Leitura do dia 25/10.
Continuamos nossa caminhada através das Escrituras.
Ontem vimos a conspiração para matar Jesus. Ele é ungido em Betânia. Judas concorda em traí-Lo. A ceia da Páscoa é modificada. Jesus prediz a traição de Judas e a negação de Pedro.
Ele ora no Getsêmani. É traído e preso. Julgado diante do Sinédrio (o Conselho). Pedro O nega.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-141-72.html
Também vimos Seu julgamento diante de Pilatos. A escolha da multidão. Seu sofrimento, dor e humilhação. Sua crucificação, morte e sepultamento.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-151-47.html
Para nosso alivio, vimos Sua ressurreição. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-161-20.html
Agora entramos nas páginas de Lucas, que começa completamente diferente de Mateus e Marcos.
Leremos os três primeiros capítulos.
Na primeira postagem, apenas o primeiro capítulo.
Lucas conta que muitos já haviam se dedicado a elaborar um relato das coisas que aconteceram em relação a Jesus, conforme foram transmitidos pelos que estavam desde o inicio e foram testemunhas oculares. Não foram apenas testemunhas, foram servos da Palavra.
Ele mesmo investigou tudo cuidadosamente, desde o início, e decidiu escrever um relato ordenado para Teófilo. O objetivo era que Teófilo tivesse certeza do que lhe foi ensinado. Assim como eu e você devemos ter.
O capítulo um de Lucas não é relatado nem por Mateus, nem por Marcos. Começa contando que no tempo de Herodes, rei da Judéia, havia um sacerdote chamado Zacarias. Pertencia ao grupo sacerdotal de Abias. Isabel, sua esposa, também era descendente de Arão. Aqui, já percebemos, Lucas é bem detalhista.
Durante todo o livro, vamos perceber que procura citar lugares, governantes, os mais diversos detalhes, para respaldar seu relato.
Lucas nos conta que Zacarias e Isabel eram justos aos olhos de Deus. Preste atenção: não eram justos aos olhos dos homens, eram justos aos olhos de Deus. Obedeciam de modo irrepreensível a todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Mas, tinha um “mas” em suas vidas. Não tinham filhos.
Isabel, "Dedicada a Deus", era uma mulher que, como quase todas as mulheres, acalentava um sonho, um filho. Parece algo tão simples, mas não para ela. Isabel era estéril. Eles já eram idosos. A chance de terem um filho havia passado. Era uma vergonha terrível para a mulher não ter filhos.
As pessoas, de fora, olhavam e procuravam encontrar um motivo para a esterilidade de Isabel. Será que estava em pecado? Não era quem aparentava ser?
O ser humano, infelizmente, gosta de encontrar um motivo para justificar porque alguém está passando por uma dificuldade ou por não ter sido, aos seus olhos, abençoado. Assim era com Isabel. Durante anos ouviu murmúrios por não terem um filho. Algo devia estar errado com ela, afinal era esposa de Zacarias. Seu marido, "Lembrado por Deus", era sacerdote. Mesmo assim, não tinham filhos.
Isabel estéril. Ambos avançados em idade. Não havia mais esperança. O tempo deles havia acabado.
Não o tempo de Deus. O tempo do Senhor é diferente do nosso! E isso às vezes é agonizante.
Um dia, quando Zacarias estava servindo como sacerdote, foi escolhido por sorteio para entrar no santuário. Na hora de oferecer o incenso, enquanto o povo orava do lado de fora, Zacarias viu, à direita do altar do incenso, um anjo do Senhor.
Quietinhos, observamos a cena.
Percebemos que Zacarias fica perturbado e dominado pelo medo. É uma cena amedrontadora. O anjo lhe diz para não ter medo. Diz que sua oração foi ouvida. Isabel, sua esposa, lhe dará um filho. Finalmente seu sonho será realizado. Finalmente será pai. Fora do tempo. Do dele. Não do de Deus.
Esse filho deverá ser chamado João. O anjo diz que ele será motivo de prazer e alegria. Não apenas para Zacarias e Isabel, mas para muitos.
O sonho era de Zacarias e Isabel, mas a resposta do Senhor a eles será motivo de grande felicidade e regozijo para muitos. Abençoaria não apenas aos dois, mas uma geração. Não, todas as próximas gerações! Meu coração está disparado. Como sou abençoada, hoje, dois mil anos depois, com a vida deste João.
O anjo continua dizendo que a criança será grande aos olhos do Senhor, plena do Espírito Santo antes do nascimento e conduzirá muitos dos filhos de Israel à conversão ao Senhor. Disse ainda que avançará na presença do Senhor no mesmo espírito de Elias, com o propósito de converter o coração dos pais aos seus filhos e os desobedientes à sabedoria, deixando um povo preparado para o Senhor. Instrui Zacarias a que o menino nunca tome vinho nem qualquer bebida fermentada. Ele será separado para o Senhor.
Quanto mais escuto, mais meus olhos se arregalam. Quem é essa criança que será gerada?
