Leitura do dia 25/10.
Na postagem anterior vimos o anúncio do nascimento de João Batista e de Jesus. A visita de Maria a Isabel. O cântico de Maria. O nascimento de João Batista. A profecia de Zacarias.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-11-80.html
Agora, prosseguimos através do capítulo dois de Lucas.
Naqueles dias o imperador Augusto ordenou um recenseamento em todo o Império Romano. Lucas explica que foi o primeiro recenseamento realizando quando o governador da Síria era Quirino. Está colocando o tempo em seu relato.
Todos voltaram à sua cidade de origem para se registrarem. Como José era descendente de Davi, viajou de Nazaré da Galileia, onde morava, para Belém, na Judéia, cidade natal de Davi. Levou Maria.
Eles ainda estavam em Belém (claro) quando ela teve as dores de parto. O bebê nasceu. Era seu primeiro filho. Ela O enrolou em faixas de pano. Não havia lugar para eles na hospedaria. A cidade estava lotada. Deitou o menino em uma manjedoura.
É noite. Pastores tomam conta de seus rebanhos. Estamos ali, observando. Aparece-lhes um anjo do Senhor. Sua glória resplandece ao redor deles. Estão todos aterrorizados.
O anjo lhes fala que não devem ter medo. Está trazendo boas novas, de grande alegria, não apenas para eles, mas para todo o povo. “Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor”. Aleluias! http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/nasce-o-desejado-das-nacoes.html
O anjo fala que eles O reconhecerão quando encontrarem um bebê envolto em panos, deitado numa manjedoura. É isso mesmo? Uma manjedoura? Mas o que é uma manjedoura? Aqueles homens, pastores, sabiam perfeitamente. Era o lugar onde se colocava comida para animais, em estábulos.
O Salvador, Cristo, o Senhor, nasceu e está em um estábulo? Em uma manjedoura? Será possível?
De repente, uma grande multidão do exército celestial aparece louvando o Todo Poderoso, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais Ele concede o Seu favor”.
Quando a visão termina, os pastores falam: “Vamos a Belém para ver esse acontecimento que o Senhor nos anunciou”. Sabiam que o Cristo haveria de nascer em Belém. Não eram doutores da Lei, mas conheciam as Escrituras.
Correm até lá. Nós também. Encontram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura, tal como o anjo lhes havia dito.
Saem e contam a todos o que o anjo falou a respeito daquele bebê. Todos ficam admirados. Maria, no entanto, reflete, consigo mesma, sobre todas essas coisas.
Os pastores voltam para seus rebanhos, glorificando e louvando a Deus por tudo que viram e ouviram.
Na próxima cena encontramos Jesus com oito dias. O tempo para Sua circuncisão. Seu nome foi dado, conforme a orientação do anjo. Depois de completado o tempo da purificação, de acordo com a Lei, José e Maria foram com Ele, até Jerusalém, para apresentá-Lo. Ele é o primogênito do casal. Devem oferecer um sacrifício, de acordo com a Lei.
Há em Jerusalém um homem chamado Simeão. Justo, piedoso e que espera pela consolação de Israel. O Espírito Santo está sobre ele. Há uma revelação maravilhosa que carrega consigo. Não morrerá antes de ver o Cristo do Senhor. Como isso acontecerá?
Movido pelo Espírito Santo, vai ao templo. Exatamente quando José e Maria estão lá para oferecerem o sacrifício. Quando Simeão vê, toma a criança nos braços e louva o Todo Poderoso. Já pode morrer. Seus olhos viram a salvação do Senhor. Luz para revelação aos gentios e para glória de Israel.
José e Maria se admiram com a atitude de Simeão e sua fala. Simeão os abençoa e diz a Maria que
Ele está destinado a causar a queda e o erguimento de muitos em Israel, a ser um sinal de contradição. O coração de muitos seria revelado, através dEle.
Ana, uma senhora, muito idosa, da tribo de Aser, profetiza, viúva, estava sempre no templo, adorando, jejuando e orando dia e noite. Ela chega ali nesse exato momento e dá graças ao Senhor, falando a respeito do menino a todos que esperavam a redenção de Jerusalém.
Depois que José e Maria fizeram tudo que era exigido pela Lei, voltaram para sua casa, em Nazaré, na Galileia.
Jesus cresce e se fortalece, enchendo-se de sabedoria. A graça do Poderoso está sobre Ele.
Não é maravilhoso saber que o Senhor sempre cumpre Suas promessas? Prometeu um Salvador. Nos deu Jesus. Prometeu a Simeão que não morreria sem que visse a Salvação do Senhor. Simeão chega ao templo, exatamente na hora em que José e Maria estão lá. Com Ele nada é por acaso. Há sempre um motivo. Um milagre. Um cumprimento. Podemos confiar nossas vidas a Ele. Sempre cumpre suas promessas.
Anualmente, os pais do Senhor iam a Jerusalém, para comemorar a Páscoa.
Quando Jesus completou doze anos, como sempre, estavam lá.
Ao término da festa, seus pais voltaram para casa. Jesus não. Ficou em Jerusalém. Não perceberam. Eram várias pessoas. Iam juntos. Em caravanas. Caminhando o dia todo. Seus pais continuaram a viagem, acreditando que Jesus estava no meio dos parentes e amigos. Eles O procuram. Não encontram. Voltam a Jerusalém.
Depois de três dias, O encontram no templo. Estava sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo perguntas.
Ah, todos os que O ouviam ficavam maravilhados com Seu entendimento e Suas respostas. Quando Seus pais O viram, ficaram perplexos.
Como toda mãe, Maria estava angustiada e perguntou-lhe por que havia feito aquilo. Seu pai e ela estavam aflitos, à sua procura. Sua resposta é impressionante e direta. Afinal, por que O procuravam? Não sabiam que devia estar na casa de Seu Pai?
Eles não compreenderam. Se alguém mais ouviu, também não compreendeu.
