Mostrando postagens com marcador Jesus cura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jesus cura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Marcos 1.1-45

Leitura do dia 20/10.

Ontem terminamos nossa caminhada pelas páginas de Mateus. Espero que você tenha aproveitado. Eu, aproveitei. Muito. Foram novas revelações e meu amor por Ele e por Sua palavra foi renovado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-261-75.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-271-66.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-281-20.html

Os três primeiros Evangelhos são muito semelhantes. São chamados sinóticos. Mas, imagine você fazendo uma viagem com alguns amigos. Em Israel, por exemplo. Todos estão vendo os mesmos lugares. Ouvindo as mesmas explicações. Uns atentam para certos detalhes, uns prestam atenção a outros. Se forem contar a viagem, contarão do seu próprio jeito, de acordo com sua percepção, seu temperamento, sua memória e seu talento. Foi assim com esses homens.

Hoje continuamos através dos primeiros capítulos do Evangelho segundo Marcos. Ele não foi um dos doze. Provavelmente foi escrito no ano 60 d.C., antes do livro de Mateus.

Segundo a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon (NVT, Publicação Pão Diário), é um evangelho vívido e detalhista. De atividade e energia.

Marcos enfatiza as obras em vez das palavras de Jesus. É um Evangelho de poder sobre os demônios. E de maravilhas. Dirigido aos romanos.

Na primeira postagem leremos apenas o capítulo um.

Marcos não inicia com a genealogia de Jesus. Tal assunto não interessaria em nada aos romanos.

Começa com o princípio das boas-novas a respeito do Senhor. Contando sobre a profecia de Isaías sobre o mensageiro que O antecederia e explicando que esse mensageiro é João, o Batista. Ele pregava o batismo como um sinal de arrependimento. Era a voz. Batizava após a confissão de pecados e apontava para o Senhor, dizendo que Ele viria. E os batizaria com o Espírito Santo.

Jesus foi até ele para ser batizado. Quando saía da água o Espírito desceu sobre Ele em forma de uma pomba. Uma voz do céu declarou Sua identidade. Era o Filho amado, que dava grande alegria ao Pai.

Como Mateus nos conta, após o batismo, o Espírito O levou ao deserto. Ali ficou quarenta dias e foi tentado pelo nojento. Ficou entre os animais selvagens. E anjos O serviam.

Depois que João foi preso, Jesus começou a proclamar as boas-novas de Deus. Sua hora chegara.

Viu Simão (Pedro) e André, dois irmãos, jogando redes ao mar e os chamou. Eles O seguiram. Depois viu Tiago e João, filhos de Zebedeu, também dois irmãos. Consertavam redes num barco. Também os chamou. E eles, imediatamente O seguiram.

Jesus, juntamente com Tiago, João, Simão e André vão a Cafarnaum. Nós os seguimos.

Assim que chega o sábado, vai à sinagoga. Para ensinar. Seu ensino é cheio de autoridade. Todos estão admirados. Não ensina como os mestres da lei que sabem apenas as letras e não vivem o que ensinam. Ele é diferente. Todos conseguem perceber.

Quero ficar aqui, ouvindo Seus ensinos. Não são cansativos, são cheios de vida. Cheios de autoridade.

Enquanto ensina, um homem, endemoninhado, entra na sinagoga. Ouvimos um grito. Levamos um susto. A atenção de todos se volta para ele.

Os demônios que estão de posse daquele homem gritam. Perguntam o que o Senhor quer com eles. Conhecem-No. Sabem que veio destruir as obras do diabo. Sim, é o que está escrito em 1 João 3.8b: “Por isso o Filho de Deus veio, para destruir as obras do diabo”. 

Observamos atentamente a cena. O que Jesus fará? Responderá à pergunta daqueles demônios?

Não. Não quis conversa. Mandou que calassem a boca e saíssem do homem. Ele é misericordioso. Não vai ficar conversando com demônios enquanto o homem está ali, sendo possesso, sofrendo.

O espírito imundo sacode o homem violentamente e sai, gritando.

