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domingo, 10 de novembro de 2019

Lucas 5.1-39

Leitura do dia 26/10.

Na postagem anterior vimos Jesus sendo tentado. Sua volta à Galileia. A leitura do texto em Isaías, que fala sobre Ele. Sua rejeição pelos habitantes de Nazaré. A libertação de um homem possuído por demônio. A cura de muitas pessoas. Sua pregação em diversas cidades. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-41-44.html

Agora, caminharemos através do capítulo cinco do livro de Lucas.

Ele está à beira do lago de Genesaré (mar da Galileia). Grandes multidões se apertam para ouvi-Lo. Ele nota dois barcos vazios junto à praia. Entra em um dos barcos. Pede a Simão (Pedro), seu dono, que o afaste um pouco da praia. Senta-se no barco e ensina as multidões. Simples assim.

Quando termina de falar, diz a Simão que vá para o fundo e lance as redes. Simão responde, chamando-O de Mestre, que trabalharam a noite toda e não pescaram absolutamente nada. Mas, porque o Senhor era quem estava pedindo, ia lançar as redes novamente. Foi o que Pedro fez.

Pasme! As redes ficaram tão cheias que começaram a rasgar. Tiveram que pedir ajuda de outro barco. Logo os dois barcos estavam tão cheios que quase afundaram.

Posso imaginar os peixes pulando dentro da rede para agradar o Senhor de toda a terra, céu e mar!
Quando Simão Pedro percebeu o que acontecera, caiu de joelhos aos pés do Senhor. Pediu que se afastasse dele. Era pecador. Ele e seus companheiros ficaram espantados, assim como seus sócios, Tiago e João, filhos de Zebedeu.

Jesus respondeu que não tivesse medo. Agora ele seria pescador de gente. Quando o barco voltou à praia, deixaram tudo e seguiram o Senhor.

Num povoado, o Senhor encontrou um homem leproso. Os leprosos viviam à parte. Eram consideramos imundos. Não podiam tocar em ninguém. Não podiam ser tocados.

Quando esse leproso viu Jesus, prostrou-se com o rosto em terra.  Suplicou para ser curado. Afirma que se o Senhor quiser, pode curá-lo e deixá-lo limpo. Que fé! Fico impressionada. Não questionou se era possível. Apenas disse que bastava Jesus querer.

Algo surpreendente acontece. Imagino sendo uma testemunha ocular. Estaria boquiaberta com a atitude daquele leproso, adorando ao Senhor de joelhos e dizendo algo tão ousado, “Senhor, se quiser, pode me curar e me deixar limpo”. É simplesmente demais para mim. Meu coração acelera. Fico imaginando o que Jesus vai falar. Porque considero esse homem cheio de fé.

O Senhor não me deixa decepcionada. Não, Ele me faz quase cair no chão. Fico pasma. Estende a mão. Meu coração quase sai pela boca. Parece que vejo a cena em “câmera lenta”. Ele estende a mão. Será que vai tocar o leproso? É completamente impensável. Não se toca um leproso. Foge-se dele. Mas, para meu total espanto e contentamento, Ele toca o leproso. Toca nele! E diz: “Eu quero. Seja curado e fique limpo”.

Por um minuto fico sem fala e sem ar. Imediatamente o leproso não é mais leproso. Fica purificado. Completamente.

Ainda estou impactada com a cena de Jesus tocando-o e dizendo: “Eu quero. Seja curado e fique limpo”. Meu coração não consegue simplesmente olhar para essa cena e seguir adiante. Ela me choca de maneira profunda. Imagino a vida daquele homem desde que foi contaminado por tal doença. Teve que se afastar de suas atividades. De seus amigos. De sua família. Era visto com desprezo. Com julgamento. Sim, olhavam para ele com olhares acusadores, “qual pecado esse cometeu para estar nessa situação?”. Percebia a aversão nos olhos das pessoas. Sentia a falta de um abraço. De uma conversa.

Agora, o Rei do Universo, estende Sua mão para ele. E responde sua afirmação com um: “Eu quero”. “Sim, quero que seja purificado. Quero que volte às suas atividades. Quero que volte aos seus amigos. Quero que volte à sua família. Quero que volte a viver”.

Quanta compaixão enxergamos em uma simples palavra de Jesus. “Eu quero”. Ele nos quer curados. Inteiros. Puros. Reabilitados. Vivendo! Ele se importa conosco. Não é mais um olhar acusador. Julgador. Apenas nos quer livres de tudo que nos sufoca, nos marginaliza. Nos devora aos poucos. Nos mata.