Jesus levanta-se e volta para Nazaré com eles. Ele era obediente. Sua mãe guardava essas coisas em seu coração. Ainda sem compreender toda a verdade. Tudo que estava por vir.
O Senhor Jesus crescia, não apenas em estatura, mas em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens. Estava com apenas 12 anos. Sabia Sua identidade.
Precisamos saber quem somos. Qual nossa identidade. Nosso chamado. Nosso propósito. Mas como isso é possível? http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/qual-identidade-que-carrego.html
Antes de tudo, precisamos conhecê-Lo. Ele se revelará a nós, se O buscarmos. Nos revelará quem somos. Sabendo quem somos, saberemos nosso chamado. Nosso propósito. E a cada passo que dermos, ficará mais claro.
“O caminho dos justos é como a primeira luz ao amanhecer, que brilha cada vez mais até o dia pleno clarear”. – Provérbios 4.18
Está tudo escuro? Comece a caminhar. Com Ele. Um passo após o outro. Seu caminho começará a brilhar, cada vez mais.
Sigamos também Seu exemplo de obediência. Que possamos crescer em estatura e graça, aos olhos do Pai e dos homens, tal como aconteceu com nosso Senhor.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
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sábado, 9 de novembro de 2019
terça-feira, 12 de março de 2019
1 Samuel 2.12-36
Leitura do dia 12/03.
Na postagem anterior, vimos o amor de Elcana por sua esposa, Ana. Também vimos o pedido de Ana para ter um filho e sua promessa de dedicá-lo ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-11-211.html
Agora, continuamos através do capítulo dois. Do versículo doze ao trinta e seis.
Hofni e Fineias, sacerdotes, filhos de Eli eram perversos. Não respeitavam ao Senhor. Muito menos seus deveres de sacerdotes.
Ordenavam que um servo fosse até às ofertas, ainda quando estavam cozinhando. Este exigia que tudo que viesse com o garfo fosse entregue. Em algumas ocasiões, o servo chegava antes até que a gordura fosse queimada no altar, para tomar a carne crua e o sacerdote assá-la. Ficavam sempre com as melhores partes da carne. Se alguém reclamasse, dizia que tomaria a carne à força.
O Senhor considerava o pecado deles muito sério. Estavam tratando com desprezo Suas ofertas. Não agiam como verdadeiros sacerdotes. Ainda que fossem filhos de Levi.
Samuel, embora não pertencesse ao clã de Levi e fosse apenas um menino, servia verdadeiramente ao Senhor. Havia temor em seu coração. E amor.
Todo ano sua mãe fazia uma túnica para ele. Levava quando ia com seu pai oferecer o sacrifício anual. Antes de voltarem para sua casa, Eli sempre os abençoava para que o Senhor lhes concedesse filhos em lugar de Samuel, que fora dedicado ao Senhor.
O Senhor abençoou Ana. Ela engravidou novamente. Não apenas uma vez! Teve mais três filhos e duas filhas. Ninguém mais zombava dela. Enquanto isso, em Siló, Samuel crescia diante do Senhor.
Eli já era bem idoso. Sabia o que seus filhos faziam ao povo com relação às ofertas e também que seduziam as moças que serviam junto à entrada da tenda do encontro. Ele os repreendia, mas não tomava uma atitude. Eles não o ouviam. E continuavam pecando.
Enquanto Hofni e Fineias pecavam, Samuel ia crescendo. Era cada vez mais querido pelo Senhor e por todo o povo. Claro que viam a diferença entre ele e os filhos de Eli.
Um dia um homem de Deus entregou a Eli uma palavra do Senhor. O Senhor disse que se revelara a seus antepassados, quando ainda estavam no Egito. Escolhera a tribo de Levi para exercer o sacerdócio diante do Senhor. Perguntou porque Eli desprezava Seus sacrifícios e ofertas. Por que Eli honrava mais seus filhos que ao Senhor?
Disse também que os levitas não seriam mais Seus sacerdotes. Não honraria aqueles que o desonravam. A partir de agora, o Senhor honraria quem O honrasse e desprezaria quem O desprezasse.
A situação só piora. O Senhor falou que acabaria com a força da família de Eli. Nenhum de seus descendentes chegaria à velhice. Seus filhos morreriam à espada. E para provar que Suas palavras se cumpririam, seus filhos morreriam no mesmo dia.
O Senhor levantaria um sacerdote fiel. Que O serviria de verdade. E cumpriria Seu desejo.
Quem restasse de sua família, clamaria diante desse, mendigando e pedindo algum trabalho, para ter o que comer.
É muito sério desprezar o chamado do Senhor. Os levitas eram separados para Ele. Propriedades dEle. O Senhor era seu tesouro. Mas não quiseram essa posição.
Hofni e Fineias preferiam ficar com o melhor da carne. Preferiam seduzir as moças que serviam diante da tenda do encontro.
A advertência foi dada. Nenhuma atitude foi tomada. Não houve arrependimento.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
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1 Samuel 1.1-2.11
Leitura do dia 12/03.
Continuamos nossa caminhada.
Ontem vimos a maravilhosa história de Rute e Boaz, que, além de contar um acontecimento histórico, retrata o amor e o cuidado de nosso Senhor Jesus por nós. O único que pode nos resgatar.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/rute-11-22.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/rute-21-18.html; http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/rute-31-18.html; http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/rute-41-22.html
Também vimos Noemi, uma mulher que perdera a esperança, ser novamente abençoada com vigor e alegria. http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/deus-nao-se-esqueceu.html
Agora, iniciamos um novo livro. Mais um livro histórico. 1 Samuel. Meu livro preferido. Onde “vivem” meus personagens preferidos.
Hoje leremos do capítulo um ao capítulo três.
Ainda estamos nos tempos dos Juízes. Eli, descendente de Levi, julgava Israel. Hofni e Finéias, seus filhos, eram sacerdotes em Israel.
Havia um homem de Efraim chamado Elcana, casado com duas mulheres. A primeira, Ana. A segunda, Penina.
Era um homem temente ao Senhor. Todos os anos ia até Siló para adorá-Lo e oferecer-Lhe sacrifícios.
