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sábado, 16 de novembro de 2019

João 7.37-53

Leitura do dia 04/11.

Na postagem anterior vimos a conversa entre Jesus e Seus irmãos. Eles vão à Festa dos Tabernáculos. Jesus ensina abertamente no templo. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-71-36.html

Agora, continuamos nossa caminhada a partir do versículo trinta e sete do capítulo sete de João. Até o final.

Durante a Festa dos Tabernáculos, eram feitos alguns rituais.

Em um deles, o povo acompanhava os sacerdotes ao tanque de Siloé. Lá, os sacerdotes enchiam uma vasilha de água. Iam até ao templo e derramavam no altar. Simbolizava o ato de dar graças pela chuva que havia proporcionado a colheita do ano.

O último dia da Festa dos Tabernáculos era o mais importante. O que pode acontecer?

Meus olhos estão fitos em Jesus. Meus ouvidos atentos.

De repente, Ele levanta e declara em alta voz que se alguém tem sede, que vá até Ele e beba. Quem Nele crer, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-e-mulher-samaritana.html

Refere-se ao Espírito que seria derramado aos que nEle cressem, depois que fosse glorificado.

Aquelas pessoas sabem a importância da água. Sede é algo comum, após andar por aquela região. O Senhor Jesus levanta-se e diz que se alguém tiver sede pode beber dEle. E mais, se alguém crer nEle não terá mais sede, afinal, rios de água viva fluirão de dentro de si. São palavras muito fortes. Poderosas.

Ao ouvirem Suas palavras, alguns no meio do povo dizem que certamente Ele é o Profeta. Outros, que é o Cristo.

Mas alguns perguntam como o Cristo poderia vir da Galileia, se a Escritura diz que o Cristo é descendente de Davi, e viria da cidade de Belém. http://www.espalhandoasemente.com/2018/02/uma-noticia-escandalosa.html

De fato, Jesus nasceu em Belém, na Judéia. Mas foi criado na Galileia, por isso era conhecido como galileu. Poucos tinham conhecimento de que, na verdade, era judeu, nascido em Belém. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/nasce-o-desejado-das-nacoes.html

O povo divide-se por causa dEle. Uma parte pensa uma coisa, outra pensa outra. Olho de um lado para o outro. Alguns querem prendê-Lo. Meu coração acelera.  Não está na hora, lembro. Ninguém Lhe encosta as mãos.

Depois de um bom tempo, os guardas do templo, que haviam sido mandados para prendê-Lo, voltam aos chefes dos sacerdotes e aos fariseus. Sem Ele.

Perguntam porque não O trouxeram. Os guardas respondem que ninguém jamais havia falado da maneira como Ele fala. Ninguém. Os fariseus, cheios de preconceito, perguntam aos guardas se estes também haviam sido enganados por Ele. Afirmam que nenhuma das autoridades nem dos fariseus creram nEle. Somente a ralé, que nada entendia da lei, e era maldita, havia crido. Acreditam serem superiores. Entendem a lei.

O que adianta entender a lei e não crer nAquele para quem a lei aponta? Os Salmos, a Lei e os Profetas apontam para Jesus.

Acham-se superiores e “fechados” em suas mentes "entendidas", desprezam o Cristo enviado por Deus.

Nicodemos, que era um deles e havia procurado Jesus, pergunta-lhes: “A nossa lei condena alguém, sem primeiro ouvi-lo para saber o que está fazendo?”. http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

Os outros fariseus perguntam-lhe se também era da Galileia. Mandam que ele faça uma pesquisa. Então, descobrirá que da Galileia não surge profeta.

Tenho vontade de bater em suas cabeças, com minha plaquinha. Ou sacudi-los.

Como são tolos. Loucos. Não querem ouvi-Lo. Querem matá-Lo. Em suas mentes limitadas acreditam ser Ele galileu. Se pesquisassem, descobririam que é descendente de Davi e nasceu em Belém de Judá, como a profecia dizia que assim seria.

Sem fazer nada, resolvem ir cada um para sua casa. Irão prendê-Lo. Mas não hoje. Somente quando chegar a hora, de acordo com a agenda de Deus e não a deles.

E quanto nós? Temos pesquisado para aprender mais dEle? Queremos, de fato, conhecê-Lo? Gastamos tempo em Sua presença? Sabemos quem Ele realmente é? Temos bebido dEle? Temos sido rios de água viva que abençoa nosso próximo?

