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sábado, 9 de novembro de 2019

Lucas 3.1-38

Leitura do dia 25/10.

Na postagem anterior vimos o nascimento de Jesus. O coral celestial diante dos pastores. Sua apresentação no templo. A profecia de Simeão. Ana conhece o Messias. Sua infância em Nazaré. E sua conversa com os mestres da Lei, no templo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-21-52.html

Agora, caminharemos através do capítulo três de Lucas.

Ele nos situa. Era o décimo quinto ano do reinado do Imperador Tibério César. O governador da Judéia era Pôncio Pilatos. O da Galileia era Herodes Antipas. Filipe, seu irmão, governava a Itureia e Traconites. Lisânias governava Abilene. Os sumos sacerdotes eram Anás e Caifás. Amo esse cuidado de Lucas. Lembre-se, é um médico escrevendo sobre suas pesquisas.

Nesse ano, o Senhor falou com João, filho de Zacarias. Ele vivia no deserto. Embora fosse filho de sacerdote, não estava no templo. Seu chamado é outro. Começou a percorrer os arredores do rio Jordão. Prega o batismo como sinal de arrependimento para perdão de pecados. Não há perdão sem arrependimento e o sinal de que houve o arrependimento, era o batismo.

Chama minha atenção o fato de João pregar no deserto. Já tive o privilégio de ir a Israel. O deserto da Judéia é realmente um deserto. O que um homem iria fazer naquele lugar é difícil imaginar. Pregar no deserto? Foge à minha compreensão. A vista é fabulosa, é verdade. Mas praticamente toda da mesma cor. Sem contar o calor! Mesmo à beira do Jordão.

Vemos pregadores escolherem os lugares mais centrais, agradáveis e luxuosos para levarem suas pregações. Mas João? Ele surgiu, pregando no deserto da Judéia. Tenho que perguntar: “Que homem é esse?”. Ah, e a pregação dele? Não prega o que se quer ouvir. Não fala de coisas agradáveis e doces aos nossos ouvidos. Sua pregação chama as pessoas ao arrependimento. Simples assim. Sem barganhas. Sem afagos.

Lucas afirma que esse é o que o profeta Isaías anunciou. A voz. A voz do que clamaria no deserto e prepararia o caminho do Senhor.

Multidões iam até ele para ser batizadas. Iam até João. Ouviam sua pregação. Eram confrontadas. Confessavam seus pecados. E eram batizadas.

O batismo era um ritual de purificação naquela época. Por batizar, João passou a ser conhecido como João Batista.

João chamava seu público de raça de víboras. Deviam produzir ações que provassem seu arrependimento. Não adiantava dizer que eram filhos de Abraão. Não significava nada. O machado estava posto à raiz. As árvores que não produzissem frutos bons seriam cortadas e lançadas ao fogo. Amo João Batista. Não era “politicamente correto”. Falava a verdade.

As multidões não fugiam. Perguntavam o que deviam fazer. Não respondia que eram capazes de conquistar tudo. Respondia que, se tivessem duas vestimentas, dessem uma a quem não tivesse. Se tivessem comida, dividissem com quem passava fome.
Cobradores de impostos também iam até ele para ser batizados. Perguntavam o que deviam fazer. Ele respondia que deviam cobrar o imposto correto. Nada a mais do que era exigido.

Alguns soldados também iam até ele. Queriam saber como agir. João dizia para não praticarem extorsão, não fizessem acusações falsas e ficassem contentes com seus salários.

Todos estavam ansiosos pela vinda do Cristo. Queriam saber se era João. Ele falava batizava apenas com água, mas depois dele viria alguém mais poderoso, ele não era sequer digno de desamarrar suas sandálias! Que homem é esse? Não se vangloria. Não bate no peito reclamando sua autoridade e exigindo respeito. Dizia que era o menor. E apontava para Jesus, Aquele que batizaria com Espírito Santo e com fogo. Aquele que limparia a sua eira, juntando o trigo e queimando a palha no fogo.

Quando se colhia o trigo, deixava-se na eira, ao vento. A palha era espalhada. Separava-se o trigo para colocá-lo no celeiro. A palha era queimada.

É João sabia quem era e para que veio! Conhecia sua identidade. Nem mais, nem menos.

Como é importante sabermos quem somos, independente da opinião das pessoas, das circunstâncias e do tempo.

João também criticou publicamente Herodes Antipas, o governador da Galileia. Ele se casou com Herodias, esposa de seu irmão. E também cometida muitas maldades. À sua maldade, ainda acrescentou a prisão de João.

Um dia, Jesus também foi a João para ser batizado. Enquanto orava, o céu foi aberto. O Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma de uma pomba. Uma voz do céu disse que Ele era o Filho amado, que dava ao Pai, grande alegria.

