Continuamos nossa caminhada pelo maravilhoso livro de 2 Reis.
Na última postagem vimos que o desejo de Geazi por posses e posições foi maior que seu desejo de ser como Eliseu. A lepra de Naamã apegou-se a ele. http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/qual-e-o-meu-desejo.html
Hoje, caminharemos através do capítulo seis. Do versículo 1 ao versículo sete.
Os discípulos dos profetas procuraram Eliseu para lhe dizer que o lugar em que moravam, ali próximo, tornou-se pequeno demais para eles. Bom sinal. O número dos discípulos estava aumentando.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-e-sua-versatilidade.html
Sugeriram que fossem até o rio Jordão e ali cada um deles, dos discípulos (discípulos dos profetas), cortaria um tronco para construir ali mesmo, um local para suas reuniões.
Infelizmente não sabemos como essas reuniões aconteciam. O fato é que aconteciam.
Eliseu concordou. Falou que poderiam ir e fazer conforme sugerido. Um deles o convidou a ir junto. Ele foi. Era sempre bom ter a companhia de Eliseu. Algo de bom poderia acontecer.
Chegaram ao Jordão. Começaram a cortar e derrubar as árvores.
De repente, quando um deles estava cortando um tronco, o ferro do machado que usava caiu no rio.
Esse discípulo ficou apavorado. Imediatamente gritou a Eliseu, chamando-o de “meu senhor”, que o machado era emprestado.
Provavelmente, se era emprestado, não estava em condições de comprar. E agora, perdendo-o, deveria reembolsar àquele que havia lhe feito o empréstimo.
Eliseu, importava-se com as pessoas. Importava-se com seus discípulos. Ele perguntou onde o machado havia caído. Outro servo, que viu, na mesma hora, lhe mostrou o lugar.
Eliseu cortou um galho e o jogou na direção indicada. Sabe o que aconteceu? O ferro do machado subiu à tona e flutuou sobre as águas. Um ferro!
Ele ordenou que o discípulo o pegasse. O discípulo estendeu o braço e recuperou o machado.
Mais um milagre operado através da vida de Eliseu. Mais um milagre para abençoar outra pessoa, não a si próprio.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/agua-boa-ou-ruim.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/existe-solucao.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/posso-repartir-o-pouco-que-tenho.html
E quanto a nós?
O Senhor pode contar conosco para abençoarmos, ainda que aos nossos olhos seja algo simples? As pessoas desejam nossa companhia, como desejavam a de Eliseu? Algo de bom acontece quando estamos juntos?
Talvez para Eliseu aquele machado não significasse nada. Mas para aquele homem, que deveria reembolsar o proprietário, era de grande valor. Ele não possuía os recursos.
Que aprendamos com Eliseu a importar-se com as pessoas. Que tenhamos essa disposição em abençoar, seja com algo pequeno ou grande. Seja ressuscitando o filho de alguém ou apenas conseguindo recuperar um machado. http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-e-sua-versatilidade.html
Na quarta-feira prosseguimos. Espero você. Até lá.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2018
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Existe solução?
Ontem vimos que a sunamita, cujo nome não sabemos (e claro que eu gostaria de saber), abençoou grandemente Eliseu e Geazi. Eliseu quis abençoá-la também. Perguntou-lhe se precisava de alguma coisa. Ela disse que não. Mas não tinha filhos.
Eliseu disse-lhe que dentro de aproximadamente um ano, estaria com um filho nos braços. Era demais para ela. Tinha medo de acreditar. http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/um-coracao-que-abencoa.html
Será que aconteceria mesmo? O Senhor lhe daria essa benção?
Hoje caminharemos ainda através do capítulo quatro. Agora, do versículo dezessete ao versículo trinta e sete.
Embora a mulher tenha ficado com medo de crer nas palavras de Eliseu, como ele falou, assim aconteceu.
Ela engravidou e no ano seguinte, no tempo certo, deu à luz a um menino.
O autor de Reis nos conta que estando o menino já crescido, um dia saiu com seu pai, que estava com os ceifeiros, no campo.
De repente, gritou que estava com muita dor de cabeça. Imediatamente o pai pediu a um servo que o levasse até sua mãe.
Ele o levou. Ela colocou o menino no colo. Ficou assim até o meio dia. Não havia o que fazer.
