Mostrando postagens com marcador Vasti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vasti. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de maio de 2019

Ester 2.1-23

Leitura do dia 10/05.

Na postagem anterior, vimos a festa e o banquete fabulosos oferecidos por Xerxes. Vimos a recusa da rainha Vasti em ir à sua presença. E a vimos deposta, expulsa para sempre. Era um alerta a todas as mulheres da época.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-11-22.html

Agora, caminharemos pelos capítulo dois de Ester.

Depois que a indignação de Xerxes passou, ele pensou em Vasti. No que ela havia feito. Em seu decreto. Estava sem rainha. Claro que não estava sem mulher, mas estava sem uma rainha. Alguém com quem podia conversar e ter algum relacionamento.

Seus conselheiros sugeriram que, em todo seu império, as lindas jovens virgens fossem separadas e enviadas a Susã, sua capital. Ali, o eunuco do rei, Hegai, que era encarregado de seu harém, providenciaria tratamento de beleza para todas as escolhidas. As mais belas. Depois, a moça que o agradasse mais, seria escolhida rainha em lugar de Vasti. O rei se agradou do conselho. E o colocou em prática.

Naquela época, Mardoqueu, da tribo de Benjamim, morava em Susã. Sua família havia ido, junto com Joaquim, rei de Judá, para o exílio. Mardoqueu tinha uma prima, muito bonita. Seus pais morreram. Ele a criava como filha. Seu nome era Hadassa, também conhecida como Ester. Ela foi levada para o palácio.

Hadassa é o nome de uma planta. Um arbusto que pode atingir até cinco metros de altura. Um arbusto é uma planta que serve para proteção. Sua flor, que lembra uma estrela, ao ser esmagada, produz um perfume muito agradável.

Hegai, o eunuco do rei, responsável pela seleção, ficou muito impressionado com a beleza de Ester. Ele a tratou com bondade. Separou-a das outras. Colocou-a no melhor lugar do harém. Deu-lhe sete moças escolhidas, para auxiliá-la.

A preparação para a seleção, demorou um ano. Seis meses elas fizeram tratamento de beleza com mirra e seis meses com perfumes e cosméticos. Um verdadeiro SPA.

Quando chegava a hora da moça comparecer diante do rei, podia escolher, do harém, que com certeza era riquíssimo, o que quisesse. Roupas e joias. À tarde, no dia designado, era levada aos aposentos do rei. Na manhã seguinte, ira para outra parte do harém, onde moravam as mulheres do rei. Ela só voltaria a ver o rei se ele gostasse muito dela e a chamasse pelo nome.

Essas jovens foram tiradas de suas casas. Muitas cheias de medo. Estavam longe de seus países. De suas famílias. Ouviam histórias do rei. Com certeza, bem mais velho que elas. Outras, cheias de arrogância. Outras ainda, cheias de sonho. Queriam tornar-se rainha. Um ano de preparativos. Não viram o rei. Só o veriam quando fossem chamadas a seus aposentos. Não sabem o que acontecerá. Serão bem tratadas? Serão escolhidas? Serão lembradas? Serão esquecidas? A partir daquela noite decisiva, poderiam nunca mais tornar a ver o rei. Não seriam mais jovens cheias de sonhos. Seriam “mulheres do rei”, apenas.

Ester estava entre elas. Seu tio Mardoqueu ordenou que não contasse a ninguém sua origem e seu povo. Ester obedeceu. Quando chegou seu dia, apresentou-se diante do rei com apenas o que Hegai lhe sugeriu. Era jovem, mas era sábia. O eunuco do rei, responsável pelas mulheres do rei, sabia suas preferências.

Quando foi levada ao rei, ele a preferiu. Agradou-se tanto dela, que colocou a coroa real sobre sua cabeça, declarando-a rainha em lugar de Vasti.

Como gostava de festas, pelo que vimos, deu um grande banquete a todos seus nobres e oficiais, em homenagem à nova rainha. Declarou feriado em todo seu império. E deu presentes generosos.

Mesmo após ter se tornado a rainha e Mardoqueu assumir um cargo no palácio, Ester manteve segredo de sua nacionalidade. Continuava obediente a Mardoqueu.

Um dia, Mardoqueu estava junto à porta do palácio e escutou dois dos eunucos, guardas da porta do quarto do rei, homens de grande confiança, tramarem sua morte. Estavam indignados com Xerxes e iam assassiná-lo.

Mardoqueu imediatamente contou a Ester que, em nome de seu tio, contou ao rei. O caso foi investigado. O relato de Mardoqueu provou-se verdadeiro. Os dois homens foram enforcados. Este acontecimento ficou registrado no Livro da História do Reinado do Rei Xerxes.

Antes de passarmos ao próximo capítulo, vamos pensar neste texto de outra forma?

Xerxes é um tipo do Senhor. Ester um tipo da Igreja. Hegai um tipo do Espírito Santo.

Somos, como Igreja, separados e preparados, pelo Espírito do Senhor que nos instrui, para nos encontrarmos com o Rei. Diferente daquelas jovens, todos seremos aceitos, se estivermos com nossas vestes limpas, andando em santidade, sendo apenas dEle. Precisamos aproveitar todo o tempo que estivermos nos preparando para nos apresentarmos a Ele. Um dia, não sabemos quando, estaremos em Sua presença. Que sejamos sábios como Ester e acatemos todos os conselhos do Espírito do Senhor. Se não estivermos limpos, não seremos lembrados pelos nomes.

