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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Ester 9.1-10.3

Leitura do dia 12/05.

Na postagem anterior, vimos o novo decreto expedido pelo rei, de acordo com o que foi ditado por Mardoqueu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-81-17.html

Agora, continuaremos através dos capítulos nove e dez de Ester.

No dia 7 de março do ano seguinte, os dois decretos entraram em vigor. No dia em que os inimigos dos judeus esperavam aniquilá-los, aconteceu exatamente o contrário. Eles dominaram sobre seus inimigos.

Os judeus se reuniram em todas as províncias de Xerxes, para se defender, atacando todos que desejassem matá-los. Ninguém conseguiu lhes resistir. Embora alguns inimigos tenham tentado. Todos estavam com medo. Os nobres e os oficiais do rei, em todas as províncias ficaram ao lado dos judeus. Mardoqueu havia sido engrandecido de tal maneira, que sua fama chegou em todas as províncias de Xerxes.

Neste dia, os judeus mataram todos que se levantaram contra eles. Na fortaleza de Susã mataram quinhentos homens, além dos filhos de Hamã. Não tomaram os despojos.

Os judeus que se reuniram nas demais províncias, para salvarem suas vidas, mataram setenta e cinco mil homens, que os odiavam. Setenta e cinco mil!

Ao término do dia, quando o rei foi informado dos acontecimentos em Susã, mandou chamar a rainha. Contou a Ester o que havia acontecido. Perguntou-lhe o que mais desejava. Ela podia dizer-lhe. Ele a atenderia. Não é lindo? Ele desejou que a rainha pedisse mais. Queria agradar-lhe. Como o Senhor faz conosco.

Ela pediu que no dia seguinte os judeus pudessem fazer o mesmo. E que os filhos de Hamã também fossem colocados na forca. No dia seguinte, em Susã, os judeus se reuniram novamente. Mataram trezentos homens. Também não tomaram despojos.

Em Susã, no dia seguinte, comemoraram. Descansaram e fizeram um dia de festa e alegria. Nas demais províncias, fizeram o mesmo. Um dia antes.

Mardoqueu registrou tudo e enviou nova correspondência aos judeus por todo o reino de Xerxes, instruindo-os a celebrarem anualmente, eternamente, esses dois dias. Que celebrassem com festas e alegria, presenteando uns aos outros com alimentos e distribuindo presentes aos pobres. Gosto desse tipo de comemoração.

Mardoqueu frisou que deveriam sempre lembrar-se do dia em que os judeus livraram-se de seus inimigos, o dia em que sua tristeza transformou-se em alegria e seu lamento, em dia de festa. A festa foi nomeada Purim, palavra que era usada para “lançar sortes”.

A festa de Purim é celebrada, entre os judeus, até nossos dias, quando o livro de Ester é lido. Foi um grande livramento providenciado pelo Senhor, através de Ester e Mardoqueu.

Xerxes cobrava tributos de todo seu império. Sua grandeza, suas realizações e a promoção e grandeza de Mardoqueu foram registrados no Livro da História dos Reis da Média e da Pérsia.

Mardoqueu ocupou o cargo mais alto no reinado de Xerxes, abaixo apenas do próprio rei. Foi muito amado pelos judeus. Estava sempre procurando o bem de seu povo e seus descendentes. Como deve ser.

Terminamos mais um livro. Cientes de que o Senhor age, muitas vezes, por caminhos inesperados. Ele é maravilhoso. Sempre.

Antes de passarmos ao próximo livro, gostaria de convidá-lo a ler o texto “Hadassa e a trama perfeita”. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/ester-trama-perfeita.html

Amanhã, iniciaremos o livro de Jó. Mais um livro repleto de lições. Leremos os três primeiros capítulos.

Espero você. Até lá.

Ester 8.1-17

Leitura do dia 12/05.

Continuamos nossa caminhada pelos últimos capítulos de Ester.

Ontem vimos Mardoqueu pedindo ajuda à rainha. Ester proclamando um jejum. Apresentando-se diante do rei. Sendo acolhida.

Vimos também, ela oferecer dois banquetes ao rei. E desmascarar Hamã. Que foi morto.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-41-17.html; http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-51-14.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-61-14.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-71-10.html

Agora, leremos do capítulo oito ao capítulo dez.

