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quinta-feira, 4 de abril de 2019

2 Reis 16.1-20

Leitura do dia 09/04.

Na postagem anterior, vimos que Judá não abandona os altares idólatras, oferecendo sacrifícios pagãos. Israel e Judá estão perdendo território.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-151-38.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo dezesseis de 2 Reis.

Acaz, filho de Jotão, começou a reinar em Judá. Era o décimo sétimo ano de Peca, filho de Remalias, rei de Israel. Tinha vinte anos de idade quando começou ao reinar. Não fez o que era agradável ao Senhor como Davi fizera. Oferecia sacrifícios e incenso nos lugares altos, nas colinas e debaixo de toda árvore verdejante.

Como se não bastassem os pecados de Judá, imitou a conduta de alguns reis de Israel. Chegou a sacrificar seu próprio filho no fogo, conforme as tradições e costumes das nações pagãs que o Senhor havia expulsado da terra de Canaã, através dos filhos de Israel.

Rezim, rei da Síria, e Peca, rei de Israel, pelejaram contra Jerusalém. Mas não prevaleceram contra Acaz.

Nessa época, Rezim, recuperou Elate e tirou os judeus de lá. Os edomitas passaram a habitar em Elate.

Acaz, que não sabia o que era recorrer ao Senhor, enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria. Em sua mensagem dizia que era seu servo e filho, que Tiglate-Pileser subisse e o livrasse do poder do rei da Síria e de Israel. A mensagem foi acompanhada da prata e do ouro que se acharam no templo do Senhor e nos tesouros da casa do rei.

O rei da Assíria atendeu seu pedido. Subiu contra Damasco. Apoderou-se dela, deportou seus habitantes para Quir e mandou matar Rezim.

Enquanto no tempo de Salomão houve paz em todas as fronteiras de Israel, agora Israel e Judá enfrentam guerras por todos os lados. Mesmo assim não cogitam em voltar para o Senhor. É uma tristeza essa parte da história.

Que possamos nos lembrar do Senhor em todos os momentos de nossas vidas, jamais deixando-O para trás.

Como fez aliança com Tiglate-Pileser, rei da Assíria, Acaz foi a Damasco para encontrá-lo. Lá viu um altar e mandou ao sacerdote Urias o modelo com informações detalhadas para sua construção. O sacerdote Urias construiu o altar seguindo todas as instruções enviadas pelo rei. Ficou pronto antes que Acaz voltasse de Damasco.

Quando o rei viu o altar, aproximou-se e fez queimar sobre ele seu holocausto, ofertas de cereais e suas oblações, vinho e sangue de ofertas pacíficas.

O altar de bronze, que era dedicado apenas e exclusivamente ao Senhor, ficava entre o novo altar e o templo, então Acaz o transferiu para o lado norte do seu novo altar. Ordenou que Urias queimasse “no seu altar” todos os holocaustos e ofertas, dele e de toda a nação. Não deveria mais usar o altar de bronze, o “altar do Senhor” para isso. A partir de então, Acaz passaria a usar o “altar do Senhor” como oráculo para suas adivinhações. O altar que era do Senhor! E pior, o sacerdote Urias não questionou. Simplesmente fez tudo que o rei lhe ordenara.

Que o Senhor nos guarde de usar o "Seu Altar" como oráculo ou como qualquer outra coisa, que não seja para adorá-Lo.

Acaz também mandou que fossem retirados os painéis laterais e arrancou as pias dos estrados móveis. Tirou o tanque de cima dos touros de bronze e o depositou sobre uma base de pedra. Tudo para pagar o rei da Assíria. Também retirou a cobertura que era usada no sábado, que fora edificada no templo e acabou com a entrada real do lado de fora da Casa do Senhor. Não havendo mais respeito pelo Senhor, por que haveria respeito com Seu altar, Sua casa?

Judá caminha a passos largos, cada vez mais longe do Senhor. O templo feito com tanta dedicação e carinho por Salomão, está se transformando em ruínas e altares de outros deuses tomam Seu lugar.

Quando Acaz morreu foi sepultado junto a seus pais, na Cidade de Davi. Seu filho Ezequias passou a reinar em seu lugar.

Não sei você, meu coração fica partido quando vejo que um rei após outro não se importa mais com o Senhor. Uma dinastia que carrega a promessa transmitida pelo Senhor a Davi não se importa em conhecer esse Senhor e muito menos em andar nos caminhos que Davi andou.

Como será o reinado de Ezequias? Será que ainda há esperança para o povo de Judá?

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo dezessete ao capítulo dezenove.

Espero você. Até lá.

Textos semelhantes:
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/a-apostasia-em-juda.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/de-quem-e-o-altar.html

quarta-feira, 6 de março de 2019

Juízes 6.1-40

Leitura do dia 06/03.

Na postagem anterior vimos Débora como juíza. Baraque vencendo Sísera, ainda que tivesse novecentos carros de guerra (com rodas de ferro). E o Senhor entregando Sísera a Jael, aparentemente uma simples dona de casa.