Que estejamos limpos! O dia de nosso encontro com Ele, se aproxima.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Ester 1.1-22


Leitura do dia 10/05.

Continuamos nossa caminhada através do Livro dos livros. O único livro que é vivo. E que produz vida verdadeira. Uau!

Ontem vimos o repovoamento de Jerusalém, com líderes e homens valorosos. Também vimos como foi a dedicação do muro. As provisões para o culto no templo. As diversas reformas realizadas. O que aconteceu enquanto Neemias precisou voltar a Artaxerxes e o que fez quando voltou. Até bateu em alguns e arrancou seus cabelos. Não sem motivo. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-111-1331.html

Hoje, voltaremos um pouco no tempo e iniciamos a leitura de um novo livro, Ester. Todos chamam a atenção para o fato do nome do Senhor não ser mencionado nenhuma vez em todo o livro. No entanto, conseguimos vê-Lo por trás de toda a trama descrita. Sempre pronto a livrar Seu povo.

Leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, o capítulo um.

Os acontecimentos descritos em Ester aconteceram na época em que Xerxes (ou Assuero, em hebraico) reinou. Entre 486 a 465 a.C. Seu reino abrangia 127 províncias. Da Índia até a Etiópia. Seu trono ficava em Susã, hoje, Irã.

No terceiro ano de seu reinado, ofereceu um banquete aos seus nobres e oficiais. A festa durou, nada mais, nada menos que 180 dias. Seis meses de festa! Com certeza foi uma enorme (eu diria fantástica) demonstração da grande riqueza de seu império. 

Imagino o frenesi dos empregados do palácio. Recebendo nobres e oficiais de todas as províncias dominadas por Xerxes. Não eram apenas hóspedes. Participavam de uma festa. Devia ser uma correria louca. Comidas e mais comidas, bebidas. O tempo todo “um limpa aqui, limpa ali”. Roupas de camas sendo trocadas. Gente caindo de bêbado aqui e ali. Sem fogões industriais, sem máquinas de lavar louça ou roupa, nem secar.

Quando a “festinha” de 180 dias termina, Xerxes oferece um banquete. Esse foi mais modesto. Durou “apenas” sete dias. Aconteceu no jardim do palácio. Também em grande pompa. Todos os moradores de Susã foram convidados. Todos. Sem exceção. Ricos e pobres.

O escritor de Ester nos conta que o pátio estava lindamente enfeitado. Exibia cortinas brancas de algodão (vindo do Egito, será?) e com tapeçarias azuis. Estavam presas com cordas de linho branco e fitas vermelhas em argolas de prata fixadas em colunas de mármores. Os sofás que, certamente, eram muitos, tinham armação de ouro e prata. Estavam sobre um piso de mosaico de pórfiro (uma rocha de origem vulcânica), mármore, madrepérola e outras pedras preciosas. Uau! Muito luxo. Eu ficaria, no mínimo, um dia inteirinho só observando aquele piso.

As bebidas foram servidas em taças de ouro. De diversos modelos. E, para mostrar a generosidade real, havia grande quantidade de vinho. Os oficiais do palácio foram instruídos a servirem quanto vinho cada um desejasse.

Nessa mesma ocasião, a rainha, Vasti, ofereceu um banquete. Só para as mulheres. Este banquete foi no palácio. Separado do de Xerxes.

No sétimo dia do banquete, o rei já estava bem alegre por causa do vinho. Ordenou aos sete eunucos que o serviam, que buscasse a rainha, usando a coroa real. Queria mostrar o quanto era bela.

Não sei se “usando a coroa real” significa que seria essa sua única vestimenta. Talvez estivesse cansada de bebedeiras e bêbados e soube que o rei já estava bem afetado. O fato é que recusou ir. Simples assim.

O rei ficou furioso. Completamente indignado. Arrisco dizer que o efeito do vinho deve ter passado quase imediatamente, tamanha raiva. 

Imediatamente reuniu seus conselheiros. Queria saber o que a lei dizia sobre uma rainha desobedecer a ordem de seu rei, transmitida por seus eunucos.

Os homens já estavam se descabelando, com certeza. Um dos conselheiros, Memucã respondeu que a rainha devia ser deposta, expulsa da presença do rei, para sempre. Se não agisse assim, antes do dia terminar, todas as esposas dos nobres das 127 províncias iam saber o que Vasti fizera e passariam a tratar seus maridos com desprezo e indignação sem fim.

O conselho pareceu razoável ao rei. Enviou cartas a todas as partes do império. Cada um leria em sua própria língua. Nelas proclamava que todo homem devia ser o chefe de sua própria casa e ter sempre a última palavra.

Se você é mulher e está lendo, com certeza, está indignada. Se é homem, achou o decreto do rei, pertinente.

Mas, o que a Bíblia nos fala a esse respeito? Bem, seria uma discussão acalorada e longa, estou certa. Quando estivermos em Efésios, voltaremos a esse assunto. Porém, gostaria de dizer apenas uma coisa. Paulo, entre outras ordens, ordena aos maridos que amem suas esposas como o Senhor Jesus amou a Igreja. Um marido que obedece essa ordem, pode ter a última palavra, sempre. Não será uma palavra egoísta. Será temperada em amor. Será para o bem. O Senhor nunca tratou a Igreja de forma reprovadora. Ele deu Sua vida por ela.

Bem, acalmem-se! Nada de apontar de dedos. Agora estamos em Ester. Provavelmente 481 a.C. Voltemos então, ao texto.

Vasti foi deposta.O rei ficará sem rainha?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.