Estão todos admirados. Já não é mais um murmúrio. Todos perguntam uns aos outros o que é aquilo. Seria uma nova doutrina, um novo ensino? Que autoridade! Estão admirados porque até aos espíritos imundos Ele dá ordens e o mais incrível, eles obedecem. Não ficam batendo boca com Ele, simplesmente obedecem. Deixaram o homem.

Vai começar. As notícias a Seu respeito se espalham como fogo em capim, por toda a região da Galileia. Como não espalhar?

Nunca viram alguém com tanta autoridade para ensinar e expulsar demônios.

Naquela época, como em todas as épocas, existiam algumas “simpatias” ou sacrifícios para aplacar a ira de demônios, mas ordenar que saíssem e eles saírem? Ah, isso é novidade.

Pense em Sua misericórdia. Seus ensinos. Sua autoridade. Precisamos agradecê-Lo. Adorá-Lo.

Quando saem da sinagoga vão à casa de Simão e André. Vamos com eles.

A sogra de Simão está acamada, com febre. Assim que Jesus chega contam a ele. Imediatamente vai até ela, toma-a pela mão e ajuda-a a levantar-se. A febre a deixou. Ela está ótima! E passa a servi-los.

Quando o sol se põe (acabou o sábado), muitos foram até Jesus. Trazem enfermos e pessoas possuídas por demônios. Que tristeza essas pessoas viviam. Não são mais livres, são escravas de demônios, que as possuem e fazem com elas o que bem entendem. A cidade foi toda para lá. Ficaram à porta da casa. Queriam saber, assim como nós, o que acontecerá com essas pessoas. Será Ele capaz de curar e libertá-las dos demônios?

Sim. Foi o que fez. Aos olhos de todos. Curou muitas pessoas. De diversas enfermidades. E expulsou muitos demônios. Sempre mandava que se calassem. Sabiam quem Ele era e não queria esse tipo de testemunho.

É madrugada. Nos levantamos. Ainda está escuro. Jesus levantou-se e nós queremos estar com Ele. Sai de casa. Para onde está indo?

Vai a um lugar deserto. E ora. Precisa desse tempo com o Pai. Um tempo somente entre os dois. Assim como nós. A oração é como afiar um machado para cortar árvores. Sem ela, estamos perdidos. Vamos gastar muito mais tempo para fazer algo que poderíamos fazer rapidamente.

Simão e os outros acordam. Vão atrás dEle. Todos estão à Sua procura. A notícia do que fez está correndo.

Sua resposta é intrigante. Chama Seus discípulos para irem a outros lugares. Aos povoados vizinhos. Precisa pregar em outros lugares. Foi para isso que veio.

Percorre toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando demônios. Nós O acompanhamos.

Como está nossa vida de oração? Temos estado à sós com o Pai? Seguir ao Senhor é relacionamento. Precisamos ter uma vida de oração constante. Diária. Nada nos enriquece mais que a oração. Através dela, conhecemos o Senhor e somos conhecidos por Ele. Gastar tempo em oração nunca é desperdício, é ganho.

De repente, vemos um leproso vindo em Sua direção. Ele prostra-se diante do Senhor. Implora para ser curado. Afirma que basta o Senhor Jesus querer e ele será curado e limpo.

Com certeza não aguenta mais aquela vida. Longe de seus familiares, amigos. Longe de tudo e todos.

Cheio de compaixão (Ele é assim), o Senhor estende Sua mão. Para espanto de todos, toca no leproso. Responde que sim, Ele quer curá-lo. Dá uma simples ordem. Que seja curado e fique limpo. No mesmo instante a lepra desaparece. O homem fica completamente curado! Uau!

Jesus ordena que vá. Não conte a ninguém o que aconteceu. Que se apresente ao sacerdote para ser examinado e declarado curado e limpo. Que leve sua oferta de acordo com a lei de Moisés. Para quê? Jesus afirma que essas ações servirão como testemunho.

O homem, porém, não consegue ficar quieto. Ele conta a todos o que havia acontecido. Foi demais para Ele.

Não sabemos quanto tempo estava naquela situação. Não importa. Ninguém quer ser imundo e doente. Ninguém quer ficar isolado. Vivendo à margem do mundo. Estava limpo. Estava curado. Não conseguiu se conter. Teve que contar. E foi o que fez.