Houve paz durante quarenta anos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-41-531.html

Agora, continuamos através do capítulo seis.

Novamente os filhos de Israel fizeram o que era mal aos olhos do Senhor. Por isso, os midianitas os oprimiam. O Senhor os entregou em suas mãos.

Eram tão cruéis com Israel que pareciam gafanhotos. Sempre que passavam, não deixavam nada. Só devastação. Saqueavam as plantações. Roubavam o gado.

Israel passou a se esconder em cavernas, montanhas e fortalezas. Ainda assim, os midianitas os reduziram à completa pobreza.

Então, o povo pediu socorro ao Senhor. Somente depois que estavam reduzidos à completa pobreza.

Quando clamaram, o Senhor lhes enviou um profeta. O Senhor falou que os tirara do Egito, os livrara de todos que os oprimiram. Expulsara seus inimigos. Dera-lhes sua terra. E disse que era o Senhor, o Deus deles. Que não adorassem os deuses dos amorreus. Mas eles não ouviram.

Ainda assim, o Senhor levantou um libertador.

Certo dia, o anjo do Senhor sentou-se embaixo do grande carvalho que havia em Ofra. Gideão, filho de Joás, estava debulhando trigo. Sabe onde? No fundo de uma prensa de uvas. Escondido. Para que não fosse atacado pelos midianitas e ficasse sem nada.

O anjo lhe saudou, dizendo que o Senhor era com ele. Chamou-o de guerreiro corajoso.

A resposta de Gideão é uma enxurrada de perguntas.

Como o Senhor estava com ele? Se estava, por que aconteceu tudo aquilo? E onde estavam os milagres que seus antepassados falaram? Não foi o Senhor que os tirara do Egito? O Senhor não estava com eles. O Senhor os abandonara e os entregara aos midianitas.

Que ousadia!

O Senhor não respondeu a nenhum de seus questionamentos. Apontou a solução. Ele era a solução. Deveria ir com a força que havia nele e libertar Israel. Era o Senhor que o enviava.

Gideão não recusou. Não saiu correndo. Realmente era corajoso.

Perguntou como podia libertar Israel. Era o menor de sua casa. Um homem sem importância.

O Senhor repetiu que estaria com ele. E ele destruíra os midianitas como se sua luta fosse contra um homem apenas.

Lembra? Eram como gafanhotos, numerosos e destruidores, implacáveis. Mas Gideão lutaria com eles como se fossem apenas um único homem, não uma multidão.

Gideão não diz que é impossível tal acontecer. Pede uma prova ao Senhor. Se realmente podia contar com Sua ajuda e se era mesmo Ele quem lhe falava, que esperasse até que trouxesse sua oferta a Ele. Ele respondeu que esperaria.

Gideão apressadamente cozinhou um cabrito e preparou pães sem fermento. Colocou a carne em um cesto e o caldo em uma panela. Correu até o anjo do Senhor.

O anjo do Senhor ordenou que colocasse a carne e os pães sobre uma pedra e derramasse o caldo em cima. Gideão obedeceu. O anjo do Senhor tocou na oferta com a ponta da vara que estava em sua mão e o fogo consumiu tudo. O anjo do Senhor desapareceu.

Gideão ficou apavorado! Vira o anjo do Senhor face a face.

O Senhor ordenou que ficasse em paz. Ele não morreria.

Gideão construiu um altar ali e o chamou de Javé-Shalom, “o Senhor é paz”.

Naquela mesma noite o Senhor ordenou que Gideão tomasse o segundo touro do rebanho de seu pai, um que tinha sete anos (especificamente este). Que derrubasse o altar de Baal que seu pai havia feito, e cortasse o poste de Aserá. Depois, construísse um altar para o Senhor, no alto da coluna, arrumando as pedras com cuidado. Pronto o altar, que sacrificasse o touro, usando como lenha a madeira do poste que ele cortara.

À noite, por estar com medo de sua família e do povo da cidade, Gideão levou dez de seus servos e fez o que o Senhor mandara.

Preste atenção. Se existe um altar a Baal e um poste em homenagem a Aserá, primeiro eles precisam ser derrubados e cortados. Ainda que tenham sido construídos por nossos pais.

Somente depois de destruídos, podemos erguer um altar em homenagem ao Senhor. E esse altar precisa ser construído com cuidado e não de qualquer jeito.

Gideão obedeceu.

Pela manhã, os homens da cidade viram que o altar de Baal havia sido derrubado e o poste ao seu lado, cortado. Além disso, havia outro altar em seu lugar. Sobre ele estavam os restos do touro sacrificado.

Os habitantes ficaram pasmos. Fizeram uma investigação. Descobriram quem foi.

Foram à casa de Joás, o construtor do altar. Exigiram Gideão. Ele merecia morrer pelo que fez. Iam matá-lo.

Não é um total absurdo? O povo de Israel, o povo do Senhor, que deveria destruir os altares e matar os idólatras, agora se reúne para matar um homem que fez o que o Senhor ordenara!

