Leitura do dia 25/10.
Na postagem anterior vimos o nascimento de Jesus. O coral celestial diante dos pastores. Sua apresentação no templo. A profecia de Simeão. Ana conhece o Messias. Sua infância em Nazaré. E sua conversa com os mestres da Lei, no templo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-21-52.html
Agora, caminharemos através do capítulo três de Lucas.
Ele nos situa. Era o décimo quinto ano do reinado do Imperador Tibério César. O governador da Judéia era Pôncio Pilatos. O da Galileia era Herodes Antipas. Filipe, seu irmão, governava a Itureia e Traconites. Lisânias governava Abilene. Os sumos sacerdotes eram Anás e Caifás. Amo esse cuidado de Lucas. Lembre-se, é um médico escrevendo sobre suas pesquisas.
Nesse ano, o Senhor falou com João, filho de Zacarias. Ele vivia no deserto. Embora fosse filho de sacerdote, não estava no templo. Seu chamado é outro. Começou a percorrer os arredores do rio Jordão. Prega o batismo como sinal de arrependimento para perdão de pecados. Não há perdão sem arrependimento e o sinal de que houve o arrependimento, era o batismo.
Chama minha atenção o fato de João pregar no deserto. Já tive o privilégio de ir a Israel. O deserto da Judéia é realmente um deserto. O que um homem iria fazer naquele lugar é difícil imaginar. Pregar no deserto? Foge à minha compreensão. A vista é fabulosa, é verdade. Mas praticamente toda da mesma cor. Sem contar o calor! Mesmo à beira do Jordão.
Vemos pregadores escolherem os lugares mais centrais, agradáveis e luxuosos para levarem suas pregações. Mas João? Ele surgiu, pregando no deserto da Judéia. Tenho que perguntar: “Que homem é esse?”. Ah, e a pregação dele? Não prega o que se quer ouvir. Não fala de coisas agradáveis e doces aos nossos ouvidos. Sua pregação chama as pessoas ao arrependimento. Simples assim. Sem barganhas. Sem afagos.
Lucas afirma que esse é o que o profeta Isaías anunciou. A voz. A voz do que clamaria no deserto e prepararia o caminho do Senhor.
Multidões iam até ele para ser batizadas. Iam até João. Ouviam sua pregação. Eram confrontadas. Confessavam seus pecados. E eram batizadas.
O batismo era um ritual de purificação naquela época. Por batizar, João passou a ser conhecido como João Batista.
João chamava seu público de raça de víboras. Deviam produzir ações que provassem seu arrependimento. Não adiantava dizer que eram filhos de Abraão. Não significava nada. O machado estava posto à raiz. As árvores que não produzissem frutos bons seriam cortadas e lançadas ao fogo. Amo João Batista. Não era “politicamente correto”. Falava a verdade.
As multidões não fugiam. Perguntavam o que deviam fazer. Não respondia que eram capazes de conquistar tudo. Respondia que, se tivessem duas vestimentas, dessem uma a quem não tivesse. Se tivessem comida, dividissem com quem passava fome.
Cobradores de impostos também iam até ele para ser batizados. Perguntavam o que deviam fazer. Ele respondia que deviam cobrar o imposto correto. Nada a mais do que era exigido.
Alguns soldados também iam até ele. Queriam saber como agir. João dizia para não praticarem extorsão, não fizessem acusações falsas e ficassem contentes com seus salários.
Todos estavam ansiosos pela vinda do Cristo. Queriam saber se era João. Ele falava batizava apenas com água, mas depois dele viria alguém mais poderoso, ele não era sequer digno de desamarrar suas sandálias! Que homem é esse? Não se vangloria. Não bate no peito reclamando sua autoridade e exigindo respeito. Dizia que era o menor. E apontava para Jesus, Aquele que batizaria com Espírito Santo e com fogo. Aquele que limparia a sua eira, juntando o trigo e queimando a palha no fogo.