Em pouco tempo, grandes multidões cercaram Jesus. Queriam ser curados também. Já não consegue mais entrar publicamente em cidade alguma. Resolve manter-se em lugares mais isolados, ainda assim, gente de toda a parte vem até Ele. Como não ir?

Sua compaixão me comove. Sim, Ele quer nos curar. Nos limpar. Nos restaurar. Sempre.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mateus 14.1-36

Leitura do dia 15/10.

Na postagem anterior vimos as diversas parábolas que o Senhor Jesus contou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-131-58.html

Agora, prosseguimos nossa viagem através do capítulo quatorze de Mateus.

Por esse tempo, Herodes, o tetrarca, assim chamado por ser o governador da quarta parte de uma região, ouviu falar de Jesus. Achou que era João Batista ressuscitado dos mortos.

A última vez que soubemos dele, foi quando perguntou a Jesus se era o que havia de vir ou não. Agora, Mateus relata sua morte. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/jesus-nos-chama-aprender-com-ele.html

Herodes mandou prender e amarrar (o texto fala desse jeito) João, colocando-o na prisão, por causa de Herodias. Será que tudo isso era medo? Prender e amarrar um homem que não andava armado, que apenas falava a verdade.

Herodias era mulher de Filipe, irmão de Herodes, que morava em Roma. E Herodes a tomou como sua esposa.

João Batista, sempre falo, é um dos meus preferidos. Amo. De paixão.

Esse homem, cheio de ousadia e verdade, disse a Herodes, o tetrarca: “Não te é permitido viver com ela”.

Herodes desejava matá-lo. João era a Voz que lhe dizia a verdade, que lhe lembrava quem era. E não era nada agradável. Herodes, quero nos lembrar, o tetrarca, tinha medo de João, o batista, porque o povo o considerava profeta. Em seu aniversário, a filha de Herodias dançou e agradou a todos. Ele lhe prometeu o que quisesse, e ela, influenciada por sua mãe, pediu a cabeça de João Batista, em uma bandeja. Interessante perceber que Herodes ficou aflito, mas por causa do juramento e dos convidados, mandou matar João e o apresentou numa bandeja. Não era comprometido com a verdade ou com a justiça. Era comprometido com sua reputação. Apenas.

Os discípulos de João sepultaram-no e foram contar a Jesus. Quando Jesus ouviu o que havia acontecido, retirou-se de barco, em particular, para um lugar deserto.

Quero chamar nossa atenção para algumas coisas. A primeira é a influência que podemos, e temos, sobre as pessoas. A filha de Herodias, podia pedir o que quisesse. Que lhe fosse construído um palácio, ou que se casasse com algum nobre guerreiro interessante. Foi influenciada, por sua mãe, a pedir a cabeça de João Batista.

Herodias deveria ser um instrumento positivo de influência para a filha. Usou a filha para ser o instrumento da sua vingança.

Que tipo de influência temos sido?

João, o Batista, tinha total conhecimento de quem era. A voz. E como voz, não se calava. Denunciava a mentira, proclamando a verdade. Não importava a quem doesse. Como dizem por aí, ele “dava nome aos bois”. Não temia a verdade. Era comprometido com ela, a ponto de morrer.

Com o que somos comprometidos?

Herodes tinha medo de João porque o povo o considerava profeta. Acreditou que Jesus era João ressuscitado. Mas ficou por aí. Não se aprofundou. Não desejou realmente saber quem era um e quem era outro. Apenas informações superficiais, que não provocam qualquer mudança.

Temos procurado conhecer a verdade?

E como tem sido nosso julgamento com relação ao sucesso ou não das pessoas que nos cercam? João não escreveu um livro, não teve um filho, provavelmente não plantou uma árvore. Não empreendeu um negócio. Pertencia à linhagem dos sacerdotes, mas não servia no templo. Era a voz. Que proclamava a verdade no deserto. Estava no lugar que o Senhor o colocou. Não onde os homens acreditavam que devia estar. Cumpriu seu propósito.

