Leitura do dia 21/10.
Na postagem anterior vimos a rejeição de Jesus em Nazaré. O envio dos Doze. A morte de João Batista. A primeira multiplicação dos pães e peixes. O Senhor andando sobre o mar. E curando os enfermos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-61-56.html
Agora, caminharemos através do capítulo sete de Marcos.
Certo dia acontece algo impressionante. Alguns fariseus chegaram de Jerusalém para ouvir Jesus. Quando lemos até aqui, podemos até ficar animados, pensando que, finalmente resolveram ouvi-Lo de verdade. Mas não, estavam observando Seus discípulos, que comeram a refeição sem lavar as mãos. Logo perguntaram, sem preâmbulos porque eles transgrediam a tradição dos líderes religiosos, não lavando as mãos antes de comer.
Mais uma vez gostaria de ter uma placa nas mãos, escrita: “Aplausos”. Jesus também era direto. Seu compromisso era com a verdade. Ele os chama de hipócritas. E, como Isaías, havia dito, honravam o Senhor apenas com os lábios. Seus corações estavam longe dEle. Sua adoração era uma farsa. Seus ensinos, doutrinas de homens.
Então deu um exemplo. Cita um dos dez mandamentos, o que fala sobre honrar pai e mãe. Disse-lhes que usavam como desculpa a tradição para não cuidarem de seus pais. Diziam que o que podiam lhes oferecer haviam dado em oferta ao Senhor. Essa oferta podia ser administrada por eles mesmos. Logo, não ofertavam ao Senhor. O que faziam era não cuidar de seus pais e invalidarem o mandamento usando uma tradição como desculpa. Jesus foi bem claro ao dizer que estavam anulando a palavra de Deus por causa de suas tradições. E isso era apenas um exemplo, entre muitos que poderiam ser citados.
Sinceramente, estou boquiaberta. Fico olhando, paralisada e maravilhada. Esse é o meu Senhor. Completamente comprometido com a verdade. Corajoso. Não tem medo de “bater de frente” com os líderes religiosos de Seu tempo, mesmo sabendo da grande influência que exerciam nas autoridades civis.
Ele é transparente como água.
Continuo com minha plaquinha levantada. Não satisfeito em dizer a verdade aos fariseus e mestres da lei, que a essa altura deviam estar com “cara de tacho”, rangendo os dentes de raiva, Jesus chama a multidão para junto de Si. Todos deviam ouvir e entender o que iria falar. “Ouçam e entendam”, foi como começou Seu discurso.
Explica a todos que o que contamina o homem não é o que entra através de sua boca, mas o que sai de seu coração. Sim, o que sai do coração é o que realmente contamina o homem. Citou algumas das coisas desprezíveis que saem do coração humano.
Depois, retirou-se da Galileia. Foi para a região de Tiro e Sidom. Tiro ficava Fenícia, hoje Líbano. Queria ficar hospedado em segredo. Mas não foi possível. Imediatamente uma mulher daquele lugar, que ouvira falar dEle, caiu a Seus pés, desesperada, gritando. Implorou Sua misericórdia. Sua filha estava endemoninhada e sofria muito.
Observo cena com olhos arregalados. Aquela mulher não pertencia ao povo de Israel. Era grega. Nascida na Fenícia, na Síria. No entanto, sabia quem era Jesus. Dirigiu-se a Ele, clamando, pedindo-Lhe socorro!
Meus olhos quase saltam quando vejo o Senhor responder que primeiro os filhos devem ser alimentados. Fico parada. Atenta. Minha boca fica seca. Não posso acreditar em uma cena dessas.
Uma mulher clamando misericórdia. Jesus dizendo que os filhos precisam ser alimentados. E que não era justo tirar o alimento das criança para jogar aos cachorros. Meu coração está a ponto de sair pela boca. E partido. Não sei o que está acontecendo. Não entendo.
Por que está em uma região com tantos gentios? E os outros gentios que Ele atendeu? E Ele não é afinal, a luz para os gentios?
Nem sequer pisco. Aquela mulher vai sair furiosa dali, gritando horrores. Falando mal de Jesus.
Mas não. Ela concorda com Ele. Como ver uma cena dessas e não me desfazer em lágrimas? Ela clama desesperadamente pela filha, que jaz endemoninhada em casa. Encontra um Jesus que a chama de cachorro. E ela concorda com Ele!
Que diferença para os mestres da lei, fariseus e saduceus, que só se aproximavam dEle para questionamentos ridículos.
Fico pasma! Que mulher é essa? Ela diz que quer apenas uma migalha. Está debaixo da mesa. E só quer uma migalha que caia da mesa para os cachorros.
Continuo chorando. Aquela mulher concordou que era um cachorro, que não pertencia ao povo de Israel, mas sabia que podia ficar com algo simples como uma migalha. Aquele era o Senhor. Libertar sua filha de demônios era como uma migalha para Ele.
Meu coração acelera. Vejo algo no rosto de Jesus. Ele responde que sua resposta foi boa. Que ela vá para casa. Sua filha já está liberta.
Ufa! Esse é o Jesus que conheço. Misericordioso. Acessível a todos.
Já vi muitas explicações sobre esse texto. A mulher precisava ser tratada de seu orgulho e tantas outras coisas. Mas acredito que esse texto foi escrito para mim. Talvez para você.
Jesus foi até àquela região, habitada por muitos gentios. Sempre curava a todos. Não ia deixar de curar.
Jesus elogiou sua resposta. Era o que queria ver? Sua perseverança? Até onde iria para conseguir o que queria? Até onde iria pelo que amava?
Ele jamais iria até lá para não fazer nada. O único empecilho de milagres era a falta de fé, como aconteceu em Nazaré. Todos que se aproximaram dEle, com fé, receberam o que desejavam, precisavam.
Estou sentada no meio do caminho. Não consigo prosseguir agora. Preciso pensar. Sente-se comigo.
Quando os obstáculos vem, achamos que não quer nos abençoar? Desistimos, virando as costas?
Em nenhum momento aquela mulher pensou nisso. Continuou a clamar e adorar, mesmo sendo, aparentemente, rejeitada por Jesus.
Temos sido perseverantes? Temos clamado até que ponto pelo que amamos?
Diante do não do Senhor, viro as costas emburrada ou me prostro aos Seus pés e O adoro? http://www.espalhandoasemente.com/2017/04/quando-deus-diz-nao.html
Diante de Seu silêncio, continuo adorando, esperando por Ele? Ou viro as costas para Aquele que sei ser o único que tem todas as respostas às minhas perguntas, abandonando-O no caminho?
Saio pisando duro quando diz algo que não me agrada? Ou me ordena a fazer algo que não concordo? http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/naama-e-o-processo.html
Muito a pensar. Muito a aprender com a atitude dessa mulher.
Se fosse eu naquela situação, será que agiria da mesma forma? Ou gritaria impropérios para Ele, me sentindo injustiçada, deixando que o ódio e o ressentimento tomassem conta de mim? Será que me prostraria a Seus pés ou cuspiria a Palavra como uma arma contra Ele, dizendo que aquilo não era justo?
Sondemos nossos corações.
Jesus sai dos arredores de Tiro. Atravessa Sidom, até o mar da Galileia e a região de Decápolis.
Algumas pessoas trazem a Ele um homem surdo, que mal falava. Suplicam que lhe imponha as mãos. Estão todos atentos para vê-Lo curar, inclusive nós, que não podemos perder essa cena.
O Senhor o leva à parte, longe da multidão. Nós O seguimos. Ele coloca os dedos nos ouvidos do homem. Em seguida, cospe e toca em sua língua. Levanta os olhos aos céus, suspira e diz: “Efatá!”, que significa “abra-se”. Os ouvidos do homem se abrem, a língua fica livre e ele começa a falar corretamente.
O Senhor ordena que não conte a ninguém. No entanto, quanto mais Ele proibia, mais falavam.
Imagine! Você é surdo e praticamente mudo, de repente, é curado. Como não falar? Como não contar a todos a maravilha que lhe aconteceu? Como não contar quem fez?
Todos ficam maravilhados. Dizem que Ele faz tudo muito bem. Até o surdo ouvir e o mudo falar.
Nosso Senhor é assim. Tudo que faz é bem feito. Faz tudo “muito bem”. Tem todas as informações. Vê todo o contexto. Toda “a cena”.
Age com Sua magnífica sabedoria. Não precisa que digamos a Ele o que ou como fazer algo.
Alguns Ele cura na frente de todos. Outros Ele leva à parte, a um lugar isolado. Precisa colocar os dedos em seus ouvidos. Cuspir em suas línguas. Não por Ele. Pelos que estão precisando de cura.
Somos todos tão diferentes! E Ele, em Sua sabedoria, age conosco de acordo com nossos temperamentos e necessidades. Faz com que me apaixone mais ainda. Não nos cura em série. É individualmente. Pessoalmente. Intimamente.
Ainda que a multidão grite e diga: "Ele precisa de cura! Toque nele!" Sabe como precisamos ser curados. Se no particular ou no meio do público. Sabe que tipos de processos precisamos. Que tipos de lições.
É um Deus relacional.
O que você precisa? Conte a Ele. Não importa o que a multidão grite, Ele quer saber de você. Não pode falar? Olhe em Seus olhos. Ele entende. Não Lhe diga como fazer, Ele sabe.
Vamos parar aqui. Precisamos adorá-Lo por nos enxergar dessa forma tão única. Por agir conosco, individualmente.
Amanhã prosseguimos. Leremos a partir do capítulo oito de Marcos. Até o capítulo dez
Espero você. Até lá.
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terça-feira, 5 de novembro de 2019
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Mateus 8.5-22
Leitura do dia 13/10.
Na postagem anterior, vimos a cura de um leproso. O Senhor disse: "Eu quero".
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-81-4.html
Agora, continuando nossa viagem, a partir do versículo cinco do capítulo oito de Mateus. Até o versículo vinte e dois.
Jesus entra em Cafarnaum e um romano dirige-se a Ele, chamando-O de Senhor e pedindo ajuda. Era um centurião, preocupado com seu servo que havia ficado paralítico e estava em casa em grande sofrimento.
Jesus, com toda disposição, lhe informa: “Vou até lá para curá-lo”.
O centurião lhe responde, novamente chamando-O de Senhor, embora os romanos dominassem sobre Israel, que não era digno de tê-Lo sob seu teto.
E nos ensina três grandes lições. Humildade, autoridade e fé.
Pediu a Jesus que falasse apenas uma palavra e seu servo seria curado. Reconheceu Sua autoridade. Sabia que bastava apenas uma palavra dEle.
Como centurião, sabia o que era autoridade. Havia entre sessenta a cento e sessenta soldados sob suas ordens (uma centúria) e quando ele ordenava, obedeciam.
Jesus admirou-se e disse àqueles que estavam com Ele que não encontrara fé como aquela em Israel. Acrescentou que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e se sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no Reino dos céus. Enquanto israelitas seriam lançados para fora por não crerem nEle. Não importa a que povo você pertence. Importa sim, em quem você crê.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Enquanto isso, o centurião aguardava. Jesus voltou-se a ele dizendo: “Volte para casa. Tal como você creu, assim acontecerá”. Na mesma hora que o Senhor falou, o servo daquele homem foi curado.
Sua palavra tem poder. Ela pode curar. Ela cura. Precisamos crer.
Pedro morava em Cafarnaum. Jesus entrou em sua casa e viu sua sogra de cama, com febre. Tomou-a pelas mãos e a febre a deixou. Imediatamente ela se levantou e foi serví-Lo.
Jesus não tinha como se esconder. Ao anoitecer, trouxeram a Ele muitos endemoninhados. Ele expulsava os demônios com uma palavra. E curava a todos os doentes que O procuravam.
Mateus nos lembra do que havia sido escrito pelo profeta Isaías, dizendo que essa palavra se cumpriu: “Levou sobre si nossas enfermidades e removeu nossas doenças”. – Isaías 53.4
Um mestre da lei se aproximou de Jesus e diferente de outros tantos que queriam armar alguma cilada, disse que O seguiria onde quer que fosse. O Senhor respondeu que não tinha onde reclinar a cabeça. Jesus deixa claro que para segui-Lo precisamos estar dispostos a tudo. Não saber aonde ir, onde dormir. Apenas segui-Lo.
Um discípulo lhe disse que antes de segui-Lo queria sepultar seu pai. Imagino que quis dizer que O seguiria após a morte de seu pai. Mas Jesus lhe ordenou que O seguisse e deixasse os mortos enterrarem seus próprios mortos. Parece uma palavra dura. Devemos, no entanto, analisar que nada pode nos impedir de seguir ao Senhor. Não é uma decisão para daqui a alguns anos, meses, semanas, dias ou horas. É uma decisão para agora.
Que aprendamos com o centurião romano a sermos humildes, a crer no poder e na autoridade do Senhor.
Que aprendamos com a sogra de Pedro a servi-Lo.
Que aprendamos com a multidão, a levar os necessitados até Ele.
E aprendamos com Ele que, embora não saibamos o que nos acontecerá nesta caminhada ao Seu lado, precisamos tomar hoje a decisão de segui-Lo. Sempre. Em cada circunstância. A cada dia.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
Na postagem anterior, vimos a cura de um leproso. O Senhor disse: "Eu quero".
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-81-4.html
Agora, continuando nossa viagem, a partir do versículo cinco do capítulo oito de Mateus. Até o versículo vinte e dois.
Jesus entra em Cafarnaum e um romano dirige-se a Ele, chamando-O de Senhor e pedindo ajuda. Era um centurião, preocupado com seu servo que havia ficado paralítico e estava em casa em grande sofrimento.
Jesus, com toda disposição, lhe informa: “Vou até lá para curá-lo”.
O centurião lhe responde, novamente chamando-O de Senhor, embora os romanos dominassem sobre Israel, que não era digno de tê-Lo sob seu teto.
E nos ensina três grandes lições. Humildade, autoridade e fé.
Pediu a Jesus que falasse apenas uma palavra e seu servo seria curado. Reconheceu Sua autoridade. Sabia que bastava apenas uma palavra dEle.
Como centurião, sabia o que era autoridade. Havia entre sessenta a cento e sessenta soldados sob suas ordens (uma centúria) e quando ele ordenava, obedeciam.
Jesus admirou-se e disse àqueles que estavam com Ele que não encontrara fé como aquela em Israel. Acrescentou que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e se sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no Reino dos céus. Enquanto israelitas seriam lançados para fora por não crerem nEle. Não importa a que povo você pertence. Importa sim, em quem você crê.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Enquanto isso, o centurião aguardava. Jesus voltou-se a ele dizendo: “Volte para casa. Tal como você creu, assim acontecerá”. Na mesma hora que o Senhor falou, o servo daquele homem foi curado.
Sua palavra tem poder. Ela pode curar. Ela cura. Precisamos crer.
Pedro morava em Cafarnaum. Jesus entrou em sua casa e viu sua sogra de cama, com febre. Tomou-a pelas mãos e a febre a deixou. Imediatamente ela se levantou e foi serví-Lo.
Jesus não tinha como se esconder. Ao anoitecer, trouxeram a Ele muitos endemoninhados. Ele expulsava os demônios com uma palavra. E curava a todos os doentes que O procuravam.
Mateus nos lembra do que havia sido escrito pelo profeta Isaías, dizendo que essa palavra se cumpriu: “Levou sobre si nossas enfermidades e removeu nossas doenças”. – Isaías 53.4
Um mestre da lei se aproximou de Jesus e diferente de outros tantos que queriam armar alguma cilada, disse que O seguiria onde quer que fosse. O Senhor respondeu que não tinha onde reclinar a cabeça. Jesus deixa claro que para segui-Lo precisamos estar dispostos a tudo. Não saber aonde ir, onde dormir. Apenas segui-Lo.
Um discípulo lhe disse que antes de segui-Lo queria sepultar seu pai. Imagino que quis dizer que O seguiria após a morte de seu pai. Mas Jesus lhe ordenou que O seguisse e deixasse os mortos enterrarem seus próprios mortos. Parece uma palavra dura. Devemos, no entanto, analisar que nada pode nos impedir de seguir ao Senhor. Não é uma decisão para daqui a alguns anos, meses, semanas, dias ou horas. É uma decisão para agora.
Que aprendamos com o centurião romano a sermos humildes, a crer no poder e na autoridade do Senhor.
Que aprendamos com a sogra de Pedro a servi-Lo.
Que aprendamos com a multidão, a levar os necessitados até Ele.
E aprendamos com Ele que, embora não saibamos o que nos acontecerá nesta caminhada ao Seu lado, precisamos tomar hoje a decisão de segui-Lo. Sempre. Em cada circunstância. A cada dia.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Provérbios 16.1-18.24
Leitura do dia 03/07.
Continuamos nossa caminhada através do livro de Provérbios.
Ontem vimos muitos conselhos maravilhosos.