Joás não entregou Gideão. Falou com a multidão que se Baal fosse deus não precisava ser defendido. Se realmente fosse um deus, que ele mesmo destruísse a pessoa que derrubou seu altar.

A multidão desistiu.

Daquele dia em diante, passaram a chamar Gideão de Jerubaal, “que Baal lute com ele”.

Pouco depois desse dia, os exércitos de Midiã, de Amaleque e de outros povos do leste se reuniram, atravessaram o Jordão e acamparam no vale de Jezreel.

O vale de Jezreel é um dos lugares mais impressionantes que já vi. É um vale amplo, aberto, enorme. Um lugar próprio para uma guerra. Realmente muito amplo.

O Espírito do Senhor se apoderou de Gideão. Ele tocou a trombeta. Convocou os homens de Abiezer para a batalha. Eles o seguiram. Enviou mensageiros às tribos de Manassés, Aser, Zebulom e Naftali. Todos atenderam sua convocação.

Gideão pediu mais um sinal ao Senhor. Se de fato fosse usado para salvar Israel, que o Senhor o atendesse. Colocaria um pouco de lã na eira. Se de manhã a lã estivesse molhada de orvalho e o chão em volta estivesse seco, saberia que o Senhor realmente o usaria.

No dia seguinte, bem cedo, Gideão foi até à eira. Espremeu a lã. Encheu uma tigela com água.

Gideão ainda pediu mais uma prova. Naquela noite, novamente colocou um pouco de lã na eira. Pediu ao Senhor que a lã estivesse completamente seca e o chão molhado.

O Senhor o atendeu.

Não há mais dúvidas de que o Senhor é com ele e o usará para salvar Israel.

Gosto quando Gideão reconhece que é o Senhor quem fará. Não ele. Ele será usado pelo Senhor.

Antes de passarmos para a próxima postagem, não deixe de ler:
http://www.espalhandoasemente.com/2016/08/o-deus-que-olha-alem-das-aparencias-e.html

Continuamos na próxima postagem. Até já.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Deuteronômio 27.1-26

Leitura do dia 24/02.

Na postagem anterior vimos várias leis e um novo chamado à obediência.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-241-2619.html

Agora, continuamos caminhando pelas páginas do capítulo vinte e sete de Deuteronômio.

Quando atravessassem o Jordão, iriam até o monte Ebal. Ali, tomariam pedras grandes e as pintariam com cal. Nelas escreveriam os termos da Lei. Construiriam um altar ao Senhor. Com pedras inteiras. Que não teriam seus formatos alterados por nenhum tipo de ferramenta.

Nosso altar ao Senhor também deve ser assim. Nenhuma ferramenta deve alterá-lo. Por melhor que seja.

Eles ofereceriam sacrifícios ao Senhor e celebrariam, alegrando-se em Sua presença.

Não consigo entender porque existem pessoas que acham que o Senhor é um velho ranzinza e severo, que odeia barulho, que nos faz andar como se estivéssemos andando sobre ovos. Ele não é assim. O Senhor instituiu festas e celebrações, para Israel se alegrar em Sua presença. Não ficarem mudos, mas se alegrarem. Celebrarem.

Nos montes eles pronunciariam as bênçãos e as maldições.

As bênçãos seriam ditas no monte Gerizim, com as tribos de Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamim reunidas.

As maldições seriam ditas no monte Ebal, com as tribos de Rúben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali reunidas ali.

Os levitas pronunciariam as maldições em alta voz e todo o povo de Israel diria “Amém”, concordando que obedeceriam e seriam malditos se não o fizessem.

Uma aliança é feita para ser cumprida e não descumprida. Se a cumprirmos, não precisamos temer nenhuma consequência ou maldição.

As maldições envolviam idolatria, falta de respeito aos pais, roubo, engano ao cego, falta de justiça aos estrangeiros, órfãos e viúvas, relações sexuais com a esposa do pai, com animais, com a irmã, com a sogra, assassinato e não cumprimento da lei. Quem agisse assim, seria maldito.

Nossa leitura de hoje termina aqui.

Amanhã continuamos. Leremos os capítulos vinte e oito a trinta e um de Deuteronômio.

Espero você. Até lá.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Números 18.1-32

Leitura do dia 10/02.

Nas postagens anteriores, vimos as leis acerca das ofertas, o castigo por não guardar o sábado, as franjas nas roupas para recordar os mandamentos do Senhor, a rebelião de Corá, desejando uma posição que não era sua e a vara de Arão florescendo para mostrar quem era o escolhido do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-151-41.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/na-postagem-anterior-vimos-mais-leis.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-171-13.html

Hoje, caminharemos através do capítulo dezoito até o capítulo vinte e um de Números.

Na primeira postagem, o capítulo dezoito.

O Senhor disse a Arão que ele e os descendentes de Levi eram os responsáveis pelas ofensas relacionadas ao santuário. Mas somente ele e seus filhos eram responsáveis pelas ofensas relacionadas ao serviço sacerdotal.

Lembrou novamente da importância dos levitas fazerem seus serviços sem tocarem nos objetos sagrados, nem no altar. Se isso acontecesse, eles e os levitas morreriam. Eles morreriam por não cuidarem dos levitas.

