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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Daniel 7.1-28

Leitura do dia 14/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Daniel.

Ontem vimos o sonho de Nabucodonosor em que ele é a árvore que seria cortada. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-41-37.html

Também vimos a inscrição com a sentença do Senhor, na parede do palácio de Belsazar. E Daniel na cova dos leões.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-51-31.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-61-28.html

Hoje caminharemos através dos capítulos sete a nove de Daniel. Na primeira postagem, o capítulo sete.

Voltemos no tempo. Ainda é o primeiro ano do reinado de Belsazar. Daniel teve um sonho. E visões.

Fortes ventos sopravam de todas as direções. Quatro bestas saíram do mar. Todas diferentes.

A primeira parecia um leão com asas de águia. Suas asas foram arrancadas. Ficou em pé como um homem. Foi lhe dada a mente de um homem. Simboliza o Império Neobabilônico. O fato de suas asas terem sido arrancadas, fala da humilhação que Nabucodonosor sofreu quando da realização de seu sonho com a árvore que foi cortada.

A segunda parecia um urso. Ele ergueu-se em um de seus lados. Tinha três costelas em sua boca. Recebeu a ordem de levantar-se e devorar a carne de muitos. Simboliza o Império Medo-Persa. O lado erguido, o poderio superior dos persas. As três costelas remetem às suas três grandes conquistas: Lídia (546 a.C.), Babilônia (539 a.C.) e Egito (525 a.C.).

A terceira parecia um leopardo. Com quatro asas. E quatro cabeças. Recebeu grande autoridade. Simboliza Alexandre, o Grande. As asas remetem à rapidez de suas conquistas (334-330). As quatro cabeças, as principais divisões de seu império após sua morte. A Macedônia e a Grécia foram governadas por Antípater e Cassandro. A Trácia e a Ásia Menor, por Seleuco I. A região chamada hoje de Palestina e o Egito, foram governados por Ptolomeu I.

A quarta besta era terrível, assustadora. Muito forte. Devorava e despedaçava suas vítimas com grandes dentes de ferro. Esmagava os restos debaixo de seus pés. Tinha dez chifres. De repente, os três chifres maiores foram arrancados para dar lugar a um outro, menor. Cheio de olhos como de homem e uma boca muito arrogante. Esse chifre menor guerreava contra o povo santo do Senhor. E os devorava por um determinado tempo.

Essa quarta besta simboliza o Império Romano. Seus dez chifres correspondem aos dez artelhos da estátua que Nabucodonosor sonhou. Revelam a abrangência desse império. O chifre pequeno simboliza o anticristo, uma potência cruel e mundial com as características do inimigo (João 10.10).
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-21-49.html

Ele viu alguns tronos serem dispostos. O Senhor Todo-Poderoso sentou-se para julgar. Suas roupas eram brancas como a neve. Seu cabelo, como a mais pura lã. Seu trono era de fogo. Com rodas de chamas ardentes. Um rio de fogo brotava de Sua presença.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html

Havia milhares de anjos servindo-O. E muitos milhões diante dEle.

O tribunal iniciou o julgamento. Livros foram abertos. A quarta besta, que continuava falando através do chifre pequeno, foi morta. Seu corpo destruído. Lançado no fogo. As outras três ficaram sem autoridade. Mas tiveram permissão para viver por mais um tempo.

Depois, viu alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens do céu. Ele se aproximou do Ancião, o Senhor Todo-Poderoso. Conduziram-No à Sua presença. Recebeu autoridade, honra e soberania com o propósito de todas as raças, nações e línguas Lhe obedecerem. Seu domínio é eterno. Nunca acabará. Seu reino jamais será destruído. Era o Senhor Jesus (Apocalipse 11.15).

Daniel ficou muito perturbado com tudo aquilo. Aproximou-se de um dos que estavam em pé junto ao trono e perguntou o significado de tudo. Foi corajoso. Recebeu a explicação.

As quatro grandes bestas representavam quatro reinos que surgiriam na terra. No final, porém, o reino seria entregue ao povo santo do Altíssimo. Eles dominarão para sempre.

Daniel quis saber o verdadeiro significado da quarta besta. Era muito diferente das outras e muito aterrorizante. Guerreara com o povo santo, derrotando-o. Até que o Altíssimo pronunciou a sentença em favor de seu povo santo.