Como é bom ver um sonho realizado. Como é bom ser prudente. Como é bom ter um estábulo cheio de bois, trabalho e uma colheita farta. Como é bom encontrar refúgio até na morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-131-1533.html
Hoje, caminharemos através dos capítulos dezesseis ao dezoito. Ainda são provérbios de Salomão. Sobre diversos assuntos.
Anote os que mais chamam sua atenção. Vou falar um pouco sobre os que mais chamam a minha.
No capítulo dezesseis, Salomão nos ensina que é da natureza humana fazer planos. A maioria das pessoas faz. Mas, a resposta certa vem do Senhor. Ele é quem dirige nossos passos. Se quisermos andar por Seus caminhos de paz.
Se confiarmos verdadeiramente no Senhor, em todas as áreas de nossas vidas, nossos planos serão bem sucedidos.
Ele examina a intenção de cada um de nós. Não apenas nossas obras. Mas a intenção de tudo que fazemos. O que importa é exatamente o que está dentro de nossos corações. E que só o Senhor pode ver.
Ele detesta orgulho. Precede a destruição. A arrogância precede a queda. Mas a humildade precede a honra. Os orgulhosos não ficarão sem castigo.
O temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria, evita o mal. O amor e a fidelidade cobrem pecados.
Com toda a certeza, é melhor ter pouco com justiça, que ser rico e desonesto. Também é melhor viver humildemente com os pobres que repartir o despojo com os orgulhosos. Eles estão fadados à destruição.
Não é que ser orgulhoso, arrogante e soberbo pode levar à queda. É certo que a queda virá. Essas atitudes são precedidas da queda. Como um tsunami é precedido de um silêncio momentâneo e depois a correria de pássaro e animais.
O Senhor exige honestidade. Balanças e pesos exatos. Exatos. Sabe por que? Não somos nós, é Ele quem determina os padrões da imparcialidade. E seus padrões são corretos. Ele não aceita suborno de espécie alguma.
Os sábios têm conselhos sábios. Suas palavras são convincentes.
Palavras bondosas são como mel. Na alma entram com doçura e refletem na saúde até do corpo.
E o que você acha? Salomão diz que é melhor ser paciente que um poderoso conquistador. É melhor se controlar que conquistar uma cidade. Sem dúvida é. A falta de controle e paciência nos leva a muitos erros. Somos não apenas conquistados por falta de controle, somos subjugados.
No capítulo dezessete Salomão mais uma vez fala, com outras palavras, a mesma coisa. É melhor um pedaço de pão, mesmo que esteja seco, com paz, que uma casa cheia de banquetes e conflitos. Ah, como é bom ter paz. É como uma corrente de água que vai passando pelos sulcos da terra. Curando. Revigorando. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1311-13521.html
Para saber se o ouro e a prata são puros, eles são submetidos às altas temperaturas. O fogo provará sua pureza. Quanto ao Senhor, muitas vezes nos submete também “às altas temperaturas”, para que nosso coração seja revelado. Não que Ele não conheça. Ele conhece tudo. Nada Lhe está oculto. Somos nós que precisamos conhecer nossos corações.
E quanto à rebeldia? O rebelde sempre procura uma razão, uma desculpa para se rebelar. Ele será castigado. Não tem como não ser. É algo natural.
Duas vezes Salomão fala sobre algo detestável ao Senhor. Condenar o inocente e absolver o culpado. Lembra? É Ele quem decide e determina os padrões da imparcialidade.
O amigo verdadeiro é sempre leal. Em quaisquer circunstâncias. Em todo o tempo. Ele se torna um irmão na hora da dificuldade. Na verdade, é ainda mais chegado que um irmão.
Se estamos passando por dificuldades (e quase sempre estamos), devemos manter nosso coração cheio de esperança. A alegria é um bom remédio. Sustenta até o corpo do enfermo. Mas o espírito abatido consome nossas forças. Ninguém consegue suportá-lo. Acredite, já tive um espírito abatido.
Quem recebe suborno (sabemos de muitos nessa situação), são perversos. Desviam o rumo da justiça. Quem recebe é tão culpado (ou mais) que aquele que oferece.
O sensato mantém seus olhos fixos na sabedoria. Quer aprender. Dedica-se ao conhecimento. Os olhos do tolo, no entanto, ficam vagueando. Não conseguem se fixar em nada. Vagueiam por aí, sem qualquer compromisso. Até os confins da terra.
O capítulo dezoito começa com um alerta extremamente interessante. Quem vive isolado é egoísta. Preocupa-se apenas consigo. Rejeita a sabedoria e o bom senso.
Sabe aqueles momentos em que estamos mal? Que queremos nos isolar? Que ansiamos por um buraco bem fundo para ficarmos lá escondidos? Esses são os momentos que não podemos nos isolar. São os momentos que precisamos pedir ajuda. Precisamos aprender com a criança que, quando não consegue fazer algo sozinha, fala que precisa de ajuda. Não podemos viver isolados. É burrice. Quem vive assim está descambando para a depressão. E destruição.
Nosso trabalho deve ser feito com esmero. Aquele que é relaxado está agindo como o destruidor. Devemos fazer tudo como se estivéssemos fazendo para o Senhor (Colossenses 6.17-23).
Quem procura socorro no nome do Senhor, fica protegido. Quem confia em sua riqueza não está seguro.
Quem tem discernimento sempre deseja aprender mais. Não há limite para seu aprendizado. Seus ouvidos estão sempre abertos para o conhecimento.
E, se você feriu ou ofendeu um amigo, saiba que é mais difícil reconquistar sua amizade que uma cidade fortificada. As discussões separam como se fossem um forte portão trancado. Esse é um dos motivos para cuidar de nossa língua. O que falamos tem poder para trazer morte ou vida. Colheremos as consequências de nossas palavras.
O homem que encontra uma esposa encontrou um tesouro. Um tesouro muito precioso. Que deve ser guardado e cuidado como tal. Ele alcançou o favor do Senhor. É, sem dúvida, bem-aventurado.
Que aprendamos com tantas palavras de sabedoria que estão à nossa disposição.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o vinte e um.
Espero você. Até lá.
Continuamos nossa caminhada através do livro de Provérbios.
Ontem vimos muitos conselhos maravilhosos.
Como é bom ver um sonho realizado. Como é bom ser prudente. Como é bom ter um estábulo cheio de bois, trabalho e uma colheita farta. Como é bom encontrar refúgio até na morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-131-1533.html
Hoje, caminharemos através dos capítulos dezesseis ao dezoito. Ainda são provérbios de Salomão. Sobre diversos assuntos.
Anote os que mais chamam sua atenção. Vou falar um pouco sobre os que mais chamam a minha.
No capítulo dezesseis, Salomão nos ensina que é da natureza humana fazer planos. A maioria das pessoas faz. Mas, a resposta certa vem do Senhor. Ele é quem dirige nossos passos. Se quisermos andar por Seus caminhos de paz.
Se confiarmos verdadeiramente no Senhor, em todas as áreas de nossas vidas, nossos planos serão bem sucedidos.
Ele examina a intenção de cada um de nós. Não apenas nossas obras. Mas a intenção de tudo que fazemos. O que importa é exatamente o que está dentro de nossos corações. E que só o Senhor pode ver.
Ele detesta orgulho. Precede a destruição. A arrogância precede a queda. Mas a humildade precede a honra. Os orgulhosos não ficarão sem castigo.
O temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria, evita o mal. O amor e a fidelidade cobrem pecados.
Com toda a certeza, é melhor ter pouco com justiça, que ser rico e desonesto. Também é melhor viver humildemente com os pobres que repartir o despojo com os orgulhosos. Eles estão fadados à destruição.
Não é que ser orgulhoso, arrogante e soberbo pode levar à queda. É certo que a queda virá. Essas atitudes são precedidas da queda. Como um tsunami é precedido de um silêncio momentâneo e depois a correria de pássaro e animais.
O Senhor exige honestidade. Balanças e pesos exatos. Exatos. Sabe por que? Não somos nós, é Ele quem determina os padrões da imparcialidade. E seus padrões são corretos. Ele não aceita suborno de espécie alguma.
Os sábios têm conselhos sábios. Suas palavras são convincentes.
Palavras bondosas são como mel. Na alma entram com doçura e refletem na saúde até do corpo.
E o que você acha? Salomão diz que é melhor ser paciente que um poderoso conquistador. É melhor se controlar que conquistar uma cidade. Sem dúvida é. A falta de controle e paciência nos leva a muitos erros. Somos não apenas conquistados por falta de controle, somos subjugados.
No capítulo dezessete Salomão mais uma vez fala, com outras palavras, a mesma coisa. É melhor um pedaço de pão, mesmo que esteja seco, com paz, que uma casa cheia de banquetes e conflitos. Ah, como é bom ter paz. É como uma corrente de água que vai passando pelos sulcos da terra. Curando. Revigorando. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1311-13521.html
Para saber se o ouro e a prata são puros, eles são submetidos às altas temperaturas. O fogo provará sua pureza. Quanto ao Senhor, muitas vezes nos submete também “às altas temperaturas”, para que nosso coração seja revelado. Não que Ele não conheça. Ele conhece tudo. Nada Lhe está oculto. Somos nós que precisamos conhecer nossos corações.
E quanto à rebeldia? O rebelde sempre procura uma razão, uma desculpa para se rebelar. Ele será castigado. Não tem como não ser. É algo natural.
Duas vezes Salomão fala sobre algo detestável ao Senhor. Condenar o inocente e absolver o culpado. Lembra? É Ele quem decide e determina os padrões da imparcialidade.
O amigo verdadeiro é sempre leal. Em quaisquer circunstâncias. Em todo o tempo. Ele se torna um irmão na hora da dificuldade. Na verdade, é ainda mais chegado que um irmão.
Se estamos passando por dificuldades (e quase sempre estamos), devemos manter nosso coração cheio de esperança. A alegria é um bom remédio. Sustenta até o corpo do enfermo. Mas o espírito abatido consome nossas forças. Ninguém consegue suportá-lo. Acredite, já tive um espírito abatido.
Quem recebe suborno (sabemos de muitos nessa situação), são perversos. Desviam o rumo da justiça. Quem recebe é tão culpado (ou mais) que aquele que oferece.
O sensato mantém seus olhos fixos na sabedoria. Quer aprender. Dedica-se ao conhecimento. Os olhos do tolo, no entanto, ficam vagueando. Não conseguem se fixar em nada. Vagueiam por aí, sem qualquer compromisso. Até os confins da terra.
O capítulo dezoito começa com um alerta extremamente interessante. Quem vive isolado é egoísta. Preocupa-se apenas consigo. Rejeita a sabedoria e o bom senso.
Sabe aqueles momentos em que estamos mal? Que queremos nos isolar? Que ansiamos por um buraco bem fundo para ficarmos lá escondidos? Esses são os momentos que não podemos nos isolar. São os momentos que precisamos pedir ajuda. Precisamos aprender com a criança que, quando não consegue fazer algo sozinha, fala que precisa de ajuda. Não podemos viver isolados. É burrice. Quem vive assim está descambando para a depressão. E destruição.
Nosso trabalho deve ser feito com esmero. Aquele que é relaxado está agindo como o destruidor. Devemos fazer tudo como se estivéssemos fazendo para o Senhor (Colossenses 6.17-23).
Quem procura socorro no nome do Senhor, fica protegido. Quem confia em sua riqueza não está seguro.
Quem tem discernimento sempre deseja aprender mais. Não há limite para seu aprendizado. Seus ouvidos estão sempre abertos para o conhecimento.
E, se você feriu ou ofendeu um amigo, saiba que é mais difícil reconquistar sua amizade que uma cidade fortificada. As discussões separam como se fossem um forte portão trancado. Esse é um dos motivos para cuidar de nossa língua. O que falamos tem poder para trazer morte ou vida. Colheremos as consequências de nossas palavras.
O homem que encontra uma esposa encontrou um tesouro. Um tesouro muito precioso. Que deve ser guardado e cuidado como tal. Ele alcançou o favor do Senhor. É, sem dúvida, bem-aventurado.
Que aprendamos com tantas palavras de sabedoria que estão à nossa disposição.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o vinte e um.
Espero você. Até lá.
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domingo, 7 de julho de 2019
Provérbios 13.1-15.33
Leitura do dia 02/07.
Continuamos nossa caminhada através dos ensinamentos maravilhosos de Provérbios.
Ontem vimos muitos conselhos maravilhosos de Salomão. Tantos assuntos diferentes. Quanto aprendizado necessário!
Que não nos esqueçamos que a benção do Senhor é que traz riqueza. E Ele não permite que venha acompanhada pela tristeza.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-101-1228.html
Hoje, caminharemos através dos capítulos treze a quinze.
Os conselhos de Salomão continuam. Sempre tão atuais, que impressionam. Quais chamam mais sua atenção?
Gosto quando diz que o filho sábio aceita a disciplina de seu pai. Ele não se rebela. Não se rebelando, aprende. Aprendendo, torna-se mais sábio ainda.
Não é interessante quando diz que, com palavras sábias se consegue uma boa refeição enquanto os desleais têm fome de violência? Que tipo de fome temos tido?
“Felizes os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados”. – Mateus 5.6
Salomão também fala que os que controlam sua língua terão vida longa. Os que trabalham com dedicação, prosperam.
E quanto à vida do justo? Brilha alegremente. A luz dos perversos, entretanto, logo se apaga. Nossa vida tem brilhado? Tem brilhado alegremente? Tem espalhado brilho? Ah, tantas coisas a pensar.
Como tem estado nosso coração? Se aflito, todos os dias tem sido difíceis. Se alegre, mesmo com lutas, a vida é um banquete contínuo. Devemos ter bom ânimo, como nos ensinou nosso Amado (João 16.33). E aproveitar o banquete.
Cada versículo desse livro é a meditação de um dia inteiro. De uma vida inteira.
E quanto ao orgulho? Só traz conflitos. Além de queda, claro. Já quem aceita conselhos é sábio.
Em dias que tantos querem facilidades e rapidez em conquistar, Salomão nos lembra que a riqueza adquirida através de meios ilícitos acaba, enquanto que a conquistada, não adquirida, mas conquistada, com trabalho árduo aumenta com o tempo. Vai crescendo aos pouquinhos. Mas permanece.
Ah, e o sonho realizado? É árvore de vida. É como sangue bombeando em nossas veias. Como se tivéssemos sido ligados a um turbo. É muito bom ver um sonho sendo realizado. Rejuvenesce. Dá saúde ao corpo.
A instrução do sábio é fonte de vida. Todos que aceitam esse tipo de instrução escapa das armadilhas da morte. Que são muitas, de vários tipos.
O sábio não sai agindo por aí de qualquer maneira. Ele pensa antes. Planeja. Calcula. Pesa as opções. Escolhe a melhor. E só assim, age.
E quanto às nossas companhias? Os que andam com sábios, aprendem. Acabam tornando-se sábios também. Mas os que andam com os tolos, sofrerão as consequências. Que não são nenhum pouco agradáveis.
E o que dizer de uma geração que não quer gastar tempo disciplinando seus filhos? Será que tem amor envolvido nisso? Ou apenas displicência e acomodação? Quem ama se importa em ensinar, disciplinar. Mostrar o certo e o errado. Ensinar discernimento.
Que não ama, não se importa em corrigir. Não quer gastar seu tempo assim. Não consegue imaginar que, na verdade, está poupando tempo, dinheiro e sofrimento.
Salomão fala que a mulher sábia constrói seu lar. A tola o destrói. Com suas próprias ações. Com suas próprias mãos.
Um de meus versículos preferidos está em Provérbios 14.4. O que é melhor? Um estábulo cheio de bois ou vazio? O vazio não dá trabalho algum. Permanece limpo. O cheio é preciso limpar. Providenciar alimento. Vacinas. Cuidado. Preocupações. Tempo. Mas e o resultado? Se estiver cheio de bois, dando todo esse trabalho, resultará em uma grande colheita. O que preferimos? Uma grande colheita depois de muito trabalho? Ou olhar para o estábulo e vê-lo sempre limpo, porém vazio, sem colheita alguma?
Lembra-se que nos capítulos anteriores nos ensinou a aprender a ter discernimento? Com ele, o conhecimento vem fácil. Longe da companhia dos tolos, claro.
E quanto ao prudente? Será que está se negando a “curtir a vida”? De forma alguma. Ele sabe para onde vai. E está indo. Mede todos os seus passos com cuidado. Examina-os. Alcançará seu objetivo. Angariará o que deseja. É cauteloso. Evita o perigo. Não anda por caminhos que parecem ser corretos, que, no fim, acabam levando à estrada da morte. Seu caminho o leva para cima. A sepultura fica para trás. E ele continua. Cada vez conquistando mais. Sem afobação.
Salomão também nos fala sobre o pecado de desprezarmos nosso próximo. De não ajudar os pobres. Quem os ajuda, é feliz. Os que planejam o bem encontram não apenas a satisfação, mas o amor e a fidelidade.
