Na postagem anterior vimos Jesus sendo tentado. Sua volta à Galileia. A leitura do texto em Isaías, que fala sobre Ele. Sua rejeição pelos habitantes de Nazaré. A libertação de um homem possuído por demônio. A cura de muitas pessoas. Sua pregação em diversas cidades. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-41-44.html
Agora, caminharemos através do capítulo cinco do livro de Lucas.
Ele está à beira do lago de Genesaré (mar da Galileia). Grandes multidões se apertam para ouvi-Lo. Ele nota dois barcos vazios junto à praia. Entra em um dos barcos. Pede a Simão (Pedro), seu dono, que o afaste um pouco da praia. Senta-se no barco e ensina as multidões. Simples assim.
Quando termina de falar, diz a Simão que vá para o fundo e lance as redes. Simão responde, chamando-O de Mestre, que trabalharam a noite toda e não pescaram absolutamente nada. Mas, porque o Senhor era quem estava pedindo, ia lançar as redes novamente. Foi o que Pedro fez.
Pasme! As redes ficaram tão cheias que começaram a rasgar. Tiveram que pedir ajuda de outro barco. Logo os dois barcos estavam tão cheios que quase afundaram.
Posso imaginar os peixes pulando dentro da rede para agradar o Senhor de toda a terra, céu e mar!
Quando Simão Pedro percebeu o que acontecera, caiu de joelhos aos pés do Senhor. Pediu que se afastasse dele. Era pecador. Ele e seus companheiros ficaram espantados, assim como seus sócios, Tiago e João, filhos de Zebedeu.
Jesus respondeu que não tivesse medo. Agora ele seria pescador de gente. Quando o barco voltou à praia, deixaram tudo e seguiram o Senhor.
Num povoado, o Senhor encontrou um homem leproso. Os leprosos viviam à parte. Eram consideramos imundos. Não podiam tocar em ninguém. Não podiam ser tocados.
Quando esse leproso viu Jesus, prostrou-se com o rosto em terra. Suplicou para ser curado. Afirma que se o Senhor quiser, pode curá-lo e deixá-lo limpo. Que fé! Fico impressionada. Não questionou se era possível. Apenas disse que bastava Jesus querer.
Algo surpreendente acontece. Imagino sendo uma testemunha ocular. Estaria boquiaberta com a atitude daquele leproso, adorando ao Senhor de joelhos e dizendo algo tão ousado, “Senhor, se quiser, pode me curar e me deixar limpo”. É simplesmente demais para mim. Meu coração acelera. Fico imaginando o que Jesus vai falar. Porque considero esse homem cheio de fé.
O Senhor não me deixa decepcionada. Não, Ele me faz quase cair no chão. Fico pasma. Estende a mão. Meu coração quase sai pela boca. Parece que vejo a cena em “câmera lenta”. Ele estende a mão. Será que vai tocar o leproso? É completamente impensável. Não se toca um leproso. Foge-se dele. Mas, para meu total espanto e contentamento, Ele toca o leproso. Toca nele! E diz: “Eu quero. Seja curado e fique limpo”.
Por um minuto fico sem fala e sem ar. Imediatamente o leproso não é mais leproso. Fica purificado. Completamente.
Ainda estou impactada com a cena de Jesus tocando-o e dizendo: “Eu quero. Seja curado e fique limpo”. Meu coração não consegue simplesmente olhar para essa cena e seguir adiante. Ela me choca de maneira profunda. Imagino a vida daquele homem desde que foi contaminado por tal doença. Teve que se afastar de suas atividades. De seus amigos. De sua família. Era visto com desprezo. Com julgamento. Sim, olhavam para ele com olhares acusadores, “qual pecado esse cometeu para estar nessa situação?”. Percebia a aversão nos olhos das pessoas. Sentia a falta de um abraço. De uma conversa.
Agora, o Rei do Universo, estende Sua mão para ele. E responde sua afirmação com um: “Eu quero”. “Sim, quero que seja purificado. Quero que volte às suas atividades. Quero que volte aos seus amigos. Quero que volte à sua família. Quero que volte a viver”.
Quanta compaixão enxergamos em uma simples palavra de Jesus. “Eu quero”. Ele nos quer curados. Inteiros. Puros. Reabilitados. Vivendo! Ele se importa conosco. Não é mais um olhar acusador. Julgador. Apenas nos quer livres de tudo que nos sufoca, nos marginaliza. Nos devora aos poucos. Nos mata.
Continuo ali, no meio da rua, observando aquela cena inusitada. Meu Mestre tocando um leproso. Vejo-O instruindo o homem a procurar o sacerdote, o único que podia oficial e legalmente declarar sua purificação. Ele também lhe instrui a oferecer a oferta que Moisés ordenou para servir de testemunho.