Foi explicado a ele que a quarta besta era um quarto reino que dominaria a terra e seria diferente de todos os outros. Devoraria o mundo inteiro. Pisoteando e esmagando tudo que estivesse em seu caminho. Os dez chifres seriam dez governantes desse império. O chifre menor, um rei que subjugará outros três. Esse desafiaria o Altíssimo. Oprimiria o povo santo do Altíssimo, procurando mudar festas e leis. O povo santo do Senhor seria colocado sob seu controle por um tempo, tempos e meio tempo.

Depois de terminado o tempo, seria julgado. E completamente destruído. O povo santo do Altíssimo receberia então, a soberania, o poder e a grandeza de todos os reinos debaixo dos céus. O reino do Altíssimo permanecerá eternamente. Todos os governantes O servirão e obedecerão.

A visão foi tão perturbadora que Daniel ficou aterrorizado. Sua mente a mil. Seu rosto pálido de medo. Não teve coragem de contar essas coisas a ninguém.

Quase toda a visão foi cumprida. Falta ainda esse pequeno chifre se levantar e perseguir o povo santo do Altíssimo por um período que os estudiosos consideram ser de três anos e meio (um tempo, tempos e meio tempo). A Grande Tribulação.

O importante é estarmos certos de que a parte que ainda não aconteceu, acontecerá. O Senhor julgará a todos. Dará sentença a favor de Seu povo. Seu povo santo.

Quando refere-se a "povo santo" está dizendo que não é o povo que diz que Lhe pertence. É o povo que realmente Lhe pertence. Que vive uma vida separada, santa, para Ele. Virão dias ruins, mas a vitória pertence a esse povo santo do Altíssimo, que reinará com o Senhor Jesus, por toda a eternidade.

Que permaneçamos separados. Até o fim. Para reinarmos com Ele, eternamente.

“Pois foste sacrificado e com Teu sangue compraste para Deus pessoas de toda tribo, língua, povo e nação. Tu fizeste delas um reino de sacerdotes para nosso Deus, e elas reinarão sobre a terra”. – Apocalipse 5.9b-10

"Preste atenção! Estou à porta e bato. Se você ouvir Minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, faremos uma refeição, como amigos. O vitorioso se sentará comigo em meu trono, assim como Eu fui vitoriosos e me sentei com Meu Pai em Seu trono". - Apocalipse 3.20,21

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo oito.

O significado das bestas foi retirado das observações contidas na Bíblia King James Atualizada (KJA).

Espero você. Ate já.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Daniel 2.1-49

Leitura do dia 12/09.

Na postagem anterior, vimos a decisão de Daniel e seus três amigos em não se contaminar com o banquete do rei da Babilônia. E a recompensa do Senhor por tal renúncia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-11-21.html

Agora, continuamos nossa caminhada através do capítulo dois de Daniel.

Nabucodonosor teve um sonho.

Sentiu-se tão perturbado que não conseguiu mais dormir. Chamou seus magos, encantadores, feiticeiros e astrólogos.

Esqueceu-se de chamar os sábios e entendidos.

Exigiu que esses homens lhe contassem o sonho e sua interpretação. Todos ficaram apavorados. Precisavam saber o sonho para contar a interpretação.

Nabucodonosor disse que não contaria. Se contasse, inventariam uma interpretação. Queria a verdade, não invenções. Não se deixaria enganar dessa vez.

Se alguém contasse o sonho e sua interpretação, o rei cobriria essa pessoa de honras, presentes e recompensas. Se ninguém soubesse, ele despedaçaria suas casas e os mataria. Simples assim (para o rei).

Os astrólogos responderam-lhe que ninguém podia contar o sonho que tivera. Somente os deuses detinham tal poder. E os deuses não moravam com os mortais.

O rei ficou furioso. Embora não houvesse chamado os sábios, mandou matar a todos.

Quando Arioque, comandante da guarda do rei foi matá-los, Daniel foi até ele. Com sabedoria e prudência. Perguntou-lhe o que estava acontecendo. Qual o motivo daquele decreto tão severo. Arioque lhe contou.

Daniel imediatamente foi até o rei. Pediu mais tempo para comunicar o sonho e seu significado. O rei concedeu. Ele voltou correndo para casa. Contou a seus amigos o que acontecera. Pediu que orassem ao Senhor clamando por misericórdia. Que lhes revelasse o segredo daquele sonho. Para que não morressem junto com os outros sábios.