Arão e seus filhos se encarregariam pessoalmente pelo serviço no santuário e no altar, para que ninguém mais morresse.

O Senhor também disse que as ofertas sagradas que os israelitas traziam a Ele, eram para o sustento dos sacerdotes e levitas.

Eles não tinham herança como as outras tribos. O Senhor era sua herança.

Os dízimos deviam ser entregue a eles, assim como as ofertas consagradas. Tudo que fosse consagrado, pertenceria a eles.

Os levitas dariam o dízimo dos dízimos a Arão e seus filhos. A melhor porção seria separada para os sacerdotes.

Todos da família, que estivessem cerimonialmente limpos, poderiam comer da oferta do Senhor. Sempre no lugar sagrado. Era direito deles. Que eles não desprezassem as ofertas do Senhor. Eram sagradas.

Continuamos na próxima postagem. Até já.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Êxodo 38.1-40.38

Leitura do dia 27/01.

Nas postagens anteriores, vimos a construção do tabernáculo e seus utensílios, de acordo com o modelo do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-351-3729.html

Agora, continuaremos a partir do capítulo trinta e oito. Até o quarenta de Êxodo. O término do livro.

As descrições continuam.

Assim como Moisés havia descrito como deveria ser feito cada peça, cada utensílio. Agora, ele descreve como foram feitas. Exatamente como o modelo.

O altar do holocausto. Oco e feito de tábuas. Com as varas para transportar.

A bacia de bronze, feita com os espelhos doados pelas mulheres que serviam à entrada da tenda do encontro.

As cortinas do pátio, no lado sul e norte, com quarenta e cinco metros de comprimento. Penduradas em vinte colunas. Apoiadas firmemente em vinte bases de bronze. As do leste e oeste com vinte e dois metros e meio de comprimento. Penduradas com ganchos e argolas de prata em dez colunas. Apoiadas em dez bases.

As estacas usadas para sustentar o tabernáculo e o pátio, eram todas de bronze.

Os levitas, seguindo as ordens de Moisés, registraram os valores totais dos materiais usados na construção.

Bezalel fez tudo exatamente como o Senhor havia ordenado a Moisés, com a ajuda de Aoliabe e os demais artesãos.

O povo contribuiu com mil e vinte e quatro quilos de ouro e dois mil quatrocentos e oitenta quilos de bronze.

Foram arrecadados três mil, quinhentos e vinte quilos de prata, do imposto recolhido do censo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-301-38.html

Os artesãos também confeccionaram as lindas roupas sagradas para Arão e seus filhos.

Para fazer os fios, o ouro foi batido até formar lâminas finas e cortado em fios. Com muito cuidado, além de habilidade, Bezalel bordou os fios de ouro no linho fino, com fios de tecido azul, roxo e vermelho. Como o Senhor ordenara a Moisés. Ele trabalhou com cuidado, mesmo sendo habilidoso.

As pedras foram presas às ombreiras do colete, como recordação de que o sacerdote representava os israelitas. O peitoral foi feito, também com cuidado e habilidade, combinando com o colete. Foram fixadas as quatro fileiras de pedras preciosas. Cada pedra representando um dos doze filhos de Israel, com seu nome gravado, como um selo.

O manto foi feito com a gola, como ordenado pelo Senhor. Para que não rasgasse. Para ser usado sempre que o sacerdote fizesse seu serviço diante do Senhor.

Os israelitas fizeram tudo conforme o Senhor ordenara a Moisés. Quando terminaram o serviço, apresentaram a Moisés, que inspecionou todo o trabalho. Cada peça, cada detalhe. Quando verificou que haviam feito exatamente como o Senhor ordenara, abençoou o povo.

O Senhor ordenou que o tabernáculo fosse armado no primeiro dia do primeiro mês. No segundo ano. A arca da aliança deveria ser colocada dentro dele e a cortina interna, que a separava, em seguida. Depois era a vez da mesa. Sobre ela, os utensílios. Em seguida, o candelabro, com suas lâmpadas instaladas.

E assim continuou. Tudo tinha uma ordem para montar. Depois de tudo pronto, Arão e seus filhos seriam consagrados, de acordo com a cerimônia que o Senhor havia instruído.

E foi. Tudo exatamente como o Senhor ordenara.

Quando terminaram o trabalho, a nuvem do Senhor cobriu a tenda do encontro. A glória do Senhor encheu o tabernáculo.

Moisés não podia mais entrar na tenda. A glória do Senhor a encheu.
Não havia lugar mais para ninguém. Só para o Senhor. Que maravilha! Que lindo!

A nuvem passou a ficar acima do tabernáculo. Sempre que se levantava, os filhos de Israel seguiam viagem. Se a nuvem não se levantasse, ficavam acampados. Quanto tempo fosse.

Durante o dia a nuvem permanecia sobre o tabernáculo. À noite, o fogo ardia dentro da nuvem. Todo o povo podia ver.
Isso ocorreu ao longo de todas as jornadas dos israelitas. Todas.