Na primeira postagem, o capítulo oito.

Após a morte de Hamã, ainda no mesmo dia, Xerxes entregou seus bens a Ester. Ela nomeou Mardoqueu administrador desses bens. Ele foi levado à presença de Xerxes e apresentado como seu parente. O rei tirara seu anel com o selo real de Hamã. Ele o entregou a Mardoqueu.

Ester voltou a apresentar-se ao rei. O principal problema ainda não havia sido resolvido. O decreto assassino ainda estava em vigor. Lançou-se a seus pés, chorando e suplicando que o rei cancelasse o terrível plano de Hamã. Mais uma vez, Xerxes estendeu seu cetro para ela.

Ela se levantou e pediu ao rei que fosse publicado um novo decreto, anulando o decreto de Hamã. Não suportaria ver seu povo passar por tal calamidade. Não poderia assistir.

O rei respondeu a Ester e a Mardoqueu que expedissem um novo decreto, da forma que achassem melhor, mas não podiam revogar o decreto anterior.

Então, um pouco mais de dois meses da edição do decreto assassino, no dia 25 de junho, os secretários do rei foram convocados e escreveram um novo decreto, exatamente como Mardoqueu ditou. O decreto dizia que todos os judeus, em todas as províncias, podiam se vingar daqueles que tentassem matá-los. E ficar com seus bens, os despojos. O dia seria o mesmo em que podiam ser mortos, ou seja, dia 7 de março do ano seguinte.

Note que levou mais de dois meses para que o novo decreto fosse redigido, embora o rei já houvesse dado uma resposta positiva. Como acontece muitas vezes com nossas orações. Embora já atendidas, leva um tempo para tornarem-se reais.

O decreto ainda ordenava que os judeus estivessem preparados para esse dia.

Os mensageiros foram enviados nos cavalos velozes criados nos estábulos do rei.

Onde a notícia chegava, havia alegria, festas, banquetes. Em Susã, o novo decreto foi amplamente comemorado. Muitas pessoas tornaram-se judeus. Havia um temor sobre eles. Quem era aquele povo?

Embora o livro não mencione o nome do Senhor, sabemos que foi Sua providência. Assim como transformou a maldição em bem no caso de Balaão, transformou a ruína em vingança.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-231-2425.html

Mardoqueu foi engrandecido. Suas vestes agora não eram mais sacos. Não havia mais cinza em sua cabeça. Estava vestido com trajes reais, azul e branco. Um manto de linho fino e tecido vermelho. Sobre sua cabeça, uma grande coroa de ouro.

Será que os inimigos dos judeus se atreverão a atacá-los? Faltam quase nove meses para a data estipulada.

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Ester 7.1-10

Leitura do dia 11/05.

Na postagem anterior, vimos o rei perder o sono. E descobrir que Mardoqueu o salvou da morte e não foi recompensado. Vimos também que Hamã foi obrigado a prestar-lhe honra.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-61-14.html

Agora, continuamos através do capítulo sete.

Xerxes e Hamã foram ao segundo banquete promovido por Ester. Novamente, enquanto bebiam, o rei perguntou-lhe o que desejava. Qual era seu pedido. Atenderia, mesmo se pedisse metade de seu reino.

Ester lhe respondeu que se contava com seu favor, seu pedido e desejo era que poupasse sua vida e a vida de seu povo, que foram vendidos para serem mortos, destruídos, aniquilados. Disse também que se fossem “apenas” vendidos para serem escravos, não reclamaria, nem importunaria o rei com algo tão sem importância. Mas seriam mortos!

O rei ficou indignado. Perguntou quem faria algo assim. Onde estava o homem que teve tal audácia. Ester respondeu que tal homem era Hamã.

Hamã ficou apavorado. O rei saiu furioso e foi ao jardim. Quando voltou, Hamã estava debruçado sobre a rainha, clamando por misericórdia. Estava ciente que morreria. O rei ficou mais furioso ainda. Gritou como ele se atrevia a violentar a rainha diante de seus olhos. Sentença dada. Quando o rei falou tais palavras, seus servos cobriram o rosto de Hamã. Todos sabiam que sua morte havia sido decretada.