Sempre que oferecia seu sacrifício, dava porções de carne à sua esposa Penina, seus filhos e filhas. A Ana dava uma porção especial. Ele a amava. Ainda que o Senhor não dera a ela o privilégio de ser mãe.
Penina sempre provocava Ana. Zombava dela por não ter filhos. Assim, cada vez que Ana ia a Siló, passava por uma verdadeira tortura. Chorava muito. Tanto, que nem conseguia comer.
Elcana continuamente perguntava a ela o motivo de seu choro, de não comer e de estar tão triste. Perguntava-lhe também se não era melhor para ela do que dez filhos. Por sua pergunta, conseguimos imaginar o quanto este homem a amava.
As mulheres eram desprezadas por não gerarem filhos. Ele não se importava. E se doava de tal maneira que acreditava ser melhor para ela do que um número expressivo de filhos. Acredito que, justamente por isso, Ana desejava dar-lhe um filho, demonstrando dessa forma, seu amor por ele.
Um dia, após a refeição, Ana levantou-se. Foi ao templo do Senhor. Lá chorava sem parar, enquanto orava. Estava muito angustiada. Não suportava mais aquela situação. Aquela humilhação. Ainda que seu marido a amasse, sentia-se humilhada, inferior.
Fez um voto ao Senhor. Se lhe concedesse um filho, o dedicaria para sempre ao Senhor. Seu cabelo nunca seria cortado. Seria nazireu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-131-25.html
Quando Eli, que estava sentado ao lado da entrada do templo, a viu orando, acreditou que estivesse bêbada. Deu-lhe uma terrível reprimenda.
Ana não ficou com raiva. Chamando-o de “meu senhor”, explicou-lhe que não havia bebido. Estava derramando seu coração diante do Senhor. Era uma mulher profundamente triste. Mas era uma mulher de caráter. Estava orando por causa de sua grande angústia e aflição.
Eli a abençoou, dizendo que o Senhor lhe concedesse o que pedira.
Ana agradeceu. Voltou e se alimentou. Seu rosto já não era mais triste.
A fé começou a brotar dentro dela.
Quando voltaram para casa, o Senhor se lembrou de Ana. No tempo certo ela engravidou. E teve um filho. Chamou-o de Samuel. http://www.espalhandoasemente.com/2017/01/quando-deus-se-lembra.html
No ano seguinte, no tempo de ir a Siló, Ana disse a Elcana que não iria. O menino ainda era muito pequeno. Quando fosse desmamado, levaria e o deixaria lá, para sempre.
Elcana, que poderia se opor a seu voto, uma vez que era seu filho também, respeitou o desejo de Ana. Ele a amava. Não pelo que podia lhe dar, mas pelo que era. Disse-lhe que deveria fazer o que achava melhor e que o Senhor a ajudasse a cumprir sua promessa. O que, convenhamos, não seria nada fácil.
Ana devia contar cada dia. Aproveitar o tempo todo que estava com seu filhinho. Sentindo seu cheirinho. Desfrutando de suas risadinhas, de seus burburinhos. Gravando em sua memória cada traço, cada peculiaridade.
Quando o menino foi desmamado, ainda pequeno, eles o levaram a Siló. Após oferecer os sacrifícios, Ana foi até Eli. Disse-lhe que era a mulher que estivera ali anos atrás. Orava por aquele menino. O Senhor a ouvira. E agora ela o dedicava a Ele. Por toda sua vida. Ele pertencia ao Senhor.
Ali, adoraram-No.
Ana orou. Seu coração se alegrava nEle. O Senhor a fortalecera. Agora ria de seus inimigos. O Senhor a libertara. Ela engrandeceu ao Senhor.
O Senhor a libertara. Não era mais escrava da autocomiseração, da humilhação. Sabia que podia gerar um filho. Era mãe. Ninguém mais zombaria dela.
Eles voltaram para casa. Samuel ficou em Siló, servindo ao Senhor, ajudando o sacerdote Eli.
Antes de passar para a próxima postagem, convido-o a ler o texto "Ana e seu sonho".
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/ana-e-seu-sonho.html
Depois, continuamos na próxima postagem. Espero você. Até já.
Continuamos nossa caminhada.
Ontem vimos a maravilhosa história de Rute e Boaz, que, além de contar um acontecimento histórico, retrata o amor e o cuidado de nosso Senhor Jesus por nós. O único que pode nos resgatar.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/rute-11-22.html
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Também vimos Noemi, uma mulher que perdera a esperança, ser novamente abençoada com vigor e alegria. http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/deus-nao-se-esqueceu.html
Agora, iniciamos um novo livro. Mais um livro histórico. 1 Samuel. Meu livro preferido. Onde “vivem” meus personagens preferidos.
Hoje leremos do capítulo um ao capítulo três.
Ainda estamos nos tempos dos Juízes. Eli, descendente de Levi, julgava Israel. Hofni e Finéias, seus filhos, eram sacerdotes em Israel.
Havia um homem de Efraim chamado Elcana, casado com duas mulheres. A primeira, Ana. A segunda, Penina.
Era um homem temente ao Senhor. Todos os anos ia até Siló para adorá-Lo e oferecer-Lhe sacrifícios.
Sempre que oferecia seu sacrifício, dava porções de carne à sua esposa Penina, seus filhos e filhas. A Ana dava uma porção especial. Ele a amava. Ainda que o Senhor não dera a ela o privilégio de ser mãe.
Penina sempre provocava Ana. Zombava dela por não ter filhos. Assim, cada vez que Ana ia a Siló, passava por uma verdadeira tortura. Chorava muito. Tanto, que nem conseguia comer.
Elcana continuamente perguntava a ela o motivo de seu choro, de não comer e de estar tão triste. Perguntava-lhe também se não era melhor para ela do que dez filhos. Por sua pergunta, conseguimos imaginar o quanto este homem a amava.