De nada adianta ter rios de água viva fluindo dentro de nós, se não dividirmos com outros. Tudo que recebemos, tem um propósito.

Pensemos.

Prosseguimos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

João 4.1-42

Leitura do dia 03/11.

Continuamos nossa caminhada através do livro de João.

Ontem vimos o testemunho de João. Jesus é o Verbo Encarnado. Também vimos o testemunho de João Batista. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Os primeiros discípulos. O encontro com Natanael.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-11-18.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-119-28.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-129-34.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-135-42.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-143-51.html

Também vimo o casamento em Caná da Galileia. Jesus transforma a água em vinho e salva a festa. Ele purifica o templo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-21-11.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-212-25.html

Nicodemos visita Jesus. Eles têm uma conversa muito interessante. João Batista exalta Jesus. Ele é Superior.http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-31-21.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-322-36.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Na primeira postagem apenas o capítulo um. Até o versículo quarenta e dois.

Os fariseus ouviram falar que Jesus estava fazendo e batizando mais discípulos que João. Apesar de não ser Jesus quem batizava e sim, seus discípulos. Quando o Senhor ouviu isso, saiu da Judeia. Voltou para a Galileia.

João nos conta que era necessário que Ele passasse por Samaria.

Se olharmos o mapa daquela região, veremos que Samaria está entre a Judeia e a Galileia.

Acredito, no entanto, que João teve um motivo a mais para nos dar essa informação. Alguma coisa deveria acontecer nesta viagem.

Vamos observar.

Ele chega a uma cidade, em Samaria, chamada Sicar. Ficava próxima às terras que Jacó dera a seu filho José. Havia ali o poço de Jacó. Seus discípulos foram à cidade comprar comida. Jesus ficou.
Cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Essa hora o sol está muito forte.

De repente vem uma mulher. Cântaro na mão. Ela vem tirar água? Essa hora? Ao meio-dia? Na hora em que o sol está mais forte? Muito estranho.

Naquela época, naquela região, homens não costumam falar com mulheres em público. Além disso, os judeus não se davam bem com os samaritanos. O que vai acontecer?

Para nosso espanto, ouvimos Jesus pedir à mulher que lhe dê um pouco de água para beber. Estou pasma. A mulher também.

Ela pergunta ao Senhor como, Ele sendo judeu, pede a ela, uma samaritana, água para beber. Seu espanto é tão grande que não consegue não perguntar.

Ele diz que se ela conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, teria pedido a Ele, que teria lhe dado água viva.

Sua resposta faz meu coração disparar. O Senhor está se revelando a esta mulher? Quem será ela? Acabou de deixar a Judeia porque os fariseus estavam falando que batizava mais que João e agora faz uma declaração dessas? Prendo a respiração.

A mulher está impressionada. Olha para o Senhor. Não há nada em Suas mãos. Como tiraria água, ela pergunta. O poço é fundo. E onde pode se conseguir essa água viva? Também pergunta se Ele é maior que Jacó, que havia lhes dado aquele poço, do qual ele mesmo bebera, assim como seus filhos e seu gado.

Ainda não consegui soltar a respiração. Aguardo em suspense o que responderá.

Jesus explica à mulher que quem beber daquela água terá sede novamente, mas quem beber da água que Ele der, nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que Ele der se tornará uma fonte de água a jorrar para a vida eterna. Uau!

A mulher Lhe pede dessa água, para não ter mais sede, nem precisar voltar ali para tirar água. Deve ser terrível ter que pegar água àquela hora. Ainda não entendeu sobre o que Ele está falando. Seu pensamento é natural, ficar livre de ter que ir ali, ao meio-dia, tirar água.

Jesus fala para ela ir, chamar seu marido e voltar a Ele.

Ela responde que não tem marido. Jesus diz que ela está sendo correta, dizendo não ter marido. Meu queixo cai.

Acrescenta que ela já teve cinco maridos, mas o homem com quem agora vive não é seu marido. Novamente frisa que ela disse a verdade. Não é fácil falar algo assim. Preciso sentar.

A mulher reconhece que Ele é profeta. Afinal, como saberia do que acaba de falar? Se fosse eu, acho que sairia correndo. Sei que se envergonha com sua situação, pois está buscando água sozinha, sem a companhia de outras mulheres. Em um horário terrível para se andar no clima daquela região.