Continuo ali, no meio da rua, observando aquela cena inusitada. Meu Mestre tocando um leproso. Vejo-O instruindo o homem a procurar o sacerdote, o único que podia oficial e legalmente declarar sua purificação. Ele também lhe instrui a oferecer a oferta que Moisés ordenou para servir de testemunho.

Quem é esse que se importa individualmente com as pessoas? Multidões O seguem. Ele cura a todos. E no meio de tudo ainda encontra tempo para tocar e falar com um leproso. Meu coração se enche de alegria. Ele ama. Sabe amar. Sabe demonstrar amor.

Tenho que parar aqui, erguer minhas mãos e adorá-Lo. Na verdade, quero abraçá-Lo e dançar com Ele. Ah, se pudesse!

Preciso ficar aqui. Ver essa cena mais algumas vezes. Perceber os detalhes. Não posso perder nada. Os olhos de Jesus cheios de compaixão e amor por aquele homem que havia sido marginalizado. Os olhos do leproso arregalados ante o toque do Senhor. E completamente iluminados com Sua resposta. A admiração das pessoas que os cercam. A alegria do homem ao se ver curado. Tantos detalhes!

Daqui a pouco, prosseguimos.

Então, certo dia, enquanto Jesus ensinava, alguns fariseus e mestres da lei estavam por perto. Vinham de todos os povoados da Galileia, Judeia e Jerusalém. Claro, o poder do Senhor para curar está sobre Ele.

Alguns homens chegam carregando um paralítico numa maca. Que homens são esses? Homens que se dispõe a ajudar alguém que necessita de ajuda. Homens que querem um milagre para outro, não para si mesmo. Homens que se importam com o outro e não apenas com seus umbigos.

Tentam levar o paralítico para dentro de casa. Não conseguem. A multidão não dá lugar. Diferente deles, querem o milagre apenas para si?

De repente, escutamos um barulho no telhado. Todos olham. Um buraco é aberto no teto. Bem em cima de onde Jesus está. Por causa “do outro”, não desistiram de encontrar uma solução. Queriam sua cura. Eles baixam o homem bem na frente dEle.

Quando o Senhor vê a fé que tinham, disse ao paralítico que seus pecados estavam perdoados.
Percebe que alguns mestres da lei que ali se encontram, estão pensando em seus corações que Jesus está dizendo uma blasfêmia. Quem pensa que é para perdoar pecados! Ele os confronta. Pergunta por que estão com aqueles questionamentos em seus corações. Para Ele tanto faz dizer ao paralítico que seus pecados estão perdoados ou que se levante, pegue sua maca e saia andando.

Mas, havia um motivo. Disse que queria mostrar-lhes que tem autoridade na terra para perdoar pecados.

Todos estão olhando. Nós, a multidão, os amigos do paralítico e o paralítico. Ele se volta novamente ao paralítico e ordena que levante, que tome sua maca e vá para casa. Simples assim.

O que acontece? O homem se levanta imediatamente! Pega sua maca e sai andando tranquilamente diante de todo mundo, louvando a Deus. Todos estão maravilhados. Cheios de temor. Louvam o Eterno. Nunca viram nada igual.

Seu poder e autoridade realmente não têm equivalente.

Depois disso, saiu da cidade. Enquanto caminha, vê Levi (Mateus). Estava sentado no lugar abominável onde se coletam os impostos. Os judeus odeiam os judeus que trabalham como cobradores de impostos para os romanos. O Senhor não. Ele o chama para segui-Lo. Sabe o que acontece? Levi deixa a coletoria e segue o Senhor. Como resistir a Seu chamado?

Mais tarde, Levi oferece um banquete em honra de Jesus. Estão à mesa com Ele e Seus discípulos, um grande número de cobradores de impostos e outros pecadores.

Quando alguns fariseus e mestres da lei viram, ficaram horrorizados. Consideravam-se justos. A nata da sociedade. Perguntam por que eles comiam com aquele tipo de gente, a ralé.

Jesus responde que os saudáveis não precisam de médico. Quem precisa de médico são os doentes. Ele veio chamar os pecadores, não os justos. Tenho que levantar minha plaquinha de aplausos! Suas respostas são sempre diretas e verdadeiras.

Algumas pessoas perguntam ao Senhor por que os discípulos de João Batista e dos fariseus jejuavam e oravam com frequência e Seus discípulos viviam comendo e bebendo. Ele responde que os convidados de um casamento não jejuam enquanto estão com o noivo. Seus discípulos jejuarão, quando o noivo for tirado do meio deles. Será que entendem que Ele é o Noivo? Que somos Sua noiva?

