Mostrando postagens com marcador Xerxes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Xerxes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Daniel 10.1-12.13

Leitura do dia 15/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Daniel.

Ontem acompanhamos sua visão das quatro bestas. Sua explicação. A visão de um carneiro e um bode. A explicação de Gabriel. A oração de Daniel por seu povo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-71-28.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-91-27.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze. Os três últimos capítulos desse livro grandioso.

Era o terceiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia. 536 a.C..

Depois de três semanas de luto, quando não comeu nada saboroso, nem se perfumou, apenas orando, Daniel teve uma visão. Entendeu que a visão que tivera era verdadeira e referia-se a acontecimentos futuros. Tempos de guerra e de grande dificuldade.

Estava em pé junto ao rio Tigre. Quando levantou os olhos viu um homem vestido com roupas de linho. Usava um cinto de ouro puro. Seu corpo era semelhante a uma pedra preciosa. Seu rosto faiscava como relâmpago. Seus olhos eram como tochas acesas. Seus braços e pés brilhavam como bronze polido. Sua voz era como o som de uma grande multidão.

Sabemos quem Daniel viu. Teve o grande privilégio de ver o Senhor Jesus em Sua glória e formosura, como João.

“Quando me voltei para ver quem falava comigo, vi sete candelabros de ouro e, em pé entre eles, havia alguém semelhante ao Filho do Homem. Vestia um manto comprido, com uma faixa de ouro sobre o peito. A cabeça e os cabelos eram brancos como lã e a neve, e os olhos, como chamas de fogo. Os pés eram como bronze polido, refinado numa fornalha, e a voz ressoava como fortes ondas do mar. Na mão direita tinha sete estrelas, e de Sua boca saía uma espada afiada dos dois lados. A face brilhava como o sol em todo o seu esplendor”. – Apocalipse 1.12-16

Somente Daniel teve essa maravilhosa visão. Os que estavam com ele se encheram de temor, sem saber o que era e correram para se esconder. Ele ficou sozinho. Perdeu suas forças. Ficou muito pálido. Quase desfaleceu. Sua presença era (é) gloriosa. Quando o Senhor falou, perdeu os sentidos. Ficou ali estendido, com o rosto no chão.

Percebeu a mão de alguém a tocá-lo e colocá-lo sobre suas mãos e joelhos. Ainda estava muito trêmulo. O Senhor lhe disse que era muito precioso para Deus. Por isso deveria ouvir com atenção o que tinha a lhe dizer. Ordenou que ficasse em pé.

Ainda trêmulo Daniel levantou-se. O Senhor lhe disse para não ter medo. Seu pedido fora atendido assim que começou a orar. Ele veio em resposta à sua oração. Lutou por vinte e um dias com o príncipe do reino da Pérsia. Miguel, um dos príncipes mais importantes, o ajudou. Estava ali para explicar o que aconteceria no futuro, com seu povo. A visão referia-se a um tempo que ainda viria. O Senhor estava lhe explicando acontecimentos do mundo espiritual.

Quando falava, Daniel olhava para o chão. Não conseguia falar uma única palavra. Ele tocou seus lábios. Daniel abriu a boca e conseguiu falar. Disse que estava muito angustiado por causa da visão que tivera. Sentia-se muito fraco. Suas forças tinham acabado. Mal conseguia respirar. Não entendia como era possível alguém como ele falar com o Senhor.

Então, o Senhor o tocou novamente. Daniel sentiu suas forças voltarem. Ele disse novamente para Daniel não temer. Era muito precioso para Deus. Saudou-o dizendo que a paz estivesse com ele. Que tivesse ânimo e fosse forte.

Enquanto falava, Daniel sentiu-se mais forte. Pediu que o Senhor lhe falasse, pois havia sido fortalecido, por Ele. O Senhor perguntou se Daniel sabia porque viera. Em breve voltaria para lutar com o príncipe do reino da Pérsia. Depois, viria o príncipe do reino da Grécia. Agora, porém, diria o que estava escrito no Livro da Verdade.

Também disse que ninguém O ajudava, exceto Miguel, o príncipe deles (que era um dos mais importantes). Estava acompanhando Miguel para apoiá-lo e fortalece-lo desde o primeiro ano do reinado de Dario, o medo. Acontecimentos no mundo espiritual, mundo que não vemos, mas é real.

Contou que outros três reis persas reinariam. Seriam sucedidos por um quarto rei. Muito mais rico que os primeiros. Este usaria sua riqueza para instigar todos a lutarem contra o reino da Grécia. Então surgiria um rei poderoso. Que governaria com grande autoridade. Realizaria o que desejasse. Mas, no auge de seu poder, seu reino seria quebrado e dividido em quatro partes. Não seria governado por seus descendentes. Nem teria a mesma autoridade. Seu império seria arrancado e entregue a outros. E continua contando tudo que aconteceria. Leia o texto todo de Daniel e confira.

A Bíblia King James Atualizada (KJA), nos conta que os três reis são Cambises (530-522 a.C.), Pseudo-Smerdias, ou Gaumtata (522) e Dario (522 a 486). O quarto rei é Xerxes I (486-465), que empreendeu todo seu esforço militar para conquistar a Grécia em 480 a.C.. O rei poderoso é Alexandre, o Grande (336-323 a.C.). http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html

Hoje temos esses acontecimentos documentados nas páginas da História, não apenas nas páginas da Bíblia.

Para mim, o auge do texto é o que aconteceria (aconteceu e acontecerá) a líderes sábios que instruiriam a muitos. Morreriam pela espada e pelo fogo. Ou seriam capturados e saqueados. Durante essas perseguições receberiam pouca ajuda. Muitos se ajuntariam a eles, mas não seriam sinceros.

Alguns sábios seriam vítimas de perseguição. Assim, seriam refinados, purificados e limpos. Isso continuaria até o tempo do fim. O tempo que ainda estava por vir.

Quando fala da perseguição e da suspensão do sacrifício diário, refere-se imediatamente a Antíoco Epifânio, que prefigura um evento apocalíptico ainda maior no final dos tempos, como vimos nos capítulos anteriores.

O capítulo doze de Daniel é a única referência à vida eterna em todo o Antigo Testamento. Também é a primeira referência clara à ressurreição, dos justos e ímpios.

No tempo do fim, Miguel, o grande príncipe que guarda o povo do Senhor se levantará. Haverá um tempo de angústia qual nunca houve desde que nações vieram a existir. Todos que estiverem com o nome escrito “no livro” serão salvos.