Felizmente ela não é como eu e, ao invés de fugir, aprofunda a conversa, dizendo que seus antepassados adoraram no monte ali, mas que os judeus, dizem que Jerusalém é o lugar certo para adorar.

Jesus responde: “Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém”.

Diz que os samaritanos adoram o que não conhecem. Os judeus adoram o que conhecem, pois a salvação vem dos judeus.

Ah, quando fala isso, preciso levantar minha plaquinha de “aplausos”. Não diz que a salvação vem para os judeus e sim que a salvação vem dos judeus. Dos judeus para o mundo. Porque, como o Senhor disse a Nicodemos, Deus amou o mundo, não apenas um povo, mas todos os povos. O mundo todo (João 3.16). http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

Tenho vontade de dançar de alegria. Cada frase Sua é mais intrigante que a anterior. Meu coração dispara um pouco mais. Quase saindo pela boca.

Ele diz que está chegando a hora, e de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Revela a essa mulher que não importa o lugar. Importa como.

É necessário adorar o Pai em espírito e em verdade. Por quê? O Pai procura adoradores. E são estes adoradores que o Pai procura. Adoradores verdadeiros.

Por quê? Porque Ele é espírito, e é necessário que seus adoradores O adorem em espírito e em verdade. Não é necessário adorar seguindo uma liturgia, ou só em um determinado lugar, ou só de uma forma, ou sei lá o que possam falar por aí. É necessário adorá-Lo em espírito e em verdade. Com o coração.

Ele conhece nossos corações.

Ela está começando a entender sobre o que o Senhor está falando. Diz que sabe que o Messias, chamado Cristo, está para vir. Quando Ele vier explicará tudo.

Jesus responde: “Eu sou o Messias. Eu, que estou falando com você”.

Agora, meu coração sai pela boca. Definitivamente.

Jesus não havia se revelado a ninguém dessa maneira, tão direta e clara. Escolhe se revelar agora. A uma mulher. Samaritana. Que havia tido cinco maridos e agora vivia com um homem que não era seu marido.

É a ela, e não aos estudiosos, ou às autoridades religiosas, que Ele se revela claramente.

Que amor é esse? Que Deus é esse? Que não pergunta nosso currículo. Que não olha nossas credenciais. Que não se importa com nossa posição.

Aquela mulher disse que sabia que o Messias estava para vir. Não importa quem ela era. Como era sua vida. Ela O esperava. O ansiava. E Ele se revelou a ela. Simples assim.

Ainda estou em choque.

Seus discípulos chegam. Ficam surpresos ao encontrá-Lo. Não têm coragem de perguntar o que queria saber ou porque conversava com uma mulher.

Ela deixa seu cântaro junto ao poço e volta à cidade. Será que agora resolveu fugir? Agora que Ele se revelou? Não posso crer.

Ela chega à cidade. E tal como fez André e Filipe, não se contentou em ter uma informação dessas apenas para si. Como João, precisa apontar. http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/filipe-disse-venha-e-veja.html; http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/ele-ou-eu.html

Aquela mulher, que ia ao poço, sozinha, ao meio-dia, tirar água, disse a todos: “Venham ver um homem que me disse tudo que tenho feito. Será que Ele não é o Cristo?”.

Seu testemunho foi muito convincente. O povo saiu da cidade, mesmo com o sol a pico, e foi até o poço.

O que acontecerá?

Pensemos que o Senhor tem procurado verdadeiros adoradores. Que O adorem em espírito e em verdade. Que sejamos desses. E que Ele nos encontre.

Que sejamos Suas testemunhas, como essa mulher.

Os discípulos estão junto ao poço, ao lado de Jesus, insistindo com Ele para que coma alguma coisa. Ele diz que tem algo para comer que não conhecem. Eles não entendem e conversam uns com os outros, perguntando se é possível que alguém tenha Lhe trazido comida.

Jesus explica que Sua comida é fazer a vontade dAquele que O enviou e concluir Sua obra.

Continua falando que dizem faltar quatro meses para a colheita. Ordena que abram os olhos e vejam os campos. Já estão maduros. Não está falando de uma colheita natural. Diz que quem colhe recebe seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe.

Assim, o ditado “um semeia, e outro colhe”, é verdadeiro.

Diz também que os enviou a colherem o que não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e eles vieram a usufruir do trabalho daqueles.

