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terça-feira, 19 de março de 2019

1 Samuel 25.1-44

Leitura do dia 19/03.

Na postagem anterior, vimos Davi poupar a vida de Saul, quando poderia matá-lo. Não tocaria no ungido do Senhor. Jamais.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-241-22.html

Agora, continuamos através do capítulo vinte e cinco de 1 Samuel.

Samuel morre. Todo Israel lamenta sua morte. Enterram-no em Ramá, onde vivia.

Davi vai ao deserto de Maom. Ali mora um homem rico, Nabal. Sua esposa era inteligente e muito bonita, chamava-se Abigail. Nabal tinha propriedades na região do Carmelo. Possuía três mil ovelhas e mil cabras. Era a época da tosquia.

Nabal era descendente de Calebe. Mas, diferente de seu antepassado, era rude e perverso. Em tudo que fazia.

Quando Davi soube que ele estava na tosquia das ovelhas, enviou dez de seus homens. Ordenou que o saudassem com paz. Que contassem a ele que, enquanto seus pastores estiveram com eles, nada lhes foi roubado. Agora, pediam que fosse bondoso com eles. Era uma época de celebração. Que tivesse a bondade de repartir com eles e com seu amigo Davi, o que pudesse de seus mantimentos.

Os homens de Davi falaram com Nabal. Ele respondeu com desprezo. Não sabia quem era “aquele tal de Davi”. Quem “o filho de Jessé” acreditava que era? Não ia lhe dar nada. Não ia dar o que lhe pertencia a um bando que não sabia de onde vinha.

Quando os mensageiros contaram a Davi, ele colocou sua espada à cintura. Seus homens também. Quatrocentos deles foram com ele. Duzentos ficaram com a bagagem.

Felizmente, um servo de Nabal, que era prudente e sábio, viu quando os mensageiros foram e o que seu senhor respondera. Correu imediatamente onde estava Abigail e contou-lhe. Disse que ela era a única esperança. Temia por um grande mal.

Contou a Abigail que os homens de Davi foram para eles e as ovelhas, como um muro de proteção. Não adiantava argumentar com Nabal, era tão cruel que ninguém conseguia falar com ele.

Abigail imediatamente providenciou uma farta quantia de mantimentos. Colocou em jumentos. Ordenou que seus servos fossem à frente dela. E foi. Não contou nada a Nabal.

Quando entrava em um desfiladeiro, montada em seu jumento, avistou Davi e seus homens. Seu coração deve ter disparado. Quatrocentos homens estavam indo à sua casa, com toda certeza, para uma grande vingança.

Davi havia acabado de falar que não deixaria nenhum homem vivo até o amanhecer.

Quando Abigail o viu, desceu depressa de seu jumento. Curvou-se diante dele. Com o rosto em terra. Caiu a seus pés. Disse que a culpa era toda sua. Que Davi ouvisse o que ela, sua serva tinha a dizer.

Enquanto Davi é o meu preferido, essa mulher, Abigail, é minha preferida. Sabe como agir.

Ela disse a Davi que Nabal era um homem perverso. Que não lhe desse atenção. Era um insensato, como seu nome indicava. Ela não vira os homens que Davi enviara.

Disse também que, assim como o Senhor vive, Davi podia estar certo de que foi enviada para impedir que promovesse justiça com as próprias mãos e assim, manchasse o reinado que teria. Estava lhe entregando um presente. Para ele e seus companheiros. Que aceitasse. E a perdoasse, se de alguma maneira o tivesse ofendido.

Ao contrário de Nabal, sabia exatamente quem Davi era. E o abençoou, desejando que sua dinastia fosse duradoura, por estar lutando as guerras do Senhor. E que o Senhor o livrasse de fazer mal, durante toda a sua vida.

E, mesmo quando Davi fosse perseguido (ela sabia o que estava acontecendo), sua vida estava segura no Senhor, protegida como um tesouro. Quanto aos seus inimigos, desapareceriam como pedras lançadas de uma funda (como Golias).

Quando o Senhor fizesse a Davi tudo que lhe prometera e o tornasse rei sobre Israel, por não ter se vingado, não haveria peso em sua consciência por ter derramado sangue inocente.

Parece que Abigail conhece a consciência de Davi! Deve ter ouvido que Davi cortara a borda do manto de Saul e ficara com a consciência pesada.

Pediu a Davi que, quando o Senhor tivesse feito grandes coisas a seu favor, que se lembrasse dela, sua serva.

Abigail sabe não apenas quem Davi é, mas quem o Senhor é em sua vida e as promessas tem lhe dado.

Davi louvou ao Senhor pela vida dessa mulher de bom senso! Teve certeza de que fora o Senhor quem a enviara. E a abençoou.

Aceitou seus presentes. Ordenou que voltasse em paz para sua casa. Ele a atenderia.

Quando chegou em casa, Abigail viu que Nabal estava oferecendo um banquete digno de um rei. Se divertia e já estava muito embriagado. Não lhe contou nada. Era realmente um mulher inteligente.

Na manhã seguinte, quando Nabal estava sóbrio, ela contou. Nabal, de tão apavorado, teve um mal súbito. Ficou completamente paralisado. Depois de aproximadamente dez dias, o Senhor o feriu. Ele morreu. Colheu a consequência de seus próprios pecados.

Quando Davi soube, louvou mais uma vez ao Senhor por não ter se vingado com suas próprias mãos.
Mandou mensageiros a Abigail, pedindo-a em casamento.

Ela respondeu que iria. Que ficaria contente em se casar com ele. Rapidamente se arrumou, tomou cinco servas e foi com os mensageiros. Assim, tornou-se esposa de Davi.

Davi também tomou como esposa Ainoã, de Jezreel. Saul dera Mical, sua filha, esposa de Davi, a Palti, um homem de Galim.