E não é maravilhoso saber que o justo encontra refúgio, mesmo na hora da morte. Sim, o justo também passa por lutas, por dificuldades. Também passa pela morte. Não está imune. Mas há uma diferença. Ele encontra refúgio. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html
Ah, como e bom ver uma pessoa gentil! A resposta gentil desvia o furor. É árvore de vida. Já a palavra ríspida, desperta a ira. É muito bom quando damos a resposta apropriada. Que produz vida. Que traz solução. É muito bom dizer a palavra certa. Na hora certa. Da maneira certa.
E quanto ao que temos dado valor em nossas vidas? É melhor dividir um prato de salada com quem amamos que um de picanha (e olha que amo picanha) com a companhia errada. É melhor ser paciente e acalmar uma discussão, que se irar facilmente e ser o provocador de uma briga. Também é melhor ser justo e caminhar por uma estrada aberta, que ser preguiçoso e não querer nem tirar os espinhos do caminho para conseguir andar. É melhor ser sábio e agradar o pai, que ser tolo e desprezar a mãe. Também é melhor ter muitos conselheiros e alcançar o êxito do que não ter nenhum e ver seus planos fracassados. É melhor adquirir entendimento ouvindo a repreensão do que rejeitar a disciplina e prejudicar a si mesmo. É melhor ser humilde e ter honra, que ser orgulhoso e sofrer ruína.
E com relação à cobiça? Alguém faz algo errado por causa dela e traz dor e aflição não apenas para si, mas para toda a família. Ao contrário, os que odeiam e não aceitam o suborno, trarão vida. Para si e sua família.
Quantos conselhos completamente atuais e necessários!
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.
Espero você. Até lá.
Continuamos nossa caminhada através dos ensinamentos maravilhosos de Provérbios.
Ontem vimos muitos conselhos maravilhosos de Salomão. Tantos assuntos diferentes. Quanto aprendizado necessário!
Que não nos esqueçamos que a benção do Senhor é que traz riqueza. E Ele não permite que venha acompanhada pela tristeza.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-101-1228.html
Hoje, caminharemos através dos capítulos treze a quinze.
Os conselhos de Salomão continuam. Sempre tão atuais, que impressionam. Quais chamam mais sua atenção?
Gosto quando diz que o filho sábio aceita a disciplina de seu pai. Ele não se rebela. Não se rebelando, aprende. Aprendendo, torna-se mais sábio ainda.
Não é interessante quando diz que, com palavras sábias se consegue uma boa refeição enquanto os desleais têm fome de violência? Que tipo de fome temos tido?
“Felizes os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados”. – Mateus 5.6
Salomão também fala que os que controlam sua língua terão vida longa. Os que trabalham com dedicação, prosperam.
E quanto à vida do justo? Brilha alegremente. A luz dos perversos, entretanto, logo se apaga. Nossa vida tem brilhado? Tem brilhado alegremente? Tem espalhado brilho? Ah, tantas coisas a pensar.
Como tem estado nosso coração? Se aflito, todos os dias tem sido difíceis. Se alegre, mesmo com lutas, a vida é um banquete contínuo. Devemos ter bom ânimo, como nos ensinou nosso Amado (João 16.33). E aproveitar o banquete.
Cada versículo desse livro é a meditação de um dia inteiro. De uma vida inteira.
E quanto ao orgulho? Só traz conflitos. Além de queda, claro. Já quem aceita conselhos é sábio.
Em dias que tantos querem facilidades e rapidez em conquistar, Salomão nos lembra que a riqueza adquirida através de meios ilícitos acaba, enquanto que a conquistada, não adquirida, mas conquistada, com trabalho árduo aumenta com o tempo. Vai crescendo aos pouquinhos. Mas permanece.
Ah, e o sonho realizado? É árvore de vida. É como sangue bombeando em nossas veias. Como se tivéssemos sido ligados a um turbo. É muito bom ver um sonho sendo realizado. Rejuvenesce. Dá saúde ao corpo.
A instrução do sábio é fonte de vida. Todos que aceitam esse tipo de instrução escapa das armadilhas da morte. Que são muitas, de vários tipos.
O sábio não sai agindo por aí de qualquer maneira. Ele pensa antes. Planeja. Calcula. Pesa as opções. Escolhe a melhor. E só assim, age.
E quanto às nossas companhias? Os que andam com sábios, aprendem. Acabam tornando-se sábios também. Mas os que andam com os tolos, sofrerão as consequências. Que não são nenhum pouco agradáveis.
E o que dizer de uma geração que não quer gastar tempo disciplinando seus filhos? Será que tem amor envolvido nisso? Ou apenas displicência e acomodação? Quem ama se importa em ensinar, disciplinar. Mostrar o certo e o errado. Ensinar discernimento.
Que não ama, não se importa em corrigir. Não quer gastar seu tempo assim. Não consegue imaginar que, na verdade, está poupando tempo, dinheiro e sofrimento.
Salomão fala que a mulher sábia constrói seu lar. A tola o destrói. Com suas próprias ações. Com suas próprias mãos.
Um de meus versículos preferidos está em Provérbios 14.4. O que é melhor? Um estábulo cheio de bois ou vazio? O vazio não dá trabalho algum. Permanece limpo. O cheio é preciso limpar. Providenciar alimento. Vacinas. Cuidado. Preocupações. Tempo. Mas e o resultado? Se estiver cheio de bois, dando todo esse trabalho, resultará em uma grande colheita. O que preferimos? Uma grande colheita depois de muito trabalho? Ou olhar para o estábulo e vê-lo sempre limpo, porém vazio, sem colheita alguma?
Lembra-se que nos capítulos anteriores nos ensinou a aprender a ter discernimento? Com ele, o conhecimento vem fácil. Longe da companhia dos tolos, claro.
E quanto ao prudente? Será que está se negando a “curtir a vida”? De forma alguma. Ele sabe para onde vai. E está indo. Mede todos os seus passos com cuidado. Examina-os. Alcançará seu objetivo. Angariará o que deseja. É cauteloso. Evita o perigo. Não anda por caminhos que parecem ser corretos, que, no fim, acabam levando à estrada da morte. Seu caminho o leva para cima. A sepultura fica para trás. E ele continua. Cada vez conquistando mais. Sem afobação.
Salomão também nos fala sobre o pecado de desprezarmos nosso próximo. De não ajudar os pobres. Quem os ajuda, é feliz. Os que planejam o bem encontram não apenas a satisfação, mas o amor e a fidelidade.
E não é maravilhoso saber que o justo encontra refúgio, mesmo na hora da morte. Sim, o justo também passa por lutas, por dificuldades. Também passa pela morte. Não está imune. Mas há uma diferença. Ele encontra refúgio. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html
Ah, como e bom ver uma pessoa gentil! A resposta gentil desvia o furor. É árvore de vida. Já a palavra ríspida, desperta a ira. É muito bom quando damos a resposta apropriada. Que produz vida. Que traz solução. É muito bom dizer a palavra certa. Na hora certa. Da maneira certa.
E quanto ao que temos dado valor em nossas vidas? É melhor dividir um prato de salada com quem amamos que um de picanha (e olha que amo picanha) com a companhia errada. É melhor ser paciente e acalmar uma discussão, que se irar facilmente e ser o provocador de uma briga. Também é melhor ser justo e caminhar por uma estrada aberta, que ser preguiçoso e não querer nem tirar os espinhos do caminho para conseguir andar. É melhor ser sábio e agradar o pai, que ser tolo e desprezar a mãe. Também é melhor ter muitos conselheiros e alcançar o êxito do que não ter nenhum e ver seus planos fracassados. É melhor adquirir entendimento ouvindo a repreensão do que rejeitar a disciplina e prejudicar a si mesmo. É melhor ser humilde e ter honra, que ser orgulhoso e sofrer ruína.
E com relação à cobiça? Alguém faz algo errado por causa dela e traz dor e aflição não apenas para si, mas para toda a família. Ao contrário, os que odeiam e não aceitam o suborno, trarão vida. Para si e sua família.
Quantos conselhos completamente atuais e necessários!
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.
Espero você. Até lá.
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sexta-feira, 5 de julho de 2019
Provérbios 10.1-12.28
Leitura do dia 01/07.
Continuamos nossa caminhada pela estrada do livro de Provérbios.
Ontem vimos que devemos guardar os mandamentos no fundo de nossos corações, amar a sabedoria como se fosse nossa irmã e o discernimento como um membro de nossa família.
Também vimos que a sabedoria clama, desejando que todos aprendam seus caminhos de vida. Quem a procura e espera, a encontrará. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-71-918.html
Agora, caminharemos através dos capítulos de dez a doze de Provérbios.
São vários provérbios de Salomão. Sobre vários assuntos. Vamos destacar alguns. Leia as Escrituras e destaque os que mais lhe chamam atenção. Lembre-se, se queremos conhecimentos, devemos garimpar a Palavra. Somente assim, encontraremos os tesouros escondidos nela.
As riquezas de origem desonesta, acabam logo. O preguiçoso também logo empobrece.
Uma vida justa livra da morte. Na hora do julgamento, não serão as riquezas que terão valor. Serão o tipo de vida que vivemos.
O que dorme durante a colheita é uma vergonha. O sábio não age assim. Estamos em tempo de colheita. Como temos agido? Estamos dormindo, sem prestar atenção ao que acontece ao nosso redor? Vamos deixar o tempo passar sem que colhamos?
O justo deixa boas lembranças. O sábio recebe os mandamentos de bom grado. Não torce o nariz para eles. Sabe que os mandamentos são bons. Existem para nossa proteção. E vida.
Enquanto as palavras dos perversos são carregadas de mentira e más intensões, destruindo até seus amigos, as palavras dos justos produzem cura, são fonte de vida, dão ânimo, são preciosas como prata fina, oferecem conselhos sábios, são proveitosas. O que temos falado? Vida ou morte?
O salário do justo também produz vida. Ele sabe onde e como gastá-lo. Ao contrário do perverso. Seu salário conduz ao pecado. É gasto de maneira desordenada. Onde não deveria. O que temos feito com nossos salários?
O insensato corre atrás de riquezas, mas a benção do Senhor é que traz a verdadeira riqueza. E Ele não permite que venha acompanhada de tristeza.
O Senhor odeia desonestidade. Em todas as áreas. De qualquer maneira. Nos mínimos detalhes. A desonestidade destrói. Quem é honesto em tudo Lhe dá alegria.
O orgulho é algo que leva à desgraça. Quem é humilde está procurando sabedoria. E vai encontrá-la.
É falta de bom senso desprezar o próximo. Uma cidade prospera pelos benefícios que os justos levam a ela. Os perversos a destroem apenas com suas palavras, que dirá com seus atos! Temos levado benefício às nossas cidades?
A mulher bondosa ganha respeito. Os homens cruéis só conseguem angariar riquezas. Só. Que não terão proveito no futuro. Não servirão para nada na eternidade.
Enquanto quem faz o bem beneficia a si mesmo, pois é melhor dar do que receber (Atos 20.35), quem pratica o mal, além de prejudicar a outros, está se prejudicando. O que ganha não tem valor algum.
Quem reparte com generosidade, prospera. Quem revigora outros, será revigorado quando precisar. O mesquinho, ao contrário, perde tudo. Quem o abençoará?
Quem procura o mal, será encontrado por ele. Pare e pense na seriedade dessa afirmação. Em sua veracidade. Assim como quem procura a sabedoria, consegue encontrá-la, quem procura o mal será encontrado pelo próprio mal.
Enquanto o insensato corre atrás de riquezas, o sábio conquista pessoas. O fruto do justo é árvore de vida. Melhor que qualquer tesouro.
Se queremos aprender, precisamos amar a disciplina. Não conseguimos garimpar tesouros, se não andarmos em disciplina. Se não buscarmos com diligência. Se formos relapsos, não encontraremos nada. Apenas trabalho em vão.
A mulher indiscreta despreza sua própria beleza. A virtuosa honra seu marido. A insensata é como câncer nos ossos. Que grande responsabilidade!
As palavras sábias produzem muitos benefícios. Palavras verdadeiras resistem á prova do tempo. Mentiras logo são descobertas. Têm "pernas curtas”.
Enquanto o engano enche o coração dos perversos, a alegria enche o coração dos que promovem a paz. Como é bom e agradável promover a paz. A união é revigorante.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1311-13521.html
Na verdade, o coração do perverso não tem valor algum. Ele não o guardou. Não colocou guardas à sua porta. Foi arrombado. O que tinha de valor, saqueado. Agora, só o engano está ali dentro. E dor. Ainda assim há esperança. Jesus disse: "Preste atenção! Estou à porta e bato. Se você ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, fazermos uma refeição, como amigos". - Apocalipse 3.20
Enquanto o justo dá bom conselhos, o perverso desencaminha seus amigos.
O Senhor detesta lábios mentirosos. Mas quem diz a verdade, Lhe dá alegria.
A preocupação faz a pessoa ficar deprimida, mas uma palavra de incentivo a anima. A preocupação não resolve nada. Confiar no Senhor, resolve. Ao menos, nos dará forças para passar por aquela tempestade. E ânimo para suportar o que for preciso.
Que aprendamos a andar como justos. Que os caminhos dos ímpios sejam evitados por nós. Que nossos lábios falem vida. Que nos importemos em ganhar vidas e não riquezas passageiras. Que não durmamos durante a colheita, mas trabalhemos, como fiéis servos do Senhor.
Continuamos amanhã. Leremos do capítulo treze ao capítulo quinze de Provérbios.
Espero você. Até lá.
Continuamos nossa caminhada pela estrada do livro de Provérbios.
Ontem vimos que devemos guardar os mandamentos no fundo de nossos corações, amar a sabedoria como se fosse nossa irmã e o discernimento como um membro de nossa família.
Também vimos que a sabedoria clama, desejando que todos aprendam seus caminhos de vida. Quem a procura e espera, a encontrará. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-71-918.html
Agora, caminharemos através dos capítulos de dez a doze de Provérbios.
São vários provérbios de Salomão. Sobre vários assuntos. Vamos destacar alguns. Leia as Escrituras e destaque os que mais lhe chamam atenção. Lembre-se, se queremos conhecimentos, devemos garimpar a Palavra. Somente assim, encontraremos os tesouros escondidos nela.
As riquezas de origem desonesta, acabam logo. O preguiçoso também logo empobrece.
Uma vida justa livra da morte. Na hora do julgamento, não serão as riquezas que terão valor. Serão o tipo de vida que vivemos.
O que dorme durante a colheita é uma vergonha. O sábio não age assim. Estamos em tempo de colheita. Como temos agido? Estamos dormindo, sem prestar atenção ao que acontece ao nosso redor? Vamos deixar o tempo passar sem que colhamos?
O justo deixa boas lembranças. O sábio recebe os mandamentos de bom grado. Não torce o nariz para eles. Sabe que os mandamentos são bons. Existem para nossa proteção. E vida.
Enquanto as palavras dos perversos são carregadas de mentira e más intensões, destruindo até seus amigos, as palavras dos justos produzem cura, são fonte de vida, dão ânimo, são preciosas como prata fina, oferecem conselhos sábios, são proveitosas. O que temos falado? Vida ou morte?
O salário do justo também produz vida. Ele sabe onde e como gastá-lo. Ao contrário do perverso. Seu salário conduz ao pecado. É gasto de maneira desordenada. Onde não deveria. O que temos feito com nossos salários?
O insensato corre atrás de riquezas, mas a benção do Senhor é que traz a verdadeira riqueza. E Ele não permite que venha acompanhada de tristeza.
O Senhor odeia desonestidade. Em todas as áreas. De qualquer maneira. Nos mínimos detalhes. A desonestidade destrói. Quem é honesto em tudo Lhe dá alegria.
O orgulho é algo que leva à desgraça. Quem é humilde está procurando sabedoria. E vai encontrá-la.
É falta de bom senso desprezar o próximo. Uma cidade prospera pelos benefícios que os justos levam a ela. Os perversos a destroem apenas com suas palavras, que dirá com seus atos! Temos levado benefício às nossas cidades?
A mulher bondosa ganha respeito. Os homens cruéis só conseguem angariar riquezas. Só. Que não terão proveito no futuro. Não servirão para nada na eternidade.
Enquanto quem faz o bem beneficia a si mesmo, pois é melhor dar do que receber (Atos 20.35), quem pratica o mal, além de prejudicar a outros, está se prejudicando. O que ganha não tem valor algum.
Quem reparte com generosidade, prospera. Quem revigora outros, será revigorado quando precisar. O mesquinho, ao contrário, perde tudo. Quem o abençoará?
Quem procura o mal, será encontrado por ele. Pare e pense na seriedade dessa afirmação. Em sua veracidade. Assim como quem procura a sabedoria, consegue encontrá-la, quem procura o mal será encontrado pelo próprio mal.
Enquanto o insensato corre atrás de riquezas, o sábio conquista pessoas. O fruto do justo é árvore de vida. Melhor que qualquer tesouro.