Jesus testemunhou sobre ele, dizendo que “dos nascidos de mulher, ninguém foi maior que João”.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/joao-o-batista.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/joao-batista-em-um-dia-ruim.html

Qual testemunho Jesus daria de mim? E de você?

De quem temos dado testemunho?

E quanto à filha de Herodias, seja qual for seu nome? A quem temos pedido conselhos? Analisamos os conselhos recebidos ou nem pensamos a respeito? Saímos logo pedindo a cabeça de João Batista na bandeja, nos deixando ser manipulados?

Quem são nossos conselheiros? http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Ao ouvir sobre a morte de João, Jesus se retirou para um lugar deserto. Façamos o mesmo. Pensemos um pouco. Deixemo-nos ser consolados pelo Pai, quando preciso.

Como temos nos posicionado? Como João? Como Herodes? Como Herodias? Como sua filha? Quem dará testemunho de nós? Como será esse testemunho? Cumpriremos nosso propósito como João cumpriu?

Jesus retirou-se de barco, em particular, para um lugar deserto, após ouvir sobre a morte de João Batista.

Não conseguiu ficar muito tempo sozinho. Assim que ouviram, as multidões saíram das cidades e o seguiram a pé. Quando Jesus saiu do barco, viu a grande multidão, teve compaixão e curou seus doentes.

Como ver uma multidão sedenta, ovelhas correndo atrás de um pastor e não se compadecer?

Gosto de observar a preocupação dos discípulos. Quando estava ficando tarde, pediram a Jesus que despedisse a multidão. Afinal, estavam em um lugar deserto e precisavam se alimentar. Deviam ir aos povoados próximos para conseguir alimento.

A resposta de Jesus me deixa boquiaberta: “Eles não precisam ir. Deem-lhes vocês algo para comer”.
Sua ordem soa atual em meus ouvidos. Nós somos os responsáveis. Não podemos e não devemos despedir ninguém sem estendermos nossas mãos. Não há necessidade de irem atrás de solução. Somos nós que precisamos ter essas soluções. Mesmo que tenhamos pouco a oferecer.

Os discípulos responderam: “Tudo o que temos...” Tudo o que temos é apenas a vontade de ajudar, ou é apenas um sorriso, ou algumas roupas a doar, ou um abraço a oferecer, ou um copo de água, ou um talento para contar histórias, ou...

Prestemos atenção à resposta de Jesus: “Tragam aqui para mim”.

"Tudo o que temos" pode ser pouco, como eram aqueles dois peixes e cinco pães. Nosso papel? Levar a Jesus aquilo que temos. Ele irá abençoar, multiplicar, transformar, usar.

Jesus tomou aquele recurso, tão escasso diante de tão grande multidão. Mas era o suficiente. Mandou que as pessoas se assentassem. Deu graças. Partiu. Entregou aos discípulos. E estes, os discípulos, entregaram à multidão.

Somos os instrumentos do Senhor na terra. É através de nós que pessoas são alcançadas, abençoadas, alimentadas, transformadas. Ou não. Precisamos fazer a escolha correta.

Não podemos despedir a multidão, dizendo onde encontrar o alimento. Precisamos ser aqueles que alimentam a multidão. Mesmo se os recursos, aos nossos olhos, forem escassos. Nós alimentamos, o Senhor multiplica.

Quando repartimos, o Senhor multiplica.

Lembro que uma vez um amigo foi almoçar na casa da mamãe. Eu havia dito a ela que quando o convidasse para almoçar, devia ter muita comida, pois ele comia muito. Era enorme. Foi sem avisar. Mamãe ficou apavorada. Mas orou. Só tinha um pouco de macarrão. Fez uma deliciosa macarronada. Mas era pouca. Era tudo o que tinha. “Tudo o que temos”. Pois bem, ele comeu e comeu e ficou extremamente satisfeito. E não apenas ele, todos os que estavam à mesa. E ainda sobrou. O Senhor literalmente multiplicou aquele macarrão. Quando o compartilhamos.

Nosso papel é nos dispor. É oferecermos o que temos. É repartir. Compartilhar. O resto é com o Senhor. É pouco? Melhor ainda. Mais o Senhor irá multiplicar. E todos saberão que foi Ele e não eu ou você.