Nossa leitura de hoje termina aqui.

Gostaria de convidá-lo a ler o texto “Abigail, enxergava como Deus“ antes de iniciar a leitura de amanhã. http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/abigail-enxergava-como-deus.html

Que o Senhor nos ensine a enxergar como Ele. Nos ensine a reconhecer Seus ungidos. Enxergar seu futuro. E respeitá-los.

Continuaremos, amanhã, do capítulo vinte e seis ao capítulo vinte e oito.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 5 de março de 2019

Josué 21.1-22.34

Leitura do dia 04/03.

Hoje terminamos nossa caminhada através das páginas de Josué. Foi tão rápido que já estou com saudades.

Ontem vimos a distribuição do restante da terra às tribos que ainda não haviam recebido herança em Canaã.

Josué também recebe sua herança. Não foi por sorteio. Apenas dois homens puderam escolher sua herança. Josué e Calebe. Todos os demais israelitas receberam sua herança através de sorteio.

As cidades de refúgio também foram separadas. Três do lado oeste do Jordão e três ao lado leste.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/josue-181-209.html

Agora, leremos do capítulo vinte e um ao capítulo vinte e quatro.

Na primeira postagem, os capítulos vinte e um e vinte e dois.

Os levitas procuraram Eleazar, Josué e os demais líderes de Israel. O Senhor ordenara que todas as tribos cedessem a eles cidades e arredores para morarem e criarem seu gado.

As cidades dos levitas também foram sorteadas. Receberam cidades em todas as tribos de Israel. Assim, estavam próximo a todos os israelitas e podiam abençoá-los.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-341-3613.html

As cidades de refúgio foram todas sorteadas entre eles. O homicida involuntário, israelita ou não, viveria sob a proteção de homens cuja herança era servir ao Senhor. Uau!
http://www.espalhandoasemente.com/2016/07/jesus-nossa-cidade-refugio.html

O Senhor deu a Israel toda a terra que havia prometido. E lhes deu descanso de todos os lados.

É hora de Rúben, Gade e a meia tribo de Manassés voltar para casa. Josué os chama. Reconhece que fizeram tudo que Moisés ordenara. Também obedeceram todas as suas ordens. Não abandonaram seus irmãos. Esforçaram-se para obedecer a tudo que o Senhor ordenara.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/josue-111-1333.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/como-seremos-conhecidos.html

Josué os abençoa para voltarem às suas casas, onde receberam sua herança, com toda a riqueza que conquistaram de seus inimigos. Que amem e apeguem-se ao Senhor, tomando muito cuidado em obedecê-Lo em tudo.

Eles partem para sua terra. Antes de atravessarem o Jordão, param em Gelilote. Ali, levantam um altar grande e imponente.

Quando Israel fica sabendo, reúne-se em Siló para ir à guerra contra eles. Os mesmos que haviam lutado ao seu lado.

Israel está desesperado. Lembra o pecado de Acã, que afetou a muitos. Lembra o pecado em Peor.

Resolvem mandar uma comitiva para saber o que realmente aconteceu. Sábia atitude.

Fineias, filho de Eleazar, é o líder da comitiva. Os demais membros são líderes em suas tribos. Dez líderes. Um de cada tribo do lado leste do Jordão.

Quando chegam a Gileade, questionam seus irmãos. Como puderam deixar o Senhor dessa maneira? Não lembram que até hoje estão sofrendo consequências do pecado feito em Peor?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-251-18.html

Se a terra ali não é boa, voltem com eles. Recebam herança no meio deles.

Que atitude linda! Não estão com o dedo em riste. Estão com os braços abertos. Querem que continuem ao lado do Senhor, mesmo que tenham que dividir a terra com eles. Isso não é problema algum. Só não pequem.

Lembram que Acã não foi o único que morreu pelo seu pecado. Não querem que aconteça nada de ruim com Israel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-71-26.html

Os rubenitas, os gaditas e a meia tribo de Manassés imediatamente respondem que o Senhor é o Todo-Poderoso. Não levantaram um altar para oferecer holocaustos. Sabem que o único lugar para tal, é onde está a Tenda do Encontro. Aquele altar é para testemunho.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-111-1429.html

Embora haja um rio entre eles, continuam sendo Israel. Continuam sendo do Senhor. Não querem que, no futuro, os filhos dos que moram a leste digam aos filhos deles que não pertencem ao Senhor. Querem ter o direito de adorar ao Senhor. Desejam o Senhor.

Esse altar é para lembrar a todos de que são Israel e têm o direito de adorar ao Senhor, tanto quando os que estão a leste do Jordão.

Ao escutarem, a comitiva fica muito satisfeita. Reconhecem que estavam enganados quando imaginaram que seus irmãos haviam deixado o Senhor. E voltam a Siló para contar o que aconteceu.

Todos os israelitas louvaram ao Senhor e não falaram mais em lutar contra seus irmãos.

As tribos ao lado oeste do Jordão colocaram o nome do altar de Testemunha. Aquele altar era testemunha de que também pertenciam ao Senhor, como as demais tribos, do outro lado do rio.

Que desejemos o Senhor, como eles. Querer ter o direito de adorá-Lo!

Que estejamos dispostos a repartir nossa herança, para não ver ninguém longe do Senhor.

Que sejamos aqueles que servem ao Senhor e cuidam dos demais, como os levitas, nas cidades de refúgio e no meio de todo Israel.

Se "achamos" que alguém está se afastando do Senhor, que tenhamos a disposição de ir até ele, como Fineias e a comitiva de Israel fez. E ofereceram suas próprias herança.

Assim termina o capítulo vinte e dois. Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 2 de março de 2019

Josué 14.1-17.18

Leitura do dia 02/03.

