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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mateus 11.1-30

Leitura do dia 14/10.

Continuamos nossa viagem pelo livro de Mateus.

Na postagem anterior, vimos o Senhor dando instruções aos doze.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-101-42.html

Agora, leremos o capítulo onze de Mateus.

Após instruir Seus doze discípulos, Ele próprio saiu para ensinar nas cidades da Galileia.

João Batista, que estava na prisão, ouviu o que estava fazendo e enviou seus discípulos com a seguinte pergunta: "És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro"?.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/joao-batista-em-um-dia-ruim.html

Essa pergunta chama minha atenção. Amo essas informações que o Senhor nos deixou nas Escrituras, para lembrarmos que somos humanos e não super-homens. Se não fosse assim, não teríamos coragem de prosseguir, achando que não conseguiríamos.

Um dia, devia ser um "daqueles dias" que de vez em quando temos, quando não conseguimos entender, quando parece que tudo está fora do lugar, sem explicação, sem lógica, João mandou perguntar se Jesus era de fato quem havia de vir ou se deveriam esperar outro.

Nem mesmo João, que reconheceu o Senhor dentro do ventre de sua mãe, que teve seu nascimento anunciado por um anjo, que viu os céus abertos quando o Senhor foi batizado (e que era o sinal que Deus lhe falou que daria), nem mesmo ele que apontou para o Cordeiro de Deus, era um super-homem infalível, que nunca cansava e que tinha absoluta certeza de tudo. Até ele ficou desnorteado.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/02/o-encontro-de-duas-maes.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/joao-aponta-para-jesus-e-nos-apontamos.html

Nunca vou cansar de dizer que amo isso na Bíblia. Que amo isso em Deus. Temos direito a essas perguntas, pois somos completamente falíveis. E Ele sabe disso.

Jesus não mandou repreendê-lo. Sua resposta foi: “Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo...” Ele sabia que seria o bastante para João.

Quando os discípulos de João saíram, Jesus testemunhou à multidão quem era João. Um profeta. E mais que um profeta. Estava escrito sobre João em Isaías. Ele era o que prepararia (e preparou) o caminho para o Senhor. E Jesus foi além. Se eles quisessem aceitar, João era o Elias que havia de vir.

Jesus aproveita a oportunidade para denunciar aquela geração, que não estava em sintonia com os tempos de Deus. João veio, jejuava e não bebia vinho e diziam que estava endemoninhado. Jesus veio, comendo e bebendo e o chamavam de comilão e beberrão, criticando também seus relacionamentos.

Ah, como é necessário sermos, principalmente nos dias de hoje, como os filhos de Issacar, que conheciam os tempos e sabiam como agir. “Da tribo de Issacar, duzentos chefes estrategistas, que sabiam como Israel deveria agir em qualquer circunstancia. Comandavam todos os seus parentes”; – 1 Crônicas 12.32.

Após denunciar aquela geração, Jesus denuncia também as cidades em que havia sido realizada a maioria dos seus milagres, porque não se arrependeram. Se os milagres que foram realizados nas cidades de Corazim e Betsaida houvessem sido realizados em Tiro e Sidom (cidades gentias), elas teriam se arrependido. Assim como Sodoma, se tivesse visto o que Cafarnaum viu. No Dia do Juízo haverá mais rigor para essas cidades e menos para aquelas. O Dia do Juízo trará justiça porque o julgamento será feito com todos os dados necessários para um juízo perfeitamente justo.

Então, esse capítulo termina com o Senhor agradecendo ao Pai por ter escondido as maravilhas que estavam acontecendo, dos sábios e cultos, e as revelado aos pequeninos. Porque Ele assim quis.

Tudo foi entregue ao Senhor pelo Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho quiser revelar. É Jesus quem nos revela o Pai. Somente Ele. Ele é o único caminho para o Pai. O único.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/sabemos-o-caminho.html

Ele nos chama, a todos nós que estamos cansados e sobrecarregados. Ele nos dará descanso. Seu jugo é suave e Seu fardo é leve. É com Ele que devemos aprender, pois Ele é manso e humilde de coração. Se aprendermos com Ele, encontraremos descanso para as nossas almas. Somente nEle.

Gosto sempre de lembrar que manso significa “força sob controle”. O Senhor tem domínio próprio, por isso pode nos ensinar o descanso.

Ficamos por aqui.

Que aprendamos realmente com Ele. Que encontremos descanso nEle.

