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sábado, 3 de agosto de 2019

Isaías 43.1-45.25

Leitura do dia 29/07.

Continuamos nossa caminhada através do livro do profeta Isaías.

Ontem vimos a ordem do Senhor para consolar Seu povo. A promessa de um libertador. E de um Messias.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/isaias-401-4225.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo quarenta e três. Até o quarenta e cinco.

O Senhor chama Seu povo a ouvi-Lo. Não promete um mar de rosas. Promete companhia e livramento. Ele fala “quando”, significa que muito provavelmente passaremos por tais experiências. O maravilhoso é que, mesmo se passarmos pelas águas profundas, Ele estará ao nosso lado. Ao atravessarmos rios, não nos afogaremos. Ao passarmos pelo fogo não nos queimaremos, nem a chama nos fará mal. Não por sermos os poderosos. Mas por Ele ser nosso Deus, o Santo de Israel, nosso Salvador.

É maravilhoso podermos contar com Sua companhia nestas situações de total pavor. Quem deseja passar por águas profundas, atravessar rios e passar pelo fogo? Ninguém. Mas, nestes momentos, em que o medo toma conta de nós, não conseguimos enxergar uma solução. Sim, pensamos, serei engolida por essas águas. Ou, me afogarei, morrerei. Ou ainda, o fogo me queimará, a chama acabará comigo. Ele diz que não. Que estará conosco. E nos livrará. Sairemos ilesos. Somente pela fé nEle.

Somos o Israel do Senhor. Somos Suas testemunhas. Fomos escolhidos para conhecê-Lo. Para nEle crer. E entender, diferente de tantos que não conseguem, que somente Ele é Deus. Não há outro. Nunca houve. Nunca haverá. Somente Ele nos salva. Ele previu a salvação. Salvou. E proclamou a todo o mundo. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Sua bondade não tem fim. O que fez na saída do povo de Israel do Egito, não se compara às Suas próximas maravilhas. Ele abrirá um caminho no meio do deserto. Fará rios na terra seca. Até os animais O louvarão. Pois Ele lhes dará água. No deserto.

E, se no momento estamos vivendo em terra seca, Ele fará rios onde estamos, para que possamos nos refrescar. Ele nos formou para Si, para O honrarmos perante o mundo. Temos feito isso?

Quando o Senhor olha para Seu povo, vê um povo desgarrado. Que não clama por Ele. Que se cansou dEle. Que não O honrou. Que não O agradou. Apenas O sobrecarregou com pecados. E O cansou com maldades. Ainda assim, o Senhor promete o perdão. Por Sua infinita bondade e misericórdia. Por Seu amor.

Toda vergonha sobre o povo do Senhor vem por causa do pecado. Da rebelião. Do virar as costas ao Senhor.

Apesar disso, o Senhor chama Seu povo. Para que venha. Ele derramará água que verdadeiramente mata sede. Que rega os campos secos do nosso coração. Ele derrama Seu Espírito. E Sua benção prossegue pelas próximas gerações. Ele promete que nossa descendência será dEle. Uns dirão: Pertenço ao Senhor, sou dEle. Outros dirão que são descendentes de Jacó. Outros escreverão nas mãos o nome do Senhor. E se chamarão por Israel.

Que sejamos dEle. Não é sensato adorarmos ídolos. É estupidez e ignorância. Falta de entendimento. Como pode um ídolo que nem consegue se mexer, ouvir orações e respondê-las?

O profeta clama que todos se voltem para Ele. Só Ele cumpre as previsões de Seus profetas, os verdadeiros.

Novamente o Senhor fala sobre a vinda de Ciro. Ele fará o que o Senhor deseja. Reconstruirá Jerusalém. Ordenará que restaurem o templo. Ainda que Ciro não O conhecesse o Senhor o tomaria pela mão e o usaria. Seu propósito é que todo o mundo, de leste a oeste, saiba que não há outro Deus, apenas o Senhor (Isaías 45.5). Seu interesse é que todos os povos O reconheçam e O conheçam.

Mas, grande aflição espera os que contestam com o Criador. Quem é o barro para dizer ao oleiro o que fazer? Ele criou o Universo!

Ciro restaurará Sua cidade (como fez) e libertará Seu povo (o que aconteceu), sem exigir recompensa. Os egípcios, os etíopes e os sabeus reconheceriam que somente o Senhor é Deus. Não há outro.