Alguns ressuscitarão para a vida eterna. Outros para a vergonha e desonra eterna. Os sábios brilharão como o esplendor do céu. Os que conduzem muitos à justiça resplandecerão como estrelas. Eternamente.

Daniel recebeu ordem de selar o livro. Até o tempo do fim. Neste tempo, muitos correrão de um lado para o outro. O conhecimento (ciência) se multiplicará. O Senhor jurou que passaria um tempo, tempos e meio tempo. Quando o povo santo finalmente for quebrado, todas essas coisas se cumprirão.

Daniel perguntou como tudo aquilo acabaria. Era o principal a saber. O Senhor respondeu que aquelas palavras seriam mantidas em segredo. Seladas para o tempo do fim. Nesse tempo, muitos seriam purificados, limpos e refinados por essas provações. Os perversos continuariam em sua perversidade. Não entenderiam. Somente os sábios compreenderiam.

Feliz o que esperar e permanecer até o fim dos 1335 dias após a terrível profanação, pouco mais de três anos e meio.

Quanto a Daniel, que seguisse seu caminho até o fim, até completar sua carreira. Descansaria. No final dos dias, ressuscitará para receber sua herança.

Que permaneçamos fieis ao Senhor, apesar de perseguições, de pouca ajuda, de saques e mortes que possam nos sobrevir. Que aproveitemos todas as oportunidades para sermos purificados, limpos e refinados. Pelas provações. Esse é o papel delas.

Que sejamos sábios para compreender o que o Senhor fará. Que sejamos os que conduzem muitos à justiça. Que esperemos! Que permaneçamos fieis até o fim. Que sejamos vitoriosos, como Daniel. Para recebermos nossa herança.

Que tenhamos ouvidos para ouvir!

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei o fruto da árvore da vida que está no paraíso de Deus”. – Apocalipse 2.7

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Quem for vitorioso não sofrerá o dano da segunda morte”. – Apocalipse 2.11

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca, e nela estará gravado um nome novo, que ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe”. – Apocalipse 2.17

“Ao vitorioso que me obedecer até o fim, Eu darei autoridade sobre as nações. Ele as governará com cetro de ferro e as despedaçará como vasos de barro. Ele terá a mesma autoridade que recebi de meu Pai, e também lhe darei a estrela da manhã”. – Apocalipse 2.26,27

“O vitorioso será vestido de branco. Jamais apagarei seu nome do Livro da Vida e confirmarei, diante de Meu Pai e de Seus anjos, que ele Me pertence”. – Apocalipse 3.5

“O vitorioso se tornará coluna do templo de Meu Deus, de onde jamais sairá. Escreverei nele o nome de Meu Deus, e ele será cidadão da cidade de Meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, da parte de Meu Deus. E também escreverei nele o Meu novo nome”. – Apocalipse 3.12

“O vitorioso se sentará comigo em Meu trono, assim como Eu fui vitorioso e me sentei com Meu Pai em Seu trono”. – Apocalipse 3.21

Quero permanecer até o fim. Ser vitoriosa. E você?

Continuamos amanhã. Leremos os três primeiros livros de Oseias, um dos mais lindos romances já escrito.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Ester 9.1-10.3

Leitura do dia 12/05.

Na postagem anterior, vimos o novo decreto expedido pelo rei, de acordo com o que foi ditado por Mardoqueu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-81-17.html

Agora, continuaremos através dos capítulos nove e dez de Ester.

No dia 7 de março do ano seguinte, os dois decretos entraram em vigor. No dia em que os inimigos dos judeus esperavam aniquilá-los, aconteceu exatamente o contrário. Eles dominaram sobre seus inimigos.

Os judeus se reuniram em todas as províncias de Xerxes, para se defender, atacando todos que desejassem matá-los. Ninguém conseguiu lhes resistir. Embora alguns inimigos tenham tentado. Todos estavam com medo. Os nobres e os oficiais do rei, em todas as províncias ficaram ao lado dos judeus. Mardoqueu havia sido engrandecido de tal maneira, que sua fama chegou em todas as províncias de Xerxes.

Neste dia, os judeus mataram todos que se levantaram contra eles. Na fortaleza de Susã mataram quinhentos homens, além dos filhos de Hamã. Não tomaram os despojos.

Os judeus que se reuniram nas demais províncias, para salvarem suas vidas, mataram setenta e cinco mil homens, que os odiavam. Setenta e cinco mil!

Ao término do dia, quando o rei foi informado dos acontecimentos em Susã, mandou chamar a rainha. Contou a Ester o que havia acontecido. Perguntou-lhe o que mais desejava. Ela podia dizer-lhe. Ele a atenderia. Não é lindo? Ele desejou que a rainha pedisse mais. Queria agradar-lhe. Como o Senhor faz conosco.

Ela pediu que no dia seguinte os judeus pudessem fazer o mesmo. E que os filhos de Hamã também fossem colocados na forca. No dia seguinte, em Susã, os judeus se reuniram novamente. Mataram trezentos homens. Também não tomaram despojos.

Em Susã, no dia seguinte, comemoraram. Descansaram e fizeram um dia de festa e alegria. Nas demais províncias, fizeram o mesmo. Um dia antes.

Mardoqueu registrou tudo e enviou nova correspondência aos judeus por todo o reino de Xerxes, instruindo-os a celebrarem anualmente, eternamente, esses dois dias. Que celebrassem com festas e alegria, presenteando uns aos outros com alimentos e distribuindo presentes aos pobres. Gosto desse tipo de comemoração.

Mardoqueu frisou que deveriam sempre lembrar-se do dia em que os judeus livraram-se de seus inimigos, o dia em que sua tristeza transformou-se em alegria e seu lamento, em dia de festa. A festa foi nomeada Purim, palavra que era usada para “lançar sortes”.

A festa de Purim é celebrada, entre os judeus, até nossos dias, quando o livro de Ester é lido. Foi um grande livramento providenciado pelo Senhor, através de Ester e Mardoqueu.

Xerxes cobrava tributos de todo seu império. Sua grandeza, suas realizações e a promoção e grandeza de Mardoqueu foram registrados no Livro da História dos Reis da Média e da Pérsia.

Mardoqueu ocupou o cargo mais alto no reinado de Xerxes, abaixo apenas do próprio rei. Foi muito amado pelos judeus. Estava sempre procurando o bem de seu povo e seus descendentes. Como deve ser.

Terminamos mais um livro. Cientes de que o Senhor age, muitas vezes, por caminhos inesperados. Ele é maravilhoso. Sempre.