Quando se colhia o trigo, deixava-se na eira, ao vento. A palha era espalhada. Separava-se o trigo para colocá-lo no celeiro. A palha era queimada.
É João sabia quem era e para que veio! Conhecia sua identidade. Nem mais, nem menos.
Como é importante sabermos quem somos, independente da opinião das pessoas, das circunstâncias e do tempo.
João também criticou publicamente Herodes Antipas, o governador da Galileia. Ele se casou com Herodias, esposa de seu irmão. E também cometida muitas maldades. À sua maldade, ainda acrescentou a prisão de João.
Um dia, Jesus também foi a João para ser batizado. Enquanto orava, o céu foi aberto. O Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma de uma pomba. Uma voz do céu disse que Ele era o Filho amado, que dava ao Pai, grande alegria.
Jesus estava com aproximadamente trinta anos quando começou Seu ministério. Era conhecido como filho de José. Descendente de Davi. Descendente de Abraão. Descendente de Adão.
Que aprendamos com João a não negociar os valores e a verdade, independente de quaisquer coisas. Que saibamos quem somos e qual nossa missão.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.
Espero você. Até lá.
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sábado, 9 de novembro de 2019
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
Marcos 1.1-45
Leitura do dia 20/10.
Ontem terminamos nossa caminhada pelas páginas de Mateus. Espero que você tenha aproveitado. Eu, aproveitei. Muito. Foram novas revelações e meu amor por Ele e por Sua palavra foi renovado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-261-75.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-271-66.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-281-20.html
Os três primeiros Evangelhos são muito semelhantes. São chamados sinóticos. Mas, imagine você fazendo uma viagem com alguns amigos. Em Israel, por exemplo. Todos estão vendo os mesmos lugares. Ouvindo as mesmas explicações. Uns atentam para certos detalhes, uns prestam atenção a outros. Se forem contar a viagem, contarão do seu próprio jeito, de acordo com sua percepção, seu temperamento, sua memória e seu talento. Foi assim com esses homens.
Hoje continuamos através dos primeiros capítulos do Evangelho segundo Marcos. Ele não foi um dos doze. Provavelmente foi escrito no ano 60 d.C., antes do livro de Mateus.
Segundo a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon (NVT, Publicação Pão Diário), é um evangelho vívido e detalhista. De atividade e energia.
Marcos enfatiza as obras em vez das palavras de Jesus. É um Evangelho de poder sobre os demônios. E de maravilhas. Dirigido aos romanos.
Na primeira postagem leremos apenas o capítulo um.
Marcos não inicia com a genealogia de Jesus. Tal assunto não interessaria em nada aos romanos.
Começa com o princípio das boas-novas a respeito do Senhor. Contando sobre a profecia de Isaías sobre o mensageiro que O antecederia e explicando que esse mensageiro é João, o Batista. Ele pregava o batismo como um sinal de arrependimento. Era a voz. Batizava após a confissão de pecados e apontava para o Senhor, dizendo que Ele viria. E os batizaria com o Espírito Santo.
Jesus foi até ele para ser batizado. Quando saía da água o Espírito desceu sobre Ele em forma de uma pomba. Uma voz do céu declarou Sua identidade. Era o Filho amado, que dava grande alegria ao Pai.
Como Mateus nos conta, após o batismo, o Espírito O levou ao deserto. Ali ficou quarenta dias e foi tentado pelo nojento. Ficou entre os animais selvagens. E anjos O serviam.
Depois que João foi preso, Jesus começou a proclamar as boas-novas de Deus. Sua hora chegara.
Viu Simão (Pedro) e André, dois irmãos, jogando redes ao mar e os chamou. Eles O seguiram. Depois viu Tiago e João, filhos de Zebedeu, também dois irmãos. Consertavam redes num barco. Também os chamou. E eles, imediatamente O seguiram.
