quarta-feira, 9 de março de 2016

Que tipo de árvores somos?


Pensando em árvores. Desejei muito uma para eu descansar encostada em seu tronco, ouvindo o barulhinho de suas folhas. Que delícia!

Amo árvores. De todos os tamanhos. De todos os formatos. De todas as cores. Frutí­feras ou não. Com flores ou não. Com folhas ou não. 

Mudo rotas e caminhos para observar uma árvore. Brasí­lia é um show o ano todo. Em pleno inverno, os ipês. Primeiro os rosas. Depois os roxos e amarelos. Por último os brancos. De tirar o fôlego!

Amo observá-las e compará-las às pessoas. Somos todos como árvores. Passamos pelas estações. Precisamos disso. Nossos abençoados processos. Até ser dia perfeito.

Precisamos ser cuidados. Amados. Regados. Devemos florescer onde estamos plantados. Devemos dar frutos. Frutos bons. E sermos conhecidos por esses frutos. O que não dá fruto é cortado. O que dá, é podado para dar mais fruto ainda. É verdade, a poda é dolorida, mas sempre traz recompensa.

Devemos ser abrigo. Sombra. Refúgio. Descanso.

Quando estive em Israel, vimos que as árvores são podadas para ficarem pequenas e sua força se concentrar nos frutos que são maiores. Como tantas vezes nosso sábio Agricultor faz conosco. E, passando por alguns lugares desertos, de repente, víamos uma árvore verdinha, sozinha. Linda. Vigorosa. Plantada junto a uma fonte subterrânea de água. Como devemos estar. Enraizados na água Viva! Bebendo o tempo todo da Fonte.

Absalão foi uma árvore, de bela aparência, que deu um fruto amargo. Envenenado. Raiz estragada. E o Senhor o arrancou. Deus transtornou o seu reinado relâmpago. Opôs-se a ele, é o que diz em II Samuel 17.14.

José foi uma árvore maravilhosa. Levou anos e anos para crescer. Foi podada. Arrancada. Cortada. "José é uma frondosa, árvore frutífera, plantada à beira de uma fonte de águas puras; uma grande árvore que dá muitos frutos, cujos galhos avançam por sobre o muro." - Gênesis 49.22

Que sejamos como José! Que não haja limites para nosso crescimento em Deus! E que não desistamos de ninguém. Ainda que a árvore seja cortada, há esperança. Basta um pouco de água, e ela revitalizará e produzirá novos brotos e ramos como uma planta nova (Jó 14.7-9). Vamos regar as árvores que encontrarmos em nossa caminhada.

Que não sejamos espinheiros. Pessoas que não podem ser encostadas. Que não dão suporte. Não servem de abrigo. De esperança. De consolo. Que sejamos carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor, para a Sua glória. E mesmo fora do tempo, possamos dar frutos. 

Amo o texto de Êxodo 15.27, quando o povo de Israel chega a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras. Setenta palmeiras! Fecho os olhos e imagino. No meio do deserto, um oásis. Que frescor! E, “sou ouvidos”, escuto o sussurrar delicioso das folhas ao vento. Que delícia de lugar. Que refrigério.

Que sejamos oásis na vida das pessoas cansadas, atravessando desertos. Que, em nós, encontrem refrigério, para prosseguirem viagem. E que algumas, as mais especiais, possam até construir ninhos em nossos galhos, contando sempre com nosso abrigo e proteção.

E o que falar de Jesus, a Videira verdadeira! Onde devemos estar, não apenas para dar frutos, mas para viver e viver em abundância.

É interessante que a Bíblia começa falando em árvore e termina descrevendo a árvore da vida, com seus doze frutos e suas folhas maravilhosas para a cura das nações.

Então, que sejamos benditos do Senhor: "Mas bendito é o homem cuja confiança está totalmente depositada em Yahweh, cuja fé está no Senhor. Ele será como uma árvore plantada junto às boas águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Uma árvore que não se afligirá quando chega o calor, porque as suas folhas estão sempre viçosas; não sofre de ansiedade durante o ano da seca nem deixará de dar o seu fruto". - Jeremias 17.7-8

Que a chuva do Senhor venha sobre nós, nos revigorando a cada dia. Que nossas raízes se estendam até encontrarmos a Fonte das Águas Vivas. E que alegremos nosso amoroso Agricultor, produzindo muitos e bons frutos.

Em I Reis há um texto que fala sobre um tipo de figueira que os frutos são desprezados. Frutos bravos. Não sei se é a mesma árvore, mas conheço uma, muito linda, enorme. Carregada de figos o ano inteiro. Os cachos lindos. Mas não se pode colher. Não são comestíveis. Frutos totalmente desprezados.

Fiquei pensando em Salomão. Teve a oportunidade de pedir a Deus o que quisesse (também temos). Pediu sabedoria. Pessoas de várias nações iam até a ele para ouvi-lo. A rainha de Sabá elaborou várias perguntas complicadas. E mulher gosta de perguntar. De falar. De escrever.  Salomão respondeu a todas. Sem empreender nenhum esforço. Deixando-a maravilhada. Em todos os detalhes. Todo o seu reino era organizado e admirável.

Mas Salomão, por causa das muitas mulheres que amou, se deixou desviar. Seu coração não era íntegro como o de Davi. Ele se tornou uma árvore de frutos desprezíveis. Tudo virou vaidade. Tudo ficou sem graça. Tudo perdeu o gosto, a alegria.

Que possamos amar ao Senhor a cada dia. Acima de tudo. Acima de todos. Que nada desperte nossa atenção mais que Ele. Que o amemos com todo o nosso coração, com toda nossa força, com todo o nosso entendimento. 

Que sejamos árvores que produzam frutos. Frutos agradáveis. Que sejam colhidos nos tempos certos. Que sirvam de cura para as nações. Que nossos galhos sejam abrigos. Nossa sombra, descanso. Por onde quer que passarmos.


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