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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Hoje, meditando em Êxodo 20.1-17

Em Sua fala a Moisés, o Senhor se identifica como Libertador, Resgatador. Pessoal.
Tal como o povo de Israel, éramos escravos. Nossa terra era o pecado. Nossa casa, a servidão. Ele nos libertou.
Além de ser nosso Libertador, revela-Se como Único. Por isso, não devemos ter nenhum outro deus. Somente Ele deve ocupar essa posição.
Embora possamos achar estranho Sua afirmação quanto à visitar a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração, podemos, também, enxergar Sua misericórdia. A maldição é visitada somente até, no máximo, a quarta geração. Sua misericórdia, no entanto, em milhares de gerações.
Essa maldição é visitada apenas na geração daqueles que O aborrecem. Se nossos pais, avós e bisavós O aborreciam, podemos (e devemos) mudar isso em nossas vidas, amando-O e guardando Seus mandamentos. Toda nossa descendência será abençoada, alcançada por Sua misericórdia.
Seu nome carrega Sua identidade. É santo. Não deve estar à toa em nossos lábios.
Como o Senhor Jesus disse, o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado. Ele sabe que precisamos de descanso. Não apenas os homens (em uma sociedade patriarcal), as mulheres também. Não apenas os ricos, os servos também. Não apenas os da terra, os estrangeiros também. E não apenas os seres humanos, os animais também. Todos precisamos de um tempo de descanso. Um tempo de separação. Um tempo para renovar nossas forças. Físicas, sentimentais e espirituais. Temos nos separado para o descanso?
Para usufruirmos Suas promessas é mister honrarmos nossos pais. Somente assim continuaremos na “terra” que Ele nos deu. Honra importa respeito, atenção e cuidados.
Seus mandamentos são todos protetivos. Sua intenção não é nos sobrecarregar com regras. É nos ensinar a viver bem. Cuidando de nossa vida espiritual em primeiro lugar, tendo-O como único Senhor. Depois, cuidando de nossas almas e corpos. Então, dando valor aos nossos pais.
A família é muito importante para um viver equilibrado.
A seguir, o Senhor ordena cuidados que nos deixarão livres e aptos a um relacionamento sadio conosco e com o próximo.
O matar não apenas tira a vida do outro. Rouba de mim a companhia, a segurança. Como aconteceu com Caim (Gênesis 4.14).
O adultério não apenas traz destruição à pessoa traída. Ele desfaz e desgasta todos os envolvidos. Como uma folha de papel colada em outra, que se esfacela ao tentarmos separar.
O furto tira do outro, mas também me faz mal. Leva ao falso entendimento de que não preciso me esforçar e conquistar o que é meu. Rouba o prazer da conquista, que é poderoso.
A mentira, principalmente em juízo, diminui quem somos. Rouba nossa liberdade. Nosso relaxar. É preciso estar sempre em alerta. Rouba nosso descanso. Nos faz ser outra pessoa. Nos maquia.
E o que dizer da cobiça? Ela destrói. Nos tira a gratidão pelo que possuímos. O desejo de conquistar o nosso. A alegria da vida.
Ah, que maravilha viver onde eu e o outro nos respeitamos e agimos como gostaríamos de agir conosco!
Mandamentos sim, mas repletos de amor e cuidado!

domingo, 30 de junho de 2019

Salmo 144.1-15

Leitura do dia 26/06.

Na postagem anterior, vimos as súplicas de Davi. Ele oferece ao Senhor sua oração, como incenso. Suas mãos levantadas como oferta da tarde. Quando está abatido, reconhece que só o Senhor sabe o caminho que deve seguir. Enquanto está na caverna, sente-se em um túmulo, mas olha para o que o Senhor fez no passado e confia nEle.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1401-14312.html

Agora, leremos o Salmo cento e quarenta e quatro. Também um Salmo de Davi.

Ele louva o Senhor, sua rocha. O Senhor treina suas mãos para a guerra. Dá a seus dedos habilidade para a batalha. Um treinamento nos mínimos detalhes. É preciso estar com as mãos treinadas. Mas também é preciso ter os dedos treinados, cheios de habilidade. O Senhor é sempre detalhista. "E sabemos que Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que O amam e que são chamados de acordo com Seu propósito" (Romanos 8.28). Nossas lutas e dificuldades fazem nossas mãos e dedos habilidosos para enfrentarmos e vencermos nossas guerras.

Davi fala que o Senhor é seu aliado infalível. Sua fortaleza. Sua torre segura. Seu libertador. Seu escudo. Seu refúgio. E faz com que as nações se sujeitam a ele.

Ter um aliado é sempre bom. Um aliado em uma guerra, melhor ainda. Um aliado infalível é inegociável. Impossível deixá-lo. O Senhor é assim. Infalível. Nosso aliado. Podemos confiar.