A presença do Senhor era permanente e visível. Não havia como negar. E todos enxergavam. Que privilégio maravilhoso!

O livro de Êxodo termina aqui.

Viu como foi bom? Fácil? Rápido?

A Palavra do Senhor foi escrita para nós. Para nos alimentarmos dela. A cada dia.

Amanhã continuamos. Um novo livro, Levítico. Muitas coisas interessantes, acredite.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Êxodo 20.22-26

Leitura do dia 21/01.

Na postagem anterior vimos o Senhor se aproximar do povo de Israel e Israel fugir, com medo de morrer.

Moisés não, Ele queria estar com o Senhor. Ainda que corresse riscos. No sobe e desce.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-201-21.html

Agora, caminharemos através dos versículos vinte e dois ao versículo vinte e seis. Ainda do capítulo vinte de Êxodo.

O Senhor ordenou que Moisés transmitisse ao povo mais uma mensagem. Eles viram que o Senhor lhes falara do céu. Que lembrassem jamais fazer ídolos de prata ou ouro que tomassem Seu lugar.

Vamos além? Não devemos fazer ídolos de qualquer forma, que tomem o lugar do Senhor. Está no lugar do Senhor, é um ídolo.

Pode ser um pai, mãe, irmão, filho, amigo, marido, esposa, líder, pastor, ministério, trabalho, o que for. Se ocupa o lugar que o Senhor deveria ocupar em nossas vidas (o primeiro lugar), então tornou-se um ídolo.

O Senhor instruiu que ao fazerem um altar, este altar deveria ser de terra. Se fosse feito de pedra, apenas pedras em sua forma natural, sem ter sido tratada por qualquer instrumento. Se a pedra fosse alterada por qualquer instrumento, o altar seria impróprio para o uso sagrado. Havia sido contaminado.

Isso fala profundamente ao meu coração. Que tenhamos zelo pelo altar do Senhor. Seu altar é simples. É natural. Não há necessidade de ferramentas. Tudo que precisamos já foi feito pelo Senhor Jesus. Nenhuma pedra deve ser alterada por qualquer tipo de instrumento. Ou método. O Senhor é a pedra de esquina. A pedra principal.

E mais, não deveriam chegar ao Seu altar subindo por degraus, para que sua nudez não fosse mostrada. Degraus lembram a mim passos. Sabe aquela história de faça isso para ganhar aquilo? Suba os degraus para estar no altar do Senhor?

Pois bem. Não foi o que nos ordenou. Seu altar é puro e simples. Sem degraus.

Que possamos nos apresentar diante dele em fidelidade e amor. Sem maquiagens. Sem máscaras. Sem ferramentas. Sem métodos. Nós e Ele. Nosso único mediador é Jesus. Tudo já foi feito. Ele pagou o preço por nós.

“Pois há um só Deus e um só Mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus. Ele deu Sua vida para comprar a liberdade de todos.” – 1 Timóteo 2.5,6

Terminamos nossa leitura do dia vinte e um.

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

domingo, 20 de janeiro de 2019

De quem é o altar?

Continuamos nossa caminhada pelo livro de 2 Reis.

Na última postagem vimos a apostasia de Judá. Acaz, seu rei, além de oferecer sacrifícios embaixo de qualquer árvore frondosa, passou seu filho pelo fogo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/a-apostasia-em-juda.html

Agora, caminharemos ainda pelas páginas do capítulo dezesseis. Do versículo dez ao vinte.

Como fez aliança com Tiglate-Pileser, rei da Assíria, Acaz foi a Damasco para encontrá-lo.

Lá viu um altar e mandou ao sacerdote Urias o modelo com informações detalhadas para sua construção. O sacerdote Urias construiu o altar seguindo todas as instruções enviadas pelo rei. Ficou pronto antes que Acaz voltasse de Damasco.

Quando o rei viu o altar, aproximou-se e fez queimar sobre ele seu holocausto, ofertas de cereais e suas oblações, vinho e sangue de ofertas pacíficas.

O altar de bronze, que era dedicado apenas e exclusivamente ao Senhor, ficava entre o novo altar e o templo, então Acaz o transferiu para o lado norte do seu novo altar. Ordenou que Urias queimasse “no seu altar” todos os holocaustos e ofertas, dele e de toda a nação. Não deveria mais usar o altar de bronze, o “altar do Senhor” para isso. A partir de então, Acaz passaria a usar o “altar do Senhor” como oráculo para suas adivinhações. O altar que era do Senhor!

E pior, o sacerdote Urias não questionou. Simplesmente fez tudo que o rei lhe ordenara.

Que o Senhor nos guarde de usar o "Seu Altar" como oráculo ou como qualquer outra coisa, que não seja para adorá-Lo.

Acaz também mandou que fossem retirados os painéis laterais e arrancou as pias dos estrados móveis. Tirou o tanque de cima dos touros de bronze e o depositou sobre uma base de pedra. Tudo para pagar o rei da Assíria. Também retirou a cobertura que era usada no sábado, que fora edificada no templo e acabou com a entrada real do lado de fora da Casa do Senhor.