Antes de passarmos ao próximo livro, gostaria de convidá-lo a ler o texto “Hadassa e a trama perfeita”. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/ester-trama-perfeita.html

Amanhã, iniciaremos o livro de Jó. Mais um livro repleto de lições. Leremos os três primeiros capítulos.

Espero você. Até lá.

Ester 8.1-17

Leitura do dia 12/05.

Continuamos nossa caminhada pelos últimos capítulos de Ester.

Ontem vimos Mardoqueu pedindo ajuda à rainha. Ester proclamando um jejum. Apresentando-se diante do rei. Sendo acolhida.

Vimos também, ela oferecer dois banquetes ao rei. E desmascarar Hamã. Que foi morto.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-41-17.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-51-14.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-61-14.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-71-10.html

Agora, leremos do capítulo oito ao capítulo dez.

Na primeira postagem, o capítulo oito.

Após a morte de Hamã, ainda no mesmo dia, Xerxes entregou seus bens a Ester. Ela nomeou Mardoqueu administrador desses bens. Ele foi levado à presença de Xerxes e apresentado como seu parente. O rei tirara seu anel com o selo real de Hamã. Ele o entregou a Mardoqueu.

Ester voltou a apresentar-se ao rei. O principal problema ainda não havia sido resolvido. O decreto assassino ainda estava em vigor. Lançou-se a seus pés, chorando e suplicando que o rei cancelasse o terrível plano de Hamã. Mais uma vez, Xerxes estendeu seu cetro para ela.

Ela se levantou e pediu ao rei que fosse publicado um novo decreto, anulando o decreto de Hamã. Não suportaria ver seu povo passar por tal calamidade. Não poderia assistir.

O rei respondeu a Ester e a Mardoqueu que expedissem um novo decreto, da forma que achassem melhor, mas não podiam revogar o decreto anterior.

Então, um pouco mais de dois meses da edição do decreto assassino, no dia 25 de junho, os secretários do rei foram convocados e escreveram um novo decreto, exatamente como Mardoqueu ditou. O decreto dizia que todos os judeus, em todas as províncias, podiam se vingar daqueles que tentassem matá-los. E ficar com seus bens, os despojos. O dia seria o mesmo em que podiam ser mortos, ou seja, dia 7 de março do ano seguinte.

Note que levou mais de dois meses para que o novo decreto fosse redigido, embora o rei já houvesse dado uma resposta positiva. Como acontece muitas vezes com nossas orações. Embora já atendidas, leva um tempo para tornarem-se reais.

O decreto ainda ordenava que os judeus estivessem preparados para esse dia.

Os mensageiros foram enviados nos cavalos velozes criados nos estábulos do rei.

Onde a notícia chegava, havia alegria, festas, banquetes. Em Susã, o novo decreto foi amplamente comemorado. Muitas pessoas tornaram-se judeus. Havia um temor sobre eles. Quem era aquele povo?

Embora o livro não mencione o nome do Senhor, sabemos que foi Sua providência. Assim como transformou a maldição em bem no caso de Balaão, transformou a ruína em vingança.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-231-2425.html

Mardoqueu foi engrandecido. Suas vestes agora não eram mais sacos. Não havia mais cinza em sua cabeça. Estava vestido com trajes reais, azul e branco. Um manto de linho fino e tecido vermelho. Sobre sua cabeça, uma grande coroa de ouro.

Será que os inimigos dos judeus se atreverão a atacá-los? Faltam quase nove meses para a data estipulada.

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Ester 7.1-10

Leitura do dia 11/05.

Na postagem anterior, vimos o rei perder o sono. E descobrir que Mardoqueu o salvou da morte e não foi recompensado. Vimos também que Hamã foi obrigado a prestar-lhe honra.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-61-14.html

Agora, continuamos através do capítulo sete.

Xerxes e Hamã foram ao segundo banquete promovido por Ester. Novamente, enquanto bebiam, o rei perguntou-lhe o que desejava. Qual era seu pedido. Atenderia, mesmo se pedisse metade de seu reino.

Ester lhe respondeu que se contava com seu favor, seu pedido e desejo era que poupasse sua vida e a vida de seu povo, que foram vendidos para serem mortos, destruídos, aniquilados. Disse também que se fossem “apenas” vendidos para serem escravos, não reclamaria, nem importunaria o rei com algo tão sem importância. Mas seriam mortos!

O rei ficou indignado. Perguntou quem faria algo assim. Onde estava o homem que teve tal audácia. Ester respondeu que tal homem era Hamã.

Hamã ficou apavorado. O rei saiu furioso e foi ao jardim. Quando voltou, Hamã estava debruçado sobre a rainha, clamando por misericórdia. Estava ciente que morreria. O rei ficou mais furioso ainda. Gritou como ele se atrevia a violentar a rainha diante de seus olhos. Sentença dada. Quando o rei falou tais palavras, seus servos cobriram o rosto de Hamã. Todos sabiam que sua morte havia sido decretada.

Harbona, um dos eunucos do rei contou que Hamã havia construído uma forca de mais de vinte metros (Mais de vinte metros? Seus servos devem ter se empolgado) no pátio de sua casa. Iria usá-la para enforcar Mardoqueu, o homem que salvara a vida do rei. Imediatamente Xerxes ordenou que fosse enforcado nela. Assim, sua ira aplacou.

E agora? Mardoqueu escapou da forca. O inimigo está morto. O decreto expedido a todas as províncias será revogado?

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo oito ao capítulo dez de Ester.

Espero você. Até lá.

Ester 6.1-14

Leitura do dia 11/05.

Na postagem anterior vimos o banquete que Ester ofereceu a Xerxes. Com a presença de Hamã. Vimos também Hamã mandar construir uma forca de vinte metros para pendurar Mardoqueu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-51-14.html

Agora, continuamos através do capítulo seis do livro de Ester.

Naquela noite o rei não conseguiu dormir. Perdeu o sono. Como não perder? Sua rainha tinha um pedido a fazer. Estava prorrogando. O que desejava? O que pediria? O que queria com dois banquetes seguidos? Por que tanto mistério para fazer um pedido, se ele havia dito que o concederia?

Ordenou que lhe trouxessem o livro sobre seu reinado. Mandou que o lessem. Esperava assim, que o sono chegasse e ele adormecesse. Mas não. Xerxes precisava ouvir o que ali estava escrito. Naquele dia. Leram sobre a ação de Mardoqueu. Ao contar sobre o que ouvira, impediu que o rei fosse morto por seus próprios guardas. Os mais importantes. Aqueles que guardavam a porta de seu dormitório.

