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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Daniel 10.1-12.13

Leitura do dia 15/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Daniel.

Ontem acompanhamos sua visão das quatro bestas. Sua explicação. A visão de um carneiro e um bode. A explicação de Gabriel. A oração de Daniel por seu povo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-71-28.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-91-27.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze. Os três últimos capítulos desse livro grandioso.

Era o terceiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia. 536 a.C..

Depois de três semanas de luto, quando não comeu nada saboroso, nem se perfumou, apenas orando, Daniel teve uma visão. Entendeu que a visão que tivera era verdadeira e referia-se a acontecimentos futuros. Tempos de guerra e de grande dificuldade.

Estava em pé junto ao rio Tigre. Quando levantou os olhos viu um homem vestido com roupas de linho. Usava um cinto de ouro puro. Seu corpo era semelhante a uma pedra preciosa. Seu rosto faiscava como relâmpago. Seus olhos eram como tochas acesas. Seus braços e pés brilhavam como bronze polido. Sua voz era como o som de uma grande multidão.

Sabemos quem Daniel viu. Teve o grande privilégio de ver o Senhor Jesus em Sua glória e formosura, como João.

“Quando me voltei para ver quem falava comigo, vi sete candelabros de ouro e, em pé entre eles, havia alguém semelhante ao Filho do Homem. Vestia um manto comprido, com uma faixa de ouro sobre o peito. A cabeça e os cabelos eram brancos como lã e a neve, e os olhos, como chamas de fogo. Os pés eram como bronze polido, refinado numa fornalha, e a voz ressoava como fortes ondas do mar. Na mão direita tinha sete estrelas, e de Sua boca saía uma espada afiada dos dois lados. A face brilhava como o sol em todo o seu esplendor”. – Apocalipse 1.12-16

Somente Daniel teve essa maravilhosa visão. Os que estavam com ele se encheram de temor, sem saber o que era e correram para se esconder. Ele ficou sozinho. Perdeu suas forças. Ficou muito pálido. Quase desfaleceu. Sua presença era (é) gloriosa. Quando o Senhor falou, perdeu os sentidos. Ficou ali estendido, com o rosto no chão.

Percebeu a mão de alguém a tocá-lo e colocá-lo sobre suas mãos e joelhos. Ainda estava muito trêmulo. O Senhor lhe disse que era muito precioso para Deus. Por isso deveria ouvir com atenção o que tinha a lhe dizer. Ordenou que ficasse em pé.

Ainda trêmulo Daniel levantou-se. O Senhor lhe disse para não ter medo. Seu pedido fora atendido assim que começou a orar. Ele veio em resposta à sua oração. Lutou por vinte e um dias com o príncipe do reino da Pérsia. Miguel, um dos príncipes mais importantes, o ajudou. Estava ali para explicar o que aconteceria no futuro, com seu povo. A visão referia-se a um tempo que ainda viria. O Senhor estava lhe explicando acontecimentos do mundo espiritual.

Quando falava, Daniel olhava para o chão. Não conseguia falar uma única palavra. Ele tocou seus lábios. Daniel abriu a boca e conseguiu falar. Disse que estava muito angustiado por causa da visão que tivera. Sentia-se muito fraco. Suas forças tinham acabado. Mal conseguia respirar. Não entendia como era possível alguém como ele falar com o Senhor.

Então, o Senhor o tocou novamente. Daniel sentiu suas forças voltarem. Ele disse novamente para Daniel não temer. Era muito precioso para Deus. Saudou-o dizendo que a paz estivesse com ele. Que tivesse ânimo e fosse forte.

Enquanto falava, Daniel sentiu-se mais forte. Pediu que o Senhor lhe falasse, pois havia sido fortalecido, por Ele. O Senhor perguntou se Daniel sabia porque viera. Em breve voltaria para lutar com o príncipe do reino da Pérsia. Depois, viria o príncipe do reino da Grécia. Agora, porém, diria o que estava escrito no Livro da Verdade.

Também disse que ninguém O ajudava, exceto Miguel, o príncipe deles (que era um dos mais importantes). Estava acompanhando Miguel para apoiá-lo e fortalece-lo desde o primeiro ano do reinado de Dario, o medo. Acontecimentos no mundo espiritual, mundo que não vemos, mas é real.

