Percorrendo mais um pouco o livro de Josué. E só aprendizado.
Josué foi um conquistador. Sua missão era fazer com que o povo de Israel tomasse posse da terra que o Senhor havia prometido ao Seu povo. Ficou quarenta anos no deserto aprendendo. E esperando. Finalmente o tempo da conquista chegou.
A terra estava ali para ser conquistada, porém havia resistência. Era preciso coragem, fé e ação. Posicionamento. Crer que o Senhor cumpriria o prometido. E agir em busca das promessas.
Josué era um homem de fé. Creu em cada promessa que o Senhor fez. Era um líder. Precisava lidar com vários tipos de pessoas. Com discernimento e sabedoria.
As tribos de Ruben, Gade e a meia tribo de Manassés viram as terras aquém do Jordão e falaram: “É aqui. Queremos nossa herança exatamente aqui.” E assim a tiveram. Homens decididos. Homens de guerra.
Quando o povo de Israel passou o Jordão, Josué os conclamou. Deixaram mulheres, crianças e rebanhos. Todos os capacitados para a guerra passaram armados adiante de seus irmãos e os auxiliaram a conquistar suas terras. Já possuíam sua herança e passaram adiante. À frente. Eram conquistadores.
A terra estava prometida, mas todos tiveram que conquistar suas porções. Não houve quem ficasse sentado embaixo de uma palmeira, comendo tâmaras, simplesmente esperando alguma coisa acontecer. Era preciso tomar posse. Lutar a favor da promessa.
Calebe e Josué sabiam exatamente a cidade que queriam. Conheciam a terra em toda a sua extensão. E assim foi. Calebe quis Hebrom e teve que expulsar de lá os descendentes de Enaque, gigantes. Josué escolheu Timnat Serah, nos montes de Efraim. Ele reconstruiu a cidade e se estabeleceu.
As filhas de Zelofeade apresentaram-se para requerer o que haviam conseguido ainda no deserto: que tivessem herança entre seus parentes, embora fossem mulheres.
Os filhos de Manassés não conseguiram tomar posse de suas terras. Porém, quando se tornaram mais fortes, submeteram os cananeus a trabalhos forçados. Não desistiram. Persistiram até terem forças. E prevaleceram.
Os descendentes de José reclamaram que a herança era pouca. O Senhor os havia abençoado ricamente, eles se tornaram muitos. Josué os orientou: “subam à floresta, desmatem e limpem o terreno segundo as suas necessidades”. Queremos mais? Temos que “ir atrás”, precisamos fazer algo!
Os filhos de José reclamaram que o povo que ali habitava era forte, possuíam carros de guerra. José os animou. Afirmou que realmente, era verdade, eles possuíam carros de guerra e eram muito fortes, porém mesmo assim, os filhos de José iriam conquistar a floresta e se espalhar por onde precisassem. Eram mais fortes que seus adversários.
A tribo de Dã teve dificuldade para tomar posse do seu território. E, por esse motivo, atacaram a região, conquistaram-na, passaram-na ao fio da espada e a ocuparam, conforme está em Josué 19.47. Não ficaram prostrados chorando. Não se desesperaram. Por causa da dificuldade, se esforçaram mais ainda e tomaram posse da sua herança.
Estamos a caminho de nossa terra prometida. Nossos sonhos, planos e projetos. Tantas coisas a serem conquistadas. Precisamos aprender com essas tribos.
É aqui o meu lugar? Então, ainda que eu precise ajudar meus irmãos em suas conquistas, vou me estabelecer aonde desejo.
Quero mais? Vou romper a floresta. Ainda que seja difícil. Ainda que tenha que enfrentar lutas que aos meus olhos parecem muito difíceis. Ainda que meus adversários sejam mais fortes e organizados.
A cidade que escolhi é habitada por gigantes? Tenho que enfrentá-los. Não posso simplesmente desistir.
A cidade que desejo foi destruída? Vou reconstruir e me estabelecer exatamente aonde quero.
Está difícil? Não vou recuar. Vou me fortalecer e prevalecer.