O menino morreu.
Se antes o desejo de seu coração era ter um filho, imagina seu coração agora que o menino era crescido! Seu amor por ele transbordava e, de repente, o menino morre!
Com toda certeza, era a alegria daquela casa. Daquele pai já idoso. Daquela mulher que finalmente foi mãe, quando já havia desistido.
Ela foi ao terraço. Colocou o menino morto sobre a cama de Eliseu. Fechou a porta.
O que fazer?
Mandou chamar seu marido. Não contou o que havia acontecido com o menino. Pediu-lhe que mandasse um servo com uma jumenta. Disse que ia rapidamente à casa de Eliseu, o homem de Deus. Não ia demorar. Voltaria logo.
Seu marido lhe perguntou o motivo de sua visita. Não era dia de lua nova, nem sábado, quando havia sacrifícios especiais.
Ela não respondeu. Despediu-se desejando que ele ficasse em paz e foi ao encontro do servo com a jumenta. Ordenou-lhe que fosse depressa ao monte Carmelo, onde Eliseu morava. Que não parasse no caminho, exceto quando ordenasse.
Eliseu a viu de longe. Ordenou que Geazi fosse ao seu encontro e lhe perguntasse se estava tudo bem. Com ela, seu marido e seu filho. Algo deveria estar errado. O que ela fazia ali naquele dia?
Geazi correu e perguntou-lhe. Ela respondeu que estava tudo em paz. Tudo em paz. Não tudo bem. Seu filho estava morto, em sua casa, no quarto de Eliseu. Mas ela diz que está tudo em paz.
O Senhor havia lhe dado aquele filho, através da vida de Eliseu. Poderia devolvê-lo da mesma maneira?
Continuou sua caminhada até ele. Quando chegou ao monte, prostrou-se a seus pés.
Geazi aproximou-se para erguê-la. Eliseu disse para deixá-la em paz. Percebeu que seu coração estava muito angustiado, mas o Senhor, embora pudesse, não quis lhe revelar o motivo. Ele esperou que ela falasse.
A mulher lhe disse: “Eu não te roguei para que não me enganasses? Porventura pedi ao meu senhor algum filho?"
Pior que nunca ter sido mãe, era agora perder seu filho. É muito terrível um filho morrer antes de seus pais.
Eliseu entendeu. Imediatamente ordenou a Geazi que pegasse seu cajado e fosse até o menino. Correndo. Se encontrasse alguém pelo caminho, continuasse correndo. Não parasse para cumprimentar, nem para responder nada. Assim que chegasse na casa, deveria colocar seu cajado sobre o rosto do menino.
A mulher, no entanto, disse que de maneira alguma retornaria à sua casa sem Eliseu. Ele foi com ela.
Geazi chegou primeiro. Colocou o cajado sobre o rosto do menino. Não houve nenhuma reação. Continuou morto.
Ele correu até Eliseu. Encontrou-o no caminho. Contou-lhe que o menino não voltava a si. E agora? Há chance para esse menino voltar a viver?
Eliseu chegou à casa da sunamita. Viu o menino deitado, morto, sobre sua cama. Entrou no quarto. Fechou a porta e orou.
Em seguida, deitou-se sobre o menino. Encostou sua boca na boca do menino, seus olhos e suas mãos. Sentiu o cheiro do menino, morto. Identificou-se com ele. E passou-lhe vida. Enquanto estava ali, debruçado sobre o menino, seu corpo foi se aquecendo.
Eliseu levantou-se. Caminhou pelo quarto de um lado para o outro. Com certeza, orando. Depois, subiu novamente na cama, estendendo-se sobre o corpo do menino. O menino espirrou sete vezes e abriu os olhos. Simples assim. Para o Senhor não há nada impossível.
Eliseu chamou Geazi. Mandou que fosse imediatamente chamar a sunamita. Geazi foi correndo. Esse Geazi tinha fôlego!
Quando chegou, Eliseu lhe entregou o filho. Ela entrou no quarto, prostrou-se a seus pés, curvando-se com o rosto até ao chão. Embora a emoção fosse imensa, não se esqueceu de agradecer.
Em seguida pegou o filho e saiu.