Lá vamos nós através das páginas de Josué.

Ontem vimos que o Senhor é melhor que cavalos e carros de guerra.

Israel derrotou completamente trinta e um reis. Tomando posse da terra.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/josue-111-1333.html

Hoje caminharemos pelos capítulos quatorze a dezessete.

A terra já foi repartida entre alguns. Faltam outros.

Calebe, junto com uma comitiva da tribo de Judá vai até Josué. Pede que lembre-se das palavras do Senhor a respeito deles. Ainda quando estavam em Cades-Barneia. Quarenta e cinco anos atrás.

Lembra que estava com quarenta anos. Fez o reconhecimento da terra. E deu um relatório verdadeiro. Mas os outros fizeram o povo temer e desistir de confiar no Senhor. Ele, no entanto, continuou seguindo, de todo seu coração. Por isso, Moisés naquele dia afirmou que entraria na terra. Havia sido fiel.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-131-1445.html

Calebe reconhece que, mesmo no deserto, o Senhor lhe preservou a vida. E a força. Agora está com oitenta e cinco anos. Continua forte como antes.

Pede para si, a terra de Hebrom, antes chamada Quiriate-Arba, em homenagem a Arba, um grande herói descendente de Enaque, o gigante.

Sabe que os descendentes de Enaque ainda habitam ali, mas sabe também que se o Senhor for com ele, certamente os expulsará da terra.

Josué entrega a terra a Calebe. Ele expulsa dali três grupos de enaquins.

Depois vai a Quiriate-Sefer. Ali, declara que dará sua filha Acsa em casamento ao homem que ataque e tome a cidade. Esse homem é Otoniel, filho de seu irmão. Calebe lhe dá Acsa como esposa.

Antes que fosse com ele, porém, desce do cavalo à vista de seu pai. Ele sabe que ela quer algo. E pergunta o que deseja. Acsa responde que quer um presente. Ganhara terras no deserto do Neguebe. Mas também quer fontes de água. É uma questão de necessidade para quem vai morar no deserto. E Calebe lhe dá. Mais do que pediu. Ele lhe dá as fontes superiores e as inferiores.

Que sejamos como Acsa. Que peçamos presentes ao Senhor! Fontes de água, de vida. Ah, como precisamos!

As cidades foram separadas para as tribos de Judá. Eles não conseguiram expulsar os habitantes de Jerusalém, os jebuseus. Que ficaram vivendo junto com eles.

A tribo de José transformou-se em duas tribos, Efraim e Manassés.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-481-22.html

As terras de Efraim foram distribuídas. Também não conseguiram expulsar os cananeus de Gezer. Viveram ali, sujeitos a trabalhos forçados.

A meia tribo de Manassés, que ainda não recebera sua herança, foi contemplada. As filhas de Zelofeade foram até Josué e lembraram-lhe que o Senhor havia ordenado que também lhes dessem herança. E elas a receberam. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-261-2723.html

Que aprendamos a ser como essas mulheres corajosas, que conquistaram o direito de toda mulher em Israel receber a herança de seu pai, se não houvesse irmãos para receberem.

Para Manassés foi difícil habitar a terra. Não conseguiram ocupar suas cidades. Os cananeus estavam determinados a não saírem. Quando, porém, Manassés se fortaleceu, submeteu os cananeus a trabalhos forçados.

Os descendentes de José foram até Josué e reclamaram. O Senhor os havia abençoado. Eram muitos. Queriam mais porções de terra para si.

Josué ordenou que, além da região montanhosa, abrissem caminho no bosque e conquistassem aquelas terras. Eles argumentaram que os cananeus do vale tinham carros de guerra com rodas de ferro e eram fortes. Fortes demais para eles.

Josué disse que eles eram numerosos e fortes. Os bosques seriam deles. Que abrissem espaço. O espaço que desejassem. Que tomassem posse dos limites mais distantes. Ainda que os cananeus dos vales fossem mais fortes e possuíssem carros de guerra com rodas, conseguiriam expulsá-los.

Parece que esqueceram o que o Senhor havia feito. Quantas batalhas foram ganhas, sem nenhum carro de guerra? Quantos reis foram destruídos, apenas por terem confiado no Senhor?

Que possamos lutar pela nossa terra. O inimigo é forte demais para nós. Mas o Senhor está conosco. Ele nos dará a vitória, se perseverarmos em seguí-Lo e lutarmos por nossa herança.

Hoje ficamos por aqui.

Amanhã continuamos. Leremos Josué, do capítulo dezoito ao capítulo vinte.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Números 26.1-27.23

Leitura do dia 12/02.

Na postagem anterior, vimos o povo de Israel adorar a Baal, prostituindo-se. Fineias evitou que todos fossem destruídos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-251-18.html

Agora, caminharemos através do versículo um do capítulo vinte e seis até o final do capítulo vinte e sete.

Depois que a praga cessou, o Senhor ordenou que fosse feito um novo censo. Que fosse feita uma lista de todos os homens de vinte anos para cima, aptos para irem à guerra.

O censo foi feito. Da tribo de Rúben, 43.730 homens foram registrados. Da tribo de Simeão, 22.200. De Gade, 40.500. De Judá, 76.500. De Issacar, 64.300. De Zebulom, 60.500. De Manassés, 52.700. De Efraim, 32.500. De Benjamim, 45.600. De Dã 64.400. De Aser 53.400. De Naftali, 45.400.

Um total de 601.730 homens aptos para a guerra.

A terra agora seria dividida. De acordo com o número dos registrados no censo. Por sorteio entre as tribos maiores e menores. Proporcionalmente.