Temos promessas a alcançar. Mas precisamos lutar para que se tornem realidade em nossas vidas. O Senhor dos Exércitos é conosco. Temos que ir adiante. Como os guerreiros que somos. Não podemos ser negligentes com nossas promessas. Sejamos fiéis e corajosos. Enfrentemos com coragem o que está adiante de nós. Nosso futuro nos espera.
"Tão somente sê de fato firme e corajoso, para teres o zelo de agir de acordo com todos os mandamentos da Lei, que te ordenou Moisés, meu servo. Não te apartes dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que tenhas sucesso em todas as tuas realizações." - Josué 1.7
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sábado, 23 de julho de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
Davi, você, eu e os processos
Alguns anos atrás, um reboliço aconteceu dentro de mim. Algumas mudanças de entendimento. De atitudes. Olhei para trás e revi escolhas, analisei minha vida, reprojetei o presente e "reescolhi" o futuro.
Aprendi que precisamos do processo para chegar ao destino.
Sem o processo não somos profundos! É o processo que nos dá profundidade. É através dele que somos transformados. Moldados.
Deus tem um plano lindo para nossas vidas, mas as escolhas estão em nossas mãos. E precisamos dos processos para aprender a escolher. Escolher bem.
Em I Samuel 17, quando os soldados de Israel estavam reunidos contra os filisteus, Davi foi levar pão aos seus irmãos. No exato momento em que estava lá, Golias afrontou o exército de Israel. Os soldados, bravos guerreiros e Saul tremeram de medo. Saul, aquele que era mais alto que todos, do ombro para cima. Aquele que podia ter dado certo.
Davi tinha uma escolha. Podia ter virado as costas e voltado para suas ovelhas. Não era um soldado. Era um jovem pastor. Deus não mandou que ele enfrentasse Golias. Não lhe deu uma ordem direta. Mas Davi fez uma análise. Quem ele era. Quem era aquele gigante. Quem Deus era. O que ganharia se enfrentasse. Valeria a pena se arriscar? Golias media aproximadamente 2,90 m. Ele viu a oferta, os prós e os contras e resolveu. Enfrentou.
Deus nos dá "dicas" de Sua vontade, mas a escolha é nossa. E o que nos leva a acertarmos nessa escolha? O processo. Amo o processo! Finalmente então, entendi! Sem o processo não estaríamos capacitados para escolher. Não teríamos a maturidade necessária. O discernimento. A intimidade. A identidade.
É o processo que nos prepara para as escolhas que precisamos fazer! E o que é o processo? O que passamos em nosso dia a dia. Nossas lutas diárias, solitárias, corriqueiras. E nelas, escolhemos ser melhor do que poderíamos ser. E vamos além. Usamos nossas lutas para escolhermos a excelência.
Davi lembrou seu processo. Sozinho enfrentou o leão, arrancou a ovelha de sua garganta. Pegou o leão pela juba. Matou. Matou o urso. Poderia ter escolhido diferente. Ninguém o condenaria. Poderia ter simplesmente matado o leão e o urso, sem salvar as ovelhas. Ou poderia ter fugido. Mas Davi olhou para o futuro que queria.
E ali, diante daquele gigante, lembrou-se que havia sido ungido rei. “É isso mesmo! Hum, então escolho enfrentar esse gigante incircunciso”! E foi. A princípio, com a armadura de Saul. Impossível. Não era dele. Não foi feita para ele. Sua identidade era outra. Era só sua! Única. Intransferível.
Quantas vezes temos que tomar alguma decisão e nos aconselham a fazer coisas que não combinam com a nossa identidade? Até tentamos andar com aquela armadura toda e, se insistirmos, damos com a cara no chão! Então, lembramos de tudo o que passamos e como o Senhor nos guiou até ali. Todo o processo pelo qual nos fez passar e arrancamos aquela armadura que não nos pertence. As pessoas nos olham horrorizadas com a nossa simplicidade. "Você vai lutar com um cajado, uma funda e umas pedrinhas? Enlouqueceu? Estamos no século XXI. Não se age mais assim. Você tem que fazer isso ou aquilo. Falar isso ou aquilo." Aí você levanta os olhos. Olha nos olhos do Senhor e vê nEle aprovação! “Sim. Essa é a arma que tenho. Que sei usar. Que fui adestrado”. E vai. A escolha está feita! O processo o capacitou para ela. O preparou. O moldou. O conduziu. O colocou ali, exatamente naquele lugar! Exatamente naquela hora. Naquele instante.