Ele lhes fala que ninguém coloca tecido novo para remendar um tecido velho. Estragaria o novo e não se ajustaria à roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em recipientes velhos. Os recipientes se romperiam e estragaria o vinho. O vinho novo é guardado em recipientes novos. Ninguém que prova o vinho velho escolhe beber o vinho novo. O vinho velho é melhor.

Será que entenderam? Percebem que precisam se arrepender e mudar suas vidas? Percebem que não podemos ter dois pesos e duas medidas?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Marcos 1.1-45

Leitura do dia 20/10.

Ontem terminamos nossa caminhada pelas páginas de Mateus. Espero que você tenha aproveitado. Eu, aproveitei. Muito. Foram novas revelações e meu amor por Ele e por Sua palavra foi renovado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-261-75.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-271-66.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-281-20.html

Os três primeiros Evangelhos são muito semelhantes. São chamados sinóticos. Mas, imagine você fazendo uma viagem com alguns amigos. Em Israel, por exemplo. Todos estão vendo os mesmos lugares. Ouvindo as mesmas explicações. Uns atentam para certos detalhes, uns prestam atenção a outros. Se forem contar a viagem, contarão do seu próprio jeito, de acordo com sua percepção, seu temperamento, sua memória e seu talento. Foi assim com esses homens.

Hoje continuamos através dos primeiros capítulos do Evangelho segundo Marcos. Ele não foi um dos doze. Provavelmente foi escrito no ano 60 d.C., antes do livro de Mateus.

Segundo a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon (NVT, Publicação Pão Diário), é um evangelho vívido e detalhista. De atividade e energia.

Marcos enfatiza as obras em vez das palavras de Jesus. É um Evangelho de poder sobre os demônios. E de maravilhas. Dirigido aos romanos.

Na primeira postagem leremos apenas o capítulo um.

Marcos não inicia com a genealogia de Jesus. Tal assunto não interessaria em nada aos romanos.

Começa com o princípio das boas-novas a respeito do Senhor. Contando sobre a profecia de Isaías sobre o mensageiro que O antecederia e explicando que esse mensageiro é João, o Batista. Ele pregava o batismo como um sinal de arrependimento. Era a voz. Batizava após a confissão de pecados e apontava para o Senhor, dizendo que Ele viria. E os batizaria com o Espírito Santo.

Jesus foi até ele para ser batizado. Quando saía da água o Espírito desceu sobre Ele em forma de uma pomba. Uma voz do céu declarou Sua identidade. Era o Filho amado, que dava grande alegria ao Pai.

Como Mateus nos conta, após o batismo, o Espírito O levou ao deserto. Ali ficou quarenta dias e foi tentado pelo nojento. Ficou entre os animais selvagens. E anjos O serviam.

Depois que João foi preso, Jesus começou a proclamar as boas-novas de Deus. Sua hora chegara.

Viu Simão (Pedro) e André, dois irmãos, jogando redes ao mar e os chamou. Eles O seguiram. Depois viu Tiago e João, filhos de Zebedeu, também dois irmãos. Consertavam redes num barco. Também os chamou. E eles, imediatamente O seguiram.

Jesus, juntamente com Tiago, João, Simão e André vão a Cafarnaum. Nós os seguimos.

Assim que chega o sábado, vai à sinagoga. Para ensinar. Seu ensino é cheio de autoridade. Todos estão admirados. Não ensina como os mestres da lei que sabem apenas as letras e não vivem o que ensinam. Ele é diferente. Todos conseguem perceber.

Quero ficar aqui, ouvindo Seus ensinos. Não são cansativos, são cheios de vida. Cheios de autoridade.

Enquanto ensina, um homem, endemoninhado, entra na sinagoga. Ouvimos um grito. Levamos um susto. A atenção de todos se volta para ele.

Os demônios que estão de posse daquele homem gritam. Perguntam o que o Senhor quer com eles. Conhecem-No. Sabem que veio destruir as obras do diabo. Sim, é o que está escrito em 1 João 3.8b: “Por isso o Filho de Deus veio, para destruir as obras do diabo”. 

Observamos atentamente a cena. O que Jesus fará? Responderá à pergunta daqueles demônios?

Não. Não quis conversa. Mandou que calassem a boca e saíssem do homem. Ele é misericordioso. Não vai ficar conversando com demônios enquanto o homem está ali, sendo possesso, sofrendo.

O espírito imundo sacode o homem violentamente e sai, gritando.