As mulheres eram desprezadas por não gerarem filhos. Ele não se importava. E se doava de tal maneira que acreditava ser melhor para ela do que um número expressivo de filhos. Acredito que, justamente por isso, Ana desejava dar-lhe um filho, demonstrando dessa forma, seu amor por ele.
Um dia, após a refeição, Ana levantou-se. Foi ao templo do Senhor. Lá chorava sem parar, enquanto orava. Estava muito angustiada. Não suportava mais aquela situação. Aquela humilhação. Ainda que seu marido a amasse, sentia-se humilhada, inferior.
Fez um voto ao Senhor. Se lhe concedesse um filho, o dedicaria para sempre ao Senhor. Seu cabelo nunca seria cortado. Seria nazireu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-131-25.html
Quando Eli, que estava sentado ao lado da entrada do templo, a viu orando, acreditou que estivesse bêbada. Deu-lhe uma terrível reprimenda.
Ana não ficou com raiva. Chamando-o de “meu senhor”, explicou-lhe que não havia bebido. Estava derramando seu coração diante do Senhor. Era uma mulher profundamente triste. Mas era uma mulher de caráter. Estava orando por causa de sua grande angústia e aflição.
Eli a abençoou, dizendo que o Senhor lhe concedesse o que pedira.
Ana agradeceu. Voltou e se alimentou. Seu rosto já não era mais triste.
A fé começou a brotar dentro dela.
Quando voltaram para casa, o Senhor se lembrou de Ana. No tempo certo ela engravidou. E teve um filho. Chamou-o de Samuel. http://www.espalhandoasemente.com/2017/01/quando-deus-se-lembra.html
No ano seguinte, no tempo de ir a Siló, Ana disse a Elcana que não iria. O menino ainda era muito pequeno. Quando fosse desmamado, levaria e o deixaria lá, para sempre.
Elcana, que poderia se opor a seu voto, uma vez que era seu filho também, respeitou o desejo de Ana. Ele a amava. Não pelo que podia lhe dar, mas pelo que era. Disse-lhe que deveria fazer o que achava melhor e que o Senhor a ajudasse a cumprir sua promessa. O que, convenhamos, não seria nada fácil.
Ana devia contar cada dia. Aproveitar o tempo todo que estava com seu filhinho. Sentindo seu cheirinho. Desfrutando de suas risadinhas, de seus burburinhos. Gravando em sua memória cada traço, cada peculiaridade.
Quando o menino foi desmamado, ainda pequeno, eles o levaram a Siló. Após oferecer os sacrifícios, Ana foi até Eli. Disse-lhe que era a mulher que estivera ali anos atrás. Orava por aquele menino. O Senhor a ouvira. E agora ela o dedicava a Ele. Por toda sua vida. Ele pertencia ao Senhor.
Ali, adoraram-No.
Ana orou. Seu coração se alegrava nEle. O Senhor a fortalecera. Agora ria de seus inimigos. O Senhor a libertara. Ela engrandeceu ao Senhor.
O Senhor a libertara. Não era mais escrava da autocomiseração, da humilhação. Sabia que podia gerar um filho. Era mãe. Ninguém mais zombaria dela.
Eles voltaram para casa. Samuel ficou em Siló, servindo ao Senhor, ajudando o sacerdote Eli.
Antes de passar para a próxima postagem, convido-o a ler o texto "Ana e seu sonho".
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/ana-e-seu-sonho.html
Depois, continuamos na próxima postagem. Espero você. Até já.
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
O Senhor sempre cumpre Suas promessas
Estamos em Lucas, capítulo 2. Dos versículos 21 ao 40.
Jesus está com oito dias, o tempo para Sua circuncisão. Seu nome foi dado, conforme a orientação do anjo.
Depois de completado o tempo da purificação, de acordo com a Lei, José e Maria foram com Ele, até Jerusalém, para apresentá-Lo. Ele é o primogênito do casal. Eles devem oferecer um sacrifício, de acordo com a Lei.
Há em Jerusálem um homem chamado Simeão. Justo, piedoso e que espera pela consolação de Israel. O Espírito Santo está sobre ele. Ele tem uma revelação maravilhosa que carrega consigo. Não morrerá antes de ver o Cristo do Senhor. Como isso acontecerá?
Movido pelo Espírito Santo, ele vai ao templo. Exatamente quando José e Maria estão lá para oferecerem o sacrifício. Quando Simeão vê, toma a criança nos braços e louva ao Todo Poderoso. Agora já pode morrer. Seus olhos viram a salvação do Senhor. Luz para revelação aos gentios e para glória de Israel.
José e Maria se admiram com a atitude de Simeão e sua fala. Simeão os abençoa e diz a Maria que
Ele está destinado a causar a queda e o erguimento de muitos em Israel, a ser um sinal de contradição. O coração de muitos seria revelado, através dEle.
Ana, uma senhora, muito idosa, da tribo de Aser, profetiza, viúva, estava sempre no templo, adorando, jejuando e orando dia e noite. Ela chega ali, nesse exato momento e dá graças ao Senhor, falando a respeito do menino a todos que esperam a redenção de Jerusalém.
Depois que José e Maria fizeram tudo o que era exigido pela Lei, voltaram para sua cada, em Nazaré, na Galiléia.
Jesus crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria. A graça do Poderoso está sobre Ele.
Vamos ficar por aqui. Não é maravilhoso saber que o Senhor sempre cumpre Suas promessas? Ele prometeu um Salvador. E nos deu Jesus. Ele prometeu a Simeão que não morreria sem que visse a Salvação do Senhor. Simeão chega ao templo, exatamente na hora em que José e Maria estão lá. Com Ele nada é por acaso. Há sempre um motivo. Um milagre. Um cumprimento.
Podemos confiar nossas vidas a Ele. Sempre cumpre suas promessas.
Amanhã prosseguimos, ainda pelo capítulo dois de Lucas. Até lá.
Jesus está com oito dias, o tempo para Sua circuncisão. Seu nome foi dado, conforme a orientação do anjo.
