Leitura do dia 23/10.
Na postagem anterior vimos a magnífica entrada de Jesus em Jerusalém. Também O vimos amaldiçoar a figueira sem frutos. Purificar o templo. Ser questionado quanto à Sua autoridade.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-111-33.html
Agora, caminharemos através do capítulo doze de Marcos.
Jesus está ensinando através de parábolas. Conta a parábola dos lavradores maus. Prestemos bastante atenção. Abra seus olhos e ouvidos.
Um homem plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor, para protegê-la. Cavou um tanque para prensar as uvas, para fazer vinho. Construiu uma torre. Para vigiar sua vinha. Principalmente na época da colheita, é muito importante essa vigilância. Há salteadores e intempéries.
Depois que esse homem deixou tudo pronto, arrendou sua vinha e partiu para um lugar distante.
No tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe pertenciam. Quando uma terra era arrendada, parte da colheita pertencia ao arrendatário e a outra ao proprietário da terra.
Quando aqueles servos foram receber essa parte que era devida ao proprietário, os lavradores agarraram e espancaram aqueles homens. Eles voltaram de mãos vazias. A outro, insultaram e bateram em sua cabeça. O seguinte foi morto. Outros foram enviados e foram ou espancados ou mortos.
Por último, só restou um para aquele homem enviar: seu filho amado. Acreditava que o respeitariam. Ledo engano. Quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros que ele era o herdeiro. Concordaram em matá-lo e ficar com a herança. Foi o que fizeram. Agarraram-no, mataram-no e lançaram-no fora do vinhedo.
Jesus pergunta o que acham que o dono do vinhedo fará. Não questiona se o dono do vinhedo virá. É certo que virá. Mataram seus servos e por último seu filho, seu herdeiro. Então, o que fará quando vier?
Estamos ali, atentos a cada palavra. É certo que virá e matará aqueles homens, arrendando o vinhedo a outros.
Pergunta se nunca leram nas Escrituras sobre a pedra que os construtores rejeitaram e que tornou-se a pedra angular. Afirma que isto é obra do Senhor. E é maravilhoso ver.
Minha boca está aberta. Meu queixo cai. Quero erguer minha plaquinha, mas estou tão chocada que não consigo me mexer. Mal consigo respirar. Meus olhos devem estar esbugalhados.
Realmente o Senhor não tem medo de ficar sem ouvintes. Novamente Ele demonstra, de maneira completamente clara, Seu compromisso com a verdade.
Estou a ponto de engasgar. Nunca vi alguém tão comprometido com a verdade. Isso me emociona. Me choca. Enche meu coração de admiração. De amor. De paixão. Quero segui-Lo. Quero servi-Lo. Todo o tempo. Todos os dias. Onde quer que vá. Para sempre. Esse é o Senhor que quero sobre mim. Que não abandona a verdade por nada. Que não é politicamente correto. Que não é político. É correto. E ponto. O que o sim é sim e o não é não.
Os líderes religiosos entenderam perfeitamente que Jesus falava a respeito deles. Estava muito claro. Podiam não querer arrependimento, mudança de vida. Mas entendiam Sua mensagem.
Queriam prendê-Lo, mas tinham medo da multidão. Deixaram-No e foram embora. Não era a hora ainda de acontecer. Estava próxima. Ele havia ido a Jerusalém para tal. Sabia o que O esperava. Mas ainda não era a hora.
Tenho que parar aqui. Preciso me recompor. Sua ousadia me abala. Será que estou comprometida com a verdade como meu Senhor? Será que amo mais a verdade que “meus” ouvintes? Afinal, esses ouvintes são os conhecedores das Escrituras, os estudiosos. Qual meu comprometimento com Ele? Será que procuro colocar "panos quentes" em algumas situações? Será que a verdade para mim é sempre verdade? Será que ainda me pego "dando um jeitinho brasileiro" em alguma situação?
Penso no Senhor do vinhedo. Ele vem, é certo. Sua vinda está próxima. Tenho sido fiel? Ele vem receber a parte que Lhe cabe na colheita. Estou disposta a entregar ou quero tudo para mim? Que tipo de "mordomo" tenho sido? Acertarei tudo com Ele, corretamente? Meu coração dispara.
