Leitura do dia 26/10.
Continuamos nossa caminhada pelo livro de Lucas.
Ontem vimos o anúncio do nascimento de João Batista e de Jesus. A visita de Maria a Isabel. O cântico de Maria. O nascimento de João Batista. A profecia de Zacarias. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-11-80.html
Também vimos o nascimento de Jesus. A visita do anjo aos pastores, anunciando este tão maravilhoso nascimento. Jesus é apresentado no templo. Simeão e Ana O reconhecem. Ele passa Sua infância em Nazaré e conversa com os mestres da lei em Jerusalém.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-21-52.html
Enfim, João Batista prepara Seu caminho. Prega o arrependimento. Jesus é batizado. Lucas cita os antepassados de Jesus, de José a Adão. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-31-38.html
Agora, caminharemos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.
Logo após o batismo, cheio do Espírito Santo, Jesus é conduzido, pelo Espírito ao deserto. Ali, foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada durante esse tempo. Então, teve fome. Seu estômago roncava. Devia estar “grudado” depois de tanto tempo em jejum. O “nojento” lançou sua isca: “Se você é o Filho de Deus, ordene que esta pedra se transforme em pão".
Está lembrado da última cena antes dessa? Não foi exatamente o Pai dizendo que Ele era Seu Filho? Se o Pai havia falado, não há o que provar. Apenas crer em Sua palavra. Mais nada.
Embora Jesus estivesse com fome, não aceitou a provocação do nojento. Respondeu com a Palavra. Citou Deuteronômio 8.3, que diz que “as pessoas não vivem só de pão, mas de toda palavra que vem da boca do Senhor".
Nossa arma é a Palavra. Nosso inimigo sempre nos provoca insinuando que não somos o que o Senhor nos disse que somos ou nos provocando a conseguir algo legítimo de maneira ilegítima, irregular, ilegal. Devemos usar a Palavra como nossa arma, nossa Espada. A Bíblia de fato é a “espada do Espírito" (Efésios 6.17). Devemos empunhá-la sempre que necessário. Precisamos conhecê-la, para saber manejá-la com destreza.
Então, o diabo O levou a um lugar alto. Num momento, mostrou-Lhe todos os reinos do mundo. Disse que Lhe daria a glória daqueles reinos e a autoridade sobre eles. Eram dele e podia dar a quem quisesse. Bastava a Jesus, adorá-lo.
O diabo O tentou com poder. “Olha, tenho um caminho mais curto para você. Para que passar por qualquer necessidade ou sofrimento? Basta fazer minha vontade e Lhe darei todos os reinos do mundo”.
Na maioria das vezes, o caminho mais fácil não é o caminho correto. Atalhos não funcionam. Levam-nos ao buraco. Acredite em mim. Já experimentei isso literalmente.
O Senhor novamente responde, citando as Escrituras. Devemos adorar e servir somente o Senhor, nosso Deus.
Então o diabo o levou até o ponto mais do alto do templo, o pináculo, em Jerusalém, e disse: “Se você é o Filho de Deus, salte daqui. Pois as Escrituras dizem...” Não digo que é um nojento? Citou as Escrituras Sagradas para Jesus!
Ah, também já deve ter acontecido com você! Ele tem o péssimo mal gosto de usar o texto fora de um contexto para tentar convencer as pessoas a fazerem sua vontade. Mas, à semelhança de João Batista, Jesus sabia quem era. Era o Filho de Deus e realmente não precisava provar a ninguém. Respondeu usando a Palavra certa, no contexto certo, da maneira certa.
Quando o diabo terminou de tenta-Lo, deixou-O até que tivesse outra oportunidade.
Sempre que passamos por um batismo, uma mudança, ou recebemos uma palavra de afirmação do Pai, seremos levados ao deserto pelo Espírito Santo. Lá seremos tentados e testados. Que estejamos preparados, sabendo quem somos; usando as armas do Espírito de modo adequado e tendo o discernimento também de “dar um basta”.
Depois que Jesus foi batizado por João Batista e levado ao deserto pelo Espírito Santo para ser tentado, somente depois, começou a pregar. Ele vai para a Galileia. No poder do Espírito do Senhor.
Sua fama espalha-se por toda aquela região. Ensina nas sinagogas. Todos O elogiam. Seus ensinos, como vimos, são cheios de autoridade. Sabe o que está falando. Vive o que ensina.
Ele vai até Nazaré, onde foi criado. É um sábado. Entra em uma sinagoga. Era Seu costume em todas as cidades por onde passava.
Na hora da leitura, Levanta-se para ler. Entregaram-Lhe o livro de Isaías. Meu coração dispara. Quantos textos em Isaías falam sobre Ele! Tenho a impressão de que tudo parou. Um silêncio toma conta da sinagoga.