Os levitas foram contados. A partir de um mês de idade. Eram 23.000. Mas não receberiam herança junto com os demais. O Senhor era a herança. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-181-32.html

Ninguém dessa lista estava no censo anterior. Todos haviam morrido no deserto, conforme o Senhor falara. Por causa de seus pecados. Havia apenas duas exceções, Calebe e Josué.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/na-postagem-anterior-vimos-sobre-o-ano.html

Um dos descendentes de Manassés, Zelofeade, morreu sem ter filhos. Teve apenas filhas. Cinco. Maala, Noa, Hogla, Milca e Tirza. Mulheres corajosas.

Um dia elas foram até Moisés, Eleazar e os líderes das tribos, para fazer um pedido. Queriam receber herança entre seus parentes. Seu pai havia morrido no deserto. Não por causa da rebelião de Corá, Datã e Abirão, mas por causa de seus próprios pecados. Por que deveria desaparecer de seu clã só porque não teve filhos homens?

Moisés levou o caso ao Senhor.

O Senhor respondeu que a reivindicação delas era justa. Ordenou que lhes dessem uma porção na terra, a herança que seria de Zelofeade.

A partir de então, passou a ser lei. Se alguém não tivesse filhos homens, a herança passaria para as filhas. Se não tivesse filhas, para um irmão. Se não tivesse irmão, ao parente mais próximo. E olha, o Senhor disse que essa era uma prescrição definitiva para os israelitas.

Está chegando a hora de Moisés morrer. O Senhor ordenou que subisse a um dos montes Abarim e olhasse a terra. Não entraria na terra porque não obedeceu Suas instruções nas águas de Meribá. Não demonstrou Sua santidade diante do povo. http://www.espalhandoasemente.com/search?q=Merib%C3%A1

Sou apaixonada por Moisés. Ele clamou ao Senhor, não para que mudasse de ideia e permitisse que entrasse na terra. Não. Pediu que o Senhor levantasse um líder em seu lugar que guiasse o povo de Israel. Que os conduzisse nas batalhas, para que o povo do Senhor não fosse como ovelhas sem pastor.

O Senhor respondeu que convocasse Josué. O Espírito estava sobre ele.

Moisés deveria colocar suas mãos sobre Josué, apresentá-lo a Eleazar diante de todo o povo, encarregando-o publicamente da liderança.

Quando fosse necessário que Josué recebesse orientação do Senhor, ele se apresentaria diante de Eleazar, que usando o Urim, perante o Senhor, determinaria Sua vontade.

Seria pela palavra de Eleazar que Josué e todo Israel decidiria o que fazer. Que responsabilidade! Como teria de ser separada a vida de Eleazar!

Moisés fez com Josué exatamente o que o Senhor ordenara.

Hoje ficamos por aqui.

Amanhã leremos os capítulos vinte e oito a trinta de Números.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Números 13.1-14.45

Leitura do dia 08/02.

Na postagem anterior, vimos Miriã e Arão criticarem Moisés.

Miriã ficou leprosa A viagem foi atrasada uma semana.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-121-16.html

Continuamos nossa caminhada através das páginas do capítulo treze de Números. Até o final do capítulo quatorze.

O Senhor ordenou que doze homens, um de cada tribo, todos chefes, fossem à Canaã, fazer o reconhecimento da terra. Preste atenção: o reconhecimento.

A ordem que Moisés lhes passou era que vissem se os habitantes eram ou não fortes. Se poucos ou muitos. Se a terra era boa ou não. Se as cidades eram muradas ou em campo aberto. Se o solo era fértil ou pobre. Se a região tinha muitas árvores.

Deviam também fazer o possível para trazer algum fruto como amostra das colheitas que encontrariam.

Eles foram. Percorreram toda a terra. Levaram quarenta dias.

Voltaram trazendo um cacho de uvas que precisou ser carregado por dois homens, de tão grande.

Relataram o que viram. E mostraram o fruto da terra.

Disseram que a terra era de fato uma terra que produzia leite e mel com fartura. Prova disso era o fruto que trouxeram.

Mas, contudo, porém...

O povo que ali vivia era poderoso. As cidades grandes e fortificadas. Tinham inclusive visto os descendentes de Enaque (gigantes).

O povo começou a ficar tenso. O burburinho aumentando.

Calebe, um dos doze, líder da tribo de Judá, tentou acalmá-los. Chamou-os a partir imediatamente. Disse que, com certeza, poderiam conquistar aquela terra.

Mas os outros dez que haviam feito o reconhecimento da terra, juntamente com ele e Josué, disseram que não. Que não podiam enfrentá-los. Eram mais fortes que eles. A terra os devoraria. Eles eram enormes. Israel era como gafanhotos diante deles.

Chegaram a dizer que o povo da terra também os achava do tamanho de gafanhotos. Será que falaram isso? Ou apenas imaginavam que era assim?

E nós? Como nos imaginamos? Somos guerreiros aptos para a guerra como o Senhor disse ou gafanhotos?

Israel começou a chorar voz alta. E não parou. Foi a noite inteira aquele lamento. Cada vez mais alto.

Murmuravam que teria sido melhor morrer no Egito ou até mesmo naquele deserto. Por que o Senhor os levou ali para morrerem em combate?

Pior. Sabe quem está falando assim? Os seiscentos mil guerreiros, aptos para a guerra. Sim. Eles estão dizendo que suas mulheres ficarão viúvas, suas crianças órfãs e levadas como prisioneiras de guerra.

De repente, disseram uns aos outros que deveriam levantar um líder para levá-los de volta ao Egito.

Que disparate! Mas será que às vezes agimos assim também? Desejando voltar à escravidão? Ela é mais fácil. Basta "deixar a vida levar".