De repente, vemos os samaritanos chegarem da cidade. Foram até Jesus. Muitos creram nEle por causa do testemunho dado pela mulher: “Ele me disse tudo o que tenho feito”.

Quando se aproximaram dEle, os samaritanos insistiram que ficasse com eles. Ele ficou dois dias.

Quero repetir: Jesus ficou dois dias naquela cidade em Samaria. Samaria.

E por causa da Sua palavra, muitos outros creram nEle.

Diziam à mulher que agora criam não somente por causa do que ela dissera. Eles O ouviram e sabiam que Ele é realmente o Salvador do mundo.

Ele disse a verdade. Os campos estavam prontos para a colheita. O coração dos samaritanos estava inclinado a ouvir a verdade. Uma mulher que não deveria ter uma boa reputação testemunha de Jesus, eles creem e pedem a Ele que fique com eles. Jesus fica apenas dois dias e creem em Sua palavra.

A convicção é tanta que falam àquela mulher que não creem mais pelo testemunho dela e sim por terem ouvido eles mesmos. Eles O ouviram e sabem, têm certeza, que Ele é de fato o Salvador do mundo.

Que aprendamos com os samaritanos.

Se eram preconceituosos, deixaram o preconceito para trás. Ouviram o testemunho da mulher e depois as palavras do Senhor e creram. Então, eles mesmos deram o testemunho de que Ele é o Salvador do mundo.

Precisamos crer não apenas pelo testemunho de outro, mas por termos ouvido Sua voz e sabermos quem Ele é. Tal qual fizeram os samaritanos daquela cidade. E então, testemunharmos nós mesmos.
Prosseguimos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Jesus e a mulher samaritana

Prosseguimos nossa caminhada. Agora, pelo capítulo 4 de João. Do versículo 1 ao 30.

Os fariseus ouviram falar que Jesus estava fazendo e batizando mais discípulos do que João. Apesar de não ser Jesus quem batizava e sim, seus discípulos.

Quando o Senhor ouviu isso, saiu da Judeia. E voltou para a Galileia.

João nos conta que era necessário que Ele passasse por Samaria.

Se olharmos o mapa daquela região, veremos que Samaria está entre a Judeia e a Galileia.

Acredito, no entanto, que João teve um motivo a mais para nos dar essa informação. Alguma coisa deveria acontecer nesta viagem.

Vamos observar.

Ele chega a uma cidade, em Samaria, chamada Sicar. Ficava próxima às terras que Jacó dera a seu filho José. Havia ali o poço de Jacó.

Seus discípulos foram à cidade comprar comida. Jesus ficou.

Cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia.

Essa hora o sol está muito forte.

De repente vem uma mulher. Cântaro na mão. Ela vem tirar água? Essa hora? Ao meio-dia? Na hora em que o sol está mais forte? Muito estranho.

Naquela época, naquela região, homens não costumam falar com mulheres em público. Além disso, os judeus não se davam bem com os samaritanos. O que vai acontecer?

Para nosso espanto, ouvimos Jesus pedir à mulher que lhe dê um pouco de água para beber.

Estou pasma. A mulher também.

Ela pergunta ao Senhor como, Ele sendo judeu, pede a ela, uma samaritana, água para beber. Seu espanto é tão grande que não consegue não perguntar.

Ele diz: “Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você Lhe teria pedido e Ele lhe teria dado água viva”.

Sua resposta faz meu coração disparar. O Senhor está se revelando a esta mulher? Quem será ela? Ele acabou de deixar a Judeia porque os fariseus estavam falando que Ele batizava mais que João e agora Ele faz uma declaração dessas?

Prendo a respiração.

A mulher está impressionada. Ela olha para o Senhor. Ele não tem nada em Suas mãos. Como iria tirar água, ela pergunta. O poço é fundo. E onde pode se conseguir essa água viva? Ela também pergunta se Ele é maior que Jacó, que havia lhes dado aquele poço, do qual ele mesmo havia bebido, assim como seus filhos e seu gado.

Ainda não consegui soltar a respiração. Aguardo em suspense o que Ele responderá.

Jesus explica à mulher que quem beber daquela água terá sede novamente, mas quem beber da água que Ele der, nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que Ele der se tornará uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.

Uau!

A mulher Lhe pede dessa água, para não ter mais sede, nem precisar voltar até ali para tirar água. Deve ser terrível ter que pegar água àquela hora.

Ela ainda não entendeu sobre o que Ele está falando. Seu pensamento é natural, ficar livre de ter que ir até ali, ao meio-dia, tirar água.

