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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Daniel 10.1-12.13

Leitura do dia 15/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Daniel.

Ontem acompanhamos sua visão das quatro bestas. Sua explicação. A visão de um carneiro e um bode. A explicação de Gabriel. A oração de Daniel por seu povo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-71-28.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-91-27.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze. Os três últimos capítulos desse livro grandioso.

Era o terceiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia. 536 a.C..

Depois de três semanas de luto, quando não comeu nada saboroso, nem se perfumou, apenas orando, Daniel teve uma visão. Entendeu que a visão que tivera era verdadeira e referia-se a acontecimentos futuros. Tempos de guerra e de grande dificuldade.

Estava em pé junto ao rio Tigre. Quando levantou os olhos viu um homem vestido com roupas de linho. Usava um cinto de ouro puro. Seu corpo era semelhante a uma pedra preciosa. Seu rosto faiscava como relâmpago. Seus olhos eram como tochas acesas. Seus braços e pés brilhavam como bronze polido. Sua voz era como o som de uma grande multidão.

Sabemos quem Daniel viu. Teve o grande privilégio de ver o Senhor Jesus em Sua glória e formosura, como João.

“Quando me voltei para ver quem falava comigo, vi sete candelabros de ouro e, em pé entre eles, havia alguém semelhante ao Filho do Homem. Vestia um manto comprido, com uma faixa de ouro sobre o peito. A cabeça e os cabelos eram brancos como lã e a neve, e os olhos, como chamas de fogo. Os pés eram como bronze polido, refinado numa fornalha, e a voz ressoava como fortes ondas do mar. Na mão direita tinha sete estrelas, e de Sua boca saía uma espada afiada dos dois lados. A face brilhava como o sol em todo o seu esplendor”. – Apocalipse 1.12-16

Somente Daniel teve essa maravilhosa visão. Os que estavam com ele se encheram de temor, sem saber o que era e correram para se esconder. Ele ficou sozinho. Perdeu suas forças. Ficou muito pálido. Quase desfaleceu. Sua presença era (é) gloriosa. Quando o Senhor falou, perdeu os sentidos. Ficou ali estendido, com o rosto no chão.

Percebeu a mão de alguém a tocá-lo e colocá-lo sobre suas mãos e joelhos. Ainda estava muito trêmulo. O Senhor lhe disse que era muito precioso para Deus. Por isso deveria ouvir com atenção o que tinha a lhe dizer. Ordenou que ficasse em pé.

Ainda trêmulo Daniel levantou-se. O Senhor lhe disse para não ter medo. Seu pedido fora atendido assim que começou a orar. Ele veio em resposta à sua oração. Lutou por vinte e um dias com o príncipe do reino da Pérsia. Miguel, um dos príncipes mais importantes, o ajudou. Estava ali para explicar o que aconteceria no futuro, com seu povo. A visão referia-se a um tempo que ainda viria. O Senhor estava lhe explicando acontecimentos do mundo espiritual.

Quando falava, Daniel olhava para o chão. Não conseguia falar uma única palavra. Ele tocou seus lábios. Daniel abriu a boca e conseguiu falar. Disse que estava muito angustiado por causa da visão que tivera. Sentia-se muito fraco. Suas forças tinham acabado. Mal conseguia respirar. Não entendia como era possível alguém como ele falar com o Senhor.

Então, o Senhor o tocou novamente. Daniel sentiu suas forças voltarem. Ele disse novamente para Daniel não temer. Era muito precioso para Deus. Saudou-o dizendo que a paz estivesse com ele. Que tivesse ânimo e fosse forte.

Enquanto falava, Daniel sentiu-se mais forte. Pediu que o Senhor lhe falasse, pois havia sido fortalecido, por Ele. O Senhor perguntou se Daniel sabia porque viera. Em breve voltaria para lutar com o príncipe do reino da Pérsia. Depois, viria o príncipe do reino da Grécia. Agora, porém, diria o que estava escrito no Livro da Verdade.

Também disse que ninguém O ajudava, exceto Miguel, o príncipe deles (que era um dos mais importantes). Estava acompanhando Miguel para apoiá-lo e fortalece-lo desde o primeiro ano do reinado de Dario, o medo. Acontecimentos no mundo espiritual, mundo que não vemos, mas é real.