Davi, diante da infalibilidade do Senhor, pergunta quem é o homem para que o Senhor se importe com ele.

Somos como uma brisa que passa. Uma sombra que logo acaba. Ainda assim, Ele nos ama. Com amor leal. Que dura para sempre (Salmo 136). http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1361-1388.html

Davi pede que o Senhor abra os céus. Que desça. Que toque os montes. Que lance Seus relâmpagos. Disperse os inimigos. Que atire Suas flechas. Até que fiquem confundidos. Que estenda Suas mãos. E o salve. Que o arranque das águas profundas. E o livre de seus inimigos.

Como um coro, em dois versículos fala que seus inimigos tem a boca cheia de mentiras. Juram dizer a verdade. Mas falam mentiras.

Quanto a ele, cantará ao Senhor. Comporá um cântico novo. Seu coração deseja louvar o Senhor. Cantará com instrumento de dez cordas. Porque o Senhor concede vitória. O Senhor o livrou da espada mortal.

Em sua canção pede que nossos filhos floresçam na juventude. Como plantas cheias de vida. Que nossas filhas sejam como colunas graciosas. Que sustentam e enfeitam um palácio. Por sua beleza.
Que nossos celeiros fiquem cheios. Com colheitas diversas. Nossos rebanhos se multipliquem. E carreguem muitos alimentos.

Que nenhum inimigo consiga romper nossos muros. E invada nossas cidades, levando alguém cativo. Que sequer haja gritos de angústia em nossas praças.

Ele declara, com precisão, que são muito felizes os que vivem assim. Sim, são muito felizes os que têm o Senhor como Deus.

Davi está certo. Sabe o que fala. Passou por muitas provações. Ainda assim, sabe que são muito felizes os que confiam no Senhor. As provas vêm. Mas Suas promessas se cumprem. Sempre.

Podemos ser felizes. Mesmo em meio às lutas. Jesus disse que "Aqui no mundo vocês terão aflições, mas animem-se, pois Eu venci o mundo" (João 16.33b).

Continuamos amanhã. Leremos a partir do Salmo cento e quarenta e cinco. Até o último Salmo, o cento e cinquenta.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Juízes 6.1-40

Leitura do dia 06/03.

Na postagem anterior vimos Débora como juíza. Baraque vencendo Sísera, ainda que tivesse novecentos carros de guerra (com rodas de ferro). E o Senhor entregando Sísera a Jael, aparentemente uma simples dona de casa.

Houve paz durante quarenta anos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-41-531.html

Agora, continuamos através do capítulo seis.

Novamente os filhos de Israel fizeram o que era mal aos olhos do Senhor. Por isso, os midianitas os oprimiam. O Senhor os entregou em suas mãos.

Eram tão cruéis com Israel que pareciam gafanhotos. Sempre que passavam, não deixavam nada. Só devastação. Saqueavam as plantações. Roubavam o gado.

Israel passou a se esconder em cavernas, montanhas e fortalezas. Ainda assim, os midianitas os reduziram à completa pobreza.

Então, o povo pediu socorro ao Senhor. Somente depois que estavam reduzidos à completa pobreza.

Quando clamaram, o Senhor lhes enviou um profeta. O Senhor falou que os tirara do Egito, os livrara de todos que os oprimiram. Expulsara seus inimigos. Dera-lhes sua terra. E disse que era o Senhor, o Deus deles. Que não adorassem os deuses dos amorreus. Mas eles não ouviram.

Ainda assim, o Senhor levantou um libertador.

Certo dia, o anjo do Senhor sentou-se embaixo do grande carvalho que havia em Ofra. Gideão, filho de Joás, estava debulhando trigo. Sabe onde? No fundo de uma prensa de uvas. Escondido. Para que não fosse atacado pelos midianitas e ficasse sem nada.

O anjo lhe saudou, dizendo que o Senhor era com ele. Chamou-o de guerreiro corajoso.

A resposta de Gideão é uma enxurrada de perguntas.

Como o Senhor estava com ele? Se estava, por que aconteceu tudo aquilo? E onde estavam os milagres que seus antepassados falaram? Não foi o Senhor que os tirara do Egito? O Senhor não estava com eles. O Senhor os abandonara e os entregara aos midianitas.

Que ousadia!

O Senhor não respondeu a nenhum de seus questionamentos. Apontou a solução. Ele era a solução. Deveria ir com a força que havia nele e libertar Israel. Era o Senhor que o enviava.

Gideão não recusou. Não saiu correndo. Realmente era corajoso.

Perguntou como podia libertar Israel. Era o menor de sua casa. Um homem sem importância.

O Senhor repetiu que estaria com ele. E ele destruíra os midianitas como se sua luta fosse contra um homem apenas.