Contou que outros três reis persas reinariam. Seriam sucedidos por um quarto rei. Muito mais rico que os primeiros. Este usaria sua riqueza para instigar todos a lutarem contra o reino da Grécia. Então surgiria um rei poderoso. Que governaria com grande autoridade. Realizaria o que desejasse. Mas, no auge de seu poder, seu reino seria quebrado e dividido em quatro partes. Não seria governado por seus descendentes. Nem teria a mesma autoridade. Seu império seria arrancado e entregue a outros. E continua contando tudo que aconteceria. Leia o texto todo de Daniel e confira.

A Bíblia King James Atualizada (KJA), nos conta que os três reis são Cambises (530-522 a.C.), Pseudo-Smerdias, ou Gaumtata (522) e Dario (522 a 486). O quarto rei é Xerxes I (486-465), que empreendeu todo seu esforço militar para conquistar a Grécia em 480 a.C.. O rei poderoso é Alexandre, o Grande (336-323 a.C.). http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html

Hoje temos esses acontecimentos documentados nas páginas da História, não apenas nas páginas da Bíblia.

Para mim, o auge do texto é o que aconteceria (aconteceu e acontecerá) a líderes sábios que instruiriam a muitos. Morreriam pela espada e pelo fogo. Ou seriam capturados e saqueados. Durante essas perseguições receberiam pouca ajuda. Muitos se ajuntariam a eles, mas não seriam sinceros.

Alguns sábios seriam vítimas de perseguição. Assim, seriam refinados, purificados e limpos. Isso continuaria até o tempo do fim. O tempo que ainda estava por vir.

Quando fala da perseguição e da suspensão do sacrifício diário, refere-se imediatamente a Antíoco Epifânio, que prefigura um evento apocalíptico ainda maior no final dos tempos, como vimos nos capítulos anteriores.

O capítulo doze de Daniel é a única referência à vida eterna em todo o Antigo Testamento. Também é a primeira referência clara à ressurreição, dos justos e ímpios.

No tempo do fim, Miguel, o grande príncipe que guarda o povo do Senhor se levantará. Haverá um tempo de angústia qual nunca houve desde que nações vieram a existir. Todos que estiverem com o nome escrito “no livro” serão salvos.

Alguns ressuscitarão para a vida eterna. Outros para a vergonha e desonra eterna. Os sábios brilharão como o esplendor do céu. Os que conduzem muitos à justiça resplandecerão como estrelas. Eternamente.

Daniel recebeu ordem de selar o livro. Até o tempo do fim. Neste tempo, muitos correrão de um lado para o outro. O conhecimento (ciência) se multiplicará. O Senhor jurou que passaria um tempo, tempos e meio tempo. Quando o povo santo finalmente for quebrado, todas essas coisas se cumprirão.

Daniel perguntou como tudo aquilo acabaria. Era o principal a saber. O Senhor respondeu que aquelas palavras seriam mantidas em segredo. Seladas para o tempo do fim. Nesse tempo, muitos seriam purificados, limpos e refinados por essas provações. Os perversos continuariam em sua perversidade. Não entenderiam. Somente os sábios compreenderiam.

Feliz o que esperar e permanecer até o fim dos 1335 dias após a terrível profanação, pouco mais de três anos e meio.

Quanto a Daniel, que seguisse seu caminho até o fim, até completar sua carreira. Descansaria. No final dos dias, ressuscitará para receber sua herança.

Que permaneçamos fieis ao Senhor, apesar de perseguições, de pouca ajuda, de saques e mortes que possam nos sobrevir. Que aproveitemos todas as oportunidades para sermos purificados, limpos e refinados. Pelas provações. Esse é o papel delas.

Que sejamos sábios para compreender o que o Senhor fará. Que sejamos os que conduzem muitos à justiça. Que esperemos! Que permaneçamos fieis até o fim. Que sejamos vitoriosos, como Daniel. Para recebermos nossa herança.

Que tenhamos ouvidos para ouvir!

