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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Tiago 1.1-5.20

Leitura do dia 19/12.

Continuamos nossa caminhada através das páginas das Escrituras.

Na postagem anterior terminamos a Carta aos Hebreus. Vimos que o sacrifício de Jesus foi definitivo. O apelo do escritor à perseverança.

Também vimos grandes exemplos de fé. E o ensino maravilhoso de que a disciplina de Deus comprova Seu amor para conosco. Fomos chamados a ouvir a Deus. E recebemos várias instruções práticas. http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/hebreus-101-1325.html

Hoje caminharemos através das páginas do livro de Tiago.

De acordo com a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário (citada com permissão), três pessoas chamadas Tiago são mencionadas no Novo Testamento. Uma delas é Tiago, irmão do Senhor, que não acreditou em Jesus até depois de Sua ressurreição (João 7.2-9). Foi pastor em Jerusalém (Atos 15.13-21). Josefo nos diz que foi apedrejado até à morte, cerca de 62 d.C., sob a acusação de abandonar a lei judaica. É considerado o autor desta carta que foi escrita aos judeus cristãos dispersos. A principal característica de estilo é a brusquidão. Ele é eloquente, severo e sincero. Tem um tom judaico distinto.

Sem dúvida foi escrita de Jerusalém. A data é muito contestada. Uns dizem que foi 40 d.C. Uns 50 d.C. Outros ainda dizem 61 ou 62 d.C., pouco antes do martírio de Tiago. É seguro dizer que esta carta foi um dos primeiros livros do Novo Testamento.

Tiago consegue enxergar Jesus como Seu Senhor. Inicia sua carta dizendo que é escravo de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

Ensina que devemos ter como motivo de grande alegria passar por qualquer tipo de provação. Quando nossa fé é provada, a perseverança tem a oportunidade de crescer. E é necessário que a perseverança cresça para que sejamos maduros e completos.

Se alguém precisar de sabedoria deve pedir a Deus. Ele é generoso e nos dará. Sem repreender ninguém por pedir.

Mas, quando pedir, devemos pedir com fé. Quem duvida é como a onda do mar, empurrada de um lado para o outro pelo vento. Tal pessoa tem a mente dividida. É instável em tudo o que faz. Não receberá nada do Senhor.

Tiago nos diz que é feliz quem suporta com paciência as provações e tentações. Receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que O amam.

Não somos tentados por Deus, jamais. Somos tentados pelos nossos desejos, que nos seduzem a nos arrastam. Eles dão à luz o pecado. E, quando o pecado se desenvolve plenamente, gera a morte. Sempre. Não há nenhum outro tipo de colheita. Sempre é a morte.

Tudo que é bom e perfeito vem do alto, do Pai que criou as luzes. NEle não há nenhuma variação. Não há sequer alguma sombra de mudança. E Ele, por Sua vontade, nos gerou por meio de Sua palavra verdadeira.

Tiago pede que entendamos que devemos estar sempre prontos para ouvir. Que não tenhamos pressa para falar, nem para se irar. A ira humana não produz a justiça divina. Ela não é totalmente justa. Só vê um lado. Que removamos toda impureza e maldade de nossas vidas. Que aceitemos humildemente a palavra que nos foi implantada no coração. Ela tem poder para nos salvar.

Prestou atenção neste versículo? A palavra foi implantada em nosso coração. Agora, como um implante, faz parte de nós. Não podemos apenas ouvi-la. Precisamos praticá-la. Se não a praticarmos estaremos nos enganando. Seremos como alguém que se olha no espelho e logo esquece sua aparência. Se observarmos atentamente a lei perfeita que nos liberta, perseverarmos nela e a colocarmos em prática, sem esquecer o que ouvimos, seremos felizes em tudo que fizermos.

Se algum de nós afirma ser religioso e não controla sua língua, está se enganando. Sua religião não tem nenhum valor.

A religião pura e verdadeira aos olhos de Deus, o Pai, é cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.

Qual “religião” temos praticado?

Tiago não entende como alguém pode dizer que tem fé no Senhor Jesus e mostra favorecimento a algumas pessoas. Se discriminarmos alguém, estamos agindo como juízes, guiados por motivos perversos.

Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé. Não podemos desprezá-los. Não foi o que aprendemos com o Senhor.

Fazemos o bem se obedecermos à lei do reino e amarmos nosso próximo como a nós mesmos. Mas, se mostrarmos favorecimento a algumas pessoas, estamos pecando e transgredindo a lei. Devemos nos lembrar que seremos julgados por tudo que fizermos e dissermos, pela lei que nos liberta. Não haverá misericórdia para quem não mostra misericórdia, somente para os que forem misericordiosos.

A fé, se não produzir ação, está morta, é inútil. Até os demônios creem em Deus. E estremecem.

Abraão foi declarado justo quando ofereceu Isaque. Suas ações tornaram sua fé completa. Assim como um corpo está morto sem fôlego de vida, a fé sem obras está morta.

Se deseja ser mestre, cuidado, pense bem. Os mestres serão julgados com mais rigor. Afinal, devem praticar o que ensinam.

Tiago nos fala que a língua é pequena, mas faz discursos grandiosos. É uma chama de fogo. Corrompe todo o corpo. Ateia fogo a uma vida inteira. Se pudéssemos controlá-la seríamos perfeitos, capazes de nos controlar em todos os sentidos.

Se nos consideramos sábios e inteligentes, demostramos vivendo honradamente. Realizando boas obras com a humildade que vem da sabedoria. Vou repetir: a sabedoria é acompanhada de humildade. Nenhum sábio tem “nariz empinado”.

Se em nossos corações há inveja amarga e ambição egoísta, a sabedoria que temos é terrena, mundana e demoníaca. Onde há inveja e ambição egoísta, também há confusão e todo tipo de males.

A sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, sempre amável e disposta a ceder a outros. É cheia de misericórdia e é fruto de boas obras. Não mostra favoritismo. É sempre sincera.

Por essas características podemos descobrir se a sabedoria de alguém vem de Deus ou não.

Os pacificadores plantarão sementes de paz. Terão uma colheita de justiça. Paz e justiça sempre andam juntas. Não há paz com injustiça.

As discussões e brigas acontecem por causa dos prazeres que guerreiam dentro de nós, se não permitimos que Sua palavra, implantada em nós, nos transforme.

Ele nos alerta que não temos o que desejamos porque não pedimos. E quando pedimos, não recebemos porque nossos motivos estão errados. Estamos pedindo apenas o que nos dá prazer. Ah, a teoria da prosperidade não é assim? Queremos para nós apenas, não para repartir com quem não tem.

Tiago chama tais pessoas de adúlteras! Desejam o mundo e sua amizade. Assim, tornam-se inimigas de Deus. Ele se opõe aos orgulhosos. Mas dá graça aos humildes. Tão diferente do mundo! Tão diferente da falsa prosperidade que tem enganado a muitos!

Devemos nos submeter a Deus. Resistir ao diabo, e ele fugirá de nós. Se nos aproximarmos de Deus, Ele se aproximará de nós. Não consegue se esconder quando O procuramos, quando O desejamos. Não sabe brincar de "esconde-esconde". http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/esconde-esconde.html

Se temos andado em pecado, que lavemos as mãos e purifiquemos nossos corações. Que haja em nós lágrimas, lamentações e profundo pesar. Que haja choro em vez de riso e tristeza em vez de alegria. Que haja arrependimento. Que nos humilhemos diante do Senhor. Assim, Ele nos exaltará.

Que não falemos mal uns dos outros. Não temos esse direito. Somente o Senhor é juiz. Ele tem poder para salvar ou destruir.

Sempre que planejarmos qualquer coisa, precisamos contar com Sua. Se Ele quiser, faremos tal coisa. Não devemos nos orgulhar de nossos planos. Não podemos ser pretensiosos. Toda presunção desta forma é maligna. Uma presunção que não depende de Deus. Que faz tudo baseado em seus próprios talentos e força. Maligna.

Os que são ricos e contam com suas riquezas devem chorar e se lamentar. Seu ouro e prata serão corroídos. Se têm retido o salário dos trabalhadores de modo fraudulento, o Senhor os julgará. O clamor dos trabalhadores tem chegado a Seus ouvidos.

Que todos sejamos pacientes enquanto aguardamos Sua volta. Como os que plantam uma semente e esperam até o dia da colheita, trabalhando e aguardando com paciência. Sua vinda está próxima. E, se estava próxima na época de Tiago, quanto mais está agora!

Que não nos queixemos uns dos outros. O Juiz está chegando!

Que tomemos como exemplo a paciência dos profetas que falaram em nome do Senhor. Muitos não viram suas profecias se cumprirem, o que aconteceu somente após suas mortes.

Quer considerar alguém feliz? Considere os que permanecem firmes em meio à aflição. Esses são felizes, de fato. Como Jó, que no final viu a bondade, compaixão e misericórdia do Senhor sobre sua vida.

Que nosso “sim” seja de fato sim e nosso “não” seja não. Não devemos jurar por nada, devemos ser pessoas que têm palavra. Cumpridoras do que afirmam.

Se há alguém passando por dificuldade, deve orar.

Se há alguém feliz, deve cantar.

Se há alguém doente, que chamem os presbíteros para que orem e unjam com óleo em nome do Senhor. Essa oração curará o enfermo. O Senhor restabelecerá sua saúde. Se cometeu algum pecado, será perdoado.

Que confessemos nossos pecados uns aos outros e oremos uns pelos outros para sermos curados. A oração de um justo tem grande poder. Produz grandes resultados.

Lembram de Elias? Não era nenhum super-herói. Era humano como nós. Orou insistentemente para que não chovesse e não choveu durante três anos e meio. Depois, orou outra vez, o céu enviou chuva e a terra produziu suas colheitas. http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/um-homem-corajoso-aparece-na-historia.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/09/ruido-de-chuva.html

Se algum de nós se desviar da verdade e for trazido de volta, quem o trouxer o salvará da morte e trará perdão para muitos pecados.

Que carta Tiago, irmão do nosso Senhor Jesus, escreveu! Quanta exortação! Quanto ensino a ser seguido.

Continuamos amanhã. Leremos a Primeira Carta do Apóstolo Pedro. Inteira. É bem curtinha.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Marcos 15.1-47

Leitura do dia 24/10.

Na postagem anterior vimos a conspiração para matar Jesus. Sua unção em Betânia, com um caro perfume de nardo. Judas conspira traí-Lo.

Também vimos a última ceia. Ele fala que um dos Doze O trairá. Também fala que Pedro O negará. Ele ora no Getsêmani. É preso. É julgado diante do conselho (Sinédrio).
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-141-72.html

Caminhamos agora através do capítulo quinze de Marcos.

É de manhã. Bem cedo. Reuniram-se para discutir o que fariam.

