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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Salmo 119.49-56

Leitura do dia 23/06.

Continuamos nossa caminhada ainda através das estrofes do Salmo cento e dezenove. Sem pressa.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-11941-48.html

Agora, do versículo quarenta e nove ao versículo cinquenta e seis.

Zain
O salmista começa com uma oração. Pede que o Senhor lembre da promessa que lhe fez.

Sua promessa é sua esperança. Ele crê que a promessa se cumprirá. Virá à existência. Ele a verá. Ela renova suas forças. Consola-o nos tempos de aflição. Ele pode olhar para trás e ver a bondade e a misericórdia do Senhor a seguí-lo. Pode olhar para frente, crendo em Sua promessa. E prosseguindo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Os orgulhosos o desprezam. Ainda assim, confia e não se desvia das leis do Senhor. Medita em Seus estatutos. Que são muito antigos. Eles o consolam de maneira magnífica.

O salmista fica furioso com os perversos por rejeitarem a lei do Senhor. Quanto a ele, canta Seus decretos. Eles são o tema de suas canções.

À noite, depois que todos os afazeres terminam e ele descansa, pensa no Senhor. Em Sua identidade. Quem é o Senhor? Tem aprendido em Sua palavra. Por isso, obedece Sua lei. Como não obedecer um Senhor que nos ama de forma incondicional?

Passa seus dias como devemos passar os nossos. Obedecendo Suas bondosas ordens.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Gênesis 47.1-12

Leitura do dia 14/01.

Na postagem anterior, vimos o encontro de Jacó e José. Vimos também que a família de Jacó precisava dizer que eram pastores, ainda que os egípcios os desprezassem, para habitarem no melhor da terra do Egito.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-461-34.html

Agora, caminharemos através do capítulo quarenta e sete de Gênesis.

José foi até Faraó e lhe contou que sua família havia chegado. Levou cinco de seus irmãos com ele e os apresentou.

Faraó, como José havia dito, perguntou qual era a profissão de seus irmãos. Eles falaram a verdade, ainda que os egípcios os desprezassem. Eram pastores. A terra de Canaã estava em terrível fome. Ficariam ali por um tempo.

Faraó disse a José que escolhesse qualquer lugar para morarem. O melhor da terra. Que morassem em Gósen. E se houvesse entre eles homens capazes, que os colocasse para cuidar de seus rebanhos também.

Em seguida José apresentou seu pai a Faraó. Sabe o que aconteceu? Jacó abençoou Faraó.

O maior sempre abençoa o menor. O menor sempre é abençoado pelo maior.

Faraó, o rei do Egito, foi abençoado por Jacó. Um pastor de ovelhas abençoou o rei do Egito.

Faraó perguntou quantos anos Jacó tinha. Jacó respondeu. Cento e trinta árduos anos.

Antes de sair da presença de Faraó, Jacó o abençoou novamente.

José deu a seu pai e seus irmãos, a melhor terra do Egito, a região de Ramessés. Providenciou mantimento para todos, incluindo as crianças pequenas. Eles enxergavam todos.. Não apenas os adultos. As crianças precisavam ser bem alimentadas e cuidadas.

Gostaria de trazer um pouco essa história para nossa realidade.

Jacó saiu de Canaã, a terra prometida. Foi ao Egito. O Senhor disse que iria com ele. E o traria de volta à Canaã.

Nossa missão, como cristãos, muitas vezes é no Egito. Não em Canaã. É lá, no Egito, que precisamos fazer a diferença.

Quando chegamos ao Egito, porém, temos uma escolha a fazer.

Morar no melhor da terra, confessando quem somos, como os irmãos de José fizeram, ainda que os egípcios desprezassem os pastores ou morar junto aos egípcios e ser aceitos por eles, desprezando nossa identidade.

O que é mais importante? Nossa identidade ou nossa aceitação diante dos outros?

Paulo suplicou: “Portanto, irmãos, suplico-lhes que entreguem seu corpo a Deus, por causa de tudo que Ele fez por vocês. Que seja um sacrifício vivo e santo, do tipo que Deus considera agradável. Essa é a verdadeira forma de adorá-lo. Não imitem o comportamento e os costumes deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma mudança em seu modo de pensar, a fim de que experimentem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para vocês”. – Romanos 12.1,2

Nosso lugar no Egito não é no palácio, nem ao menos “no centro da cidade”. Nosso lugar no Egito é em Gósen, o melhor da terra, onde podemos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Mas temos que afirmar nossa identidade e suportar o desprezo dos egípcios. Tal qual os irmãos de José fizeram.

Continuamos na próxima postagem. Até já.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Gênesis 32.22-32

Leitura do dia 10/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos a maravilhosa oração de Jacó.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-321-21.html

Os presentes foram à frente. Ele ficou no acampamento. Mas como dormir? Levantou-se durante a noite. Tomou suas mulheres, suas servas, seus filhos. Atravessou com eles o rio Jaboque. Depois de levá-los para o outro lado do rio, passou todos os seus bens.

Então, ficou sozinho no acampamento. Veio “um homem” e lutou com ele, até o amanhecer. Quando viu que não prevaleceria contra Jacó, tocou a articulação de seu quadril e a deslocou. “O homem” pediu que Jacó o deixasse ir. Já estava amanhecendo. Jacó disse que só o deixaria depois que fosse abençoado por ele. Mais uma vez podemos ver como Jacó dava importância à benção. 