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei o fruto da árvore da vida que está no paraíso de Deus”. – Apocalipse 2.7

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Quem for vitorioso não sofrerá o dano da segunda morte”. – Apocalipse 2.11

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca, e nela estará gravado um nome novo, que ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe”. – Apocalipse 2.17

“Ao vitorioso que me obedecer até o fim, Eu darei autoridade sobre as nações. Ele as governará com cetro de ferro e as despedaçará como vasos de barro. Ele terá a mesma autoridade que recebi de meu Pai, e também lhe darei a estrela da manhã”. – Apocalipse 2.26,27

“O vitorioso será vestido de branco. Jamais apagarei seu nome do Livro da Vida e confirmarei, diante de Meu Pai e de Seus anjos, que ele Me pertence”. – Apocalipse 3.5

“O vitorioso se tornará coluna do templo de Meu Deus, de onde jamais sairá. Escreverei nele o nome de Meu Deus, e ele será cidadão da cidade de Meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, da parte de Meu Deus. E também escreverei nele o Meu novo nome”. – Apocalipse 3.12

“O vitorioso se sentará comigo em Meu trono, assim como Eu fui vitorioso e me sentei com Meu Pai em Seu trono”. – Apocalipse 3.21

Quero permanecer até o fim. Ser vitoriosa. E você?

Continuamos amanhã. Leremos os três primeiros livros de Oseias, um dos mais lindos romances já escrito.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Daniel 9.1-27

Leitura do dia 14/09.

Na postagem anterior acompanhamos a visão de Daniel com o carneiro e o bode. Com muita revelação. Que ele não entendeu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html

Agora, caminharemos através do capítulo nove de Daniel.

Era o primeiro ano de Dario, o medo, filho de Assuero (Xerxes), que se tornou rei dos babilônios.

Daniel era um estudioso da palavra do Senhor. Como devemos ser.

Estava estudando a palavra revelada ao profeta Jeremias e compreendeu que Jerusalém devia permanecer desolada por um período de setenta anos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-251-2722.html

A partir dessa compreensão, voltou-se para o Senhor. Suplicou-Lhe com oração e jejum. Vestiu panos de saco e colocou cinzas sobre sua cabeça.

Orou ao Senhor e confessou Sua grandeza e Seu amor leal. Confessou os pecados de seu povo, identificando-se como um dos pecadores. Como também devemos orar.

Estavam em vergonha com tudo que acontecera. Porque pecaram contra o Senhor. Não ouviram os profetas que o Senhor enviara. Não foram fiéis. Não se arrependeram. Não se voltaram para Ele.

O Senhor cumprira tudo que prometera, por causa da apostasia. Agora estavam desolados.

Nunca aconteceu uma calamidade tão terrível como a que aconteceu em Jerusalém. Todas as maldições escritas na Lei de Moisés se cumpriram. Nem assim, se arrependeram. Nem quiseram buscar Sua misericórdia. Ao contrário, afastaram-se dEle.

Daniel clamou que o Senhor desviasse Sua furiosa ira de Jerusalém. Como resultado do pecado (deles e de seus antepassados), todas as nações vizinhas zombavam de Jerusalém e de Seu povo. Não eram benção para essas nações, como a ordem do Senhor dada a Abraão (Gênesis 12.1-3).

Que o Senhor ouvisse sua súplica, por causa dEle mesmo. Por causa de Sua misericórdia, ainda que não merecessem ser ouvidos.

Que o senhor ouvisse. Perdoasse. Atendesse. E Agisse. Tudo por causa dEle mesmo. Que não demorasse. Seu povo e Sua cidade carregavam Seu nome. E estavam desolados.

Daniel continuou a orar e confessar seu pecado e o pecado de seu povo, Israel. Suplicando ao Senhor por Jerusalém, Seu santo monte.

Sua oração é maravilhosa. Carregada de humildade, adoração e confissão. Somente após, veio o pedido. Para toda uma nação.

Enquanto orava, Gabriel foi depressa até ele. Disse que veio dar-lhe percepção e entendimento. Assim que Daniel começou a orar, foi dada uma ordem e agora estava ali para lhe explicar que ordem era essa.

Daniel foi ouvido por ser muito precioso para o Senhor. Deveria ouvir com muita atenção o que Gabriel tinha a dizer. Para entender o significado da visão.

Foi dado um período de quatrocentos e noventa anos (2 Crônicas 36.19-21) para trazer justiça eterna. Depois de um tempo, o governante, o Ungido chegaria. Apesar de serem tempos difíceis, Jerusalém seria reconstruída com ruas e fortes defesas. Depois, o Ungido seria morto.

Passado um tempo, surgiria um governante cujos exércitos destruiriam Jerusalém e o templo. Até aqui fala sobre a primeira vinda do Senhor Jesus. E Sua morte.