Ontem terminamos nossa caminhada pelas páginas de Mateus. Espero que você tenha aproveitado. Eu, aproveitei. Muito. Foram novas revelações e meu amor por Ele e por Sua palavra foi renovado.
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Os três primeiros Evangelhos são muito semelhantes. São chamados sinóticos. Mas, imagine você fazendo uma viagem com alguns amigos. Em Israel, por exemplo. Todos estão vendo os mesmos lugares. Ouvindo as mesmas explicações. Uns atentam para certos detalhes, uns prestam atenção a outros. Se forem contar a viagem, contarão do seu próprio jeito, de acordo com sua percepção, seu temperamento, sua memória e seu talento. Foi assim com esses homens.
Hoje continuamos através dos primeiros capítulos do Evangelho segundo Marcos. Ele não foi um dos doze. Provavelmente foi escrito no ano 60 d.C., antes do livro de Mateus.
Segundo a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon (NVT, Publicação Pão Diário), é um evangelho vívido e detalhista. De atividade e energia.
Marcos enfatiza as obras em vez das palavras de Jesus. É um Evangelho de poder sobre os demônios. E de maravilhas. Dirigido aos romanos.
Na primeira postagem leremos apenas o capítulo um.
Marcos não inicia com a genealogia de Jesus. Tal assunto não interessaria em nada aos romanos.
Começa com o princípio das boas-novas a respeito do Senhor. Contando sobre a profecia de Isaías sobre o mensageiro que O antecederia e explicando que esse mensageiro é João, o Batista. Ele pregava o batismo como um sinal de arrependimento. Era a voz. Batizava após a confissão de pecados e apontava para o Senhor, dizendo que Ele viria. E os batizaria com o Espírito Santo.
Jesus foi até ele para ser batizado. Quando saía da água o Espírito desceu sobre Ele em forma de uma pomba. Uma voz do céu declarou Sua identidade. Era o Filho amado, que dava grande alegria ao Pai.
Como Mateus nos conta, após o batismo, o Espírito O levou ao deserto. Ali ficou quarenta dias e foi tentado pelo nojento. Ficou entre os animais selvagens. E anjos O serviam.
Depois que João foi preso, Jesus começou a proclamar as boas-novas de Deus. Sua hora chegara.
Viu Simão (Pedro) e André, dois irmãos, jogando redes ao mar e os chamou. Eles O seguiram. Depois viu Tiago e João, filhos de Zebedeu, também dois irmãos. Consertavam redes num barco. Também os chamou. E eles, imediatamente O seguiram.
Jesus, juntamente com Tiago, João, Simão e André vão a Cafarnaum. Nós os seguimos.
Assim que chega o sábado, vai à sinagoga. Para ensinar. Seu ensino é cheio de autoridade. Todos estão admirados. Não ensina como os mestres da lei que sabem apenas as letras e não vivem o que ensinam. Ele é diferente. Todos conseguem perceber.
Quero ficar aqui, ouvindo Seus ensinos. Não são cansativos, são cheios de vida. Cheios de autoridade.
Enquanto ensina, um homem, endemoninhado, entra na sinagoga. Ouvimos um grito. Levamos um susto. A atenção de todos se volta para ele.
Os demônios que estão de posse daquele homem gritam. Perguntam o que o Senhor quer com eles. Conhecem-No. Sabem que veio destruir as obras do diabo. Sim, é o que está escrito em 1 João 3.8b: “Por isso o Filho de Deus veio, para destruir as obras do diabo”.
Observamos atentamente a cena. O que Jesus fará? Responderá à pergunta daqueles demônios?
Não. Não quis conversa. Mandou que calassem a boca e saíssem do homem. Ele é misericordioso. Não vai ficar conversando com demônios enquanto o homem está ali, sendo possesso, sofrendo.
O espírito imundo sacode o homem violentamente e sai, gritando.