Moisés e Arão se curvaram com o rosto em terra. Calebe e Josué rasgaram suas vestes. Estes dois disseram que a terra era muito boa. Se o Senhor se agradasse deles, Ele os levaria em segurança para dar-lhes a terra. Que não se rebelassem contra o Senhor. Que não tivessem medo daqueles povos. Eles estavam indefesos, não tinham ninguém que lutasse por eles. O Senhor estava com Israel. E lhes daria a vitória. Não deviam ter medo.

O acampamento todo começou a falar em apedrejar Josué e Calebe. Apedrejar!

Os outros dez, que os desanimaram é que deveriam ser apedrejados. Mas queriam apedrejar quem estava confirmando a palavra que o Senhor havia dito.

Então, a presença do Senhor apareceu na tenda do encontro. Diante de todo o povo.

O Senhor perguntou a Moisés até O tratariam com desprezo. Será que nunca aprenderiam a confiar nEle, mesmo depois de tudo que viram?

Que o Senhor nunca nos fale assim. Que sejamos ensináveis.

O Senhor disse que os deserdaria. Como se deserda um filho. Deserdaria com uma praga. E faria de Moisés uma grande nação.

Fazia pouco tempo que Moisés clamara ao Senhor que estava cansado daquele povo. Era uma ótima hora para se ver livre deles. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-111-35.html

Mas não. Moisés era um intercessor. E clamou ao Senhor. Como ficaria Seu nome diante do Egito? Eles haviam testemunhado tudo que o Senhor fez. E as próprias nações em volta sabiam da fama do Senhor. Sabiam que aquele povo era o povo do Senhor. Que o Senhor falava com eles. Acompanhava-os. Guiava-os.

Se o Senhor os exterminasse, diriam que o Senhor não foi capaz de levá-los à terra que havia prometido e os matara no deserto.

É lindo quando Moisés fala: “Por favor, Senhor, mostra que o Teu poder é grande”... (Números 14.17a)

Moisés lembra que o Senhor havia dito que era lento para se irar, cheio de amor e perdão. Embora não absolvesse o culpado. E trouxesse a consequência do pecado dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração.

Moisés clama que o Senhor perdoe Seu povo. Como havia feito desde que saíram do Egito.

O Senhor respondeu que os perdoaria, como Moisés havia pedido. Mas...

Tão certo como o Senhor vive e que a terra está cheia da Sua glória, nenhum deles entraria na terra.

Toda aquela geração, de vinte anos para cima, que foi contada no censo, morreria. Com duas exceções, Josué e Calebe. Porque tiveram uma atitude diferente dos demais.

Precisamos ter cuidado com nossas atitudes. Agir como todos agem talvez seja perigoso. Mortal.

A partir deste momento, o destino daquele povo que saiu do Egito para conquistar a terra que o Senhor havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó, mudou.

Dariam meia volta. Iriam em direção ao Mar Vermelho.

O pecado nos faz retroceder. Aqui não houve solução. "Pois o salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23a).

O Senhor falou que todos cairiam mortos no deserto. E os filhos deles, que eles haviam dito que ficariam órfãos, seriam os conquistadores da terra. Entrariam nela em segurança. O Senhor faria isso.

Mas, antes de entrar, viveriam como pastores, andando sem rumo, durante quarenta anos, até que toda aquela geração morresse. Sofreriam as consequências do pecado de seus pais, até que o último deles morresse. No deserto.

Iam aprender, a duras penas, o resultado de se opor ao Senhor.

Os homens que haviam sido enviados para reconhecer a terra morreram repentinamente de uma praga. Apenas Josué e Calebe sobreviveram.

Depois de ouvirem as palavras do Senhor, o povo ficou triste.

No dia seguinte, levantaram-se cedo e subiram em direção ao alto dos montes. Disseram que reconheceram seu pecado e agora estavam prontos para entrar na terra que o Senhor prometeu.

Enganaram-se. Não estavam prontos. O Senhor havia dado Sua sentença. Não entrariam mais. Agora, sofreriam a consequência de suas escolhas. Colheriam o que plantaram.

Moisés perguntou porque estavam novamente desobedecendo ao Senhor. O Senhor não iria com eles. Seriam vencidos pelos habitantes da terra. Ainda assim, teimaram, e arrogantemente seguiram adiante.

Moisés e a arca do Senhor ficaram no acampamento. Eles foram.

Como Moisés disse, foram derrotados e tiveram que fugir.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que aprendamos a crer. A não duvidar. A não murmurar. A não desobedecer.

Que jamais saiamos sem a presença do Senhor. Sem Ele não podemos vencer.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo quinze ao dezessete.

Espero você. Até lá.

sábado, 23 de julho de 2016

Conquistando o que foi prometido

Percorrendo mais um pouco o livro de Josué. E só aprendizado.

Josué foi um conquistador. Sua missão era fazer com que o povo de Israel tomasse posse da terra que o Senhor havia prometido ao Seu povo. Ficou quarenta anos no deserto aprendendo. E esperando. Finalmente o tempo da conquista chegou.

A terra estava ali para ser conquistada, porém havia resistência. Era preciso coragem, fé e ação. Posicionamento. Crer que o Senhor cumpriria o prometido. E agir em busca das promessas.

Josué era um homem de fé. Creu em cada promessa que o Senhor fez. Era um líder. Precisava lidar com vários tipos de pessoas. Com discernimento e sabedoria.

As tribos de Ruben, Gade e a meia tribo de Manassés viram as terras aquém do Jordão e falaram: “É aqui. Queremos nossa herança exatamente aqui.” E assim a tiveram. Homens decididos. Homens de guerra.

Quando o povo de Israel passou o Jordão, Josué os conclamou. Deixaram mulheres, crianças e rebanhos. Todos os capacitados para a guerra passaram armados adiante de seus irmãos e os auxiliaram a conquistar suas terras. Já possuíam sua herança e passaram adiante. À frente. Eram conquistadores.