Isaías havia escrito: "Condenado injustamente, foi levado embora. Ninguém se importou de Ele morrer sem deixar descendentes, de Sua vida ser cortada no meio do caminho. Mas Ele foi ferido mortalmente por causa da rebeldia do meu povo". - Isaías 53.8

Eles amarram-No. Levam-No a Pilatos, o governador. Ele possuía o direito legal de condenar um prisioneiro à morte.

Um novo julgamento começa.

Os principais sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos não podiam pedir que O matassem por Ele ter dito que era o Filho de Deus. A acusação diante de Pilatos era de que Ele havia declarado ser rei.

Colocaram-No diante de Pilatos que lhe pergunto se de fato era o rei dos judeus. Jesus responde: “É como você diz”. Seu posicionamento me faz amá-Lo mais. Quero correr e prostrar-me a Seus pés. Mas agora, só posso observar.

Enquanto isso, os principais dos sacerdotes continuam acusando-O. De vários crimes. Pilatos lhe pergunta se não ouve as acusações. Se não vai se defender. Jesus não responde. O governador fica impressionado. Muito.

Lembro-me de Isaías: “Ele foi maltratado, humilhado, torturado; contudo, não abriu a Sua boca; agiu como um cordeiro levado ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença dos seus tosquiadores Ele não expressou nenhuma palavra”. – Isaías 53.7

Durante a Páscoa era costume do governador, soltar um prisioneiro. A multidão escolhe quem deve ser solto.

Estava preso um homem muito conhecido chamado Barrabás. Era um revolucionário que cometera um assassinato durante uma revolta. A multidão pede a Pilatos para soltar um prisioneiro, como de costume.

Pilatos pergunta à multidão se querem que o rei dos judeus seja solto. Ele percebera que Jesus havia sido preso por inveja.

Os principais sacerdotes instigam a multidão a pedir que solte Barrabás, ao invés de Jesus.

Eles respondem que querem Barrabás. Minhas pernas dobram. Como assim? Quantos dessa multidão ouviram Seus ensinos revolucionários e O viram operando milagres? Agora pedem que Barrabás seja solto. E quanto ao Senhor Jesus?

Meu coração salta pela boca. Não tenho mais forças. Seguro-me em você.

O governador pergunta o que deve fazer com Jesus, chamado “rei dos judeus”. A multidão, a uma só voz responde: “Crucifica-O!”.

Estou literalmente "em frangalhos". Não consigo entender. Então lembro que Ele precisa morrer. Para me justificar. Justificar você. Justificar todo o que nEle crer. Como está escrito em João 3.16: "Porque Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho Único, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna".

Pilatos também não entende e pergunta: “Por quê? Que crime Ele cometeu?” Nenhum, respondo. Mas ninguém me ouve. Somente você que está ali, observando comigo.

A crucificação era o pior tipo de morte a que alguém podia ser submetido. Só os piores traidores e criminosos eram crucificados. Era considerada uma morte maldita (Deuteronômio 21.23).

Minhas lágrimas não param de rolar. Sei que se fez maldito por minha causa. Em meu lugar. Em seu lugar. Ele é totalmente inocente.

Aos prantos, não paro de me perguntar: Que amor é esse? Seu amor sempre me emociona. Sempre me emocionará. É demais para mim.

A multidão parece ensandecida. Gritam mais alto: “Crucifica-O!”.

Não consigo manter-me em pé.

Pilatos percebe que não adianta argumentar. Um tumulto está prestes a estourar. Como um estouro de uma boiada. Está ali para garantir a segurança de Jerusalém em dias de festa, quando a população aumentava consideravelmente.

Pilatos solta Barrabás. Manda açoitar Jesus.

Minha vontade é fechar o livro. Não quero mais ler. Não quero mais saber de nada. Não sei se posso suportar o que vem a seguir. Meu coração dispara. Choro desconsoladamente.

O açoitamento romano era tão cruel que muitos condenados não chegavam a ser crucificados. Morriam ali mesmo. Também era chamado de flagelo. Era feito com um chicote que possuía várias tiras, com pedaços de ossos de carneiro ou mesmo humanos, e metal, em suas pontas. Alguns eram conhecidos como "gato de nove caudas". Outros como "escorpião". Esses pedaços de ossos e metal não apenas arrancavam a pele do açoitado. Penetravam sua carne, rasgando vasos sanguíneos, nervos, músculo e pele. A cada chicotada.

É o que acontece com meu Senhor. A cada chicotada sua pele é arrancada. Seus vasos sanguíneos são rasgados. Seus nervos. Músculos. Peles. Como tiras. Seu sangue é derramado. Espirra para todos os lados. Ele literalmente é moído. Esmagado.

Estou jogada ao chão. Sem forças. Obrigo-me a olhar. Quase não suporto. Minhas pernas tremem. Todo meu corpo treme. Minha boca está seca. Não choro mais. Soluço alto. Sei que ninguém pode me ouvir. Berro. Meu coração dever ter saltado pela boca há muito tempo. Preciso olhar. Afinal, todo esse sofrimento é por mim. Por você. Por toda a humanidade.

Como Isaías escreveu: “Mas Ele foi ferido por causa de nossa rebeldia e esmagado por causa de nossos pecados. Sofreu o castigo para que fôssemos restaurados e recebeu açoites para que fôssemos curados.” – Isaías 53.5

Depois de ser açoitado, entrega-O aos soldados romanos para ser crucificado. Eles o levam ao palácio do governador, o Pretório. Chamam um regimento inteiro! Vestem-No com um manto vermelho. Tecem uma coroa de espinhos. Colocam-na em Sua cabeça. Zombam dEle. Batem em Sua cabeça com uma vara. Cospem nEle. Ajoelham-se, como se estivessem adorando-O.

Fazem isso até cansarem. Tiram o manto vermelho dEle. Vestem-No com Suas roupas. E O levam para ser crucificado.

Depois desse sofrimento terrível, terá que carregar Sua cruz. Mesmo estando esmagado.

Preciso ficar aqui. Não tenho mais forças. Não consigo entender tão grande amor. Deixou Sua glória por mim. Viveu como homem, por mim. Foi condenado, por mim. Foi humilhado, por mim. Castigado, por mim. Massacrado, moído, por mim.

Prostro-me a Seus pés. Minha vida é dEle. Não tem como não ser, depois de tudo que fez por mim.

Foi por você também. Se sua vida ainda não é dEle, agora é o momento. Entregue-se. Deixe que Ele trabalhe em sua vida. Como tem trabalhado na minha.

Não existe nada melhor que segui-Lo. Mesmo com todas as dificuldades.

Seu amor é maravilhoso. Podemos percebê-Lo a cada dia. Junte-se a mim. Prostre-mo-nos diante dEle. https://www.youtube.com/watch?v=GnuMCM4TEHI

Prosseguimos. Andamos pelas ruas de Jerusalém, junto com a multidão. Mal consigo caminhar. Vou aos tropeços. Preciso me apoiar em você. Escuto gritos à volta. Não consigo ouvir o que falam. Só tenho olhos para Ele.

Um homem de Cirene, norte da África, chamado Simão, é forçado a carregar Sua cruz. Penso no privilégio que esse homem tem. Não sei se ele sabe.

A "Via Crucis" ou "Via Dolorosa" percorre uma parte de Jerusalém. Do Pretório até ao Calvário. https://www.youtube.com/watch?v=bK7ldDXkKiM

A multidão vai até à rua para ver meu Senhor. Ele mal consegue andar. Acredite, o açoitamento romano não é chamado de flagelo à toa.

O caminho tem uma leve subida. O que torna a caminhada ainda mais difícil. Ele tem dificuldade para respirar. Andamos até sair da cidade. Pensei que não fosse conseguir. Chegamos a um lugar chamado Gólgota, Lugar da Caveira. Não tenho mais forças para chorar.

Dão-Lhe vinho misturado com mirra. Recusa-se a beber. Cravam Seus pés e mãos na cruz. É muito sofrimento. Tiram sortes e dividem Suas roupas. Eram nove horas da manhã.

Há uma plaquinha em sua cruz. É a acusação feita contra Ele. Está escrito: “O Rei dos Judeus”.

Bato em meu peito. Tudo por mim. Por mim. Por causa do meu pecado que me afastou do Pai. Por causa da minha rebeldia.

Dois criminosos também estão sendo crucificados. Um em cada lado dEle. Assim, cumpriram-se as Escrituras que diziam: “Foi contado entre os rebeldes” (Isaías 53.12b).

Muitos passam e lançam-Lhe insultos. Balançam a cabeça e dizem: “Você disse que destruiria o templo e o reconstruiria em três dias. Pois bem, salve a Si mesmo e desça da cruz!”.

Minha vontade é correr para cima deles. Mesmo que fosse possível, não tenho forças. Tolos!

Os principais sacerdotes e os mestres da lei também zombam dEle, dizendo que salvou os outros, mas não pode salvar a Si mesmo. Diziam “que esse Cristo, o rei de Israel desça da cruz agora mesmo para que vejamos e creiamos nEle”

Tolos! Desgraçadamente tolos. Não sabem com quem estão falando. Não se importaram em saber.

Mateus e Marcos contam que os homens a Seu lado também O insultam. Lucas, no entanto (Lucas 23.39-43), nos conta que um deles disse que Ele não havia cometido crime nenhum e pede que se lembre dele quando entrar em Seu Reino. O Senhor responde e garante que naquele mesmo dia estaria com Ele no paraíso. Esse é o Senhor a quem servimos!

Ao meio dia a terra escurece. Alguns estão assustados. Tudo fica escuro até às três horas da tarde. Então, brada em alta voz, tamanha Sua dor: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?”. que significa: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”.

Nosso pecado O separa do Pai. Ainda dói mais que a dor por todo Seu corpo.

Alguns acham que está chamando Elias. Alguém corre em busca de uma esponja, embebeda-a em vinagre, coloca-a na ponta de uma vara e leva para Jesus beber. Outros dizem para esperar. Querem ver se Elias virá salvá-Lo. Queria ver todo mundo correndo, morrendo de medo, se tal acontecesse. Mas Ele entregou-Se por mim. Por nós. Não fugirá da cruz.

Então, novamente clama em alta voz e dá Seu último suspiro.

Meu coração quase para. Meu Senhor morreu. Por mim. Por todos.

A cortina do santuário do templo se rasga. Em duas partes. De cima até embaixo, do céu para a terra. Sua morte nos dá livre acesso ao Pai. Seu sacrifício é perfeito. Completo. Ele realmente é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29).

O centurião que estava diante dEle, ao ver como havia morrido, exclama que verdadeiramente Ele era o Filho de Deus. Um soldado romano. Não os judeus ali presentes.

Muitas mulheres estão ali. Observam de longe. Corações sangrando. Seguiam Jesus desde a Galileia, para O servir.

Mas ouça, não foram os judeus ou os romanos que mataram Jesus. Foi o meu pecado. O seu pecado. O pecado de todos nós.