Não é maravilhoso ouvir o Senhor dizer que as ordens que nos dá são possíveis? Se não fosse possível que O encontrássemos, não ordenaria que O buscássemos. Ele fala apenas a verdade. Declara somente o que é correto.

Que todo o mundo se volte para Ele, para ser salvo. Que larguem seus ídolos. E declarem que só o Senhor é a única fonte de justiça e força.

Que nos rendamos a Ele.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quarenta e seis. Até o capítulo quarenta e oito.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Isaías 40.1-42.25

Leitura do dia 28/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Isaías.

Na postagem anterior vimos Ezequias buscar o socorro do Senhor, em meio às ameaças sofridas. E o Senhor o socorreu. A ele e a Jerusalém. Também vimos Ezequias receber sua sentença de morte. Orar. E o Senhor lhe conceder mais quinze anos de vida. ]http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-381-398.html

Hoje caminharemos através dos capítulos quarenta a quarenta e dois.

O capítulo quarenta começa com o pedido do Senhor de consolar Seu povo. Que ouçam uma voz que clama. Que preparem o caminho para o Senhor. É uma profecia sobre João Batista, “a voz que clama no deserto” e o Senhor Jesus, cujo caminho João preparou.

Isaías ouviu uma voz lhe ordenar que clamasse. Perguntou o que clamar. A voz lhe ordenou que anunciasse aos homens que são (somos) como capim, cuja beleza passa depressa, como as flores do campo. Mas, Sua palavra permanece para sempre. Não é fugaz. Não muda.

Como somos diferentes da palavra do Senhor! Nossa vida não dura nada. Sua palavra permanece para sempre. Somos pecadores. Sua palavra é pura. Viva e eficaz (Hebreus 4.12).

O profeta deveria anunciar que o Senhor viria governar sobre Jerusalém, com Seu braço forte. Só Ele é Deus. Não pode ser comparado a ninguém. Muito menos a ídolos feitos por homens, em moldes, cobertos de ouro e enfeitados com prata. Ou de madeira que não apodrece.

Enquanto o Senhor está sentado acima do círculo da terra, os ídolos precisam ser feitos por artesões habilidosos para que não caiam. Como alguém pode trocar o Senhor por qualquer outro? Ele é incomparável. Nunca perde Suas forças. Pelo contrário. Ele dá força aos cansados e vigor aos fracos. Os que nEle confiam têm suas forças renovadas. Voam alto como águias. Correm e não se cansam. Caminham e não desfalecem.

O Senhor fala sobre um rei que vem do leste. Que foi chamado para Seu justo serviço. Não é um serviço qualquer. É um serviço justo. Um julgamento aos povos que não quiseram ouvi-Lo, embora Ele estivesse sempre dizendo as mesmas coisas, chamando-os ao arrependimento. Está falando de Ciro. Que virá anos depois. O Senhor o usará. Como um novo instrumento de debulhar. Com dentes afiados. Ele ordenará a reconstrução de Jerusalém e do templo do Senhor.

Enquanto isso, o escultor e o ouvires, ao invés de se renderem ao Senhor, se esforçam e constroem um ídolo. Fixando-o com pregos para que não tombe. Um ídolo que não pode ouvir.

O Senhor ouvirá o clamor do pobre. Fará com que árvores nasçam no deserto. Fará tudo de tal maneira que será impossível alguém não dizer que foi o Senhor quem fez.

O socorro chegaria a Sião. O Senhor era o primeiro a anunciar.

O capítulo quarenta e dois inicia-se mais uma vez falando do servo que o Senhor fortaleceu. Ao mesmo tempo que fala de Ciro que, no futuro libertaria Israel, fala do Senhor Jesus, que após muitos anos, libertaria todos que se chegassem a Ele, trazendo justiça a toda a terra.