Depois, algo que ainda não aconteceu. Um governante fará um tratado com muitos por um período de uma semana, representando sete anos. Um acordo de paz. Este governante profanará o templo do Senhor. Até que o destino para esse profanador seja finalmente derramado sobre ele. Quando o Ungido voltará para reinar eternamente.

Não sabemos exatamente como serão os próximos acontecimentos. Nem quando acontecerão. O Senhor disse para estarmos vigilantes. Prontos para esses acontecimentos.

Se tantas profecias ditas na Palavra foram cumpridas, acredite, as que ainda não se cumpriram, também serão cumpridas.

Que permaneçamos fiéis. Até àquele dia.

“Eu virei inesperadamente, como ladrão! Feliz é aquele que me espera alerta e mantém puras suas vestes, para que não precise andar nu e envergonhado”. – Apocalipse 16.15

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez de Daniel. Até o fim.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Daniel 6.1-28

Leitura do dia 13/09.

Na postagem anterior vimos o banquete dado pelo rei Belsazar e a inscrição do Senhor com Seu decreto.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-51-31.html

Agora, caminharemos através do capítulo seis de Daniel.

Dario, o medo, era o rei. Ele resolveu dividir o reino em cento e vinte províncias. Nomeou um alto funcionário para cada uma delas. Escolheu três administradores para supervisionar esses altos funcionários e proteger os interesses do rei. Daniel estava entre esses três.

Em pouco tempo, Daniel se mostrou muito mais capaz que todos os outros. Por isso, o rei planejava colocá-lo à frente de todos. Então, os outros administradores e os altos funcionários começaram a procurar falhas na maneira como Daniel conduzia as questões governamentais. Não conseguiram encontrar nada de errado. Não conseguiram sequer encontrar algo para ser criticado. Ele era leal. Sempre responsável. Digno de confiança. Como todo servo do Senhor deve ser. Irrepreensível.

Concluíram que a única chance de encontrar algum motivo para acusá-lo seria em relação às leis de seu Deus. Foi o que fizeram.

Foram até o rei e propuseram uma lei ridícula, alegando que todos os administradores, oficiais, altos funcionários, conselheiros e governadores estavam de acordo. Mentira. Daniel não tinha sequer conhecimento. A lei deveria ser cumprida rigorosamente.

Sabe qual era a lei? Durante trinta dias, qualquer pessoa que fizesse um pedido a alguém (divino ou humano), exceto ao rei, seria lançado na cova dos leões. Sabe aquelas leis que são decretadas e não tem qualquer sentido? Pois é. O rei, ou ficou orgulhoso com a posição em que ficaria durante os próximos trinta dias ou nem prestou atenção e assinou a lei.

Quando Daniel soube que esta lei tinha sido assinada, continuou sua rotina. Foi para casa como costumava fazer. Ajoelhou-se no quarto, no andar de cima, com as janelas abertas na direção de Jerusalém (na direção de onde ficava o templo). E orou. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/a-oracao-de-salomao.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/07/que-tipo-de-roupas-temos-vestido.html

Ele orava três vezes por dia e dava graças ao Senhor. Os oficiais foram juntos à casa de Daniel. Queriam pegá-lo em flagrante. Foram diretamente ao rei e o lembraram da lei.

Perguntaram-lhe se lembrava que assinara a tal lei que se alguém pedisse qualquer coisa que não ao rei, num prazo de trinta dias, seria imediatamente lançado na cova dos leões. O rei confirmou.

Eles disseram ao rei que Daniel não lhe dava importância, nem à sua lei. Continuava a orar ao seu Deus três vezes por dia, como antes da lei.

Quando Dario ouviu, ficou muito angustiado. Lembre-se, Daniel estava prestes a ser nomeado à frente de todos no reino. Ele procurou uma forma de salvá-lo. Passou o restante do dia pensando num modo de livrá-lo. Não encontrou.

À noite os homens foram ao rei pressioná-lo. Sua lei não poderia voltar atrás. Por fim, sem ter encontrado um escape, o rei ordenou que Daniel fosse lançado na cova. Antes, expressou seu desejo a Daniel. Que o seu Deus, a quem ele servia fielmente, o livrasse.