Vamos parar aqui. Preciso me lançar aos pés da cruz. Agradecê-Lo mais uma vez por tão grande amor. Nem a eternidade será suficiente para agradecê-Lo. Novamente, junte-se a mim. Se ainda não entregou Sua vida a Ele, não deixe para depois, faça-o agora. Ele morreu em meu lugar. Em seu lugar. Seu sacrifício nos leva de volta ao Pai. Ele é o Único que pode e faz isso por nós. "Jesus disse: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode vir ao Pai senão por mim". - João 14.6

Depois de um tempo, prosseguimos.

Nosso Senhor entregou Seu espírito. Está morto.

A tarde cai. As pessoas se dispersam.

Era sexta-feira. Ao entardecer, José, de Arimateia, vai corajosamente a Pilatos, pedir o corpo do Senhor. Ele era um membro respeitado do conselho dos líderes do povo. Esperava a chegada do reino de Deus. Não era um pedido comum. Pilatos fica surpreso de já estar morto. Confirma com o oficial romano e autoriza José a levar o corpo.

José vai até o Calvário. É muita tristeza. Tira o corpo de Jesus da cruz. Envolve-O num lençol de linho, limpo, novo. Coloca-O em um sepulcro escavado na rocha.

João nos conta que Nicodemos estava com ele. Trouxe aproximadamente trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés (João 19.39). Trinta e quatro quilos! Você consegue imaginar? Eles O envolvem em faixas de linho, com essa mistura, como era costume dos judeus. Depois, José fecha o sepulcro com uma pedra. Essa pedra costumava ser muito pesada. Provavelmente seus servos estavam com ele para conseguir rolar a pedra. Vão embora. Não há mais o que fazer.

Maria Madalena e Maria, mãe de José viram onde O sepultaram.

Começa o sábado. Nada mais pode ser feito.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Oseias 12.1-14.9

Leitura do dia 20/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Oseias.

Na postagem anterior vimos o julgamento do Senhor contra Israel. E seu grande amor por Seu povo, mesmo afastado dEle.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/oseias-91-1112.html

Hoje caminharemos através dos três últimos capítulos. A partir do capítulo doze.

O Senhor fala que Seu povo se alimenta e corre atrás de inutilidades o dia todo. Acumula mentiras e violência. Faz acordos com a Assíria. E, ao mesmo tempo tenta acordo com o Egito. Mas não busca o Senhor. Não pede Sua ajuda.

Ele está pronto para castigar Seu povo mas, antes, chama-o para que volte. Que pratique amor e justiça. E confie sempre nEle. Não na ajuda de homens.

O povo, no entanto, se comporta como se fosse comerciantes astutos, com balanças desonestas, explorando seus clientes. Enganando às escondidas. Acredita que ficou rico. Que fez fortuna com seu próprio esforço. E sente-se protegido. Ninguém descobriu que enganou. Seu histórico é impecável. Aparentemente.

Mas o Senhor vê todas as coisas. Ele vê como Seu povo se comporta. Serão sentenciados à morte, por causa de seus pecados (Romanos 6.23). Esse é o salário do pecado, a morte.

Antigamente, quando Efraim falava, todo o povo tremia de medo. Respeitavam essa tribo que era muito importante em Israel. Agora, adoram Baal. Selaram sua destruição. Continuam a pecar fazendo ídolos de prata, oferecendo-lhes sacrifícios e beijando-os. Ao invés de amar o Senhor, amam seus ídolos feitos por mãos de homem.

O Senhor lembra que foi Ele quem os tirou do Egito. Não reconhecerão outro deus além dEle. Não há outro Salvador. Ele cuidou de Seu povo no deserto. Mas, quando comeram e ficaram saciados, orgulharam-se e esqueceram-se dEle. Voltando-Lhe as costas.

É triste ver que o Senhor, o único ajudador de Israel, está prestes a destruí-lo. Por causa de seus muitos pecados. Suas fontes ficarão esgotadas. Seus poços secarão. Suas riquezas serão saqueadas. Sofrerão as consequências de suas culpas. Rebelaram-se contra o Senhor. Ficarão sem Seu amparo e proteção.

O pecado de Israel é tão grande que serão mortos pela espada inimiga. Suas crianças e as mulheres grávidas, que deveriam ser cuidadas, serão despedaçadas.

Apesar de todo pecado de Israel, O Senhor os chama para voltarem. Para confessarem seus pecados e voltarem para Ele. Que Lhe peçam perdão. Que reconheçam que a Assíria não os pode salvar. Que seus ídolos não são nadas. Que somente nEle os órfãos encontram misericórdia. Que Ele é o único Salvador.

Seu desejo é esse. Quer curá-los de sua infidelidade. Quer amá-los com todo Seu ser. Tenho que repetir: O Senhor deseja amar Seu povo com todo Seu ser! É demais para mim. Que amor é esse?
https://www.youtube.com/watch?v=xu8Zel1u-6k

Se voltarem, Sua ira desaparecerá para sempre. Ele será para Israel como o orvalho refrescante. Israel florescerá como o lírio. Lançará raízes profundas. Será sólido. Seus ramos se estenderão como belas oliveiras. Terão crescimento. Serão perfumados como os cedros do Líbano. Serão agradáveis. Viverão novamente debaixo de Sua sombra. Crescerão como o trigo. Florescerão como a videira. Terão aroma agradável como os vinhos do Líbano. Basta voltarem para o Senhor. Ficar longe dos ídolos. Afinal, Ele é o que responde suas orações e cuida deles. Ele é com árvore sempre verde. Todos os seus frutos vêm dEle. Como não amá-Lo?

Ah, se Seu povo for sábio, entenderá. Quem tiver discernimento, ouvirá. Seus caminhos são retos. Os justos andam por ele. Mas, os pecadores tropeçam e caem. Nos mesmos caminhos. Incapazes de andar na retidão.

Que sejamos sábios. Que voltemos para o Senhor. Que derrubemos todos os ídolos de nossos corações. Que O amemos. Que possamos receber Seu amor tão grandioso.

Continuamos amanhã. Leremos o livro de Joel. Apenas três capítulos.

Espero você. Até lá.

domingo, 22 de setembro de 2019

Oseias 9.1-11.12

Leitura do dia 19/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Oseias.

Ontem vimos a iniquidade dos reis e príncipes. Também vimos que o juízo do Senhor está próximo. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/oseias-71-814.html

Agora, caminharemos através do capítulos nove a onze.

O Senhor ordena que Israel não se alegre. Com a prostituição, abandonaram-no. Agora, tudo faltará. Os cereais e o vinho novo. Também não permanecerão mais na terra dEle. Serão arrancados de lá. Efraim voltará ao Egito e na Assíria comerão coisas imundas. Chegaram os dias de castigo. Os dias do juízo. O Senhor se lembrará de suas injustiças e castigará seus pecados.

Ele lembra quando encontrou Israel. Era como encontrar uvas em meio ao deserto. Mas eles O deixaram. Foram atrás de Baal-Peor. Consagraram-se à vergonhosa idolatria. Tornaram-se abomináveis. Como o ídolo que amaram. Sim, é verdade. Tornamo-nos semelhantes ao que amamos. Se amamos ídolos inúteis, seremos como eles. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-251-18.html

O Senhor faria Israel próspero e resplandecente como Tiro, mas não quiseram segui-Lo. Agora terão ventres estéreis e seios secos. Suas raízes secaram. Não há mais frutos. Não gerarão filhos. Se os gerarem, serão consumidos pela morte porque afastaram-se do Senhor. Todos os seus príncipes são rebeldes.

Ao invés de serem bênçãos às nações, andarão errantes por elas. Porque não querem ouvir o Senhor.
Ao invés de agradecerem por seu crescimento, quanto mais cresceram, mais levantaram ídolos e altares. Falam palavras vãs. Juram falsamente. Fazem alianças errantes.

Samaria será atemorizada por causa do bezerro de Bete-Áven. Seu povo se lamentará por causa dele. Seus sacerdotes idólatras tremerão. Sua glória se foi. Seu bezerro será levado como presente ao rei da Assíria.

O Senhor ordenou que Israel semeasse em justiça. Ceifasse em misericórdia. Arasse em campos novos. Era (e é) tempo de buscar o Senhor até que Ele viesse e chovesse justiça sobre todos. Mas, araram em malícia. Colheram em perversidade. Comeram o fruto da mentira. Tudo porque confiaram em seus carros e em seus exércitos.

Ah, precisamos obedecer ao Senhor. E confiar somente nEle.

Israel veria a guerra. Suas fortalezas seriam destruídas. As mães, que deveriam ser cuidadas e amparadas por todos, seriam despedaçadas junto com seus filhos. Por causa de sua malícia. Seriam totalmente destruídos.

O Senhor lembra Seu amor por Israel. quando era uma nação pequena, Ele o amou. Do Egito chamou Seu filho. Aqui, uma referência a dois acontecimentos. Ele resgatou Israel do Egito e, quando o Senhor Jesus nasceu, que precisou fugir para o Egito, de lá o Senhor O chamou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-141-1521.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/nasce-o-desejado-das-nacoes.html

Quanto mais o Senhor chamava Israel, mais afastavam-se de Sua presença. Mais fugiam. Sacrificavam a baalins e queimavam incensos às imagens de esculturas, transformadas em seus ídolos, seus deuses.

Foi Ele quem os ensinara a andar. Ele os tomara em Seus braços. Mas não entenderam que os estava curando. Não atentaram às Suas obras. Ele os atraíra com cordas humanas. Com laços de amor. Fora para eles como um alívio. Como quem alivia o jugo. Inclinara-se para lhes dar alimento. Ainda assim, recusaram converter-se. Por isso, irão em cativeiro para a Assíria. Serão consumidos pela espada. Devorados por causa de seus caprichos. Por serem inclinados a desviar-se dEle. Até olham para cima,  mas não O adoram. https://www.youtube.com/watch?v=HwLTTBvzyUE

Apesar disso, o coração do Senhor se comove. Não consegue deixar Israel, entregá-lo. Suas compaixões estão voltadas para ele. Afinal, não é homem. É Deus. Não destruirá Israel. Ele o julgará. Com justo juízo.

Depois, andarão após Ele. E voltarão a habitar em sua própria terra.

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Elas se renovam a cada manhã. Se tal não acontecesse, estaríamos todos perdidos (Lamentações de Jeremias 3.22,23).

Que sejamos obedientes ao Senhor.  Ele nos atraiu com Suas cordas de amor. http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-crucificacao-de-jesus.html

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo doze. Até o capítulo quatorze.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Ezequiel 32.1-33.33

Leitura do dia 06/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro do profeta Ezequiel.

Ontem vimos as mensagens do Senhor ao Egito. Será julgado por causa de seu orgulho e arrogância. Seus ídolos serão despedaçados. Então, saberão que Ele é Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-301-3118.html

Hoje caminharemos através das páginas dos capítulos trinta e dois e trinta e três.