Quando o Senhor nos dá uma promessa e cremos, aceitamos, recebemos e tudo se volta contra nós, precisamos do processo. Sem ele, não estaríamos aptos para a conquista, para a promessa! Seríamos rasos! Guiados por sentimentos e não pelo Pai! “O que de fato quero? Onde quero chegar? O que almejo fazer? E o mais importante: quem eu sou”?
O Senhor conhece nossos corações, anseios, desejos, identidade. Amamos a correção. Amamos o processo. Então, Ele "monta" as situações como fez com Davi. Inclina nossos corações à Sua vontade, mas a cada dia e sempre, é nossa responsabilidade escolher.
Vou enfrentar o urso? O leão? O gigante? Ou virar as costas e continuar a vida sem nenhuma expectativa de mudança? Quem eu sou? Quem eu quero ser? Quem eu serei? As escolhas estão em minhas mãos. A caminhada é minha.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Jacó, José não morreu, acredite!
Deus martelou essa frase no meu ouvido três meses: “José não morreu!” Escrevi no espelho do banheiro, até essa verdade penetrar em mim!
Por um momento, sou Jacó. Faz muitos anos. Entregaram-me aquela túnica suja de sangue. Mas não consigo esquecer. José representa meus sonhos. Minha vida. Quanta saudade no meu coração pelo “filho” querido! Podia estar aqui comigo! Hoje seria um homem feito!
Agora, a comida acabou! Meus filhos precisam voltar ao Egito! Meu Deus! Tudo está contra mim! José morto! Simeão provavelmente também e ainda vou perder Benjamim! Isso é muito mais do que eu possa suportar!
Esse era o cenário! Era o que Jacó via. Era a sua verdade. O que as circunstâncias falavam.
Mas como a realidade era diferente! Deus estava trabalhando a favor de Jacó! Isaías 64.4, o único Deus que trabalha a favor daquele que nEle espera!
A verdade: José está vivo. Simeão está bem e Benjamin não vai morrer! Você consegue ver Deus colocando cada detalhe no lugar para realizar o que aos olhos de Jacó e de todos ao seu redor era irrealizável? Impossível?
Não teria sido bem mais fácil José ter se apresentado a seus irmãos da primeira vez e ido ao encontro de Jacó? Mas Deus gosta de uma história boa de ser contada. Muitas vezes precisamos mais dos processos do que resultado.
Seus filhos partiram para o Egito e ele ficou ali. Coração na mão. Já tinha saído da boca há muito tempo. Orando sem parar: “Senhor, lembre-se de mim para o bem! Traz meus filhos de volta! E Benjamin! É tudo que tenho da única mulher que eu amei. Por favor, Senhor, lembra que trabalhei quatorze anos por ela ...”
De repente, ele vê chegando carros egípcios e fica sem entender. Ele avista Simeão! Seus olhos encontram Benjamin. Ele perde as forças. Alívio. Precisa sentar. Os "meninos" vem correndo mas ele não consegue entender o que estão falando. Todos falam ao mesmo tempo. Ele ouve: "José ainda vive e ele é quem governa toda a terra do Egito!" O coração de Jacó quase parou com o choque da notícia! Não podia acreditar no que estava ouvindo. Tiveram que repetir a história.
E ele acreditou. Quando viu as carruagens. E se reanimou em seu espírito. Tudo que sequer tinha coragem de sonhar estava acontecendo diante de seus olhos! Jacó só enxergava que morreria de tristeza. Morreu farto de dias. E além de ver José, ainda viu seus filhos! O "tudo está contra mim" virou "tudo conspirou a meu favor".