Naquele dia, os que comeram foram cerca de cinco mil homens. Sem contar as mulheres e as crianças. Imagino que, no mínimo, dez mil pessoas.

Não há limites para o que o Senhor possa fazer. Basta que nos disponibilizemos a deixar que nos use. Sempre. Ele abençoa nossos recursos. E os multiplica.

O que eu posso oferecer? O que você pode oferecer? No Senhor, temos as respostas.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-voce-e-eu-disponiveis-para.html

Após a multiplicação dos pães e peixes, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem para o outro lado, enquanto Ele despedia a multidão. Imagino-O conversando com um ou outro, dando algum conselho ou ensino em especial.

Depois da despedida, subiu sozinho ao monte para orar. Ao anoitecer, continuava ali orando. O barco já estava distante da terra. Fustigado pelas ondas, indo de encontro ao vento.

Quando já era madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar. Não nadando, andando.

Quando os discípulos O viram, acharam que era um fantasma. Estavam aterrorizados. Gritavam de medo. Homens barbados. Muitos pescadores experientes. Completamente aterrorizados. Achando que estavam vendo um fantasma!

Imediatamente Jesus lhes disse: “Coragem! Sou Eu. Não tenham medo!". Jesus não deixou que ficassem ali, desesperados, acreditando estarem vendo um fantasma. Não. Imediatamente se identificou. “Sou Eu”. Não falou, "sou Eu, Jesus". Apenas, "sou Eu". Eles conheciam Sua voz. E apenas ouvir "sou Eu", bastou.

Pedro, ainda desconfiado, conseguiu responder que se realmente era o Senhor, queria ir até Ele, sobre as águas. Jesus respondeu: “Venha”. Pedro saiu do barco. Andou sobre as águas e foi em direção a Jesus. Mas aí, algo aconteceu.

Ele reparou no vento. Quando reparou no vento, deixando de olhar para Jesus teve medo. Quando teve medo, começou a afundar.

Sempre que deixamos de olhar para Jesus, olhamos as circunstâncias e damos a elas mais valor que à Sua presença conosco. Como Pedro. O vento nos enche de medo. É verdade, não é fraco. É verdade, está soprando fortemente. O vento é real. É noite também. É verdade, é tudo apavorante. Mas Jesus também é real. Se olharmos para Ele, não afundaremos. Se, no entanto, repararmos o vento, real, barulhento e forte, não será possível ficar em pé. E ainda há a escuridão e as águas turbulentas.

Pedro começou a afundar. Foi inteligente. Não esperou chegar ao fundo do mar da Galileia para só então gritar por socorro. Não. Assim que começou a afundar, gritou: “Senhor, salva-me”!. E o Senhor, o nosso maravilhoso Senhor, imediatamente estendeu Sua mão e o segurou. Jesus também não esperou que Pedro afundasse. Assim que Pedro clamou, socorreu. Como sempre faz conosco. Assim que clamamos, estende a mão.

Depois de socorrer Pedro, Jesus lhe faz uma pergunta interessante: “Por que você duvidou”?, Não perguntou porque havia olhado para o vento, ou porque teve medo. Perguntou porque duvidou.

Por que duvidamos de algo? Normalmente é por não acreditarmos na pessoa em questão. Pedro duvidou de Jesus. Por isso a pergunta. Jesus não lhe deu nenhum motivo para duvidar. Nenhum. Nunca.

Apenas quando os dois entraram no barco, o vendo cessou. Seus discípulos O adoraram, reconhecendo quem Ele é.

Quantas vezes temos olhado para o Senhor, em ocasiões inusitadas e O temos confundido com um fantasma? Ou, quando vamos até Ele, paramos de enxergá-Lo e reparamos no vento? Quantas vezes duvidamos dEle, embora nunca tenha falhado?

Daqui a pouco chegaremos ao outro lado. Por enquanto, pensemos no que aconteceu com Pedro e no que acontece conosco, cada vez que duvidamos dEle.

Lembremos que "o perfeito amor lança fora todo o medo". - 1 João 4.18b

Continuemos.

Jesus e os discípulos, mais uma vez, atravessaram o mar da Galileia. Chegaram a Genesaré.