O Senhor Jesus seria (e é) luz para guiar as nações. Todas as nações. Ele abriria (abriu e abre) os olhos de cegos, libertaria (libertou e liberta) os cativos das prisões e livraria (livrou e livra) os presos em calabouços escuros. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Já se sentiu em um calabouço escuro? Sem solução? Chegando ao fundo e não encontrando absolutamente nada para conseguir sair dali? Um silêncio desesperador? Ou vozes que sussurram horror? Sem luz alguma? Ou apenas uma fresta que apenas produz sombras e nos faz ver coisas tenebrosas? O Senhor Jesus é especialista em nos tirar desses lugares. Sim, clame! Ele o livrará desse lugar horroroso. Colocará seus pés sobre a rocha. E firmará seus passos (Salmo 40.2). Ele é o único que pode fazer isso. Não existe solução além dEle. Fora dEle.

Que todos os confins da terra louvem o Senhor! Em todos os lugares! Seu nome dEle ser exaltado. Quem confia nEle será vitorioso. Os que confiam em ídolos serão envergonhados. Com a derrota.

Ah, existe um povo que até vê e reconhece o que é certo. Mas se recusa a obedecer. Ouvem, mas não prestam atenção. Como o ditado que diz “entra por um ouvido e sai pelo outro”. Não ouvem com a mente. Muito menos com o coração.

O povo do Senhor foi roubado. Saqueado. Escravizado. Aprisionado. Apanhado em armadilhas. São presas fáceis. Porque deixaram de confiar no Senhor. O próprio Senhor os entregou. Ainda assim, não se voltaram para Ele. Não se arrependeram. Não quiseram entender Sua palavra. Foram consumidos pelo fogo. E nem assim aprenderam a lição.

Que sejamos ensináveis. Que nos arrependamos ao ouvir Seus ensinos e correções. Para sermos salvos e curados por Ele. Que não endureçamos nossa cerviz.

Amanhã continuamos. Leremos a partir do capítulo quarenta e três. Até o capítulo quarenta e cinco.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Provérbios 25.1-27.27

Leitura do dia 06/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas do livro de Provérbios.

Vimos que a boa reputação é bem melhor que grandes riquezas. Assim como ser amado é melhor que prata e ouro.

Não podemos explorar o pobre, o Senhor os defenderá. Pagará na mesma medida.

Também vimos a importância da disciplina na vida da criança. A necessidade de não deixarmos que a bebida nos domine. E de ajudarmos a todos que pudermos, ainda que estejam caminhando e tropeçando em direção à morte. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-221-2434.html

Hoje leremos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e sete. São provérbios de Salomão. Reunidos e copiados pelos conselheiros do rei Ezequias. Alguns são repetidos.

Como temos feito, veremos alguns. Novamente peço, não deixe de ler todos, anotar e meditar naqueles que chamam mais sua atenção.

No capítulo vinte e cinco, Salomão nos dá muitos conselhos comportamentais. Vamos nos ater a alguns.

Quando prometermos um presente, a quem quer que seja, que façamos de tudo para cumprir nossa palavra, o mais rápido possível. Que não sejamos como nuvens e ventos enganosos. Que parecem  trazer chuva. Mas não trazem nada.

Como é grave mentir a respeito de alguém. Palavras mentirosas ferem. Como uma agressão armada. Como um ferimento de espada. Como uma flecha afiada. É difícil de curar. Nós, servos do Senhor, precisamos ser os que levam cura. Não os que ferem. Fomos chamados para abençoar. Não para matar.

É terrível confiar no desleal. É como precisar andar e ter o pé aleijado. Ou mastigar carne com um dente quebrado.

Se estamos com alguém aflito, não lhe cantemos canções alegres. É o mesmo que tirar o agasalho de alguém no frio. Ou derramar vinagre em uma ferida. Arde. Dói. Não cura. O aflito precisa de alívio. De bálsamo. Não de canções alegres.

E se nossos inimigos tiverem fome ou sede? Viraremos as costas, afinal, não temos nada com isso? A Palavra nos ensina a saciar a fome e a sede deles, ainda que sejam nossos inimigos. Abençoaremos pessoas. E o Senhor nos recompensará. Podem até nos chamar de loucos, mas estaremos em obediência, agradando o Senhor. É o que importa.

Não podemos ceder à pressão dos perversos. Se o fizermos, seremos como nascente poluída ou fonte cheia de lama. Águas contaminadas. Que não servem para saciar a sede.

Se não temos domínio próprio, somos como uma cidade sem proteção ou segurança. Totalmente expostos. Fragilizados. Sendo dominados por nossos sentimentos. Quando deveríamos dominá-los.

