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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Marcos 15.1-47

Leitura do dia 24/10.

Na postagem anterior vimos a conspiração para matar Jesus. Sua unção em Betânia, com um caro perfume de nardo. Judas conspira traí-Lo.

Também vimos a última ceia. Ele fala que um dos Doze O trairá. Também fala que Pedro O negará. Ele ora no Getsêmani. É preso. É julgado diante do conselho (Sinédrio).
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-141-72.html

Caminhamos agora através do capítulo quinze de Marcos.

É de manhã. Bem cedo. Reuniram-se para discutir o que fariam.

Isaías havia escrito: "Condenado injustamente, foi levado embora. Ninguém se importou de Ele morrer sem deixar descendentes, de Sua vida ser cortada no meio do caminho. Mas Ele foi ferido mortalmente por causa da rebeldia do meu povo". - Isaías 53.8

Eles amarram-No. Levam-No a Pilatos, o governador. Ele possuía o direito legal de condenar um prisioneiro à morte.

Um novo julgamento começa.

Os principais sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos não podiam pedir que O matassem por Ele ter dito que era o Filho de Deus. A acusação diante de Pilatos era de que Ele havia declarado ser rei.

Colocaram-No diante de Pilatos que lhe pergunto se de fato era o rei dos judeus. Jesus responde: “É como você diz”. Seu posicionamento me faz amá-Lo mais. Quero correr e prostrar-me a Seus pés. Mas agora, só posso observar.

Enquanto isso, os principais dos sacerdotes continuam acusando-O. De vários crimes. Pilatos lhe pergunta se não ouve as acusações. Se não vai se defender. Jesus não responde. O governador fica impressionado. Muito.

Lembro-me de Isaías: “Ele foi maltratado, humilhado, torturado; contudo, não abriu a Sua boca; agiu como um cordeiro levado ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença dos seus tosquiadores Ele não expressou nenhuma palavra”. – Isaías 53.7

Durante a Páscoa era costume do governador, soltar um prisioneiro. A multidão escolhe quem deve ser solto.

Estava preso um homem muito conhecido chamado Barrabás. Era um revolucionário que cometera um assassinato durante uma revolta. A multidão pede a Pilatos para soltar um prisioneiro, como de costume.

Pilatos pergunta à multidão se querem que o rei dos judeus seja solto. Ele percebera que Jesus havia sido preso por inveja.

Os principais sacerdotes instigam a multidão a pedir que solte Barrabás, ao invés de Jesus.

Eles respondem que querem Barrabás. Minhas pernas dobram. Como assim? Quantos dessa multidão ouviram Seus ensinos revolucionários e O viram operando milagres? Agora pedem que Barrabás seja solto. E quanto ao Senhor Jesus?

Meu coração salta pela boca. Não tenho mais forças. Seguro-me em você.

O governador pergunta o que deve fazer com Jesus, chamado “rei dos judeus”. A multidão, a uma só voz responde: “Crucifica-O!”.

Estou literalmente "em frangalhos". Não consigo entender. Então lembro que Ele precisa morrer. Para me justificar. Justificar você. Justificar todo o que nEle crer. Como está escrito em João 3.16: "Porque Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho Único, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna".

Pilatos também não entende e pergunta: “Por quê? Que crime Ele cometeu?” Nenhum, respondo. Mas ninguém me ouve. Somente você que está ali, observando comigo.

A crucificação era o pior tipo de morte a que alguém podia ser submetido. Só os piores traidores e criminosos eram crucificados. Era considerada uma morte maldita (Deuteronômio 21.23).

Minhas lágrimas não param de rolar. Sei que se fez maldito por minha causa. Em meu lugar. Em seu lugar. Ele é totalmente inocente.

Aos prantos, não paro de me perguntar: Que amor é esse? Seu amor sempre me emociona. Sempre me emocionará. É demais para mim.

A multidão parece ensandecida. Gritam mais alto: “Crucifica-O!”.

Não consigo manter-me em pé.

Pilatos percebe que não adianta argumentar. Um tumulto está prestes a estourar. Como um estouro de uma boiada. Está ali para garantir a segurança de Jerusalém em dias de festa, quando a população aumentava consideravelmente.

Pilatos solta Barrabás. Manda açoitar Jesus.