Amanhã prosseguimos nossa viagem, através do capítulo doze de Mateus.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Salmos 90.1-91.16

Leitura do dia 16/06.

Continuamos nossa caminhada por Salmos.

Terminamos o “Livro três”.

Vimos a oração de Davi, clamando por misericórdia. Pedindo que seja ensinado a seguir os caminhos do Senhor, para viver segundo Sua verdade. Que tenha um coração puro, para honrar Seu nome. Os filhos de Coré falam de Jerusalém e seus cidadãos, aqueles que conhecem o Senhor. Hemã canta com a melodia “O sofrimento da aflição”. Sua dor é enorme, mas não deixará de clamar ao Senhor, até ser respondido. Etã, o cantará para sempre. Fala de Davi e do Senhor Jesus.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-861-8952.html

Hoje, iniciamos o “Livro quatro”, os “Salmos Pré-Exílicos”. Leremos do capítulo noventa ao capítulo noventa e quatro.

Na primeira postagem, apenas os Salmos noventa e noventa e um.

No Salmo noventa, Moisés, homem de Deus, canta que o Senhor é o nosso refúgio. Através de todas as gerações. Antes que existisse qualquer coisa, já que tudo foi feito por Ele, já era Deus. É Deus. O Eterno. Sua oração é que entendamos como a vida é breve. Como acaba rapidamente. Aprendendo, viveremos com sabedoria.

Moisés pede que o Senhor nos satisfaça a cada manhã. Com o quê? Com Seu amor. Ah, acredite, Seu amor nos satisfaz, mais que qualquer outra coisa. Precisamos estar satisfeitos nEle, em Seu amor, para cantarmos de alegria sempre, até o final de nossas vidas. Que são curtas.

Em sua oração, pede o que nossos corações desejam. Que tenhamos alegria proporcional aos dias em que fomos afligidos. Que os anos em que sofremos sejam compensados. Que vejamos novamente Seus feitos. E que nossos filhos vejam Sua glória. Ah, que maravilha! Que Sua bondade seja sobre nós e Ele faça nossos esforços prosperar. Moisés entendia que é o Senhor que prospera nossos esforços. Um dos homens mais poderosos sabia o segredo de ter os esforços recompensados. É o Senhor quem faz, trabalhando conosco.

O Salmo noventa e um é um clássico. Há pessoas que deixam suas Bíblias abertas neste capítulo. Mas, querido, a Bíblia não é um amuleto. Ela é viva. É a verdade. Existe para nos alimentarmos dela. É através dela que aprendemos e conhecemos quem o Senhor é. Ela deve estar aberta, sim, cada dia em um capítulo, para ser lida, esmiuçada, entendida.

Lembre-se, estamos aqui apenas para levá-lo a garimpar os textos. Um versículo pode falar para mim de uma maneira, para você de outra. Não bastar ler o que escrevo. Todos precisamos garimpá-la. Sermos os donos dos tesouros que o Senhor nos revelar. Precisamos nos alimentar individualmente. Atenciosamente. Diariamente.

Voltemos ao Salmo noventa e um. Onde temos habitado? Em Seu abrigo? Se estivermos habitando nEle, encontraremos descanso à Sua sombra. Ele é completamente capaz de nos dar descanso. Sua sombra é um refrigério.

Como o salmista, precisamos declarar, de todo coração, com toda a verdade que Ele é nosso refúgio, não o cigarro, a droga, a pornografia, o poder, a bebida, a solidão. Ele é nosso refúgio. O único lugar em que estamos seguros. Ele precisa ser o nosso Deus. Individual. Pessoal. É nEle que devemos confiar.

Ele nos livrará das armadilhas que a vida nos prepara. Nos protegerá de doenças mortais. Nos cobrirá com Suas penas. Nos abrigará sob Sus asas. Sua fidelidade é como uma armadura. Proteção.

Não precisamos temer os terrores da noite. Nem as flechas que voam de dia, zunindo em nossos ouvidos. Não precisamos temer qualquer praga. Nem as calamidades que devastam. Ele está conosco. Se nos refugiarmos nEle, se fizermos dEle nosso abrigo, nenhum mal nos atingirá. Nenhuma praga se aproximará de nossas casas. Ele ordenará que Seus anjos nos protejam. Em todos os lugares onde formos. Eles nos susterão em suas mãos, assim, não machucaremos os pés nas pedras pelo caminho.
Ele protegerá os que O amam. Os que confiam em Seu nome. Quando clamarmos, nos responderá. Estará conosco no meio das dificuldades que tivermos que enfrentar. Nos resgatará. Nos dará honra. Nos recompensará com vida longa e com Sua salvação.