No dia 3 de março de 585 a.C., o Senhor falou novamente a Ezequiel sobre o Egito. O profeta deveria lamentar-se por Faraó e transmitir-lhe Sua mensagem.

Ele se considerava um leão forte. Seria derrubado. Pelo Senhor. A Babilônia destruiria o orgulho do Egito.

Quando essa notícia corresse pelas nações distantes, causaria espanto. Reis ficariam aterrorizados. Tremendo de medo.

Quando o Senhor destruísse o Egito, através da Babilônia e o despojasse de todos os seus bens, os egípcios saberiam que Ele é o Senhor.

Alguns dias depois, Ezequiel recebeu outra mensagem do Senhor. Deveria lamentar-se pelo Egito e por outras nações poderosas, que estavam na mesma condição. Seriam enviados às profundezas da terra.

O Egito não era melhor que outras nações. Também desceria à cova. Ficaria entre os que foram rejeitados. Seria arrastado para seu julgamento. Assim como a Assíria. Como Elão, Meseque e Tubal, que causaram terror em toda parte, aterrorizando nações. Como Edom, todos os príncipes do norte e os sidônios. Todos foram rejeitados. Por seus pecados. Seriam julgados. Pela Sua justa justiça.

O Senhor ainda lhe entregou outra palavra. Sobre os vigias. Quando Ele enviava um exército contra um país, os habitantes daquela terra escolhiam alguém para ser vigia.

Qual o papel do vigia? Ficar na torre de vigilância, atento. Quando via um inimigo, deveria dar o sinal de alarme e avisar imediatamente o povo. Este tomaria as providências para se defender. Se não o fizesse, a culpa não seria do vigia. Seria apenas do povo, que não atendeu ao sinal de alarme.

Ezequiel foi colocado pelo Senhor como vigia do povo de Israel. Devia ouvir o que o Senhor falava e adverti-los em Seu nome. Se não dessem atenção às Suas advertências, morreriam em seu pecado. Ezequiel seria poupado. Se ouvissem e mudassem sua conduta, seriam salvos. Agora, se Ezequiel não “desse o alarme”, não os advertisse de acordo com as palavras do Senhor, eles morreriam em seus pecados, mas ele, o vigia, seria responsabilizado. É a segunda vez que estas palavras estão registradas em Ezequiel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.html

Nós, servos do Senhor, somos vigias. Precisamos dar o alerta. Informar às pessoas que precisam andar de acordo com os ensinamentos do Senhor, para que tenham vida. Precisamos informar qual é o salário do pecado (Romanos 6.23).

O Senhor ordena que Ezequiel transmita uma mensagem de alerta ao povo de Israel. Que se arrependam. Afastem-se de suas maldades. Não havia motivo para morrer. Gritavam que seus pecados pesavam sobre eles. Que estavam definhando. Não sobreviveriam. Mas, bastava arrependerem-se e obedecerem para ganhar vida. A obediência sempre gera vida.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/07/obediencia-e-chave.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/08/vamos-voltar-gideao-capitulos-6-e-7-de.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-281-3020.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/amamos-jesus.html

E mais, se um justo achasse que “era o tal” e parasse de seguir o caminho do Senhor, andando de maneira perversa, o que fizera no passado não contaria. Não adianta, como muitos dizem, "começar bem e terminar mal". Precisamos seguir o exemplo de Paulo: “Lutei o bom combate, terminei a corrida e permaneci fiel”. – 2 Timóteo 4.7

O contrário também é verdade. Se alguém que sempre andou em perversidade, longe dos caminhos do Senhor, se arrepender de seus pecados e fizer o que é justo e certo, certamente viverá. Nenhum de seus pecados do passado será lembrado (Jeremias 31.34, Hebreus 8.12).

O povo do Senhor deseja que sua justiça anterior apague seus pecados de hoje. Isso não acontecerá. O Senhor é justo. Importa que andemos em Sua presença o tempo todo. Hoje. Em todo o tempo nossas roupas devem estar limpas (Eclesiastes 9.8).

“... concentro todos os meus esforços nisto: esquecendo-me do passado e olhando para o qual está adiante, prossigo para o final da corrida, a fim de receber o prêmio celestial para o qual Deus nos chama em Cristo Jesus”. – Filipenses 3.13b-14

Em certa noite, a mão do Senhor veio novamente sobre Ezequiel. Ele voltou a falar. Na manhã seguinte chegou um sobrevivente de Jerusalém, como o Senhor dissera que um dia chegaria. Contou que a cidade havia caído.

O Senhor lhe disse que os que restaram acreditavam que possuiriam a terra. Eram mais que Abraão, que era apenas um. Não a possuiriam. Comiam carne com sangue, adoravam ídolos, assassinavam inocentes e acreditavam que a terra seria deles? De maneira alguma. Eram assassinos, idólatras, adúlteros. Seriam destruídos. Por causa de seus pecados detestáveis.

O Senhor ainda disse que iam até Ezequiel para ouvir uma palavra, como se quisessem obedecer. Até ouviam suas palavras mas não tinham a menor intenção de colocá-las em prática. Obedecer não estava em suas agendas. Suas bocas estavam cheias de palavras sensuais e seus corações só queriam dinheiro. Consideravam Ezequiel apenas uma diversão. Como se fosse um cantor romântico com uma bela voz. Quando, porém, acontecesse tudo que ele profetizara, saberiam que esteve entre eles um profeta de verdade. Não haveria mais zombaria.

Que sejamos vigias fieis. Que transmitem o alerta do Senhor, a cada dia. Somos responsáveis!

Que nossas vestes estejam limpas, todos os dias.

Que jamais nos afastemos de Seus caminhos.

Que ouçamos as palavras do Senhor, através de profetas que realmente falam Sua palavra.

Como saber se o profeta é ou não do Senhor? Ore, leia a Palavra, conheça o Senhor. Ele não fala algo contrário à Sua palavra. Para não sermos enganados, precisamos conhecer a Palavra. Não acredite em tudo que dizem por aí, nem mesmo por aqui. Confira tudo com a Palavra. Sejamos como os judeus de Bereia.

“Os judeus que moravam em Bereia tinham a mente mais aberta que os de Tessalônica e ouviram a mensagem de Paulo com grande interesse. Todos os dias examinavam as Escrituras para ver se Paulo e Silas ensinavam a verdade. Como resultado, muitos judeus creram, assim como vários gregos de alta posição, tanto homens como mulheres”. – Atos 17.11

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo trinta e quatro até o capítulo trinta e seis.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Ezequiel 25.1-26.21

Leitura do dia 03/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro do profeta Ezequiel.

Na postagem anterior vimos os pecados de Jerusalém, os pecados dos líderes de Israel, o adultério de Samaria e Jerusalém. O julgamento do Senhor.

Jerusalém é como uma panela que não pode ser limpa.

Também vimos Ezequiel perder seu tesouro mais precioso, sua esposa. Sem poder prantear. Como um sinal para Israel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-221-2427.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e seis.

O Senhor entrega ao profeta uma mensagem contra Amom. Lembre que Amom é descendente de Ló, com uma de suas filhas. Eles se alegraram quando Seu templo foi profanado. Zombaram de Israel. Riram de Judá. Seriam julgados por suas ações. E completamente destruídos. Assim, saberiam que Ele é o Senhor.

O mesmo acontece com Moabe, o outro descendente de Ló. O Senhor traria Seu julgamento, assim como aos amonitas. Eles saberiam que Ele é o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1930-36.html

O povo de Edom, descendente de Esaú, também pecou grandemente. Vingaram-se de Judá. O Senhor traria Seu juízo, através de Seu povo, Israel. Edom saberia que essa vingança veio dEle, o Senhor Soberano. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2527-34.html

A Filistia também seroa julgada. Atacaram Judá com vingança amarga e ódio profundo. Seriam castigados pelo que fizeram, então saberiam que Ele é o Senhor.

No dia 03 de fevereiro de 585 a.C., o Senhor entrega a Ezequiel uma mensagem contra Tiro. Ela se alegrou quando Jerusalém caiu. Agora, tomaria seu lugar no comércio. Jerusalém estava desolada. Ela ficaria rica. Mais rica.

O Senhor se colocou como inimigo de Tiro. Seriam presas de muitas nações. Então saberiam que Ele é o Senhor. O Senhor conta a Ezequiel exatamente como o rei de Babilônia conquistaria essa cidade, que jamais seria reconstruída.

Temos visto em nossa caminhada, que o Senhor é o Senhor de todas as nações. Ele sempre procurou tornar Seu nome conhecido entre todas as nações. As nações julgadas aqui, conheciam Seu nome. Mas, tal qual Israel, não Lhe deram ouvidos. O dia do justo juízo chegou. E pegou a todas desprevenidas, uma vez que não acreditavam que tal dia chegaria. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Na próxima postagem, veremos o que mais Tiro fez para que o Senhor se tornasse seu inimigo.

Leremos a partir do capítulo vinte e sete. Até o capítulo vinte e nove.

Espero você. Até lá.

Ezequiel 22.1-24.27

Leitura do dia 02/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos o cântico fúnebre pelos reis de Israel. Sua rebelião.

A obediência lhes daria vida. Mas não quiseram.

Também vimos a espada de julgamento do Senhor. Ele julgará a todos. Com justiça. Então, o mundo inteiro saberá que Ele é o Senhor. Não há nenhum outro. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-191-2132.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo vinte e dois. Até o capítulo vinte e quatro.

O Senhor pergunta a Ezequiel se está preparado para pronunciar julgamento sobre Jerusalém, a cidade de assassinos. Ordena que o profeta transmita Sua mensagem, para que Jerusalém veja como são detestáveis seus pecados. É culpada pelo sangue que derramou. Está contaminada pelos ídolos que fez. Quando o Senhor fala da cidade, está falando de seus habitantes.

Todo líder de Israel que mora entre seus muros está decidido a derramar sangue. Ninguém decide obedecer o Senhor. O pecado é tamanho que pais e mães são tratados com desprezo. Estrangeiros são obrigados a pagar por proteção. Órfãos e viúvas são oprimidos. As coisas santas são desprezadas. Os sábados do Senhor, profanados. Pessoas acusam outras falsamente, condenando-as à morte. Por toda parte há idólatras e obscenos. Homens tem relações com a mulher de seu pai e se impõem sobre mulheres menstruadas, faltando-lhes com o respeito. Adulteram com a esposa do vizinho. Contaminam a nora. Violentam a própria irmã. Há assassinos de aluguel por toda parte. Agiotas cobram juros abusivos. Pessoas praticam extorsão, sem um pingo de vergonha. Não se lembram do Senhor.

Leio novamente. Estou lendo um texto escrito há milênios atrás ou o jornal de hoje? Parece que é a mesma coisa! Quando pessoas se afastam do Senhor, essas calamidades todas acontecem. Que o Senhor olhe para nós e tenha misericórdia. E faça justiça.