Harbona, um dos eunucos do rei contou que Hamã havia construído uma forca de mais de vinte metros (Mais de vinte metros? Seus servos devem ter se empolgado) no pátio de sua casa. Iria usá-la para enforcar Mardoqueu, o homem que salvara a vida do rei. Imediatamente Xerxes ordenou que fosse enforcado nela. Assim, sua ira aplacou.

E agora? Mardoqueu escapou da forca. O inimigo está morto. O decreto expedido a todas as províncias será revogado?

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo oito ao capítulo dez de Ester.

Espero você. Até lá.

Ester 6.1-14

Leitura do dia 11/05.

Na postagem anterior vimos o banquete que Ester ofereceu a Xerxes. Com a presença de Hamã. Vimos também Hamã mandar construir uma forca de vinte metros para pendurar Mardoqueu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-51-14.html

Agora, continuamos através do capítulo seis do livro de Ester.

Naquela noite o rei não conseguiu dormir. Perdeu o sono. Como não perder? Sua rainha tinha um pedido a fazer. Estava prorrogando. O que desejava? O que pediria? O que queria com dois banquetes seguidos? Por que tanto mistério para fazer um pedido, se ele havia dito que o concederia?

Ordenou que lhe trouxessem o livro sobre seu reinado. Mandou que o lessem. Esperava assim, que o sono chegasse e ele adormecesse. Mas não. Xerxes precisava ouvir o que ali estava escrito. Naquele dia. Leram sobre a ação de Mardoqueu. Ao contar sobre o que ouvira, impediu que o rei fosse morto por seus próprios guardas. Os mais importantes. Aqueles que guardavam a porta de seu dormitório.

Quando o relato terminou, o rei perguntou o que Mardoqueu havia recebido como recompensa. A resposta o surpreendeu. Nada havia sido feito a Mardoqueu.

O dia já amanhecera. Xerxes perguntou quem estava no pátio. Consegue imaginar? Ele mesmo, Hamã, pronto para pedir o enforcamento de Mardoqueu. A forca já estava prontinha, só esperando.

Quando lhe disseram que Hamã estava no pátio, o rei ordenou que imediatamente entrasse. Hamã não conseguiu dar uma palavra, antes do rei falar que desejava honrar alguém. Qual era sua ideia de honrar alguém a quem o rei se agradava muito?

Hamã pensou que só podia ser ele o tal alguém. Quem mais seria? Disse exatamente o que desejava que lhe fosse feito. Que a tal pessoa fosse vestida com um dos mantos do rei, um dos que o rei costumava usar. Que fosse colocada em um cavalo dos que o rei costumava andar. Que alguém de grande honra e autoridade conduzisse a tal pessoa pela praça da cidade, proclamando que “assim o rei faz a quem ele deseja agradar”.

Assuero gostou da ideia. Imediatamente ordenou que Hamã a colocasse em prática. O tal homem era Mardoqueu. Ele o acharia na porta do palácio. Não devia esquecer nenhum detalhe.

Tenho vontade de gargalhar! Hamã foi obrigado a fazer, com seu inimigo, o que queria que lhe fosse feito. Quando a cerimônia de honra acabou, Mardoqueu voltou para seu lugar à porta do palácio. Hamã foi para sua casa. Estava desolado. Completamente abatido. Sentia-se humilhado.

Quando chegou à sua casa e contou à sua esposa e seus amigos o que acontecera, deram-lhe o veredito. Se Mardoqueu, diante de quem fora humilhado, era judeu de nascença, seus planos contra ele não seriam bem-sucedidos. Hamã seria arruinado se continuasse sua oposição. Tarde demais. O decreto já havia sido assinado e lido por todas as províncias governadas por Xerxes.

Enquanto ainda falavam, vieram buscá-lo para o banquete que a rainha havia preparado para o rei.

E agora? O que acontecerá? O que a rainha pedirá? E como Hamã agirá?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até lá.

Ester 5.1-14

Leitura do dia 11/05.

Na postagem anterior, vimos que a rainha Ester tomou conhecimento do decreto assassino. Proclamou um jejum de três dias e três noites. Iria apresentar-se ao rei. E sofreria as consequências, se necessário fosse. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-41-17.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo cinco de Ester.