Contou que outros três reis persas reinariam. Seriam sucedidos por um quarto rei. Muito mais rico que os primeiros. Este usaria sua riqueza para instigar todos a lutarem contra o reino da Grécia. Então surgiria um rei poderoso. Que governaria com grande autoridade. Realizaria o que desejasse. Mas, no auge de seu poder, seu reino seria quebrado e dividido em quatro partes. Não seria governado por seus descendentes. Nem teria a mesma autoridade. Seu império seria arrancado e entregue a outros. E continua contando tudo que aconteceria. Leia o texto todo de Daniel e confira.

A Bíblia King James Atualizada (KJA), nos conta que os três reis são Cambises (530-522 a.C.), Pseudo-Smerdias, ou Gaumtata (522) e Dario (522 a 486). O quarto rei é Xerxes I (486-465), que empreendeu todo seu esforço militar para conquistar a Grécia em 480 a.C.. O rei poderoso é Alexandre, o Grande (336-323 a.C.). http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html

Hoje temos esses acontecimentos documentados nas páginas da História, não apenas nas páginas da Bíblia.

Para mim, o auge do texto é o que aconteceria (aconteceu e acontecerá) a líderes sábios que instruiriam a muitos. Morreriam pela espada e pelo fogo. Ou seriam capturados e saqueados. Durante essas perseguições receberiam pouca ajuda. Muitos se ajuntariam a eles, mas não seriam sinceros.

Alguns sábios seriam vítimas de perseguição. Assim, seriam refinados, purificados e limpos. Isso continuaria até o tempo do fim. O tempo que ainda estava por vir.

Quando fala da perseguição e da suspensão do sacrifício diário, refere-se imediatamente a Antíoco Epifânio, que prefigura um evento apocalíptico ainda maior no final dos tempos, como vimos nos capítulos anteriores.

O capítulo doze de Daniel é a única referência à vida eterna em todo o Antigo Testamento. Também é a primeira referência clara à ressurreição, dos justos e ímpios.

No tempo do fim, Miguel, o grande príncipe que guarda o povo do Senhor se levantará. Haverá um tempo de angústia qual nunca houve desde que nações vieram a existir. Todos que estiverem com o nome escrito “no livro” serão salvos.

Alguns ressuscitarão para a vida eterna. Outros para a vergonha e desonra eterna. Os sábios brilharão como o esplendor do céu. Os que conduzem muitos à justiça resplandecerão como estrelas. Eternamente.

Daniel recebeu ordem de selar o livro. Até o tempo do fim. Neste tempo, muitos correrão de um lado para o outro. O conhecimento (ciência) se multiplicará. O Senhor jurou que passaria um tempo, tempos e meio tempo. Quando o povo santo finalmente for quebrado, todas essas coisas se cumprirão.

Daniel perguntou como tudo aquilo acabaria. Era o principal a saber. O Senhor respondeu que aquelas palavras seriam mantidas em segredo. Seladas para o tempo do fim. Nesse tempo, muitos seriam purificados, limpos e refinados por essas provações. Os perversos continuariam em sua perversidade. Não entenderiam. Somente os sábios compreenderiam.

Feliz o que esperar e permanecer até o fim dos 1335 dias após a terrível profanação, pouco mais de três anos e meio.

Quanto a Daniel, que seguisse seu caminho até o fim, até completar sua carreira. Descansaria. No final dos dias, ressuscitará para receber sua herança.

Que permaneçamos fieis ao Senhor, apesar de perseguições, de pouca ajuda, de saques e mortes que possam nos sobrevir. Que aproveitemos todas as oportunidades para sermos purificados, limpos e refinados. Pelas provações. Esse é o papel delas.

Que sejamos sábios para compreender o que o Senhor fará. Que sejamos os que conduzem muitos à justiça. Que esperemos! Que permaneçamos fieis até o fim. Que sejamos vitoriosos, como Daniel. Para recebermos nossa herança.

Que tenhamos ouvidos para ouvir!