No capítulo vinte e seis, Salomão afirma que a maldição imerecida não pousa sobre quem é dirigida. Há proteção na inocência.

Não confiemos no tolo. Se temos algo a dizer, digamos nós mesmos. Ou passemos a missão para o sábio. Confiar no tolo para transmitir uma mensagem, é como cortar o próprio pé. Quem faria isso? Para que suportar tamanha dor e ficar mancando ou nem poder andar sem o pé? É como beber veneno. Traz morte.

Que não sejamos como o cão que volta ao seu vômito, cometendo os mesmos erros, a mesma insensatez. Erramos? Vamos nos arrepender. Corrigir. E seguir por outro caminho. Assim é o verdadeiro arrependimento.

Não é certo mentirmos para amigos, deixando-os  com o coração na mão e depois dizer que fizemos aquilo como uma brincadeira. Brincadeiras de mal gosto devem ser deixadas de lado.

O capítulo vinte e sete nos orienta a não contar vantagem a respeito do amanhã. Não sabemos o que acontecerá. O amanhã não nos pertence. Lembra? Fazemos planos, mas não sabemos o que pode acontecer. A resposta vem do Senhor (Provérbios 19.21).

É melhor ser ferido por um amigo em sua sinceridade que ser beijado por um inimigo. A ferida de um amigo traz cura. A trapaça, no entanto, vem acompanhada do beijo do inimigo.

Para quem está faminto qualquer alimento amargo é considerado doce. Não tem o que comer. Precisa saciar a fome. Acaba comendo o que não devia.

Deixe-se ser saciado pelo Senhor. Assim, saberá o que comer. Quando e como.

Ah, como é bom receber o conselho de um amigo! É tão agradável quanto sentir o aroma de um perfume delicioso.

Não devemos jamais abandonar um amigo. Nem mesmo o amigo de nossos pais. Temos responsabilidades com eles também. Amizades devem ultrapassar gerações.

Sejamos como o prudente. Estar no lugar seguro. Na torre de vigia. Dali, antever o perigo. E tomar precauções.

Não devemos andar sozinhos. Jamais. Já vimos que o solitário é imprudente. Se estivermos andando, no mínimo, de dois em dois, teremos alguém para nos corrigir e nos apoiar. Nos suportar. Nos afiar. Sim, como o ferro afia o ferro, assim um amigo afia o outro. Precisamos ser afiados. Por amigos.

Somos provados pelos elogios que recebemos, assim como o fogo prova o ouro e a prata. Quais são nossas reações? Elogios nos levam para mais perto do Senhor ou nos levam a levantar um altar para nós mesmos?

Temos ovelhas sob nossos cuidados, onde quer que estejamos. Que tomemos cuidado com elas. Que nos dediquemos e cuidemos de nosso rebanho. Podem ser nossos filhos. Nossa família. Nossos empregados. E até nossos amigos. Que prestemos atenção. Que nos dediquemos a esse cuidado. Prestando atenção em cada detalhe. Prestaremos contas depois.

Que sejamos diligentes. E abençoadores.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e oito. Até o trinta e um.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Salmo 119.49-56

Leitura do dia 23/06.

Continuamos nossa caminhada ainda através das estrofes do Salmo cento e dezenove. Sem pressa.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-11941-48.html

Agora, do versículo quarenta e nove ao versículo cinquenta e seis.

Zain
O salmista começa com uma oração. Pede que o Senhor lembre da promessa que lhe fez.

Sua promessa é sua esperança. Ele crê que a promessa se cumprirá. Virá à existência. Ele a verá. Ela renova suas forças. Consola-o nos tempos de aflição. Ele pode olhar para trás e ver a bondade e a misericórdia do Senhor a seguí-lo. Pode olhar para frente, crendo em Sua promessa. E prosseguindo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Os orgulhosos o desprezam. Ainda assim, confia e não se desvia das leis do Senhor. Medita em Seus estatutos. Que são muito antigos. Eles o consolam de maneira magnífica.

O salmista fica furioso com os perversos por rejeitarem a lei do Senhor. Quanto a ele, canta Seus decretos. Eles são o tema de suas canções.

À noite, depois que todos os afazeres terminam e ele descansa, pensa no Senhor. Em Sua identidade. Quem é o Senhor? Tem aprendido em Sua palavra. Por isso, obedece Sua lei. Como não obedecer um Senhor que nos ama de forma incondicional?