Se queremos aprender, precisamos amar a disciplina. Não conseguimos garimpar tesouros, se não andarmos em disciplina. Se não buscarmos com diligência. Se formos relapsos, não encontraremos nada. Apenas trabalho em vão.
A mulher indiscreta despreza sua própria beleza. A virtuosa honra seu marido. A insensata é como câncer nos ossos. Que grande responsabilidade!
As palavras sábias produzem muitos benefícios. Palavras verdadeiras resistem á prova do tempo. Mentiras logo são descobertas. Têm "pernas curtas”.
Enquanto o engano enche o coração dos perversos, a alegria enche o coração dos que promovem a paz. Como é bom e agradável promover a paz. A união é revigorante.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1311-13521.html
Na verdade, o coração do perverso não tem valor algum. Ele não o guardou. Não colocou guardas à sua porta. Foi arrombado. O que tinha de valor, saqueado. Agora, só o engano está ali dentro. E dor. Ainda assim há esperança. Jesus disse: "Preste atenção! Estou à porta e bato. Se você ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, fazermos uma refeição, como amigos". - Apocalipse 3.20
Enquanto o justo dá bom conselhos, o perverso desencaminha seus amigos.
O Senhor detesta lábios mentirosos. Mas quem diz a verdade, Lhe dá alegria.
A preocupação faz a pessoa ficar deprimida, mas uma palavra de incentivo a anima. A preocupação não resolve nada. Confiar no Senhor, resolve. Ao menos, nos dará forças para passar por aquela tempestade. E ânimo para suportar o que for preciso.
Que aprendamos a andar como justos. Que os caminhos dos ímpios sejam evitados por nós. Que nossos lábios falem vida. Que nos importemos em ganhar vidas e não riquezas passageiras. Que não durmamos durante a colheita, mas trabalhemos, como fiéis servos do Senhor.
Continuamos amanhã. Leremos do capítulo treze ao capítulo quinze de Provérbios.
Espero você. Até lá.
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quinta-feira, 4 de abril de 2019
2 Reis 5.20-27
Leitura do dia 06/04.
Na última postagem vimos a história de Naamã, comandante do exército da Síria, leproso.
Uma menina, escrava, contou que em Israel havia um homem de Deus que podia curá-lo. Foi o que aconteceu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-51-19.html
Agora, ainda no capítulo cinco de 2 Reis, a partir do versículo vinte. Até o final.
Quando Naamã já estava um pouco longe, Geazi, servo de Eliseu, ficou pensando, indignado, que seu senhor havia poupado um sírio, negando-se a aceitar algum presente, embora Naamã tivesse levado muitos.
Será que pensava que devia cobrar o favor do Senhor sobre a vida de Naamã por ser ele um estrangeiro? Não conseguia entender que o propósito do Senhor sempre foi abençoar todas as nações?
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Geazi disse consigo mesmo que, tão certo como o Senhor vive, iria atrás de Naamã e receberia dele alguma recompensa. Recompensa pelo que o Senhor havia feito através de Eliseu! O que havia em seu coração para desejar essa recompensa? Acreditava que Eliseu havia sido misericordioso em excesso, com um estrangeiro?
Foi correndo atrás de Naamã, para conseguir alcançá-lo. Este, percebendo sua chegada, parou a carruagem e desceu ao seu encontro. Lembre-se, Naamã é um homem importante. Mesmo assim, desceu para encontrar-se com Geazi, um servo. Depois de ter se exposto diante de seus servos e mergulhado o Jordão, aquilo, para ele, não era nada!
Assim que o encontrou perguntou se havia acontecido algo, se estava tudo bem. Preocupou-se com Eliseu. Afinal, o que seu servo estaria fazendo, correndo atrás dele, daquele jeito?
Geazi, mentindo, respondeu que estava tudo bem, mas Eliseu o havia enviado porque dois jovens irmãos, discípulos dos profetas haviam chegado, vindo dos montes de Efraim. Pediu que lhe desse um talento (trinta e cinco quilos de prata) e duas vestes de gala. A recompensa que Geazi queria, era enorme.
Naamã respondeu generosamente que aceitasse dois talentos. E colocou setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas finas. Ainda entregou tudo a dois de seus servos, que foram à frente de Geazi, transportando as sacolas.
Quando chegaram à colina onde Eliseu morava, Geazi tomou as sacolas das mãos dos servos de Naamã e as guardou em casa. Setenta quilos de prata!
O que poderia ser feito com tão grande recompensa? Qual era, de fato, o desejo de Geazi?
Os servos retornaram a Naamã e Geazi apresentou-se a Eliseu. Eliseu lhe perguntou de onde estava vindo. Ele respondeu que não havia ido a lugar algum.
Fico imaginando o coração de Eliseu se partindo. Era seu servo, tal como um dia havia sido servo de Elias. http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/e-hoje-voce-esta-pronto.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/eliseu-e-seu-chamado.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/eliseu-de-servo-protagonista.html
Eliseu disse a Geazi que o havia acompanhado em espírito e visto quando Naamã desceu do carro para encontrar-se com ele.
Disse que não era o momento para receber prata e roupa, muito menos para cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas, que poderiam ser comprados com toda aquela prata. O coração de Geazi foi exposto diante de Eliseu. Cobiça era o que havia ali. Não ansiava ter a unção que Eliseu carregava. Muito menos, porção dobrada dessa unção. Ansiava por riquezas materiais. E quis conquistá-las como recompensa por algo que o Senhor havia feito.
Eliseu decretou que, por sua cobiça, a enfermidade que assolava a pele de Naamã, atingiria Geazi. Mas não somente ele. Todos os seus descendentes seriam atingidos. Para sempre.
Lembre-se que nossas decisões nunca afetam apenas a nós mesmos. Afetam outras pessoas, nossas família, nossos descendentes. Para sempre.http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html
Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso. Seu corpo parecia coberto de neve.
Quanto Geazi perdeu por causa de sua cobiça! Quanto impacto negativo trouxe às próximas gerações, seus descendentes!
Que guardemos nossos corações, como o Senhor nos ordenou. Que nada venha roubar as bênçãos e o futuro que o Senhor tem para nós.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/o-que-me-falta-ainda.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/abandono.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/como-guardar-meu-unico-bem.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/lideranca-pelo-exemplo.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/03/ser-ou-ter-o-que-importa.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/o-que-estara-escrito-sobre-nos.html
Claro que podemos possuir bens, mas sem cobiça, sem que nossos corações estejam neles. Nossos corações precisam estar no Senhor. E só nEle.
Prosseguimos.
Espero você. Até já.
Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/qual-e-o-meu-desejo.html
Na última postagem vimos a história de Naamã, comandante do exército da Síria, leproso.
Uma menina, escrava, contou que em Israel havia um homem de Deus que podia curá-lo. Foi o que aconteceu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-51-19.html
Agora, ainda no capítulo cinco de 2 Reis, a partir do versículo vinte. Até o final.
Quando Naamã já estava um pouco longe, Geazi, servo de Eliseu, ficou pensando, indignado, que seu senhor havia poupado um sírio, negando-se a aceitar algum presente, embora Naamã tivesse levado muitos.
Será que pensava que devia cobrar o favor do Senhor sobre a vida de Naamã por ser ele um estrangeiro? Não conseguia entender que o propósito do Senhor sempre foi abençoar todas as nações?
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Geazi disse consigo mesmo que, tão certo como o Senhor vive, iria atrás de Naamã e receberia dele alguma recompensa. Recompensa pelo que o Senhor havia feito através de Eliseu! O que havia em seu coração para desejar essa recompensa? Acreditava que Eliseu havia sido misericordioso em excesso, com um estrangeiro?
Foi correndo atrás de Naamã, para conseguir alcançá-lo. Este, percebendo sua chegada, parou a carruagem e desceu ao seu encontro. Lembre-se, Naamã é um homem importante. Mesmo assim, desceu para encontrar-se com Geazi, um servo. Depois de ter se exposto diante de seus servos e mergulhado o Jordão, aquilo, para ele, não era nada!
Assim que o encontrou perguntou se havia acontecido algo, se estava tudo bem. Preocupou-se com Eliseu. Afinal, o que seu servo estaria fazendo, correndo atrás dele, daquele jeito?
Geazi, mentindo, respondeu que estava tudo bem, mas Eliseu o havia enviado porque dois jovens irmãos, discípulos dos profetas haviam chegado, vindo dos montes de Efraim. Pediu que lhe desse um talento (trinta e cinco quilos de prata) e duas vestes de gala. A recompensa que Geazi queria, era enorme.
Naamã respondeu generosamente que aceitasse dois talentos. E colocou setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas finas. Ainda entregou tudo a dois de seus servos, que foram à frente de Geazi, transportando as sacolas.
Quando chegaram à colina onde Eliseu morava, Geazi tomou as sacolas das mãos dos servos de Naamã e as guardou em casa. Setenta quilos de prata!
O que poderia ser feito com tão grande recompensa? Qual era, de fato, o desejo de Geazi?
Os servos retornaram a Naamã e Geazi apresentou-se a Eliseu. Eliseu lhe perguntou de onde estava vindo. Ele respondeu que não havia ido a lugar algum.
Fico imaginando o coração de Eliseu se partindo. Era seu servo, tal como um dia havia sido servo de Elias. http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/e-hoje-voce-esta-pronto.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/eliseu-e-seu-chamado.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/eliseu-de-servo-protagonista.html
Eliseu disse a Geazi que o havia acompanhado em espírito e visto quando Naamã desceu do carro para encontrar-se com ele.
Disse que não era o momento para receber prata e roupa, muito menos para cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas, que poderiam ser comprados com toda aquela prata. O coração de Geazi foi exposto diante de Eliseu. Cobiça era o que havia ali. Não ansiava ter a unção que Eliseu carregava. Muito menos, porção dobrada dessa unção. Ansiava por riquezas materiais. E quis conquistá-las como recompensa por algo que o Senhor havia feito.
Eliseu decretou que, por sua cobiça, a enfermidade que assolava a pele de Naamã, atingiria Geazi. Mas não somente ele. Todos os seus descendentes seriam atingidos. Para sempre.
Lembre-se que nossas decisões nunca afetam apenas a nós mesmos. Afetam outras pessoas, nossas família, nossos descendentes. Para sempre.http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html
Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso. Seu corpo parecia coberto de neve.
Quanto Geazi perdeu por causa de sua cobiça! Quanto impacto negativo trouxe às próximas gerações, seus descendentes!
Que guardemos nossos corações, como o Senhor nos ordenou. Que nada venha roubar as bênçãos e o futuro que o Senhor tem para nós.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/o-que-me-falta-ainda.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/abandono.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/como-guardar-meu-unico-bem.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/lideranca-pelo-exemplo.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/03/ser-ou-ter-o-que-importa.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/o-que-estara-escrito-sobre-nos.html
Claro que podemos possuir bens, mas sem cobiça, sem que nossos corações estejam neles. Nossos corações precisam estar no Senhor. E só nEle.
Prosseguimos.
Espero você. Até já.
Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/qual-e-o-meu-desejo.html
2 Reis 5.1-19
Leitura do dia 06/04.
Na última postagem vimos que devemos e podemos repartir o pouco que temos. É assim que a matemática do Senhor funciona. Se tenho, dou e recebo mais. Se retenho mais do que devia, perco.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-438-44.html
Agora, caminharemos através do capítulo cinco. Do versículo um ao versículo dezenove.
É a história de Naamã, chefe do exército do rei Aram, da Síria.
Naamã era um homem muito respeitado e honrado pelo seu senhor. Através dele o Senhor havia dado vitória à Síria. Era um valoroso guerreiro. Mas havia um porém na vida desse homem. Ele contraiu uma terrível doença de pele.
Em uma de suas campanhas militares, os sírios levaram cativa uma menina de Israel. Ela passou a servir a esposa de Naamã. Um dia a menina, cumprindo seu papel de abençoadora (Gênesis 12), sugeriu à sua patroa que o seu senhor procurasse o profeta que estava em Samaria. Ela sabia, com certeza, que ele o curaria da lepra. Embora fosse escrava, não esqueceu seu papel de, como filha de Abraão, abençoar todas as nações. Mesmo uma nação que a havia levado embora de sua terra, de sua casa.
Naamã comentou com o rei da Síria o que a menina falara. O rei imediatamente escreveu uma carta apelando ao rei de Israel e ordenou que Naamã fosse depressa até lá. Tinha seu oficial em alta conta.
Naamã foi. Levou trezentos e cinquenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez mudas de roupas finas. Coisas valiosas. Presentes.
Levou também ao rei de Israel a carta de seu rei. Nela estava escrito que, no momento em que recebesse a carta, saberia que o rei da Síria havia lhe enviado seu servo Naamã, para que fosse curado daquela espécie de lepra.
Quando Naamã chegou, entregou ao rei de Israel a carta. Assim que o rei a leu, irritou-se muito. Rasgou suas roupas de tão indignado que ficou. Perguntou se por acaso era Deus, que pode matar e dar vida, para que o rei lhe enviasse um homem para ser curado de lepra. Acreditou que o rei da Síria estava procurando um motivo para criar um conflito, que pudesse levar à guerra.
Quando Eliseu, o homem de Deus, ouviu que o rei de Israel tinha rasgado suas roupas, mandou perguntar ao rei o motivo. Deveria simplesmente enviar Naamã a ele. Então, saberia que era verdade, havia profeta em Israel.
Naamã foi. Com seus cavalos e seu carro. Parou na entrada da casa de Eliseu.
Eliseu mandou um mensageiro dizer-lhe que deveria lavar-se sete vezes no rio Jordão. Sua carne lhe seria restituída e ficaria limpa. Naamã sentiu-se insultado. Saiu de lá reclamando que não era dessa maneira que havia imaginado que seria curado.
Imaginava que Eliseu fosse recebê-lo pessoalmente, afinal era um homem muito importante. Além disso, invocaria em pé o Nome do Senhor, o Deus de Eliseu, moveria a mão sobre as feridas e o curaria daquela terrível enfermidade.
Disse mais: os rios de Abana e Farfar em Damasco, capital da Síria, eram muito melhores que todas as águas de Israel. Poderia lavar-se neles para ficar curado. Voltou as costas e retirou-se indignado.
Será que já agimos dessa maneira? Porque recebemos uma orientação do Senhor que "não era bem o que eu imaginava".
Os servos de Naamã, que o respeitavam e amavam, chegaram-se a ele. Deram-lhe um sábio conselho. O respeito que sentiam por ele era tão grande que o chamavam de “pai” e “mestre”. Ainda assim, não deixaram de aconselhá-lo. Falaram que se o profeta tivesse ordenado algo difícil, ele faria. No entanto, apenas havia orientado que se lavasse e ficaria curado.
Naamã, mesmo sendo um valoroso e poderoso guerreiro, que estava muito acima de seus homens, aceitou o conselho. Não era fácil para ele. Seus servos sabiam que era leproso, mas diante deles, estava sempre de armadura. Teria que tirar. Se expor. Se humilhar. E mergulhar.
Desceu ao Jordão. Mergulhou sete vezes, conforme a orientação de Eliseu. Ficou completamente curado. Sua pele tornou-se sadia e limpa. Não como a pele de um homem de sua idade, mas como a pele de um menino.
Ele voltou à casa de Eliseu com sua comitiva. Ao ver Eliseu declarou que agora sabia que em toda a terra não há Deus, a não ser em Israel. Mais um estrangeiro foi alcançado, porque toda a terra é do Senhor. Ele amou o mundo todo. Jesus morreu por todas as nações. Por todos os indivíduos.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Ele rogou que Eliseu recebesse seu presente. Colocou-se na posição de servo de Eliseu, chamando-o de Senhor. Reconheceu sua posição, assim como o capitão do exército de Israel havia reconhecido a posição de Elias. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-19-18.html
Eliseu respondeu que não aceitaria. Disse que jurava pelo nome do Senhor, o Deus vivo, a quem servia, que não aceitaria nada. Naamã insistiu, porém ele se recusou a receber qualquer gratificação.
O impacto foi tão grande na vida de Naamã que se posicionou diante do Senhor, o Deus de Israel. Pediu que Eliseu permitisse levar duas mulas carregadas da terra de Israel. Explicou que, de agora em diante, jamais ofereceria holocaustos nem sacrifícios a outros deuses, senão ao Senhor. Pediu também que o Senhor lhe perdoasse quando tivesse que acompanhar seu rei ao templo de Rimom, o deus da Síria. Explicou que o rei costumava apoiar-se em seu braço para reverenciar sua divindade. Dessa forma, tinha que ajoelhar-se também.
Eliseu lhe desejou Shalom. Que Naamã fosse em paz e tivesse uma boa viagem. E Naamã foi.
Que possamos aprender que, embora sejamos guerreiros valorosos, quem nos dá a vitória é o Senhor, assim como aconteceu com a Síria, através de Naamã.
Que possamos aprender com essa menina. Ainda que escrava, longe de sua terra, não deixou de cumprir seu chamado, seu propósito de ser uma benção para todos.