Minha vontade é fechar o livro. Não quero mais ler. Não quero mais saber de nada. Não sei se posso suportar o que vem a seguir. Meu coração dispara. Choro desconsoladamente.

O açoitamento romano era tão cruel que muitos condenados não chegavam a ser crucificados. Morriam ali mesmo. Também era chamado de flagelo. Era feito com um chicote que possuía várias tiras, com pedaços de ossos de carneiro ou mesmo humanos, e metal, em suas pontas. Alguns eram conhecidos como "gato de nove caudas". Outros como "escorpião". Esses pedaços de ossos e metal não apenas arrancavam a pele do açoitado. Penetravam sua carne, rasgando vasos sanguíneos, nervos, músculo e pele. A cada chicotada.

É o que acontece com meu Senhor. A cada chicotada sua pele é arrancada. Seus vasos sanguíneos são rasgados. Seus nervos. Músculos. Peles. Como tiras. Seu sangue é derramado. Espirra para todos os lados. Ele literalmente é moído. Esmagado.

Estou jogada ao chão. Sem forças. Obrigo-me a olhar. Quase não suporto. Minhas pernas tremem. Todo meu corpo treme. Minha boca está seca. Não choro mais. Soluço alto. Sei que ninguém pode me ouvir. Berro. Meu coração dever ter saltado pela boca há muito tempo. Preciso olhar. Afinal, todo esse sofrimento é por mim. Por você. Por toda a humanidade.

Como Isaías escreveu: “Mas Ele foi ferido por causa de nossa rebeldia e esmagado por causa de nossos pecados. Sofreu o castigo para que fôssemos restaurados e recebeu açoites para que fôssemos curados.” – Isaías 53.5

Depois de ser açoitado, entrega-O aos soldados romanos para ser crucificado. Eles o levam ao palácio do governador, o Pretório. Chamam um regimento inteiro! Vestem-No com um manto vermelho. Tecem uma coroa de espinhos. Colocam-na em Sua cabeça. Zombam dEle. Batem em Sua cabeça com uma vara. Cospem nEle. Ajoelham-se, como se estivessem adorando-O.

Fazem isso até cansarem. Tiram o manto vermelho dEle. Vestem-No com Suas roupas. E O levam para ser crucificado.

Depois desse sofrimento terrível, terá que carregar Sua cruz. Mesmo estando esmagado.

Preciso ficar aqui. Não tenho mais forças. Não consigo entender tão grande amor. Deixou Sua glória por mim. Viveu como homem, por mim. Foi condenado, por mim. Foi humilhado, por mim. Castigado, por mim. Massacrado, moído, por mim.

Prostro-me a Seus pés. Minha vida é dEle. Não tem como não ser, depois de tudo que fez por mim.

Foi por você também. Se sua vida ainda não é dEle, agora é o momento. Entregue-se. Deixe que Ele trabalhe em sua vida. Como tem trabalhado na minha.

Não existe nada melhor que segui-Lo. Mesmo com todas as dificuldades.

Seu amor é maravilhoso. Podemos percebê-Lo a cada dia. Junte-se a mim. Prostre-mo-nos diante dEle. https://www.youtube.com/watch?v=GnuMCM4TEHI

Prosseguimos. Andamos pelas ruas de Jerusalém, junto com a multidão. Mal consigo caminhar. Vou aos tropeços. Preciso me apoiar em você. Escuto gritos à volta. Não consigo ouvir o que falam. Só tenho olhos para Ele.

Um homem de Cirene, norte da África, chamado Simão, é forçado a carregar Sua cruz. Penso no privilégio que esse homem tem. Não sei se ele sabe.

A "Via Crucis" ou "Via Dolorosa" percorre uma parte de Jerusalém. Do Pretório até ao Calvário. https://www.youtube.com/watch?v=bK7ldDXkKiM

A multidão vai até à rua para ver meu Senhor. Ele mal consegue andar. Acredite, o açoitamento romano não é chamado de flagelo à toa.

O caminho tem uma leve subida. O que torna a caminhada ainda mais difícil. Ele tem dificuldade para respirar. Andamos até sair da cidade. Pensei que não fosse conseguir. Chegamos a um lugar chamado Gólgota, Lugar da Caveira. Não tenho mais forças para chorar.