Jesus fala: “Vá, chame seu marido e volte”.

Ela responde que não tem marido. Jesus diz que ela está sendo correta, dizendo não ter marido.

Meu queixo cai.

Ele ainda acrescenta que ela já teve cinco maridos, mas o homem com quem agora vive não é seu marido. Novamente frisa que ela disse a verdade. Não é fácil falar algo assim.

Preciso me sentar.

A mulher reconhece que Ele é profeta. Afinal, como saberia do que acaba de falar?

Se fosse eu, acho que sairia correndo. Sei que se envergonha com sua situação, pois está buscando água sozinha, sem a companhia de outras mulheres. Em um horário terrível para se andar no clima daquela região.

Felizmente ela não é como eu e, ao invés de fugir, aprofunda a conversa, dizendo que seus antepassados adoraram no monte ali, mas que os judeus, dizem que Jerusalém é o lugar certo para adorar.

Jesus responde: “Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém”.

E diz que os samaritanos adoram o que não conhecem. Já os judeus adoram o que conhecem, pois a salvação vem dos judeus.

Ah, quando fala isso, preciso levantar minha plaquinha de “aplausos”. Ele não diz que a salvação vem para os judeus e sim que a salvação vem dos judeus. Dos judeus para o mundo. Porque, como o Senhor disse a Nicodemos, Deus amou o mundo, não apenas um povo, mas todos os povos. O mundo todo (João 3.16). http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

Tenho vontade de dançar de alegria.

Cada frase Sua é mais intrigante que a anterior. E meu coração dispara um pouco mais. Quase saindo pela boca.

Ele diz que está chegando a hora, e de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade.

Ele revela a essa mulher que não importa o lugar. Importa como.

É necessário adorar ao Pai em espírito e em verdade. Por quê? O Pai procura adoradores. E são estes adoradores que o Pai procura. Adoradores verdadeiros.

Por quê? Porque Ele é espírito, e é necessário que seus adoradores O adorem em espírito e em verdade. Não é necessário adorar seguindo uma liturgia, ou só em um determinado lugar, ou só de uma forma, ou sei lá o que possam falar por aí. É necessário adorá-Lo em espírito e em verdade. Com o coração.

Ele conhece nossos corações.

Ela está começando a entender sobre o que o Senhor está falando. Diz que sabe que o Messias, chamado Cristo, está para vir. E quando Ele vier explicará tudo.

Jesus responde: “Eu sou o Messias. Eu, que estou falando com você”.

Agora, meu coração sai pela boca. Definitivamente.

Jesus não havia se revelado a ninguém dessa maneira, tão direta e clara.

Ele escolhe se revelar agora. A uma mulher. Samaritana. Que havia tido cinco maridos e agora vivia com um homem que não era seu marido.

É a ela, e não aos estudiosos, ou às autoridades religiosas, que Ele se revela claramente.

Que amor é esse? Que Deus é esse? Que não pergunta nosso currículo. Que não olha nossas credenciais. Que não se importa com nossa posição.

Aquela mulher disse que sabia que o Messias estava para vir. Não importa quem ela era. Como era sua vida. Ela O esperava. O ansiava. E Ele se revelou a ela. Simples assim.

Ainda estou em choque.

Seus discípulos chegam. Ficam surpresos ao encontrá-Lo. Mas não tem coragem de perguntar o que Ele queria saber ou porque conversava com uma mulher.

Ela deixa seu cântaro junto ao poço e volta à cidade. Será que agora resolveu fugir? Agora que Ele se revelou a ela? Não posso crer.

Ela chega à cidade. E tal como fez André e Filipe, não se contentou em ter uma informação dessas apenas para ela. Como João, ela precisa apontar. http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/filipe-disse-venha-e-veja.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/05/ele-ou-eu.html

Aquela mulher, que ia ao poço sozinha, ao meio-dia tirar água, disse a todos: “Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que Ele não é o Cristo?”

Seu testemunho foi muito convincente. O povo saiu da cidade, mesmo com o sol a pico, e foi até o poço.

O que acontecerá?

Veremos amanhã.

Enquanto isso, pensemos que o Senhor tem procurado verdadeiros adoradores. Que O adorem em espírito e em verdade. Que sejamos desses. E que Ele nos encontre.

E que sejamos Suas testemunhas, como essa mulher.