Que possamos aprender com os servos de Naamã, que mesmo com todo o respeito que sentiam por seu senhor, não deixaram de aconselhá-lo.
Que possamos aprender com Naamã. Ainda que um valoroso guerreiro, não deixou de ouvir uma escrava, nem seus servos que o aconselharam, para seu bem. Deixou-se ser visto. Tirou sua armadura. Humilhou-se. Teve coragem para mergulhar. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/naama-e-o-processo.html
Que possamos aprender com Eliseu. Ninguém iria sair de suas terras sem saber que havia Deus em Israel. Um Deus que faz milagres. Que opera maravilhas. O Senhor com quem ele se relacionava.
Quantas lições a aprender com a história desse homem. Mas ainda não acabou.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/coragem-para-mergulhar.html
Na última postagem vimos que devemos e podemos repartir o pouco que temos. É assim que a matemática do Senhor funciona. Se tenho, dou e recebo mais. Se retenho mais do que devia, perco.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-438-44.html
Agora, caminharemos através do capítulo cinco. Do versículo um ao versículo dezenove.
É a história de Naamã, chefe do exército do rei Aram, da Síria.
Naamã era um homem muito respeitado e honrado pelo seu senhor. Através dele o Senhor havia dado vitória à Síria. Era um valoroso guerreiro. Mas havia um porém na vida desse homem. Ele contraiu uma terrível doença de pele.
Em uma de suas campanhas militares, os sírios levaram cativa uma menina de Israel. Ela passou a servir a esposa de Naamã. Um dia a menina, cumprindo seu papel de abençoadora (Gênesis 12), sugeriu à sua patroa que o seu senhor procurasse o profeta que estava em Samaria. Ela sabia, com certeza, que ele o curaria da lepra. Embora fosse escrava, não esqueceu seu papel de, como filha de Abraão, abençoar todas as nações. Mesmo uma nação que a havia levado embora de sua terra, de sua casa.
Naamã comentou com o rei da Síria o que a menina falara. O rei imediatamente escreveu uma carta apelando ao rei de Israel e ordenou que Naamã fosse depressa até lá. Tinha seu oficial em alta conta.
Naamã foi. Levou trezentos e cinquenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez mudas de roupas finas. Coisas valiosas. Presentes.
Levou também ao rei de Israel a carta de seu rei. Nela estava escrito que, no momento em que recebesse a carta, saberia que o rei da Síria havia lhe enviado seu servo Naamã, para que fosse curado daquela espécie de lepra.
Quando Naamã chegou, entregou ao rei de Israel a carta. Assim que o rei a leu, irritou-se muito. Rasgou suas roupas de tão indignado que ficou. Perguntou se por acaso era Deus, que pode matar e dar vida, para que o rei lhe enviasse um homem para ser curado de lepra. Acreditou que o rei da Síria estava procurando um motivo para criar um conflito, que pudesse levar à guerra.
Quando Eliseu, o homem de Deus, ouviu que o rei de Israel tinha rasgado suas roupas, mandou perguntar ao rei o motivo. Deveria simplesmente enviar Naamã a ele. Então, saberia que era verdade, havia profeta em Israel.
Naamã foi. Com seus cavalos e seu carro. Parou na entrada da casa de Eliseu.
Eliseu mandou um mensageiro dizer-lhe que deveria lavar-se sete vezes no rio Jordão. Sua carne lhe seria restituída e ficaria limpa. Naamã sentiu-se insultado. Saiu de lá reclamando que não era dessa maneira que havia imaginado que seria curado.
Imaginava que Eliseu fosse recebê-lo pessoalmente, afinal era um homem muito importante. Além disso, invocaria em pé o Nome do Senhor, o Deus de Eliseu, moveria a mão sobre as feridas e o curaria daquela terrível enfermidade.
Disse mais: os rios de Abana e Farfar em Damasco, capital da Síria, eram muito melhores que todas as águas de Israel. Poderia lavar-se neles para ficar curado. Voltou as costas e retirou-se indignado.
Será que já agimos dessa maneira? Porque recebemos uma orientação do Senhor que "não era bem o que eu imaginava".
Os servos de Naamã, que o respeitavam e amavam, chegaram-se a ele. Deram-lhe um sábio conselho. O respeito que sentiam por ele era tão grande que o chamavam de “pai” e “mestre”. Ainda assim, não deixaram de aconselhá-lo. Falaram que se o profeta tivesse ordenado algo difícil, ele faria. No entanto, apenas havia orientado que se lavasse e ficaria curado.
Naamã, mesmo sendo um valoroso e poderoso guerreiro, que estava muito acima de seus homens, aceitou o conselho. Não era fácil para ele. Seus servos sabiam que era leproso, mas diante deles, estava sempre de armadura. Teria que tirar. Se expor. Se humilhar. E mergulhar.
Desceu ao Jordão. Mergulhou sete vezes, conforme a orientação de Eliseu. Ficou completamente curado. Sua pele tornou-se sadia e limpa. Não como a pele de um homem de sua idade, mas como a pele de um menino.
Ele voltou à casa de Eliseu com sua comitiva. Ao ver Eliseu declarou que agora sabia que em toda a terra não há Deus, a não ser em Israel. Mais um estrangeiro foi alcançado, porque toda a terra é do Senhor. Ele amou o mundo todo. Jesus morreu por todas as nações. Por todos os indivíduos.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Ele rogou que Eliseu recebesse seu presente. Colocou-se na posição de servo de Eliseu, chamando-o de Senhor. Reconheceu sua posição, assim como o capitão do exército de Israel havia reconhecido a posição de Elias. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-19-18.html
Eliseu respondeu que não aceitaria. Disse que jurava pelo nome do Senhor, o Deus vivo, a quem servia, que não aceitaria nada. Naamã insistiu, porém ele se recusou a receber qualquer gratificação.
O impacto foi tão grande na vida de Naamã que se posicionou diante do Senhor, o Deus de Israel. Pediu que Eliseu permitisse levar duas mulas carregadas da terra de Israel. Explicou que, de agora em diante, jamais ofereceria holocaustos nem sacrifícios a outros deuses, senão ao Senhor. Pediu também que o Senhor lhe perdoasse quando tivesse que acompanhar seu rei ao templo de Rimom, o deus da Síria. Explicou que o rei costumava apoiar-se em seu braço para reverenciar sua divindade. Dessa forma, tinha que ajoelhar-se também.
Eliseu lhe desejou Shalom. Que Naamã fosse em paz e tivesse uma boa viagem. E Naamã foi.
Que possamos aprender que, embora sejamos guerreiros valorosos, quem nos dá a vitória é o Senhor, assim como aconteceu com a Síria, através de Naamã.
Que possamos aprender com essa menina. Ainda que escrava, longe de sua terra, não deixou de cumprir seu chamado, seu propósito de ser uma benção para todos.
Que possamos aprender com os servos de Naamã, que mesmo com todo o respeito que sentiam por seu senhor, não deixaram de aconselhá-lo.
Que possamos aprender com Naamã. Ainda que um valoroso guerreiro, não deixou de ouvir uma escrava, nem seus servos que o aconselharam, para seu bem. Deixou-se ser visto. Tirou sua armadura. Humilhou-se. Teve coragem para mergulhar. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/naama-e-o-processo.html
Que possamos aprender com Eliseu. Ninguém iria sair de suas terras sem saber que havia Deus em Israel. Um Deus que faz milagres. Que opera maravilhas. O Senhor com quem ele se relacionava.
Quantas lições a aprender com a história desse homem. Mas ainda não acabou.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
Texto semelhante:
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Coragem para se ajoelhar
Continuamos nossa caminhada através do livro de 2 Reis.
Ontem vimos que o rei de Israel, Acazias, mandou mensageiros a Baal-Zebube, deus de Ecrom, para ver se ficaria ou não curado. Seus mensageiros encontraram o profeta Elias. Que mandou uma mensagem ao rei.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/a-quem-temos-procurado.html
Hoje prosseguiremos pelas páginas do capítulo um, a partir do versículo nove, até ao final.
Assim que ouviu seus mensageiros, Acazias identificou Elias. Ele enviou um capitão com uma tropa de cinquenta soldados procurá-lo. Queria vê-lo.
Seu capitão o encontrou. Ele estava sentado no alto de uma colina. O capitão o chamou dizendo: “Homem de Deus, o rei ordena que desças!”
Elias respondeu ao capitão com seus cinquenta soldados que se ele de fato era um homem de Deus, desceria fogo do céu e exterminaria a ele e seus cinquenta homens.
No mesmo instante, desceu do céu um fogo arrasador. Consumiu o oficial e todos os seus soldados.
O rei insistiu. Queria falar com Elias de qualquer jeito. Enviou outro chefe de tropa. Novamente com cinquenta guerreiros. Ele fez o mesmo que o anterior. Ordenou ao profeta: “Ó homem de Deus, assim convoca o rei: ‘Desce depressa!’”
Elias respondeu a esse oficial da mesma forma que havia respondido ao outro. O fogo de Deus desceu do céu e consumiu também este oficial e seus cinquenta soldados.
Pela terceira vez o rei enviou outro capitão com sua tropa de cinquenta guerreiros.
Esse terceiro oficial era diferente. Sabia quem era. Sabia quem era Elias. Sabia se humilhar. Sabia se ajoelhar. Possuía coragem para ser humilde. Não era hora de dar ordens.
Chegou onde estava o profeta e colocou-se de joelhos diante dele. Reconheceu que Elias era um homem de Deus. Suplicou-lhe que considerasse preciosa sua vida e a de seus soldados. Colocou-se na condição de servo de Elias. Lembrou ao profeta que o fogo de Deus desceu do céu e destruiu os dois primeiros chefes de tropas de cinquenta e todos os seus soldados e pediu que Elias tivesse misericórdia de sua vida.
Diante da atitude desse oficial, o Anjo do Senhor orientou que Elias fosse com ele e não tivesse receio.
Elias também sabia quem era. Sabia quem ouvir. Prontamente se levantou e desceu com o oficial.
Ao chegar diante do rei, repetiu, sem qualquer temor, a mensagem do Senhor, perguntando-lhe porque havia mandado mensageiros consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom. Acaso não havia Deus em Israel, para que consultasse Sua Palavra? Disse-lhe também que, do leito em que estava deitado não se levantaria jamais. Com toda a certeza morreria.
Foi o que aconteceu. Acazias morreu conforme o Senhor havia determinado.
Como não tinha filhos, Jorão, seu irmão, reinou em seu lugar.
Que possamos aprender com esse capitão de tropas. Apesar de seu alto cargo diante do exército de Israel e seu rei, não se importou em humilhar-se diante de Elias, o homem de Deus. Por causa de sua atitude, de sua humildade, ele e seus homens foram salvos da morte.
Que possamos aprender com Elias, teve discernimento de qual capitão havia de seguir. Não aos que lhe deram ordens, mas ao único que suplicou sua misericórdia. Também teve discernimento para ouvir a voz do Senhor e coragem para entregar Sua palavra.
Que aprendamos também como Acazias. Que não sejamos como ele. Que reconheçamos que o Senhor é Deus. Não precisamos ir a qualquer outro lugar atrás de ídolo algum.
E agora? O que será que nos conta o capítulo dois a respeito de Jorão? Fez ou não o que era agradável ao Senhor?
Continuamos na quarta-feira. Espero você. Até lá.
Ontem vimos que o rei de Israel, Acazias, mandou mensageiros a Baal-Zebube, deus de Ecrom, para ver se ficaria ou não curado. Seus mensageiros encontraram o profeta Elias. Que mandou uma mensagem ao rei.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/a-quem-temos-procurado.html
Hoje prosseguiremos pelas páginas do capítulo um, a partir do versículo nove, até ao final.
Assim que ouviu seus mensageiros, Acazias identificou Elias. Ele enviou um capitão com uma tropa de cinquenta soldados procurá-lo. Queria vê-lo.
Seu capitão o encontrou. Ele estava sentado no alto de uma colina. O capitão o chamou dizendo: “Homem de Deus, o rei ordena que desças!”
Elias respondeu ao capitão com seus cinquenta soldados que se ele de fato era um homem de Deus, desceria fogo do céu e exterminaria a ele e seus cinquenta homens.
No mesmo instante, desceu do céu um fogo arrasador. Consumiu o oficial e todos os seus soldados.
O rei insistiu. Queria falar com Elias de qualquer jeito. Enviou outro chefe de tropa. Novamente com cinquenta guerreiros. Ele fez o mesmo que o anterior. Ordenou ao profeta: “Ó homem de Deus, assim convoca o rei: ‘Desce depressa!’”
Elias respondeu a esse oficial da mesma forma que havia respondido ao outro. O fogo de Deus desceu do céu e consumiu também este oficial e seus cinquenta soldados.
Pela terceira vez o rei enviou outro capitão com sua tropa de cinquenta guerreiros.
Esse terceiro oficial era diferente. Sabia quem era. Sabia quem era Elias. Sabia se humilhar. Sabia se ajoelhar. Possuía coragem para ser humilde. Não era hora de dar ordens.
Chegou onde estava o profeta e colocou-se de joelhos diante dele. Reconheceu que Elias era um homem de Deus. Suplicou-lhe que considerasse preciosa sua vida e a de seus soldados. Colocou-se na condição de servo de Elias. Lembrou ao profeta que o fogo de Deus desceu do céu e destruiu os dois primeiros chefes de tropas de cinquenta e todos os seus soldados e pediu que Elias tivesse misericórdia de sua vida.
Diante da atitude desse oficial, o Anjo do Senhor orientou que Elias fosse com ele e não tivesse receio.
Elias também sabia quem era. Sabia quem ouvir. Prontamente se levantou e desceu com o oficial.
Ao chegar diante do rei, repetiu, sem qualquer temor, a mensagem do Senhor, perguntando-lhe porque havia mandado mensageiros consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom. Acaso não havia Deus em Israel, para que consultasse Sua Palavra? Disse-lhe também que, do leito em que estava deitado não se levantaria jamais. Com toda a certeza morreria.
Foi o que aconteceu. Acazias morreu conforme o Senhor havia determinado.
Como não tinha filhos, Jorão, seu irmão, reinou em seu lugar.
Que possamos aprender com esse capitão de tropas. Apesar de seu alto cargo diante do exército de Israel e seu rei, não se importou em humilhar-se diante de Elias, o homem de Deus. Por causa de sua atitude, de sua humildade, ele e seus homens foram salvos da morte.
Que possamos aprender com Elias, teve discernimento de qual capitão havia de seguir. Não aos que lhe deram ordens, mas ao único que suplicou sua misericórdia. Também teve discernimento para ouvir a voz do Senhor e coragem para entregar Sua palavra.
Que aprendamos também como Acazias. Que não sejamos como ele. Que reconheçamos que o Senhor é Deus. Não precisamos ir a qualquer outro lugar atrás de ídolo algum.
E agora? O que será que nos conta o capítulo dois a respeito de Jorão? Fez ou não o que era agradável ao Senhor?
Continuamos na quarta-feira. Espero você. Até lá.
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Oração x Orgulho
Prosseguimos nosso caminho através de Lucas, capítulo 18. Do versículo 9 ao 14.
Jesus conhece os corações. E para alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Ele contou uma parábola.
Disse que dois homens foram orar no templo. Um deles era fariseu. O outro, um publicano.
O fariseu era um religioso. O publicano, o cobrador de impostos do Império Romano, odiado por todos os judeus.
O fariseu ora em pé. Em seu íntimo dizia: “Deus, te agradeço porque não sou como os outros homens. Não sou ladrão, nem corrupto, nem adúltero. Nem mesmo sou como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho”.
O publicano ficou à distância. Não tinha a ousadia de olhar para o céu. Batia em seu peito e dizia: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador”.
Todos olham para Jesus. Olhos arregalados. Os fariseus eram admirados. Os publicanos, odiados.
Ele termina Sua fala dizendo: “Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.
Vamos ficar aqui. E pensar.
Nós, que não fomos constituídos juízes, temos a terrível tendência de julgarmos segundo as aparências. Entre um religioso, conhecedor da lei, e um publicano, cobrador de impostos, vamos justificar o religioso. É nossa tendência.
Não conhecemos os corações. Conhecemos apenas a aparência. Não temos paciência para esperar os frutos.
Jesus não. Seu julgamento é correto. Ele enxerga tudo. Enxerga os corações. Enxerga o que está por trás das nossas ações. Enxerga nossas intenções. Sabe que fruto geraremos, antes mesmo deles serem gerados.
Que aprendamos com esse precioso ensino do Senhor.
Que tenhamos um coração ensinável e humilde. Que não batamos em nosso peito, nos achando “os tais”, com os corações repletos de orgulho, pelo que fazemos ou deixamos de fazer.
Aprendamos a agir com humildade. Que o Senhor seja o nosso modelo.
Continue a caminhada. Não pare.
Nos encontramos na segunda-feira. Até lá.