“O homem” perguntou-lhe seu nome. Somos nós que precisamos dizer nosso nome, nossa identidade, o que carregamos. Jacó respondeu. “O homem” lhe disse que seu nome não seria mais Jacó. A partir daquele momento, se chamaria Israel, “Deus luta”. Ele havia lutado com Deus e com os homens e vencera. Jacó também quis saber o nome “do homem”. Quando “o homem” foi embora, Jacó chamou aquele lugar de Peniel, “Face de Deus”. Disse que viu o Senhor face a face e sua vida foi poupada. Embora “o homem” não tenha lhe dito Seu nome, Jacó sabia quem era.

O sol já estava nascendo quando Jacó saiu de Peniel, mancando. Quando vemos o Senhor, nosso nome muda, nossa identidade é restaurada. E as marcas desse encontro ficam para sempre. Visíveis a quem olhar. Agora Jacó está pronto para encontrar-se com Esaú. Veremos como foi esse encontro. Na próxima postagem.

Espero você. Até já. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Coragem para se ajoelhar

Continuamos nossa caminhada através do livro de 2 Reis.

Ontem vimos que o rei de Israel, Acazias, mandou mensageiros a Baal-Zebube, deus de Ecrom, para ver se ficaria ou não curado. Seus mensageiros encontraram o profeta Elias. Que mandou uma mensagem ao rei.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/a-quem-temos-procurado.html

Hoje prosseguiremos pelas páginas do capítulo um, a partir do versículo nove, até ao final.

Assim que ouviu seus mensageiros, Acazias identificou Elias. Ele enviou um capitão com uma tropa de cinquenta soldados procurá-lo. Queria vê-lo.

Seu capitão o encontrou. Ele estava sentado no alto de uma colina. O capitão o chamou dizendo: “Homem de Deus, o rei ordena que desças!”

Elias respondeu ao capitão com seus cinquenta soldados que se ele de fato era um homem de Deus, desceria fogo do céu e exterminaria a ele e seus cinquenta homens.

No mesmo instante, desceu do céu um fogo arrasador. Consumiu o oficial e todos os seus soldados.

O rei insistiu. Queria falar com Elias de qualquer jeito. Enviou outro chefe de tropa. Novamente com cinquenta guerreiros. Ele fez o mesmo que o anterior. Ordenou ao profeta: “Ó homem de Deus, assim convoca o rei: ‘Desce depressa!’”

Elias respondeu a esse oficial da mesma forma que havia respondido ao outro. O fogo de Deus desceu do céu e consumiu também este oficial e seus cinquenta soldados.

Pela terceira vez o rei enviou outro capitão com sua tropa de cinquenta guerreiros.

Esse terceiro oficial era diferente. Sabia quem era. Sabia quem era Elias. Sabia se humilhar. Sabia se ajoelhar. Possuía coragem para ser humilde. Não era hora de dar ordens.

Chegou onde estava o profeta e colocou-se de joelhos diante dele. Reconheceu que Elias era um homem de Deus. Suplicou-lhe que considerasse preciosa sua vida e a de seus soldados. Colocou-se na condição de servo de Elias. Lembrou ao profeta que o fogo de Deus desceu do céu e destruiu os dois primeiros chefes de tropas de cinquenta e todos os seus soldados e pediu que Elias tivesse misericórdia de sua vida.

Diante da atitude desse oficial, o Anjo do Senhor orientou que Elias fosse com ele e não tivesse receio.

Elias também sabia quem era. Sabia quem ouvir. Prontamente se levantou e desceu com o oficial.
Ao chegar diante do rei, repetiu, sem qualquer temor, a mensagem do Senhor, perguntando-lhe porque havia mandado mensageiros consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom. Acaso não havia Deus em Israel, para que consultasse Sua Palavra? Disse-lhe também que, do leito em que estava deitado não se levantaria jamais. Com toda a certeza morreria.

Foi o que aconteceu. Acazias morreu conforme o Senhor havia determinado.

Como não tinha filhos, Jorão, seu irmão, reinou em seu lugar.

Que possamos aprender com esse capitão de tropas. Apesar de seu alto cargo diante do exército de Israel e seu rei, não se importou em humilhar-se diante de Elias, o homem de Deus. Por causa de sua atitude, de sua humildade, ele e seus homens foram salvos da morte.

Que possamos aprender com Elias, teve discernimento de qual capitão havia de seguir. Não aos que lhe deram ordens, mas ao único que suplicou sua misericórdia. Também teve discernimento para ouvir a voz do Senhor e coragem para entregar Sua palavra.

Que aprendamos também como Acazias. Que não sejamos como ele. Que reconheçamos que o Senhor é Deus. Não precisamos ir a qualquer outro lugar atrás de ídolo algum.

E agora? O que será que nos conta o capítulo dois a respeito de Jorão? Fez ou não o que era agradável ao Senhor?

Continuamos na quarta-feira. Espero você. Até lá.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Reino Dividido

Continuamos nossa caminhada através do livro de 1 Reis.

Ontem vimos que Salomão abandonou o Senhor. Seguiu atrás dos deuses de suas muitas mulheres. Que triste!
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/abandono.html

Hoje caminharemos pelas páginas do capítulo onze. Do versículo vinte e seis em diante.

Falamos ontem que o Senhor levantou inimigos que fizeram guerras contra Salomão. Agora falaremos de Jeroboão.