Quando o relato terminou, o rei perguntou o que Mardoqueu havia recebido como recompensa. A resposta o surpreendeu. Nada havia sido feito a Mardoqueu.

O dia já amanhecera. Xerxes perguntou quem estava no pátio. Consegue imaginar? Ele mesmo, Hamã, pronto para pedir o enforcamento de Mardoqueu. A forca já estava prontinha, só esperando.

Quando lhe disseram que Hamã estava no pátio, o rei ordenou que imediatamente entrasse. Hamã não conseguiu dar uma palavra, antes do rei falar que desejava honrar alguém. Qual era sua ideia de honrar alguém a quem o rei se agradava muito?

Hamã pensou que só podia ser ele o tal alguém. Quem mais seria? Disse exatamente o que desejava que lhe fosse feito. Que a tal pessoa fosse vestida com um dos mantos do rei, um dos que o rei costumava usar. Que fosse colocada em um cavalo dos que o rei costumava andar. Que alguém de grande honra e autoridade conduzisse a tal pessoa pela praça da cidade, proclamando que “assim o rei faz a quem ele deseja agradar”.

Assuero gostou da ideia. Imediatamente ordenou que Hamã a colocasse em prática. O tal homem era Mardoqueu. Ele o acharia na porta do palácio. Não devia esquecer nenhum detalhe.

Tenho vontade de gargalhar! Hamã foi obrigado a fazer, com seu inimigo, o que queria que lhe fosse feito. Quando a cerimônia de honra acabou, Mardoqueu voltou para seu lugar à porta do palácio. Hamã foi para sua casa. Estava desolado. Completamente abatido. Sentia-se humilhado.

Quando chegou à sua casa e contou à sua esposa e seus amigos o que acontecera, deram-lhe o veredito. Se Mardoqueu, diante de quem fora humilhado, era judeu de nascença, seus planos contra ele não seriam bem-sucedidos. Hamã seria arruinado se continuasse sua oposição. Tarde demais. O decreto já havia sido assinado e lido por todas as províncias governadas por Xerxes.

Enquanto ainda falavam, vieram buscá-lo para o banquete que a rainha havia preparado para o rei.

E agora? O que acontecerá? O que a rainha pedirá? E como Hamã agirá?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até lá.

Ester 5.1-14

Leitura do dia 11/05.

Na postagem anterior, vimos que a rainha Ester tomou conhecimento do decreto assassino. Proclamou um jejum de três dias e três noites. Iria apresentar-se ao rei. E sofreria as consequências, se necessário fosse. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-41-17.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo cinco de Ester.

No terceiro dia do jejum, Ester se arrumou para ir à presença do rei. Colocou seus trajes reais. Entrou no pátio interno. Em frente ao salão do rei. Devia estar deslumbrante. Seu coração, batendo descompassadamente. Caso não alcançasse seu favor, seria morta.

Para nossa alegria (e dela), o rei a recebeu de bom grado. Estendeu-lhe seu cetro. Ela aproximou-se e o tocou. O rei fez a pergunta que todos, mais cedo ou mais tarde, ouviremos. “O que você deseja”? http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/precisamos-escolher-sempre.html

Xerxes disse que a atenderia, ainda que pedisse metade do reino. Uau! Não seria talvez, melhor ela pedir algo para si? Não podia. Estava comprometida. Havia descoberto seu chamado. Iria lutar por seu povo.

Enquanto Ester jejuava, teve uma inspiração. Faria um jantar para o rei. Foi o que pediu. Se parecesse bem a ele, gostaria de convidá-lo, juntamente com Hamã, para um banquete que preparara para o rei.

O pedido não lhe pareceu estranho. Hamã era o principal de seus oficiais. E, claramente, Xerxes gostava de um banquete.

Agora, dá para imaginar Ester preparando um banquete quando a espada está no pescoço de seu povo? Pensando em cada detalhe? Sua intenção era agradar o rei, assim seu coração poderia se inclinar ao pedido que lhe faria.

O rei mandou imediatamente que Hamã fosse chamado. Ambos foram ao banquete.

Enquanto bebiam vinho, o rei perguntou a Ester qual era seu desejo. O que ela queria. Com certeza não havia arriscado sua vida para oferecer um banquete a ele. Ester sabiamente lhe respondeu que, se contasse com seu favor, viesse novamente na noite seguinte para outro banquete. Ele e Hamã. Neste próximo banquete, ela contaria seu desejo. Faria seu pedido.

Claro que o rei concordou. Quanto a Hamã saiu todo feliz e satisfeito. A rainha oferecera um banquete ao rei. Ele era o único convidado. E no dia seguinte, voltaria para outro banquete. Mas, quando viu Mardoqueu à porta do palácio, toda sua alegria e satisfação se foram. Mardoqueu não se curvou diante dele. Considerava esse gesto, mais importante.

Quando chegou em casa, Hamã reuniu seus amigos e sua esposa. Contou-lhes sua riqueza, seus muitos filhos. Sua honra diante do rei. O banquete que fora. E que iria no dia seguinte. Mas, nada daquilo tinha valor para ele, disse por fim. O quê? Sim. Isso mesmo. Nada tinha valor para ele, enquanto continuasse vendo Mardoqueu sentado ao portão do palácio. Lembre-se que o decreto para a morte dos judeus já havia sido expedido. Mas ele não suportava mais ver Mardoqueu ainda vivo. Não ia aguentar quase um ano até poder matá-lo.

Zeres, sua esposa deu-lhe a sugestão de fazer uma forca, de vinte metros de altura. Sim, vinte metros. Aproximadamente um prédio de seis a sete andares. Pode isso? Que forca é essa? Quem olhasse, onde quer que estivesse em Susã e arredores, veria. Ela também sugeriu que, pela manhã, Hamã pedisse para enforcar Mardoqueu. Ele achou a sugestão excelente. Mandou fazer a forca. E foi dormir satisfeito.

E agora? Mardoqueu morrerá?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Ester 4.1-17

Leitura do dia 11/05.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Ester. Mais um livro cheio de lições a serem aprendidas e apreendidas.

Ontem vimos a festa e o banquete oferecidos pelo rei Xerxes. A rainha Vasti sendo deposta. A seleção das jovens moças. A coroação de Ester. A lealdade de Mardoqueu ao rei, livrando-o da morte. A conspiração de Hamã contra os judeus, tudo porque Mardoqueu não se curvava diante dele, como se fosse uma divindade. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-11-22.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-21-23.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-31-14.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos quatro ao capítulo sete.

Na primeira postagem, o capítulo quatro.

