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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O fermento dos fariseus e saduceus


Entramos no capítulo 16 de Mateus.

Novamente os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus. Eles O puseram à prova pedindo-Lhe um sinal do céu.

Jesus responde que eles sabiam olhar para o céu e ver se o dia seria de tempestade ou de sol, mas não sabiam interpretar os sinais dos tempos.

Queriam um sinal do céu quando deveriam olhar para os sinais dos tempos. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/jesus-nos-chama-aprender-com-ele.html

Jesus, sempre comprometido com a verdade, os chamou de geração perversa, que praticava o que era ruim e prejudicava as pessoas, e adúltera, pois haviam abandonado ao Senhor verdadeiro e serviam a si mesmos.

Disse ainda que nenhum sinal seria dado a eles, a não ser o sinal de Jonas. E se retirou. Assunto encerrado. Ele não perdia tempo com discussões que não levam a nada.

Assim como Jonas havia ficado no ventre do peixe, Jesus ficaria no ventre da terra. E como Jonas saiu, Jesus ressuscitaria. Não acredito que eles entenderam. Não tinham olhos para ver, ouvidos para ouvir e coração para entender. Olhavam para si. Ouviam o que lhes era conveniente. E não entendiam a verdade da Palavra.

Dali, foram para o outro lado do mar da Galiléia. Os discípulos esqueceram de levar pão. Jesus lhes disse para estarem atentos e terem cuidado com o fermento dos fariseus e saduceus.

Os discípulos ainda estavam muito preocupados com o natural. Começaram a discutir entre si dizendo que não haviam levado pão.

Jesus, percebendo a discussão, pergunta: “Homens de pequena fé, por que vocês estão discutindo entre si sobre não terem pão? Ainda não compreendem”?

Será que temos compreendido o que Jesus tem feito em nossas vidas?

Jesus precisou lembrá-los das duas multiplicações dos pães e de como as multidões foram alimentadas naquelas ocasiões, então, os discípulos entenderam que Ele estava falando do ensino dos fariseus e saduceus.

Lembram da história que lhes contei de quando fui fazer o calzone e o excesso de fermento estragou toda a massa? Assim era o ensino desses homens. Ensinavam regras sobre regras. Enchiam a massa de fermento, até que estivesse estragada. Não possuíam vida, apenas religiosidade. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-parabola-do-fermento.html

Que tenhamos cuidado com os fariseus e saduceus de hoje que, ao invés de produzir alimento sadio, enchem a massa de fermento.

Fermento em excesso fede, estraga a massa, que só serve para ser jogada fora. Como o sal insípido. Como a luz que não se acende quando deveria estar acesa. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/somos-sal-e-luz.html

Que o nosso fermento seja no ponto certo, introduzido em massa de trigo puro, sem mistura, que produz vida a todos que se achegarem a nós, como acontecia com nosso Senhor Jesus.

Amanhã prosseguimos viagem. Até lá.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A parábola do fermento

Continuamos assentados ouvindo o Senhor Jesus contar parábolas através dos versículos de Mateus, capítulo 13.

Após contar a parábola do grão de mostarda e seu crescimento, Ele afirma que o Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha e toda a massa ficou fermentada.

Praticamente todos já fizemos um bolo, ou pão, ou alguma massa que precisasse de uma quantidade de fermento para levedar a massa.

Não é incrível que apenas uma ou duas colheres de fermento, ou um tablete pequeno, possam fazer com que a massa toda fique fermentada? E quando nos esquecemos de colocar o fermento, fica tudo horrível e feio?

Assim é o Reino dos céus. Precisamos que ele cresça em nós, se não, apesar de todos os outros ingredientes, não teremos o crescimento, nem a aparência e nem o gosto que deveríamos ter.

Isso me fez lembrar de algo que aconteceu comigo, muitos anos atrás.

Queria fazer um calzone, olha a pretensão! Vi a receita. Comprei os ingredientes. Mas nunca havia feito nenhum tipo de massa que levasse fermento em tablete. Quando fui comprar, só vi um tablete grande, devia ser uns 150g. O que eu devia ter usado era 15g.

Juntei todos os ingredientes. Por último era o fermento. Achei que a receita devia estar errada. Era fermento demais! Coloquei só a metade. Ainda bem. Não sei o que teria acontecido se tivesse colocado todo aquele fermento. Só de lembrar já tenho um acesso de riso.

Deixei a massa para descansar. Esperei. Fui fazer outras coisas. Quando voltei à cozinha, tudo fedia. Um cheiro insuportável de fermento. E a massa tinha transbordado pela vasilha. Logo vi que realmente a receita estava errada (na verdade, quem tinha errado era eu). Tive que jogar tudo fora.

Coloquei num saco de lixo enorme. Na frente da minha casa tinha uma lixeira daquelas de pé. Coloquei o saco lá. E da sala (tinha um quintal na frente), sentada no sofá, conseguia escutar os estouros que a massa dava dentro do saco e só ia crescendo e crescendo. Sei que você está rindo. Pode rir à vontade. Gargalho toda vez que lembro.

Mas isso me faz pensar. Tudo em nossas vidas tem que ser com equilíbrio. Quando Jesus contou essa parábola, disse que um pouco de fermento leveda toda a massa. Um pouco. É necessário utilizar a medida certa. O exagero leva a algum tipo de erro.

Ao esquecermos o fermento, estragamos a massa. Se colocarmos menos que o necessário, não terá o crescimento esperado. Se colocarmos em excesso, teremos que jogar todos os ingredientes fora. Fede. Fermento em excesso fede. Não que o Reino dos céus vai feder. A massa é que fede. Como a religiosidade fede. Assim como aquele fermento deixou minha cozinha fedendo.

Precisamos ter atenção. O Reino dos céus é relacionamento. Não adianta querer colocar mais que o necessário para ver a massa crescer. Isso não vai acontecer. Bem, na verdade, a massa vai crescer. Mas não vai prestar. Terá que ser jogada no lixo. Prejuízo. Tempo e ingredientes jogados fora. Como aconteceu comigo. Sem contar a frustração. Eu, com o recheio pronto e sem ter onde colocar.

Religiosidade não nos leva a nada. Não é o que o Senhor deseja para nós. Regras e mais regras era o que os fariseus viviam. Eles fediam com o excesso de fermento. Suas vidas não alimentavam ninguém. Não eram exemplos a serem seguidos. Não edificavam. Apenas iam crescendo. De vez em quando um barulho de um estouro aqui e ali. E mais fedor espalhado.

Que enxerguemos o Reino dos céus como de fato ele é. Que não inventemos regras. Que não sejamos religiosos. Que vivamos. Que sejamos como a mostarda e sirvamos de refúgio e abrigo. Que sejamos como um bolo lindo, saboroso, cheiroso e nutritivo. Que atraiamos as pessoas pelo nosso aroma.

"Contudo, graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo, e por nosso intermédio exala em toda parte o bom perfume do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e mesmo para com os que estão perecendo." - 2 Coríntios 2.14,15

Amanhã continuamos. Até lá.