O Senhor ordena Ezequiel a dizer que o povo de Israel é desprezível. Sem valor. Como o refugo de metais quando derretidos na fornalha. Sua ira arderá e derreterá Seu povo. Assim, saberão que foi sua fúria que derramou-se sobre eles. Quando de Sua indignação, serão como uma terra sem chuva.

Seus príncipes tramam conspirações. Devoram inocentes. Apropriam-se de tesouros. Obtém riquezas por extorsão. Fazem muitas viúvas na terra.

Seus sacerdotes não guardam Sua lei. Profanam Suas coisas santas. Não fazem distinção entre o sagrado e o profano. Nem ensinam Seu povo a distinguir entre o cerimonialmente puro e impuro. Desrespeitam Suas leis. E O desonram.

Seus líderes são como lobos que despedaçam suas vítimas, sem nenhuma compaixão. Destroem vidas por dinheiro.

Seus profetas encobrem tudo. Não querem que ninguém veja o que está acontecendo. Contam mentiras. Visões falsas. Previsões que o Senhor não falou.

E, como se não bastasse, o povo oprime os pobres, rouba dos necessitados e nega justiça aos estrangeiros.

Novamente olho. Estou lendo o livro de Ezequiel? Ou passei a ler o jornal de hoje? Como podemos estar vivendo em épocas tão diferentes com acontecimentos tão semelhantes?

O Senhor procurou alguém que reconstruísse o muro que guarda a terra. O muro que protege as cidades. Sua Palavra nos ensina o caminho de proteção. Ele procurou alguém que ficasse na brecha para não precisar trazer juízo e destruição. Não encontrou ninguém.

E hoje? Ele ainda procura. Antes de enviar Seu justo juízo, o castigo merecido a todos que se afastam dEle cometendo os pecados citados acima. Irá encontrar alguém que fique na brecha? Que clame por Ele? Que esteja disposto a voltar às antigas veredas? Que esteja disposto a construir o muro de proteção que são Seus ensinamentos? Irá nos encontrar?

Novamente o Senhor compara cidades a mulheres. Fala de duas irmãs. Filhas da mesma mãe. As duas cidades são Samaria, capital de Israel, reino do Norte e, Jerusalém, capital de Judá, reino do Sul.

Ambas se prostituíram. Desde sua mocidade, quando ainda estavam no Egito. Nunca deixaram seus ídolos que lá conheceram. Quando servimos a qualquer outro deus que não o Senhor, estamos nos prostituindo. Entregando a outro (s) o que é apenas dEle.

Ele julga as duas irmãs. Samaria foi depravada, mas Jerusalém foi pior. Entregou-se totalmente ao desejo e à prostituição. Não se lembrou dEle. Serão castigadas com o castigo que merecem e, quando tal acontecer, não olharão mais para seus ídolos. Não terão mais saudades do Egito. Voltarão seus olhos para o Senhor.

Antes, porém, Jerusalém será exposta para todo o mundo. Como advertência. Foi ela mesma que trouxe toda essa calamidade sobre si. Esqueceu-se do Senhor. Deu-Lhe as costas. Sofrerá as consequências de sua depravação e prostituição.

Cometeram adultério ao adorarem ídolos e assassinato ao sacrificarem seus filhos que geraram para o Senhor. Essas duas cidades serão julgadas por justos, que a julgarão de acordo com o que realmente são. Adúlteras e assassinas.

O Senhor ordenou que Ezequiel colocasse uma panela no fogo. Com água dentro. Que escolhesse as melhores partes da carne. E cozinhasse. Disse que Jerusalém é uma cidade de assassinos. Como uma panela enferrujada. Que não pode ser limpa. O sangue que ela derramou não foi na terra para, pelo menos, ser coberta com o pó. Foi na pedra. Deixou sua marca.

Ezequiel deveria cozinhar a carne com diversos temperos. Depois, queimar os ossos. Em seguida, colocar a panela vazia sobre as brasas. E deixar que queimasse. Até ficar incandescente. Assim era Jerusalém. O Senhor tentou limpá-la. Não quiseram. Então, seria julgada de acordo com suas ações.

O profeta recebeu uma mensagem terrivelmente triste. Em um só golpe O Senhor tiraria dele seu tesouro mais precioso. O que seria? Ações na bolsa? Dinheiro em aplicações? Imóveis? Gado? Joias?

Ezequiel não deve demonstrar tristeza alguma com sua perda. Não deve chorar. Nem derramar sequer uma lágrima. Que sofra em silêncio. Mas não lamente junto ao túmulo. Não descubra a cabeça. Nem fique descalço. Não siga nenhum ritual de luto. Nem aceite a comida que os amigos levavam para consolar o enlutado.

Então, já sabemos que esse tesouro é uma pessoa. Ezequiel sabia quem era seu tesouro mais precioso. Pessoas sempre são nossos tesouros mais preciosos. Sempre.

Pela manhã ele anunciou a mensagem ao povo. À tarde, seu tesouro mais precioso, sua esposa, faleceu. Consegue imaginar sua desolação? Perdeu seu tesouro mais precioso. Agora está só em uma terra distante. Anunciando a mensagem a um povo que não quer ouvir. Não quer se arrepender.

Mesmo com o coração partido, no dia seguinte, ele fez tudo que o Senhor lhe ordenara. Nem ao menos reclamou. É, não é fácil ser profeta.

O povo lhe perguntou o que significava aquilo. O que queria dizer? Ele respondeu. O Senhor iria profanar Seu templo. A fonte da segurança deles, seu orgulho. Seus filhos e filhas seriam mortos à espada. Não pranteariam. Definhariam por causa de seus pecados. Lamentariam uns com os outros por todo mal de fizeram. Ezequiel servira de exemplo. Quando este dia chegasse, saberiam que Ele é o Senhor Soberano.

O Senhor disse ao profeta que um sobrevivente de Jerusalém iria ao seu encontro em Babilônia e contaria o que aconteceu em Jerusalém. Ficaria mudo até lá. Só falaria quando encontrasse com esse mensageiro. Então saberiam que Ele é o Senhor.

O pecado, cujo salário é a morte (Romanos 6.23), levou Israel a total destruição. O Senhor passou anos e anos enviando profetas para admoestar e advertir Seu povo. Não quiseram ouvir. Continuaram com sua idolatria e suas maldades. Até que o dia chegou. Não acreditavam que chegaria. Mas chegou. Ele sempre cumpre Sua palavra, acredite.

Que nos arrependamos e voltemos ao Senhor. Que somente Ele seja nosso Senhor. Que todos os ídolos sejam derrubados.

Sondemos nossos corações!

"Venham, voltemos para o Senhor! Ele nos despedaçou, agora irá nos sarar. Ele nos feriu, agora nos fará curativos. Em pouco tempo nos restaurará, e logo viveremos em Sua presença. Ah, como precisamos conhecer o Senhor; busquemos conhecê-Lo! Ele nos responderá, tão certo como chega o amanhecer ou vêm as chuvas da primavera". - Oseias 6.1-3

Continuamos na próxima postagem. Leremos do capítulo vinte e cinco ao capítulo vinte e seis.

Espero você. Até lá.

domingo, 1 de setembro de 2019

Ezequiel 16.1-18.32

Leitura do dia 31/08.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos o julgamento do Senhor contra os falsos profetas e as falsas profetizas.

Também vimos a idolatria dos líderes de Israel. Levantaram ídolos em seus corações que os levaram a pecar. Não ficarão impunes. Para aprenderem que só Ele é Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-131-158.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

O Senhor ordenou que Ezequiel transmitisse Sua mensagem a Jerusalém para que “ela” percebesse o quanto seus pecados eram detestáveis.

Ele contou uma história. Como se Jerusalém fosse uma mulher. Quando nasceu, ninguém cuidou dela. Quando o Senhor a viu, indefesa e esperneando no sangue, a acolheu. Ele a fez desenvolver-se. Como se fosse uma planta no campo.

Ela tornou-se adulta. Uma linda joia. Ele a envolveu com Seu manto, cobrindo sua nudez. E “casou-se” com ela.

Envolver com o manto significa que o Senhor a tomou para si. A protegeu. Quando diz que casou com ela, significa que fez uma aliança. Eterna. Indestrutível.

Ele a lavou. Limpou seu sangue. Passou óleo perfumado em sua pele. Deu-lhe roupas caras de linho fino e seda. Com lindos bordados. Deu-lhe sandálias feitas do melhor couro e belas joias, pulseiras, lindos colares, uma argola para o nariz, brincos e até uma bela coroa. Foi enfeitada de ouro e prata. Comia da melhor comida. Tornou-se mais linda. Parecia uma rainha. E de fato, era.

Sua fama se espalhou por todo o mundo. Por causa de sua beleza. O Senhor a vestiu com Seu esplendor e aperfeiçoou sua beleza. Mas, ela pensou que era dona de sua fama e sua beleza. E se prostituiu com todo homem que passava por ela. Colocou sua beleza à disposição de quem a quisesse. Usou seus lindos presentes para levantar altares a ídolos. E se prostituiu. Na verdade, fez pior. Adulterou. Ainda pagou seus amantes.

Ofereceu os filhos que eram do Senhor para sacrifícios aos ídolos. Não se lembrou de quando estava nua e abandonada e somente o Senhor a socorreu e acolheu.

Uma grande aflição a espera. O Senhor a castigará. Por todos os pecados que cometeu. Por todos os ídolos que adorou. Sofrerá as consequências de tê-Lo abandonado.

Seu pecado é tão terrível que Jerusalém faz Sodoma e Samaria parecerem puras perto dela. Ela as superou em sua depravação. Receberá o que merece, pois não levou a sério seus votos solenes e quebrou sua aliança com o Senhor.

Depois de Seu justo juízo, Ele reafirmará Sua aliança. Fará de Samaria e Sodoma suas filhas, incluindo-as na aliança. Então, Jerusalém se lembrará de seus pecados com muita vergonha. E o Senhor a perdoará.

O Senhor ainda ordena que Ezequiel apresente uma parábola contando a história de Israel. Uma videira e duas águias.

O rei da Babilônia era a primeira águia. Foi a Jerusalém. Levou o rei e seus príncipes. Firmou um tratado com Zedequias, colocando-o sobre o trono. Este jurou em nome do Senhor que seria fiel. Mas, chegou um dia em que se rebelou. Voltou-se para a segunda águia, o Egito. Quebrou o juramento que fizera em nome do Senhor. Por isso, seria castigado. Não ficaria impune.

Israel tinha um ditado que dizia que os pais comeram uvas azedas e os dentes dos filhos estragaram. Aquele ditado não seria mais citado. O Senhor é justo. Ninguém morrerá pelo pecado de outro. Quem pecar morrerá.

“Pois o salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. – Romanos 6.23

Se um homem for obediente, fielmente cumprindo o que agrada o Senhor, certamente viverá. Se tiver um filho infiel, que vive em pecado, desagradando o Senhor, este filho é que será responsabilizado pelo seu pecado e certamente morrerá.