Daniel foi lançado na cova dos leões. Colocaram uma pedra sobre a abertura da cova. Selaram com o anel do rei e de seus nobres. Assim, a pedra não poderia ser removida. A não ser pelo próprio rei. Ninguém poderia resgatar Daniel.

O rei voltou a seu palácio. Passou a noite em jejum. Não quis nenhum divertimento. Ficou acordado a noite inteira.

Assim que amanheceu, foi correndo à cova dos leões. Lá, gritou angustiado, chamando por Daniel, “servo do Deus vivo”. Perguntou se o Deus a quem ele servia tal fielmente pôde livrá-lo dos leões.
Daniel respondeu. Sim. Estava vivo! O seu Deus enviara Seu anjo para fechar a boca dos leões. Ele foi considerado inocente aos olhos de Deus. Lembra o significado de seu nome? Daniel, “Deus é meu juiz”. O Senhor o julgou. E foi considerado inocente. Daniel também disse que não fizera nada contra o rei.

O rei ficou muito feliz! Ordenou que Daniel fosse retirado da cova. Não havia sequer um arranhão nele. Sabe por quê? Porque confiara no Senhor.

O rei ordenou que prendessem os acusadores de Daniel e os lançassem na cova dos leões. Junto com suas esposas e filhos. Os leões os atacaram e os despedaçaram. Antes que chegassem ao fundo da cova. Tal qual Daniel, foram julgados. Não foram considerados inocentes. Que tristeza.

Quando viram como Daniel era leal, responsável e digno de confiança, por que não seguiram seu exemplo? Por que não se entregaram ao Deus de Daniel?

O rei Dario enviou uma mensagem aos povos de todas as cores, nações e línguas em todo o mundo dominado pelo Império Medo. Era um decreto. Neste decreto o rei ordenava que todos em seu reino deveriam tremer de medo diante do Deus de Daniel. Ele é o Deus vivo. Que permanece para sempre. Seu reino jamais será destruído. Seu domínio nunca terá fim. Ele livra e salva Seu povo. Realiza sinais e maravilhas. Nos céus e na terra. Foi Ele que livrou Daniel do poder dos leões.

Daniel prosperou também durante o reinado de Dario. E durante o reinado de Ciro, o persa.

Que aprendamos a sermos como Daniel. Leais. Sempre responsáveis. Dignos de confiança. Fieis. Constantes em oração.

“Portanto, meus amados irmãos, sejam fortes e firmes. Trabalhem sempre para o Senhor com entusiasmo, pois vocês sabem que nada do que fazem para o Senhor é inútil”. – 1 Coríntios 11.58

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Espero você. Até lá.

Daniel 5.1-31


Leitura do dia 13/09.

Na postagem anterior vimos a carta de Nabucodonosor a todos os povos por ele dominados. Para contar as maravilhas que o Senhor lhe fizera. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-41-37.html

Agora, caminharemos através do capítulo cinco de Daniel.

Passaram-se muitos anos. Nabucodonosor não é mais o rei. Já morreu. Quem reina agora é Belsazar, um de seus sucessores.

Ele deu um enorme banquete. Para mil de seus nobres. Enquanto estavam bebendo, Belsazar ordenou que trouxessem as taças de ouro e prata que Nabucodonosor tirara do templo do Senhor em Jerusalém. Queria beber nessas taças, com seus nobres, suas esposas e suas concubinas.

Enquanto bebiam, louvavam seus ídolos de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e pedra. Ídolos inúteis.
De repente, viram dedos de mão humana escreverem na parede do palácio real, próximo ao candelabro (para todos verem). Enquanto a mão escrevia, Belsazar ficou pálido de medo. Seus joelhos batiam um contra o outro e suas pernas vacilaram, tamanho seu pavor.

Aos gritos, ordenou que fossem chamar os encantadores, astrólogos e adivinhos. Disse que se alguém conseguisse ler e interpretar o que estava escrito, seria vestido com um manto vermelho e receberia uma corrente de ouro para seu pescoço. Além disso, seria considerado o terceiro maior em todo seu reino. Nenhum deles conseguiu.

O rei ficou ainda mais assustado. Seus nobres também estavam abalados. Também pudera. Imagine uma mão, do nada, começar a escrever na parede. Ainda por cima, quatro palavras que não entendemos. É de deixar qualquer um apavorado.