Creio que os discípulos ainda estavam impactados com o que viram nessa travessia. Aquele, de fato, era o Filho do Deus vivo. Eu estaria. E estou.

Andar sobre as águas, para mim, é algo simplesmente fantástico. Não sei nadar. Tive medo de me afogar até no Mar Morto, onde a sanilidade e a altitude baixa, nos impele a boiar.

Quando os homens daquele lugar reconheceram Jesus, espalharam a notícia em toda a região. Levaram seus doentes até Ele, suplicando-Lhe que apenas pudessem tocar na borda do seu manto. Todos que nEle tocaram, foram curados.

Jesus não conseguia mais entrar e sair em uma cidade sem ser percebido. Sua fama havia se espalhado. Quando Jesus transforma, de fato, alguém, não há como esconder.

Gostaria de lembrar aqui, de dois milagres acontecidos anteriormente. Aquela mulher, que não sabemos seu nome, e ficou conhecida pelo mal que a atormentou durante doze anos, a mulher do fluxo de sangue, tocou nas vestes de Jesus e foi curada.
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/uma-mulher-fraca-cheia-de-coragem.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-ousadia-de-uma-mulher.html

Essa história deve ter sido contada e recontada de tal maneira que agora as pessoas suplicam ao Senhor que toquem em Suas vestes. Não era apenas Jesus quem tocava nos doentes. Os doentes tocavam nEle. E eram curados.

Outro milagre que esse texto me lembra foi a libertação do endemoninhado gadareno. Aquele, que ninguém podia passar perto dele. Marcos nos conta em seu livro, no capítulo cinco, que após os homens daquela região pedirem a Jesus para que fosse embora, o homem estava pronto para entrar no barco e seguir a Jesus. Jesus, no entanto, falou que deveria voltar à sua família e contar o que o Senhor havia feito. Aquele homem anunciou o Senhor em toda a Decápolis (região de dez cidades de cultura grega na proximidade do mar da Galileia).
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/porcos-ou-pessoas-o-que-importa.html

Acredito que o testemunho daquele homem alcançou a região de tal maneira que todos queriam ver Jesus, ser tocado por Ele e tocá-Lo.

Infelizmente, ao longo da história, temos visto o nome de Jesus ser usado indevidamente. Ódio foi semeado em Seu nome. Guerras foram travadas. Afastando as pessoas de Jesus, ao invés de aproximá-las. Hoje não estamos livres dessa semeadura infeliz. Continuamos vendo absurdos feitos em nome de Jesus.

Nossas vidas devem ser testemunhas do que Ele fez por nós. E Ele tem feito maravilhas. Temos contado o que nos fez? Nosso testemunho tem sido espalhado? As pessoas querem saber mais sobre Jesus depois que nos conhecem? Desejam tocá-Lo? Ser tocadas por Ele?

Como temos vivido? Nossas vidas aproximam as pessoas de Jesus? Ou as afastam dEle?

Talvez você não seja de falar muito. Não importa. As pessoas precisam ver Jesus através das nossas atitudes. Atitudes impactam para sempre.

Ficamos por aqui. Observando Seus milagres. Observando que simplesmente todos, todos os que se chegaram a Ele foram curados.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo quinze.

Espero você. Até lá.

domingo, 19 de novembro de 2017

A ousadia de uma mulher


Vamos voltar ao texto de ontem, Mateus 9.18-22. Ontem acompanhamos a caminhada de Jairo. Hoje, veremos a mulher que por doze anos sofreu com uma hemorragia.

Essa história também está contada em Marcos 5.24-34 http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/uma-mulher-fraca-cheia-de-coragem.html

Sua fé impressiona! Bastou "ouvir" falar de Jesus para crer em Seu poder. Não O viu falando nem fazendo nenhum milagre. Apenas ouviu. Mas a fé vem pelo ouvir. 

Doze anos sofrendo de hemorragia! Foi privada do convívio com as pessoas. Não podia tocar em ninguém. Nem ser tocada, abraçada, beijada. Vivia á parte. À margem. Havia gasto tudo o que possuía e sofrido muito sob o cuidado de vários médicos. Experimentado todo tipo de tratamento. Falavam algo para ela, fazia, na expectativa da cura. Nada! E assim se passaram doze anos! Doze. Anos.