Jesus conhece os corações. E para alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Ele contou uma parábola.
Disse que dois homens foram orar no templo. Um deles era fariseu. O outro, um publicano.
O fariseu era um religioso. O publicano, o cobrador de impostos do Império Romano, odiado por todos os judeus.
O fariseu ora em pé. Em seu íntimo dizia: “Deus, te agradeço porque não sou como os outros homens. Não sou ladrão, nem corrupto, nem adúltero. Nem mesmo sou como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho”.
O publicano ficou à distância. Não tinha a ousadia de olhar para o céu. Batia em seu peito e dizia: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador”.
Todos olham para Jesus. Olhos arregalados. Os fariseus eram admirados. Os publicanos, odiados.
Ele termina Sua fala dizendo: “Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.
Vamos ficar aqui. E pensar.
Nós, que não fomos constituídos juízes, temos a terrível tendência de julgarmos segundo as aparências. Entre um religioso, conhecedor da lei, e um publicano, cobrador de impostos, vamos justificar o religioso. É nossa tendência.
Não conhecemos os corações. Conhecemos apenas a aparência. Não temos paciência para esperar os frutos.
Jesus não. Seu julgamento é correto. Ele enxerga tudo. Enxerga os corações. Enxerga o que está por trás das nossas ações. Enxerga nossas intenções. Sabe que fruto geraremos, antes mesmo deles serem gerados.
Que aprendamos com esse precioso ensino do Senhor.
Que tenhamos um coração ensinável e humilde. Que não batamos em nosso peito, nos achando “os tais”, com os corações repletos de orgulho, pelo que fazemos ou deixamos de fazer.
Aprendamos a agir com humildade. Que o Senhor seja o nosso modelo.
Continue a caminhada. Não pare.
Nos encontramos na segunda-feira. Até lá.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Eu e meu orgulho
Continuamos através do capítulo 15 de Mateus.
Jesus retirou-se daquele lugar e foi para a região de Tiro e Sidom. Tiro ficava Fenícia, hoje Líbano.
Uma mulher daquele lugar veio a Jesus, desesperada, gritando: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito”.
Observo essa cena com olhos arregalados. Aquela mulher não pertencia ao povo de Israel, é chamada no texto de “cananéia”. No entanto, sabia quem era Jesus. Dirigiu-se a Ele, clamando, chamando-O de Senhor e Filho de Davi.
Meus olhos quase saltam quando vejo o Senhor sequer se mexer. Ele não disse uma palavra. Olho atentamente. O que irá acontecer?
Os discípulos vão falar com Ele. Fico parada. Atenta. Quero ouvir. Eles pedem a Jesus que mande a mulher embora. Não estão aguentando o grito dela atrás deles. Minha boca fica seca. Não posso acreditar em uma cena dessas.
Uma mulher clamando misericórdia. Jesus sem responder. Os discípulos pedindo a Ele que a mande embora. Não que Ele atenda a mulher, mas que a mande embora! Meu coração está a ponto de sair pela boca. E partido. Não sei o que está acontecendo. Não entendo.
Jesus responde que foi enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel. O que Ele está fazendo então em uma região com tantos gentios? E os outros gentios que Ele atendeu? E Ele não é afinal, a luz para os gentios?
Nem sequer pisco. Aquela mulher vai sair furiosa dali, gritando horrores. Falando mal de Jesus.
Mas não. Ela O adora. De joelhos. E suplica: “Senhor, ajuda-me”!
Como ver uma cena dessas e não me desfazer em lágrimas? Ela clama desesperadamente pela filha, que jaz endemoninhada em casa. Encontra um Jesus que se cala e depois diz que foi enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel e ela se prostra diante dEle, adorando-O.
Que diferença para os mestres da lei, fariseus e saduceus, que só se aproximavam dEle para questionamentos ridículos.
Ela o adora. Fico pasma! Que mulher é essa?
Agora Jesus vai curar sua filha, penso. Não sei você, eu não consigo piscar. Meu coração bate na boca, prestes a saltar. Jesus começa a falar.
Ele responde que não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-los aos cachorrinhos. Meu estômago revira. Minha boca está aberta. Agora a mulher vai sair jogando poeira em cima de todos. Foi isso mesmo que ouvi? Jesus chamou a mulher de cachorrinho? Sei que os judeus costumavam chamar os gentios assim, mas esse é Jesus. Alguma coisa está errada.
Para meu total espanto, a mulher concorda com Ele. Concorda. Ela responde: “Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”.
Continuo chorando. Aquela mulher concordou que era um cachorrinho, que não pertencia ao povo de Israel, mas sabia que podia ficar com algo simples como uma migalha. Aquele era o Senhor, Filho de Davi, o Messias que devia vir ao mundo. Libertar sua filha de demônios era como uma migalha para Ele.
Meu coração acelera. Vejo algo no rosto de Jesus.
Ele responde: “Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja”.
Naquele mesmo instante, sua filha foi curada.
Ufa! Esse é o Jesus que eu conheço. Misericordioso. Acessível a todos.
Já vi muitas explicações sobre esse texto. A mulher precisava ser tratada de seu orgulho e tantas outras coisas. Mas acredito que esse texto foi escrito para mim. Talvez para você.
Jesus foi até aquela região, habitada por muitos gentios. Sempre curava a todos. Não ia deixar de curar.
Os discípulos não se apiedaram dela. Será que temos agido assim também? Não suportando gritos atrás de nós clamando por socorro, clamando por Jesus?
Jesus elogiou sua fé. Era isso que queria ver? Sua perseverança? Até onde ela iria para conseguir o que queria? Até onde iria pelo que amava?
Ele jamais iria até lá para não fazer nada. O único empecilho de milagres era a falta de fé, como aconteceu em Nazaré. Todos que se aproximaram dEle, com fé, receberam o que desejavam, precisavam.
Estou sentada no meio do caminho. Não consigo prosseguir agora. Preciso pensar. Sente-se comigo.
Quando os obstáculos vem, achamos que Ele não quer nos abençoar? Desistimos, virando as costas?
Em nenhum momento aquela mulher pensou nisso. Continuou a clamar e adorar, mesmo sendo, aparentemente, rejeitada por Jesus.
Temos sido perseverantes? Temos clamado até que ponto pelo que amamos?
Diante do não do Senhor, viro as costas emburrada ou me prostro aos Seus pés e O adoro? http://www.espalhandoasemente.com/2017/04/quando-deus-diz-nao.html
Diante de Seu silêncio, continuo adorando, esperando por Ele? Ou viro as costas para Aquele que sei ser o único que tem todas as respostas às minhas perguntas, abandonando-O no caminho?
Saio pisando duro quando Ele diz algo que não me agrada? Ou me ordena a fazer algo que não concordo? http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/naama-e-o-processo.html
Muito a pensar. Muito a aprender com a atitude dessa mulher.
Se fosse eu naquela situação, será que agiria da mesma forma? Ou gritaria impropérios para Ele, me sentindo injustiçada, deixando que o ódio e o ressentimento tomassem conta de mim? Será que eu me prostraria aos Seus pés e o adoraria? Ou cuspiria a Palavra como uma arma contra Ele, dizendo que aquilo não era justo?
Amanhã prosseguimos. Agora preciso sondar meu coração.
https://www.youtube.com/watch?v=80SJ8XHqKqM
Jesus retirou-se daquele lugar e foi para a região de Tiro e Sidom. Tiro ficava Fenícia, hoje Líbano.
Uma mulher daquele lugar veio a Jesus, desesperada, gritando: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito”.
Observo essa cena com olhos arregalados. Aquela mulher não pertencia ao povo de Israel, é chamada no texto de “cananéia”. No entanto, sabia quem era Jesus. Dirigiu-se a Ele, clamando, chamando-O de Senhor e Filho de Davi.
Meus olhos quase saltam quando vejo o Senhor sequer se mexer. Ele não disse uma palavra. Olho atentamente. O que irá acontecer?
Os discípulos vão falar com Ele. Fico parada. Atenta. Quero ouvir. Eles pedem a Jesus que mande a mulher embora. Não estão aguentando o grito dela atrás deles. Minha boca fica seca. Não posso acreditar em uma cena dessas.
Uma mulher clamando misericórdia. Jesus sem responder. Os discípulos pedindo a Ele que a mande embora. Não que Ele atenda a mulher, mas que a mande embora! Meu coração está a ponto de sair pela boca. E partido. Não sei o que está acontecendo. Não entendo.
Jesus responde que foi enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel. O que Ele está fazendo então em uma região com tantos gentios? E os outros gentios que Ele atendeu? E Ele não é afinal, a luz para os gentios?
Nem sequer pisco. Aquela mulher vai sair furiosa dali, gritando horrores. Falando mal de Jesus.
Mas não. Ela O adora. De joelhos. E suplica: “Senhor, ajuda-me”!
Como ver uma cena dessas e não me desfazer em lágrimas? Ela clama desesperadamente pela filha, que jaz endemoninhada em casa. Encontra um Jesus que se cala e depois diz que foi enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel e ela se prostra diante dEle, adorando-O.
Que diferença para os mestres da lei, fariseus e saduceus, que só se aproximavam dEle para questionamentos ridículos.
Ela o adora. Fico pasma! Que mulher é essa?
Agora Jesus vai curar sua filha, penso. Não sei você, eu não consigo piscar. Meu coração bate na boca, prestes a saltar. Jesus começa a falar.
Ele responde que não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-los aos cachorrinhos. Meu estômago revira. Minha boca está aberta. Agora a mulher vai sair jogando poeira em cima de todos. Foi isso mesmo que ouvi? Jesus chamou a mulher de cachorrinho? Sei que os judeus costumavam chamar os gentios assim, mas esse é Jesus. Alguma coisa está errada.
Para meu total espanto, a mulher concorda com Ele. Concorda. Ela responde: “Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”.
Continuo chorando. Aquela mulher concordou que era um cachorrinho, que não pertencia ao povo de Israel, mas sabia que podia ficar com algo simples como uma migalha. Aquele era o Senhor, Filho de Davi, o Messias que devia vir ao mundo. Libertar sua filha de demônios era como uma migalha para Ele.
Meu coração acelera. Vejo algo no rosto de Jesus.
Ele responde: “Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja”.
Naquele mesmo instante, sua filha foi curada.
Ufa! Esse é o Jesus que eu conheço. Misericordioso. Acessível a todos.
Já vi muitas explicações sobre esse texto. A mulher precisava ser tratada de seu orgulho e tantas outras coisas. Mas acredito que esse texto foi escrito para mim. Talvez para você.
Jesus foi até aquela região, habitada por muitos gentios. Sempre curava a todos. Não ia deixar de curar.
Os discípulos não se apiedaram dela. Será que temos agido assim também? Não suportando gritos atrás de nós clamando por socorro, clamando por Jesus?
Jesus elogiou sua fé. Era isso que queria ver? Sua perseverança? Até onde ela iria para conseguir o que queria? Até onde iria pelo que amava?
Ele jamais iria até lá para não fazer nada. O único empecilho de milagres era a falta de fé, como aconteceu em Nazaré. Todos que se aproximaram dEle, com fé, receberam o que desejavam, precisavam.
Estou sentada no meio do caminho. Não consigo prosseguir agora. Preciso pensar. Sente-se comigo.
Quando os obstáculos vem, achamos que Ele não quer nos abençoar? Desistimos, virando as costas?
Em nenhum momento aquela mulher pensou nisso. Continuou a clamar e adorar, mesmo sendo, aparentemente, rejeitada por Jesus.
Temos sido perseverantes? Temos clamado até que ponto pelo que amamos?
Diante do não do Senhor, viro as costas emburrada ou me prostro aos Seus pés e O adoro? http://www.espalhandoasemente.com/2017/04/quando-deus-diz-nao.html
Diante de Seu silêncio, continuo adorando, esperando por Ele? Ou viro as costas para Aquele que sei ser o único que tem todas as respostas às minhas perguntas, abandonando-O no caminho?
Saio pisando duro quando Ele diz algo que não me agrada? Ou me ordena a fazer algo que não concordo? http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/naama-e-o-processo.html
Muito a pensar. Muito a aprender com a atitude dessa mulher.
Se fosse eu naquela situação, será que agiria da mesma forma? Ou gritaria impropérios para Ele, me sentindo injustiçada, deixando que o ódio e o ressentimento tomassem conta de mim? Será que eu me prostraria aos Seus pés e o adoraria? Ou cuspiria a Palavra como uma arma contra Ele, dizendo que aquilo não era justo?
Amanhã prosseguimos. Agora preciso sondar meu coração.
https://www.youtube.com/watch?v=80SJ8XHqKqM
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
A autoridade de Jesus
Continuando nossa viagem por Mateus, vamos ao versículo 5 do capítulo 8.
Jesus entra em Cafarnaum e um romano dirige-se a Ele, chamando-O de Senhor e pedindo ajuda. Era um centurião, preocupado com seu servo que havia ficado paralítico e estava em casa em grande sofrimento.
Jesus, com toda disposição, lhe informa: “Eu irei curá-lo”.
O centurião lhe responde, novamente O chamando de Senhor, embora os romanos dominassem sobre Israel, que não era digno de tê-Lo sob seu teto.
E nos ensina duas grandes lições. Autoridade e fé. Pediu a Jesus que falasse apenas uma palavra e seu servo seria curado. Reconheceu Sua autoridade. Sabia que bastava apenas uma palavra dEle.
Como centurião, sabia o que era autoridade. Havia entre 60 a 160 soldados sob suas ordens (uma centúria) e quando ele ordenava, eles lhe obedeciam.
Jesus admirou-se e disse àqueles que estavam com Ele que não encontrara fé como aquela em Israel. E acrescentou que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e se sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no Reino dos céus. Enquanto israelitas seriam lançados para fora por não crerem nEle. Não importa a que povo você pertence. Importa sim, em quem você crê.
Enquanto isso, o centurião aguardava. Jesus voltou-se a ele dizendo: “Vá! Como você creu, assim acontecerá!” E na mesma hora em que o Senhor falou, o servo daquele homem foi curado.
Sua palavra tem poder. Ela pode curar. Ela cura. Precisamos crer.
Pedro morava em Cafarnaum. Jesus entrou em sua casa e viu que a sogra daquele estava de cama, com febre. Ele a tomou pelas mãos e a febre a deixou. Imediatamente aquela mulher se levantou e foi serví-Lo.
Jesus não tinha como se esconder. Ao anoitecer, trouxeram a Ele muitos endemoninhados. Ele expulsava os demônios com uma palavra. E curava a todos os doentes que O procuravam.
Mateus nos lembra do que havia sido escrito pelo profeta Isaías, dizendo que essa palavra se cumpriu: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”. – Isaías 53.4
Então um mestre da lei se aproximou de Jesus e diferente de outros tantos que queriam armar alguma cilada para Ele, disse que O seguiria onde quer que fosse. O Senhor respondeu que não tinha onde reclinar a cabeça. Jesus deixa claro que para seguí-Lo precisamos estar dispostos a tudo. Não saber aonde ir, onde dormir. Apenas seguí-Lo.
Um discípulo lhe disse que antes de seguí-Lo queria sepultar seu pai. Imagino que quis dizer que O seguiria após a morte de seu pai. Mas Jesus lhe ordenou que O seguisse e deixasse os mortos enterrarem seus próprios mortos. Parece uma palavra dura. Devemos, no entanto, analisar que nada pode nos impedir de seguir ao Senhor. Não é uma decisão para daqui a alguns anos, meses, semanas, dias ou horas. É uma decisão para agora.
Vamos parar nossa viagem aqui. Amanhã continuamos.
Aprendamos com o centurião romano a crer no poder e na autoridade do Senhor.
Aprendamos com a sogra de Pedro a serví-Lo.
Aprendamos com a multidão a levar os necessitados até Ele.
E aprendamos com Ele que, embora não saibamos o que nos acontecerá nesta caminhada ao Seu lado, precisamos tomar hoje a decisão de seguí-Lo. Sempre. Em cada circunstância. A cada dia.
Jesus entra em Cafarnaum e um romano dirige-se a Ele, chamando-O de Senhor e pedindo ajuda. Era um centurião, preocupado com seu servo que havia ficado paralítico e estava em casa em grande sofrimento.
Jesus, com toda disposição, lhe informa: “Eu irei curá-lo”.
O centurião lhe responde, novamente O chamando de Senhor, embora os romanos dominassem sobre Israel, que não era digno de tê-Lo sob seu teto.
E nos ensina duas grandes lições. Autoridade e fé. Pediu a Jesus que falasse apenas uma palavra e seu servo seria curado. Reconheceu Sua autoridade. Sabia que bastava apenas uma palavra dEle.
Como centurião, sabia o que era autoridade. Havia entre 60 a 160 soldados sob suas ordens (uma centúria) e quando ele ordenava, eles lhe obedeciam.
Jesus admirou-se e disse àqueles que estavam com Ele que não encontrara fé como aquela em Israel. E acrescentou que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e se sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no Reino dos céus. Enquanto israelitas seriam lançados para fora por não crerem nEle. Não importa a que povo você pertence. Importa sim, em quem você crê.