Para Jacó reaver José, seus sonhos, sua vida, teve que tomar a decisão de sair da sua casa, da sua terra, da sua zona de conforto. Foi a Berseba e em plena época de terrível fome, devastadora mesmo, ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque, seu pai. Precisou largar a túnica suja de sangue. Precisou subir na carruagem e ir ao Egito!
Provavelmente não reconheceria seu filho, como seus irmãos não o reconheceram. Ainda assim era o seu amado filho!
Não importa se a túnica de José ainda está em minhas mãos, manchada do sangue "dele". Não importa se as circunstâncias todas dizem que José morreu! Simeão também! E que vou perder Benjamin! A minha verdade.
A verdade de Deus é a verdade de fato! José não morreu! Nem Simeão! E Benjamin está muito bem!
Muitos anos antes desses acontecimentos, Jacó havia lutado com Deus e Deus havia mudado seu nome para Israel. Mas continuamos a ler sobre Jacó. Jacó, o que perdeu seu filho preferido. Jacó, o que tinha a túnica com o “seu’ sangue nas mãos, a prova cabal de que José estava morto. E, junto com José, seus sonhos. Todos mortos.
Identidade. É algo muito profundo. Só sabemos quem de fato somos quando deixamos Deus nos forjar. E isso leva tempo. É um processo.
Aqui, acontece algo dentro daquele homem. O seu espírito se reanimou! E no versículo seguinte está escrito: E Israel exclamou: "Basta! José, meu amado filho, ainda está vivo!” Uau! Quando creu na verdade, a identidade de Deus em Israel foi restaurada! E a partir daí, não se ouve mais falar em Jacó. Só em Israel. Príncipe de Deus, que luta com Deus!
Deus age onde não vemos. De um jeito que não entendemos!
E quantas vezes temos a tendência de pegar aquela túnica suja do sangue de um bode e choramingar para o Senhor: “José morreu!” E ficamos estáticos, sem forças. Jogados ao chão. Com a vida parada, suspensa. Pausada.
A minha verdade. Pode estar escrita numa sentença. Numa situação. Num exame. Numa doença. Numa circunstância. Onde quer que seja.
Mas a verdade de Deus é absoluta!
Enquanto acredito que tudo está contra mim, Ele está trabalhando a meu favor. Enquanto tenho nas mãos uma túnica cheia de sangue, uma terra faminta, setenta pessoas para alimentar, Deus fez José, que não morreu, ser o vice-governador do Egito.
Enquanto acho que tudo está contra mim, a verdade é que tudo está ao meu favor. Toda a terra passará fome. Meus setenta vão para a melhor terra do Egito, com todo o sustento providenciado.
Jacó permitiu ser enganado por mentiras durante anos. Escravizado. E quase destruído. Mas a verdade liberta! Então, qual é a verdade?
Fui ler Neemias! A verdade é que o inimigo quer me destruir. Matar. Acabar comigo. Através de mentiras. A verdade é que Deus me chamou para uma grande obra e ela irá se realizar! Só existe uma coisa que pode impedir Deus de realizar o que Ele deseja: eu mesmo! Eu e minhas verdades distorcidas pelas circunstâncias. Influenciadas pelo que consigo enxergar. Estagnadas pelos meus medos.
Estou em Canaã. Não consigo imaginar o que está acontecendo no Egito. O que Deus está fazendo lá! Mas Ele está. Isso precisa me bastar.
Abraão foi chamado amigo de Deus! Ele creu contra a esperança! Dá para imaginar? O que nos faz crer é a esperança! No caso de Abraão, a esperança deu as costas para ele e disse: “Sinto muito. Não tem jeito.” A esperança morreu. Ainda assim, Abraão creu! É completamente impossível Deus não recompensar uma fé dessas, alguém crer contra a esperança!
Então, caminhe a cada dia, de mãos dadas com a verdade! A verdade de Deus! José, de fato, não morreu. Jogue essa túnica fora, suba na carruagem e vá ao encontro do seu destino. Caminhe, corra, voe! Não fique parado! Há uma história a ser escrita, esperando por você.
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