Se ele tiver um filho que viu sua perversidade e decidiu não viver como seu pai, voltando-se para o Senhor, amando-O e obedecendo, não morrerá por causa dos pecados de seu pai. Certamente viverá.

Os justos serão recompensados pela sua justiça e os perversos serão castigados por sua perversidade.

Se, porém, o perverso abandonar seus pecados e obedecer ao Senhor, fazendo o que é justo e certo, não morrerá. Certamente viverá. Seus pecados serão esquecidos. Por causa de sua justiça.

O Senhor não gosta que ninguém morra. Seu desejo é que todos se afastem de seus maus caminhos e vivam.

Se o justo abandonar sua vida de justiça e agir como outros pecadores, esquecendo-se do Senhor, seus atos de justiça serão esquecidos. Morrerá por causa de seus pecados.

O Senhor chama todos ao arrependimento. Que afastem-se de seus pecados, não permitindo que sejam derrubados por eles. Que deixem toda rebeldia para trás. Busquem um coração e um espírito novo.

Ele pergunta: “Por que morrer, ó povo de Israel?”.

Seu desejo é que ninguém morra. Que todos se arrependam e vivam!

Que nos voltemos para o Senhor. A cada dia.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o capítulo vinte e um.

Espero você. Até lá.

sábado, 31 de agosto de 2019

Ezequiel 13.1-15.8

Leitura do dia 30/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos o julgamento do Senhor contra os líderes de Israel. A esperança para o Israel exilado. Os sinais do exílio de Jerusalém, que está perto de acontecer. A fuga e prisão de Zedequias.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

Os falsos profetas serão julgados pelo Senhor. São como chacais em meio a ruínas. Não fizeram nada para consertar as brechas nos muros da cidade, para que a nação pudesse permanecer firme na batalha, no dia do Senhor.

Ao invés de consertar as brechas, anunciaram visões falsas e previsões mentirosas. Falaram em nome do Senhor quando o Senhor não lhes enviara. Falavam ao povo que tudo estava em paz quando não havia paz. A guerra estava chegando até eles. Construíram muros precários que cairiam com o menor esforço. O Senhor os julgaria. Seriam expulsos de sua terra. Então saberiam que só Ele é o Senhor.

Ezequiel também foi ordenado a profetizar contra as falsas profetizas. Mulheres que profetizavam o que lhes vinha à mente. Não foram enviadas pelo Senhor. A aflição as esperava. Estavam enlaçando a alma do Seu povo. Amarravam amuletos nos pulsos deles e os ordenavam a andar com véus. Estavam desonrando o Senhor. Em troca de um pouquinho de cereal ou um pedaço de pão. Mentiam ao povo. Que gostava de ouvir mentira. Mas, assim, matavam os que não deviam morrer e prometiam vida aos que não deviam viver. Desanimaram os justos, coisa que o Senhor não queria que acontecesse e encorajaram os perversos, prometendo-lhes vida, mesmo que continuassem a pecar. O Senhor livraria Seu povo dessas mulheres. Arrancaria seus amuletos e seus véus. Não seriam mais suas vítimas. Ele era (é) contra elas e seus amuletos, usados para enlaçar Seu povo.

Alguns líderes de Israel visitaram Ezequiel. Quando estavam sentados com ele, o Senhor lhe entregou uma mensagem. Haviam levantado ídolos em seus corações e estavam seguindo aquilo que os faria pecar.

O Senhor ordenou que Ezequiel lhes dissesse que o povo de Israel estava levantando ídolos em seus corações e caindo em pecado. Depois, tinham a coragem de ir consultar um profeta. Ele, o Senhor, lhes daria a resposta que sua idolatria merecia. E sabe por quê? Para conquistar o coração de Seu povo que havia se afastado dEle para seguir ídolos. Ah, como a bondade e o amor do Senhor são maravilhosos. Incompreensíveis. Eternos.

Ordenou que se arrependessem. Que se afastassem dos ídolos. Que parassem de cometer pecados detestáveis. Ele se levantaria contra todos, estrangeiros e israelitas, que se afastassem dEle e levantassem ídolos em seu coração, caindo em pecado.

Os profetas estavam sendo enganados e levados a transmitir uma mensagem de engano porque o Senhor levantara Suas mãos contra eles. Todos os falsos profetas e os que buscassem suas orientações seriam eliminados. Por causa de seus pecados. Assim, finalmente, aprenderiam a não se desviarem mais, deixariam de se contaminar com seus pecados. Seriam Seu povo. E Ele, seu Deus.

O pecado de Jerusalém é tamanho que o Senhor disse que, ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem entre eles, com sua justiça, só salvariam a si mesmos. Nem seus filhos seriam salvos. E Ele enviaria quatro terríveis castigos. A guerra, fome, animais selvagens e doenças.

Os exilados, quando os recebessem em Babilônia, veriam que o Senhor estava sendo justo. Entenderiam que não foi sem motivo que o Senhor faria o que disse que faria. Por causa de seus pecados, tornaram-se inúteis. Como se fossem videiras em meio a árvores do bosque. As videiras não tem madeira como as árvores. Eram totalmente inúteis.

A terra seria desolada. Seu povo foi infiel. Eram as palavras do Senhor. E aconteceriam (aconteceram).

Que sejamos profetas que reconstroem os muros, como Neemias. Que fechemos todas as brechas. Que não falemos o que o povo deseja ouvir, mas o que o Senhor falar. Se não falar, que fiquemos calados, reconstruindo os muros e tampando as brechas. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-41-23.html

"Reconstruirão as ruínas desertas de suas cidades e serão conhecidos como reparadores de muros e restauradores de ruas e casas". - Isaías 58.12

Que não sobrecarreguemos o povo com “amuletos e véus”, que para nada servem, como se tais objetos salvassem o povo. Que nos voltemos para Sua palavra.

Que não permitamos a contaminação de nossos corações, erguendo ídolos que nos levarão a distanciarmos do Senhor, pecando. Guardemos nossos corações.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.html

Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Ezequiel 7.1-9.11

Leitura do dia 28/08.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos a encenação do cerco de Jerusalém, desenhada em um tijolo.

Também vimos Ezequiel ser ordenado a ficar deitado por trezentos e noventa dias sobre seu lado esquerdo e quarenta dias sobre seu lado direito. Com água e comida racionadas. Como advertência a Jerusalém.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-41-614.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

O Senhor disse a Ezequiel que o fim estava próximo. Israel estava prestes a ver o dia da destruição. Não seriam poupados. Seus pecados eram muitos. Detestáveis.

O dia do juízo chegou. A vara da perversidade brotara. O orgulho florescera. Sua violência se transformou em uma vara. E esta vara os castigaria por causa de sua maldade. Nenhum orgulhoso sobreviveria. A riqueza e o prestígio desapareceriam.

Ele não voltaria atrás. Nenhuma profecia contra Seu povo mudaria. Sabe o motivo? Ninguém, absolutamente ninguém que tem a vida corrompida pelo pecado se recupera. Ou se arrepende ou não há solução. Apenas a espera do juízo. E destruição.

A desgraça seria tanta que jogariam seu dinheiro na rua, como se fosse lixo. Não serviria para nada. Seu ouro e prata não os salvaria no dia da ira do Senhor. A ganância deles os fez tropeçar. E cair. Tinham orgulho de suas lindas joias. Fizeram com elas ídolos detestáveis. Imagens repugnantes. E adoraram. Agora, não servem para nada. O Senhor desviará Seu olhar quando ladrões os invadirem. E profanarem Sua terra preciosa. Sim, é Sua terra. Sim, é preciosa. Mas precisa ser disciplinada.

O terror tomará conta de todos. Buscarão paz e não encontrarão. Os profetas não terão uma palavra. Os sacerdotes não ensinarão. As autoridades não aconselharão. Até o rei e o príncipe ficarão desamparados. Chorando de desespero. O Senhor trará o mal que fizeram a outros. Receberão o castigo merecido. Então, saberão que Ele é o Senhor.

Sempre que o Senhor traz juízo e castigo não é para matar. É para reconheçam quem Ele é e voltem para Ele, com o coração quebrantado, arrependidos.

No dia 17 de setembro de 592 a.C., as autoridades de Judá estavam na casa de Ezequiel. A mão do Senhor esteve sobre ele. Novamente viu o Senhor. Sua semelhança era a de um homem. Da cintura para baixo parecia uma chama ardente e da cintura para cima parecia um metal polido, dourado. Ele estendeu algo que parecia ser uma mão e tomou Ezequiel pelos cabelos.

O Espírito do Senhor o elevou entre a terra e o céu. Foi transportado a Jerusalém. Numa visão dada pelo Senhor. Foi levado à porta norte do pátio interno do templo. Ali havia um ídolo. No lugar que pertencia ao Senhor. Seu templo.

Ezequiel viu novamente Sua glória. O Senhor ordenou que olhasse para o norte. Foi quando ele viu o ídolo. O Senhor lhe perguntou se estava vendo o que Seu povo estava fazendo, dentro de Sua casa. Se ele via os pecados detestáveis que Seu povo estava cometendo para afastá-Lo de Sua casa. E o chamou. Mostraria pecados ainda mais detestáveis.

O Senhor o levou à porta do pátio do templo. Havia um buraco no muro. Ordenou que Ezequiel cavasse no muro. Ele cavou e encontrou uma passagem escondida. Ordenou que entrasse. Que visse os pecados perversos e detestáveis que estavam sendo cometidos ali.

Ezequiel viu as paredes cobertas de desenhos de todo animal que rasteja e criaturas detestáveis. Viu diversos ídolos adorados pelos israelitas. Pior, estavam ali setenta autoridades, junto com Jazanias. Todos seguravam um incensário. O Senhor novamente perguntou se Ezequiel estava vendo o que faziam em salas escuras com seus ídolos. Dentro do templo. Diziam que o Senhor não veria.

Novamente Ele o chamou. Mostraria pecados ainda mais detestáveis. Acredito que o estômago de Ezequiel devia estar embrulhado. O que poderia ser pior que os líderes de Israel adorando ídolos, oferecendo incenso dentro do templo?

O Senhor o levou até a porta norte do templo. Havia ali algumas mulheres chorando. Não choravam pelos pecados do povo. Não choravam por seus filhos. Choravam pelo deus Tamuz. O Senhor pergunta se Ezequiel estava vendo aquilo. Disse que lhe mostraria pecados ainda mais detestáveis. E o levou ao pátio interno do templo.

Entre o pórtico e o altar estavam aproximadamente vinte e cinco homens. Estavam de costas para o templo. Voltados para o leste. Prostrados ao chão. Adorando o sol. O Senhor perguntou se Ezequiel estava vendo o que faziam. Perguntou também se o povo achava que aquela idolatria não significava nada. Não entendiam que levavam à nação inteira à violência? Que levavam todos a zombarem do Senhor e sofrerem as consequências? Não seriam poupados.