Era filho de Nebate, efraimita. Servo de Salomão. Um homem valente, talentoso e competente.

Quando Salomão viu o quanto era bom trabalhador, encarregou-o da coordenação de todos que realizavam trabalhos forçados e que pertenciam às tribos de José. Lembra? Efraim e Manassés.

Certo dia, nesta época em que era o coordenador do rei, Jeroboão saiu de Jerusalém. Aías, o profeta de Siló, encontrou-se com ele no caminho.

Aías usava uma capa nova. Ele agarrou sua capa com toda força e a rasgou. Em doze pedaços.

Imagine a cena. Você andando pela estrada. De repente, um profeta, que normalmente não tem roupas novas, está com uma capa linda, novinha. Ele o vê. Pega em sua própria capa. Com toda força. E a rasga em doze pedaços. Ele vem em sua direção. E lhe entrega dez pedaços.

Pois bem. Aías entregou dez pedaços a Jeroboão. E declarou: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eis que vou arrancar o reino das mãos de Salomão e te darei dez tribos.”

O Senhor disse a Jeroboão que deixaria Salomão com uma tribo como demonstração de Seu amor para com Seu servo Davi e para com Jerusalém. Explicou a Jeroboão que agiria dessa força porque Salomão e seu reino O haviam abandonado, preferindo adorar Astarote, a deusa dos sidônios, Camos, deus dos moabitas e Moloque, deus dos amonitas. Não buscaram andar em Seus caminhos. Não fizeram o que Ele aprova, nem obedeceram Seus estatutos e mandamentos, como Davi.

O Senhor ainda disse que não tiraria o reino das mãos de Salomão. Tiraria da mão de seu filho e daria a ele dez tribos. Uma ficaria com o filho de Salomão para que Davi sempre tivesse uma lâmpada diante do Senhor, em Jerusalém, cidade que Ele havia separado afetuosamente para estabelecer Seu Nome. Na verdade, duas tribos ficariam com os descendentes de Davi, Judá e Benjamim.

O Senhor também disse que levantaria Jeroboão e o faria reinar sobre tudo que seu coração desejasse. Ele seria rei sobre Israel. Mas havia uma condição. Ele deveria atentar para tudo que o Senhor lhe ordenasse, andar em Seus caminhos e praticar o que era justo e certo aos Seus olhos, obedecendo às Suas orientações e mandamentos, como Davi havia feito. O Senhor mesmo estaria com Ele e firmaria para ele uma dinastia perene, como fez com Davi.

Que privilégio de Jeroboão! Ouvir essas palavras do Senhor. Até uma dinastia perene, como a Davi. E o Senhor ainda lhe explica porque não lhe dará Israel todo. Uau! Que homem deveria ser Jeroboão!

E então, sabe o que acontece? Se você se lembrou de Saul, acertou.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/saul-podia-ter-dado-certo.html

Salomão procurou matar Jeroboão. Ele precisou fugir. Fugiu para o Egito, para Sisaque, o rei. Lá ficou, até a morte de Salomão.

Como é triste ver que Salomão se desviou do Senhor. E perdeu sua identidade. Como Saul.

Quando abandonamos o Senhor, não nos perdemos apenas dEle. Perdemo-nos de nós mesmos.

Quem não sabe quem é, normalmente persegue aquele que tem um destino e quer alcançá-lo. Foi o que fez Saul com Davi. E o que fez Salomão com Jeroboão.

Nossa identidade está em Deus. Ele, que nos criou, sabe quem somos. E nos revela.

Salomão morreu. Foi sepultado na Cidade de Davi. Seu filho, Roboão, reinou em seu lugar.

E agora? Como será? Jeroboão e Roboão reinarão? Como será essa divisão? Dez tribos para Jeroboão e duas para Roboão? Será que dará certo?

Amanhã veremos. Espero você.

terça-feira, 24 de abril de 2018

João Batista sabia quem era. Nós sabemos?

Continuamos nossa caminhada através de João. Ainda no capítulo 1. Agora do versículo 19 ao 28.

João continua falando de João Batista e de seu testemunho.

Os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas até João, em Betânia, do outro lado do Jordão, onde estava batizando.

Eles lhe perguntarem quem ele era. João não mentiu. Declarou abertamente que não era o Cristo.

Eles então, perguntaram se ele era Elias. Ou “o” Profeta. Ele respondeu que não era. Nem um, nem outro.

Insistiram com ele, querendo saber sua identidade, para responderem àqueles que lhes haviam enviado.

A pergunta: “Quem diz você acerca de si próprio?”

João respondeu com as palavras do profeta Isaías. Disse que era a voz do que clama no deserto: “Façam um caminho reto para o Senhor”.

Alguns fariseus que tinham sido enviados, também o interrogaram perguntando porque ele batizava se não era nem o Cristo, nem Elias e nem “o” Profeta.

João não responde o motivo. Responde que batizava com água, mas entre eles estava alguém que eles não conheciam, que vinha depois dele e cujas correias das sandálias, não era digno de desamarrar.

Quero parar aqui.

Não é verdade que temos dificuldades de falarmos de nós mesmos?

Quando alguém pede nossa descrição, e pede para falarmos de nossas qualidades e defeitos, quase sempre, entramos em pânico.

João Batista foi perguntado, à queima-roupa: “Quem diz você acerca de si próprio?”

Ele respondeu, também à queima-roupa. João Batista sabia quem era.