Estão todos admirados. Já não é mais um murmúrio. Todos perguntam uns aos outros o que é aquilo. Seria uma nova doutrina, um novo ensino? Que autoridade! Estão admirados porque até aos espíritos imundos Ele dá ordens e o mais incrível, eles obedecem. Não ficam batendo boca com Ele, simplesmente obedecem. Deixaram o homem.
Vai começar. As notícias a Seu respeito se espalham como fogo em capim, por toda a região da Galileia. Como não espalhar?
Nunca viram alguém com tanta autoridade para ensinar e expulsar demônios.
Naquela época, como em todas as épocas, existiam algumas “simpatias” ou sacrifícios para aplacar a ira de demônios, mas ordenar que saíssem e eles saírem? Ah, isso é novidade.
Pense em Sua misericórdia. Seus ensinos. Sua autoridade. Precisamos agradecê-Lo. Adorá-Lo.
Quando saem da sinagoga vão à casa de Simão e André. Vamos com eles.
A sogra de Simão está acamada, com febre. Assim que Jesus chega contam a ele. Imediatamente vai até ela, toma-a pela mão e ajuda-a a levantar-se. A febre a deixou. Ela está ótima! E passa a servi-los.
Quando o sol se põe (acabou o sábado), muitos foram até Jesus. Trazem enfermos e pessoas possuídas por demônios. Que tristeza essas pessoas viviam. Não são mais livres, são escravas de demônios, que as possuem e fazem com elas o que bem entendem. A cidade foi toda para lá. Ficaram à porta da casa. Queriam saber, assim como nós, o que acontecerá com essas pessoas. Será Ele capaz de curar e libertá-las dos demônios?
Sim. Foi o que fez. Aos olhos de todos. Curou muitas pessoas. De diversas enfermidades. E expulsou muitos demônios. Sempre mandava que se calassem. Sabiam quem Ele era e não queria esse tipo de testemunho.
É madrugada. Nos levantamos. Ainda está escuro. Jesus levantou-se e nós queremos estar com Ele. Sai de casa. Para onde está indo?
Quando saem da sinagoga vão à casa de Simão e André. Vamos com eles.
A sogra de Simão está acamada, com febre. Assim que Jesus chega contam a ele. Imediatamente vai até ela, toma-a pela mão e ajuda-a a levantar-se. A febre a deixou. Ela está ótima! E passa a servi-los.
Quando o sol se põe (acabou o sábado), muitos foram até Jesus. Trazem enfermos e pessoas possuídas por demônios. Que tristeza essas pessoas viviam. Não são mais livres, são escravas de demônios, que as possuem e fazem com elas o que bem entendem. A cidade foi toda para lá. Ficaram à porta da casa. Queriam saber, assim como nós, o que acontecerá com essas pessoas. Será Ele capaz de curar e libertá-las dos demônios?
Sim. Foi o que fez. Aos olhos de todos. Curou muitas pessoas. De diversas enfermidades. E expulsou muitos demônios. Sempre mandava que se calassem. Sabiam quem Ele era e não queria esse tipo de testemunho.
É madrugada. Nos levantamos. Ainda está escuro. Jesus levantou-se e nós queremos estar com Ele. Sai de casa. Para onde está indo?
Vai a um lugar deserto. E ora. Precisa desse tempo com o Pai. Um tempo somente entre os dois. Assim como nós. A oração é como afiar um machado para cortar árvores. Sem ela, estamos perdidos. Vamos gastar muito mais tempo para fazer algo que poderíamos fazer rapidamente.
Simão e os outros acordam. Vão atrás dEle. Todos estão à Sua procura. A notícia do que fez está correndo.
Sua resposta é intrigante. Chama Seus discípulos para irem a outros lugares. Aos povoados vizinhos. Precisa pregar em outros lugares. Foi para isso que veio.
Percorre toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando demônios. Nós O acompanhamos.