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei o fruto da árvore da vida que está no paraíso de Deus”. – Apocalipse 2.7

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Quem for vitorioso não sofrerá o dano da segunda morte”. – Apocalipse 2.11

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca, e nela estará gravado um nome novo, que ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe”. – Apocalipse 2.17

“Ao vitorioso que me obedecer até o fim, Eu darei autoridade sobre as nações. Ele as governará com cetro de ferro e as despedaçará como vasos de barro. Ele terá a mesma autoridade que recebi de meu Pai, e também lhe darei a estrela da manhã”. – Apocalipse 2.26,27

“O vitorioso será vestido de branco. Jamais apagarei seu nome do Livro da Vida e confirmarei, diante de Meu Pai e de Seus anjos, que ele Me pertence”. – Apocalipse 3.5

“O vitorioso se tornará coluna do templo de Meu Deus, de onde jamais sairá. Escreverei nele o nome de Meu Deus, e ele será cidadão da cidade de Meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, da parte de Meu Deus. E também escreverei nele o Meu novo nome”. – Apocalipse 3.12

“O vitorioso se sentará comigo em Meu trono, assim como Eu fui vitorioso e me sentei com Meu Pai em Seu trono”. – Apocalipse 3.21

Quero permanecer até o fim. Ser vitoriosa. E você?

Continuamos amanhã. Leremos os três primeiros livros de Oseias, um dos mais lindos romances já escrito.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Daniel 8.1-27

Leitura do dia 14/09.

Na postagem anterior vimos o sonho de Daniel com as quatro bestas. E seu significado. A maior parte já se cumpriu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-71-28.html

Agora, caminharemos através do capítulo oito.

Era o terceiro ano do reinado de Belsazar. Daniel teve uma visão.

Na visão, estava na fortaleza de Susã, que veio a ser a capital do Império Persa. Estava em pé junto ao rio Ulai.

Viu um carneiro com dois chifres compridos. O carneiro estava em pé. Junto ao rio. Daniel viu esses dois chifres crescerem. Primeiro um. Menor. Depois outro. Maior. O carneiro dava chifradas em tudo. Para oeste, norte e sul. Ninguém conseguia detê-lo. Nem ajudar suas vítimas. Fazia o que bem entendia. Tornou-se muito poderoso.

Então, um bode surgiu do oeste. De repente. Atravessou a terra com tanta rapidez que não tocou o chão. Tinha um chifre enorme entre os olhos. Foi em direção ao carneiro. Avançou sobre ele com muita fúria. Com um golpe quebrou seus dois chifres. Ninguém pôde livrar o carneiro. Tornou-se muito poderoso. Então, no auge de seu poder, seu grande chifre foi quebrado.

No lugar do chifre quebrado, nasceram quatro chifres. Cada um apontava para as quatro direções da terra (norte, sul, leste, oeste). De um dos chifres saiu outro chifre. Pequeno. Seu poder, no entanto, tornou-se muito grande. Estendeu-se para o sul e o leste, em direção a Israel. Cresceu tanto que seu poder chegou ao céu. Atacou o exército celestial. Chegou a ponto de desafiar o Comandante do exército celestial. Suspendeu o sacrifício diário e destruiu o templo do Senhor.

O exército celestial foi proibido de reagir. A verdade foi derrotada. O chifre teve êxito em tudo.

Daniel viu dois anjos conversando. Um perguntou “até quando”? Até quando o templo e o exército celestial seriam pisoteados. O outro respondeu que duraria 2300 trezentos dias. Então o templo seria restaurado.

Enquanto Daniel tentava entender o que vira, alguém parecido com um homem parou diante dele. Era Gabriel. A ele foi ordenado explicar o significado da visão a Daniel.

Gabriel era tão poderoso que Daniel ficou aterrorizado. Prostrou-se e desmaiou. Gabriel o despertou e o ajudou a ficar em pé. Disse-lhe que precisava entender. Esses acontecimentos referiam-se ao tempo do fim. Aconteceria no “tempo da ira”.

O carneiro representava os reis da Média e da Pérsia. O bode, a Grécia. O chifre entre os olhos representava Alexandre. Os quatro chifres a mesma divisão que vimos no capítulo anterior. Eram menores porque nenhum deles seria tão grande quanto o primeiro.

No final de seu reinado o pecado estaria no auge. Então subiria ao poder um rei feroz, mestre de intrigas (o chifre pequeno). Ele se tornaria muito forte, mas não por seu próprio poder. Causaria terrível destruição. Teria êxito em tudo que fizesse. Destruiria líderes poderosos. Devastaria o povo santo. Seria mestre do engano e se tornaria muito arrogante. Destruiria muitos sem sequer avisar. Chegaria a enfrentar o Príncipe dos príncipes. Mas seria quebrado. Não por força humana.