Como é importante sabermos quem somos. Se soubermos nossa identidade, saberemos nossa missão.
João Batista falou quem era, a voz. Em seguida, falou qual era sua missão, preparar um caminho reto para o Senhor.

Não saberemos nossa missão, nosso chamado, nossa vocação ou como quer que chamemos nosso propósito nesta terra, se não soubermos quem somos.

Pare um pouco. Se sabe quem é e qual sua missão, agradeça ao Senhor. Não despreze seu chamado, nem sua identidade. Faça como João Batista. Aja de acordo com sua identidade e chamado.

Se ainda não sabe, peça ao Senhor que se revele a você. Quando o Senhor se revela a nós, Ele revela nossa identidade. Quando sabemos nossa identidade, descobrimos nosso chamado.

Não podemos continuar nossa caminhada pela vida, se não soubermos quem somos.

Amanhã prosseguimos através dos próximos versículos de João. Até lá.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Palavra em ação

 Amo Gênesis 1 e João 1. Como não amar?

Quando Deus criou os céus e a terra, antes de qualquer ação, Ele usou a palavra: "Disse Deus". As coisas começavam a acontecer, então Ele agia. Jesus era (é) a Palavra. Um de Seus lindos nomes.

É muito lindo João 1.9: "A Palavra é a luz verdadeira que, vinda ao mundo, ilumina a toda a humanidade."

Lâmpada para os nossos pés, luz para o nosso caminho, como está escrito nos Salmos 119.

Onde há luz, as trevas se dissipam. E o que é o mais maravilhoso em todo o Evangelho? João 1.14: "E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. Vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade."

Toda vez que o Senhor fala, Ele age. Traz à existência aquilo que falou. O Senhor disse: "Haja luz". O que aconteceu? Houve luz. E tudo foi assim. O Senhor nos amou. O que aconteceu? Enviou Seu Filho. A Palavra entrou em ação. Se tornou carne e habitou entre nós.

E não é assim a Bíblia inteira? "Assim diz o Senhor" e as coisas acontecem. Sempre depois de uma palavra. O mundo é criado. Os ossos secos se tornam um exército. E por aí vai.

E Jesus? "O que você quer?" "Sê limpo". Sempre uma pergunta, exigindo uma resposta e em seguida uma ordem. Uma palavra se transformando em ação. Como em um filme: "Luz (Palavra), câmera, ação!"

Claro que não quero dar um peso maior ao peso que uma palavra tem, mas estou certa que não damos o verdadeiro valor. Na nossa cultura não conseguimos entender direito. Precisamos que o doce Espírito do Senhor nos revele, nos imprima essas verdades.

Imagina se cada vez que chamássemos uns aos outros, estivéssemos ouvindo nossa identidade, entendendo-a em nossas almas. Bom dia, "Deus é meu Juiz", "Boa tarde, Homem digno de honra". "Como vai, Aquela que Deus ouve?" Olá "Amado". Boa noite, "Agraciada de Deus". 

Com toda a certeza nossa identidade e fé seriam ativadas. 

Abraão começou a ouvir todos os dias, quando não havia gerado um filho sequer: "Bom dia, Pai de uma multidão." Não tinha um filho e ouvia Deus o chamando assim. Como não crer? Era ele, seu nome. Muito mais que um CPF. Era quem ele era, segundo Deus. Sua real identidade. Uau!

Fomos roubados ao longo dos séculos e nem percebemos.

Então, que o Senhor, que deseja nos revelar o Seu Nome, continue ativando nossas identidades e nos revele o nosso nome. E que façamos o mesmo às pessoas que estão à nossa volta! Que enxerguemos através das circunstâncias e ajudemos as pessoas a descobrirem quem elas realmente são.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Elias, você, eu e nossa humanidade

Vamos ler um pouco mais sobre Elias? Ele é um dos meus "personagens" preferidos. Falou que está em cena, paro tudo para vê-lo. Como aquelas crianças quando param tudo ao ouvir um som que chama sua atenção.

Aparece de repente, mas em grande estilo! Informando ao rei que não vai mais chover. Não enfrentou nenhum leão, nenhum daqueles guerreiros com lança, mas que coragem! Que homem é esse?

Quando o Senhor o orienta a ser sustentado pelos corvos e pela viúva, que obediência e humildade! Alguém já me disse: “Se Deus mandou, levanta e vai!” Quando obedecemos, não tem como o Senhor não nos abençoar. Não ficamos por conta própria. Ficamos nas mãos dEle! O melhor lugar onde alguém pode estar.

E como o que me comove são os detalhes, definitivamente sou cativada por esse homem poderoso, quando toma delicadamente o filho da viúva em seus braços. Demonstra que realmente andava na presença de Deus. Sabe ser ousado, corajoso, humilde, obediente e sensível. Como nosso Pai, que é fogo consumidor e é amor. Uma brisa suave e tranquila.

Quando enfrenta os profetas de Baal, demonstra audácia e fé. Manda reunir todos no Carmelo (saudades de Israel) e em tempo de seca manda encher de água em volta do altar. Sabe quem é o Deus que serve. E sabe quem ele é. Não está claudicando entre dois senhores, como o povo de Israel. Já fez sua escolha. E, carrega sua identidade em seu nome. "Jeová é o meu Deus". Cada vez que alguém fala seu nome, ativa sua identidade. O faz lembrar quem é e quem é o Seu Deus.