Naquela mesma noite, o Senhor revelou o segredo através de uma visão a Daniel. Ele ficou grato. Louvou ao Senhor, a quem pertencem a sabedoria e o poder. Ele é aquele muda o curso dos acontecimentos. Remove reis e coloca outros no lugar. Ele é o que dá sabedoria e conhecimento. O que revela coisas profundas e misteriosas. Sabe o que está escondido.

Daniel foi ao encontro do comandante da guarda. Pediu que não os sábios não fossem executados. Que o levasse ao rei. Ele interpretaria o sonho. Arioque correu até o rei e disse que “um dos exilados de Judá” diria ao rei o significado do sonho.

O rei perguntou a Daniel se ele poderia mesmo dizer o que sonhara e seu significado. Daniel respondeu que ninguém poderia fazer tal coisa, mas existe um Senhor nos céus, que revela segredos. Ele mostrou ao rei o que aconteceria no futuro. E Daniel lhe diria qual foi o sonho e as visões que o rei tivera.

Deixou bem claro ao rei que sabia o segredo de seu sonho, não porque era mais sábio que os outros, melhor, superior. Não. Sabia, porque o Senhor desejava que Nabucodonosor entendesse o que aconteceria no futuro.

No sonho, o rei viu uma estátua enorme, brilhante e assustadora. Sua cabeça era de ouro puro. Seu peito e braços, de prata. A barriga e os quadris de bronze. As pernas de ferro e barro cozido. Enquanto olhava, uma pedra foi cortada de uma montanha. Ela atingiu os pés da estátua. E os despedaçou. Toda a estátua se desmanchou em minúsculos pedaços. Pedaços que o vento levou como se fossem palha na eira. Mas, a pedra que derrubara a estátua, tornou-se uma grande montanha e cobriu toda a terra.

Após contar o sonho, Daniel passou a explicar seu significado. A cabeça de ouro era Nabucodonosor. O Senhor lhe concedera soberania, poder, força e honra. Quando seu reino chegasse ao fim, outro reino se levantaria em seu lugar. Era o peito e braços de prata, que a maioria dos estudiosos consideram ser o Império Persa, ou o Império Medo-Persa. Depois, um terceiro, representado pelo bronze, o Império de Alexandre, o Grande. Por fim, um quarto reino, forte como o ferro, o Império Romano. Esse reino esmagaria todos os anteriores. A mistura de ferro e barro nos pés mostra que esse reino seria dividido. Algumas partes seriam fortes como o ferro. Outras partes seriam fracas como o barro. Essa mistura também mostra que esses reinos tentariam se fortalecer formando uma aliança por meio de casamentos. Mas não permaneceriam unidos. Como o ferro não se liga ao barro.

Alguns estudiosos consideram que os dedos dos pés representam as nações e hoje. Umas fortes. Outras fracas. É nesse tempo que a “pedra” será lançada e acabará com todos os reinos, tornando-se o Reino que cobrirá toda a terra. O Reino do Senhor Jesus (Lucas 1.33, Apocalipse 11.15), um Reino de paz e justiça.

Daniel disse a Nabucodonosor que o sonho era verdadeiro e seu significado era certo. Sabemos que sim. Se olharmos para trás, veremos que aconteceu dessa maneira. Agora, estamos aguardando “a pedra” quebrar todos os reinos. É a única parte do sonho que falta ser cumprida.

Quando Daniel terminou de falar, o rei se curvou à sua frente. Ordenou que o povo oferecesse sacrifícios e queimasse incendo diante de Daniel e falou que verdadeiramente o Deus de Daniel é o maior de todos os deuses.

O rei babilônico testemunhou que o Deus de Daniel é o Senhor dos reis, revelador de mistérios.

Nabucodonosor colocou Daniel em um cargo elevado no reino. Foi nomeado governador de toda a província da Babilônia e chefe de todos os sábios. Deu-lhe muitos presentes valiosos. A seu pedido, nomeou Hananias, Misael e Azarias para cuidarem de todos os negócios da província da Babilônia.

Como governador de toda a província, Daniel permaneceu na corte do rei.

Aqui terminamos o capítulo dois de Daniel.

Que aprendamos a confiar no Senhor e no poder da oração, como Daniel e seus amigos confiaram.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo três.

Espero você. Até já.