Não havendo mais respeito pelo Senhor, por que haveria respeito com Seu altar, Sua casa?

Judá caminha a passos largos para cada vez mais longe do Senhor. O templo feito com tanta dedicação e carinho por Salomão, está se transformando em ruínas e altares de outros deuses tomam seu lugar.

Quando Acaz morreu foi sepultado junto a seus pais, na Cidade de Davi. Seu filho Ezequias passou a reinar em seu lugar.

Não sei você, meu coração fica partido quando vejo que um rei após outro não se importa mais com o Senhor. Uma dinastia que carrega a promessa transmitida pelo Senhor a Davi não se importa em conhecer esse Senhor e muito menos em andar nos caminhos que Davi andou.

Como será o reinado de Ezequias? Será que ainda há esperança para o povo de Judá?

Amanhã continuamos. Espero você. Até lá.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Gênesis 13.1-14.24

Leitura do dia 04/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos Gênesis 12.1-20.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-121-20.html

Agora, continuaremos a partir do versículo um do capítulo treze. Até o final do capítulo quatorze.

Depois que Abrão foi escoltado para fora do Egito, prosseguiu para Betel. Acampou entre Betel e Ai. Ali ele construiu um novo altar e invocou o nome do Senhor.

Abrão tornou-se muito rico. Jó, também. Chegou um ponto em que o gado de ambos não conseguia mais ficar próximo. Era demais. A terra não possuía recursos suficientes. Os pastores de ambos começaram a brigar. Abrão chamou Ló. Disse que não deveriam brigar. Eram parentes próximos. Que olhasse a terra e escolhesse para onde queria ir. O lado que escolhesse, Abrão ficaria com o outro.

Novamente fico admirada com a postura de Abrão. O Senhor havia prometido a terra a seus descendentes, mas ele não foi mesquinho e escolheu o melhor. Deu a Ló a oportunidade de escolher o melhor. Sabia que o Senhor o abençoaria de qualquer maneira. Sua promessa seria cumprida.

Ló olhou demoradamente a terra. Viu a melhor região. E a escolheu. Foi para lá. Essa região ficava próxima a Sodoma. Os homens de Sodoma eram perversos. Viviam pecando contra o Senhor. Mas Ló ficou ali mesmo.

Depois que Ló partiu o Senhor falou com Abrão. Foi necessário que Ló partisse para o Senhor lhe mostrar a terra que havia prometido. Toda a terra. O Senhor ordenou que Abrão olhasse em todas as direções. Até onde sua vista alcançasse. Disse-lhe que aquela terra era sua e de seus descendentes. Para sempre. Abrão ainda não tinha nenhum descendente. Sua mulher, Sarai, continuava estéril. Mas o Senhor disse que sua descendência seria tão numerosa como o pó da terra. Se pudessem contar o pó da terra, contariam a descendência dele.

Abrão deveria percorrer a terra que um dia seria sua, em todas as direções. E foi o que fez. Mudou seu acampamento e mais uma vez construiu um altar ao Senhor. Aonde Abrão ia, construía um altar ao Senhor.

Então, houve uma rebelião entre alguns povos. Quatro reis contra cinco. De um lado estavam os reis de Sodoma e Gomorra. Eles lutavam com Quedorlaomer, rei de Elão e outros. Os que estavam com Quedorlaomer venceram. Entraram em Sodoma, onde Ló morava. Levaram de lá os despojos de guerra. Ló foi junto, com tudo que possuía.

Um dos servos de Ló conseguiu fugir. Foi até Abrão e lhe contou. Nesta época ele morava junto ao bosque de carvalho pertencente a Manre. Esse Manre, amorreu, Escol e Aner, eram aliados de Abrão.  Assim que Abrão soube da notícia, tomou seus trezentos e dezoito homens, nascidos em sua casa e treinados. Perseguiu o exército de Quedorlaomer até conseguir recuperar todos os bens saqueados, Ló e os outros prisioneiros.

O rei de Sodoma ficou tão satisfeito que disse a Abrão para ficar com todos os bens. Devolvesse apenas as pessoas. Mas Abrão disse que não ficaria com nada. Apenas com o que seus jovens guerreiros se alimentaram e que ele, o rei de Sodoma, desse algo para seus aliados. Não queria que o rei de Sodoma dissesse que havia enriquecido Abrão.

Vejo uma grande evolução aqui. Abrão não se importou com os presentes que ganhou de Faraó, mas agora não quer que digam que outro o enriqueceu.

Depois que Abrão voltou vitorioso, Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Senhor trouxe pão e vinho, e abençoou Abrão. Não sabemos muito sobre Melquisedeque. Ele não era descendente de Abrão, mas era sacerdote do Senhor, o Deus de Abrão. O livro de Hebreus nos diz que o Senhor Jesus é da mesma ordem de sacerdotes que Melquisedeque (Hebreus 7). 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-1101-7.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/hebreus-71-928.html
Abrão deu a ele a décima parte de todos os bens que havia recuperado.