Depois de completado o tempo da purificação, de acordo com a Lei, José e Maria foram com Ele, até Jerusalém, para apresentá-Lo. Ele é o primogênito do casal. Eles devem oferecer um sacrifício, de acordo com a Lei.
Há em Jerusálem um homem chamado Simeão. Justo, piedoso e que espera pela consolação de Israel. O Espírito Santo está sobre ele. Ele tem uma revelação maravilhosa que carrega consigo. Não morrerá antes de ver o Cristo do Senhor. Como isso acontecerá?
Movido pelo Espírito Santo, ele vai ao templo. Exatamente quando José e Maria estão lá para oferecerem o sacrifício. Quando Simeão vê, toma a criança nos braços e louva ao Todo Poderoso. Agora já pode morrer. Seus olhos viram a salvação do Senhor. Luz para revelação aos gentios e para glória de Israel.
José e Maria se admiram com a atitude de Simeão e sua fala. Simeão os abençoa e diz a Maria que
Ele está destinado a causar a queda e o erguimento de muitos em Israel, a ser um sinal de contradição. O coração de muitos seria revelado, através dEle.
Ana, uma senhora, muito idosa, da tribo de Aser, profetiza, viúva, estava sempre no templo, adorando, jejuando e orando dia e noite. Ela chega ali, nesse exato momento e dá graças ao Senhor, falando a respeito do menino a todos que esperam a redenção de Jerusalém.
Depois que José e Maria fizeram tudo o que era exigido pela Lei, voltaram para sua cada, em Nazaré, na Galiléia.
Jesus crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria. A graça do Poderoso está sobre Ele.
Vamos ficar por aqui. Não é maravilhoso saber que o Senhor sempre cumpre Suas promessas? Ele prometeu um Salvador. E nos deu Jesus. Ele prometeu a Simeão que não morreria sem que visse a Salvação do Senhor. Simeão chega ao templo, exatamente na hora em que José e Maria estão lá. Com Ele nada é por acaso. Há sempre um motivo. Um milagre. Um cumprimento.
Podemos confiar nossas vidas a Ele. Sempre cumpre suas promessas.
Amanhã prosseguimos, ainda pelo capítulo dois de Lucas. Até lá.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Quando Deus se lembra
Sempre peço ao Senhor que se lembre de mim.
Como se lembrou de Noé, de Abraão, de Sua aliança, de Ana ...
Não que o Senhor esqueça. Ele nunca esquece de nós. Em Isaías 49.14, está escrito que ainda que uma mulher se esqueça de seu filho que amamenta, o Senhor não se esquece de nós. Estamos gravados na palma da Sua mão. Como uma tatuagem eterna, que não se apaga.
Já li dezenas de vezes Gn 8.1-13 e como sempre, da última vez que li, fiz minha oração, do fundo do coração, "Senhor, lembra de mim, como se lembrou de Noé". E o Senhor disse que se lembra. E me falou: "Leia e preste atenção. O que aconteceu?"
E li. Como se nunca tivesse lido antes.
Essa é uma das maravilhas da Palavra de Deus, você pode ler dezenas, centenas de vezes e sempre será nova e renovadora.
O Senhor se lembrou de Noé. Mas as coisas não aconteceram instantaneamente, como gostamos que aconteçam, num piscar de olhos. Deus se lembrou de Noé. E as comportas do céu se fecharam. A chuva parou. E Deus enviou um vento sobre a terra. Por causa desse vento, as águas começaram a baixar. Noé continuava na arca. E o vento do Senhor soprando. E as águas baixando. Como em Isaías 64.4, o Senhor trabalhando enquanto Noé esperava. O versículo três diz que as águas foram baixando, pouco a pouco. E a arca navegando. E Noé esperando pacientemente dentro da arca. Depois de cento e cinquenta dias, a arca "pousou" nas montanhas de Ararate. E as águas continuaram baixando por mais três meses, até que apareceram os topos das montanhas.
Hum, me deparo novamente com os processos e ajustes que precisamos passar, aprender, viver. E que o Senhor precisa trabalhar.
Depois de quarenta dias Noé abriu a janela de arca e soltou um corvo. Acreditou que a terra já havia aparecido. Mas não. O corvo deu voltas e não encontrou lugar para pousar. Deus havia se lembrado de Noé mas ainda estava trabalhando, fazendo ajustes, secando as águas.
Depois soltou uma pomba. O mesmo aconteceu. E Noé continuou. Esperando pacientemente. Mais sete dias. Soltou novamente a pomba. Ela voltou. Mas agora trazia no bico uma folha nova de oliveira. Algo estava acontecendo. As árvores estavam sendo renovadas. O Senhor trabalhando.
Depois de outros sete dias, soltou novamente a pomba. Ela não voltou. Noé então retira o teto da arca e consegue ter uma visão ampla da terra: Estava completamente seca!
Só então o Senhor ordenou que Noé saísse da arca. Ele saiu e construiu um altar dedicado ao Senhor.
O Senhor já se lembrou de mim. E de você. Espere com paciência. Ele fez a chuva parar. Enviou o vento. O vento está soprando. As águas estão secando.
Fique protegido na arca até que toda a água seque e Ele ordene a saída. Quando Ele disser que chegou a hora terá feito os ajustes necessários para que o novo tempo comece do jeito dEle, com a bênção e o cuidado dEle. Então saia, e agradecido, construa, com sua vida, um altar dedicado a Ele.
Ah, e todas as outras vezes que o Senhor "se lembrou" houve um tempo e um processo. É sempre assim. Para o nosso bem.
Como se lembrou de Noé, de Abraão, de Sua aliança, de Ana ...
Não que o Senhor esqueça. Ele nunca esquece de nós. Em Isaías 49.14, está escrito que ainda que uma mulher se esqueça de seu filho que amamenta, o Senhor não se esquece de nós. Estamos gravados na palma da Sua mão. Como uma tatuagem eterna, que não se apaga.