A terra estava prometida, mas todos tiveram que conquistar suas porções. Não houve quem ficasse sentado embaixo de uma palmeira, comendo tâmaras, simplesmente esperando alguma coisa acontecer. Era preciso tomar posse. Lutar a favor da promessa.

Calebe e Josué sabiam exatamente a cidade que queriam. Conheciam a terra em toda a sua extensão. E assim foi. Calebe quis Hebrom e teve que expulsar de lá os descendentes de Enaque, gigantes. Josué escolheu Timnat Serah, nos montes de Efraim. Ele reconstruiu a cidade e se estabeleceu.

As filhas de Zelofeade apresentaram-se para requerer o que haviam conseguido ainda no deserto: que tivessem herança entre seus parentes, embora fossem mulheres.

Os filhos de Manassés não conseguiram tomar posse de suas terras. Porém, quando se tornaram mais fortes, submeteram os cananeus a trabalhos forçados. Não desistiram. Persistiram até terem forças. E prevaleceram.

Os descendentes de José reclamaram que a herança era pouca. O Senhor os havia abençoado ricamente, eles se tornaram muitos. Josué os orientou: “subam à floresta, desmatem e limpem o terreno segundo as suas necessidades”. Queremos mais? Temos que “ir atrás”, precisamos fazer algo!

Os filhos de José reclamaram que o povo que ali habitava era forte, possuíam carros de guerra. José os animou. Afirmou que realmente, era verdade, eles possuíam carros de guerra e eram muito fortes, porém mesmo assim, os filhos de José iriam conquistar a floresta e se espalhar por onde precisassem. Eram mais fortes que seus adversários.

A tribo de Dã teve dificuldade para tomar posse do seu território. E, por esse motivo, atacaram a região, conquistaram-na, passaram-na ao fio da espada e a ocuparam, conforme está em Josué 19.47. Não ficaram prostrados chorando. Não se desesperaram. Por causa da dificuldade, se esforçaram mais ainda e tomaram posse da sua herança.

Estamos a caminho de nossa terra prometida. Nossos sonhos, planos e projetos. Tantas coisas a serem conquistadas. Precisamos aprender com essas tribos.

É aqui o meu lugar? Então, ainda que eu precise ajudar meus irmãos em suas conquistas, vou me estabelecer aonde desejo.

Quero mais? Vou romper a floresta. Ainda que seja difícil. Ainda que tenha que enfrentar lutas que aos meus olhos parecem muito difíceis. Ainda que meus adversários sejam mais fortes e organizados.

A cidade que escolhi é habitada por gigantes? Tenho que enfrentá-los. Não posso simplesmente desistir.

A cidade que desejo foi destruída? Vou reconstruir e me estabelecer exatamente aonde quero.

Está difícil? Não vou recuar. Vou me fortalecer e prevalecer.

Temos promessas a alcançar. Mas precisamos lutar para que se tornem realidade em nossas vidas. O Senhor dos Exércitos é conosco. Temos que ir adiante. Como os guerreiros que somos. Não podemos ser negligentes com nossas promessas. Sejamos fiéis e corajosos. Enfrentemos com coragem o que está adiante de nós. Nosso futuro nos espera.

"Tão somente sê de fato firme e corajoso, para teres o zelo de agir de acordo com todos os mandamentos da Lei, que te ordenou Moisés, meu servo. Não te apartes dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que tenhas sucesso em todas as tuas realizações." - Josué 1.7


domingo, 12 de junho de 2016

Josué, uma semente no deserto

Vamos caminhar um pouco pelas páginas da história de Josué e aprender com ele?

Era escravo no Egito. Foi libertado pelo Senhor, como todos os israelitas. Presenciou as maravilhas que o Senhor operou para libertar o povo de Israel. Viu o Mar Vermelho se abrir. Como todos os outros.

Teve sede como todos. Teve que acampar em Mara. Viu água saindo da rocha. Chegou a Elim.

Passou exatamente por tudo que os outros passaram. Fez escolhas diferentes.

Servia a Moisés. Subiu o monte com ele. E em Êxodo 33.11, vemos que não se afastava da Tenda do Encontro. Mesmo quando Moisés voltava ao acampamento, continuava lá. Tinha sede de Deus. De estar no lugar onde o Senhor aparecia. Estar em Sua presença.

Durante a caminhada pelo deserto, diversas rebeliões se levantaram. Josué permaneceu fiel. Não participou de nenhuma.

Ao longo desta caminhada, foi sendo forjado por Moisés e por Deus a ser um líder. Vendo Moisés agir. Ouvindo o Senhor. Gastando tempo na Tenda do Encontro. Um passo de cada vez.

Quase não ouvimos falar dele, exceto um detalhe aqui, outro ali. Como uma semente escondida na terra e crescendo, crescendo. Silenciosamente. Secretamente. Solitariamente. Regada pelo Senhor. Fortalecida por suas escolhas.

Foi escolhido para ser um dos doze espias e “conferir” se a terra era de fato boa. Com os outros onze homens, explorou aquela terra, por quarenta dias. Viu tudo que os outros viram. Mas diferente dos outros dez, junto com Calebe, afirmou que a terra era excelente e que o Senhor a daria, como havia prometido. Viu os gigantes, as cidades fortificadas, mas afirmou, com toda certeza, que o Senhor era com eles, e conquistariam a terra.

Quando o Senhor está prestes a recolher Moisés, informa que Josué será aquele que levará o povo de Israel a tomar posse da terra.

Todos os homens de guerras, soldados e guerreiros que saíram do Egito, tombaram no deserto, exceto Josué e Calebe. Guerreiros. Saíram do Egito. Morreram no deserto.