Amanhã continuamos. Nossa leitura será do capítulo quinze ao capítulo dezessete. Até lá.

sábado, 8 de setembro de 2018

A desobediência de Jeroboão


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Vamos continuar nossa caminhada através do livro de 1 Reis.

Ontem vimos a loucura de Jeroboão. Não ouviu às Palavras do Senhor. Levantou deuses para não perder o reino de Israel. O que fatalmente aconteceria. Afinal, quem havia lhe dado o reino fora o Senhor. Só Ele poderia preservá-lo.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/a-loucura-de-jeroboao.html

Hoje caminharemos pelas páginas do capítulo treze. Até o versículo treze.

Jeroboão, que não era levita, estava em pé diante do altar, em Betel, para queimar incenso, para deuses que não eram Deus. Preste atenção. Leia de novo. Um homem completamente fora de seu lugar.

Então, um homem de Deus, que não é citado por seu nome, apenas por sua identidade, gravada em seu chamado “homem de Deus”, profetizou contra o altar.

Ele gritou: “Altar, altar! Assim fala o Senhor.”

O Senhor disse que na casa de Davi nasceria um filho chamado Josias. Ele imolaria sobre o altar os sacerdotes dos altares idólatras que queimavam incenso. Ossadas humanas seriam queimadas sobre o altar. O que, de fato, aconteceu.http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/esconde-esconde.html

Disse que daria um sinal de que aconteceria o que estava falando. O altar se partiria e toda a cinza que estava sobre ele seria derramada.

Quando Jeroboão tomou conhecimento de que o homem de Deus bradava contra o altar de Betel, não se arrependeu. Estendeu sua mão e ordenou que o homem de Deus fosse preso.

O braço que apontou contra o homem de Deus ficou paralisado. Como seco. Não conseguia mais mexê-lo.

Em seguida, como o homem de Deus falara, o altar se partiu. Toda a cinza que estava sobre ele se derramou. Exatamente como o sinal que o homem de Deus falara que aconteceria.

O rei, desesperado, rogou ao homem de Deus, que orasse por ele, que aplacasse a ira de Yahweh, o Deus do homem de Deus, para que seu braço voltasse a ser como era.

Que terrível a confissão de Jeroboão! O Senhor não era mais seu Deus. E mesmo vendo o altar rachado, não havia em seu coração espaço para arrependimento. O amor pela sua posição era maior que qualquer outra coisa.

O homem de Deus orou ao Senhor. O braço do rei voltou ao normal.

Jeroboão convidou-o para que fosse com ele até sua casa se alimentar, refazer suas forças e ser recompensado.

O homem de Deus recusou. Disse que ainda que o rei lhe desse metade do reino, não seguiria em sua companhia, tampouco comeria pão ou saciaria sua sede naquele lugar. Havia recebido uma ordem expressa do Senhor para que não comesse, nem bebesse, nem sequer voltasse pelo mesmo caminho por onde havia chegado ali.

E assim fez o homem de Deus. Foi embora. Retornou por outro caminho.

Em Betel morava um profeta. Já idoso. Um profeta velho. Seus filhos contaram o que viram o homem de Deus realizar e dizer.

Seu pai perguntou por qual caminho o homem de Deus havia seguido. Seus filhos lhe mostraram. Ele pediu que selassem um jumento e partiu atrás do homem de Deus.

E agora? O que acontecerá? O que o profeta velho quer com o homem de Deus?

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A criatividade de Deus é ilimitada

Ainda falando sobre as estratégias do Senhor.

Volto a Gideão e vejo os trezentos contra um incontável exército montado em camelos. Percorro I Samuel novamente, meu livro preferido. E me encontro com Jônatas, a quem tanto amo.

E tenho que falar novamente desse admirável guerreiro. 

“Um dia, Jônatas ordenou ao seu jovem escudeiro: Vamos, atravessemos até o posto avançado do exército filisteu que está posicionado do outro lado.” – I Samuel 14.1

Todos estavam parados. Esperando que algo acontecesse. Jônatas tomou uma atitude. Foi, juntamente com seu escudeiro. Passaram por desfiladeiros e penhascos. E Jônatas propôs ao seu escudeiro que avançassem até onde os filisteus estavam. Ele sabia tudo o que precisava saber. “Não existe nada que possa impedir a vontade de Yahweh de nos dar a vitória, quer sejamos muitos ou poucos!” – I Samuel 14.6

Para o Senhor agir, não há necessidade de um grande exército. E aqui quero dizer que não há necessidade de quase nada. Só uma coisa é necessária: a vontade do Senhor! E, como sempre falo, alguém disponível.

O Senhor possuía uma estratégia para libertar o povo de Israel do Egito. E encontrou Moisés. Que aceitou o chamado.

O Senhor possuía uma estratégia para libertar o povo de Israel dos midianitas. Encontrou Gideão. Que aceitou o desafio.

O Senhor possuía uma estratégia para libertar o povo de Israel dos filisteus. Encontrou Jônatas. Que soube agir.