Coragem não lhe falta. Toda vez que encontra com Acabe, algo acontece. Todos param para ver, com o coração cheio de expectativa, "não posso perder essa cena".

Que homem! Faz a chuva parar. É alimentado por corvos. Deixa Deus sustentá-lo através de uma viúva. Faz fogo descer do céu. Mata centenas de falsos profetas. Ele mesmo degolou a todos. E tem a sensibilidade de tomar delicadamente um filho dos braços de sua mãe, ainda que morto, e orar por ele.

E uma das minhas cenas preferidas vem logo em seguida. Depois de degolar novecentos e cinquenta profetas, fala para Acabe comer e beber porque ouvia o som de chuva abundante se aproximar. E o que vai fazer? Orar. Para trazer à existência o que havia falado. Prostra-se aos pés do seu Senhor e clama pela chuva.

Elias era testemunha e também era “ouvidos”.

Nenhuma nuvem no céu e ele ouve o barulho de chuva abundante! Que homem é esse? Seis vezes seu servo vai e nada de nuvem. Perseverante! Se ele ouviu, vai acontecer. Os planos de Deus não podem ser frustrados. Na sétima vez, uma nuvem do tamanho da mão de um homem! Basta! É o suficiente! Não dá nem um balde de água, mas para Elias, que andava na presença de Deus, era o suficiente. Só um sinal de que a chuva abundante viria. Manda um recado para Acabe correr. “A chuva está vindo!” Em pouco tempo o céu se escureceu completamente com as muitas nuvens. Só é preciso uma nuvem do tamanho da mão de um homem para provocar a chuva. Só é preciso um homem que anda na presença de Deus se posicionar!

E o poder do Senhor toma Elias, que corre mais que o carro de Acabe. Sabia quem Deus era. Não queria se molhar.

Um dia um amigo me falou: "Cuidado com o que você ora! Deus vai responder!”

Tenho que correr. Procurar abrigo. Já ouço o som de chuva abundante. Já sinto o cheiro das águas! Já estou me organizando.

E, de repente, quando você já está preparado para a próxima cena, imaginando o que vem do céu agora, ele foge de Jezabel, temendo por sua vida!

É o mesmo homem! Temido e admirado. Corajoso e audacioso.

Ele foge. Deixa seu servo junto à fonte de Berseba, e vai para o deserto! No deserto, pede a morte.

Deita ali mesmo e dorme. Quem sabe quando acordar, tudo mudou? Quantas vezes também penso assim!

Eu olho, só para ter certeza de que é o mesmo homem. Sim, é.

E meu coração se anima! E o amo mais! Elias também se sentiu assim. Também se cansou. Também quis fugir para o deserto. Também quis ficar só. Também pensou em desistir. Também achou que a resposta de Deus estava demorando.

Eu já estava pensando que era um super-homem infalível. Um super-herói com poderes especiais. Que nunca se cansava. Que vivia de aparições magníficas. Agora, o vejo ali, no deserto, deitado, cansado, esgotado. Homem.

E o anjo o acorda. E manda que ele se levante e coma!

Não tem como um homem que anda com Deus ficar prostrado!

Alimentado por corvos, sustentado por uma viúva e agora um anjo assa pão para ele. Uau! No momento em que estava se sentindo péssimo, decepcionado consigo mesmo, um anjo cozinha para ele.

Nosso amado Pai nos conhece. Sabe de nossas limitações. E nos ama. Continua nos amando e cuidando de nós.

Elias come, bebe e deita de novo. O anjo vem pela segunda vez e o toca. Manda que se levante, coma novamente e lhe diz que a viagem será longa. Não o repreende. Apenas manda se levantar. Acho que não era o que ele queria ouvir. Mas, lembra quem Deus é. Quem ele é. Levanta. E fortalecido, caminha quarenta dias e quarenta noites, até o Sinai, o monte de Deus. O lugar onde devemos estar. Não no deserto, mas no monte de Deus.

É lá que o Senhor aparece para ele e pergunta o que faz ali. É lá que ele responde ao Senhor. E é lá que o Senhor se revela. Que fala o que está fazendo. Que o orienta. E os dois tem uma conversa fabulosa, que vale a pena ler. Está em I Reis 19.8-18.

Que lancemos nossos medos ao Senhor, confiando que Ele é soberano e nos ama. Que não está alheio às nossas dificuldades e desespero. É o Eu Sou. O Deus que é. O Deus que faz. O Deus “que trabalha a favor dos que nEle esperam” – Is 64.4. O Deus que é digno de confiança. Em qualquer momento.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Que identidade carrego?

I Reis 13 é um capítulo que sempre me intriga. A primeira vez que li fiquei quase doida, sem entender nada.

Jeroboão, indo de mal a pior, transformou-se em uma árvore com frutos envenenados. Fez todo Israel pecar. Escolheu arbitrariamente uma data, segundo as intenções do seu coração, e sacrificou no altar. 

No exato momento em que estava em pé diante do altar para queimar incenso, um "homem de Deus", vindo de Judá, chegou a Betel, por ordem do Senhor.

Deus sempre tem os Seus "exatos momentos".

Esse homem de Deus, curiosamente não tem seu nome citado. A Bíblia sempre cita o nome das pessoas, mas desse homem não. E claro, fico intrigada. Como assim? Qual o nome desse bendito? Mas ele carregava uma identidade poderosa, "homem de Deus". O capítulo todo repete "e o homem de Deus isso", "o homem de Deus aquilo".