E, sabe, ainda que tenhamos que enfrentar doenças mortais ou qualquer outra situação terrível, Ele nos susterá em Suas mãos. Não pode deixar de ser fiel.

Que confiemos nEle, ainda que andemos pelo vale da sombra da morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

terça-feira, 26 de março de 2019

2 Samuel 17.1-28

Leitura do dia 26/03.

Na postagem anterior, vimos Absalão deitando-se com as concubinas de Davi. Diante de todo o Israel. Um insulto para demonstrar que a reconciliação entre os dois é impossível.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-161-23.html

Mas será que realmente era o que o coração de Absalão desejava?

Agora, continuamos nossa caminhada pelo capítulo dezessete de 2 Samuel.

Depois que Aitofel aconselha Absalão a insultar irremediavelmente seu pai, pede que escolha doze mil homens e o deixe ir imediatamente atrás de Davi. Alcançará Davi enquanto está exausto e desanimado. Deixará ele em pânico. Assim, todos seus soldados fugirão. Matará apenas Davi. E trará seu exército para serví-lo.

Absalão e as autoridades de Israel consideram o plano bom, mas perguntam a Husai o que ele aconselha.

Husai sabe que é um bom plano, mas fala a Absalão que, desta vez, o conselho de Aitofel não é bom. Os homens de Davi são guerreiros valentes. E Davi é um soldado experiente, além de um guerreiro poderoso. Não passará à noite com o povo. Àquela hora já devia estar escondido em alguma caverna. Se saísse de seu esconderijo, atacasse e matasse alguns dos soldados, o que se espalharia era que Absalão foi derrotado.

Ele recomenda que Absalão reúna todo o exército de Israel, de Dã a Berseba. Um exército tão numeroso quanto a areia do mar. E que Absalão mesmo vá à frente desse exército. Quando encontrarem Davi, cairão sobre ele de tal maneira que não conseguirá escapar. Todos os seus homens serão mortos.

Se acontecer de Davi escapar, todo Israel estará sob o comando de Absalão. Podem levar cordas e arrastar a cidade onde Davi estiver escondido, até que não sobre nenhuma pedrinha.

Todos concordam que o conselho de Husai era melhor que o de Aitofel. Foi assim porque o Senhor decidiu. Era contra o governo de Absalão. Contra sua amargura.

Claro que escolheriam o conselho de Husai! Seu conselho é rico em detalhes espetaculares. Até o menos criativo dos homens consegue imaginar as cenas descritas. Absalão à frente do exército, forte e vitorioso!

Quando Husai sai dali, conta a Zadoque e Abiatar o conselho de Aitofel e o seu, para que encontrem Davi rápido e insistam com ele que não durma próximo ao Jordão. Ele deve atravessar o rio e ir para o deserto. Se não o fizer, ele e os que estão com ele morrerão.

Às vezes precisamos sair da beira do rio e ir para o deserto, para estarmos seguros.

Jônatas e Aimaás estavam em En-Rogel para não serem vistos. Uma serva traria as mensagens que deveriam entrega. Um rapaz os vê. E avisa Absalão.

Ele ordena que seus homens procurem os dois. Eles vão até En-Rogel. Perguntam a uma mulher se os viu. Ela diz que sim. Que atravessaram o riacho.

A verdade é que seu marido os escondera dentro de um poço. E ela espalhara grãos de cereal em cima para que ninguém descobrisse que estavam ali.

Os dois saem do poço e avisam a Davi. Ele segue o conselho de seu amigo. Todos atravessam o Jordão durante à noite. Chegam à outra margem antes do amanhecer.

Quando Aitofel viu que seu conselho não foi seguido por Absalão, volta para sua terra. Organiza sua casa. E se mata. Sua carreira acabou.

Enquanto isso, Absalão reúne o exército de Israel. Conduz sua tropa para o outro lado do Jordão. Nomeia Amasa, primo de Joabe, comandante de seu exército. Acampam-se em Gileade.

Davi chega a Maanaim. É recebido por Sobi, de Amom; Maquir, de Lo-Debar e Barzilai, de Gileade. Eles os esperam com camas, vasilhas, trigo, cevada, farinha, grãos tostados, feijão, lentilha, mel, coalhada, ovelhas e queijo. Sabiam que chegariam ali, famintos. E cansados.