Enquanto o decreto de destruição dos judeus percorria todas as províncias e a confusão de espalhava, o rei e Hamã sentaram-se para beber.

Mardoqueu tomou conhecimento de tudo. Não sentou-se para beber, nem que fosse para lamentar ou esquecer. Enfrentou a realidade. Rasgou suas roupas, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinzas e saiu pela cidade. Chorando alto e amargamente. Não chorava apenas por ele. Não se incomodava em ser reconhecido como um judeu. Chorava por seu povo.

Foi até à porta do palácio, mas não pôde entrar. Ninguém vestido de luto podia entrar no palácio. À semelhança do Reino do Senhor. Se queremos entrar em Seus átrios, precisamos trocar nossas roupas. Não podem estar sujas de cinzas. Precisam estar limpas. Com a marca do sangue do Cordeiro, Jesus.

Assim foi em todo lugar onde aquele decreto ridículo e assassino chegou. Os judeus prantearam, jejuaram, choraram e lamentaram. Muitos, inclusive, deitaram-se vestidos de saco e em cinza.

Agimos assim quando sabemos de notícias terríveis que assolam nosso povo? E, quando falo nosso povo, falo do planeta todo. Não apenas de nosso bairro, cidade ou país.

Os eunucos e as criadas de Ester contaram a situação em que Mardoque estava. Ester ficou angustiada. Enviou-lhe roupas. Não podia considerar que seu “tio-pai” andasse daquela forma. Mas esqueceu de um “detalhe”. Não perguntou porque estava lamentando, de luto.

Quando Mardoqueu recusou-se a trocar suas roupas, seu coração estraçalhado, ela ordenou que descobrissem o que estava acontecendo. Agora sim.

Mardoqueu contou a Hataque. Informou a quantidade exata de prata que Hamã oferecera por eles e enviou uma cópia do decreto. Também pediu que Ester falasse com o rei, implorando por misericórdia em favor de seu povo.

Ester respondeu que ninguém podia entrar à presença do rei sem ser convidado. Se ele não levantasse o cetro em seu favor, a pessoa era morta. Imediatamente. Sem apelações. Além disso, o rei não a chamava fazia trinta dias! Ela correria um grande risco de morte.

Mardoqueu não se intimidou com a situação de Ester. Disse que, se ela não se levantasse e fizesse alguma coisa em favor dos judeus, o Senhor buscaria outro meio de escape. Ela e sua família, porém, pereceriam. Gosto dessa certeza de Mardoqueu. Estava lamentando. Clamando. Sabia que todos os judeus faziam o mesmo. E cria, piamente, que o Senhor os ouviria. E faria algo.

Ele foi além. Levantou a hipótese de que, provavelmente, era por este motivo que Ester havia se tornado rainha. Exatamente naquela época. Para enfrentar aquela situação.

Ah, como é importante reconhecermos o lugar que estamos, a época e os motivos. Não podemos ficar de braços cruzados diante de desgraças, sejam quais forem. Ester percebeu que era verdade.

Pediu que Mardoqueu reunisse todos os judeus de Susã e jejuassem por ela. Três dias e três noites. Suas criadas e elas também jejuariam. Após o jejum, iria ao rei. Se morresse, paciência. Teria morrido tentando fazer algo por seu povo. Cumprindo sua missão.

O decreto era real. Ainda que faltasse quase um ano para ser cumprido. Ninguém conseguiria viver com aquela angústia no peito. A espada no pescoço. Algo precisava ser feito. Urgentemente.

Ester era sábia. Assim como Esdras e Neemias, sabia que precisava de tempo. Para orar, jejuar, clamar, planejar e depois, agir.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-81-36.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-11-10.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-21-10.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/neemias-um-homem-de-oracao.html

Todos jejuaram. Durante três dias e três noites.

E agora? O que acontecerá? O que Ester fará? Como?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 11 de maio de 2019

Ester 3.1-14

Leitura do dia 10/05.

Na postagem anterior, vimos a escolha de Ester como rainha, em lugar de Vasti.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-21-23.html

Agora, continuamos através do capítulo três de Ester.

Um tempo depois de Ester tornar-se rainha, Xerxes engrandeceu Hamã, o agagita. Deu-lhe posição de autoridade sobre todos os nobres do império. Quando passava, os oficiais do palácio se curvavam diante dele, para demonstrar respeito. Mardoqueu, não. Os oficiais perguntaram porque não se curvava, ele explicou que era judeu. Não podia se curvar demonstrando honra divina. Somente ao Senhor.

Os oficiais do palácio resolveram contar a Hamã que Mardoqueu não se curvava diante dele, porque era judeu. Queriam ver se ia tolerar aquela conduta.

Interessante notar que antes dos oficiais falarem, Hamã não havia notado que Mardoqueu não se curvava, mas, assim que os oficiais falaram, Hamã ficou furioso. Quando soube sua nacionalidade, resolveu que era pouco matar Mardoqueu. Ia simplesmente destruir todos os judeus no império de Xerxes.

Ah, "os oficiais" e seus "recadinhos".

Era abril. Décimo segundo ano do reinado de Xerxes. Hamã buscou que lançassem sortes (Purim) diante dele para ver qual a melhor época para executar seu plano de matar todos os judeus. A data sorteada foi sete de março. Quase um ano depois.

Para mim, é inconcebível alguém resolver matar uma pessoa por ela não se curvar diante de si. Quanto mais uma nação inteira. Esse era o plano de Hamã.

Ele foi até Xerxes e disse que havia um povo em seu império que não se misturava. Mantinha-se separado dos demais. Tinham suas próprias leis e, mentindo, afirmou que não seguiam as leis do império. Claro que seguiam, só não obedeciam quando alguma lei ia de encontro às Escrituras. Como nós devemos ser.

Hamã afirmou, pelo rei, que não era de seu interesse ter um povo assim em seu império. Pediu que o rei publicasse um decreto para que fossem completamente destruídos. Ele daria 350 toneladas de prata para os cofres do rei. Sim, é isso mesmo, 350 toneladas por um decreto. Propina?

Xerxes não consultou seus conselheiros. Simplesmente concordou com Hamã. Não se preocupou em saber quem era judeu ou não, nem quantos seriam mortos. Nem se era verdade o que Hamã afirmara. Será que pensou nas 350 toneladas de prata junto a seus tesouros? Deu-lhe seu anel com o selo real. Que Hamã fizesse o que quisesse. A prata e o povo eram deles.