Dão-Lhe vinho misturado com mirra. Recusa-se a beber. Cravam Seus pés e mãos na cruz. É muito sofrimento. Tiram sortes e dividem Suas roupas. Eram nove horas da manhã.

Há uma plaquinha em sua cruz. É a acusação feita contra Ele. Está escrito: “O Rei dos Judeus”.

Bato em meu peito. Tudo por mim. Por mim. Por causa do meu pecado que me afastou do Pai. Por causa da minha rebeldia.

Dois criminosos também estão sendo crucificados. Um em cada lado dEle. Assim, cumpriram-se as Escrituras que diziam: “Foi contado entre os rebeldes” (Isaías 53.12b).

Muitos passam e lançam-Lhe insultos. Balançam a cabeça e dizem: “Você disse que destruiria o templo e o reconstruiria em três dias. Pois bem, salve a Si mesmo e desça da cruz!”.

Minha vontade é correr para cima deles. Mesmo que fosse possível, não tenho forças. Tolos!

Os principais sacerdotes e os mestres da lei também zombam dEle, dizendo que salvou os outros, mas não pode salvar a Si mesmo. Diziam “que esse Cristo, o rei de Israel desça da cruz agora mesmo para que vejamos e creiamos nEle”

Tolos! Desgraçadamente tolos. Não sabem com quem estão falando. Não se importaram em saber.

Mateus e Marcos contam que os homens a Seu lado também O insultam. Lucas, no entanto (Lucas 23.39-43), nos conta que um deles disse que Ele não havia cometido crime nenhum e pede que se lembre dele quando entrar em Seu Reino. O Senhor responde e garante que naquele mesmo dia estaria com Ele no paraíso. Esse é o Senhor a quem servimos!

Ao meio dia a terra escurece. Alguns estão assustados. Tudo fica escuro até às três horas da tarde. Então, brada em alta voz, tamanha Sua dor: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?”. que significa: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”.

Nosso pecado O separa do Pai. Ainda dói mais que a dor por todo Seu corpo.

Alguns acham que está chamando Elias. Alguém corre em busca de uma esponja, embebeda-a em vinagre, coloca-a na ponta de uma vara e leva para Jesus beber. Outros dizem para esperar. Querem ver se Elias virá salvá-Lo. Queria ver todo mundo correndo, morrendo de medo, se tal acontecesse. Mas Ele entregou-Se por mim. Por nós. Não fugirá da cruz.

Então, novamente clama em alta voz e dá Seu último suspiro.

Meu coração quase para. Meu Senhor morreu. Por mim. Por todos.

A cortina do santuário do templo se rasga. Em duas partes. De cima até embaixo, do céu para a terra. Sua morte nos dá livre acesso ao Pai. Seu sacrifício é perfeito. Completo. Ele realmente é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29).

O centurião que estava diante dEle, ao ver como havia morrido, exclama que verdadeiramente Ele era o Filho de Deus. Um soldado romano. Não os judeus ali presentes.

Muitas mulheres estão ali. Observam de longe. Corações sangrando. Seguiam Jesus desde a Galileia, para O servir.

Mas ouça, não foram os judeus ou os romanos que mataram Jesus. Foi o meu pecado. O seu pecado. O pecado de todos nós.

Vamos parar aqui. Preciso me lançar aos pés da cruz. Agradecê-Lo mais uma vez por tão grande amor. Nem a eternidade será suficiente para agradecê-Lo. Novamente, junte-se a mim. Se ainda não entregou Sua vida a Ele, não deixe para depois, faça-o agora. Ele morreu em meu lugar. Em seu lugar. Seu sacrifício nos leva de volta ao Pai. Ele é o Único que pode e faz isso por nós. "Jesus disse: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode vir ao Pai senão por mim". - João 14.6

Depois de um tempo, prosseguimos.

Nosso Senhor entregou Seu espírito. Está morto.

A tarde cai. As pessoas se dispersam.

Era sexta-feira. Ao entardecer, José, de Arimateia, vai corajosamente a Pilatos, pedir o corpo do Senhor. Ele era um membro respeitado do conselho dos líderes do povo. Esperava a chegada do reino de Deus. Não era um pedido comum. Pilatos fica surpreso de já estar morto. Confirma com o oficial romano e autoriza José a levar o corpo.