Lembra? Eram como gafanhotos, numerosos e destruidores, implacáveis. Mas Gideão lutaria com eles como se fossem apenas um único homem, não uma multidão.

Gideão não diz que é impossível tal acontecer. Pede uma prova ao Senhor. Se realmente podia contar com Sua ajuda e se era mesmo Ele quem lhe falava, que esperasse até que trouxesse sua oferta a Ele. Ele respondeu que esperaria.

Gideão apressadamente cozinhou um cabrito e preparou pães sem fermento. Colocou a carne em um cesto e o caldo em uma panela. Correu até o anjo do Senhor.

O anjo do Senhor ordenou que colocasse a carne e os pães sobre uma pedra e derramasse o caldo em cima. Gideão obedeceu. O anjo do Senhor tocou na oferta com a ponta da vara que estava em sua mão e o fogo consumiu tudo. O anjo do Senhor desapareceu.

Gideão ficou apavorado! Vira o anjo do Senhor face a face.

O Senhor ordenou que ficasse em paz. Ele não morreria.

Gideão construiu um altar ali e o chamou de Javé-Shalom, “o Senhor é paz”.

Naquela mesma noite o Senhor ordenou que Gideão tomasse o segundo touro do rebanho de seu pai, um que tinha sete anos (especificamente este). Que derrubasse o altar de Baal que seu pai havia feito, e cortasse o poste de Aserá. Depois, construísse um altar para o Senhor, no alto da coluna, arrumando as pedras com cuidado. Pronto o altar, que sacrificasse o touro, usando como lenha a madeira do poste que ele cortara.

À noite, por estar com medo de sua família e do povo da cidade, Gideão levou dez de seus servos e fez o que o Senhor mandara.

Preste atenção. Se existe um altar a Baal e um poste em homenagem a Aserá, primeiro eles precisam ser derrubados e cortados. Ainda que tenham sido construídos por nossos pais.

Somente depois de destruídos, podemos erguer um altar em homenagem ao Senhor. E esse altar precisa ser construído com cuidado e não de qualquer jeito.

Gideão obedeceu.

Pela manhã, os homens da cidade viram que o altar de Baal havia sido derrubado e o poste ao seu lado, cortado. Além disso, havia outro altar em seu lugar. Sobre ele estavam os restos do touro sacrificado.

Os habitantes ficaram pasmos. Fizeram uma investigação. Descobriram quem foi.

Foram à casa de Joás, o construtor do altar. Exigiram Gideão. Ele merecia morrer pelo que fez. Iam matá-lo.

Não é um total absurdo? O povo de Israel, o povo do Senhor, que deveria destruir os altares e matar os idólatras, agora se reúne para matar um homem que fez o que o Senhor ordenara!

Joás não entregou Gideão. Falou com a multidão que se Baal fosse deus não precisava ser defendido. Se realmente fosse um deus, que ele mesmo destruísse a pessoa que derrubou seu altar.

A multidão desistiu.

Daquele dia em diante, passaram a chamar Gideão de Jerubaal, “que Baal lute com ele”.

Pouco depois desse dia, os exércitos de Midiã, de Amaleque e de outros povos do leste se reuniram, atravessaram o Jordão e acamparam no vale de Jezreel.

O vale de Jezreel é um dos lugares mais impressionantes que já vi. É um vale amplo, aberto, enorme. Um lugar próprio para uma guerra. Realmente muito amplo.

O Espírito do Senhor se apoderou de Gideão. Ele tocou a trombeta. Convocou os homens de Abiezer para a batalha. Eles o seguiram. Enviou mensageiros às tribos de Manassés, Aser, Zebulom e Naftali. Todos atenderam sua convocação.

Gideão pediu mais um sinal ao Senhor. Se de fato fosse usado para salvar Israel, que o Senhor o atendesse. Colocaria um pouco de lã na eira. Se de manhã a lã estivesse molhada de orvalho e o chão em volta estivesse seco, saberia que o Senhor realmente o usaria.

No dia seguinte, bem cedo, Gideão foi até à eira. Espremeu a lã. Encheu uma tigela com água.

Gideão ainda pediu mais uma prova. Naquela noite, novamente colocou um pouco de lã na eira. Pediu ao Senhor que a lã estivesse completamente seca e o chão molhado.

O Senhor o atendeu.

Não há mais dúvidas de que o Senhor é com ele e o usará para salvar Israel.

Gosto quando Gideão reconhece que é o Senhor quem fará. Não ele. Ele será usado pelo Senhor.

Antes de passarmos para a próxima postagem, não deixe de ler:
http://www.espalhandoasemente.com/2016/08/o-deus-que-olha-alem-das-aparencias-e.html

Continuamos na próxima postagem. Até já.