Estão todos admirados. Já não é mais um murmúrio. Todos perguntam uns aos outros o que é aquilo. Seria uma nova doutrina, um novo ensino? Que autoridade! Estão admirados porque até aos espíritos imundos Ele dá ordens e o mais incrível, eles obedecem. Não ficam batendo boca com Ele, simplesmente obedecem. Deixaram o homem.

Vai começar. As notícias a Seu respeito se espalham como fogo em capim, por toda a região da Galileia. Como não espalhar?

Nunca viram alguém com tanta autoridade para ensinar e expulsar demônios.

Naquela época, como em todas as épocas, existiam algumas “simpatias” ou sacrifícios para aplacar a ira de demônios, mas ordenar que saíssem e eles saírem? Ah, isso é novidade.

Pense em Sua misericórdia. Seus ensinos. Sua autoridade. Precisamos agradecê-Lo. Adorá-Lo.

Quando saem da sinagoga vão à casa de Simão e André. Vamos com eles.

A sogra de Simão está acamada, com febre. Assim que Jesus chega contam a ele. Imediatamente vai até ela, toma-a pela mão e ajuda-a a levantar-se. A febre a deixou. Ela está ótima! E passa a servi-los.

Quando o sol se põe (acabou o sábado), muitos foram até Jesus. Trazem enfermos e pessoas possuídas por demônios. Que tristeza essas pessoas viviam. Não são mais livres, são escravas de demônios, que as possuem e fazem com elas o que bem entendem. A cidade foi toda para lá. Ficaram à porta da casa. Queriam saber, assim como nós, o que acontecerá com essas pessoas. Será Ele capaz de curar e libertá-las dos demônios?

Sim. Foi o que fez. Aos olhos de todos. Curou muitas pessoas. De diversas enfermidades. E expulsou muitos demônios. Sempre mandava que se calassem. Sabiam quem Ele era e não queria esse tipo de testemunho.

É madrugada. Nos levantamos. Ainda está escuro. Jesus levantou-se e nós queremos estar com Ele. Sai de casa. Para onde está indo?

Vai a um lugar deserto. E ora. Precisa desse tempo com o Pai. Um tempo somente entre os dois. Assim como nós. A oração é como afiar um machado para cortar árvores. Sem ela, estamos perdidos. Vamos gastar muito mais tempo para fazer algo que poderíamos fazer rapidamente.

Simão e os outros acordam. Vão atrás dEle. Todos estão à Sua procura. A notícia do que fez está correndo.

Sua resposta é intrigante. Chama Seus discípulos para irem a outros lugares. Aos povoados vizinhos. Precisa pregar em outros lugares. Foi para isso que veio.

Percorre toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando demônios. Nós O acompanhamos.

Como está nossa vida de oração? Temos estado à sós com o Pai? Seguir ao Senhor é relacionamento. Precisamos ter uma vida de oração constante. Diária. Nada nos enriquece mais que a oração. Através dela, conhecemos o Senhor e somos conhecidos por Ele. Gastar tempo em oração nunca é desperdício, é ganho.

De repente, vemos um leproso vindo em Sua direção. Ele prostra-se diante do Senhor. Implora para ser curado. Afirma que basta o Senhor Jesus querer e ele será curado e limpo.

Com certeza não aguenta mais aquela vida. Longe de seus familiares, amigos. Longe de tudo e todos.

Cheio de compaixão (Ele é assim), o Senhor estende Sua mão. Para espanto de todos, toca no leproso. Responde que sim, Ele quer curá-lo. Dá uma simples ordem. Que seja curado e fique limpo. No mesmo instante a lepra desaparece. O homem fica completamente curado! Uau!

Jesus ordena que vá. Não conte a ninguém o que aconteceu. Que se apresente ao sacerdote para ser examinado e declarado curado e limpo. Que leve sua oferta de acordo com a lei de Moisés. Para quê? Jesus afirma que essas ações servirão como testemunho.

O homem, porém, não consegue ficar quieto. Ele conta a todos o que havia acontecido. Foi demais para Ele.

Não sabemos quanto tempo estava naquela situação. Não importa. Ninguém quer ser imundo e doente. Ninguém quer ficar isolado. Vivendo à margem do mundo. Estava limpo. Estava curado. Não conseguiu se conter. Teve que contar. E foi o que fez.

Em pouco tempo, grandes multidões cercaram Jesus. Queriam ser curados também. Já não consegue mais entrar publicamente em cidade alguma. Resolve manter-se em lugares mais isolados, ainda assim, gente de toda a parte vem até Ele. Como não ir?