O deserto não é lugar para a morte de guerreiros. É lugar de treinamento. De crescimento. Não de morte. Mas quantos guerreiros são derrotados e morrem em suas areias! Tragicamente.

Qual o segredo de Josué? Quarenta anos no deserto. Permaneceu na presença do Senhor. Sabia quem Yahweh era. Sabia quem ele era. E para onde estava indo. Seus olhos estavam na terra que havia sido prometida.

O deserto era real. Era o seu dia a dia. Josué acordava, olhava em volta. Acampamento. Areia, pó e pedras.

Mas a terra que havia sido prometida também era real. Mesmo que não estivesse vendo. Seus pensamentos estavam na terra que manava leite e mel. Permaneceu fiel. A Yahweh e Suas promessas. Olhava o seu futuro.

Podemos estar vivendo no deserto. Atravessando-o. Dormindo e acordando nele. Ainda que sejamos, como Josué, daqueles que não se apartam da Tenda do Encontro. Que não participam de rebeliões. Que servem com lealdade. Que validam a Palavra do Senhor. Que animam o povo a prosseguir. A crer. Mas precisamos crer que será apenas o tempo que precisamos para sermos forjados. E nos tornarmos os líderes que levarão o povo do Senhor a tomar posse de sua terra, de seu futuro.

Que aprendamos com Josué, a crer nas promessas do Senhor. A ter um coração submisso. A não permitir que nenhuma raiz de amargura cresça e estrague a semente que está sendo germinada junto ao Senhor, no secreto, no solitário, na Tenda do Encontro. Nós e Ele. Ele e nós.

Em breve, ainda que consideremos um longo tempo, estaremos tomando posse das promessas que o Senhor tem para nossas vidas. Abençoando e liderando pessoas a fazerem o mesmo.

Que caminhemos em obediência, gratidão e expectativa. A cada dia.

Muito ainda temos pela frente e precisamos ouvir atentamente o que o Senhor tem a nos ensinar.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A fidelidade de Deus, inegável

Pouco antes de Moisés morrer e o povo de Israel entrar na terra prometida, o Senhor revelou o que aconteceria. Foi muito claro. Disse que após a morte de Moisés, o povo de Israel iria se desviar dos Seus caminhos. Até ensinou uma canção, contando o que aconteceria. Para que se lembrassem dEle e se arrependessem. 

A fidelidade de Deus me impressiona! O Senhor prometeu a Abraão que faria dele um grande povo. Tão numeroso que não se poderia contar. Que iriam ao Egito e depois voltariam a Canaã, para possuir aquela terra. Terra que o Senhor daria aos descendentes dele.

E assim foi. O Senhor tirou o povo do Egito, no meio da noite, com braço forte e mão estendida. Abriu o Mar Vermelho para que passassem. Fechou o mesmo mar, com o exército de Faraó lá dentro. E os guiou por um caminho no deserto.

Mas eles queriam saber como era a terra, embora o Senhor houvesse dito que era uma terra que manava leite e mel. Como uma amiga querida sempre fala, leite de cabras e mel de tâmaras.

Moisés enviou os espias que comprovaram que a terra era boa. Como o Senhor havia dito. Trouxeram até do seu fruto. Mas se assustaram com seus habitantes. Mesmo o Senhor dizendo que iria lutar com eles e por eles, derrotando a todos.

Rebelaram-se contra o Senhor de tal maneira, que toda uma geração morreu no deserto. Deserto não é lugar de morrer. É lugar de aprender. De cavar poços. De ouvir a voz do Senhor. De se tornar guerreiro. Josué e Calebe foram os únicos que sobreviveram.

Uma nova geração iria herdar a terra. Mas o Senhor conhecia seus corações. E Ele, que não está preso a tempo, contemplando passado, presente e futuro, sabia o que aconteceria.

Fico chocada quando leio Deuteronômio 31.21b: “Sei o que estão dispostos a fazer antes mesmo de levá-los para a terra que lhes prometi sob juramento”.

É verdade. O Senhor sabia o que aconteceria. Mas não pode negar a Si mesmo. É fiel em toda e qualquer circunstância. Ainda que soubesse o que estavam dispostos a fazer, Ele iria colocá-los na terra que prometeu. Iria cumprir cada promessa que fez.

Em Malaquias 3.6a está escrito: “Em verdade, Eu, Yahweh, o Senhor, não mudo”. Ele é o Deus que trabalha para aquele que nEle espera (Isaías 64.4). E ninguém trabalha tão bem quanto Ele. Que não dorme em serviço. Então, podemos crer. Podemos confiar. E prosseguir.

É noite? Ele continua trabalhando. Sempre cumpre Suas promessas. Mesmo à noite.

Prometeu a terra aos descendentes de Abraão. Cumpriu. Prometeu que um descendente de Davi, chamado Josias, iria quebrar os altares dos ídolos. Aconteceu. Prometeu que sempre haveria um descendente de Davi no trono. É fato. Prometeu que o Seu próprio braço providenciaria salvação. E assim foi.

Sempre cumpre o que promete. Ainda que nos rebelemos contra Ele. Sua fidelidade é inegável.

Que sejamos, então, daqueles que creem. Que o honremos com nossa fé. Que nos dias difíceis e nas noites escuras, possamos ser como Habacuque e nos alegrar nEle, “Ainda que a figueira não floresça, nem haja uvas nas videiras; mesmo falhando toda a safra de olivas, e as lavouras não produzam mantimento; as ovelhas sejam sequestradas do aprisco, e o gado morra nos currais, eu, todavia, me alegrarei no Senhor, e exultarei no Deus da minha salvação! YahwehAdonai, o Senhor Soberano, é a minha força! Ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me caminhar por lugares altos.” – Habacuque 3.17-19

O Senhor jamais falha. Continuemos nossa caminhada, certos de que o socorro virá e as promessas dEle, em nossas vidas, se cumprirão. Mesmo que seja noite.



