. Inclusive hoje, longe de nossas confortáveis casas, muitos morrem por responder a essa pergunta como Pedro respondeu.

Quando temos a revelação de Sua identidade, como Pedro teve, não há como O negarmos.

Estou disposta a responder, mesmo em meio às lutas e tribulações? Mesmo diante da morte, se essa pergunta me for feita?

“E vocês? Quem vocês dizem que Eu sou?”

Eu quero conhecer Jesus, como Ele é, a cada dia. E você?
 https://www.youtube.com/watch?v=rBVjbjGVVjo