José vai até o Calvário. É muita tristeza. Tira o corpo de Jesus da cruz. Envolve-O num lençol de linho, limpo, novo. Coloca-O em um sepulcro escavado na rocha.

João nos conta que Nicodemos estava com ele. Trouxe aproximadamente trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés (João 19.39). Trinta e quatro quilos! Você consegue imaginar? Eles O envolvem em faixas de linho, com essa mistura, como era costume dos judeus. Depois, José fecha o sepulcro com uma pedra. Essa pedra costumava ser muito pesada. Provavelmente seus servos estavam com ele para conseguir rolar a pedra. Vão embora. Não há mais o que fazer.

Maria Madalena e Maria, mãe de José viram onde O sepultaram.

Começa o sábado. Nada mais pode ser feito.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 3 de agosto de 2019

Isaías 43.1-45.25

Leitura do dia 29/07.

Continuamos nossa caminhada através do livro do profeta Isaías.

Ontem vimos a ordem do Senhor para consolar Seu povo. A promessa de um libertador. E de um Messias.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/isaias-401-4225.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo quarenta e três. Até o quarenta e cinco.

O Senhor chama Seu povo a ouvi-Lo. Não promete um mar de rosas. Promete companhia e livramento. Ele fala “quando”, significa que muito provavelmente passaremos por tais experiências. O maravilhoso é que, mesmo se passarmos pelas águas profundas, Ele estará ao nosso lado. Ao atravessarmos rios, não nos afogaremos. Ao passarmos pelo fogo não nos queimaremos, nem a chama nos fará mal. Não por sermos os poderosos. Mas por Ele ser nosso Deus, o Santo de Israel, nosso Salvador.

É maravilhoso podermos contar com Sua companhia nestas situações de total pavor. Quem deseja passar por águas profundas, atravessar rios e passar pelo fogo? Ninguém. Mas, nestes momentos, em que o medo toma conta de nós, não conseguimos enxergar uma solução. Sim, pensamos, serei engolida por essas águas. Ou, me afogarei, morrerei. Ou ainda, o fogo me queimará, a chama acabará comigo. Ele diz que não. Que estará conosco. E nos livrará. Sairemos ilesos. Somente pela fé nEle.

Somos o Israel do Senhor. Somos Suas testemunhas. Fomos escolhidos para conhecê-Lo. Para nEle crer. E entender, diferente de tantos que não conseguem, que somente Ele é Deus. Não há outro. Nunca houve. Nunca haverá. Somente Ele nos salva. Ele previu a salvação. Salvou. E proclamou a todo o mundo. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Sua bondade não tem fim. O que fez na saída do povo de Israel do Egito, não se compara às Suas próximas maravilhas. Ele abrirá um caminho no meio do deserto. Fará rios na terra seca. Até os animais O louvarão. Pois Ele lhes dará água. No deserto.

E, se no momento estamos vivendo em terra seca, Ele fará rios onde estamos, para que possamos nos refrescar. Ele nos formou para Si, para O honrarmos perante o mundo. Temos feito isso?

Quando o Senhor olha para Seu povo, vê um povo desgarrado. Que não clama por Ele. Que se cansou dEle. Que não O honrou. Que não O agradou. Apenas O sobrecarregou com pecados. E O cansou com maldades. Ainda assim, o Senhor promete o perdão. Por Sua infinita bondade e misericórdia. Por Seu amor.

Toda vergonha sobre o povo do Senhor vem por causa do pecado. Da rebelião. Do virar as costas ao Senhor.

Apesar disso, o Senhor chama Seu povo. Para que venha. Ele derramará água que verdadeiramente mata sede. Que rega os campos secos do nosso coração. Ele derrama Seu Espírito. E Sua benção prossegue pelas próximas gerações. Ele promete que nossa descendência será dEle. Uns dirão: Pertenço ao Senhor, sou dEle. Outros dirão que são descendentes de Jacó. Outros escreverão nas mãos o nome do Senhor. E se chamarão por Israel.

Que sejamos dEle. Não é sensato adorarmos ídolos. É estupidez e ignorância. Falta de entendimento. Como pode um ídolo que nem consegue se mexer, ouvir orações e respondê-las?