Então, o Soberano Senhor deu uma ordem. Que viessem os homens escolhidos para castigar a cidade. Que viessem com suas armas de destruição. Apareceram seis homens. Vieram da porta superior. Voltada para o norte. Cada um tinha na mão uma arma que era mortal. Com eles estava outro homem. Vestido de linho. Levava na cintura um estojo com material de escrever.

O Senhor ordenou ao homem vestido de linho que entrasse na cidade. E colocasse um selo na testa de todos que choravam e gemiam por causa dos pecados detestáveis que Jerusalém estava cometendo. Ele foi.

Ordenou aos demais que fossem atrás dele. Deviam matar todos que não tivessem suas testas marcadas. Sem exceção. Mas não tocassem nos que tinham o sinal. A ordem era urgente. Que começassem pelo templo. Eles começaram com os setenta líderes que estavam na entrada do templo.

Ainda que Ezequiel tenha visto todo o pecado que o Senhor lhe mostrara, prostrou-se com seu rosto no chão e clamou por compaixão. Que o Senhor não destruísse todos que restavam em Israel.

Ele respondeu que o pecado deles eram muitos e grandiosos. Toda a terra se enchera de homicídio. A cidade estava repleta de injustiça. Acreditavam que estavam a salvo. Não seriam descobertos. Continuariam impunes. Por isso não seriam poupados. Receberiam o que mereciam por tudo que fizeram.

Que sondemos nossos corações. Temos levantado em nós, algum ídolo? Ainda é tempo de nos arrependermos. De voltarmos para o Senhor.

A idolatria, qualquer que seja, é uma traição ao Senhor. Ela produz violência. Homicídios. Injustiça.

Que o Senhor também julgue nossa terra, como fez com Israel, para que nos alinhemos a Ele. Para que nossos líderes parem de adorar ídolos dentro de Sua casa. Que quebrem todos os altares que não pertencem a Ele. Somente o Senhor é Deus. Ninguém mais. Somente Ele salva. Ninguém mais. Somente Ele tem o poder de nos transformar e nos redimir. Ninguém mais.

E que, nós, ministros do Senhor, toquemos a trombeta. Convoquemos um tempo de jejum. Juntemos o povo para uma reunião solene. Que reunamos todos. Do mais velho ao mais novo, até os bebês. Que chamemos até os que estão em lua de mel, em festa. É hora de todos que servem ao Senhor, chorarem entre o pórtico do templo e o altar. Clamando ao Senhor para poupar Seu povo. Sim, nosso lugar é entre o pórtico e o altar. Não adorando o sol, Baal ou quem quer que seja, mas clamando ao Senhor, o único Senhor, Criador dos céus e da terra (Joel 2.15-17).

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Espero você. Até lá.


Ezequiel 4.1-6.14

Leitura do dia 27/08.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Ezequiel.

Ontem lemos sobre a impressionante visão da glória do Senhor, seu chamado e comissão. Deve falar as palavras do Senhor, sempre que as receber.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

O Senhor ordena que Ezequiel pegue um tijolo e nele desenhe a cidade de Jerusalém. Deve fazer uma encenação do cerco à cidade. Seria um sinal de advertência para o povo de Israel.

Após, o Senhor ordenou que se deitasse sobre seu lado esquerdo e colocasse sobre si os pecados de Israel. Lembre-se, era tudo uma simbologia. Um sinal de advertência. Ficaria deitado sobre seu lado esquerdo durante trezentos e noventa dias. Um dia para cada ano do pecado do povo de Israel.

Depois, deitaria sobre seu lado direito por quarenta dias. Também um dia para cada ano de pecado de Judá. Deveria deitar-se olhando para a encenação que fizera com o tijolo. Seu braço descoberto para profetizar contra Jerusalém.

O Senhor o amarraria com cordas para que não pudesse se virar de um lado para o outro. Até que completasse os dias que o Senhor lhe ordenara. Mais de um ano deitado sobre seu lado esquerdo! Bem, melhor que andar nu como Isaías andou. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-191-2117.html

Pegaria um pouco de cereais e misturaria em uma vasilha. Comeria apenas 240 gramas por dia, em horas determinadas. A água também seria racionada. Beberia pouco mais de meio litro por dia. Também em horas determinadas. Assaria sua comida à vista de todo o povo. O combustível seria fezes humanas secas.

Ezequiel não contestou ao Senhor por ficar deitado trezentos e noventa dias do lado esquerdo, comendo apenas 240 gramas por dia ou bebendo um pouco mais de meio litro de água. Mas, questionou comer o alimento feito sobre fezes humanas. Era um sacerdote. Nunca havia comido nada impuro em sua vida. Jamais fora contaminado. O Senhor ouviu sua queixa. Ordenou que em lugar de fezes humanas, usasse esterco de vaca.

Tudo era um sinal de quanto a água e a comida ficariam escassas durante o cerco de Jerusalém. Seu povo definharia debaixo de seu castigo. Por causa de seus muitos pecados.

Imagine o quanto Ezequiel deve ter emagrecido depois de todos esses dias comendo e bebendo tão pouco. E sem se mexer.

Depois o Senhor ordenou que tomasse uma espada afiada e, com ela, raspasse sua cabeça e sua barba. Lembre-se que os homens não tinham o costume de raspar a cabeça e retirar a barba. Era sinal de vergonha. Usaria uma balança para pesar seu cabelo, dividindo-o em três partes. Uma parte colocaria no meio do desenho de Jerusalém e, depois da encenação, queimaria. A outra, espalharia ao redor do desenho e cortaria com a espada. A terceira parte seria espalhada ao vento. Ainda guardaria um pouco de cabelo amarrado, em seu manto. Desse pouco, pegaria uns fios e jogaria no fogo. Era uma ilustração do que aconteceria com o povo de Jerusalém.

Lembre-se que voltamos uns anos no tempo. Ainda não aconteceu o final do livro de Jeremias, quando Jerusalém foi cercada, no ano 586 a.C.

O Senhor lembra que colocou Jerusalém no centro das nações. Deveria ser benção, mas revoltou-se contra Seus estatutos e decretos. Foi pior, mais perversa, que as nações ao seu redor. Ele a castigaria diante das nações para servir de advertência a todas as nações. Elas veriam o que acontece quando o Senhor castiga uma nação e a repreende.

Jerusalém profanou Sua terra. Profanou Seu templo com imagens de ídolos repugnantes e pecados detestáveis.

Ezequiel recebeu outra mensagem do Senhor. Que voltasse seu rosto para os montes de Israel e profetizasse contra eles. Estava prestes a fazer uma guerra. Todos seus altares idólatras seriam demolidos. Seus lugares de adoração, destruídos. Seu povo morreria diante de seus ídolos, que não podiam fazer absolutamente nada por eles. A cidade ficaria cheia de cadáveres, então, saberiam que somente o Senhor é Deus.

Quando estivessem exilados entre as nações, lembrariam dEle. Reconheceriam o quanto O entristeceram com sua infidelidade e adoração a ídolos. Finalmente ficariam com nojo de si mesmos por todos seus pecados detestáveis. E, saberiam que tudo que o disse Senhor não era brincadeira. Ele falava sério quando disse que viria calamidade sobre eles se não se arrependessem.

Agora, porém, morreriam de guerra, fome e doença. Seriam arrasados e suas cidades ficariam desoladas.

O que, de fato, aconteceu.

Que nossos olhos estejam fixos no Senhor. Somente nEle.

Que nossos corações sejam fieis a Ele. Que O obedeçamos de coração.

Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Lamentações de Jeremias 4.1-5.22

Leitura do dia 25/08.

Continuamos nossa caminhada através das Lamentações de Jeremias.

Na postagem anterior vimos a grande tristeza de Jerusalém. A ira do Senhor por causa do pecado. E a esperança na fidelidade do Senhor.

Que não sejamos conquistados pelo inimigo para que nossos filhos tenham um futuro e uma esperança.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/lamentacoes-de-jeremias-11-366.html

Agora, caminharemos pelos dois últimos capítulos de Lamentações.

O terror é tanto que as pedras sagradas estão espalhadas pelas ruas. O clamor dos filhos é completamente ignorado. As crianças imploram por um pedaço de pão. Ninguém atende. A culpa do Seu povo é maior que a de Sodoma.

Os que morreram pela espada foram mais felizes. Morrer de inanição é muito pior. A fome é tão desesperadora que mulheres de bom coração fazem o impensável. Cozinham seus próprios filhos. E os comem. Para sobreviverem.

Nenhum rei da terra poderia imaginar que os muros de Jerusalém seriam derrubados. Que o inimigo entraria por suas portas. Mas aconteceu.

E sabe por que aconteceu? Por causa do pecado de seus profetas. E da maldade de seus sacerdotes. Os que deveriam ensinar o povo a andar nos caminhos do Senhor profanaram a cidade. Derramaram sangue inocentes. Estão tão contaminados de sangue que andavam sem destino pelas ruas. Como cegos. Sim, o pecado cega. Completamente.

Ninguém tem mais respeito por eles.

Jerusalém esperava ajuda de nações incapazes de livrá-la. Pensavam que estariam protegidos debaixo da sombra de seu rei, por considerá-lo ungido do Senhor, mas ele mesmo foi capturado.

Edom, que se alegra com a desgraça de Jerusalém também será capturado. Beberá do cálice da ira do Senhor. Passará pelo julgamento. Seus muitos pecados serão expostos.

Jeremias clama ao Senhor. Que Ele se lembre do que aconteceu com Judá e Jerusalém. Sua herança foi entregue a estranhos. Suas casas a estrangeiros. Não têm mais pai. São órfãos. Sua mãe agora é uma viúva. Completamente desprotegida. Estão exaustos, mas os que os perseguem não lhe dão tempo para descanso. Seus antepassados pecaram e morreram. Agora, eles, recebem o castigo que aqueles também mereciam.

Não há ninguém que possa resgatá-los. Escravos agora são senhores. A violência tomou conta do deserto. Para conseguir alguma comida é preciso arriscar a vida. As mulheres são violentadas. Os príncipes pendurados pelas mãos. Os idosos são tratados com desprezo. Os jovens são levados para trabalhar nos moinhos. Os meninos cambaleiam com o trabalho pesado. As autoridades não se sentam mais à porta da cidade. Não há mais julgamento. Os rapazes não tocam mais nenhuma música. A alegria desapareceu. As danças se transformaram em pranto. A coroa caiu de suas cabeças. Todas essas aflições vieram por causa do pecado.

Jeremias lembra que o Senhor reina eternamente. Seu trono permanece a cada geração. Pede que o Senhor os restaure. Os faça voltar para Ele. Devolva a alegria de outrora.

