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domingo, 10 de novembro de 2019

Lucas 4.1-44

Leitura do dia 26/10.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Lucas.

Ontem vimos o anúncio do nascimento de João Batista e de Jesus. A visita de Maria a Isabel. O cântico de Maria. O nascimento de João Batista. A profecia de Zacarias. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-11-80.html

Também vimos o nascimento de Jesus. A visita do anjo aos pastores, anunciando este tão maravilhoso nascimento. Jesus é apresentado no templo. Simeão e Ana O reconhecem. Ele passa Sua infância em Nazaré e conversa com os mestres da lei em Jerusalém.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-21-52.html

Enfim, João Batista prepara Seu caminho. Prega o arrependimento. Jesus é batizado. Lucas cita os antepassados de Jesus, de José a Adão. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-31-38.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Logo após o batismo, cheio do Espírito Santo, Jesus é conduzido, pelo Espírito ao deserto. Ali, foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada durante esse tempo. Então, teve fome. Seu estômago roncava. Devia estar “grudado” depois de tanto tempo em jejum. O “nojento” lançou sua isca: “Se você é o Filho de Deus, ordene que esta pedra se transforme em pão".

Está lembrado da última cena antes dessa? Não foi exatamente o Pai dizendo que Ele era Seu Filho? Se o Pai havia falado, não há o que provar. Apenas crer em Sua palavra. Mais nada.

Embora Jesus estivesse com fome, não aceitou a provocação do nojento. Respondeu com a Palavra. Citou Deuteronômio 8.3, que diz que “as pessoas não vivem só de pão, mas de toda palavra que vem da boca do Senhor".

Nossa arma é a Palavra. Nosso inimigo sempre nos provoca insinuando que não somos o que o Senhor nos disse que somos ou nos provocando a conseguir algo legítimo de maneira ilegítima, irregular, ilegal. Devemos usar a Palavra como nossa arma, nossa Espada. A Bíblia de fato é a “espada do Espírito" (Efésios 6.17). Devemos empunhá-la sempre que necessário. Precisamos conhecê-la, para saber manejá-la com destreza.

Então, o diabo O levou a um lugar alto. Num momento, mostrou-Lhe todos os reinos do mundo. Disse que Lhe daria a glória daqueles reinos e a autoridade sobre eles. Eram dele e podia dar a quem quisesse. Bastava a Jesus, adorá-lo.

O diabo O tentou com poder. “Olha, tenho um caminho mais curto para você. Para que passar por qualquer necessidade ou sofrimento? Basta fazer minha vontade e Lhe darei todos os reinos do mundo”.

Na maioria das vezes, o caminho mais fácil não é o caminho correto. Atalhos não funcionam. Levam-nos ao buraco. Acredite em mim. Já experimentei isso literalmente.

O Senhor novamente responde, citando as Escrituras. Devemos adorar e servir somente o Senhor, nosso Deus.

Então o diabo o levou até o ponto mais do alto do templo, o pináculo, em Jerusalém, e disse: “Se você é o Filho de Deus, salte daqui. Pois as Escrituras dizem...” Não digo que é um nojento? Citou as Escrituras Sagradas para Jesus!

Ah, também já deve ter acontecido com você! Ele tem o péssimo mal gosto de usar o texto fora de um contexto para tentar convencer as pessoas a fazerem sua vontade. Mas, à semelhança de João Batista, Jesus sabia quem era. Era o Filho de Deus e realmente não precisava provar a ninguém.  Respondeu usando a Palavra certa, no contexto certo, da maneira certa.

Quando o diabo terminou de tenta-Lo, deixou-O até que tivesse outra oportunidade.

Sempre que passamos por um batismo, uma mudança, ou recebemos uma palavra de afirmação do Pai, seremos levados ao deserto pelo Espírito Santo. Lá seremos tentados e testados. Que estejamos preparados, sabendo quem somos; usando as armas do Espírito de modo adequado e tendo o discernimento também de “dar um basta”.

Depois que Jesus foi batizado por João Batista e levado ao deserto pelo Espírito Santo para ser tentado, somente depois, começou a pregar. Ele vai para a Galileia. No poder do Espírito do Senhor.
Sua fama espalha-se por toda aquela região. Ensina nas sinagogas. Todos O elogiam. Seus ensinos, como vimos, são cheios de autoridade. Sabe o que está falando. Vive o que ensina.

Ele vai até Nazaré, onde foi criado. É um sábado. Entra em uma sinagoga. Era Seu costume em todas as cidades por onde passava.

