domingo, 10 de novembro de 2019

Lucas 6.1-49

Leitura do dia 26/10.

Na postagem anterior vimos a pesca maravilhosa. Os primeiros discípulos. A cura de um leproso e de um paralítico. O chamado de Levi. E a discussão sobre o jejum.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-51-39.html

Agora, caminharemos através do capítulo seis do livro de Lucas.

Jesus e os discípulos caminham pelas lavouras de cereal no sábado. A lei dizia que na colheita não deveria ser retirado tudo, para que os pobres e as viúvas pudessem colher para si. Observe o cuidado do Senhor.

Os discípulos estavam com fome e colheram algumas espigas para comê-las. Já pensou como era a vida desses homens? Jesus está sempre em movimento. O tempo todo. Até quando tenta descansar e levar os discípulos ao descanso, as multidões os seguem e Jesus, compadecido delas, as ensina e cura.

Os fariseus possuíam uma veia de acusação. A mesma que pulsa nos religiosos de todas as épocas. Não conseguem enxergar o que o Senhor está fazendo. Procuram insistentemente algo de errado em que se apegar e perdem o tempo de Deus.

Aqui apontam para Jesus, querendo que repreenda Seus discípulos por estarem colhendo aquelas espigas no sábado. Não era uma colheita. Pegaram algumas para comer. Estavam com fome. Jesus responde que Davi comeu o pão que pertencia apenas aos sacerdotes.

Jesus revelou àqueles fariseus que Ele é o Senhor até do sábado. O que Lhe interessa não são regras sobre regras. Ele quer relacionamento com o homem.

Infelizmente, se pararmos para pensar, nos lembraremos de vários casos em que regras e costumes prevaleceram sobre pessoas, ferindo-as, condenando-as e afastando-as do Evangelho. É muito triste.
Em um sábado, enquanto estava ensinando na sinagoga, viu um  homem com uma das mãos atrofiadas. Limitado em seus afazeres.

Mais uma vez os fariseus deixam claro que não se importam com as pessoas, embora fossem os “guardiões” da lei. Queriam um motivo para condenar a Jesus. Observam-No atentamente para ver se vai curar no sábado. Querem acusá-Lo.

Jesus sabia o que planejavam. Chamou o homem com a mão deformada. Ele foi à frente. Jesus lhes diz que tem uma pergunta a fazer. Quer saber o que a lei permite. Fazer o bem u o mal no sábado? Salvar uma vida ou destruí-la?

Pelo jeito, ninguém responde. Ainda olhando para cada um deles, ordena que o homem estenda sua mão. Ele estendeu. A mão ficou boa como a outra.

E os fariseus? Não glorificaram ao Senhor pelo milagre. Não enxergaram o homem. Não enxergaram o milagre. Saíram dali furiosos. Começaram a conspirar o que poderiam fazer contra Ele. Por Ele ensinar a importância do ser humano? Por curar no sábado?

Que o Senhor nos livre de um coração acusador, que não enxerga o homem. Que só enxerga regra sobre regra. Que sejamos misericordiosos e não acusadores.

Infelizmente temos a terrível tendência de idolatrar regras, costumes, ministérios e pessoas. Que sondemos nossos corações e atentemos para a palavra do Senhor. Para Seus ensinos e propósitos.
Pouco tempo depois, Jesus sobe a um monte para orar. Passa ali a noite inteira. Quando amanhece, reúne Seus discípulos. Escolhe doze para serem apóstolos. Observe, a escolha veio apenas após um longo período de oração.

Quando desce do monte, para em um lugar plano. Ali estavam muitos de seus discípulos, bem como uma imensa multidão da Judéia, Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidom. Vieram para ouvi-Lo e serem curadas.

Todos procuram tocá-Lo, porque dEle saía poder, que curava a todos. Os que eram perturbados por espíritos imundos também eram curados.

Ele olha para Seus discípulos e começa a falar. Seu discurso parece, para muitos, sem sentido. Os pobres eram bem aventurados, pois a eles pertence o Reino de Deus. Assim como os famintos, pois seriam saciados. Os que choram, pois viriam a rir. Os que fossem odiados, expulsos, insultados e até os que teriam seus nomes eliminados por causa dEle deveriam alegrar-se, saltar de alegria, porque a recompensa no céu é grande. Foi assim que os antepassados deles trataram os profetas.

Mas ai dos ricos, pois já haviam recebido sua consolação. Ai dos que têm fartura, pois passariam fome. Ai dos que riem, pois iriam se lamentar e chorar.

Ai dos que fossem elogiados, pois assim seus antepassados trataram os falsos profetas.