Sua compaixão me comove. Sim, Ele quer nos curar. Nos limpar. Nos restaurar. Sempre.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mateus 8.1-4

Leitura do dia 13/10.

Na postagem anterior vimos o final do "Sermão do Monte". As multidões ficaram maravilhadas com os ensinos do Senhor, cheios de autoridade.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-71-29.html

Agora, continuamos nossa viagem pelo capítulo oito de Mateus.

Quando Jesus desce do monte, após todos aqueles preciosos e incisivos ensinos, grandes multidões, ainda impactadas, O seguem.

E aqui, acontece uma das minhas cenas preferidas. Sempre que me deparo com ela, fico maravilhada.

Os leprosos viviam à parte. Eram consideramos imundos. Não podiam tocar em ninguém. Não podiam ser tocados. Um leproso aproxima-se de Jesus e por mais que tivesse dificuldades em função de sua situação, ajoelha-se e O adora.

Após adorar, chama Jesus de Senhor. Afirma que se Ele, o Senhor quiser, pode purificá-lo. Que fé! Fico impressionada. Não questionou se era possível. Apenas disse que bastava Jesus querer.

E algo surpreendente acontece. Imagino sendo uma testemunha ocular daquela cena. Estaria boquiaberta com a atitude daquele leproso, adorando ao Senhor de joelhos e dizendo algo tão ousado, “Senhor, se quiser, pode me curar e me deixar limpo”. É simplesmente demais para mim. Meu coração acelera. Fico imaginando o que Jesus vai falar. Porque considero esse homem cheio de fé.

Mas o Senhor não me deixa decepcionada. Não, Ele me faz quase cair no chão. Fico pasma. Ele estende a mão. Meu coração quase sai pela boca. Parece que vejo a cena em “câmera lenta”. Ele estende a mão. Será que vai tocar o leproso? É completamente impensável. Não se toca um leproso. Foge-se dele. Mas, para meu total espanto e contentamento, Ele toca o leproso. Toca nele! E diz: “Eu quero. Seja curado e fique limpo”.

Por um minuto fico sem fala e sem ar. Imediatamente o leproso não é mais leproso. Ficou purificado. Completamente.

Ainda estou impactada com a cena de Jesus tocando-o e dizendo: “Eu quero. Seja curado e fique limpo”. Meu coração não consegue simplesmente olhar para essa cena e seguir adiante. Ela me choca de maneira profunda. Imagino a vida daquele homem desde que foi contaminado por tal doença. Teve que se afastar de suas atividades. De seus amigos. De sua família. Era visto com desprezo. Com julgamento. Sim, olhavam para ele com olhares acusadores, “qual pecado esse cometeu para estar nessa situação?”. Percebia a aversão nos olhos das pessoas. Sentia a falta de um abraço.

Agora, o Rei do Universo, estende Sua mão para ele. O toca. E responde sua afirmação com um: “Eu quero”. Sim, quero que seja purificado. Quero que volte às suas atividades. Quero que volte aos seus amigos. Quero que volte à sua família. Quero que volte a viver.

Quanta compaixão enxergamos em uma simples palavra de Jesus. “Eu quero”. Ele nos quer curados. Inteiros. Puros. Reabilitados. Vivendo! Ele se importa conosco. Não é mais um olhar acusador. Julgador. Apenas nos quer livres de tudo que nos sufoca, nos marginaliza. Nos devora aos poucos. Nos mata.

Continuo ali, no meio da rua, observando aquela cena inusitada. Meu Mestre tocando um leproso. E O vejo instruindo-o a procurar o sacerdote, o único que podia oficial e legalmente declarar sua purificação. O Senhor também lhe instrui a oferecer a oferta que Moisés ordenou para servir de testemunho.

Quem é esse que se importa individualmente com as pessoas? Multidões O seguiam. Ele curava a todos. E no meio de tudo ainda encontra tempo para tocar e falar com um leproso. Meu coração se enche de alegria. Ele ama. Sabe amar. Sabe demonstrar amor.

Tenho que parar aqui, erguer minhas mãos e adorá-Lo. Na verdade, quero abraçá-Lo e dançar com Ele.

Preciso ficar aqui. Ver essa cena mais algumas vezes. Perceber os detalhes. Não posso perder nada. Os olhos de Jesus cheios de compaixão e amor por aquele homem que havia sido marginalizado. Os olhos do leproso arregalados ante o toque do Senhor. E completamente iluminados com Sua resposta. A admiração das pessoas que os cercam. A alegria do homem ao se ver curado. Tantos detalhes!

Daqui a pouco, na próxima postagem, prosseguimos viagem.

Espero você. Até já.