No terceiro dia do jejum, Ester se arrumou para ir à presença do rei. Colocou seus trajes reais. Entrou no pátio interno. Em frente ao salão do rei. Devia estar deslumbrante. Seu coração, batendo descompassadamente. Caso não alcançasse seu favor, seria morta.

Para nossa alegria (e dela), o rei a recebeu de bom grado. Estendeu-lhe seu cetro. Ela aproximou-se e o tocou. O rei fez a pergunta que todos, mais cedo ou mais tarde, ouviremos. “O que você deseja”? http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/precisamos-escolher-sempre.html

Xerxes disse que a atenderia, ainda que pedisse metade do reino. Uau! Não seria talvez, melhor ela pedir algo para si? Não podia. Estava comprometida. Havia descoberto seu chamado. Iria lutar por seu povo.

Enquanto Ester jejuava, teve uma inspiração. Faria um jantar para o rei. Foi o que pediu. Se parecesse bem a ele, gostaria de convidá-lo, juntamente com Hamã, para um banquete que preparara para o rei.

O pedido não lhe pareceu estranho. Hamã era o principal de seus oficiais. E, claramente, Xerxes gostava de um banquete.

Agora, dá para imaginar Ester preparando um banquete quando a espada está no pescoço de seu povo? Pensando em cada detalhe? Sua intenção era agradar o rei, assim seu coração poderia se inclinar ao pedido que lhe faria.

O rei mandou imediatamente que Hamã fosse chamado. Ambos foram ao banquete.

Enquanto bebiam vinho, o rei perguntou a Ester qual era seu desejo. O que ela queria. Com certeza não havia arriscado sua vida para oferecer um banquete a ele. Ester sabiamente lhe respondeu que, se contasse com seu favor, viesse novamente na noite seguinte para outro banquete. Ele e Hamã. Neste próximo banquete, ela contaria seu desejo. Faria seu pedido.

Claro que o rei concordou. Quanto a Hamã saiu todo feliz e satisfeito. A rainha oferecera um banquete ao rei. Ele era o único convidado. E no dia seguinte, voltaria para outro banquete. Mas, quando viu Mardoqueu à porta do palácio, toda sua alegria e satisfação se foram. Mardoqueu não se curvou diante dele. Considerava esse gesto, mais importante.

Quando chegou em casa, Hamã reuniu seus amigos e sua esposa. Contou-lhes sua riqueza, seus muitos filhos. Sua honra diante do rei. O banquete que fora. E que iria no dia seguinte. Mas, nada daquilo tinha valor para ele, disse por fim. O quê? Sim. Isso mesmo. Nada tinha valor para ele, enquanto continuasse vendo Mardoqueu sentado ao portão do palácio. Lembre-se que o decreto para a morte dos judeus já havia sido expedido. Mas ele não suportava mais ver Mardoqueu ainda vivo. Não ia aguentar quase um ano até poder matá-lo.

Zeres, sua esposa deu-lhe a sugestão de fazer uma forca, de vinte metros de altura. Sim, vinte metros. Aproximadamente um prédio de seis a sete andares. Pode isso? Que forca é essa? Quem olhasse, onde quer que estivesse em Susã e arredores, veria. Ela também sugeriu que, pela manhã, Hamã pedisse para enforcar Mardoqueu. Ele achou a sugestão excelente. Mandou fazer a forca. E foi dormir satisfeito.

E agora? Mardoqueu morrerá?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Ester 4.1-17

Leitura do dia 11/05.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Ester. Mais um livro cheio de lições a serem aprendidas e apreendidas.

Ontem vimos a festa e o banquete oferecidos pelo rei Xerxes. A rainha Vasti sendo deposta. A seleção das jovens moças. A coroação de Ester. A lealdade de Mardoqueu ao rei, livrando-o da morte. A conspiração de Hamã contra os judeus, tudo porque Mardoqueu não se curvava diante dele, como se fosse uma divindade. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-11-22.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-21-23.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-31-14.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos quatro ao capítulo sete.

Na primeira postagem, o capítulo quatro.

Enquanto o decreto de destruição dos judeus percorria todas as províncias e a confusão de espalhava, o rei e Hamã sentaram-se para beber.