Como está nossa vida de oração? Temos estado à sós com o Pai? Seguir ao Senhor é relacionamento. Precisamos ter uma vida de oração constante. Diária. Nada nos enriquece mais que a oração. Através dela, conhecemos o Senhor e somos conhecidos por Ele. Gastar tempo em oração nunca é desperdício, é ganho.
De repente, vemos um leproso vindo em Sua direção. Ele prostra-se diante do Senhor. Implora para ser curado. Afirma que basta o Senhor Jesus querer e ele será curado e limpo.
Com certeza não aguenta mais aquela vida. Longe de seus familiares, amigos. Longe de tudo e todos.
Cheio de compaixão (Ele é assim), o Senhor estende Sua mão. Para espanto de todos, toca no leproso. Responde que sim, Ele quer curá-lo. Dá uma simples ordem. Que seja curado e fique limpo. No mesmo instante a lepra desaparece. O homem fica completamente curado! Uau!
Jesus ordena que vá. Não conte a ninguém o que aconteceu. Que se apresente ao sacerdote para ser examinado e declarado curado e limpo. Que leve sua oferta de acordo com a lei de Moisés. Para quê? Jesus afirma que essas ações servirão como testemunho.
O homem, porém, não consegue ficar quieto. Ele conta a todos o que havia acontecido. Foi demais para Ele.
Não sabemos quanto tempo estava naquela situação. Não importa. Ninguém quer ser imundo e doente. Ninguém quer ficar isolado. Vivendo à margem do mundo. Estava limpo. Estava curado. Não conseguiu se conter. Teve que contar. E foi o que fez.
Em pouco tempo, grandes multidões cercaram Jesus. Queriam ser curados também. Já não consegue mais entrar publicamente em cidade alguma. Resolve manter-se em lugares mais isolados, ainda assim, gente de toda a parte vem até Ele. Como não ir?
Sua compaixão me comove. Sim, Ele quer nos curar. Nos limpar. Nos restaurar. Sempre.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
De repente, vemos um leproso vindo em Sua direção. Ele prostra-se diante do Senhor. Implora para ser curado. Afirma que basta o Senhor Jesus querer e ele será curado e limpo.
Com certeza não aguenta mais aquela vida. Longe de seus familiares, amigos. Longe de tudo e todos.
Cheio de compaixão (Ele é assim), o Senhor estende Sua mão. Para espanto de todos, toca no leproso. Responde que sim, Ele quer curá-lo. Dá uma simples ordem. Que seja curado e fique limpo. No mesmo instante a lepra desaparece. O homem fica completamente curado! Uau!
Jesus ordena que vá. Não conte a ninguém o que aconteceu. Que se apresente ao sacerdote para ser examinado e declarado curado e limpo. Que leve sua oferta de acordo com a lei de Moisés. Para quê? Jesus afirma que essas ações servirão como testemunho.
O homem, porém, não consegue ficar quieto. Ele conta a todos o que havia acontecido. Foi demais para Ele.
Não sabemos quanto tempo estava naquela situação. Não importa. Ninguém quer ser imundo e doente. Ninguém quer ficar isolado. Vivendo à margem do mundo. Estava limpo. Estava curado. Não conseguiu se conter. Teve que contar. E foi o que fez.
Em pouco tempo, grandes multidões cercaram Jesus. Queriam ser curados também. Já não consegue mais entrar publicamente em cidade alguma. Resolve manter-se em lugares mais isolados, ainda assim, gente de toda a parte vem até Ele. Como não ir?
Sua compaixão me comove. Sim, Ele quer nos curar. Nos limpar. Nos restaurar. Sempre.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
João, o Batista

Naqueles dias, surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Assim começa o capítulo 3 de Mateus. João significa “Deus é cheio de graça”. O nome de João por si só era uma pregação.
Chama minha atenção o fato de João pregar no deserto.
Já tive o privilégio de ir a
Israel. O deserto da Judéia é realmente um deserto. O que um homem iria fazer
naquele lugar é difícil de imaginar. Pregar no deserto? Foge à minha
compreensão. A vista é fabulosa, é verdade. Mas praticamente toda da mesma cor.