Já li dezenas de vezes Gn 8.1-13 e como sempre, da última vez que li, fiz minha oração, do fundo do coração, "Senhor, lembra de mim, como se lembrou de Noé". E o Senhor disse que se lembra. E me falou: "Leia e preste atenção. O que aconteceu?"
E li. Como se nunca tivesse lido antes.
Essa é uma das maravilhas da Palavra de Deus, você pode ler dezenas, centenas de vezes e sempre será nova e renovadora.
O Senhor se lembrou de Noé. Mas as coisas não aconteceram instantaneamente, como gostamos que aconteçam, num piscar de olhos. Deus se lembrou de Noé. E as comportas do céu se fecharam. A chuva parou. E Deus enviou um vento sobre a terra. Por causa desse vento, as águas começaram a baixar. Noé continuava na arca. E o vento do Senhor soprando. E as águas baixando. Como em Isaías 64.4, o Senhor trabalhando enquanto Noé esperava. O versículo três diz que as águas foram baixando, pouco a pouco. E a arca navegando. E Noé esperando pacientemente dentro da arca. Depois de cento e cinquenta dias, a arca "pousou" nas montanhas de Ararate. E as águas continuaram baixando por mais três meses, até que apareceram os topos das montanhas.
Hum, me deparo novamente com os processos e ajustes que precisamos passar, aprender, viver. E que o Senhor precisa trabalhar.
Depois de quarenta dias Noé abriu a janela de arca e soltou um corvo. Acreditou que a terra já havia aparecido. Mas não. O corvo deu voltas e não encontrou lugar para pousar. Deus havia se lembrado de Noé mas ainda estava trabalhando, fazendo ajustes, secando as águas.
Depois soltou uma pomba. O mesmo aconteceu. E Noé continuou. Esperando pacientemente. Mais sete dias. Soltou novamente a pomba. Ela voltou. Mas agora trazia no bico uma folha nova de oliveira. Algo estava acontecendo. As árvores estavam sendo renovadas. O Senhor trabalhando.
Depois de outros sete dias, soltou novamente a pomba. Ela não voltou. Noé então retira o teto da arca e consegue ter uma visão ampla da terra: Estava completamente seca!
Só então o Senhor ordenou que Noé saísse da arca. Ele saiu e construiu um altar dedicado ao Senhor.
O Senhor já se lembrou de mim. E de você. Espere com paciência. Ele fez a chuva parar. Enviou o vento. O vento está soprando. As águas estão secando.
Fique protegido na arca até que toda a água seque e Ele ordene a saída. Quando Ele disser que chegou a hora terá feito os ajustes necessários para que o novo tempo comece do jeito dEle, com a bênção e o cuidado dEle. Então saia, e agradecido, construa, com sua vida, um altar dedicado a Ele.
Ah, e todas as outras vezes que o Senhor "se lembrou" houve um tempo e um processo. É sempre assim. Para o nosso bem.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
1 Samuel, tesouro inesgotável
Elcana, um marido que valia mais que dez filhos!
Penina, uma pedra no sapato. Sempre afrontando Ana. Uma mulher que não sabia exercer graça e misericórdia.
Ana, uma mulher linda e humilde. Pediu, ganhou, doou. E ganhou mais. Encheu a aljava de Elcana.
Eli, compactuou com o pecado de seus filhos. Um profeta que perdeu a visão. Perdeu o privilégio de abençoar gerações. De perpetuar seu ministério.
Samuel, um homem que aprendeu a ouvir a voz do Senhor, ainda menino. Cresceu em comunhão com o Senhor. Ousou repreender Saul. Ousou ungir um simples pastorzinho como futuro rei de Israel, porque Deus assim o orientou.
Saul, o homem que tinha tudo para dar certo. Como foi terrível sua decadência! Aquele que havia matado todos os médiuns, no final de sua vida consulta uma. Porque o Senhor havia se calado! Mas como ouvir Sua voz com o ouvido cheio "da cera" do pecado? A alma de Saul inquieta. Ele desesperado. A um passo de se prostrar diante de Deus. Se arrepender. Clamar por perdão. Reconciliação. Reconexão. Mas não o faz.
O
terrível do pecado é que ele nos aprisiona e nos cega. E as coisas só
pioram! E aqui, volto mais uma vez a falar do poder das nossas escolhas. Eu
escolho! Mas minhas escolhas afetam outras pessoas. Sempre! E Saul cai no monte
Gilboa, levando seu filho lindo e raro, à morte junto com ele. Saul, seus três
filhos, seu escudeiro e todos os seus soldados morreram naquele
dia. Tragédia.
Como isso
é sério! Como meu coração partiu e como chorei quando estive naquele
lugar! Por todos os Sauls e Jônatas que conheço. Pelos que não conheço também.
Pelos seus escudeiros. Pessoas que começaram tão bem e hoje estão afastadas do
Senhor. Que a Sua bondade possa alcançá-las através das nossas orações e
nossas vidas!
E no episódio da morte de Saul, é contado sobre duas guerras. Dois
protagonistas. Ambos desfalecem. Um cai estendido no chão, tomado de
incontrolável pavor, Saul. O outro, mesmo sendo ameaçado em ser apedrejado por
seus homens, após ter dado brados de dor e chorado até "se esgotarem as
lágrimas", encontra ânimo no Senhor, Davi. Para um, Deus se cala. Para o
outro, ao perguntar se deve prosseguir na batalha, Deus não apenas responde o
que foi perguntado, Ele dá o resultado da batalha. Um é derrotado e morre,
perdendo tudo. O outro, após ser respondido pelo Senhor, ataca seus inimigos e
recupera TUDO que perdeu. Ainda despoja os filisteus e presenteia os anciãos de
Judá. Quanta diferença entre o que serve e o que não serve a Deus!
Saul podia ter dado certo. Mas não deu. Escolhas erradas.
Jônatas, maravilhoso demais. Sabia servir. Um amigo mais que precioso.
Como Davi disse "o seu amor me era mais precioso que o amor das
mulheres". Sabia ser o segundo.
O escudeiro de Jônatas. Sabia a quem servia. E servia de coração.