Mardoqueu tomou conhecimento de tudo. Não sentou-se para beber, nem que fosse para lamentar ou esquecer. Enfrentou a realidade. Rasgou suas roupas, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinzas e saiu pela cidade. Chorando alto e amargamente. Não chorava apenas por ele. Não se incomodava em ser reconhecido como um judeu. Chorava por seu povo.

Foi até à porta do palácio, mas não pôde entrar. Ninguém vestido de luto podia entrar no palácio. À semelhança do Reino do Senhor. Se queremos entrar em Seus átrios, precisamos trocar nossas roupas. Não podem estar sujas de cinzas. Precisam estar limpas. Com a marca do sangue do Cordeiro, Jesus.

Assim foi em todo lugar onde aquele decreto ridículo e assassino chegou. Os judeus prantearam, jejuaram, choraram e lamentaram. Muitos, inclusive, deitaram-se vestidos de saco e em cinza.

Agimos assim quando sabemos de notícias terríveis que assolam nosso povo? E, quando falo nosso povo, falo do planeta todo. Não apenas de nosso bairro, cidade ou país.

Os eunucos e as criadas de Ester contaram a situação em que Mardoque estava. Ester ficou angustiada. Enviou-lhe roupas. Não podia considerar que seu “tio-pai” andasse daquela forma. Mas esqueceu de um “detalhe”. Não perguntou porque estava lamentando, de luto.

Quando Mardoqueu recusou-se a trocar suas roupas, seu coração estraçalhado, ela ordenou que descobrissem o que estava acontecendo. Agora sim.

Mardoqueu contou a Hataque. Informou a quantidade exata de prata que Hamã oferecera por eles e enviou uma cópia do decreto. Também pediu que Ester falasse com o rei, implorando por misericórdia em favor de seu povo.

Ester respondeu que ninguém podia entrar à presença do rei sem ser convidado. Se ele não levantasse o cetro em seu favor, a pessoa era morta. Imediatamente. Sem apelações. Além disso, o rei não a chamava fazia trinta dias! Ela correria um grande risco de morte.

Mardoqueu não se intimidou com a situação de Ester. Disse que, se ela não se levantasse e fizesse alguma coisa em favor dos judeus, o Senhor buscaria outro meio de escape. Ela e sua família, porém, pereceriam. Gosto dessa certeza de Mardoqueu. Estava lamentando. Clamando. Sabia que todos os judeus faziam o mesmo. E cria, piamente, que o Senhor os ouviria. E faria algo.

Ele foi além. Levantou a hipótese de que, provavelmente, era por este motivo que Ester havia se tornado rainha. Exatamente naquela época. Para enfrentar aquela situação.

Ah, como é importante reconhecermos o lugar que estamos, a época e os motivos. Não podemos ficar de braços cruzados diante de desgraças, sejam quais forem. Ester percebeu que era verdade.

Pediu que Mardoqueu reunisse todos os judeus de Susã e jejuassem por ela. Três dias e três noites. Suas criadas e elas também jejuariam. Após o jejum, iria ao rei. Se morresse, paciência. Teria morrido tentando fazer algo por seu povo. Cumprindo sua missão.

O decreto era real. Ainda que faltasse quase um ano para ser cumprido. Ninguém conseguiria viver com aquela angústia no peito. A espada no pescoço. Algo precisava ser feito. Urgentemente.

Ester era sábia. Assim como Esdras e Neemias, sabia que precisava de tempo. Para orar, jejuar, clamar, planejar e depois, agir.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-81-36.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-11-10.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-21-10.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/neemias-um-homem-de-oracao.html

Todos jejuaram. Durante três dias e três noites.

E agora? O que acontecerá? O que Ester fará? Como?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 11 de maio de 2019

Ester 3.1-14

Leitura do dia 10/05.

Na postagem anterior, vimos a escolha de Ester como rainha, em lugar de Vasti.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-21-23.html

Agora, continuamos através do capítulo três de Ester.

Um tempo depois de Ester tornar-se rainha, Xerxes engrandeceu Hamã, o agagita. Deu-lhe posição de autoridade sobre todos os nobres do império. Quando passava, os oficiais do palácio se curvavam diante dele, para demonstrar respeito. Mardoqueu, não. Os oficiais perguntaram porque não se curvava, ele explicou que era judeu. Não podia se curvar demonstrando honra divina. Somente ao Senhor.