Procura um texto e lê: “O Espírito do Senhor Soberano está sobre mim, pois Ele me ungiu para trazer boas-novas aos pobres. Ele me enviou para anunciar que os cativos serão soltos, os cegos verão, os oprimidos serão libertos, e que é chegado o tempo do favor do Senhor” (Isaías 61.1-2).
Meu coração quase sai pela boca. Seguro em seu braço. Esse texto fala dEle. De Sua missão. Meus olhos estão nEle. Mal consigo respirar.
Fecha o livro. Devolve-o ao assistente. E senta-se. Não há um barulho sequer. Olho em volta. Todos estão olhando para Ele. Ninguém pisca.
Ele fala: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”.
Meu coração ou parou, ou realmente saiu pela boca. Tenho que levantar minha plaquinha. Observar essa cena é simplesmente fantástico. Tenho que gritar, aplaudi-Lo, saltar, dançar. O Messias tão aguardado, acaba de ler as Escrituras, que claramente falam dEle. E faz essa afirmação.
Começa um burburinho. Continuam a falar dEle. Todos estão admirados com as palavras de graça que saem de Seus lábios, mas não entendem e se perguntam: “Este não é o filho de José?”.
O Senhor lhes diz que, com certeza, citarão o provérbio: “Médico, cura-te a ti mesmo!” E, "faz aqui o que fizeste em Cafarnaum". Ele diz que nenhum profeta é aceito em sua terra. É difícil para as pessoas olharem e verem que aquele que estava ali com eles, que cresceu com eles, agora tem uma posição de proeminência.
Lembrou-lhes que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando ficou sem chover por três anos e meio e houve grande fome na terra, mas Elias foi enviado a uma viúva estrangeira. Também havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, mas nenhum deles foi purificado, exceto Naamã, que era um comandante do exército da Síria.
Fico boquiaberta com Sua ousadia. Seu compromisso é sempre com a verdade. Sua coragem me impressiona. Mesmo assim, me apavoro.
Todos que estavam na sinagoga ficam furiosos ao ouvirem essas palavras. Se levantam e O expulsam da cidade! Levam o Senhor até ao topo da colina onde Nazaré foi construída para atirá-Lo precipício abaixo.
Mas pasme, não sei como, Ele passa pelo meio deles e vai embora. Não chegou Sua hora. Entregar-se-á por todos nós. Com a morte maldita da cruz. Na hora certa. No lugar certo.
Preciso sentar. Minhas pernas estão bambas. Como uma cena de total silêncio se transformou nessa balbúrdia? Mãos sendo levantadas, gritos, ódio. Desejos de morte. Se fosse um homem qualquer teria sido lançado precipício abaixo, sem piedade.
Como a verdade abala quem não tem compromisso com ela! Como alguns paradigmas são difíceis de serem quebrados.
Estavam à espera do Messias. Mas não quiseram acreditar em quem Jesus era. Ia de encontro ao orgulho deles. “Como assim? Esse não é o filho do carpinteiro?”. Não se deram ao trabalho de investigar, muito menos de crer.
Que sejamos diferentes. Que tenhamos um coração inclinado ao Senhor e à Verdade. Que aceitemos Suas revelações, Sua identidade.
Que nossas vidas sejam dEle.
Ele vai a Cafarnaum. Ali ensina na sinagoga, aos sábados. O povo também fica admirado com Seu ensino. Fala com autoridade.
Certa vez, enquanto estava na sinagoga, um homem, possuído por um demônio grita. Pergunta por que está ali importunando-os. Pergunta se veio para destruí-los. Chama-O de Jesus de Nazaré e diz saber que Ele é o Santo de Deus.
O Senhor manda que se cale e saia do homem. O demônio joga o homem ao chão e sai dele, sem machucá-lo.
Todos exclamam, estão admirados com Sua autoridade. Até os espíritos imundos Lhe obedecem!
Quando saiu da sinagoga, vai à casa de Pedro. Sua sogra está muito doente, com febre alta. Jesus repreende a febre. Ela fica curada. Imediatamente passa a servi-los.
Quando o sol se pôs, acabando o sábado judaico, muitas pessoas foram até Ele com seus familiares doentes. Não importa a doença que fosse. Ele colocava Suas mãos e curava. Muitos estavam possessos. Os demônios eram obrigados a sair e gritavam que Ele era o Filho de Deus. Ele mandava que se calassem.
Na manhã seguinte, bem cedo, Jesus foi para um lugar isolado. Logo O encontraram. As multidões O seguiam por toda parte. Pediram que não os deixasse. Mas Ele disse que precisava anunciar as boas-novas do Reino em outras cidades. Para isso fora enviado. E continuou a anunciar nas sinagogas de várias cidades.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
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