Na hora da leitura, Levanta-se para ler. Entregaram-Lhe o livro de Isaías. Meu coração dispara. Quantos textos em Isaías falam sobre Ele! Tenho a impressão de que tudo parou. Um silêncio toma conta da sinagoga.

Procura um texto e lê: “O Espírito do Senhor Soberano está sobre mim, pois Ele me ungiu para trazer boas-novas aos pobres. Ele me enviou para anunciar que os cativos serão soltos, os cegos verão, os oprimidos serão libertos, e que é chegado o tempo do favor do Senhor” (Isaías 61.1-2).

Meu coração quase sai pela boca. Seguro em seu braço. Esse texto fala dEle. De Sua missão. Meus olhos estão nEle. Mal consigo respirar.

Fecha o livro. Devolve-o ao assistente. E senta-se. Não há um barulho sequer. Olho em volta. Todos estão olhando para Ele. Ninguém pisca.

Ele fala: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”.

Meu coração ou parou, ou realmente saiu pela boca. Tenho que levantar minha plaquinha. Observar essa cena é simplesmente fantástico. Tenho que gritar, aplaudi-Lo, saltar, dançar. O Messias tão aguardado, acaba de ler as Escrituras, que claramente falam dEle. E faz essa afirmação.

Começa um burburinho. Continuam a falar dEle. Todos estão admirados com as palavras de graça que saem de Seus lábios, mas não entendem e se perguntam: “Este não é o filho de José?”.

O Senhor lhes diz que, com certeza, citarão o provérbio: “Médico, cura-te a ti mesmo!” E, "faz aqui o que fizeste em Cafarnaum". Ele diz que nenhum profeta é aceito em sua terra. É difícil para as pessoas olharem e verem que aquele que estava ali com eles, que cresceu com eles, agora tem uma posição de proeminência.

Lembrou-lhes que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando ficou sem chover por três anos e meio e houve grande fome na terra, mas Elias foi enviado a uma viúva estrangeira. Também havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, mas nenhum deles foi purificado, exceto Naamã, que era um comandante do exército da Síria.

Fico boquiaberta com Sua ousadia. Seu compromisso é sempre com a verdade. Sua coragem me impressiona. Mesmo assim, me apavoro.

Todos que estavam na sinagoga ficam furiosos ao ouvirem essas palavras. Se levantam e O expulsam da cidade! Levam o Senhor até ao topo da colina onde Nazaré foi construída para atirá-Lo precipício abaixo.

Mas pasme, não sei como, Ele passa pelo meio deles e vai embora. Não chegou Sua hora. Entregar-se-á por todos nós. Com a morte maldita da cruz. Na hora certa. No lugar certo.

Preciso sentar. Minhas pernas estão bambas. Como uma cena de total silêncio se transformou nessa balbúrdia? Mãos sendo levantadas, gritos, ódio. Desejos de morte. Se fosse um homem qualquer teria sido lançado precipício abaixo, sem piedade.

Como a verdade abala quem não tem compromisso com ela! Como alguns paradigmas são difíceis de serem quebrados.

Estavam à espera do Messias. Mas não quiseram acreditar em quem Jesus era. Ia de encontro ao orgulho deles. “Como assim? Esse não é o filho do carpinteiro?”. Não se deram ao trabalho de investigar, muito menos de crer.

Que sejamos diferentes. Que tenhamos um coração inclinado ao Senhor e à Verdade. Que aceitemos Suas revelações, Sua identidade.

Que nossas vidas sejam dEle.

Ele vai a Cafarnaum. Ali ensina na sinagoga, aos sábados. O povo também fica admirado com Seu ensino. Fala com autoridade.

Certa vez, enquanto estava na sinagoga, um homem, possuído por um demônio grita. Pergunta por que está ali importunando-os. Pergunta se veio para destruí-los. Chama-O de Jesus de Nazaré e diz saber que Ele é o Santo de Deus.

O Senhor manda que se cale e saia do homem. O demônio joga o homem ao chão e sai dele, sem machucá-lo.

Todos exclamam, estão admirados com Sua autoridade. Até os espíritos imundos Lhe obedecem!

Quando saiu da sinagoga, vai à casa de Pedro. Sua sogra está muito doente, com febre alta. Jesus repreende a febre. Ela fica curada. Imediatamente passa a servi-los.

Quando o sol se pôs, acabando o sábado judaico, muitas pessoas foram até Ele com seus familiares doentes. Não importa a doença que fosse. Ele colocava Suas mãos e curava. Muitos estavam possessos. Os demônios eram obrigados a sair e gritavam que Ele era o Filho de Deus. Ele mandava que se calassem.