Quando a rainha-mãe soube do acontecido, foi depressa à sala do banquete. Tentou acalmar seu filho. Disse que no reino havia um homem que tinha “o espírito dos santos deuses”. Esse homem, durante o reinado de Nabucodonosor, demonstrou ter percepção, entendimento e sabedoria, como “os deuses”. Foi nomeado, naquela época, chefe de todos os magos, encantadores, astrólogos e adivinhos. Chamava-se Daniel e Nabucodonosor o chamara de Beltessazar. Era extraordinariamente inteligente. Cheio de conhecimento e entendimento. Capaz de interpretar sonhos. Explicar enigmas e resolver problemas difíceis. Que o rei o chamasse. Ele diria o que significava aquela amedrontadora inscrição.

Daniel foi levado ao rei, que explicou toda a situação. Ele respondeu que o rei poderia ficar com seus presentes e dá-los a outros. Mas, diria o significado da inscrição.

Falou ao rei que o Senhor Altíssimo dera a Nabucodonosor soberania, majestade, glória e honra. Povos de todas as cores, nações e línguas estremeciam diante dele. Quando, porém, seu coração se encheu de arrogância, foi tirado de seu trono e deposto de sua glória. Viveu entre os animais, como um louco. Até entender que o Senhor domina sobre todos os reinos do mundo e nomeia quem quer para governar sobre eles. O rei sabia disso. Ainda assim não se humilhou. Desafiou o Senhor dos céus. Mandou trazer as taças de Seu templo, que eram consagradas. Beberam nelas enquanto louvavam seus deuses feitos por mãos de homem. Deuses que não conseguem ver, nem ouvir, nem saber de coisa alguma. O rei não honrou o Senhor, o único que lhe dava fôlego de vida e controlava seu destino. Por isso, o Senhor enviou aquela mão que escreveu na parede.

A mensagem, escrita em quatro palavras, significava que o Senhor contara os dias de seu reinado e determinara seu fim. O rei havia sido pesado em uma balança e não alcançou o peso necessário. Seu reino seria dividido e entregue aos medos e persas.

Belsazar ordenou que vestissem Daniel com um manto vermelho e colocassem em seu pescoço uma corrente de ouro, declarando-o terceiro em importância no reino.

Não se fala em arrependimento. Soube o que significava a inscrição. Cumpriu sua promessa para com Daniel. Apenas isso.

Naquela mesma noite, Belsazar foi morto. Dario, o medo, apoderou-se do reino.

Que sejamos diferentes de Belsazar. Conhecemos a história. Sabemos o final. Sabemos as consequências de nossas escolhas. Temos muitos exemplos bons e maus. Nos voltemos para o Senhor. Nos rendamos a Ele. Sirvamos e amemos apenas o Senhor, aquele que nos dá fôlego de vida. E nos ama.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo seis.

Espero você. Até já.

sábado, 4 de maio de 2019

Esdras 5.1-6.12

Leitura do dia 04/05.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Esdras.

Ontem vimos Ciro permitir que os exilados regressassem a Jerusalém. E reconstruíssem o templo. Os exilados voltaram com Zoroabel. Antes mesmo de lançarem os alicerces do templo, reconstruíram o altar. Quando os inimigos de Judá viram a reconstrução, levantaram-se contra eles. Enviaram cartas ao rei, que não era mais Ciro. Conseguiram impedir a reconstrução. Que ficou parada. Até à época em que Dario se tornou rei. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-11-424.html

Hoje leremos a partir do capítulo cinco até o capítulo sete.

Na primeira postagem, leremos até o versículo doze do capítulo seis.

Nessa época, os profetas Ageu e Zacarias, os mesmos que tem livros com seus respectivos nomes, animaram, em nome do Senhor, que estava sobre eles, o povo a reconstruir.

Em resposta, Zorobabel levantou-se e, junto com Jesua, recomeçaram a construção. Esses profetas estavam com eles e os auxiliavam.

O governador daquela região e seus companheiros, foram a Jerusalém. Queriam saber quem lhes ordenara a reconstrução. Perguntaram o nome de todos que estavam trabalhando.

Eles responderam. Disseram que eram servos do Senhor, Deus dos céus e da terra. Estavam reconstruindo Seu templo. Explicaram que foi destruído porque seus antepassados se desviaram dEle. E continuaram a construção. Porque os olhos do Senhor estavam sobre eles.