Sem contar o calor! Mesmo à beira do rio Jordão.
Vemos pregadores escolherem
os lugares mais centrais, agradáveis e luxuosos para levarem suas pregações.
Mas João? Ele surgiu, pregando no deserto da Judéia. Tenho que perguntar: Que homem
é esse? Ah, e a pregação dele? Ele não prega o que se quer ouvir. Não fala de
coisas agradáveis e doces aos nossos ouvidos. Sua pregação chamava as pessoas
ao arrependimento. Simples assim. Sem barganhas. Sem afagos.
Mateus afirma que esse é o
que o profeta Isaías anunciou. A voz. A voz do que clamaria no deserto e
prepararia o caminho do Senhor.
Sua roupa era semelhante a
dos profetas do Antigo Testamento. Ele comia gafanhotos e mel silvestre. Era o
que “tinha pra hoje”. Alimento fácil de achar no deserto.
E sabe o que acontecia?
Pasmem! As pessoas vinham de Jerusalém, de toda a Judéia e da região ao redor
do Jordão. Vinham, confessavam seus pecados e eram batizadas por João no rio
Jordão. Elas iam até João. Ouviam sua pregação. Eram confrontadas. Confessavam
seus pecados. E eram batizadas.
O batismo era um ritual de
purificação naquela época. Por batizar, João passou a ser conhecido como João
Batista.
Ele percebeu que muitos
fariseus e saduceus vinham até a ele. Os fariseus eram um grupo legalista e
separatista, que zelava pela Lei de Moisés e pela tradição não escrita. E os
saduceus, um grupo de ricos. Influenciavam a política e a religião. Usavam o
templo para tal. Amo João Batista. Não era “politicamente correto”. Falava a
verdade. Chamava “na cara dura”, esses dois grupos de raça de víboras e
ordenava-os que produzissem frutos dignos de arrependimento antes de desejarem
o batismo.
João também falava que ele
batizava apenas com água, mas depois dele viria alguém mais poderoso, que ele
não era sequer digno de carregar suas sandálias! Que homem é esse? Não se
vangloriava. Não batia no peito reclamando sua autoridade e exigindo respeito.
Dizia que era o menor. E apontava para Jesus, Aquele que batizaria com Espírito
Santo e com fogo. Aquele que limparia a sua eira, juntando o trigo e queimando
a palha no fogo. Quando se colhia o trigo, deixava-se na eira, ao vento. A palha
era espalhada. Separava-se o trigo para colocá-lo no celeiro.
É João sabia quem ele era e
para que veio! Conhecia sua identidade. Nem mais, nem menos. Como é importante
sabermos quem somos, independente da opinião das pessoas, das circunstâncias e
do tempo.
Jesus foi até João para ser
batizado por ele. João quase “caiu duro”. Ele dizia que precisava ser batizado
por Jesus e Jesus foi até ele! Não via lógica nisso. Mas o Senhor, sempre tão
maravilhoso e sábio respondeu que era necessário para que se cumprisse toda a
justiça. Então João concordou e O batizou.
Ah, quando Jesus saiu da
água! O céu se abriu. Ele viu o Espírito Santo descer em forma de pomba e pousar
sobre Ele. E ouviu uma voz dos céus dizendo que Ele era o Filho amado, em quem
o Pai tinha prazer. Jesus viu e ouviu. Ele possuía olhos que viam e ouvidos que
ouviam, como devemos possuir.
Agora Jesus entra finalmente
em cena. A partir do próximo capítulo.
Que aprendamos com João a
não negociar os valores e a verdade, independente de quaisquer coisas. Que saibamos quem somos e qual nossa missão. E que
aprendamos com Jesus a ver e ouvir.
Ah, se quiser ler um pouco mais sobre João:
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/o-deus-das-impossibilidades.html
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