Golias, o gigante que nos promove. Que nos leva aos lugares certos.
Davi, meu preferido, um homem segundo o coração de Deus.
Mical, mulher tola. Sua tolice lhe tirou o privilégio de ser mãe.
Urias, um guerreiro corajoso e leal. Não aceitou
desfrutar de uma noite de amores enquanto a arca do Senhor e o Seu exército
estavam acampados em guerra.
Nabal, um tolo, que esqueceu quem foi Calebe, seu antepassado, um homem que sabia enxergar, um guerreiro. Um conquistador. Tornou-se um cego, inconsequente, que não sabia ouvir.
E por fim, Abigail, minha preferida. Inteligente. Sabia ouvir. Enxergar. Agir. Falar. Honrar. Por isso foi honrada por Deus. Depois da dor, alegria. Meu modelo pessoal.
Que exemplos a serem seguidos e, alguns evitados. Que possamos aprender através das páginas desse livro maravilhoso. Repleto de segredos e surpresas.
E como chegamos até aqui, que tal darmos uma espiadinha em II Samuel?
Vamos percorrer algumas páginas e lermos juntos alguns personagens.
Começamos na próxima semana. Espero você.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Querendo ser um e sendo outro
Não que não faltem histórias para contar ou livros para ler. Mas, assim como você, estou "em construção". É verdade que existem áreas em que posso já estar "construída", mas nessas áreas serei testada, para ver se o alicerce é bom e se o acabamento "presta".
Mas quantas vezes queremos ser um e somos outro...
Quantas vezes quero ser o Adão que aguarda ansiosamente pela virada do dia para encontrar-se com o Senhor e acabo sendo o que vê Eva com o fruto proibido na mão e não faço nada. Fico passivamente observando. Sem tomar uma atitude correta.
Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta de madrugada para obedecer a Deus, sacrificando seu filho amado, sem procrastinar, mas sou como o povo de Israel que precisa ouvir dezenas, centenas de vezes a mesma ordem, para só então obedecer.
Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta para combater os reis que levaram Ló cativo, mas sou o Abraão covarde que tem medo de ser morto por causa da beleza de Sara e me escondo atrás de uma meia verdade!
Quantas vezes quero ser o Jacó que luta com Deus, mas sou o Jacó que se agarra a uma túnica velha suja de sangue de algum animal qualquer, acreditando que José está morto.
Quantas vezes quero ser o Davi que se desvia das lanças de Saul, mas sou o Davi que corta o manto desse mesmo Saul.
E quantas vezes quero ser o Calebe que anima o povo à conquista da terra, mas sou um dos outros dez e ao invés de olhar para o Senhor, olho para o meu tamanho e o tamanho do gigante e balanço a cabeça, já me sentindo derrotada.
Quantas vezes quero ser o Josué que pergunta a Deus, e espera Sua resposta, mas sou o Josué que não discerne que Acã pecou ou que aquele povo com aparência de cansado na verdade é um povo vizinho com quem não posso me aliançar.
Quantas vezes quero ser o Davi que diz “o Senhor é o meu Pastor, nada me faltará”, mas sou o Davi que diz “o ímpio prospera” e grito: “até quando Senhor”?
Quantas vezes quero ser o Elias que enfrenta os profetas de Baal mas sou o Elias que foge de Jezabel, se esconde na caverna e anseia pela morte, sem querer sair do lugar.
Quantas vezes quero ser Ana que se prostra na casa do Senhor, clamando por um filho, ano após ano, mas na minha ansiedade me torno Tamar, procuro Judá e resolvo a situação, eu mesma!
E quantas vezes quero ser Jeremias que fala o que Deus quer, mesmo sendo lançado na prisão, mas sou Jonas e pego um navio para o lado oposto ao que Deus mandou, tentando me esconder no porão de um navio qualquer.
Quantas vezes quero ser Jairo, olhar para minha filha sem cor, estendida naquela cama, morta, e não temer, mas continuar crendo e sou aquele homem que berra angustiado: “eu creio, ajuda a minha incredulidade”.
E quantas vezes quero me tornar rei sem ter que enfrentar Golias, sem ter que fugir de Saul, sem ter que morar anos em cavernas. Mas não é possível. E quero um milagre antes de ser lançada na fornalha. Mas sou lançada assim mesmo. Quero que os leões morram todos antes de ser jogada na cova com eles. Mas eles estão bem vivos. E famintos. E tenho que enfrentá-los!
Só há um jeito de ser quem Ele quer que eu seja: meus olhos fixos nEle. Mas às vezes uma simples borboleta passa e me distraio. E depois, como é difícil voltar meu foco. E só olhar para Ele. Porque a borboleta me fez olhar para um vulcão. E tenho certeza que entrará em erupção a qualquer momento e o medo quer me paralisar! Ou olho para o mar e as ondas vão me alcançar onde estou. E isso me enche de pavor! Com certeza, vou morrer, NÃO SEI NADAR. Tudo por causa daquela minúscula borboleta. E grito e forço minhas pernas a correrem.
Então, volto meus olhos para Ele. Tudo muda, dentro de mim. O vulcão pode entrar em erupção. A onda vai me alcançar. Continuo não sabendo nadar, mas estou nos braços dEle! Daquele que faz os montes fumegarem. Daquele que sabe andar sobre as águas. E é nEle, só nEle que venço. Que sou alguém. Que tenho identidade. Que saio do esconderijo e enfrento as batalhas. E luto. E aquela mulher de 1,51 m vai para o front e faz um estrago! Por Ele. Para Ele.
O meu consolo e a minha alegria é que Deus não me ama menos nesses momentos. Ele não nos ama mais quando cremos e menos quando não conseguimos crer. Sua medida de amor se esgotou quando Ele deixou Sua glória e Se entregou por nós. Naquela cruz.
Quando acerto, é Deus em mim. É Ele que amorosamente inclina o meu coração para dar a resposta certa àquilo que se apresenta diante de mim. Sim, é verdade, eu sou a Guerreira, mas é por Ele. E vou e luto pela minha terra e pela de outros também.