Jesus estava com aproximadamente trinta anos quando começou Seu ministério. Era conhecido como filho de José. Descendente de Davi. Descendente de Abraão. Descendente de Adão.

Que aprendamos com João a não negociar os valores e a verdade, independente de quaisquer coisas. Que saibamos quem somos e qual nossa missão.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Espero você. Até lá.

Lucas 2.1-52

Leitura do dia 25/10.

Na postagem anterior vimos o anúncio do nascimento de João Batista e de Jesus. A visita de Maria a Isabel. O cântico de Maria. O nascimento de João Batista. A profecia de Zacarias.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-11-80.html

Agora, prosseguimos através do capítulo dois de Lucas.

Naqueles dias o imperador Augusto ordenou um recenseamento em todo o Império Romano. Lucas explica que foi o primeiro recenseamento realizando quando o governador da Síria era Quirino. Está colocando o tempo em seu relato.

Todos voltaram à sua cidade de origem para se registrarem. Como José era descendente de Davi, viajou de Nazaré da Galileia, onde morava, para Belém, na Judéia, cidade natal de Davi. Levou Maria.

Eles ainda estavam em Belém (claro) quando ela teve as dores de parto. O bebê nasceu. Era seu primeiro filho. Ela O enrolou em faixas de pano. Não havia lugar para eles na hospedaria. A cidade estava lotada. Deitou o menino em uma manjedoura.

É noite. Pastores tomam conta de seus rebanhos. Estamos ali, observando. Aparece-lhes um anjo do Senhor. Sua glória resplandece ao redor deles. Estão todos aterrorizados.

O anjo lhes fala que não devem ter medo. Está trazendo boas novas, de grande alegria, não apenas para eles, mas para todo o povo. “Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor”. Aleluias! http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/nasce-o-desejado-das-nacoes.html

O anjo fala que eles O reconhecerão quando encontrarem um bebê envolto em panos, deitado numa manjedoura. É isso mesmo? Uma manjedoura? Mas o que é uma manjedoura? Aqueles homens, pastores, sabiam perfeitamente. Era o lugar onde se colocava comida para animais, em estábulos.

O Salvador, Cristo, o Senhor, nasceu e está em um estábulo? Em uma manjedoura? Será possível?

De repente, uma grande multidão do exército celestial aparece louvando o Todo Poderoso, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais Ele concede o Seu favor”.

Quando a visão termina, os pastores falam: “Vamos a Belém para ver esse acontecimento que o Senhor nos anunciou”. Sabiam que o Cristo haveria de nascer em Belém. Não eram doutores da Lei, mas conheciam as Escrituras.

Correm até lá. Nós também. Encontram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura, tal como o anjo lhes havia dito.

Saem e contam a todos o que o anjo falou a respeito daquele bebê. Todos ficam admirados. Maria, no entanto, reflete, consigo mesma, sobre todas essas coisas.

Os pastores voltam para seus rebanhos, glorificando e louvando a Deus por tudo que viram e ouviram.

Na próxima cena encontramos Jesus com oito dias. O tempo para Sua circuncisão. Seu nome foi dado, conforme a orientação do anjo. Depois de completado o tempo da purificação, de acordo com a Lei, José e Maria foram com Ele, até Jerusalém, para apresentá-Lo. Ele é o primogênito do casal. Devem oferecer um sacrifício, de acordo com a Lei.

Há em Jerusalém um homem chamado Simeão. Justo, piedoso e que espera pela consolação de Israel. O Espírito Santo está sobre ele. Há uma revelação maravilhosa que carrega consigo. Não morrerá antes de ver o Cristo do Senhor. Como isso acontecerá?

Movido pelo Espírito Santo, vai ao templo. Exatamente quando José e Maria estão lá para oferecerem o sacrifício. Quando Simeão vê, toma a criança nos braços e louva o Todo Poderoso. Já pode morrer. Seus olhos viram a salvação do Senhor. Luz para revelação aos gentios e para glória de Israel.

José e Maria se admiram com a atitude de Simeão e sua fala. Simeão os abençoa e diz a Maria que
Ele está destinado a causar a queda e o erguimento de muitos em Israel, a ser um sinal de contradição. O coração de muitos seria revelado, através dEle.

Ana, uma senhora, muito idosa, da tribo de Aser, profetiza, viúva, estava sempre no templo, adorando, jejuando e orando dia e noite. Ela chega ali nesse exato momento e dá graças ao Senhor, falando a respeito do menino a todos que esperavam a redenção de Jerusalém.

Depois que José e Maria fizeram tudo que era exigido pela Lei, voltaram para sua casa, em Nazaré, na Galileia.

Jesus cresce e se fortalece, enchendo-se de sabedoria. A graça do Poderoso está sobre Ele.