Os oficiais do palácio resolveram contar a Hamã que Mardoqueu não se curvava diante dele, porque era judeu. Queriam ver se ia tolerar aquela conduta.

Interessante notar que antes dos oficiais falarem, Hamã não havia notado que Mardoqueu não se curvava, mas, assim que os oficiais falaram, Hamã ficou furioso. Quando soube sua nacionalidade, resolveu que era pouco matar Mardoqueu. Ia simplesmente destruir todos os judeus no império de Xerxes.

Ah, "os oficiais" e seus "recadinhos".

Era abril. Décimo segundo ano do reinado de Xerxes. Hamã buscou que lançassem sortes (Purim) diante dele para ver qual a melhor época para executar seu plano de matar todos os judeus. A data sorteada foi sete de março. Quase um ano depois.

Para mim, é inconcebível alguém resolver matar uma pessoa por ela não se curvar diante de si. Quanto mais uma nação inteira. Esse era o plano de Hamã.

Ele foi até Xerxes e disse que havia um povo em seu império que não se misturava. Mantinha-se separado dos demais. Tinham suas próprias leis e, mentindo, afirmou que não seguiam as leis do império. Claro que seguiam, só não obedeciam quando alguma lei ia de encontro às Escrituras. Como nós devemos ser.

Hamã afirmou, pelo rei, que não era de seu interesse ter um povo assim em seu império. Pediu que o rei publicasse um decreto para que fossem completamente destruídos. Ele daria 350 toneladas de prata para os cofres do rei. Sim, é isso mesmo, 350 toneladas por um decreto. Propina?

Xerxes não consultou seus conselheiros. Simplesmente concordou com Hamã. Não se preocupou em saber quem era judeu ou não, nem quantos seriam mortos. Nem se era verdade o que Hamã afirmara. Será que pensou nas 350 toneladas de prata junto a seus tesouros? Deu-lhe seu anel com o selo real. Que Hamã fizesse o que quisesse. A prata e o povo eram deles.

No dia dezessete de abril, os secretários foram convocados. O decreto foi ditado por Hamã e redigido. Depois, foi enviado aos mais altos oficiais, governadores e nobres das províncias. Leriam as cartas em suas próprias línguas. O decreto dizia que todos os judeus – homens, mulheres, idosos e crianças – seriam exterminados em uma única data, dia sete de março do ano seguinte. E mais, os bens dos judeus seriam entregues a quem os matasse. Além de se tornarem assassinos, seriam ladrões, roubando os bens dos judeus. Todos deviam estar preparados para “cumprir seu dever” quando aquele dia chegasse.

Em Susã o decreto também foi proclamado. A cidade ficou em polvorosa. Confusão por toda parte. O mesmo, com certeza, aconteceu em todas as cidades de todas as províncias. Pessoas apavoradas. Outras tramando roubos e mortes.

Enquanto isso, Hamã e Xerxes sentaram-se para beber. Demais né?

Quanto aos judeus, não havia como fugir. Era simplesmente esperar o dia e morrer. Será?


Veremos amanhã. Leremos do capítulo quatro ao capítulo sete.

Que sejamos um povo separado, que obedece a Lei do Senhor, ainda que isso incorra em acusações.

Espero você. Até lá.

Ester 1.1-22


Leitura do dia 10/05.

Continuamos nossa caminhada através do Livro dos livros. O único livro que é vivo. E que produz vida verdadeira. Uau!

Ontem vimos o repovoamento de Jerusalém, com líderes e homens valorosos. Também vimos como foi a dedicação do muro. As provisões para o culto no templo. As diversas reformas realizadas. O que aconteceu enquanto Neemias precisou voltar a Artaxerxes e o que fez quando voltou. Até bateu em alguns e arrancou seus cabelos. Não sem motivo. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-111-1331.html

Hoje, voltaremos um pouco no tempo e iniciamos a leitura de um novo livro, Ester. Todos chamam a atenção para o fato do nome do Senhor não ser mencionado nenhuma vez em todo o livro. No entanto, conseguimos vê-Lo por trás de toda a trama descrita. Sempre pronto a livrar Seu povo.

Leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, o capítulo um.

Os acontecimentos descritos em Ester aconteceram na época em que Xerxes (ou Assuero, em hebraico) reinou. Entre 486 a 465 a.C. Seu reino abrangia 127 províncias. Da Índia até a Etiópia. Seu trono ficava em Susã, hoje, Irã.

No terceiro ano de seu reinado, ofereceu um banquete aos seus nobres e oficiais. A festa durou, nada mais, nada menos que 180 dias. Seis meses de festa! Com certeza foi uma enorme (eu diria fantástica) demonstração da grande riqueza de seu império. 

Imagino o frenesi dos empregados do palácio. Recebendo nobres e oficiais de todas as províncias dominadas por Xerxes. Não eram apenas hóspedes. Participavam de uma festa. Devia ser uma correria louca. Comidas e mais comidas, bebidas. O tempo todo “um limpa aqui, limpa ali”. Roupas de camas sendo trocadas. Gente caindo de bêbado aqui e ali. Sem fogões industriais, sem máquinas de lavar louça ou roupa, nem secar.

Quando a “festinha” de 180 dias termina, Xerxes oferece um banquete. Esse foi mais modesto. Durou “apenas” sete dias. Aconteceu no jardim do palácio. Também em grande pompa. Todos os moradores de Susã foram convidados. Todos. Sem exceção. Ricos e pobres.

O escritor de Ester nos conta que o pátio estava lindamente enfeitado. Exibia cortinas brancas de algodão (vindo do Egito, será?) e com tapeçarias azuis. Estavam presas com cordas de linho branco e fitas vermelhas em argolas de prata fixadas em colunas de mármores. Os sofás que, certamente, eram muitos, tinham armação de ouro e prata. Estavam sobre um piso de mosaico de pórfiro (uma rocha de origem vulcânica), mármore, madrepérola e outras pedras preciosas. Uau! Muito luxo. Eu ficaria, no mínimo, um dia inteirinho só observando aquele piso.

As bebidas foram servidas em taças de ouro. De diversos modelos. E, para mostrar a generosidade real, havia grande quantidade de vinho. Os oficiais do palácio foram instruídos a servirem quanto vinho cada um desejasse.

Nessa mesma ocasião, a rainha, Vasti, ofereceu um banquete. Só para as mulheres. Este banquete foi no palácio. Separado do de Xerxes.

No sétimo dia do banquete, o rei já estava bem alegre por causa do vinho. Ordenou aos sete eunucos que o serviam, que buscasse a rainha, usando a coroa real. Queria mostrar o quanto era bela.

Não sei se “usando a coroa real” significa que seria essa sua única vestimenta. Talvez estivesse cansada de bebedeiras e bêbados e soube que o rei já estava bem afetado. O fato é que recusou ir. Simples assim.

O rei ficou furioso. Completamente indignado. Arrisco dizer que o efeito do vinho deve ter passado quase imediatamente, tamanha raiva. 

Imediatamente reuniu seus conselheiros. Queria saber o que a lei dizia sobre uma rainha desobedecer a ordem de seu rei, transmitida por seus eunucos.

Os homens já estavam se descabelando, com certeza. Um dos conselheiros, Memucã respondeu que a rainha devia ser deposta, expulsa da presença do rei, para sempre. Se não agisse assim, antes do dia terminar, todas as esposas dos nobres das 127 províncias iam saber o que Vasti fizera e passariam a tratar seus maridos com desprezo e indignação sem fim.

O conselho pareceu razoável ao rei. Enviou cartas a todas as partes do império. Cada um leria em sua própria língua. Nelas proclamava que todo homem devia ser o chefe de sua própria casa e ter sempre a última palavra.

Se você é mulher e está lendo, com certeza, está indignada. Se é homem, achou o decreto do rei, pertinente.

Mas, o que a Bíblia nos fala a esse respeito? Bem, seria uma discussão acalorada e longa, estou certa. Quando estivermos em Efésios, voltaremos a esse assunto. Porém, gostaria de dizer apenas uma coisa. Paulo, entre outras ordens, ordena aos maridos que amem suas esposas como o Senhor Jesus amou a Igreja. Um marido que obedece essa ordem, pode ter a última palavra, sempre. Não será uma palavra egoísta. Será temperada em amor. Será para o bem. O Senhor nunca tratou a Igreja de forma reprovadora. Ele deu Sua vida por ela.