E aí, claro, volto a pensar em nomes. E a repetir que nossa identidade está intrinsecamente ligada aos nossos nomes. E não tem como não pensar em Abrão, o "Pai das alturas" e Jacó, o "Suplantador". E Deus mudando os nomes para poder mudar a identidade. Alguns, como eu, tiveram o privilégio de ter nomes que carregam suas identidades. Seus chamados. Abrão e Jacó, não. Imagino que o mesmo aconteceu com esse homem, por isso é conhecido apenas como o "homem de Deus".

Yahweh determinou que esse "homem de Deus" profetizasse contra o altar. Lindo que junto com a profecia sobre a morte dos idólatras, há uma promessa. De um descendente de Davi, chamado Josias. Levou alguns anos para nascer. Mas nasceu e realmente fez o que o "homem de Deus", por ordem de Deus, profetizou naquele dia. O Senhor sempre cumpre o que promete.

Quando em Israel,  vi muitos altares. Aquele "homem de Deus" profetizou que o altar iria partir, como sinal do que aconteceria no futuro. Quando Jeroboão ouviu aquilo, estendeu sua mão contra o "homem de Deus", ordenando que o prendessem. Na mesma hora, sua mão ficou paralisada, como se estivesse seca. Uma árvore seca. E o altar partiu. E toda a cinza se derramou. Jeroboão rogou ao "homem de Deus" que aplacasse a ira de Deus; Que autoridade um homem de Deus tem! De aplacar a ira de Deus! O "homem de Deus" orou e o braço do rei voltou ao normal.

Jeroboão convidou o "homem de Deus" para ir à sua casa e ali se alimentar. Esse "homem de Deus" tinha uma palavra clara do Senhor de não comer ali e de voltar por um caminho diferente. Então, não aceitou e tomou o seu caminho.

Em Betel, "casa de Deus", havia um profeta já idoso que ouviu de seus filhos a história do "homem de Deus". Imediatamente, tomou um jumento e foi atrás dele. Encontrou o "homem de Deus" sentado debaixo de um grande carvalho. Imagino a cena. Vejo o carvalho. Sinto o cheiro da terra. E meu coração se enche de saudades de Israel. 

O profeta perguntou: "És tu o "homem de Deus"?" Ele respondeu: "Sim." Sabia quem era. Aquele era o seu nome. "Homem de Deus" era a sua identidade.

O "profeta velho" então convida-o para ir à sua casa, comer alguma coisa. Ele se recusa. Tinha uma palavra de Deus específica para não comer. Lembrei de algo que sempre acontece comigo. Se estou em jejum de carne vermelha, invariavelmente tenho que ir a vários churrascos. Se de chocolate (que eu amo), pode estar certo de que ganho caixas de chocolate belga ou suíço. Já ganhei chocolate até no meio da rua! Surge chocolate de todos os lados, como se fosse uma chuva. Uma enxurrada. Uma avalanche. Se for de café da manhã, inventam todos os dias fazer café da manhã, de tudo o que mais gosto, aonde quer que eu vá. Se de jantar, invariavelmente terei que participar de alguns e pode acreditar, nos meus restaurantes preferidos. E beber água enquanto os outros jantam. Pois bem, aquele "homem de Deus", recebe convites para comer, quando tinha uma palavra específica de Deus para não comer. E, assim como havia explicado ao rei, explica ao profeta. Mas o profeta lhe diz que um anjo havia dado uma ordem para chamá-lo de volta, para comer e beber. Aqui, recordo-me de Paulo, enfatizando sobre o Evangelho e dizendo que mesmo que um anjo dê outra mensagem, não devemos crer. Como isso é sério!

O "homem de Deus" tinha uma palavra específica de Deus. O profeta lhe deu outra orientação. Era mentira. Ele, mesmo sendo um "homem de Deus" não consultou ao Senhor. Não provou aquela palavra. Por que ou para que, o Senhor mudaria de ideia? Ele foi. Comeu e saciou sua sede.

Nessa parte da narrativa, fico muito mais intrigada. Por que o profeta mentir para o "homem de Deus"? Será que um dia foi também um homem de Deus e agora era apenas um "profeta velho", que não produzia mais frutos? E seu coração se encheu de inveja daquele homem? Por que induzir o homem ao pecado? Árvore velha. Com frutos envenenados. Seu nome também não é citado. Apenas sua identidade, "profeta velho".

E fico triste porque, só depois que o "homem de Deus" comeu e bebeu, a Palavra do Senhor veio àquele "profeta velho" e o Senhor fala que ele desobedeceu. E que não seria sepultado no túmulo dos seus antepassados. Como é sério não obedecer! Sério demais. E aquele "homem de Deus" foi atacado por um leão e morreu no caminho. Fico "passada". Perplexa!

Aquele "profeta velho" ainda tem a coragem de dizer, quando contaram a ele sobre o ataque do leão, que o "homem de Deus" desafiou a palavra do Senhor. Tenho vontade de esganar esse profeta! Que homem nojento! E penso na seriedade de tudo isso.

Graças a Deus por Jesus! Pelo Seu sangue. Por Sua graça. Olho para o Senhor e lembro que nosso relacionamento é baseado no amor. Ele se entregou por mim. Deu-me Seu coração. E eu me entreguei a Ele. Pedi que furasse minhas orelhas para ser dEle, para sempre (Salmos 40.6 e Exodo 21.1-6). E é assim. Somos dEle e Ele é nosso! Obedecemos por causa desse amor.