No dia dezessete de abril, os secretários foram convocados. O decreto foi ditado por Hamã e redigido. Depois, foi enviado aos mais altos oficiais, governadores e nobres das províncias. Leriam as cartas em suas próprias línguas. O decreto dizia que todos os judeus – homens, mulheres, idosos e crianças – seriam exterminados em uma única data, dia sete de março do ano seguinte. E mais, os bens dos judeus seriam entregues a quem os matasse. Além de se tornarem assassinos, seriam ladrões, roubando os bens dos judeus. Todos deviam estar preparados para “cumprir seu dever” quando aquele dia chegasse.

Em Susã o decreto também foi proclamado. A cidade ficou em polvorosa. Confusão por toda parte. O mesmo, com certeza, aconteceu em todas as cidades de todas as províncias. Pessoas apavoradas. Outras tramando roubos e mortes.

Enquanto isso, Hamã e Xerxes sentaram-se para beber. Demais né?

Quanto aos judeus, não havia como fugir. Era simplesmente esperar o dia e morrer. Será?


Veremos amanhã. Leremos do capítulo quatro ao capítulo sete.

Que sejamos um povo separado, que obedece a Lei do Senhor, ainda que isso incorra em acusações.

Espero você. Até lá.

Ester 2.1-23

Leitura do dia 10/05.

Na postagem anterior, vimos a festa e o banquete fabulosos oferecidos por Xerxes. Vimos a recusa da rainha Vasti em ir à sua presença. E a vimos deposta, expulsa para sempre. Era um alerta a todas as mulheres da época.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-11-22.html

Agora, caminharemos pelos capítulo dois de Ester.

Depois que a indignação de Xerxes passou, ele pensou em Vasti. No que ela havia feito. Em seu decreto. Estava sem rainha. Claro que não estava sem mulher, mas estava sem uma rainha. Alguém com quem podia conversar e ter algum relacionamento.

Seus conselheiros sugeriram que, em todo seu império, as lindas jovens virgens fossem separadas e enviadas a Susã, sua capital. Ali, o eunuco do rei, Hegai, que era encarregado de seu harém, providenciaria tratamento de beleza para todas as escolhidas. As mais belas. Depois, a moça que o agradasse mais, seria escolhida rainha em lugar de Vasti. O rei se agradou do conselho. E o colocou em prática.

Naquela época, Mardoqueu, da tribo de Benjamim, morava em Susã. Sua família havia ido, junto com Joaquim, rei de Judá, para o exílio. Mardoqueu tinha uma prima, muito bonita. Seus pais morreram. Ele a criava como filha. Seu nome era Hadassa, também conhecida como Ester. Ela foi levada para o palácio.

Hadassa é o nome de uma planta. Um arbusto que pode atingir até cinco metros de altura. Um arbusto é uma planta que serve para proteção. Sua flor, que lembra uma estrela, ao ser esmagada, produz um perfume muito agradável.

Hegai, o eunuco do rei, responsável pela seleção, ficou muito impressionado com a beleza de Ester. Ele a tratou com bondade. Separou-a das outras. Colocou-a no melhor lugar do harém. Deu-lhe sete moças escolhidas, para auxiliá-la.

A preparação para a seleção, demorou um ano. Seis meses elas fizeram tratamento de beleza com mirra e seis meses com perfumes e cosméticos. Um verdadeiro SPA.

Quando chegava a hora da moça comparecer diante do rei, podia escolher, do harém, que com certeza era riquíssimo, o que quisesse. Roupas e joias. À tarde, no dia designado, era levada aos aposentos do rei. Na manhã seguinte, ira para outra parte do harém, onde moravam as mulheres do rei. Ela só voltaria a ver o rei se ele gostasse muito dela e a chamasse pelo nome.

Essas jovens foram tiradas de suas casas. Muitas cheias de medo. Estavam longe de seus países. De suas famílias. Ouviam histórias do rei. Com certeza, bem mais velho que elas. Outras, cheias de arrogância. Outras ainda, cheias de sonho. Queriam tornar-se rainha. Um ano de preparativos. Não viram o rei. Só o veriam quando fossem chamadas a seus aposentos. Não sabem o que acontecerá. Serão bem tratadas? Serão escolhidas? Serão lembradas? Serão esquecidas? A partir daquela noite decisiva, poderiam nunca mais tornar a ver o rei. Não seriam mais jovens cheias de sonhos. Seriam “mulheres do rei”, apenas.

Ester estava entre elas. Seu tio Mardoqueu ordenou que não contasse a ninguém sua origem e seu povo. Ester obedeceu. Quando chegou seu dia, apresentou-se diante do rei com apenas o que Hegai lhe sugeriu. Era jovem, mas era sábia. O eunuco do rei, responsável pelas mulheres do rei, sabia suas preferências.

Quando foi levada ao rei, ele a preferiu. Agradou-se tanto dela, que colocou a coroa real sobre sua cabeça, declarando-a rainha em lugar de Vasti.

Como gostava de festas, pelo que vimos, deu um grande banquete a todos seus nobres e oficiais, em homenagem à nova rainha. Declarou feriado em todo seu império. E deu presentes generosos.

Mesmo após ter se tornado a rainha e Mardoqueu assumir um cargo no palácio, Ester manteve segredo de sua nacionalidade. Continuava obediente a Mardoqueu.

Um dia, Mardoqueu estava junto à porta do palácio e escutou dois dos eunucos, guardas da porta do quarto do rei, homens de grande confiança, tramarem sua morte. Estavam indignados com Xerxes e iam assassiná-lo.

Mardoqueu imediatamente contou a Ester que, em nome de seu tio, contou ao rei. O caso foi investigado. O relato de Mardoqueu provou-se verdadeiro. Os dois homens foram enforcados. Este acontecimento ficou registrado no Livro da História do Reinado do Rei Xerxes.

Antes de passarmos ao próximo capítulo, vamos pensar neste texto de outra forma?

Xerxes é um tipo do Senhor. Ester um tipo da Igreja. Hegai um tipo do Espírito Santo.

Somos, como Igreja, separados e preparados, pelo Espírito do Senhor que nos instrui, para nos encontrarmos com o Rei. Diferente daquelas jovens, todos seremos aceitos, se estivermos com nossas vestes limpas, andando em santidade, sendo apenas dEle. Precisamos aproveitar todo o tempo que estivermos nos preparando para nos apresentarmos a Ele. Um dia, não sabemos quando, estaremos em Sua presença. Que sejamos sábios como Ester e acatemos todos os conselhos do Espírito do Senhor. Se não estivermos limpos, não seremos lembrados pelos nomes.

