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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Amigos nos levam a Jesus

Ontem nos deparamos com a triste realidade de ver Jesus sendo “convidado a se retirar” do território de Gadara.

Agora vamos começar o capítulo 9 de Mateus.

Ele chega em sua cidade, muito provavelmente Cafarnaum, onde estava morando. Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico na maca. Quando Jesus viu a fé que tinham, teve que reagir.

Quero observar essa cena. Um homem paralítico. Em outros Evangelhos, é contado que seus amigos, por não conseguirem chegar próximo a Jesus, o levaram até o telhado, abriram o telhado e desceram a maca à frente de Jesus.

Consegue imaginar a força que aqueles homens empregaram para auxiliar um amigo? Um homem deitado, que não podia se mexer. Uma maca. Um telhado. Primeiro o levaram até lá e depois tiveram que retirar o telhado, que não era feito de telhas. Muita disposição! Jesus olhou para eles e viu a fé que tinham. Então, disse ao paralítico: “Tenha bom ânimo, filho, os seus pecados estão perdoados”.

Já ouvi algumas vezes que Jesus “era da paz, só falava em paz” e coisas do gênero. Mas a verdade é que Jesus é a verdade. Muitas vezes Ele chocava Seus ouvintes. E realmente queria chocar. Verdades geralmente são chocantes. Precisam ser.

Alguns mestres da lei que estavam ali presenciando a cena, não ficaram admirados com a fé daqueles homens. Não. Ficaram indignados com Jesus, acusando-O em seu íntimo. De blasfêmia.

Jesus conhecia seus pensamentos. Ah, é fantástico! Ele pergunta aos mestres da lei: “Por que vocês pensam maldosamente em seu coração?” E prossegue, “mas para que vocês saibam que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados”, Ele disse ao paralítico: “Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”.

Fico imaginando as pessoas boquiabertas acompanhando aquele diálogo. Jesus falou que os pecados do homem estavam perdoados porque queria que os mestres da lei soubessem que Ele tem autoridade na terra para perdoar pecados. Podia simplesmente ter dito ao paralítico para levantar-se. Mas queria ir além. Queria revelar algo. E o fez.

E aquele homem, tenho vontade de rir, “levantou-se e foi”. Satisfeito. Feliz da vida. Perdoado e curado. Completamente restabelecido. Um homem que não podia sair da cama, agora coloca-a nas costas e sai andando. Uau! É demais para mim. Tenho que me juntar à multidão que se encontrava ali. Eles ficaram cheios de temor e glorificavam a Deus, que dera tal autoridade aos homens.

Vamos parar aqui um pouco e pensar na atitude de todos os envolvidos nessa cena? O paralítico. Seus amigos. Jesus. Os mestres da lei. A multidão. Temos muito a aprender com cada um.

Amanhã prosseguimos nossa viagem.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A autoridade de Jesus

Continuando nossa viagem por Mateus, vamos ao versículo 5 do capítulo 8.

Jesus entra em Cafarnaum e um romano dirige-se a Ele, chamando-O de Senhor e pedindo ajuda. Era um centurião, preocupado com seu servo que havia ficado paralítico e estava em casa em grande sofrimento.

Jesus, com toda disposição, lhe informa: “Eu irei curá-lo”.

O centurião lhe responde, novamente O chamando de Senhor, embora os romanos dominassem sobre Israel, que não era digno de tê-Lo sob seu teto.

E nos ensina duas grandes lições. Autoridade e fé. Pediu a Jesus que falasse apenas uma palavra e seu servo seria curado. Reconheceu Sua autoridade. Sabia que bastava apenas uma palavra dEle.

Como centurião, sabia o que era autoridade. Havia entre 60 a 160 soldados sob suas ordens (uma centúria) e quando ele ordenava, eles lhe obedeciam.

Jesus admirou-se e disse àqueles que estavam com Ele que não encontrara fé como aquela em Israel. E acrescentou que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e se sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no Reino dos céus. Enquanto israelitas seriam lançados para fora por não crerem nEle. Não importa a que povo você pertence. Importa sim, em quem você crê.

Enquanto isso, o centurião aguardava. Jesus voltou-se a ele dizendo: “Vá! Como você creu, assim acontecerá!” E na mesma hora em que o Senhor falou, o servo daquele homem foi curado.

Sua palavra tem poder. Ela pode curar. Ela cura. Precisamos crer.

Pedro morava em Cafarnaum. Jesus entrou em sua casa e viu que a sogra daquele estava de cama, com febre. Ele a tomou pelas mãos e a febre a deixou. Imediatamente aquela mulher se levantou e foi serví-Lo.

Jesus não tinha como se esconder. Ao anoitecer, trouxeram a Ele muitos endemoninhados. Ele expulsava os demônios com uma palavra. E curava a todos os doentes que O procuravam.

Mateus nos lembra do que havia sido escrito pelo profeta Isaías, dizendo que essa palavra se cumpriu: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”. – Isaías 53.4

Então um mestre da lei se aproximou de Jesus e diferente de outros tantos que queriam armar alguma cilada para Ele, disse que O seguiria onde quer que fosse. O Senhor respondeu que não tinha onde reclinar a cabeça. Jesus deixa claro que para seguí-Lo precisamos estar dispostos a tudo. Não saber aonde ir, onde dormir. Apenas seguí-Lo.

Um discípulo lhe disse que antes de seguí-Lo queria sepultar seu pai. Imagino que quis dizer que O seguiria após a morte de seu pai. Mas Jesus lhe ordenou que O seguisse e deixasse os mortos enterrarem seus próprios mortos. Parece uma palavra dura. Devemos, no entanto, analisar que nada pode nos impedir de seguir ao Senhor. Não é uma decisão para daqui a alguns anos, meses, semanas, dias ou horas. É uma decisão para agora.

Vamos parar nossa viagem aqui. Amanhã continuamos.

Aprendamos com o centurião romano a crer no poder e na autoridade do Senhor.

Aprendamos com a sogra de Pedro a serví-Lo.

Aprendamos com a multidão a levar os necessitados até Ele.

E aprendamos com Ele que, embora não saibamos o que nos acontecerá nesta caminhada ao Seu lado, precisamos tomar hoje a decisão de seguí-Lo. Sempre. Em cada circunstância. A cada dia.