O Senhor é criativo. Criatividade faz parte de Sua natureza. Pode agir de diversas maneiras, conforme lhe apraz. Não há limite para o Criador de todo o Universo.

Então, voltemos a Jônatas. Ele e seu escudeiro foram até o acampamento dos filisteus. Jônatas teve uma ideia. Não havia tempo para novelo seco, novelo molhado como no caso de Gideão. Ou esperar alguém ter um sonho. Ou qualquer outra coisa. O exército estava ali. Diante dele. Havia uma decisão a ser tomada. E deveria ser imediata. Jônatas propôs duas alternativas ao Senhor. Não sem se expor. Ah, acredite, esse tipo de exposição agrada ao coração de Deus.

Eis o que propôs: “Partiremos na direção deles, de peito descoberto.” Há batalhas, situações, que precisamos enfrentar de peito descoberto. Nós, o Senhor e a coragem. “Se aqueles homens nos advertirem: ‘Não vos movais até que cheguemos perto!’, ficaremos parados e não avançaremos sobre eles. Entretanto, se nos convidarem: ‘Subi até nós!’, então subiremos, porque é sinal que Yahweh nos dará a vitória e os entregará em nossas mãos!” Simples assim. Não sei o que aconteceria se os filisteus falassem para eles não se moverem. Era um risco que Jônatas estava disposto a correr. Muitas vezes, riscos são necessários. É preciso prevê-los e aceitá-los ou não.

Bem, não era tão simples se você pensar exatamente naquela cena. O exército dos filisteus acampados contra Israel. Uma guarnição inteira em Micmás. Todos armados. O exército de Saul, apenas seiscentos homens. Só Jônatas e Saul tinham espadas. Mais ninguém. E, de repente, dois homens, apenas um com espada, resolvem aparecer de peito descoberto diante do inimigo. Que disposição e coragem!

Mas foi o que Jônatas fez. Confiando que o Senhor pode livrar com muitos ou com poucos. Com armas ou sem. E os filisteus gritaram que eles fossem até lá. Nesse momento Jônatas entendeu e afirmou ao seu escudeiro: “Conserva-te atrás de mim, porque Yahweh acaba de entregá-los nas mãos de Israel.” Como? Não importa! Era o Senhor quem faria. E ele foi. Engatinhando. Seu fiel escudeiro atrás. Um só coração. Uma só vontade.

Jônatas sabia quem era. Seu escudeiro e ele, peito descoberto, avançaram sobre os filisteus. A informação que precisava, era sua. O Senhor havia entregue os filisteus nas mãos de Israel. Jônatas ia atacando e derrubando os filisteus e seu escudeiro os ia matando. Mataram cerca de vinte homens. Mas o exército era enorme!

Então, há como amo esses “então” que encontramos na Bíblia, um terrível pavor tomou conta de todo o exército filisteu. Tenho que rir. Em I Samuel 14.15, fala que o pavor atingiu os que estavam no acampamento, no campo, nos destacamentos e até nas tropas de ataque. Ocorreu um terremoto e grande medo de Deus caiu sobre todos.

Deus fez sua parte! Depois que Jônatas se expôs e cheio de coragem enfrentou os filisteu, de peito descoberto.

Do outro lado, as sentinelas de Saul observaram que os soldados filisteus se debatiam e corriam para todos os lados, desnorteados.

Naquele tempo a arca da aliança estava no meio de Israel e era o costume perguntar a orientação do Senhor, diante dela. Saul pediu ao sacerdote que trouxesse a arca para saber o que fazer mas, enquanto o sacerdote foi buscar, o tumulto no acampamento dos filisteus crescia de uma maneira tão violenta que não havia mais dúvidas. Deus estava nesse negócio. Saul falou ao sacerdote que não precisava de outra resposta. A resposta estava diante dele. Bem à sua frente.

Naquele momento, Saul e seus homens partiram para o local de batalha. Ao chegar lá, encontraram todos em total confusão, atacando uns aos outros. Alguns hebreus que estavam ali, desertaram e ficaram ao lado de Saul. E o povo os perseguiu. I Samuel 14.23 afirma que o Senhor concedeu plena vitória a Israel naquele dia.

Muitas vezes pensamos e até esperamos que o Senhor nos responda com fogo ou sei lá mais o quê, mas suas respostas podem vir das maneiras mais diversas. 

Sempre volto ao Salmos 32.8 onde o Senhor fala que nos guiará com os Seus olhos. Não é raro que as respostas que procuramos nos venham de maneira muito mais simples e diversa do que esperamos.

Precisamos conhecê-Lo para que aprendamos a discernir Sua vontade. O quê, o como e o quando sempre vem depois de com quem. Ele deve ser nosso objetivo. Sua presença em nós e conosco. Seu altar restaurado em nós. Todos os outros altares derrubados, extintos. Assim, ou como lemos acima, “então”, Ele nos concederá plena vitória. 

Precisamos ter coragem como Jônatas e seguir em frente. Em toda circunstância. A cada dia. Se somos com Ele, certamente Ele será conosco.

"E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos." - Mateus 28.20