O governador enviou um relatório minucioso a Dario. Dario ordenou que fosse pesquisado em todos os arquivos da Babilônia, se realmente Ciro havia ordenado tal reconstrução. Encontraram um memorando, de Ciro, na fortaleza da província da Pérsia.

Dario ordenou que o governador e seus companheiros ficassem longe da reconstrução. Que não interferissem de maneira alguma. Decretou que os ajudassem. Todos os custos da reconstrução seriam pagos com os impostos daquela província. A obra não deveria ser interrompida.

O rei também ordenou que se dessem aos sacerdotes tudo que eles precisassem para oferecer sacrifícios. Assim, eles poderiam orar pelo bem estar dele e de seus filhos.

Se alguém desobedecesse aquele decreto, seria pendurado em uma viga de sua própria casa. E a casa se tornaria um montão de entulho.

O rei também disse que o próprio Senhor, que escolhera Jerusalém como lugar para honrar Seu nome, aniquilasse qualquer rei ou nação que destruísse o templo.

A carta foi enviada ao governador daquela província. Ele obedecerá às ordens do rei?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Esdras 1.1-4.24

Leitura do dia 03/05.

Ontem vimos o reino de Manassés, sua apostasia, seu exílio, seu arrependimento, seu retorno a Jerusalém. Amom, seu filho, reinou em seu lugar. Não andou nos caminhos do Senhor, mas não se arrependeu como seu pai. Quando morreu, Josias reinou em seu lugar. Estava apenas com oito anos. Seguiu o exemplo de Davi. Fez uma limpeza em Israel e Judá. Destruiu os ídolos, reconstruiu o templo, regularizou o serviço do Senhor, celebrou a Páscoa. Morreu em uma batalha que não deveria ter ido. Jeoacaz reinou em seu lugar. Depois Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, até à queda de Jerusalém. Nenhum destes serviu o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-331-25.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-341-33.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-351-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-361-23.html

Terminamos o livro de 2 Crônicas, com o relato de que Ciro, rei da Pérsia,  permite aos exilados de Judá voltarem às suas terras.

Agora, iniciaremos o livro de Esdras, que conta esse retorno. Foram três grupos. O primeiro liderado por Zorobabel, o segundo por Esdras e o terceiro por Neemias. Leremos do capítulo um de Esdras até o capítulo quatro.

No primeiro ano do reinado de Ciro, o Senhor cumpriu Sua palavra. Tocou o coração de Ciro para libertar o povo de Judá. E para reconstruir o templo em Jerusalém.

Ciro registrou seu mandado por escrito e enviou a todo seu reino. Nele, declarou que o Senhor, o Deus dos céus, o Deus de Israel, havia lhe dado todos os reinos da terra e colocara sobre ele o encargo de reconstruir Seu templo. Sua ordem era clara. Todos que pertencessem ao povo do Senhor deveriam voltar a Jerusalém para reconstruir o templo.

Ciro abençoou o povo, desejando que o Senhor estivesse com eles. Ordenou que cada vizinho de um judeu os ajudasse com as despesas, dando-lhes prata e ouro, suprimentos e animais, além das ofertas voluntárias.

O Senhor também tocou no coração dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das tribos de Judá e Benjamim. Retornaram a Jerusalém. Seus vizinhos os ajudaram.

Além disso, Ciro retirou do tesouro do rei os utensílios que Nabucodonosor havia levado do templo. Listou todos os objetos, que retornaram a Jerusalém, sob a guarda de Sesbazar, líder dos exilados que voltavam para Judá.

Os que voltaram tinham suas genealogias devidamente listadas. Alguns sacerdotes não foram encontrados nestes livros. Foram impedidos pelo governador de comer das porções dos sacerdotes, até que houvesse um sacerdote que consultasse o Senhor a esse respeito, através do Urim e Tumim. Não eram muitos os sacerdotes que consultavam dessa maneira e a Bíblia não explica como essa consulta era feita.

Quando os exilados chegaram em Jerusalém, alguns dos chefes das famílias entregaram ofertas voluntárias para a reconstrução do templo. No mesmo lugar do anterior. Deram do que podiam. Nem além. Nem aquém.

Note que as ofertas foram dadas voluntariamente. Não houve pressão. Muito menos barganha. Não deram e ficaram endividados. Deram apenas o que podiam. Também não retiveram mais que o necessário. Seus corações eram corretos para com o Senhor.