Que o Senhor nos guarde em Seus caminhos. Que nos abençoe com amigos como Husai, que não teme arriscar sua vida. E como Sobi, Maquir e Barzilai, que nos esperam com o que realmente necessitamos após uma caminhada tão atribulada.

Continuamos amanhã. Leremos os capítulos dezoito a vinte.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Jesus nos chama a aprender com Ele

Continuamos nossa viagem. Já estamos no capítulo 11 de Mateus.

Após Jesus instruir Seus doze discípulos, Ele próprio saiu para ensinar nas cidades da Galileia.

João Batista, que estava na prisão, ouviu o que Ele estava fazendo e enviou seus discípulos com a seguinte pergunta: És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?” http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/joao-batista-em-um-dia-ruim.html

Essa pergunta chama minha atenção. Amo essas informações que o Senhor nos deixou nas Escrituras, para lembrarmos que somos humanos e não super-homens. Se não fosse assim, não teríamos coragem de prosseguir, achando que não conseguiríamos.

Um dia, devia ser um "daqueles dias" que de vez em quando temos, quando não conseguimos entender, quando parece que tudo está fora do lugar, sem explicação, sem lógica, João mandou perguntar se Jesus era de fato quem havia de vir ou se deveriam esperar outro.

Nem mesmo João, que reconheceu o Senhor dentro do ventre de sua mãe, que teve seu nascimento anunciado por um anjo, que viu os céus abertos quando o Senhor foi batizado (e que era o sinal que Deus lhe falou que daria), nem mesmo ele, era um super-homem infalível, que nunca cansava e que tinha absoluta certeza de tudo. Até ele ficou desnorteado.

Nunca vou cansar de dizer que amo isso na Bíblia. Que amo isso em Deus. Temos direito a essas perguntas, pois somos completamente falíveis. E Ele sabe disso.

Jesus não mandou repreender João. Sua resposta foi: “Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo...” Ele sabia que seria o bastante para João.

Quando os discípulos de João saíram, Jesus testemunhou à multidão quem era Joao. Um profeta. E mais que um profeta. Estava escrito sobre João em Isaías. Ele era o que prepararia (e preparou) o caminho para o Senhor. E Jesus foi além. Se eles quisessem aceitar, João era o Elias que havia de vir.

Jesus aproveita a oportunidade para denunciar aquela geração, que não estava em sintonia com os tempos de Deus. João veio, jejuava e não bebia vinho e diziam que ele estava endemoninhado. Jesus veio, comendo e bebendo e eles o chamavam de comilão e beberrão, criticando também seus relacionamentos. 

Ah, como é necessário sermos, principalmente nos dias de hoje, como os filhos de Issacar, que conheciam os tempos e sabiam como agir. “da tribo de Issacar, duzentos chefes estrategistas, que sabiam como Israel deveria agir em qualquer circunstancia. Comandavam todos os seus parentes;” – 1 Crônicas 12.32

Após denunciar aquela geração, Jesus denuncia também as cidades em que havia sido realizada a maioria dos seus milagres, porque não se arrependeram. Se os milagres que foram realizados nas cidades de Corazim e Betsaida houvessem sido realizados em Tiro e Sidom (cidades gentias), elas teriam se arrependido. Assim como Sodoma, se tivesse visto o que Cafarnaum viu. No Dia do Juízo haverá mais rigor para essas cidades e menos para aquelas. O Dia do Juízo trará justiça porque o julgamento será feito com todos os dados necessários para um juízo perfeitamente justo.

Então, esse capítulo termina com o Senhor agradecendo ao Pai por ter escondido as maravilhas que estavam acontecendo, dos sábios e cultos e as revelado aos pequeninos. Porque Ele assim quis.

Tudo foi entregue ao Senhor pelo Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar. É Jesus quem nos revela o Pai. Somente Ele. Ele é o único caminho para o Pai. O único.

Ele nos chama, a todos nós que estamos cansados e sobrecarregados. Ele nos dará descanso. O jugo dEle é suave e o fardo é leve. É com Ele que devemos aprender, pois Ele é manso e humilde de coração. Se aprendermos com Ele, encontraremos descanso para as nossas almas. Somente nEle.

Gosto sempre de lembrar que manso significa “força sob controle”. O Senhor tem domínio próprio, por isso pode nos ensinar a termos descanso.

Ficamos por aqui. Que aprendamos realmente com Ele. Que encontremos descanso nEle.

Amanhã prosseguimos nossa viagem, através do capítulo 12 de Mateus. Espero você. 