Que aprendamos a ouvir e obedecer Sua voz! Que sejamos livres dos enganos! Que sejamos renovados. Sempre voltando ao primeiro amor. Que nunca sejamos "profetas velhos". Que nunca levemos outros ao pecado. Que ministremos vida uns aos outros. A cada dia. Sabendo a identidade que carregamos. Sabendo exatamente quem somos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Jônatas, o incontestável



Voltando ao "Presente de Deus", Jônatas. Seguimos pelas páginas de I Samuel.

Os filisteus acampados contra Israel. Imagino Jônatas naquele acampamento, dia após dia, ouvindo o desafio de Golias. Fico pensando porque Jônatas não o enfrentou, se apenas com seu escudeiro, havia derrotado uma guarnição inteira de soldados filisteus.

Existem gigantes que não são nossos. E quando andamos na companhia de Deus, de alguma forma, percebemos isso. Só nos resta esperar, por mais difícil que seja. Orar, pedindo a solução de Deus. Penso que Jônatas sabia que aquela batalha não era sua. Deus iria usar outra pessoa. Expectativa! Se fosse eu, talvez tivesse enfiado os pés pelas mãos. E ido.

Jônatas, acredito, viu Davi se oferecer para aquela terrível missão. Tentar vestir a armadura de seu pai. Enfrentar o gigante com suas próprias armas. Se tornar o responsável por aquela vitória. Ouviu a conversa entre Saul e Davi. Jônatas admirou Davi. Só nos dedicamos ao que admiramos. Então, "a alma de Jônatas se apegou à alma de Davi com profundo sentimento de respeito e fraternidade. E Jônatas amou Davi como a si mesmo”. – I Sm 18.1 

Houve um juramento de amizade entre os dois. Jônatas deu a Davi suas armas. Sua proteção. Suas defesas. O que tinha de melhor! Sabia que sua armadura sim, poderia ser usada por Davi. Ele, que era um presente, se deu em presente. E como não agir assim? Amou a Davi como a si mesmo. E amor sempre produz ação. “O que posso fazer por ele? Agora é um guerreiro. Tenho que equipá-lo”. Amor é doação. Incondicional.

E Jônatas ouviu o povo de Israel cantar sobre Davi. Sobre suas vitórias. E não se ressentiu. Viu o medo e o ódio por Davi, crescerem no coração de seu pai. Ouviu seu pai falar sobre a intenção de matá-lo. Viu o trono, que deveria ser sua herança, escorrer de suas mãos!

Imagine você, ou poderia ser eu, primogênito do rei. O primeiro na sucessão do trono. Aquele que Yahweh usou para trazer plena vitória a Israel. E não lhe fizeram nenhuma canção. O próximo rei. Você escuta falar sobre a unção de Samuel a Davi. Seu melhor amigo. O próximo rei. Não você! E você continua amando. Se oferecendo para ajudar. Ajudando. Defendendo. Intercedendo. Arriscando sua vida por ele. Animando-o. Fortalecendo-o. Encorajando-o. Isso é realmente amar como a si mesmo. “Que importa se não serei o rei? Que importa se serei o segundo”?

Que homem é esse? Só pode ser alguém que sabe exatamente quem é. Que conhece sua identidade. Seu desígnio. Que sabe que ninguém pode tirar o trono dele. Porque o trono não é seu. Nenhum medo. Nenhuma inveja. Nenhum ressentimento. "Eu lhe servirei como segundo no comando". – I Sm 23.17 Simples assim. 

E segue em defesa de Davi, a ponto de arriscar sua vida. "Saul tomou sua lança e a arremessou contra Jônatas com a gana de matá-lo". – I Sm 20.33 E Jônatas saiu da presença do pai, não temendo por sua vida, mas fervilhando de raiva por seu amigo. 

Como Elcana disse a Ana que valia para ela mais que dez filhos, com toda certeza Jônatas valia a Davi mais que dez mulheres. Que amigo precioso era. Muito diferente de sua irmã Mical, esposa de Davi. Dizia amá-lo. Ajuda Davi a fugir. Mas diante de seu pai, quando tem a oportunidade de interceder por ele, de, como Jônatas, falar bem de Davi, dizer que o ama, se jogar aos pés do rei, seu pai e clamar pela vida do seu amado, lembrando seus feitos, diz que Davi a ameaçou de morte. Fico paralisada diante dessa cena! Incrédula. Volto e vejo novamente. Não consigo acreditar. Essa mulher é louca? Insana? Ela de fato falou isso? Ama Davi? Ama? Que pai escuta algo assim passivamente? Se Saul o odiava, agora muito mais. Você consegue imaginar sua filha dizer que seu genro a ameaçou de morte e ouvir isso passividade? Estou certa que não.

Que diferença entre esses dois irmãos. Tenho vontade de esganar essa Mical. Falar isso do meu preferido. Que mulherzinha! Não faz a mínima ideia do que é amar! Nunca amou Davi. Nunca!

Agora, que amigo precioso é Jônatas! Que grande presente Deus concedeu a Davi, o Amado.

Como podemos aprender com Jônatas. Que homem corajoso. Que andava na companhia de Deus. Pronto para morrer. Doador. Desprendido. Leal. Que não precisava da aprovação do homem. Não precisava de cargo. Não precisava de um trono. Podia ser o segundo. Sabia seu valor. Sabia quem era. Seguro. Confiante. Incontestável.