Que palavra maravilhosa esse anjo traz! Meu coração se enche de alegria. Penso em Isabel. Como ficará contente com a notícia!
Esse capítulo para mim é perfeito, cheio de nomes e tempos se cumprindo.
Zacarias pergunta ao anjo como pode ter certeza daquilo, sendo que ele e sua esposa já estão em idade avançada. Essa era a realidade. Era para ela que Zacarias estava olhando. Ele não ouviu. Olhou para as circunstâncias. Olhou para sua idade. Sua condição. A esterilidade de Isabel.
Tudo que precisava era ouvir. Ouvir e crer. Mesmo que parecesse impossível. Mesmo que fosse impossível. Afinal, não é esse o "modus operandis" de Deus? Tornar o impossível, possível e nos deixar boquiabertos?
O anjo responde que ele é Gabriel, aquele que está sempre na presença de Deus. O “Enviado por Deus”. Diz que foi enviado para transmitir a Zacarias estas boas novas. Como Zacarias não acreditou em suas palavras, ficará mudo até que elas se cumpram, no tempo certo.
Já que não ouviu e nem falou o que devia, melhor ficar sem falar.
Do lado de fora, o povo espera por Zacarias. Temendo por sua demora.
Quando finalmente sai, não consegue falar. Todos percebem que teve uma visão. Zacarias só consegue falar por sinais. Está realmente mudo, como Gabriel falou que ficaria.
Continua de serviço, mudo. Quando completa o período que deveria ficar no santuário, volta para casa. Então, Isabel, engravida. Durante cinco meses não sai de casa.
Fica escondida durante cinco meses! Medo, talvez, de perder o bebê, do sonho não se realizar, mesmo depois do "Enviado por Deus" ter falado. Mesmo depois de sua barriga ter crescido. Mesmo depois da criança ter mexido em seu ventre. Era demais para ela! Ainda que tudo estivesse acontecendo diante de seus olhos, dizia consigo mesmo e não aos outros: "Isso é um presente do Senhor para mim! Seus olhos me contemplaram, para retirar de mim a grande humilhação que sentia diante de todos."
O Senhor se lembrou dela. Aquele “lembrar do Senhor” que produz uma ação de Sua parte. Aquele olhar do Senhor que O faz agir a nosso favor.
Com o Senhor, tudo acontece no tempo certo. De acordo com Sua agenda.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/01/quando-deus-se-lembra.html
Vamos ficar por aqui. Sente comigo. Vamos pensar um pouco. Daqui a pouco continuamos.
Era só um sonho de duas pessoas. Eles só pediram um filho ao Senhor. E olha como o Senhor responde! É demais para mim. Fico maravilhada porque sei que o Senhor continua fazendo a mesma coisa hoje. Ele sempre nos surpreende quando oramos por algo que está de acordo com Sua vontade. Faz muito além do que pedimos ou pensamos.
Vejo o sorriso em Seus olhos, cheio de satisfação. "Vocês me pediram um filho. Vou lhes dar, mas vou surpreender de tal maneira que todos verão que fui Eu. Meu nome será exaltado!".
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/o-deus-das-impossibilidades.html
No sexto mês da gravidez de Isabel, o Senhor enviou o anjo Gabriel a Nazaré, cidade da Galileia, a uma virgem chamada Maria. Ela estava prometida a José, que era descendente de Davi.
Vamos acompanhar a cena?
O anjo, o mesmo que anunciara o nascimento de João, aproxima-se dela e diz que deve se alegrar. Ela é agraciada! O Senhor está com ela!
Maria se perturba. O que seria essa saudação?
O anjo lhe diz para não ter medo, foi agraciada por Deus. Fala que ela ficará grávida e dará à luz um filho. Seu nome será Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai Davi, e Ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó; Seu Reino jamais terá fim.
Maria está espantada. “Como acontecerá isso, se sou virgem?”. Estava prometida a José, mas ele ainda não a tinha desposado.
O anjo responde que o Espírito Santo virá sobre ela e o poder do Altíssimo a cobrirá com Sua sombra. Assim, Aquele que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus.
Se o anúncio de João já me deixa cheia de expectativas, imagine esse!
O anjo fala que Ele receberá o trono de Davi. Isso por si só já é impressionante. Quando diz que Seu reino não terá fim, é de suspirar. E quando fala que será chamado Santo, Filho de Deus, é para cair de costas, ou, no mínimo, prostrar-se.
O anjo anuncia a Maria que Isabel, sua parenta, está no sexto mês de gravidez.
O anjo declara o óbvio, nada é impossível para Deus. Mas quantas vezes nos esquecemos desse "óbvio"?
Maria, uma jovem, virgem, prestes a ser desposada, responde que é serva do Senhor. Está disposta para que aconteça com ela conforme a palavra que estava ouvindo. Então o anjo a deixou.
Ela não era um sacerdote que servia no templo como Zacarias, mas não pediu um sinal, não duvidou. Apenas se dispôs em obediência. O Senhor sabia quem havia escolhido para ser a mãe de Jesus.