Fique comigo. Sondemos mais uma vez nossos corações.
Mais tarde, esses líderes enviaram alguns fariseus e membros do partido de Herodes. O objetivo é provocar Jesus. Querem que fale algo que o condenem. Para prendê-Lo.
Eles O chamam de Mestre. Dizem saber que Ele é honesto e imparcial. Ensina o caminho de Deus conforme a verdade.
Pergunto: Então, por que eram discípulos dos fariseus e herodianos e não discípulos de Jesus?
Pois bem. Continuaram com a farsa. Perguntaram, “inocentemente”, se era certo ou não pagar o imposto a César.
Meus olhos e ouvidos estão atentos aguardando Sua resposta.
Jesus, percebendo a má intenção deles, pergunta por que tentam pegá-Lo em uma armadilha. Pede que Lhe mostrem uma moeda de prata e Ele lhes dirá Sua opinião.
Mostram-lhe uma moeda. Estico meu pescoço. O que fará agora?
Pergunta de quem é a imagem e o título gravado na moeda. Claro, minha plaquinha está levantada.
Queriam Lhe pegar em Suas próprias palavras, mas agora quem pergunta é Ele. Eu queria ter outra plaquinha.
Eles, na minha opinião, “com cara de tacho”, são obrigados a responder que a imagem e o título são de César.
Jesus conclui que deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Muitos ficaram admirados!
Sinto muito se você me acha escandalosa, mas tenho que pular diante de tal resposta. Meu Senhor é tão maravilhosamente sábio! Meu queixo cai. Acho que fico literalmente babando.
Não apenas respondeu que Sua opinião era que o imposto, devido a César, deveria ser pago. Também disse que o que é de Deus deve ser dado a Deus.
A honra, a obediência, o amor, o louvor, o temor. Tudo que pertence a Deus deve ser dado a Ele.
Claro, preciso sentar um pouco. Fiquei tão empolgada com Sua resposta, mas agora a pergunta ecoa através dos meus próprios ouvidos. Tenho que olhar para dentro de mim. Novamente. É verdade, tenho declarado meu imposto corretamente, como deve ser. “Dar a César o que é de César”. Mas e quanto a dar a Deus o que é de Deus? Tenho feito isso? Tenho realmente dado ao Senhor tudo o que Lhe é devido? E você? Sondemos nossos corações.
Depois dos fariseus e herodianos, vieram os saduceus. Não acreditam na ressurreição. Vão a Jesus com mais uma daquelas perguntas para testá-Lo. Citam Moisés. Ele havia dito que se um homem morresse sem deixar filhos, seu irmão deveria se casar com a cunhada para dar descendência ao irmão que morrera. Disseram que havia uma família com sete irmãos. O primeiro casou e morreu. Não teve filhos. Seu irmão casou-se com a cunhada, para cumprir a lei. O mesmo aconteceu com todos os outros. Até que finalmente a mulher morreu.
Disparam a pergunta. Queriam saber, na ressurreição, de qual dos sete ela seria esposa, uma vez que todos foram casados com ela.
Como sempre, Sua resposta deixa-me boquiaberta. Ora, se não acreditavam na ressurreição, por que a pergunta? Queriam saber qual solução Jesus daria a essa hipótese levantada.
Sua resposta vai ao fundo da verdadeira questão. Estavam enganados por não conhecerem nem as Escrituras, nem o poder de Deus. Esse era o erro deles. Embora fossem considerados estudiosos da Lei, suas crenças estavam erradas. Não conheciam verdadeiramente a Lei, as Escrituras, nem o poder de Deus. Não havia relacionamento entre eles e Deus. Não saíam da superficialidade.
O Senhor explica que na ressurreição as pessoas não se casam. E, como sempre, chega ao âmago da questão. Diz àqueles homens que não criam na ressurreição se não haviam lido que Deus disse a Moisés ser o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Mais uma vez o problema dos saduceus estava em não conhecer as Escrituras. Embora lessem não entendiam. Seus olhos, ouvidos e mentes estavam encobertos. Seus corações não eram atingidos. Estavam completamente enganados.