Até lá.




quarta-feira, 23 de março de 2016

Como um grão de Mostarda

As árvores continuam chamando minha atenção. Desde que "falei" sobre elas, parecem mais verdes, mais vivas, mais floridas. E repletas de pássaros. Então, fico mais apaixonada por elas. Ando pela rua ou no parque observando-as e ouvindo o cantar dos passarinhos. E não tem como não me unir a eles e adorar ao Criador fantástico que temos e o melhor, nosso Pai! 

Sinto-me como aquela criança que sai, toda "orgulhosa",  contando para todos: "Foi o MEU PAI quem fez! 

A vegetação nativa de Brasí­lia é o cerrado. Árvores pequenas e tortas. Mas os pioneiros plantaram muitas árvores. Árvores enormes. Ando olhando para cima. Tem algumas que realmente impressionam. Imensas. Muito altas. 

E recordo-me do Senhor falando que o Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda. Já viu um? É minúsculo! Parece com aqueles confeitos de bolo que são umas bolinhas. Muito pequeno. 

Jesus fala que o Reino dos céus começa assim. Ele disse que o grão de mostarda é a menor das sementes que se planta na terra. Muitos nem dão valor. Pensam: não vai dar em nada! E desistem. E deixam a jornada, o ministério, o chamado, o sonho, a vida! Mas a semente está ali, debaixo da terra, crescendo, passando por todos os processos necessários. Sozinha. Em secreto. Aprendendo tudo o que precisa, sendo transformada. Mesmo quando, na nossa ânsia por crescimento, olhamos e olhamos, sem nada enxergar. 

De repente, começa a aparecer. Mas ainda é tão pequenininha! Quantas vezes olhamos e pensamos que o esforço empreendido foi muito grande e parece que não vai dar em nada. E até pensamos em desistir. Até achamos que erramos de semente. Que plantamos errado. Mas ela continua crescendo e crescendo. Até transformar-se na maior das hortaliças. A mostarda palestina pode chegar até quatro metros de altura. Um grãozinho de nada!

Nunca, jamais, despreze os pequenos começos. Quanto menor, maior a possibilidade de crescimento.

Jesus falou que seus ramos são tão grandes que as aves podem se abrigar à sua sombra. Se eu fosse uma árvore, ia amar isso! Depois de tanto sofrimento. Sufocada debaixo da terra e ainda assim, tendo que crescer. Na solidão. Na escuridão. No frio. Estendendo as raízes. Procurando água. De repente, finalmente, o sol! Ar fresco! Brisa refrescante! Cuidados! Crescimento! Ramos grandes! E lá vem um pássaro. Se abriga sob os ramos e, em gratidão ao Criador,  entoa um cântico. E vem outro. E logo está abrigado um coral. Até escuto, bom demais! Ah, se eu fosse árvore, ia amar isso! Ia ter certeza que aquele processo todo, no oculto frio da terra, valeu a pena.


Somos árvores, que devem produzir bons frutos. Ser abrigo. Proteção. Refrigério. Crescendo, como um grão de mostarda.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Que tipo de árvores somos?


Pensando em árvores. Desejei muito uma para eu descansar encostada em seu tronco, ouvindo o barulhinho de suas folhas. Que delícia!

Amo árvores. De todos os tamanhos. De todos os formatos. De todas as cores. Frutí­feras ou não. Com flores ou não. Com folhas ou não. 

Mudo rotas e caminhos para observar uma árvore. Brasí­lia é um show o ano todo. Em pleno inverno, os ipês. Primeiro os rosas. Depois os roxos e amarelos. Por último os brancos. De tirar o fôlego!

Amo observá-las e compará-las às pessoas. Somos todos como árvores. Passamos pelas estações. Precisamos disso. Nossos abençoados processos. Até ser dia perfeito.

Precisamos ser cuidados. Amados. Regados. Devemos florescer onde estamos plantados. Devemos dar frutos. Frutos bons. E sermos conhecidos por esses frutos. O que não dá fruto é cortado. O que dá, é podado para dar mais fruto ainda. É verdade, a poda é dolorida, mas sempre traz recompensa.

Devemos ser abrigo. Sombra. Refúgio. Descanso.

Quando estive em Israel, vimos que as árvores são podadas para ficarem pequenas e sua força se concentrar nos frutos que são maiores. Como tantas vezes nosso sábio Agricultor faz conosco. E, passando por alguns lugares desertos, de repente, víamos uma árvore verdinha, sozinha. Linda. Vigorosa. Plantada junto a uma fonte subterrânea de água. Como devemos estar. Enraizados na água Viva! Bebendo o tempo todo da Fonte.