Devia ser fraca. Extremamente magra. Pálida. Raquítica. Anêmica. Quanto sofrimento. Quantas dificuldades para o dia a dia. Para andar. Provavelmente solteira. Não devia passear. Não ia ao poço. Não ia à sinagoga. Não ia a festas. 

Já sofri algumas hemorragias. Enfraquece. Acaba com você. Um dia. Imagina doze anos!
Jesus era a única esperança que lhe restara. Os meios naturais já haviam se esgotado por completo. Restava agora apenas crer no que ouvira. E ela creu. Creu de tal forma que seus pensamentos foram mudados e começou a pensar, com convicção, que se tocasse nEle, somente tocasse em Suas vestes, seria curada. Seu raciocínio, seu modo de ver a situação, não foi o aparente, o natural. Foi o irreal. O impossível. O ilógico. A fé!
Já havia se tratado durante anos. Gasto todo seu dinheiro. Ido a médicos e mais médicos. Médicos de renome. De perto e de longe. Nada adiantou. Sua situação só piorava. Usou remédios caseiros. Seguiu conselhos de amigos, parentes, vizinhos. Nada! Mas quando ouviu falar de Jesus, mudou seu modo de ver a situação. Pensou: “Ele pode! Vou tocar-Lhe e ficarei curada”! Creu em sua cura. Esqueceu sua situação miserável e foi em busca do que agora via: seu restabelecimento! 

Tudo é possível ao que crê! E embora não pudesse tocar em ninguém, foi atrás de seu mais ousado ato: Tocar o Mestre!
Ah, mas não seria fácil. Uma multidão O cercava de todos os lados! E ela baixinha (isso é por minha conta, imaginando-me naquela situação) e frágil. “Como alcançá-Lo? Como vencer todas aquelas pessoas? Aquele monte de homem em volta dela? Aquele monte de gente alta”? E ela foi. Se esgueirando entre a multidão. Ignorando que não podia tocar em ninguém. Ignorando sua condição. Sua fraqueza. 

Brigando. Empurrando. Lutava por ela. Por sua vida. Seus sonhos. Seu futuro. Sua história. 

De repente O viu! Aproximou-se. Em um ato profundo de fé, tocou em Suas vestes!
Sua fé obteve resultado. Sua hemorragia cessou. Ela sentiu a diferença em seu corpo. Aquele fluxo estancou! A energia voltando ao seu organismo! 

O ouvir dessa mulher foi aquele ouvir que produz ação e resultado. Teve ouvidos para ouvir! Tocou em Jesus de uma forma especial! Ele sentiu que havia saído poder curador de Si.
Muitas vezes precisamos tocar em Jesus ao invés de esperar que Ele toque em nós. Ele está ali. Ao nosso alcance. Basta querermos tocar. Quando O tocamos assim, não tem como ficar alheio! "Quem me tocou?"
A mulher era nada! Mal podia abrir sua boca. Cheia de medo, prostrou-se a Seus pés. Contou-lhe o que havia acontecido! Não podia deixar de contar que fora ela. Estava consciente da cura que recebera. Cura que mudaria toda sua vida! Precisava falar. Ainda que gaguejando. Estava livre. Ia começar a viver! Adeus ida e visitas de médicos e conversas só relacionadas à sua doença! Adeus “modo de sobrevivência”! Ia começar a viver! Finalmente! Re-viver!
Jesus a honrou publicamente! Como não fazê-lo? Confirmou sua cura! Chamou-a de filha! O Verbo Encarnado. O Princípio de todas as coisas sabia quem ela era. 

E ainda que estivesse em uma importante missão, acompanhando o líder da sinagoga, em uma missão urgente, parou para lhe falar, lhe dar atenção!
Para Jesus, sempre somos prioridade! Para nós não existe fila! Ele está sempre disposto a nos ouvir, nos socorrer, nos auxiliar, mudar nossa história. Basta que O toquemos!

Pare um pouco. Toque nEle. Ele está disponível para você. Para mim.

Amanhã prosseguimos nossa viagem.