Bem, acalmem-se! Nada de apontar de dedos. Agora estamos em Ester. Provavelmente 481 a.C. Voltemos então, ao texto.

Vasti foi deposta.O rei ficará sem rainha?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Somos Pontes



Somos pontes! Ou, pelo menos, deveríamos ser! Nascemos para isso! O que Deus ordenou a Abraão e que é uma ordem a todos nós? Seja benção!

Deus deseja nos usar como pontes na vida das pessoas, para abençoá-las, para direcioná-las ao seu destino. Israel deveria ter sido ponte para todas as nações conhecerem ao Senhor.

O servo de Abraão foi ponte para o destino de Rebeca e Isaque. O copeiro-mor a ponte entre José e seu cargo no Egito. Moisés foi ponte para a saída do povo do Egito. Josué, para a entrada em Canaã. Noemi a ponte para Rute e seu destino.  A escrava de Naamã foi a ponte até Eliseu e a cura de seu senhor. Ester foi a ponte para a vida do povo judeu. A mulher samaritana foi ponte que levou aquela cidade a Jesus. Felipe, para o eunuco. Os discípulos, para espalhar o Evangelho. Alguém foi ponte para que encontrássemos nosso amado Senhor.

Devemos ser a ponte que leve as pessoas a Deus! Como nosso exemplo-mor, Jesus! Nossa vida deve apontar para Ele. As pessoas devem caminhar por nós para chegar até Ele. Precisamos ser pontes que apontam para o melhor destino que alguém pode desejar. Precisamos ser pontes que despertem nas pessoas o interesse por Ele.

Aqui em Brasília tem uma ponte linda! A Ponte JK. Todos que vem aqui pela primeira vez são levados lá, simplesmente pela sua beleza. Atravessamos de um lado para o outro e voltamos ao mesmo lugar que estávamos. Nossa vida precisa ser melhor. Temos que ser "atração" e como sempre meu pastor fala, "a melhor publicidade de Deus", mas precisamos levar as pessoas ao seu destino, aos braços do Pai! E não apenas um ponto turístico. Temos que ser pontes que apontem para Ele! Que as pessoas leiam nossas páginas e caminhem por nossas vidas para chegarem aos seus destinos!

Mas existem outros tipos de pontes. Aquelas que ao final levam a dois caminhos diferentes, de acordo com a via que escolhemos. A venda e prisão de José foi uma ponte. Golias foi uma ponte para o destino de Davi. Assim como o leão e o urso que ele enfrentou sozinho e o capacitou a enfrentar Golias. Saul também foi ponte! A fornalha foi uma ponte. A cova dos leões. A perseguição da Igreja. Nosso dia a dia. Nossas circunstancias.

Pontes devem sempre nos levar ao nosso destino! Mas sempre dependerá de nossas escolhas. Vou percorrer essa ponte apenas como um ponto turístico e voltar ao ponto de partida? Vou escolher qual via percorrer? Vou escolher para qual lado vou? Vou perder o sabor, ficar amarga ou vou aprender, para me compadecer e me tornar, eu mesma, uma ponte?

E enquanto as pontes que se nos apresentam ao longo da vida nos apontam para destinos diferentes, devemos ser pontes que apontem apenas para o Senhor! Então, sejamos pontes!

E aqui tem mais um ponto. Onde a ponte está. Como a uva que produz o melhor vinho quando é mais "exigida". Não se exige o mesmo material para todas as pontes! Irá depender onde vai estar e o quanto será usada!

Quanto mais pessoas alcançaremos com nossas vidas, mais alicerce precisaremos! Se seremos o rei Davi, teremos que enfrentar Saul, mas antes, enfrentaremos Golias. E antes ainda, teremos que enfrentar o urso e o leão que querem arrebatar nossas ovelhas de nossas mãos (ah, o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas).

Então, sejamos pontes! Que você seja ponte! Que eu seja ponte! Que usemos o tempo de forma sábia e com pessoas que nos levem ao nosso destino. Que sejamos pontes abençoadoras!