Absalão foi uma árvore, de bela aparência, que deu um fruto amargo. Envenenado. Raiz estragada. E o Senhor o arrancou. Deus transtornou o seu reinado relâmpago. Opôs-se a ele, é o que diz em II Samuel 17.14.

José foi uma árvore maravilhosa. Levou anos e anos para crescer. Foi podada. Arrancada. Cortada. "José é uma frondosa, árvore frutífera, plantada à beira de uma fonte de águas puras; uma grande árvore que dá muitos frutos, cujos galhos avançam por sobre o muro." - Gênesis 49.22

Que sejamos como José! Que não haja limites para nosso crescimento em Deus! E que não desistamos de ninguém. Ainda que a árvore seja cortada, há esperança. Basta um pouco de água, e ela revitalizará e produzirá novos brotos e ramos como uma planta nova (Jó 14.7-9). Vamos regar as árvores que encontrarmos em nossa caminhada.

Que não sejamos espinheiros. Pessoas que não podem ser encostadas. Que não dão suporte. Não servem de abrigo. De esperança. De consolo. Que sejamos carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor, para a Sua glória. E mesmo fora do tempo, possamos dar frutos. 

Amo o texto de Êxodo 15.27, quando o povo de Israel chega a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras. Setenta palmeiras! Fecho os olhos e imagino. No meio do deserto, um oásis. Que frescor! E, “sou ouvidos”, escuto o sussurrar delicioso das folhas ao vento. Que delícia de lugar. Que refrigério.

Que sejamos oásis na vida das pessoas cansadas, atravessando desertos. Que, em nós, encontrem refrigério, para prosseguirem viagem. E que algumas, as mais especiais, possam até construir ninhos em nossos galhos, contando sempre com nosso abrigo e proteção.

E o que falar de Jesus, a Videira verdadeira! Onde devemos estar, não apenas para dar frutos, mas para viver e viver em abundância.

É interessante que a Bíblia começa falando em árvore e termina descrevendo a árvore da vida, com seus doze frutos e suas folhas maravilhosas para a cura das nações.

Então, que sejamos benditos do Senhor: "Mas bendito é o homem cuja confiança está totalmente depositada em Yahweh, cuja fé está no Senhor. Ele será como uma árvore plantada junto às boas águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Uma árvore que não se afligirá quando chega o calor, porque as suas folhas estão sempre viçosas; não sofre de ansiedade durante o ano da seca nem deixará de dar o seu fruto". - Jeremias 17.7-8

Que a chuva do Senhor venha sobre nós, nos revigorando a cada dia. Que nossas raízes se estendam até encontrarmos a Fonte das Águas Vivas. E que alegremos nosso amoroso Agricultor, produzindo muitos e bons frutos.

Em I Reis há um texto que fala sobre um tipo de figueira que os frutos são desprezados. Frutos bravos. Não sei se é a mesma árvore, mas conheço uma, muito linda, enorme. Carregada de figos o ano inteiro. Os cachos lindos. Mas não se pode colher. Não são comestíveis. Frutos totalmente desprezados.

Fiquei pensando em Salomão. Teve a oportunidade de pedir a Deus o que quisesse (também temos). Pediu sabedoria. Pessoas de várias nações iam até a ele para ouvi-lo. A rainha de Sabá elaborou várias perguntas complicadas. E mulher gosta de perguntar. De falar. De escrever.  Salomão respondeu a todas. Sem empreender nenhum esforço. Deixando-a maravilhada. Em todos os detalhes. Todo o seu reino era organizado e admirável.

Mas Salomão, por causa das muitas mulheres que amou, se deixou desviar. Seu coração não era íntegro como o de Davi. Ele se tornou uma árvore de frutos desprezíveis. Tudo virou vaidade. Tudo ficou sem graça. Tudo perdeu o gosto, a alegria.

Que possamos amar ao Senhor a cada dia. Acima de tudo. Acima de todos. Que nada desperte nossa atenção mais que Ele. Que o amemos com todo o nosso coração, com toda nossa força, com todo o nosso entendimento. 

Que sejamos árvores que produzam frutos. Frutos agradáveis. Que sejam colhidos nos tempos certos. Que sirvam de cura para as nações. Que nossos galhos sejam abrigos. Nossa sombra, descanso. Por onde quer que passarmos.