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Querendo ser um e sendo outro


Não que não faltem histórias para contar ou livros para ler. Mas, assim como você, estou "em construção". É verdade que existem áreas em que posso já estar "construída", mas nessas áreas serei testada, para ver se o alicerce é bom e se o acabamento "presta".

Mas quantas vezes queremos ser um e somos outro...

Quantas vezes quero ser o Adão que aguarda ansiosamente pela virada do dia para encontrar-se com o Senhor e acabo sendo o que vê Eva com o fruto proibido na mão e não faço nada. Fico passivamente observando. Sem tomar uma atitude correta.

Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta de madrugada para obedecer a Deus, sacrificando seu filho amado, sem procrastinar, mas sou como o povo de Israel que precisa ouvir dezenas, centenas de vezes a mesma ordem, para só então obedecer.

Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta para combater os reis que levaram Ló cativo, mas sou o Abraão covarde que tem medo de ser morto por causa da beleza de Sara e me escondo atrás de uma meia verdade!

Quantas vezes quero ser o Jacó que luta com Deus, mas sou o Jacó que se agarra a uma túnica velha suja de sangue de algum animal qualquer, acreditando que José está morto.

Quantas vezes quero ser o Davi que se desvia das lanças de Saul, mas sou o Davi que corta o manto desse mesmo Saul.

E quantas vezes quero ser o Calebe que anima o povo à conquista da terra, mas sou um dos outros dez e ao invés de olhar para o Senhor, olho para o meu tamanho e o tamanho do gigante e balanço a cabeça, já me sentindo derrotada.

Quantas vezes quero ser o Josué que pergunta a Deus, e espera Sua resposta, mas sou o Josué que não discerne que Acã pecou ou que aquele povo com aparência de cansado na verdade é um povo vizinho com quem não posso me aliançar.

Quantas vezes quero ser o Davi que diz “o Senhor é o meu Pastor, nada me faltará”, mas sou o Davi que diz “o ímpio prospera” e grito: “até quando Senhor”?

Quantas vezes quero ser o Elias que enfrenta os profetas de Baal mas sou o Elias que foge de Jezabel, se esconde na caverna e anseia pela morte, sem querer sair do lugar.

Quantas vezes quero ser Ana que se prostra na casa do Senhor, clamando por um filho, ano após ano, mas na minha ansiedade me torno Tamar, procuro Judá e resolvo a situação, eu mesma!

E quantas vezes quero ser Jeremias que fala o que Deus quer, mesmo sendo lançado na prisão, mas sou Jonas e pego um navio para o lado oposto ao que Deus mandou, tentando me esconder no porão de um navio qualquer.

Quantas vezes quero ser Jairo, olhar para minha filha sem cor, estendida naquela cama, morta, e não temer, mas continuar crendo e sou aquele homem que berra angustiado: “eu creio, ajuda a minha incredulidade”.

E quantas vezes quero me tornar rei sem ter que enfrentar Golias, sem ter que fugir de Saul, sem ter que morar anos em cavernas. Mas não é possível. E quero um milagre antes de ser lançada na fornalha. Mas sou lançada assim mesmo. Quero que os leões morram todos antes de ser jogada na cova com eles. Mas eles estão bem vivos. E famintos. E tenho que enfrentá-los!

Só há um jeito de ser quem Ele quer que eu seja: meus olhos fixos nEle. Mas às vezes uma simples borboleta passa e me distraio. E depois, como é difícil voltar meu foco. E só olhar para Ele. Porque a borboleta me fez olhar para um vulcão. E tenho certeza que entrará em erupção a qualquer momento e o medo quer me paralisar! Ou olho para o mar e as ondas vão me alcançar onde estou. E isso me enche de pavor! Com certeza, vou morrer, NÃO SEI NADAR. Tudo por causa daquela minúscula borboleta. E grito e forço minhas pernas a correrem.

Então, volto meus olhos para Ele. Tudo muda, dentro de mim. O vulcão pode entrar em erupção. A onda vai me alcançar. Continuo não sabendo nadar, mas estou nos braços dEle! Daquele que faz os montes fumegarem. Daquele que sabe andar sobre as águas. E é nEle, só nEle que venço. Que sou alguém. Que tenho identidade. Que saio do esconderijo e enfrento as batalhas. E luto. E aquela mulher de 1,51 m vai para o front e faz um estrago! Por Ele. Para Ele.

O meu consolo e a minha alegria é que Deus não me ama menos nesses momentos. Ele não nos ama mais quando cremos e menos quando não conseguimos crer. Sua medida de amor se esgotou quando Ele deixou Sua glória e Se entregou por nós. Naquela cruz.

Quando acerto, é Deus em mim. É Ele que amorosamente inclina o meu coração para dar a resposta certa àquilo que se apresenta diante de mim. Sim, é verdade, eu sou a Guerreira, mas é por Ele. E vou e luto pela minha terra e pela de outros também.

Só pela minha força, estaria escondida numa caverna bem funda e secreta, esperando a guerra acabar para sair. Depois que a poeira acabasse. Não somos super-homens. Ou super-mulheres. Somos apenas pessoas que querem ouvir e obedecer a Ele. E Ele conhece nossas limitações. E nos abençoa. Ele é o Cordeiro que venceu. E tem paciência conosco. Por nos amar! Por isso, por Ele, vamos prosseguir. E continuar com nossas escolhas. E escolher ser a melhor versão de nós mesmos. E construir o nosso futuro! Um bom futuro! A cada dia. Prosseguindo. Sempre.