Na manhã seguinte, bem cedo, Jesus foi para um lugar isolado. Logo O encontraram. As multidões O seguiam por toda parte. Pediram que não os deixasse. Mas Ele disse que precisava anunciar as boas-novas do Reino em outras cidades. Para isso fora enviado. E continuou a anunciar nas sinagogas de várias cidades.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Marcos 1.1-45

Leitura do dia 20/10.

Ontem terminamos nossa caminhada pelas páginas de Mateus. Espero que você tenha aproveitado. Eu, aproveitei. Muito. Foram novas revelações e meu amor por Ele e por Sua palavra foi renovado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-261-75.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-271-66.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-281-20.html

Os três primeiros Evangelhos são muito semelhantes. São chamados sinóticos. Mas, imagine você fazendo uma viagem com alguns amigos. Em Israel, por exemplo. Todos estão vendo os mesmos lugares. Ouvindo as mesmas explicações. Uns atentam para certos detalhes, uns prestam atenção a outros. Se forem contar a viagem, contarão do seu próprio jeito, de acordo com sua percepção, seu temperamento, sua memória e seu talento. Foi assim com esses homens.

Hoje continuamos através dos primeiros capítulos do Evangelho segundo Marcos. Ele não foi um dos doze. Provavelmente foi escrito no ano 60 d.C., antes do livro de Mateus.

Segundo a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon (NVT, Publicação Pão Diário), é um evangelho vívido e detalhista. De atividade e energia.

Marcos enfatiza as obras em vez das palavras de Jesus. É um Evangelho de poder sobre os demônios. E de maravilhas. Dirigido aos romanos.

Na primeira postagem leremos apenas o capítulo um.

Marcos não inicia com a genealogia de Jesus. Tal assunto não interessaria em nada aos romanos.

Começa com o princípio das boas-novas a respeito do Senhor. Contando sobre a profecia de Isaías sobre o mensageiro que O antecederia e explicando que esse mensageiro é João, o Batista. Ele pregava o batismo como um sinal de arrependimento. Era a voz. Batizava após a confissão de pecados e apontava para o Senhor, dizendo que Ele viria. E os batizaria com o Espírito Santo.

Jesus foi até ele para ser batizado. Quando saía da água o Espírito desceu sobre Ele em forma de uma pomba. Uma voz do céu declarou Sua identidade. Era o Filho amado, que dava grande alegria ao Pai.

Como Mateus nos conta, após o batismo, o Espírito O levou ao deserto. Ali ficou quarenta dias e foi tentado pelo nojento. Ficou entre os animais selvagens. E anjos O serviam.

Depois que João foi preso, Jesus começou a proclamar as boas-novas de Deus. Sua hora chegara.

Viu Simão (Pedro) e André, dois irmãos, jogando redes ao mar e os chamou. Eles O seguiram. Depois viu Tiago e João, filhos de Zebedeu, também dois irmãos. Consertavam redes num barco. Também os chamou. E eles, imediatamente O seguiram.

Jesus, juntamente com Tiago, João, Simão e André vão a Cafarnaum. Nós os seguimos.

Assim que chega o sábado, vai à sinagoga. Para ensinar. Seu ensino é cheio de autoridade. Todos estão admirados. Não ensina como os mestres da lei que sabem apenas as letras e não vivem o que ensinam. Ele é diferente. Todos conseguem perceber.

Quero ficar aqui, ouvindo Seus ensinos. Não são cansativos, são cheios de vida. Cheios de autoridade.

Enquanto ensina, um homem, endemoninhado, entra na sinagoga. Ouvimos um grito. Levamos um susto. A atenção de todos se volta para ele.

Os demônios que estão de posse daquele homem gritam. Perguntam o que o Senhor quer com eles. Conhecem-No. Sabem que veio destruir as obras do diabo. Sim, é o que está escrito em 1 João 3.8b: “Por isso o Filho de Deus veio, para destruir as obras do diabo”. 

Observamos atentamente a cena. O que Jesus fará? Responderá à pergunta daqueles demônios?

Não. Não quis conversa. Mandou que calassem a boca e saíssem do homem. Ele é misericordioso. Não vai ficar conversando com demônios enquanto o homem está ali, sendo possesso, sofrendo.

O espírito imundo sacode o homem violentamente e sai, gritando.