Que estejamos limpos! O dia de nosso encontro com Ele, se aproxima.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Ester 1.1-22


Leitura do dia 10/05.

Continuamos nossa caminhada através do Livro dos livros. O único livro que é vivo. E que produz vida verdadeira. Uau!

Ontem vimos o repovoamento de Jerusalém, com líderes e homens valorosos. Também vimos como foi a dedicação do muro. As provisões para o culto no templo. As diversas reformas realizadas. O que aconteceu enquanto Neemias precisou voltar a Artaxerxes e o que fez quando voltou. Até bateu em alguns e arrancou seus cabelos. Não sem motivo. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-111-1331.html

Hoje, voltaremos um pouco no tempo e iniciamos a leitura de um novo livro, Ester. Todos chamam a atenção para o fato do nome do Senhor não ser mencionado nenhuma vez em todo o livro. No entanto, conseguimos vê-Lo por trás de toda a trama descrita. Sempre pronto a livrar Seu povo.

Leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, o capítulo um.

Os acontecimentos descritos em Ester aconteceram na época em que Xerxes (ou Assuero, em hebraico) reinou. Entre 486 a 465 a.C. Seu reino abrangia 127 províncias. Da Índia até a Etiópia. Seu trono ficava em Susã, hoje, Irã.

No terceiro ano de seu reinado, ofereceu um banquete aos seus nobres e oficiais. A festa durou, nada mais, nada menos que 180 dias. Seis meses de festa! Com certeza foi uma enorme (eu diria fantástica) demonstração da grande riqueza de seu império. 

Imagino o frenesi dos empregados do palácio. Recebendo nobres e oficiais de todas as províncias dominadas por Xerxes. Não eram apenas hóspedes. Participavam de uma festa. Devia ser uma correria louca. Comidas e mais comidas, bebidas. O tempo todo “um limpa aqui, limpa ali”. Roupas de camas sendo trocadas. Gente caindo de bêbado aqui e ali. Sem fogões industriais, sem máquinas de lavar louça ou roupa, nem secar.

Quando a “festinha” de 180 dias termina, Xerxes oferece um banquete. Esse foi mais modesto. Durou “apenas” sete dias. Aconteceu no jardim do palácio. Também em grande pompa. Todos os moradores de Susã foram convidados. Todos. Sem exceção. Ricos e pobres.

O escritor de Ester nos conta que o pátio estava lindamente enfeitado. Exibia cortinas brancas de algodão (vindo do Egito, será?) e com tapeçarias azuis. Estavam presas com cordas de linho branco e fitas vermelhas em argolas de prata fixadas em colunas de mármores. Os sofás que, certamente, eram muitos, tinham armação de ouro e prata. Estavam sobre um piso de mosaico de pórfiro (uma rocha de origem vulcânica), mármore, madrepérola e outras pedras preciosas. Uau! Muito luxo. Eu ficaria, no mínimo, um dia inteirinho só observando aquele piso.

As bebidas foram servidas em taças de ouro. De diversos modelos. E, para mostrar a generosidade real, havia grande quantidade de vinho. Os oficiais do palácio foram instruídos a servirem quanto vinho cada um desejasse.

Nessa mesma ocasião, a rainha, Vasti, ofereceu um banquete. Só para as mulheres. Este banquete foi no palácio. Separado do de Xerxes.

No sétimo dia do banquete, o rei já estava bem alegre por causa do vinho. Ordenou aos sete eunucos que o serviam, que buscasse a rainha, usando a coroa real. Queria mostrar o quanto era bela.

Não sei se “usando a coroa real” significa que seria essa sua única vestimenta. Talvez estivesse cansada de bebedeiras e bêbados e soube que o rei já estava bem afetado. O fato é que recusou ir. Simples assim.

O rei ficou furioso. Completamente indignado. Arrisco dizer que o efeito do vinho deve ter passado quase imediatamente, tamanha raiva. 

Imediatamente reuniu seus conselheiros. Queria saber o que a lei dizia sobre uma rainha desobedecer a ordem de seu rei, transmitida por seus eunucos.

Os homens já estavam se descabelando, com certeza. Um dos conselheiros, Memucã respondeu que a rainha devia ser deposta, expulsa da presença do rei, para sempre. Se não agisse assim, antes do dia terminar, todas as esposas dos nobres das 127 províncias iam saber o que Vasti fizera e passariam a tratar seus maridos com desprezo e indignação sem fim.

O conselho pareceu razoável ao rei. Enviou cartas a todas as partes do império. Cada um leria em sua própria língua. Nelas proclamava que todo homem devia ser o chefe de sua própria casa e ter sempre a última palavra.

Se você é mulher e está lendo, com certeza, está indignada. Se é homem, achou o decreto do rei, pertinente.

Mas, o que a Bíblia nos fala a esse respeito? Bem, seria uma discussão acalorada e longa, estou certa. Quando estivermos em Efésios, voltaremos a esse assunto. Porém, gostaria de dizer apenas uma coisa. Paulo, entre outras ordens, ordena aos maridos que amem suas esposas como o Senhor Jesus amou a Igreja. Um marido que obedece essa ordem, pode ter a última palavra, sempre. Não será uma palavra egoísta. Será temperada em amor. Será para o bem. O Senhor nunca tratou a Igreja de forma reprovadora. Ele deu Sua vida por ela.

Bem, acalmem-se! Nada de apontar de dedos. Agora estamos em Ester. Provavelmente 481 a.C. Voltemos então, ao texto.

Vasti foi deposta.O rei ficará sem rainha?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Esdras 1.1-4.24

Leitura do dia 03/05.

Ontem vimos o reino de Manassés, sua apostasia, seu exílio, seu arrependimento, seu retorno a Jerusalém. Amom, seu filho, reinou em seu lugar. Não andou nos caminhos do Senhor, mas não se arrependeu como seu pai. Quando morreu, Josias reinou em seu lugar. Estava apenas com oito anos. Seguiu o exemplo de Davi. Fez uma limpeza em Israel e Judá. Destruiu os ídolos, reconstruiu o templo, regularizou o serviço do Senhor, celebrou a Páscoa. Morreu em uma batalha que não deveria ter ido. Jeoacaz reinou em seu lugar. Depois Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, até à queda de Jerusalém. Nenhum destes serviu o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-331-25.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-341-33.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-351-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-361-23.html

Terminamos o livro de 2 Crônicas, com o relato de que Ciro, rei da Pérsia,  permite aos exilados de Judá voltarem às suas terras.