Era uma visão que ocorreria dali a muito tempo. Daniel deveria guardá-la.

Ele ficou abatido e doente. Por vários dias. Não era para menos. Ter uma visão de que a verdade seria derrotada é terrível! Depois de um tempo, conseguiu levantar-se e cuidar dos negócios do rei. Ainda assim, continuou muito perturbado sem conseguir entender a visão.

Vamos tentar entender.

O pequeno chifre que surgiu é Antioco IV Epifânio. Nos últimos anos de seu reinado (168-164 a.C.) empenhou-se para exterminar a fé judaica. É um sinal, uma prefiguração de um besta ainda mais impiedosa que surgirá no final escatológico da nossa história. Em seguida, Antioco, insano, prepotente e arrogante promove a si mesmo como “igual a Deus”. Ergueu, no templo, um altar a Zeus. Mais tarde, o exército de Judas Macabeu retornou a Jerusalém e conseguiu dedicar novamente o templo ao Senhor. Isso foi em dezembro de 165 a.C.. Assim surgiu a celebração de “Chanucá”, "dedicação" em hebraico. Festa hoje conhecida como “Festa de Hanuka” ou “Festival das Luzes”. (Extraído da Bíblia King James Atualizada – KJA).

Lembremos que muitas profecias têm um significado e cumprimento imediato e um futuro, como esta. Antíoco IV Epifânio foi uma prefiguração de um líder que ainda surgirá. E perseguirá o povo santo do Senhor.

Que permaneçamos fiéis até o fim.

“O pecado aumentará e o amor de muitos esfriará, mas quem se mantiver firme até o fim será salvo”. – Mateus 24.12,13

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo nove.

Espero você. Até já.

Daniel 7.1-28

Leitura do dia 14/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Daniel.

Ontem vimos o sonho de Nabucodonosor em que ele é a árvore que seria cortada. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-41-37.html

Também vimos a inscrição com a sentença do Senhor, na parede do palácio de Belsazar. E Daniel na cova dos leões.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-51-31.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-61-28.html

Hoje caminharemos através dos capítulos sete a nove de Daniel. Na primeira postagem, o capítulo sete.

Voltemos no tempo. Ainda é o primeiro ano do reinado de Belsazar. Daniel teve um sonho. E visões.

Fortes ventos sopravam de todas as direções. Quatro bestas saíram do mar. Todas diferentes.

A primeira parecia um leão com asas de águia. Suas asas foram arrancadas. Ficou em pé como um homem. Foi lhe dada a mente de um homem. Simboliza o Império Neobabilônico. O fato de suas asas terem sido arrancadas, fala da humilhação que Nabucodonosor sofreu quando da realização de seu sonho com a árvore que foi cortada.

A segunda parecia um urso. Ele ergueu-se em um de seus lados. Tinha três costelas em sua boca. Recebeu a ordem de levantar-se e devorar a carne de muitos. Simboliza o Império Medo-Persa. O lado erguido, o poderio superior dos persas. As três costelas remetem às suas três grandes conquistas: Lídia (546 a.C.), Babilônia (539 a.C.) e Egito (525 a.C.).

A terceira parecia um leopardo. Com quatro asas. E quatro cabeças. Recebeu grande autoridade. Simboliza Alexandre, o Grande. As asas remetem à rapidez de suas conquistas (334-330). As quatro cabeças, as principais divisões de seu império após sua morte. A Macedônia e a Grécia foram governadas por Antípater e Cassandro. A Trácia e a Ásia Menor, por Seleuco I. A região chamada hoje de Palestina e o Egito, foram governados por Ptolomeu I.

A quarta besta era terrível, assustadora. Muito forte. Devorava e despedaçava suas vítimas com grandes dentes de ferro. Esmagava os restos debaixo de seus pés. Tinha dez chifres. De repente, os três chifres maiores foram arrancados para dar lugar a um outro, menor. Cheio de olhos como de homem e uma boca muito arrogante. Esse chifre menor guerreava contra o povo santo do Senhor. E os devorava por um determinado tempo.