Enquanto isso, o centurião aguardava. Jesus voltou-se a ele dizendo: “Vá! Como você creu, assim acontecerá!” E na mesma hora em que o Senhor falou, o servo daquele homem foi curado.
Sua palavra tem poder. Ela pode curar. Ela cura. Precisamos crer.
Pedro morava em Cafarnaum. Jesus entrou em sua casa e viu que a sogra daquele estava de cama, com febre. Ele a tomou pelas mãos e a febre a deixou. Imediatamente aquela mulher se levantou e foi serví-Lo.
Jesus não tinha como se esconder. Ao anoitecer, trouxeram a Ele muitos endemoninhados. Ele expulsava os demônios com uma palavra. E curava a todos os doentes que O procuravam.
Mateus nos lembra do que havia sido escrito pelo profeta Isaías, dizendo que essa palavra se cumpriu: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”. – Isaías 53.4
Então um mestre da lei se aproximou de Jesus e diferente de outros tantos que queriam armar alguma cilada para Ele, disse que O seguiria onde quer que fosse. O Senhor respondeu que não tinha onde reclinar a cabeça. Jesus deixa claro que para seguí-Lo precisamos estar dispostos a tudo. Não saber aonde ir, onde dormir. Apenas seguí-Lo.
Um discípulo lhe disse que antes de seguí-Lo queria sepultar seu pai. Imagino que quis dizer que O seguiria após a morte de seu pai. Mas Jesus lhe ordenou que O seguisse e deixasse os mortos enterrarem seus próprios mortos. Parece uma palavra dura. Devemos, no entanto, analisar que nada pode nos impedir de seguir ao Senhor. Não é uma decisão para daqui a alguns anos, meses, semanas, dias ou horas. É uma decisão para agora.
Vamos parar nossa viagem aqui. Amanhã continuamos.
Aprendamos com o centurião romano a crer no poder e na autoridade do Senhor.
Aprendamos com a sogra de Pedro a serví-Lo.
Aprendamos com a multidão a levar os necessitados até Ele.
E aprendamos com Ele que, embora não saibamos o que nos acontecerá nesta caminhada ao Seu lado, precisamos tomar hoje a decisão de seguí-Lo. Sempre. Em cada circunstância. A cada dia.
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quarta-feira, 21 de junho de 2017
Neemias, um homem de zelo
Estamos chegando ao fim desse maravilhoso livro de Neemias.
Temos aprendido muito com esse homem de Deus, que sabia posicionar-se nas mais diversas situações.
Agora estamos no capítulo nove. A última vez em que nos encontramos, era o começo do sétimo mês. O povo havia realizado a Festa das Cabanas, após ouvir a Palavra do Senhor.
Agora, é o vigésimo quarto dia do mês. Eles se reuniram, jejuaram, vestiram pano de saco e puseram terra sobre a cabeça. Era um sinal de arrependimento. Levantaram-se nos seus lugares, confessaram seus pecados e o pecado de seus antepassados.
Essa reunião durou seis horas. Durante três horas ouviram a leitura do Livro da Lei do Senhor e nas três horas seguintes confessaram seus pecados e adoraram ao Senhor.
Durante essas três horas após a leitura da Lei, louvaram ao Senhor, reconheceram quem Ele é e o que fez. Também reconheceram seus pecados e clamaram o perdão do Senhor.
Mas foram além. Um acordo foi feito por escrito, assinado pelos líderes, levitas e sacerdotes. E o restante do povo se uniu a eles se obrigando a seguir a Lei de Deus e a obedecer fielmente todos os mandamentos, ordenanças e decretos do Senhor.
Prometeram também cuidar do templo do Senhor, afirmando que não o negligenciariam.
Os líderes do povo passaram a morar em Jerusalém para cuidar melhor da cidade e de suas obrigações. E fizeram um sorteio. A cada dez pessoas, uma deveria morar em Jerusalém. O povo abençoou os homens que se apresentaram voluntariamente para morar na santa cidade.
Neemias organizou com grande zelo a dedicação dos muros de Jerusalém. Levitas e cantores foram trazidos com seus instrumentos de ações de graça. Dois grandes coros foram designados para darem graças, em cima dos muros. E depois assumiram seus lugares no templo de Deus. Sacerdotes e levitas foram purificados, para que pudessem purificar o povo, as portas e os muros.
Esse dia foi tão feliz que Neemias conta que os sons da alegria de Jerusalém podiam ser ouvidos de longe. Eles ofereceram sacrifícios com a alegria que o Senhor os enchera. As mulheres e as crianças também se alegraram. Neemias era um homem que sabia agregar a todos.
O livro da Lei foi lido em alta voz diante do povo.
Depois de um certo tempo, Neemias precisou voltar ao rei Artaxerxes, na Pérsia. Lá novamente pediu licença para ir a Jerusalém.
Logo que voltou, ficou sabendo que o encarregado dos depósitos do templo do Senhor havia cedido uma sala a Tobias. Aquele Tobias que havia conspirado a morte de Neemias e o encerramento da reconstrução dos muros. É esse mesmo. Agora possuía uma sala no templo!
O zelo do Senhor tomou conta de Neemias. O mesmo zelo que fez o Senhor Jesus derrubar as mesas dos cambistas, quando estava em Jerusalém. Neemias ficou muito aborrecido. Jogou todos os móveis de Tobias fora da sala. Mandou que as salas do templo fossem purificadas e colocou nelas os utensílios do templo do Senhor, com as ofertas de cereais e o incenso.
Aprendamos com Neemias o que deve estar guardado no templo do Senhor.
Também ficou sabendo que os levitas não tinham recebido a parte que lhes era devida e abandonaram Jerusalém, voltando para suas cidades. Repreendeu os oficiais. Convocou novamente os levitas e os cantores e os colocou em seus postos.
Aprendamos com Neemias onde cada um deve estar. Em seus postos. De acordo com a vontade do Senhor.
Viu que muitos trabalhavam no sábado. Repreendeu-os e proibiu-os de trabalharem e venderem. Ordenou que os levitas se purificassem e vigiassem as portas da cidade, para que fosse respeitado o sábado.
Aprendamos com Neemias a sermos zelosos com a Palavra de Deus e Seus desejos.
Viu que os casamentos com mulheres estrangeiras continuavam. Que muitos filhos de israelitas não sabiam sequer falar a língua de Judá. Ele os repreendeu. Seu zelo era tão grande que bateu em alguns, arrancou seus cabelos e os fez jurar que não dariam mais seus filhos a mulheres estrangeiras. Lembrou-lhes de Salomão que, embora sábio, foi induzido ao pecado por mulheres estrangeiras. Eles deveriam se guardar.
Aprendamos com Neemias a sermos alertas. Enxergarmos as armadilhas que nos afastam de Deus.
Designou responsabilidades aos sacerdotes e levitas, cada um em seu próprio cargo. E estabeleceu regras para as provisões do templo.
Aprendamos com Neemias a organização e ordem.
Após tudo o que vimos com relação a Neemias, fico impressionada com sua oração. Humildemente pediu ao Senhor que se lembrasse dele, em Sua grande bondade. Não bateu no peito dizendo que tinha feito isso ou aquilo. Não. Sua oração foi: “Lembra-te de mim também por isso, ó meu Deus, e tem misericórdia de mim conforme o teu grande amor.” – Neemias 13.22b
Aprendamos com Neemias a humildade, mesmo sendo servos zelosos.
Um homem perseverante. Poderia viver tranquilamente na Pérsia, preocupando-se apenas com sua vida. Mas escolheu voltar a Jerusalém. Preferiu verificar novamente a situação do templo, de Jerusalém e do povo. Preferia estar exortando o povo a voltarem para o Senhor, a perceberem a gravidade de se desviar dos caminhos do Senhor.
Um homem que se importava. Não apenas com ele. Seu desejo era que todos seguissem e amassem ao Senhor. Poderia dizer como Paulo: “Olhem para mim, e sigam ao Senhor”.
Um homem que não desistia. Embora tivesse que praticamente repetir tudo o que já havia feito, ainda assim o fez. Por amor ao Senhor, ao Seu templo e ao Seu povo.
Que possamos ser tementes ao Senhor como Neemias. Que sigamos seu exemplo, tendo um coração puro e zelo pelas coisas do Senhor. Um coração disposto a doar, tempo, talentos e vida, como Neemias.
Um homem que olhava ao seu redor, enxergava o que precisava ser feito, e fazia. Um homem de ação. Que não procrastinava. Orava, analisava e agia.
Temos aprendido muito com esse homem de Deus, que sabia posicionar-se nas mais diversas situações.
Agora estamos no capítulo nove. A última vez em que nos encontramos, era o começo do sétimo mês. O povo havia realizado a Festa das Cabanas, após ouvir a Palavra do Senhor.
Agora, é o vigésimo quarto dia do mês. Eles se reuniram, jejuaram, vestiram pano de saco e puseram terra sobre a cabeça. Era um sinal de arrependimento. Levantaram-se nos seus lugares, confessaram seus pecados e o pecado de seus antepassados.
Essa reunião durou seis horas. Durante três horas ouviram a leitura do Livro da Lei do Senhor e nas três horas seguintes confessaram seus pecados e adoraram ao Senhor.
Durante essas três horas após a leitura da Lei, louvaram ao Senhor, reconheceram quem Ele é e o que fez. Também reconheceram seus pecados e clamaram o perdão do Senhor.
Mas foram além. Um acordo foi feito por escrito, assinado pelos líderes, levitas e sacerdotes. E o restante do povo se uniu a eles se obrigando a seguir a Lei de Deus e a obedecer fielmente todos os mandamentos, ordenanças e decretos do Senhor.
Prometeram também cuidar do templo do Senhor, afirmando que não o negligenciariam.
Os líderes do povo passaram a morar em Jerusalém para cuidar melhor da cidade e de suas obrigações. E fizeram um sorteio. A cada dez pessoas, uma deveria morar em Jerusalém. O povo abençoou os homens que se apresentaram voluntariamente para morar na santa cidade.
Neemias organizou com grande zelo a dedicação dos muros de Jerusalém. Levitas e cantores foram trazidos com seus instrumentos de ações de graça. Dois grandes coros foram designados para darem graças, em cima dos muros. E depois assumiram seus lugares no templo de Deus. Sacerdotes e levitas foram purificados, para que pudessem purificar o povo, as portas e os muros.
Esse dia foi tão feliz que Neemias conta que os sons da alegria de Jerusalém podiam ser ouvidos de longe. Eles ofereceram sacrifícios com a alegria que o Senhor os enchera. As mulheres e as crianças também se alegraram. Neemias era um homem que sabia agregar a todos.
O livro da Lei foi lido em alta voz diante do povo.
Depois de um certo tempo, Neemias precisou voltar ao rei Artaxerxes, na Pérsia. Lá novamente pediu licença para ir a Jerusalém.
Logo que voltou, ficou sabendo que o encarregado dos depósitos do templo do Senhor havia cedido uma sala a Tobias. Aquele Tobias que havia conspirado a morte de Neemias e o encerramento da reconstrução dos muros. É esse mesmo. Agora possuía uma sala no templo!
O zelo do Senhor tomou conta de Neemias. O mesmo zelo que fez o Senhor Jesus derrubar as mesas dos cambistas, quando estava em Jerusalém. Neemias ficou muito aborrecido. Jogou todos os móveis de Tobias fora da sala. Mandou que as salas do templo fossem purificadas e colocou nelas os utensílios do templo do Senhor, com as ofertas de cereais e o incenso.
Aprendamos com Neemias o que deve estar guardado no templo do Senhor.
Também ficou sabendo que os levitas não tinham recebido a parte que lhes era devida e abandonaram Jerusalém, voltando para suas cidades. Repreendeu os oficiais. Convocou novamente os levitas e os cantores e os colocou em seus postos.
Aprendamos com Neemias onde cada um deve estar. Em seus postos. De acordo com a vontade do Senhor.
Viu que muitos trabalhavam no sábado. Repreendeu-os e proibiu-os de trabalharem e venderem. Ordenou que os levitas se purificassem e vigiassem as portas da cidade, para que fosse respeitado o sábado.
Aprendamos com Neemias a sermos zelosos com a Palavra de Deus e Seus desejos.
Viu que os casamentos com mulheres estrangeiras continuavam. Que muitos filhos de israelitas não sabiam sequer falar a língua de Judá. Ele os repreendeu. Seu zelo era tão grande que bateu em alguns, arrancou seus cabelos e os fez jurar que não dariam mais seus filhos a mulheres estrangeiras. Lembrou-lhes de Salomão que, embora sábio, foi induzido ao pecado por mulheres estrangeiras. Eles deveriam se guardar.
Aprendamos com Neemias a sermos alertas. Enxergarmos as armadilhas que nos afastam de Deus.
Designou responsabilidades aos sacerdotes e levitas, cada um em seu próprio cargo. E estabeleceu regras para as provisões do templo.
Aprendamos com Neemias a organização e ordem.
Após tudo o que vimos com relação a Neemias, fico impressionada com sua oração. Humildemente pediu ao Senhor que se lembrasse dele, em Sua grande bondade. Não bateu no peito dizendo que tinha feito isso ou aquilo. Não. Sua oração foi: “Lembra-te de mim também por isso, ó meu Deus, e tem misericórdia de mim conforme o teu grande amor.” – Neemias 13.22b
Aprendamos com Neemias a humildade, mesmo sendo servos zelosos.
Um homem perseverante. Poderia viver tranquilamente na Pérsia, preocupando-se apenas com sua vida. Mas escolheu voltar a Jerusalém. Preferiu verificar novamente a situação do templo, de Jerusalém e do povo. Preferia estar exortando o povo a voltarem para o Senhor, a perceberem a gravidade de se desviar dos caminhos do Senhor.
Um homem que se importava. Não apenas com ele. Seu desejo era que todos seguissem e amassem ao Senhor. Poderia dizer como Paulo: “Olhem para mim, e sigam ao Senhor”.
Um homem que não desistia. Embora tivesse que praticamente repetir tudo o que já havia feito, ainda assim o fez. Por amor ao Senhor, ao Seu templo e ao Seu povo.
Que possamos ser tementes ao Senhor como Neemias. Que sigamos seu exemplo, tendo um coração puro e zelo pelas coisas do Senhor. Um coração disposto a doar, tempo, talentos e vida, como Neemias.
Um homem que olhava ao seu redor, enxergava o que precisava ser feito, e fazia. Um homem de ação. Que não procrastinava. Orava, analisava e agia.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Jônatas, o incontestável

Voltando ao "Presente de Deus", Jônatas. Seguimos pelas
páginas de I Samuel.
Os filisteus acampados contra Israel. Imagino Jônatas naquele
acampamento, dia após dia, ouvindo o desafio de Golias. Fico pensando porque
Jônatas não o enfrentou, se apenas com seu escudeiro, havia derrotado uma
guarnição inteira de soldados filisteus.
Existem gigantes que não são nossos. E quando andamos na companhia de
Deus, de alguma forma, percebemos isso. Só nos resta esperar, por mais difícil
que seja. Orar, pedindo a solução de Deus. Penso que Jônatas sabia que aquela
batalha não era sua. Deus iria usar outra pessoa. Expectativa! Se fosse eu, talvez
tivesse enfiado os pés pelas mãos. E ido.
Jônatas, acredito, viu Davi se oferecer para aquela terrível missão. Tentar
vestir a armadura de seu pai. Enfrentar o gigante com suas próprias armas. Se
tornar o responsável por aquela vitória. Ouviu a conversa entre Saul e Davi. Jônatas
admirou Davi. Só nos dedicamos ao que admiramos. Então, "a alma de Jônatas
se apegou à alma de Davi com profundo sentimento de respeito e fraternidade. E
Jônatas amou Davi como a si mesmo”. – I Sm 18.1
Houve um juramento de amizade entre os dois. Jônatas deu a Davi suas armas. Sua proteção. Suas defesas. O que tinha de melhor! Sabia que sua armadura sim, poderia ser usada por Davi. Ele, que era um presente, se deu em presente. E como não agir assim? Amou a Davi como a si mesmo. E amor sempre produz ação. “O que posso fazer por ele? Agora é um guerreiro. Tenho que equipá-lo”. Amor é doação. Incondicional.
Houve um juramento de amizade entre os dois. Jônatas deu a Davi suas armas. Sua proteção. Suas defesas. O que tinha de melhor! Sabia que sua armadura sim, poderia ser usada por Davi. Ele, que era um presente, se deu em presente. E como não agir assim? Amou a Davi como a si mesmo. E amor sempre produz ação. “O que posso fazer por ele? Agora é um guerreiro. Tenho que equipá-lo”. Amor é doação. Incondicional.
E Jônatas ouviu o povo de Israel cantar sobre Davi. Sobre suas vitórias.