O profeta clama que todos se voltem para Ele. Só Ele cumpre as previsões de Seus profetas, os verdadeiros.

Novamente o Senhor fala sobre a vinda de Ciro. Ele fará o que o Senhor deseja. Reconstruirá Jerusalém. Ordenará que restaurem o templo. Ainda que Ciro não O conhecesse o Senhor o tomaria pela mão e o usaria. Seu propósito é que todo o mundo, de leste a oeste, saiba que não há outro Deus, apenas o Senhor (Isaías 45.5). Seu interesse é que todos os povos O reconheçam e O conheçam.

Mas, grande aflição espera os que contestam com o Criador. Quem é o barro para dizer ao oleiro o que fazer? Ele criou o Universo!

Ciro restaurará Sua cidade (como fez) e libertará Seu povo (o que aconteceu), sem exigir recompensa. Os egípcios, os etíopes e os sabeus reconheceriam que somente o Senhor é Deus. Não há outro.

Não é maravilhoso ouvir o Senhor dizer que as ordens que nos dá são possíveis? Se não fosse possível que O encontrássemos, não ordenaria que O buscássemos. Ele fala apenas a verdade. Declara somente o que é correto.

Que todo o mundo se volte para Ele, para ser salvo. Que larguem seus ídolos. E declarem que só o Senhor é a única fonte de justiça e força.

Que nos rendamos a Ele.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quarenta e seis. Até o capítulo quarenta e oito.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Salmo 129.1-130.8

Leitura do dia 24/06.

Na postagem anterior vimos que precisamos trabalhar com o Senhor. E temê-Lo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1271-1286.html

Agora, caminharemos pelos Salmos cento e vinte e nove e cento e trinta.

No Salmo cento e vinte e nove o salmista canta que desde a sua juventude seus inimigos o perseguem. Lembre-se, é uma canção. Todos devem repetir. Seus inimigos o perseguem. Mas, maravilha das maravilhas, nunca foi derrotado. Suas costas estão cobertas de feridas. Sofreu. Foi escravo. O Senhor porém, que é justo, o livrou das cordas do homem que o feria, com maldade.

Seu desejo, expresso em sua canção, é que todos que odeiam Sião sejam envergonhados e derrotados. Que sejam inúteis como o capim que nasce no telhado. Não serve para nada. Seca antes de crescer. Não é colhido.

Quando passavam uns pelos outros no caminho, cumprimentavam-se abençoando uns aos outros. Seu desejo é que esses, que odeiam Sião, não sejam cumprimentados com a benção do Senhor.

No Salmo cento e trinta, o salmista está em desespero. Das profundezes do desespero clama ao Senhor. Desespero é algo terrível. Mas ele não está apenas desesperado. Está nas profundezas do desespero. Um lugar em que muitos de nós conheceu. Conhece.

É dessa profundeza que clama ao Senhor. Implora que sua voz seja escutada. Que sua oração seja ouvida.

Em algum momento esteve longe do Senhor. Por isso, fala que se o Senhor mantivesse um registro de nossos pecados, ninguém sobreviveria. Ah, louvado seja Seu nome por nos perdoar. E não se lembrar mais de nossos pecados.

“Eu, somente Eu, por minha própria causa, apagarei seus pecados e nunca mais voltarei a pensar neles.” – Isaías 43.25

O Senhor nos oferece perdão. Para que O temamos. O respeitemos. O amemos.

O salmista declara que espera no Senhor. Em Sua palavra depositou toda a Sua esperança. Anseia pelo Senhor. Muito mais que as sentinelas anseiam que o dia amanheça para que voltem em segurança às suas casas e descansem.

Conclama a todos que coloquem sua esperança no Senhor. Sabe por quê? No Senhor há amor. E transbordante redenção. Não é apenas uma redenção por obrigação e má vontade. É uma transbordante redenção. Como águas que transbordam e correm, revigorando tudo ao redor. Ele próprio é quem nos resgata de todos nossos pecados. Louvado seja o Senhor.

Sim, que coloquemos nossa esperança apenas nEle. E desfrutemos de Sua transbordante redenção.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do Salmo cento e trinta e um. Até o Salmo cento e trinta e nove.

Espero você. Até lá.