Que homem! Podia ser o segundo! Sabia sua identidade.

Quantos Jônatas encontramos em nossas vidas? E se encontramos, conseguimos enxergar? Valorizar? Ou nossos olhos só procuram pelos Davis? E nós, podemos ser Jônatas? Amar, nos doar, ser o segundo?

Jesus nos ensinou que o maior é aquele que serve. Que Deus nos presenteie com Jônatas em nossas vidas. E que sejamos Jônatas na vida de outros também. Que saibamos quem realmente somos. E que possamos aprender com esse homem realmente fascinante! 

domingo, 31 de janeiro de 2016

Davi, você, eu e os processos


Alguns anos atrás, um reboliço aconteceu dentro de mim. Algumas mudanças de entendimento. De atitudes. Olhei para trás e revi escolhas, analisei minha vida, reprojetei o presente e "reescolhi" o futuro.

Aprendi que precisamos do processo para chegar ao destino. 

Sem o processo não somos profundos! É o processo que nos dá profundidade. É através dele que somos transformados. Moldados.

Deus tem um plano lindo para nossas vidas, mas as escolhas estão em nossas mãos. E precisamos dos processos para aprender a escolher. Escolher bem.

Em I Samuel 17, quando os soldados de Israel estavam reunidos contra os filisteus, Davi foi levar pão aos seus irmãos. No exato momento em que estava lá, Golias afrontou o exército de Israel. Os soldados, bravos guerreiros e Saul tremeram de medo. Saul, aquele que era mais alto que todos, do ombro para cima. Aquele que podia ter dado certo.

Davi tinha uma escolha. Podia ter virado as costas e voltado para suas ovelhas.  Não era um soldado. Era um jovem pastor. Deus não mandou que ele enfrentasse Golias. Não lhe deu uma ordem direta. Mas Davi fez uma análise. Quem ele era. Quem era aquele gigante. Quem Deus era. O que ganharia se enfrentasse. Valeria a pena se arriscar?  Golias media aproximadamente 2,90 m. Ele viu a oferta, os prós e os contras e resolveu. Enfrentou.

Deus nos dá "dicas" de Sua vontade, mas a escolha é nossa. E o que nos leva a acertarmos nessa escolha? O processo. Amo o processo! Finalmente então, entendi! Sem o processo não estaríamos capacitados para escolher. Não teríamos a maturidade necessária. O discernimento. A intimidade. A identidade.

É o processo que nos prepara para as escolhas que precisamos fazer! E o que é o processo? O que passamos em nosso dia a dia. Nossas lutas diárias, solitárias, corriqueiras. E nelas, escolhemos ser melhor do que poderíamos ser. E vamos além. Usamos nossas lutas para escolhermos a excelência. 

Davi lembrou seu processo. Sozinho enfrentou o leão, arrancou a ovelha de sua garganta. Pegou o leão pela juba. Matou. Matou o urso. Poderia ter escolhido diferente. Ninguém o condenaria. Poderia ter simplesmente matado o leão e o urso, sem salvar as ovelhas. Ou poderia ter fugido. Mas Davi olhou para o futuro que queria. 

E ali, diante daquele gigante, lembrou-se que havia sido ungido rei. “É isso mesmo! Hum, então escolho enfrentar esse gigante incircunciso”! E foi. A princípio, com a armadura de Saul. Impossível. Não era dele. Não foi feita para ele. Sua identidade era outra. Era só sua! Única. Intransferível. 

Quantas vezes temos que tomar alguma decisão e nos aconselham a fazer coisas que não combinam com a nossa identidade? Até tentamos andar com aquela armadura toda e, se insistirmos, damos com a cara no chão! Então, lembramos de tudo o que passamos e como o Senhor nos guiou até ali. Todo o processo pelo qual nos fez passar e arrancamos aquela armadura que não nos pertence. As pessoas nos olham horrorizadas com a nossa simplicidade. "Você vai lutar com um cajado, uma funda e umas pedrinhas? Enlouqueceu? Estamos no século XXI. Não se age mais assim. Você tem que fazer isso ou aquilo. Falar isso ou aquilo." Aí você levanta os olhos. Olha nos olhos do Senhor e vê nEle aprovação! “Sim. Essa é a arma que tenho. Que sei usar. Que fui adestrado”. E vai. A escolha está feita! O processo o capacitou para ela. O preparou. O moldou. O conduziu. O colocou ali, exatamente naquele lugar! Exatamente naquela hora. Naquele instante.

Quando o Senhor nos dá uma promessa e cremos, aceitamos, recebemos e tudo se volta contra nós, precisamos do processo. Sem ele, não estaríamos aptos para a conquista, para a promessa! Seríamos rasos! Guiados por sentimentos e não pelo Pai! “O que de fato quero? Onde quero chegar? O que almejo fazer? E o mais importante: quem eu sou”?

O Senhor conhece nossos corações, anseios, desejos, identidade. Amamos a correção. Amamos o processo. Então, Ele "monta" as situações como fez com Davi. Inclina nossos corações à Sua vontade, mas a cada dia e sempre, é nossa responsabilidade escolher.

Vou enfrentar o urso? O leão? O gigante? Ou virar as costas e continuar a vida sem nenhuma expectativa de mudança? Quem eu sou? Quem eu quero ser? Quem eu serei? As escolhas estão em minhas mãos. A caminhada é minha.