E não se ressentiu. Viu o medo e o ódio por Davi, crescerem no coração de seu
pai. Ouviu seu pai falar sobre a intenção de matá-lo. Viu o trono, que deveria
ser sua herança, escorrer de suas mãos!
Imagine você, ou poderia ser eu, primogênito do rei. O primeiro na
sucessão do trono. Aquele que Yahweh usou para trazer plena vitória a Israel. E não lhe fizeram nenhuma canção. O próximo rei. Você escuta falar sobre a unção
de Samuel a Davi. Seu melhor amigo. O próximo rei. Não você! E você continua
amando. Se oferecendo para ajudar. Ajudando. Defendendo. Intercedendo. Arriscando sua
vida por ele. Animando-o. Fortalecendo-o. Encorajando-o. Isso é realmente amar como a si mesmo.
“Que importa se não serei o rei? Que importa se serei o segundo”?
Que homem é esse? Só pode ser alguém que sabe exatamente quem é. Que conhece
sua identidade. Seu desígnio. Que sabe que ninguém pode tirar o trono dele.
Porque o trono não é seu. Nenhum medo. Nenhuma inveja. Nenhum ressentimento.
"Eu lhe servirei como segundo no comando". – I Sm 23.17 Simples
assim.
E segue em defesa de Davi, a ponto de arriscar sua vida. "Saul tomou sua lança e a arremessou contra Jônatas com a gana de matá-lo". – I Sm 20.33 E Jônatas saiu da presença do pai, não temendo por sua vida, mas fervilhando de raiva por seu amigo.
Como Elcana disse a Ana que valia para ela mais que dez filhos, com toda certeza Jônatas valia a Davi mais que dez mulheres. Que amigo precioso era. Muito diferente de sua irmã Mical, esposa de Davi. Dizia amá-lo. Ajuda Davi a fugir. Mas diante de seu pai, quando tem a oportunidade de interceder por ele, de, como Jônatas, falar bem de Davi, dizer que o ama, se jogar aos pés do rei, seu pai e clamar pela vida do seu amado, lembrando seus feitos, diz que Davi a ameaçou de morte. Fico paralisada diante dessa cena! Incrédula. Volto e vejo novamente. Não consigo acreditar. Essa mulher é louca? Insana? Ela de fato falou isso? Ama Davi? Ama? Que pai escuta algo assim passivamente? Se Saul o odiava, agora muito mais. Você consegue imaginar sua filha dizer que seu genro a ameaçou de morte e ouvir isso passividade? Estou certa que não.
E segue em defesa de Davi, a ponto de arriscar sua vida. "Saul tomou sua lança e a arremessou contra Jônatas com a gana de matá-lo". – I Sm 20.33 E Jônatas saiu da presença do pai, não temendo por sua vida, mas fervilhando de raiva por seu amigo.
Como Elcana disse a Ana que valia para ela mais que dez filhos, com toda certeza Jônatas valia a Davi mais que dez mulheres. Que amigo precioso era. Muito diferente de sua irmã Mical, esposa de Davi. Dizia amá-lo. Ajuda Davi a fugir. Mas diante de seu pai, quando tem a oportunidade de interceder por ele, de, como Jônatas, falar bem de Davi, dizer que o ama, se jogar aos pés do rei, seu pai e clamar pela vida do seu amado, lembrando seus feitos, diz que Davi a ameaçou de morte. Fico paralisada diante dessa cena! Incrédula. Volto e vejo novamente. Não consigo acreditar. Essa mulher é louca? Insana? Ela de fato falou isso? Ama Davi? Ama? Que pai escuta algo assim passivamente? Se Saul o odiava, agora muito mais. Você consegue imaginar sua filha dizer que seu genro a ameaçou de morte e ouvir isso passividade? Estou certa que não.
Que diferença entre esses dois irmãos. Tenho vontade de esganar essa Mical. Falar isso do meu preferido. Que mulherzinha! Não faz a mínima ideia do que é
amar! Nunca amou Davi. Nunca!
Agora, que amigo precioso é Jônatas! Que grande presente Deus concedeu a
Davi, o Amado.
Como podemos aprender com Jônatas. Que homem corajoso. Que andava na companhia de
Deus. Pronto para morrer. Doador. Desprendido. Leal. Que não precisava da
aprovação do homem. Não precisava de cargo. Não precisava de um trono. Podia
ser o segundo. Sabia seu valor. Sabia quem era. Seguro. Confiante. Incontestável.
Que homem! Podia ser o segundo! Sabia sua identidade.
Quantos Jônatas encontramos em nossas vidas? E se encontramos,
conseguimos enxergar? Valorizar? Ou nossos olhos só procuram pelos Davis? E
nós, podemos ser Jônatas? Amar, nos doar, ser o segundo?
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Jairo, aquele que ilumina
Um dos meus versículos preferidos: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação: a quem temerei? O Senhor garante a minha existência; o que eu haveria de recear”? Amo a Bíblia. Para mim, literalmente, ela é viva e eficaz. Com toda certeza mais penetrante que qualquer espada de dois gumes. Nosso arqui-inimigo fica totalmente desesperado quando a amamos e a “engolimos” porque sabe o poder que ela tem e exerce sobre nós. Está tudo escuro? Não enxergo um palmo adiante do meu nariz? Ela é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho. Estou morrendo de fome? Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Ela ensina. Conforta. Anima. Exorta. Então, ame-a! Apegue-se a ela! Leia! Quando estiver com vontade e quando não estiver também. É sua arma. A espada do espírito.
Somos guerreiros. Precisamos estar revestidos de TODA a armadura de Deus! Precisamos estar embraçando sempre o escudo da fé. É com ele que vamos apagar todos os dardos inflamados do maligno. E a fé vem como? Pelo ouvir e o ouvir a Palavra de Deus! Então, se alimente dela diariamente. Ele é a Palavra. O Verbo que se fez carne. O Pão Vivo que desceu do céu.
Marcos 5.21-43 é sem dúvida um dos meus textos preferidos. Jairo. Era um dos chefes da sinagoga. Um homem que tinha um excelente status na religião. Ainda assim, teve a humildade de, em meio a uma grande multidão, lançar-se AOS PÉS de Jesus, implorando-lhe que curasse sua filhinha. Não apenas pediu a cura para sua filha, "implorou encarecidamente", tal foi a intensidade com que se humilhou. Não apenas ajoelhou-se aos pés de Jesus, lançou-se! Praticamente agarrou-se aos Seus pés!
Como foi humilde! Não se importou com sua reputação. Cria que Jesus poderia curar sua filha se O quisesse e era o que importava. Enquanto Jesus ia com Jairo até sua casa, para no meio do caminho, no meio de uma multidão, e fala: “Quem me tocou”?
Me imagino na cena. Como se estivesse no Holodeck em Star Trek. Nós dois estamos ali. Não queremos perder essa visita de Jesus à casa de Jairo. Não sei você, eu estou boquiaberta, queixo caído. “Como assim? Quem me tocou”? Uma multidão nos aperta de todos os lados e Ele para e perguntar quem O tocou? Decididamente, não entendo Jesus! E eu que sou lógica pura, embora seja coração também, fico angustiada. Temos que correr, antes que seja tarde. E embora eu ame detalhes, não quero saber desse. Quem tocou a Jesus no meio dessa multidão não tem a menor importância. Vamos logo, antes que seja tarde! Me angustio.
Mas Ele continua ali parado, olhando. Esperando alguém se manifestar. Minha agonia é tão grande que estou quase indo lá, eu mesma para puxá-Lo pelo braço e explicar a situação. Jesus não deve ter entendido! Olho para Jairo. Está a ponto de desmaiar de tanto desespero! Transparente! Meu estômago dá voltas!
Finalmente! Uma mulher. Não é conhecida. Aproxima-se. Prostra-se aos Seus pés e conta sobre sua hemorragia que já durava doze anos! Uau! Começo a entender porque Ele parou.
Mas enquanto eu escutava, minha atenção se volta para algumas pessoas que chegam. Ah não! O que elas estão falando? Meu coração quase para! Eles estão dizendo que sua filha morreu! Não há necessidade de incomodar mais o mestre! Não há mais esperança! Afinal, quem pode com a morte?
Está aí outro que creu contra a esperança! Aquelas pessoas ministraram desânimo e derrota. Mas elas estavam falando a verdade. Me seguro em você. Acho que vou desmaiar. Já havia imaginado toda a cena: Jesus chegando e curando a menina! E a alegria voltando àquela casa! Agora isso! Tenho que usar todo meu auto controle para não me jogar no chão aos prantos!
E agora? COMO Jesus vai se desculpar com Jairo? Não há desculpas para isso! Se Ele tivesse andado mais rápido. Se não tivesse parado! Tudo gira ao meu redor. Se eu não estivesse segurando no seu braço teria sido pisoteada, porque estou a ponto de cair.
Então, vejo que Jesus não deu a mínima atenção àquelas palavras. Ele simplesmente diz a Jairo: “Não temas, tão somente continue crendo”! Estou sem fôlego! O que vai acontecer agora? Meu coração novamente se enche de ânimo e esperança. Volto a respirar! Aperto seu braço.
Embora Jairo soubesse que seus familiares falavam a verdade, preferiu crer nas palavras de Jesus! Creu no impossível! Sempre a escolha! Fé ou vista?
Quando da cura daquela mulher, Jairo recebeu dois tipos de ministrações. Como o povo de Israel em Números 13.1-14, quando os espias voltaram de Canaã. "Jesus ficou se importando com o simples fato de alguém tocar-Lhe enquanto minha filha está naquele estado. Sua lentidão vai fazer com que não haja mais cura! Onde já se viu? Parar por causa de uma simples mulher do povo, ao invés de ir correndo até minha filha? A filha de um dos principais da sinagoga"! A outra ministração: "Essa mulher foi curada somente por ter crido em Seu poder. Ter tocado nEle! E nem foi Ele quem a tocou! Mais uma prova de que Ele, impondo Suas mãos, vai curar minha filha! Ele sabia o que ia acontecer! Não iria me acompanhar para simplesmente ir comigo ao enterro”! Essa foi a ministração que escolheu. A de vitória! A que aparentemente era a verdade, ele rejeitou. Não aceitou. Sua escolha era: "E agora? Escolho o real, o aparente, o que se vê? Que é tão terrível, tão triste, tão sem retorno, tão sem vitória! Ou escolho o impossível? O que não se vê, que é tão bom mas tão irreal"!?
Para sua felicidade e de sua família, escolheu as absurdas palavras de Jesus e continuou até sua casa! Por certo ia pensando a cada passo: "Ele vai colocar Suas mãos nela e curá-la. Ela não está morta! Ele mandou eu crer. Não ter medo. Crer somente! Ele vai curá-la. Ela vai viver. Vai viver. Vai viver! Eu creio. Eu creio. Eu creio"! Nunca aquele caminho foi tão longo. Não aguento mais andar. Alguém trocou sua casa de lugar. Nunca chega! Ufa. Finalmente.
Mas quando chega à sua casa tudo era contra o que Jesus havia dito! As pessoas que faziam o velório lá estavam. Jairo se agarra às palavras de Jesus! Não andou por vista, mas por fé! Naquela hora poderia ter dito: "É Jesus, não adiantou mesmo. Pode voltar. Obrigado por Sua boa vontade, mas agora não há mais solução. Tudo acabou. A fé foi em vão”! Mas não falou nada! Continuou crendo nas palavras de Jesus, ainda que tenham rido dEle, continuou crendo! E mais uma vez creu no impossível. Jesus disse que a menina apenas dormia! Ora, se fosse de fato "real", os "veladores profissionais" não estariam ali! Mas ele creu! E Jesus, mais uma vez ministrou fé ao seu coração e mais uma vez Jairo escolheu Sua ministração ao invés de crer no aparente. "Ela não está morta. Está dormindo. Só dormindo. Eu creio. Creio! Ele vai impor Suas mãos e ela será curada! Essas pessoas é que estão loucas. Não Ele! Ele diz a verdade! Ele é o Criador da Vida. O médico-mor. Ela está dormindo. Não morreu. Só dorme. Ele vai curá-la. Ela vai viver! A derrota não é real. Real é o que Ele falou. O mundo natural é que está mentindo. O espiritual é que é verdadeiro. Ela está dormindo. Não morreu"! Essa sou eu. Fico repetindo o que Deus me fala. Até crer!
Jairo entrou em sua casa com Jesus! Impossível entrar sem Ele. Até aqui não havia visto sua filhinha. O momento crucial: entrar no quarto onde a menina está! Meu coração acelera. Foi aí que Jairo viu sua filha! Pálida. Inerte. Sem cor. Sem respirar! Morta! "Ela não está morta. Ele disse que ela só dorme. Ele fala a verdade! Ele é a Verdade. Não vou olhar para a aparência. Vou olhar para Ele. Não vou "ouvir" esse silêncio mortal, mas a voz dEle"! Seus olhos focam Jesus!
Então Jairo presencia sua fé e o poder de Jesus mudarem aquela situação! Novamente viu Jesus ministrar cura. Vida. Vitória. Jesus tomou a mão de sua filhinha e falou. Simplesmente falou com ela e ela se levantou! Como das outras vezes em que Ele havia falado desde que Jairo o encontrara. Ele falou novamente. O mesmo tipo de palavra. Cheia de certeza. De verdade. De poder. Pouquíssimas palavras, porém verdadeiras, que produziram ação!
Ele viu sua filha se levantar. Sair andando com a maior disposição. Sua palavra é digna de aceitação. Mesmo que pareça absurda. Impossível. Irreal. É a palavra dEle! Ele falando. O Logos. O Verbo Encarnado. Aquele que estava com Deus no princípio. Aquele que criou os mundos pela Sua palavra. Imutável e poderosa! Criativa! Curadora! Solucionadora! Palavra que produz ação! Palavra que não volta vazia! Que maravilha! Quando Ele fala, o mundo espiritual move o natural e o natural move o espiritual. Na terra como no céu. Não é lenda! É real!
Fico maravilhada com a fé de Jairo. Continuou crendo no poder de Jesus para solucionar sua situação catastrófica mesmo recebendo tanta ministração contrária. No caminho. Até mesmo antes de falar com Jesus. Em frente à sua casa. Quando viu sua filha. Mesmo assim creu. Creu até o fim. Contra todas as evidências. Como Paulo, combateu o bom combate. Até o fim. E guardou a fé. Não permitiu que ela se perdesse pelo meio do caminho, à vista das circunstâncias. Continuou acreditando em Jesus. Ministrando Sua palavra à sua mente.
Jairo honrou seu nome. Jairo, o iluminador, o que ilumina. Clareou a situação, mesmo sendo negra. Sua fé em Jesus fez com que sua situação se iluminasse por completo. A negra morte não conseguiu vencer. Venceu a luz! A vida! Tudo porque olhou para Jesus. Seus olhos estavam fitos nEle e não na aparência negra e insolucionável da situação! Fé ou vista? Que disposição para crer!
Quando nos deparamos com situações em que sabemos que só Jesus tem poder para solucionar e depois "vemos" que não há solução, que "nem Jesus pode", quantas vezes ouvimos e acreditamos no "Não temas, cré somente"? Quantas vezes não O deixamos ali plantado, no meio do caminho, impedindo-O de ir conosco até o desfecho da situação, até à hora da solução? Não deixamos que Ele venha conosco. O abandonamos no meio do caminho e vamos correndo preparar o enterro já que agora "nem mesmo Jesus" pode solucionar ou fazer algo! Somos nós quem O abandonamos no meio do caminho e escolhemos seguir o restante sozinhos, para ver e chorar o nosso morto!
Ah quantas vezes agi dessa forma! Mas não deve ser assim. Não pode ser assim. Para Deus, NADA é difícil. Ele sempre tem a solução. Ele é a solução. O EU SOU! Ele NUNCA chega tarde demais. Nunca age tarde demais. Sempre no momento certo. A derrota NUNCA triunfa sobre Ele!
Como é importante o lugar para onde estamos olhando. O modo como estamos olhando. Olhar para Jesus. Não para as circunstâncias. Ele tudo sabe. Tudo pode. Se nossos olhos olham apenas o aparente, o natural, que situação tenebrosa teremos! “Se a nossa luz são trevas, quão grandes trevas serão”!
Jairo ignorou o mundo natural. Recusou-se a olhar o aparente. Dirigiu seus olhos para Jesus. Seus olhos se encheram de luz e as trevas foram dissipadas!
Ah, Senhor, ensina-nos a seguir esse exemplo. Ensina-nos a prosseguir até o fim. Crendo somente na Tua palavra. Ignorando as evidências contrárias a ela. Ensina-nos quão importante é o modo como olhamos. Como enxergamos cada situação. Ensina-nos a entender que tudo depende de como vemos! Ensina-nos a olhar com os Seus olhos. Sob o Seu ponto de vista! Ensina-nos a ouvir Tua palavra, que diz: "Não temas, crê somente".
Que nossos olhos olhem direito. Para frente. Sem olhar para trás.
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