Essa quarta besta simboliza o Império Romano. Seus dez chifres correspondem aos dez artelhos da estátua que Nabucodonosor sonhou. Revelam a abrangência desse império. O chifre pequeno simboliza o anticristo, uma potência cruel e mundial com as características do inimigo (João 10.10).
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-21-49.html

Ele viu alguns tronos serem dispostos. O Senhor Todo-Poderoso sentou-se para julgar. Suas roupas eram brancas como a neve. Seu cabelo, como a mais pura lã. Seu trono era de fogo. Com rodas de chamas ardentes. Um rio de fogo brotava de Sua presença.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html

Havia milhares de anjos servindo-O. E muitos milhões diante dEle.

O tribunal iniciou o julgamento. Livros foram abertos. A quarta besta, que continuava falando através do chifre pequeno, foi morta. Seu corpo destruído. Lançado no fogo. As outras três ficaram sem autoridade. Mas tiveram permissão para viver por mais um tempo.

Depois, viu alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens do céu. Ele se aproximou do Ancião, o Senhor Todo-Poderoso. Conduziram-No à Sua presença. Recebeu autoridade, honra e soberania com o propósito de todas as raças, nações e línguas Lhe obedecerem. Seu domínio é eterno. Nunca acabará. Seu reino jamais será destruído. Era o Senhor Jesus (Apocalipse 11.15).

Daniel ficou muito perturbado com tudo aquilo. Aproximou-se de um dos que estavam em pé junto ao trono e perguntou o significado de tudo. Foi corajoso. Recebeu a explicação.

As quatro grandes bestas representavam quatro reinos que surgiriam na terra. No final, porém, o reino seria entregue ao povo santo do Altíssimo. Eles dominarão para sempre.

Daniel quis saber o verdadeiro significado da quarta besta. Era muito diferente das outras e muito aterrorizante. Guerreara com o povo santo, derrotando-o. Até que o Altíssimo pronunciou a sentença em favor de seu povo santo.

Foi explicado a ele que a quarta besta era um quarto reino que dominaria a terra e seria diferente de todos os outros. Devoraria o mundo inteiro. Pisoteando e esmagando tudo que estivesse em seu caminho. Os dez chifres seriam dez governantes desse império. O chifre menor, um rei que subjugará outros três. Esse desafiaria o Altíssimo. Oprimiria o povo santo do Altíssimo, procurando mudar festas e leis. O povo santo do Senhor seria colocado sob seu controle por um tempo, tempos e meio tempo.

Depois de terminado o tempo, seria julgado. E completamente destruído. O povo santo do Altíssimo receberia então, a soberania, o poder e a grandeza de todos os reinos debaixo dos céus. O reino do Altíssimo permanecerá eternamente. Todos os governantes O servirão e obedecerão.

A visão foi tão perturbadora que Daniel ficou aterrorizado. Sua mente a mil. Seu rosto pálido de medo. Não teve coragem de contar essas coisas a ninguém.

Quase toda a visão foi cumprida. Falta ainda esse pequeno chifre se levantar e perseguir o povo santo do Altíssimo por um período que os estudiosos consideram ser de três anos e meio (um tempo, tempos e meio tempo). A Grande Tribulação.

O importante é estarmos certos de que a parte que ainda não aconteceu, acontecerá. O Senhor julgará a todos. Dará sentença a favor de Seu povo. Seu povo santo.

Quando refere-se a "povo santo" está dizendo que não é o povo que diz que Lhe pertence. É o povo que realmente Lhe pertence. Que vive uma vida separada, santa, para Ele. Virão dias ruins, mas a vitória pertence a esse povo santo do Altíssimo, que reinará com o Senhor Jesus, por toda a eternidade.

Que permaneçamos separados. Até o fim. Para reinarmos com Ele, eternamente.

“Pois foste sacrificado e com Teu sangue compraste para Deus pessoas de toda tribo, língua, povo e nação. Tu fizeste delas um reino de sacerdotes para nosso Deus, e elas reinarão sobre a terra”. – Apocalipse 5.9b-10

"Preste atenção! Estou à porta e bato. Se você ouvir Minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, faremos uma refeição, como amigos. O vitorioso se sentará comigo em meu trono, assim como Eu fui vitoriosos e me sentei com Meu Pai em Seu trono". - Apocalipse 3.20,21

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo oito.

O significado das bestas foi retirado das observações contidas na Bíblia King James Atualizada (KJA).

Espero você. Ate já.