Para o Senhor nada é impossível. Absolutamente nada.
https://www.youtube.com/watch?v=hRuePzx6DYQ
Eliseu novamente entra em cena para abençoar alguém. Aquela mulher. Aquela casa.
E nós? Como tem sido nossa vida? Temos abençoado ou nos cansamos facilmente, acreditando que se abençoamos alguém uma vez, já fizemos “nosso trabalho”?
Mandamos alguém em nosso lugar porque estamos ocupados, ou cansados? Ou resolvemos ir, diante do desespero que se apresenta diante de nós?
Temos coragem de deitar em cima “do morto”, identificar-se “com ele”, esquentá-lo com nosso próprio corpo e abençoar mais uma vez ou reclamamos que “colocaram um morto em nossa cama” e queremos tirá-lo dali e enterrá-lo, para não “sujar nosso cantinho”?
Que o Senhor nos ensine a servir, a abençoar, a caminhar. Quantas milhas forem necessárias. E quantas vezes for preciso.
Há um tempo atrás, contei essa história sob a ótica dessa mulher. Convido-o a ler, antes de continuar nossa caminhada. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/lutando-por-seus-sonhos.html
Espero você na sexta-feira. Até lá.
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Uma excelente notícia!
Ele conta que muitos já haviam se dedicado a elaborar um relato das coisas que aconteceram, conforme foram transmitidos pelos que estavam desde o inicio e foram testemunhas oculares. Não foram apenas testemunhas, foram servos da Palavra.
Ele mesmo investigou tudo cuidadosamente, desde o início, e decidiu escrever um relato ordenado para Teófilo. O objetivo era que Teófilo tivesse certeza do que lhe foi ensinado. Assim como eu e você devemos ter.
O capítulo 1 de Lucas não é relatado nem por Mateus, nem por Marcos.
Ele começa contando que no tempo de Herodes, rei da Judéia, havia um sacerdote chamado Zacarias. Ele pertencia ao grupo sacerdotal de Abias. Isabel, sua esposa, também era descendente de Arão. Aqui, já percebemos, Lucas é bem detalhista.
Durante todo o livro, vamos perceber que procura citar lugares, governantes, os mais diversos detalhes, para respaldar seu relato.
Lucas nos conta que Zacarias e Isabel eram justos aos olhos de Deus. Preste atenção: não eram justos aos olhos dos homens, eram justos aos olhos de Deus. Eles obedeciam de modo irrepreensível a todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Mas, tinha um “mas” na vida deles. Eles não tinham filhos.
Isabel, "Dedicada a Deus", era uma mulher que, como quase todas as mulheres, acalentava um sonho, um filho. Parece algo tão simples, mas não para ela. Isabel era estéril. Eles já eram idosos. A chance de terem um filho havia passado. Era uma vergonha terrível para a mulher não ter filhos.
As pessoas, de fora, olhavam e procuravam encontrar um motivo para a esterilidade de Isabel. Será que estava em pecado? Não era quem aparentava ser?
O ser humano, infelizmente, gosta de encontrar um motivo para justificar porque alguém está passando por uma dificuldade ou por não ter sido, aos seus olhos, abençoado. Assim era com Isabel.
Durante anos ela ouviu murmúrios por não terem um filho. Algo devia estar errado com ela, afinal era esposa de Zacarias. Seu marido, "Lembrado por Deus", era sacerdote. Mesmo assim, não tinham filhos.
Isabel estéril. Ambos avançados em idade. Não havia mais esperança. O tempo deles havia acabado.
Não o tempo de Deus. O tempo do Senhor é diferente do nosso! E isso às vezes é agonizante.
Um dia, quando Zacarias estava servindo como sacerdote, foi escolhido por sorteio para entrar no santuário. Na hora de oferecer o incenso, enquanto o povo orava do lado de fora, Zacarias viu, à direita do altar do incenso, um anjo do Senhor.
Quietinhos, observamos a cena.
Percebemos que Zacarias fica perturbado e dominado pelo medo. É uma cena amedrontadora.
O anjo lhe diz para não ter medo. Diz que sua oração foi ouvida. Isabel, sua esposa, lhe dará um filho. Finalmente seu sonho será realizado. Finalmente será pai. Fora do tempo. Do dele. Não do de Deus. Esse filho deverá ser chamado João. O anjo diz que ele será motivo de prazer e alegria. Não apenas para Zacarias e Isabel, mas para muitos.