E quanto a nós? Como temos sido? Como Zacarias ou como Maria? Cremos no Senhor ou perguntamos "como", e prosseguimos mostrando todas as impossibilidades, como um gráfico matemático eficientemente elaborado? Qual o tipo da nossa fé?
Maria, grávida, vai até a uma cidade da região montanhosa da Judéia, onde Zacarias e Isabel moram. Vamos com ela.
Ao entrar, saúda Isabel. Assim que Isabel ouve Maria, seu bebê agita-se em sua barriga. Isabel fica cheia do Espírito Santo e em alta voz exclama que Maria é bendita entre as mulheres, e bendito é o filho que ela dará à luz.
Ela se sente muito agraciada, a mãe do seu Senhor a está visitando. Como sabe? A gravidez de Maria ainda estava escondida. Ela explica que, assim que sua saudação chegou aos seus ouvidos, o bebê em meu ventre agitou-se de alegria. É fantástico ver João agitar-se de alegria, ainda dentro do ventre de Isabel.
Que encontro esse! Tenho vontade de dançar. Duas mães. Uma estéril, grávida de João, aquele que preparará o caminho do Senhor. A outra, virgem, grávida do próprio Senhor, aquele que nos salvará.
Isabel fala que Maria é feliz por ter crido que iria se cumprir o que o Senhor lhe dissera, através do anjo, por mais doido que fosse. Maria é sim, feliz. Expressa sua felicidade através do que conhecemos como o "Cântico de Maria", que é lindo!
Como sua alma não engrandecer o Senhor? Como seu espírito não se alegrar em Deus, seu Salvador? Afinal, Ele atentou para a humildade daquela que se submeteu, como serva que era.
Maria profetiza que, a partir de agora, todas as gerações a chamarão bem-aventurada. Por que? O Poderoso fez grandes coisas em seu favor. Seu nome é Santo. Sua misericórdia estende-se a todos que O amam, de geração em geração. E continua declarando a bondade e os feitos do Senhor.
A visita dura cerca de três meses. Depois, Maria volta para casa.
Que dias maravilhosos devem ter sido estes! Isabel estava prestes a dar à luz. Maria, ainda escondia sua gravidez. Confiando no Senhor. Sabia que se fosse descoberta, sem estar casada, seria apedrejada. Espera nAquele a quem chama Santo, nAquele que estende Sua misericórdia a todos os que O amam. Ela O ama. Que mulher corajosa! Será que teríamos essa coragem?
Quando chega a hora de Isabel dar à luz, como anunciado por Gabriel, teve um filho. Seu sonho veio à existência.
Todos seus vizinhos e parentes ouviram falar da grande misericórdia com a qual o Senhor a havia contemplado e muito se alegraram com ela. Não tinha como ser diferente.
Zacarias continua mudo.
No oitavo dia o menino é levado para ser circuncidado. Nós acompanhamos essa cena. Queremos ver o que acontece.
Todos queriam dar a ele o nome do pai, Zacarias. Isabel toma a palavra. Disse que o menino se chamará João, "Deus é gracioso", no sentido de Deus estar mostrando Sua graça. Simplesmente perfeito. Não poderia ter outro nome. Mas ninguém consegue entender. Dizem a Isabel que não havia nenhum parente com esse nome.
Perguntaram a Zacarias como queria que o bebê chamasse. Ele pediu uma tabuinha e escreveu. No instante em que escreveu "o nome dele é João", sua boca se abriu, sua língua se soltou. Começou a falar, louvando a Deus. Todos ficaram admirados.
Zacarias foi cheio do Espírito Santo e profetizou. Falou coisas lindas, disse que o Senhor deveria ser louvado porque visitou e redimiu Seu povo. Havia promovido poderosa salvação como falara pelos Seus profetas. De João, disse que seria chamado profeta do Altíssimo. Iria adiante do Senhor, para preparar Seu caminho, para dar a Seu povo o conhecimento da salvação, por meio do perdão dos pecados, por causa das ternas misericórdias do Poderoso, pelas quais do alto seriam visitados pelo sol nascente, para brilhar sobre os que estavam vivendo nas trevas e na sombra da morte e guiar seus pés no caminho da paz.
Toda a vizinhança foi tomada de grande temor e comentavam esses fatos, "grandes coisas fez o Senhor a estes". Todos que ouviam falar ficavam imaginando quem viria a ser esse menino. Como não imaginar? Só nasceu. E toda a vizinhança é tomada de temor e expectativa de quem poderia tornar-se. Era claro que a mão do Senhor estava com ele.
O menino foi crescendo e se fortalecendo no espírito. Viveu no deserto, até aparecer publicamente a Israel.
Vamos ficar aqui. Terminamos o capítulo.
Sabemos que o Senhor cumpriu tudo que foi falado a respeito de João, como sempre faz. Ele é fiel, podemos confiar em Sua Palavra, em Suas promessas.
Fique comigo, vamos louvá-Lo por Sua fidelidade eterna.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
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