Como pode sempre ir até ao âmago da questão? Responde além do que perguntam porque sabe o que exatamente querem dizer e o que precisam ouvir.
Preciso parar e adorá-Lo, com o coração cheio de admiração, amor e gratidão. Esse é o Senhor que sirvo e servirei para todo o sempre. Com todo o meu ser.
Um dos mestres da lei que estava ali, vendo que o Senhor respondera bem, perguntou-Lhe qual o mandamento mais importante.
Prontamente o Senhor respondeu que o mandamento mais importante é amar o Senhor, o seu Deus, o único Senhor, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças.
Como sempre vai além, respondeu que o segundo é igualmente importante. É o que nos ordena a amar nosso próximo como amamos a nós mesmos. E vai mais além dizendo que nenhum mandamento é maior que esses dois.
Consegue perceber que os maiores mandamentos não envolvem regras? Envolvem atitudes, relacionamentos, entregas. Não envolvem exigências, envolvem ação, doação. Quando amo, há entrega. Me entrego. Jesus veio ao mundo porque o Senhor nos amou. Ação. Doação.
Como tenho agido? Tenho amado ao Senhor com essa entrega? Tenho me amado? Tenho amado meu próximo? Quais têm sido minhas ações? Não posso amar se em mim não houver ação. Preciso agir mais? Mudar algumas atitudes? Fazer escolhas diferentes? Minhas atitudes manifestam o amor que há dentro de mim? Minhas ações são coerentes com meu coração?
Volto novamente minha atenção para Ele. O mestre da lei disse que o Senhor respondeu bem. Valou a verdade. O que disse realmente é mais importante que oferecer todos os holocaustos e sacrifícios exigidos pela lei.
Ufa! Alguém parece finalmente ter entendido! O Senhor lhe fala que não está longe do reino de Deus.
Depois, ninguém mais se atreveu a fazer-Lhe perguntas.
Mais tarde, estava ensinando o povo no templo. Agora, é Sua vez de perguntar. Aproveita a oportunidade, como o sábio maravilhoso que é.
Sua pergunta também é à queima-roupa. Quer saber por que os mestres da lei afirmam que Cristo é filho de Davi se o próprio Davi, falando através do Espírito Santo, chama-O de Senhor (Salmo 110). Como, então, pode ser filho de Davi?
Claro que sabia a resposta. Diferente dos fariseus, não queria colocar ninguém à prova. Queria ensinar. Esclarecer. Revelar. Como antes fazíamos com o negativo de uma fotografia. Mostrar a verdade oculta. Sua hora estava chegando.
Ninguém conseguiu responder. Não tinham a revelação de que o Cristo era sim, filho de Davi, porque o Todo-Poderoso cumpriria Sua promessa a Davi, mas também era, é o Deus Encarnado, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, como João tão lindamente explica no capítulo um de seu livro.
Jesus deixou a pergunta no ar. Para ser pensada. Ruminada. Pesquisada. Estudada.
Se queremos aprender, precisamos examinar as Escrituras, com o coração atento às verdades ali contidas.
A multidão O ouvia com prazer.
Ele orientou que tivessem cuidado com os mestres da lei. Gostavam de aparecer. De ser saudados. De estarem no centro da atenção. E, pior que isso, tomavam posse dos bens das viúvas, desonestamente. E gostavam de fazer longas orações em público. Seriam duramente castigados. Eram só casca.
Jesus sentou-se próximo às caixas que recebiam as ofertas do templo. Ficou observando as pessoas colocarem ali suas ofertas. Muitos ricos contribuíam com grandes quantias. De repente, veio uma viúva pobre. Colocou ali duas moedas pequenas.
Ele chamou Seus discípulos. Disse que aquela pequena oferta era maior que todas. Os ricos deram do que lhes sobrava. Ela deu o que tinha.
Cada palavra que fala me faz pensar. Tenho oferecido ao Senhor o que me sobra ou tudo o que tenho?
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até lá.
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