Precisamos parar e pensar. Não podemos ser ricos, ter fartura, sorrir e ser elogiados? Esse não é o ponto. O ponto é colocar o coração na riqueza, na fartura, na felicidade terrestre, no nosso “eu”, e em posições de destaque. Se nossos corações estiverem nesses lugares, já teremos recebido nossa recompensa. Não estamos agindo e nem esperando pelo Reino dos céus. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html

Quanto aos profetas: não é muito mais fácil vermos um falso profeta ser seguido por uma legião de discípulos do que um verdadeiro profeta? Ele prega facilidades e mensagens que massageiam o ego humano. Ao contrário dos verdadeiros profetas que ensinam que devemos negar a nós mesmos, tomar nossa cruz e seguirmos o Mestre. http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/andando-ao-lado-de-jesus.html

Antes de prosseguirmos, precisamos pensar. Quem temos seguido? Que vozes temos ouvido? Que mensagem temos deixado ficar em nossos corações? O que tem importado para nós?

Que tenhamos olhos para ver e ouvidos para ouvir. Que nossos corações estejam inclinados ao Senhor, Àquele que renunciou tudo por nós. Que andou com os que perceberam que necessitavam dEle.

Seu discurso prossegue na contramão do mundo. Ordena que amemos nossos inimigos. Que façamos bem aos que nos odeiam. Que abençoemos quem nos amaldiçoa. Que oremos pelos que nos maltratam. Se quiserem nos bater em uma face, que ofereçamos a outra. Se exigirem nossa roupa, que ofereçamos a capa. Devemos dar a quem nos pedir. E nem pensar em recuperar o que nos for tomado. Que façamos aos outros o que gostariam que nos fizessem.

Não temos nenhum mérito se amarmos apenas os que nos amam ou se fizermos bem apenas aos que nos fazem bem. Todos fazem isso.

Também não temos nenhum mérito se emprestarmos dinheiro apenas aos que podem nos devolver. Todos fazem isso.

Mas, se amarmos nossos inimigos, com ações, fazendo-lhes o bem e, se emprestarmos sem esperar que nos paguem, receberemos uma grande recompensa do céu e estaremos agindo, verdadeiramente, como filhos do Altíssimo. Ele é bondoso com todos.

Devemos ser misericordiosos como nosso Pai.

Não devemos julgar. Nem condenar. Devemos perdoar. Para sermos perdoados. Devemos dar. Assim receberemos. O que dermos nos retornará. Em boa medida, compactada, sacudida (para caber mais), transbordante. Derramada sobre nós. O padrão de medida que adotarmos para medir os outros, será o padrão usado para nos medir.

Jesus pergunta se é possível um cego guiar outro cego. Não. Ambos cairão em um buraco. Discípulos não são maiores que o Mestre. Mas, se o discípulo for bem instruído, será como o mestre.

Temos sido bem instruídos? Temos sido como nosso Mestre?

Se há um tronco em nossos olhos, preocupemo-nos em primeiro arrancá-lo para só então tirarmos o cisco do olho de nosso amigo. Caso contrário, não conseguiremos enxergar.

Assim como uma árvore é conhecida pelos seus frutos, a pessoa boa tira coisas boas do tesouro de um coração bom. A pessoa má tira coisas más “do tesouro” mau do seu coração. Não existe outra maneira de agir. A boca fala do que o coração está cheio.

O que temos falado? Nosso coração está cheio de um bom ou um mau tesouro?

Jesus também pergunta por que O chamam de Senhor e não Lhe obedecem?

Ah, como amo essa parte em que fala dos que ouvem a palavra e praticam e dos que ouvem e não praticam. É como se ambos tivessem construído suas casas. Um sobre a rocha, outro sobre a areia. A chuva caiu sobre ambas, os rios transbordaram ao redor de ambas, os ventos sopraram e deram contra ambas. Apenas a que estava firmada na rocha ficou em pé. https://www.youtube.com/watch?v=tT5FEKtUGjA

Não estamos livres das lutas, das dificuldades, dos ventos e das tempestades. Com toda certeza teremos essas experiências. Se praticarmos o que temos ouvido do Senhor, nossa casa não cairá. Mas se não praticarmos Suas palavras, nossa casa cairá por não estar bem alicerçada e a queda será grande.

Temos praticado Suas palavras? Ou apenas temos ouvido como se fosse um ensino qualquer? Nossa atitude definirá o que acontecerá com nossas vidas. Continuaremos firmes ou sucumbiremos? Nossa casa está firmada na rocha ou solta na areia? Somos praticantes ou apenas ouvintes da Palavra?

Pensemos. Analisemos. E tomemos a posição certa.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até lá.

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