Estão todos admirados. Já não é mais um murmúrio. Todos perguntam uns aos outros o que é aquilo. Seria uma nova doutrina, um novo ensino? Que autoridade! Estão admirados porque até aos espíritos imundos Ele dá ordens e o mais incrível, eles obedecem. Não ficam batendo boca com Ele, simplesmente obedecem. Deixaram o homem.

Vai começar. As notícias a Seu respeito se espalham como fogo em capim, por toda a região da Galileia. Como não espalhar?

Nunca viram alguém com tanta autoridade para ensinar e expulsar demônios.

Naquela época, como em todas as épocas, existiam algumas “simpatias” ou sacrifícios para aplacar a ira de demônios, mas ordenar que saíssem e eles saírem? Ah, isso é novidade.

Pense em Sua misericórdia. Seus ensinos. Sua autoridade. Precisamos agradecê-Lo. Adorá-Lo.

Quando saem da sinagoga vão à casa de Simão e André. Vamos com eles.

A sogra de Simão está acamada, com febre. Assim que Jesus chega contam a ele. Imediatamente vai até ela, toma-a pela mão e ajuda-a a levantar-se. A febre a deixou. Ela está ótima! E passa a servi-los.

Quando o sol se põe (acabou o sábado), muitos foram até Jesus. Trazem enfermos e pessoas possuídas por demônios. Que tristeza essas pessoas viviam. Não são mais livres, são escravas de demônios, que as possuem e fazem com elas o que bem entendem. A cidade foi toda para lá. Ficaram à porta da casa. Queriam saber, assim como nós, o que acontecerá com essas pessoas. Será Ele capaz de curar e libertá-las dos demônios?

Sim. Foi o que fez. Aos olhos de todos. Curou muitas pessoas. De diversas enfermidades. E expulsou muitos demônios. Sempre mandava que se calassem. Sabiam quem Ele era e não queria esse tipo de testemunho.

É madrugada. Nos levantamos. Ainda está escuro. Jesus levantou-se e nós queremos estar com Ele. Sai de casa. Para onde está indo?

Vai a um lugar deserto. E ora. Precisa desse tempo com o Pai. Um tempo somente entre os dois. Assim como nós. A oração é como afiar um machado para cortar árvores. Sem ela, estamos perdidos. Vamos gastar muito mais tempo para fazer algo que poderíamos fazer rapidamente.

Simão e os outros acordam. Vão atrás dEle. Todos estão à Sua procura. A notícia do que fez está correndo.

Sua resposta é intrigante. Chama Seus discípulos para irem a outros lugares. Aos povoados vizinhos. Precisa pregar em outros lugares. Foi para isso que veio.

Percorre toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando demônios. Nós O acompanhamos.

Como está nossa vida de oração? Temos estado à sós com o Pai? Seguir ao Senhor é relacionamento. Precisamos ter uma vida de oração constante. Diária. Nada nos enriquece mais que a oração. Através dela, conhecemos o Senhor e somos conhecidos por Ele. Gastar tempo em oração nunca é desperdício, é ganho.

De repente, vemos um leproso vindo em Sua direção. Ele prostra-se diante do Senhor. Implora para ser curado. Afirma que basta o Senhor Jesus querer e ele será curado e limpo.

Com certeza não aguenta mais aquela vida. Longe de seus familiares, amigos. Longe de tudo e todos.

Cheio de compaixão (Ele é assim), o Senhor estende Sua mão. Para espanto de todos, toca no leproso. Responde que sim, Ele quer curá-lo. Dá uma simples ordem. Que seja curado e fique limpo. No mesmo instante a lepra desaparece. O homem fica completamente curado! Uau!

Jesus ordena que vá. Não conte a ninguém o que aconteceu. Que se apresente ao sacerdote para ser examinado e declarado curado e limpo. Que leve sua oferta de acordo com a lei de Moisés. Para quê? Jesus afirma que essas ações servirão como testemunho.

O homem, porém, não consegue ficar quieto. Ele conta a todos o que havia acontecido. Foi demais para Ele.

Não sabemos quanto tempo estava naquela situação. Não importa. Ninguém quer ser imundo e doente. Ninguém quer ficar isolado. Vivendo à margem do mundo. Estava limpo. Estava curado. Não conseguiu se conter. Teve que contar. E foi o que fez.

Em pouco tempo, grandes multidões cercaram Jesus. Queriam ser curados também. Já não consegue mais entrar publicamente em cidade alguma. Resolve manter-se em lugares mais isolados, ainda assim, gente de toda a parte vem até Ele. Como não ir?

Sua compaixão me comove. Sim, Ele quer nos curar. Nos limpar. Nos restaurar. Sempre.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.