Leitura do dia 25/10.
Na postagem anterior vimos o nascimento de Jesus. O coral celestial diante dos pastores. Sua apresentação no templo. A profecia de Simeão. Ana conhece o Messias. Sua infância em Nazaré. E sua conversa com os mestres da Lei, no templo.
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Agora, caminharemos através do capítulo três de Lucas.
Ele nos situa. Era o décimo quinto ano do reinado do Imperador Tibério César. O governador da Judéia era Pôncio Pilatos. O da Galileia era Herodes Antipas. Filipe, seu irmão, governava a Itureia e Traconites. Lisânias governava Abilene. Os sumos sacerdotes eram Anás e Caifás. Amo esse cuidado de Lucas. Lembre-se, é um médico escrevendo sobre suas pesquisas.
Nesse ano, o Senhor falou com João, filho de Zacarias. Ele vivia no deserto. Embora fosse filho de sacerdote, não estava no templo. Seu chamado é outro. Começou a percorrer os arredores do rio Jordão. Prega o batismo como sinal de arrependimento para perdão de pecados. Não há perdão sem arrependimento e o sinal de que houve o arrependimento, era o batismo.
Chama minha atenção o fato de João pregar no deserto. Já tive o privilégio de ir a Israel. O deserto da Judéia é realmente um deserto. O que um homem iria fazer naquele lugar é difícil imaginar. Pregar no deserto? Foge à minha compreensão. A vista é fabulosa, é verdade. Mas praticamente toda da mesma cor. Sem contar o calor! Mesmo à beira do Jordão.
Vemos pregadores escolherem os lugares mais centrais, agradáveis e luxuosos para levarem suas pregações. Mas João? Ele surgiu, pregando no deserto da Judéia. Tenho que perguntar: “Que homem é esse?”. Ah, e a pregação dele? Não prega o que se quer ouvir. Não fala de coisas agradáveis e doces aos nossos ouvidos. Sua pregação chama as pessoas ao arrependimento. Simples assim. Sem barganhas. Sem afagos.
Lucas afirma que esse é o que o profeta Isaías anunciou. A voz. A voz do que clamaria no deserto e prepararia o caminho do Senhor.
Multidões iam até ele para ser batizadas. Iam até João. Ouviam sua pregação. Eram confrontadas. Confessavam seus pecados. E eram batizadas.
O batismo era um ritual de purificação naquela época. Por batizar, João passou a ser conhecido como João Batista.
João chamava seu público de raça de víboras. Deviam produzir ações que provassem seu arrependimento. Não adiantava dizer que eram filhos de Abraão. Não significava nada. O machado estava posto à raiz. As árvores que não produzissem frutos bons seriam cortadas e lançadas ao fogo. Amo João Batista. Não era “politicamente correto”. Falava a verdade.
As multidões não fugiam. Perguntavam o que deviam fazer. Não respondia que eram capazes de conquistar tudo. Respondia que, se tivessem duas vestimentas, dessem uma a quem não tivesse. Se tivessem comida, dividissem com quem passava fome.
Cobradores de impostos também iam até ele para ser batizados. Perguntavam o que deviam fazer. Ele respondia que deviam cobrar o imposto correto. Nada a mais do que era exigido.
Alguns soldados também iam até ele. Queriam saber como agir. João dizia para não praticarem extorsão, não fizessem acusações falsas e ficassem contentes com seus salários.
Todos estavam ansiosos pela vinda do Cristo. Queriam saber se era João. Ele falava batizava apenas com água, mas depois dele viria alguém mais poderoso, ele não era sequer digno de desamarrar suas sandálias! Que homem é esse? Não se vangloria. Não bate no peito reclamando sua autoridade e exigindo respeito. Dizia que era o menor. E apontava para Jesus, Aquele que batizaria com Espírito Santo e com fogo. Aquele que limparia a sua eira, juntando o trigo e queimando a palha no fogo.
Quando se colhia o trigo, deixava-se na eira, ao vento. A palha era espalhada. Separava-se o trigo para colocá-lo no celeiro. A palha era queimada.
É João sabia quem era e para que veio! Conhecia sua identidade. Nem mais, nem menos.
Como é importante sabermos quem somos, independente da opinião das pessoas, das circunstâncias e do tempo.
João também criticou publicamente Herodes Antipas, o governador da Galileia. Ele se casou com Herodias, esposa de seu irmão. E também cometida muitas maldades. À sua maldade, ainda acrescentou a prisão de João.
Um dia, Jesus também foi a João para ser batizado. Enquanto orava, o céu foi aberto. O Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma de uma pomba. Uma voz do céu disse que Ele era o Filho amado, que dava ao Pai, grande alegria.
Jesus estava com aproximadamente trinta anos quando começou Seu ministério. Era conhecido como filho de José. Descendente de Davi. Descendente de Abraão. Descendente de Adão.
Que aprendamos com João a não negociar os valores e a verdade, independente de quaisquer coisas. Que saibamos quem somos e qual nossa missão.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.
Espero você. Até lá.
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