Quem é esse que se importa individualmente com as pessoas? Multidões O seguem. Ele cura a todos. E no meio de tudo ainda encontra tempo para tocar e falar com um leproso. Meu coração se enche de alegria. Ele ama. Sabe amar. Sabe demonstrar amor.
Tenho que parar aqui, erguer minhas mãos e adorá-Lo. Na verdade, quero abraçá-Lo e dançar com Ele. Ah, se pudesse!
Preciso ficar aqui. Ver essa cena mais algumas vezes. Perceber os detalhes. Não posso perder nada. Os olhos de Jesus cheios de compaixão e amor por aquele homem que havia sido marginalizado. Os olhos do leproso arregalados ante o toque do Senhor. E completamente iluminados com Sua resposta. A admiração das pessoas que os cercam. A alegria do homem ao se ver curado. Tantos detalhes!
Daqui a pouco, prosseguimos.
Então, certo dia, enquanto Jesus ensinava, alguns fariseus e mestres da lei estavam por perto. Vinham de todos os povoados da Galileia, Judeia e Jerusalém. Claro, o poder do Senhor para curar está sobre Ele.
Alguns homens chegam carregando um paralítico numa maca. Que homens são esses? Homens que se dispõe a ajudar alguém que necessita de ajuda. Homens que querem um milagre para outro, não para si mesmo. Homens que se importam com o outro e não apenas com seus umbigos.
Tentam levar o paralítico para dentro de casa. Não conseguem. A multidão não dá lugar. Diferente deles, querem o milagre apenas para si?
De repente, escutamos um barulho no telhado. Todos olham. Um buraco é aberto no teto. Bem em cima de onde Jesus está. Por causa “do outro”, não desistiram de encontrar uma solução. Queriam sua cura. Eles baixam o homem bem na frente dEle.
Quando o Senhor vê a fé que tinham, disse ao paralítico que seus pecados estavam perdoados.
Percebe que alguns mestres da lei que ali se encontram, estão pensando em seus corações que Jesus está dizendo uma blasfêmia. Quem pensa que é para perdoar pecados! Ele os confronta. Pergunta por que estão com aqueles questionamentos em seus corações. Para Ele tanto faz dizer ao paralítico que seus pecados estão perdoados ou que se levante, pegue sua maca e saia andando.
Mas, havia um motivo. Disse que queria mostrar-lhes que tem autoridade na terra para perdoar pecados.
Todos estão olhando. Nós, a multidão, os amigos do paralítico e o paralítico. Ele se volta novamente ao paralítico e ordena que levante, que tome sua maca e vá para casa. Simples assim.
O que acontece? O homem se levanta imediatamente! Pega sua maca e sai andando tranquilamente diante de todo mundo, louvando a Deus. Todos estão maravilhados. Cheios de temor. Louvam o Eterno. Nunca viram nada igual.
Seu poder e autoridade realmente não têm equivalente.
Depois disso, saiu da cidade. Enquanto caminha, vê Levi (Mateus). Estava sentado no lugar abominável onde se coletam os impostos. Os judeus odeiam os judeus que trabalham como cobradores de impostos para os romanos. O Senhor não. Ele o chama para segui-Lo. Sabe o que acontece? Levi deixa a coletoria e segue o Senhor. Como resistir a Seu chamado?
Mais tarde, Levi oferece um banquete em honra de Jesus. Estão à mesa com Ele e Seus discípulos, um grande número de cobradores de impostos e outros pecadores.
Quando alguns fariseus e mestres da lei viram, ficaram horrorizados. Consideravam-se justos. A nata da sociedade. Perguntam por que eles comiam com aquele tipo de gente, a ralé.
Jesus responde que os saudáveis não precisam de médico. Quem precisa de médico são os doentes. Ele veio chamar os pecadores, não os justos. Tenho que levantar minha plaquinha de aplausos! Suas respostas são sempre diretas e verdadeiras.
Algumas pessoas perguntam ao Senhor por que os discípulos de João Batista e dos fariseus jejuavam e oravam com frequência e Seus discípulos viviam comendo e bebendo. Ele responde que os convidados de um casamento não jejuam enquanto estão com o noivo. Seus discípulos jejuarão, quando o noivo for tirado do meio deles. Será que entendem que Ele é o Noivo? Que somos Sua noiva?
Ele lhes fala que ninguém coloca tecido novo para remendar um tecido velho. Estragaria o novo e não se ajustaria à roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em recipientes velhos. Os recipientes se romperiam e estragaria o vinho. O vinho novo é guardado em recipientes novos. Ninguém que prova o vinho velho escolhe beber o vinho novo. O vinho velho é melhor.
Será que entenderam? Percebem que precisam se arrepender e mudar suas vidas? Percebem que não podemos ter dois pesos e duas medidas?
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
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