Agora, iniciaremos o livro de Esdras, que conta esse retorno. Foram três grupos. O primeiro liderado por Zorobabel, o segundo por Esdras e o terceiro por Neemias. Leremos do capítulo um de Esdras até o capítulo quatro.

No primeiro ano do reinado de Ciro, o Senhor cumpriu Sua palavra. Tocou o coração de Ciro para libertar o povo de Judá. E para reconstruir o templo em Jerusalém.

Ciro registrou seu mandado por escrito e enviou a todo seu reino. Nele, declarou que o Senhor, o Deus dos céus, o Deus de Israel, havia lhe dado todos os reinos da terra e colocara sobre ele o encargo de reconstruir Seu templo. Sua ordem era clara. Todos que pertencessem ao povo do Senhor deveriam voltar a Jerusalém para reconstruir o templo.

Ciro abençoou o povo, desejando que o Senhor estivesse com eles. Ordenou que cada vizinho de um judeu os ajudasse com as despesas, dando-lhes prata e ouro, suprimentos e animais, além das ofertas voluntárias.

O Senhor também tocou no coração dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das tribos de Judá e Benjamim. Retornaram a Jerusalém. Seus vizinhos os ajudaram.

Além disso, Ciro retirou do tesouro do rei os utensílios que Nabucodonosor havia levado do templo. Listou todos os objetos, que retornaram a Jerusalém, sob a guarda de Sesbazar, líder dos exilados que voltavam para Judá.

Os que voltaram tinham suas genealogias devidamente listadas. Alguns sacerdotes não foram encontrados nestes livros. Foram impedidos pelo governador de comer das porções dos sacerdotes, até que houvesse um sacerdote que consultasse o Senhor a esse respeito, através do Urim e Tumim. Não eram muitos os sacerdotes que consultavam dessa maneira e a Bíblia não explica como essa consulta era feita.

Quando os exilados chegaram em Jerusalém, alguns dos chefes das famílias entregaram ofertas voluntárias para a reconstrução do templo. No mesmo lugar do anterior. Deram do que podiam. Nem além. Nem aquém.

Note que as ofertas foram dadas voluntariamente. Não houve pressão. Muito menos barganha. Não deram e ficaram endividados. Deram apenas o que podiam. Também não retiveram mais que o necessário. Seus corações eram corretos para com o Senhor.

Os sacerdotes, os levitas, os cantores, os guardas das portas, os servidores do templo e alguns do povo ficaram morando próximo a Jerusalém. Os demais regressaram às suas cidades, por todo o Israel.

Era necessário que os responsáveis por qualquer área do templo permanecessem próximo a Jerusalém, para ocuparem-se da reconstrução.

No sétimo mês, os israelitas já haviam se estabelecidos em suas cidades. Reuniram-se em Jerusalém, como se fossem um só homem. Com um só propósito.

Não estavam mais preocupados onde dormiriam, comeriam, viveriam. Estavam estabelecidos. Agora, podiam pensar apenas na reconstrução do templo e de Jerusalém.

Jesua reuniu-se com seus colegas e companheiros para reconstruir o altar do Senhor de Israel. Eram sacerdotes. Queriam apresentar holocaustos ali, como o Senhor ordenara tanto tempo antes.

O povo estava com medo dos habitantes daquela região. Ainda assim, reconstruíram o altar no mesmo lugar do original. Com dedicação e rapidez. Nem o medo os impediu.

Então, começaram a ofertar os holocaustos no altar do Senhor, pelas manhãs e tardes. Antes mesmo de lançarem os alicerces do templo do Senhor.

Também celebraram a festa das Cabanas, tudo conforme escrito na Lei.

Contrataram os pedreiros e carpinteiros. Compraram as toras de cedro. A construção começou no segundo mês do segundo ano depois que chegaram a Jerusalém.

Todos que haviam voltado do exílio formavam o grupo de trabalhadores. Até Zorobabel, o líder, príncipe de Judá, os sacerdotes e todos os levitas. Ninguém ficou à toa, esperando a construção do templo para assumirem, enfim, seus afazeres. Os levitas com idade acima de vinte anos supervisionavam a construção. Todos trabalharam.

Quando terminaram os alicerces do templo, os sacerdotes colocaram suas roupas especiais. Tomaram seus lugares. E tocaram as trombetas. Os levitas, descendentes de Asafe, tocaram os címbalos. Louvavam o Senhor como Davi ordenara. Entoavam cânticos declarando que o Senhor é bom e Seu amor por Israel dura para sempre.

O povo louvou o Senhor em alta voz, agradecidos, cheios de alegria pelo alicerce do templo estar levantado, gritavam em alta voz. Enquanto isso, os mais idosos, que viram o primeiro templo, choravam de tristeza, ante a diferença entre um e outro. Os gritos de alegria e o choro misturaram, propagando até muito longe.

Ah, como é difícil ter visto algo maior e depois dar valor ao que está acontecendo. Mas era tempo de alegria. Foram exilados. Perderam tudo. Agora, tinham a oportunidade de reconstruir o templo tão querido. A ordem era regozijar-se.

Quando os inimigos de Judá e Jerusalém souberam que os exilados retornaram e estavam reconstruindo o templo do Senhor, foram até eles e pediram para auxiliá-los na construção. Como auxiliar se eram inimigos?

Zorobabel, sabiamente, não permitiu. Reconheceu que eram inimigos.

Não podemos construir o templo com a ajuda de inimigos. Eles não ajudariam. Sabotariam.

E foi justamente o que fizeram. Claro que não queriam ajudar. Queriam atrapalhar. Subornaram agentes para trabalhar contra eles. Para frustrar seus planos. Tiveram muitas dificuldades, durante todo o reinado de Ciro, até o reinado de Dario.

Anos mais tarde, quando Xerxes (Assuero) iniciou seu reinado, enviaram cartas acusando o povo de Judá. E durante o reinado de Artaxerxes, enviaram cartas dizendo que Jerusalém estava sendo reconstruída. E era uma cidade má e rebelde.

Quando o rei consultou os registros, confirmou que Jerusalém havia sido grande e ordenou que as obras de reconstrução fossem paradas, imediatamente. Era um risco para o reino, se fosse reerguida.

Assim que a carta do rei chegou, Reum, Sinsai e seus amigos, correram a Jerusalém e, à força, obrigaram os judeus a parar.

As obras foram paradas. Ficaram paradas até o segundo ano de Dario como rei da Pérsia.

Mas, essa história fica para amanhã, quando leremos do capítulo cinco ao capítulo sete de Esdras.

Espero você. Até lá.

Que possamos reconhecer os inimigos. E sejamos persistente na construção do Senhor.