Ah, meus queridos, que sejamos fieis. Que clamemos ao Senhor por nossos profetas. Para que voltem a Ele. Para que proclamem Suas palavras. Para que não ajam mais com arrogância e egoísmo. Que não nos aconteça o pior. Por não termos uma atalaia do Senhor. Que as trombetas sejam tocadas. E que atendamos ao Seu chamado. https://www.youtube.com/watch?v=bQ2acobG4sc

Que nos arrependamos para que não haja mais fome em nossas terras. Que não corramos mais risco de vida. Que as mulheres não sejam mais violentadas. Que os príncipes sejam honrados. Que os idosos sejam cuidados e respeitados. Que os jovens tenham empregos dignos. Que os meninos brinquem e aprendam. Que as autoridades julguem corretamente. Que os rapazes voltem a tocar. Que a alegria reapareça em nossos corações. Que nosso pranto se transforme em dança.

Clamemos ao Senhor.

Continuamos amanhã. Um novo livro. Um novo profeta. Ezequiel. Leremos do capítulo um ao capítulo três.

Espero você. Até lá.

Lamentações de Jeremias, 1.1-3.66

Leitura do dia 24/08.

Na postagem anterior, vimos as mensagens do Senhor contra Babilônia. Sua mensagem aos exilados.

Também vimos a queda de Jerusalém. A destruição do templo. O destino de Zedequias e de Joaquim.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-511-5234.html

Hoje iniciamos uma nova caminhada. Um novo livro, Lamentações de Jeremias, também escrito pelo nosso querido profeta Jeremias.

Leremos os três primeiros capítulos. São apenas cinco. Todos independentes. Escritos de forma poética.

Segundo a Bíblia de Estudos e Sermões Charles H. Spurgeon, Publicações Pão Diário, Nova Versão Transformadora, os capítulos um, dois, quatro e cinco têm vinte e dois versículos, o número de letras do alfabeto hebraico. O capítulo três tem sessenta e seis versículos, três vezes o número do alfabeto. Os primeiros são acrósticos, cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico. No capítulo três, cada letra é usada em ordem e é repetida três vezes como a letra inicial de três linhas sucessivas.

Jeremias chora por Jerusalém. A cidade que antes era a rainha de toda a terra, agora é escrava. Seus filhos foram capturados. Levados para o exílio. Tudo por causa de seus muitos pecados.

Foi castigada pelo Senhor. Não há ninguém para ajuda-la. Por ter pecado terrivelmente foi lançada fora como se joga um trapo imundo. Não pensou nas consequências enquanto estava pecando. Só em seu próprio prazer.

É como se fosse uma mulher. Que perdeu seus amantes. Não tem mais nada. Seu povo geme, procurando pão. Trocaram seus tesouros por um pouco de comida. Para sobreviver. Seus filhos não têm futuro, pois o inimigo a conquistou.

Jeremias fala que Jerusalém reconhece que o Senhor é justo por tudo que está acontecendo com ela. Rebelou-se contra o Senhor. Merece o castigo. Seus filhos foram levados para o exílio. Seus sacerdotes morreram de fome.

O Senhor despejou Sua ira sobre Jerusalém. Ele chora pelas crianças que morrem de fome, gritando pedindo socorro. Sem ter ninguém para responder. Morrem lentamente nos braços de suas mães.

Alguém já viu tamanha tristeza, ele clama!

Seus profetas anunciaram visões inúteis. Mentiras. Imagens enganosas. Que encheram seus corações de esperança. Acreditavam que estavam certos. Que não viria o juízo. Não mostraram ao povo seus pecados, para salvá-los do exílio.

Todos que passam por ela estão pasmos. Era a cidade chamada “A mais bela do mundo”, “Alegria de toda a terra”. Agora, está desolada. Completamente deserta.

Que os muros de Jerusalém chorem em alta voz diante do Senhor. Que suas lágrimas corram dia e noite como um rio. Não descansem. Levantem-se no meio da noite e clamem. Derramem como água o coração diante dEle. Levantem as mãos em oração. Supliquem por seus filhos.

Sua tristeza é avassaladora. Os filhos que levou em seus braços e criou, o inimigo destruiu.

Jeremias sofre. Ele viu as aflições que o Senhor trouxe com a vara da Sua ira. O povo de Jerusalém, antes de sofrer o que Jeremias viu, ri dele. O dia inteiro cantam, zombando dele. Ele grita em desespero que tudo que esperava do Senhor se perdeu.

Mas, apesar de todo sofrimento, Jeremias tem esperança quando se recorda de uma coisa: O amor do Senhor não tem fim. Suas misericórdias não se esgotam. Sua fidelidade é grande. E Sua misericórdia se renova a cada manhã. Ele diz a si mesmo para ter forças e continuar: “O Senhor é minha porção; por isso, esperarei nEle!”.

O Senhor é bom para os que dependem dEle. Para os que O buscam. É bom esperar em silêncio pela Sua salvação. E também é bom ser sujeito ao jugo de Sua disciplina enquanto se é jovem. Sofre menos. Aprende mais.

Jeremias nos chama a ficar em silêncio sob o jugo do Senhor. A deitar com o rosto no pó, clamando. A dar a outra face para os que nos ferem. E até aceitar o insulto dos inimigos. O Senhor não abandona ninguém para sempre. Ele não tem prazer em afligir ninguém.

Ao invés de nos queixarmos quando somos castigados por nossos pecados, devemos examinar nossos caminhos. E voltar para o Senhor. Levantar o coração e as mãos para Ele e reconhecer nosso pecado.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/03/sou-o-filho-mais-novo.html

Em seu lamento, lembra que seus inimigos o jogaram num poço e ainda lançaram pedras sobre ele. Achou que era seu fim. Clamou o Senhor. O Senhor o ouviu. Disse que não devia ter medo. É o Senhor quem defende sua causa. Ele redimiu sua vida. E o livrou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-371-3918.html

Que estejamos na presença do Senhor a cada dia. Que sejamos conquistados pelo Senhor, não pelo inimigo, para que nossos filhos tenham futuro. Se nos deixarmos ser conquistados por qualquer outro, nossos filhos não terão futuro. Serão levados para longe de nós. Morrerão no exílio.

É nosso dever cuidar de nossos filhos! Lutar por eles. Somos os “muros” de Jerusalém. Não devemos descansar. Precisamos clamar dia e noite. Levantar nossos corações e mãos ao Senhor.

Que examinemos nossos caminhos. E voltemos para o Senhor. Todos os dias. Ele cuidará de nós. E de nossos filhos. Para que tenhamos um futuro e uma esperança.

Que nos lembremos de Seu eterno amor. De Sua misericórdia sendo renovada a cada dia. De Sua fidelidade. E esperemos nEle.

Continuamos na próxima postagem. Leremos os capítulos quatro e cinco.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Jeremias 51.1-52.34

Leitura do dia 23/08.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Jeremias.

Na postagem anterior vimos o julgamento do Senhor sobre Amom, Damasco, Quedar, Hazor, Elão e até a grande Babilônia. Seu julgamento é justo. Esses povos colherão o que plantaram.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-491-5046.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo cinquenta e um. Até o capítulo cinquenta e dois.

O Senhor levantará um vento destruidor contra a Babilônia.

Seu povo não foi abandonado. Ele ainda é Seu Deus, embora sua terra esteja cheia de pecado contra Ele.

Babilônia foi uma taça de ouro nas mãos do Senhor, mas agora, cairá. Não há remédio para ela. Que Seu povo volte para sua terra. É a vingança do Senhor que está prestes a acontecer. Profanaram Seu templo.

Todos os ídolos serão destruídos. No dia do acerto de contas.

Babilônia foi um martelo e uma espada na mão do Senhor. Será destruída por sua arrogância e idolatria. Bel será castigado. Vomitará tudo que engoliu. As nações não irão mais até ali para adorá-lo. O Senhor destruirá todos os seus ídolos. Ele é justo. Dá o justo castigo. Sempre retribui em plena medida. Seus largos muros serão arrasados. Seus grandes portões serão queimados.

O Senhor ordena que Seu povo saia de Babilônia e, ainda que estejam numa terra distante, que se lembrem dEle. E pensem em seu lar, em Jerusalém.

Essa mensagem contra Babilônia foi transmitida pelo profeta Jeremias a Seraías, chefe dos assessores do rei. Estavam escritas num rolo. Jeremias ordenou que Seraías a lesse em voz alta, quando estivesse em Babilônia. Quando terminasse de ler, deveria amarrar o rolo a uma pedra e jogá-lo no rio Eufrates, dizendo que assim Babilônia seria afundada e nunca mais se levantaria.

Desta forma terminaram as mensagens de Jeremias.

Seu livro ainda nos conta que Zedequias estava com vinte e um anos quando começou a reinar. Reinou em Jerusalém por onze anos. Fez o que era mal aos olhos do Senhor, como Joaquim.

Como já vimos, em 18 de junho de 586 a.C., a fome era tão terrível em Jerusalém que uma brecha foi aberta no muro. Todos os soldados fugiram, junto com Zedequias. Foram perseguidos e Zedequias foi abandonado. Foi levado a Ribla. Nabucodonosor o obrigou a vê-lo matar seus filhos e seus oficiais. Arrancou seus olhos. Prendeu-o com correntes de bronze e levou-o para o exílio na Babilônia. Lá ficou até sua morte. Porque negou-se a obedecer o Senhor. Tinha medo de obedecê-Lo. Preferiu a rebeldia e suas consequências. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-251-30.html

O templo do Senhor foi destruído no dia 17 de agosto do mesmo ano. Era o décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor. Tudo foi queimado. O templo, o palácio real, todas as casas de Jerusalém. Todos os edifícios importantes da cidade. E os muros foram demolidos.

Despedaçaram as colunas de bronze na frente do templo do Senhor. Levaram para a Babilônia. Bronze que não se podia pesar. Levaram também todos os utensílios de bronze, ouro e prata que havia no templo.

O sumo-sacerdote Seraías, o sacerdote auxiliar Sofonias e três dos principais guardas das portas, um oficial responsável pelo exército e sete dos conselheiros pessoais do rei, o secretário do comandante do exército, encarregado do alistamento e outros sessenta homens do povo foram executados em Ribla, a mando de Nabucodonosor.

Judá foi levada para o exílio, como o Senhor falou. Para uma terra distante de sua casa. Por causa de sua rebeldia.

Após trinta e sete anos de exílio, quando Evil-Merodaque começou a reinar na Babilônia, Joaquim foi liberto da prisão. Foi elevado ao melhor lugar entre os reis que estavam na Babilônia. Ganhou roupas novas e passou a comer na presença do rei. Até sua morte. Longe de sua casa.

Que sejamos fieis ao Senhor, crendo em Sua palavra. Que não olhemos para outros deuses. Apenas para Ele. Nosso Redentor.

Que nos lembremos dEle, onde quer que estejamos. E pensemos em nosso lar, na Nova Jerusalém.

Assim, terminamos esse maravilhoso livro. Mas ainda não nos despediremos de Jeremias. Amanhã leremos os três primeiros capítulos de Lamentações de Jeremias.

http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/o-naufragio-de-juda.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-241-20.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/agora-desolacao.html

Espero você. Até lá.