Não é maravilhoso saber que o Senhor sempre cumpre Suas promessas? Prometeu um Salvador. Nos deu Jesus. Prometeu a Simeão que não morreria sem que visse a Salvação do Senhor. Simeão chega ao templo, exatamente na hora em que José e Maria estão lá. Com Ele nada é por acaso. Há sempre um motivo. Um milagre. Um cumprimento. Podemos confiar nossas vidas a Ele. Sempre cumpre suas promessas.

Anualmente, os pais do Senhor iam a Jerusalém, para comemorar a Páscoa.

Quando Jesus completou doze anos, como sempre, estavam lá.

Ao término da festa, seus pais voltaram para casa. Jesus não. Ficou em Jerusalém. Não perceberam. Eram várias pessoas. Iam juntos. Em caravanas. Caminhando o dia todo. Seus pais continuaram a viagem, acreditando que Jesus estava no meio dos parentes e amigos. Eles O procuram. Não encontram. Voltam a Jerusalém.

Depois de três dias, O encontram no templo. Estava sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo perguntas.

Ah, todos os que O ouviam ficavam maravilhados com Seu entendimento e Suas respostas. Quando Seus pais O viram, ficaram perplexos.

Como toda mãe, Maria estava angustiada e perguntou-lhe por que havia feito aquilo. Seu pai e ela estavam aflitos, à sua procura. Sua resposta é impressionante e direta. Afinal, por que O procuravam? Não sabiam que devia estar na casa de Seu Pai?

Eles não compreenderam. Se alguém mais ouviu, também não compreendeu.

Jesus levanta-se e volta para Nazaré com eles. Ele era obediente. Sua mãe guardava essas coisas em seu coração. Ainda sem compreender toda a verdade. Tudo que estava por vir.

O Senhor Jesus crescia, não apenas em estatura, mas em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens. Estava com apenas 12 anos. Sabia Sua identidade.

Precisamos saber quem somos. Qual nossa identidade. Nosso chamado. Nosso propósito. Mas como isso é possível? http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/qual-identidade-que-carrego.html

Antes de tudo, precisamos conhecê-Lo. Ele se revelará a nós, se O buscarmos. Nos revelará quem somos. Sabendo quem somos, saberemos nosso chamado. Nosso propósito. E a cada passo que dermos, ficará mais claro.

“O caminho dos justos é como a primeira luz ao amanhecer, que brilha cada vez mais até o dia pleno clarear”. – Provérbios 4.18

Está tudo escuro? Comece a caminhar. Com Ele. Um passo após o outro. Seu caminho começará a brilhar, cada vez mais.

Sigamos também Seu exemplo de obediência. Que possamos crescer em estatura e graça, aos olhos do Pai e dos homens, tal como aconteceu com nosso Senhor.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 27 de janeiro de 2018

E agora? O que faremos?

Ontem terminamos nossa caminhada pelas páginas de Mateus.

Espero que você tenha aproveitado. Eu, aproveitei. Muito.

Foram novas revelações e meu amor por Ele e por Sua palavra foi renovado.

Quero lhe fazer um novo convite.

Vamos continuar pelos Evangelhos de Marcos e Lucas. Eles são muito semelhantes, é verdade. Mas imagine você fazendo uma viagem com alguns amigos. Em Israel, por exemplo. Todos estão vendo os mesmos lugares. Ouvindo as mesmas explicações. Uns atentam para certos detalhes, uns prestam atenção a outros detalhes. Se forem contar a viagem, contarão do seu próprio jeito, de acordo com sua percepção, seu temperamento e seu talento. Foi assim com esses homens.

Quando encontrarmos uma história em Marcos que não está escrita em Mateus, vamos entrar nela. Depois em Lucas. Ah, mas entre em todas, não perca a oportunidade de reviver o que vivemos aqui. Aprofunde-se. Depois podemos adentrar em João.

Se você lia a Bíblia como um livro qualquer ou achava-a enfadonha, ou complicada, espero que tenha tido um vislumbre de como ela é viva. É a Palavra do Criador de tudo.

Olhe à sua volta: A natureza é viva e está em constante movimento, a todo instante. Ele é assim. Vida. Movimento. Nunca é enfadonho. Acredite. Nunca. Suas misericórdias se renovam a cada manhã sobre nós. Isso é movimento.

Quer adrenalina em Sua vida? Siga-O.

Como não vamos falar de todos os textos dos próximos dois livros, as publicações do Espalhando a Semente serão às segundas, quartas e sextas. Assim, você tem tempo para estar sempre em dia com sua leitura bíblica. Lembre, a Palavra de Deus é o nosso alimento, nosso pão diário. Não é um bolo de aniversário que comemos apenas uma vez ou outra.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/isaias-1.html

Então, combinado. Começamos na segunda. Espero você.