Os sacerdotes, os levitas, os cantores, os guardas das portas, os servidores do templo e alguns do povo ficaram morando próximo a Jerusalém. Os demais regressaram às suas cidades, por todo o Israel.

Era necessário que os responsáveis por qualquer área do templo permanecessem próximo a Jerusalém, para ocuparem-se da reconstrução.

No sétimo mês, os israelitas já haviam se estabelecidos em suas cidades. Reuniram-se em Jerusalém, como se fossem um só homem. Com um só propósito.

Não estavam mais preocupados onde dormiriam, comeriam, viveriam. Estavam estabelecidos. Agora, podiam pensar apenas na reconstrução do templo e de Jerusalém.

Jesua reuniu-se com seus colegas e companheiros para reconstruir o altar do Senhor de Israel. Eram sacerdotes. Queriam apresentar holocaustos ali, como o Senhor ordenara tanto tempo antes.

O povo estava com medo dos habitantes daquela região. Ainda assim, reconstruíram o altar no mesmo lugar do original. Com dedicação e rapidez. Nem o medo os impediu.

Então, começaram a ofertar os holocaustos no altar do Senhor, pelas manhãs e tardes. Antes mesmo de lançarem os alicerces do templo do Senhor.

Também celebraram a festa das Cabanas, tudo conforme escrito na Lei.

Contrataram os pedreiros e carpinteiros. Compraram as toras de cedro. A construção começou no segundo mês do segundo ano depois que chegaram a Jerusalém.

Todos que haviam voltado do exílio formavam o grupo de trabalhadores. Até Zorobabel, o líder, príncipe de Judá, os sacerdotes e todos os levitas. Ninguém ficou à toa, esperando a construção do templo para assumirem, enfim, seus afazeres. Os levitas com idade acima de vinte anos supervisionavam a construção. Todos trabalharam.

Quando terminaram os alicerces do templo, os sacerdotes colocaram suas roupas especiais. Tomaram seus lugares. E tocaram as trombetas. Os levitas, descendentes de Asafe, tocaram os címbalos. Louvavam o Senhor como Davi ordenara. Entoavam cânticos declarando que o Senhor é bom e Seu amor por Israel dura para sempre.

O povo louvou o Senhor em alta voz, agradecidos, cheios de alegria pelo alicerce do templo estar levantado, gritavam em alta voz. Enquanto isso, os mais idosos, que viram o primeiro templo, choravam de tristeza, ante a diferença entre um e outro. Os gritos de alegria e o choro misturaram, propagando até muito longe.

Ah, como é difícil ter visto algo maior e depois dar valor ao que está acontecendo. Mas era tempo de alegria. Foram exilados. Perderam tudo. Agora, tinham a oportunidade de reconstruir o templo tão querido. A ordem era regozijar-se.

Quando os inimigos de Judá e Jerusalém souberam que os exilados retornaram e estavam reconstruindo o templo do Senhor, foram até eles e pediram para auxiliá-los na construção. Como auxiliar se eram inimigos?

Zorobabel, sabiamente, não permitiu. Reconheceu que eram inimigos.

Não podemos construir o templo com a ajuda de inimigos. Eles não ajudariam. Sabotariam.

E foi justamente o que fizeram. Claro que não queriam ajudar. Queriam atrapalhar. Subornaram agentes para trabalhar contra eles. Para frustrar seus planos. Tiveram muitas dificuldades, durante todo o reinado de Ciro, até o reinado de Dario.

Anos mais tarde, quando Xerxes (Assuero) iniciou seu reinado, enviaram cartas acusando o povo de Judá. E durante o reinado de Artaxerxes, enviaram cartas dizendo que Jerusalém estava sendo reconstruída. E era uma cidade má e rebelde.

Quando o rei consultou os registros, confirmou que Jerusalém havia sido grande e ordenou que as obras de reconstrução fossem paradas, imediatamente. Era um risco para o reino, se fosse reerguida.

Assim que a carta do rei chegou, Reum, Sinsai e seus amigos, correram a Jerusalém e, à força, obrigaram os judeus a parar.

As obras foram paradas. Ficaram paradas até o segundo ano de Dario como rei da Pérsia.

Mas, essa história fica para amanhã, quando leremos do capítulo cinco ao capítulo sete de Esdras.

Espero você. Até lá.

Que possamos reconhecer os inimigos. E sejamos persistente na construção do Senhor.