Passa seus dias como devemos passar os nossos. Obedecendo Suas bondosas ordens.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Jó 4.1-6.30

Leitura do dia 14/05.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jó.

Ontem vimos o diálogo entre o Senhor e Satanás. As provações de Jó.

Perdeu seus bens. Perdeu seus filhos. Perdeu sua saúde. Vimos também que seus amigos foram até ele para consolá-lo e animá-lo. E Jó expôs sua dor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/jo-11-22.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/05/jo-21-326.html

Hoje caminharemos através dos capítulos quatro a seis.

Depois que Jó abriu seu coração e contou sua angústia, Elifaz pediu que tivesse paciência e o ouvisse. Não tinha como permanecer calado.

Lembrou que Jó já havia dado ânimo a muita gente. E força aos fracos. Suas palavras sustentavam os que tropeçavam. Dera apoio aos que vacilavam. Agora, porém, estava desanimado e em pânico. Não entendia como seu temor ao Senhor não lhe dava confiança, nem sua integridade, esperança.

Elifaz disse que os inocentes não morrem, nem os justos são destruídos. Sabemos que não é verdade. Quantos inocentes já vimos morrer? Quantos justos já foram destruídos? Não estamos imunes ao sofrimento.

Elifaz também era um observador. Observou que os maus colhiam de sua maldade. Que ninguém era inocente diante do Senhor. Aconselhou Jó a buscar ao Senhor e lhe apresentar sua causa. Sua observação era falha. Acreditava que os bons morreriam felizes em suas camas, depois de terem vivido muitos anos. Tinha a falsa ideia de que só os maus e pecadores sofrem.

Jó ficou arrasado. Se fosse possível pesar sua aflição, pesaria mais que toda a areia do mar. Acreditava que o Senhor se levantara contra ele. Falou impulsivamente por causa de todo seu sofrimento. Mas não são assim os animais? Quando falta comida, não gemem? E nós? Não reclamamos quando a comida está sem sal? Por que não reclamaria se tudo que consegue sentir é dor?

O desejo de seu coração era que o Senhor lhe concedesse seu desejo. Não era mais ser curado. Não tinha mais esperança. Seu desejo era que o Senhor estendesse Sua mão e o matasse.

Ainda se consolou por não ter negado as palavras do Senhor, mas não tinha mais forças para prosseguir e nenhum motivo para viver. Perdera tudo. Sentia-se desamparado. Sem qualquer chance. E, além de tudo, ao invés de ver compaixão em seus amigos, via acusação. Não podia nem ao menos confiar neles. Eram como um rio que seca durante o verão, na hora que mais se precisa dele.

Jó fala que seus amigos viram sua desgraça e ficaram com medo. Medo por não saberem o que dizer. Medo por acreditaram nas conclusões de suas observações. Medo por acreditaram que Jó estava em pecado. Não havia errado para que toda aquela desgraça acontecesse. Se houvesse, que alguém lhe apontasse o erro.

Já percebeu que quando acontecesse algo, a primeira coisa que pensamos é “onde errei?” ou “o que será que ele fez de errado?”

Seus amigos consideravam suas palavras convincentes. Faça o bem e tudo irá bem. Faça o mal e tudo irá mal. Mas não atentavam para o ponto que Jó considerava principal. Estava clamando de desespero e ninguém o consolava.

Não conseguia entender porque seus amigos achavam que estava mentindo. Era um homem íntegro. Continuava sendo o mesmo homem que conheciam. Ainda sabia a diferença entre o bem e o mal.

Será que você já se sentiu assim? Eu, com certeza.

Que tenhamos amigos que entendam nossa angústia. Mesmo se estivermos errados. E que sejamos amigos que saibam ouvir. http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/jonatas-o-incontestavel.html

Que não nos coloquemos no lugar de juízes. Que amemos. E quando não entendermos, que oremos juntos. Sem acusações. São somos juízes, nem promotores. E acusador, sabemos quem é.

Que façamos perguntas ao Senhor. Ele, com certeza, nos responderá.

Confie. Sempre.

“Deem graças ao Senhor, porque Ele é bom; Seu amor dura para sempre!” (Salmos 107.1) Sei que é verdade.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo sete ao capítulo dez.

Espero você. Até lá.