O sonho era de Zacarias e Isabel, mas a resposta do Senhor a eles, será motivo de grande felicidade e regozijo para muitos. Abençoaria não apenas aos dois, mas um geração. Não, todas as próximas gerações! Meu coração está disparado. Como sou abençoada, hoje, dois mil anos depois, com a vida desse João.
O anjo continua dizendo que a criança será grande aos olhos do Senhor, plena do Espírito Santo antes do nascimento e conduzirá a muitos dos filhos de Israel à conversão ao Senhor. Disse ainda que avançará na presença do Senhor no mesmo espírito de Elias, com o propósito de converter o coração dos pais aos seus filhos e os desobedientes à sabedoria, deixando um povo preparado para o Senhor. Instrui Zacarias a que o menino nunca tome vinho nem qualquer bebida fermentada. Ele será separado para o Senhor.
Quanto mais escuto, mais meus olhos se arregalam. Quem é essa criança que será gerada?
Que palavra maravilhosa esse anjo traz! Meu coração se enche de alegria. Penso em Isabel. Como ficará contente com a notícia!
Esse capítulo para mim é perfeito, cheio de nomes e tempos se cumprindo.
Zacarias pergunta ao anjo: “Como posso ter certeza disso? Sou velho, e minha mulher é avançada em idade”. Essa era a realidade. Era para ela que Zacarias estava olhando. Ele não ouviu. Olhou para as circunstâncias. Olhou para sua idade. Sua condição. A esterilidade de Isabel. Tudo que precisava era ouvir. Ouvir e crer. Mesmo que parecesse impossível. Mesmo que fosse impossível. Afinal, não é esse o "modus operandis" de Deus? Tornar o impossível, possível e nos deixar boquiabertos?
O anjo responde que ele é Gabriel, aquele que está sempre na presença de Deus. O “Enviado por Deus”. Diz que foi enviado para transmitir a Zacarias estas boas novas. Como Zacarias não acreditou em suas palavras, ficará mudo até que elas se cumpram, no tempo certo.
Já que não ouviu e nem falou o que devia, melhor ficar sem falar.
Do lado de fora, o povo espera por Zacarias. Temendo por sua demora.
Quando finalmente sai, não consegue falar. Todos percebem que ele teve uma visão. Zacarias só consegue falar por sinais. Está realmente mudo, como Gabriel falou que ficaria.
Continua de serviço, mudo. Quando completa o período que deveria ficar no santuário, volta para casa. Então, Isabel, engravida. Durante cinco meses não sai de casa.
Fica escondida durante cinco meses! Medo, talvez, de perder o bebê, do sonho não se realizar, mesmo depois do "Enviado por Deus" ter falado. Mesmo depois de sua barriga ter crescido. Mesmo depois da criança ter mexido em seu ventre. Era demais para ela! Ainda que tudo estivesse acontecendo diante de seus olhos, dizia consigo mesmo e não aos outros: "Isso é um presente do Senhor para mim! Seus olhos me contemplaram, para retirar de mim a grande humilhação que sentia diante de todos."
O Senhor se lembrou dela. Aquele “lembrar do Senhor” que produz uma ação da parte dEle. Aquele olhar do Senhor que O faz agir a nosso favor. Com o Senhor, tudo acontece no tempo certo. De acordo com a Sua agenda. http://www.espalhandoasemente.com/2017/01/quando-deus-se-lembra.html
Vamos ficar por aqui. Sente comigo. Vamos pensar um pouco.
Era só um sonho de duas pessoas. Eles só pediram um filho ao Senhor. E olha como o Senhor responde. É demais para mim! Fico maravilhada porque sei que o Senhor continua fazendo a mesma coisa hoje.
O Senhor sempre nos surpreende quando oramos por algo que está de acordo com Sua vontade.
Faz muito além do que pedimos ou pensamos.
Vejo o sorriso em Seus olhos, cheio de satisfação. "Vocês me pediram um filho. Vou lhes dar, mas vou lhes surpreender de tal maneira que todos verão que fui Eu. Meu nome será exaltado!"
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/o-deus-das-impossibilidades.html
Como vamos prosseguir pelo capítulo 1 de Lucas, continuamos amanhã. Até lá.
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Zacarias
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