Só pela minha força, estaria escondida numa caverna bem funda e secreta, esperando a guerra acabar para sair. Depois que a poeira acabasse. Não somos super-homens. Ou super-mulheres. Somos apenas pessoas que querem ouvir e obedecer a Ele. E Ele conhece nossas limitações. E nos abençoa. Ele é o Cordeiro que venceu. E tem paciência conosco. Por nos amar! Por isso, por Ele, vamos prosseguir. E continuar com nossas escolhas. E escolher ser a melhor versão de nós mesmos. E construir o nosso futuro! Um bom futuro! A cada dia. Prosseguindo. Sempre.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Ana e seu sonho
Vamos ler Ana. Claro que não consigo ler assim: Ana não tinha filhos. Orou. Engravidou. Tenho que enxergar tudo que representa. Adoro descobertas.
Ana. Esposa de Elcana. Amada por seu marido. Estéril. Não havia nada pior para uma mulher, que ser estéril. Uma mulher dizia "eu te amo" ao seu marido, dando-lhe filhos. É tão terrível essa sensação de não poder gerar um filho que quando ouvi o médico me dizer (embora não pretendesse ter mais filhos) que precisava tirar o útero porque poderia "explodir" dentro de mim, a qualquer momento e eu ter uma infecção generalizada, me deu uma sensação de perda de poder.
Ana era uma mulher que amava seu marido. Sabia ser amada por ele. Vivia presenciando seu carinho pelos filhos e não podia lhe oferecer um! Como é horrível nos sentirmos impotentes. Seja pelo motivo que for. Ah, e como Penina se aproveitava daquela situação. O tempo todo humilhando Ana. E o que Ana podia fazer? Nada! O que Penina lhe jogava na cara era a pura verdade: Deus, o seu Deus, que ela amava, havia lhe deixado estéril. Que dor terrível!
E todo ano acontecia a pior situação da sua vida. Elcana ia até Siló com suas duas mulheres. Seus filhos e filhas. Oferecer sacrifícios, adorar ao Senhor e se alegrar em Sua presença. Apesar de seu marido lhe oferecer porção dobrada. De amá-la "com grande amor", dizendo e demonstrando, faltava algo a Ana. A esterilidade mata. Observe o Mar Morto.
E enquanto todos se alegravam e se divertiam, Ana sentava-se sozinha. Sem conseguir comer. Só chorava. E cada ano era uma tortura maior. Até que certa vez Ana levantou-se, "com a alma profundamente sofrida", chorou muito e orou ao Senhor. Se o Senhor lhe desse um filho, ela O dedicaria todos os dias de sua vida.
Fico imaginando a dor dessa mulher! Ser mãe é maravilhoso! Não só gerar um filho. Ser mãe. Ouvir as primeiras palavras. Ver os primeiros passos. Os sorrisos. Os olhinhos. Ensinar. Corrigir. Beijar. Amar. Contar histórias. Correr. Brincar. Ah! Que delícia! E quando crescem, lançá-los como flecha para alcançar o alvo. E vê-los crescer. Mas como dói a casa vazia. A mesa vazia. A falta da correria. As risadas deliciosas. A bagunça maravilhosa.
"Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi, há abundância de colheitas”. – PV 14.4 Ah, eu prefiro ter que ficar limpando o celeiro e dar comida aos bois, do que estar tudo limpo. Não ter trabalho. Nem colheita. E aquela mulher, desesperada, quer abrir mão de tudo isso só para não ser estéril. Ter um filho e o entregar ao Senhor!
E além de tudo o que Ana precisa sofrer, o profeta a acusa de bêbada. Que mulher incrível! Ela se humilha diante do profeta. Explica sua dor. “Estou aqui abrindo a minha alma para o Senhor! Contando a Ele toda minha amargura”! O profeta lhe dá uma palavra! E ela crê! Ela se levanta. Sua alma em paz. Comeu. E seu semblante não era mais triste! A fé faz coisas que não podemos imaginar!
Algo um pouquinho maior que um grão de mostarda começa a crescer dentro dela. Não. Ainda não era seu filho. Era a esperança. O sonho. E ela começou a imaginar sua barriga crescendo. Podia ver seu sorriso! Imaginava-se trocando fraldas. Amamentando. Ah! A alegria da expectativa! Aquela alegria do Senhor, que é a nossa força! E algo começou a acontecer dentro dela. Seus hormônios se modificaram. Tudo dentro dela mudou. A vida que estava em sua mente e em seus sonhos, saltou! Acabou com sua esterilidade! Gerou vida! Não tinha como ser diferente! Sua mente só pensava em vida! E ela engravidou! O que era apenas sonho foi OBRIGADO a se tornar realidade!
No ano seguinte, Ana não foi com Elcana. O menino ainda era muito novo. E quando foi desmamado, o entregou como havia prometido. Posso imaginar a dor em seu coração. Ter que se separar de seu filho, ainda tão novinho! Mas ela orou. O Senhor se lembrou dela. Ela engravidou. Era um menino. Ela cumpriu seus votos!
E sabe o que acho mais maravilhoso? "Àquele que é poderoso para realizar infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos, de acordo com o Seu poder que opera em nós, a Ele seja a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém". – Ef 3.20
Ela pediu um filho. Simplesmente para poder mostrar o seu amor ao seu marido! Sentir-se mulher. Deus lhe deu mais três filhos e duas filhas! E esse seu filho, primogênito, tornou-se uma peça chave na história de Israel! Que homem foi Samuel! Depois de toda dor. Sofrimento. Humilhação. Choro. Se ela fosse como eu, teria a capacidade de produzir o equivalente às Cataratas do Iguaçu em lágrimas, Deus lhe deu um filho que abençoou toda uma nação! Quem era estéril, agora se torna mãe de seis filhos! Mãe de Samuel! "E esta é a segurança que temos para com Ele: que, se lhe fizermos qualquer pedido, de acordo com a vontade de Deus, temos certeza de que Ele nos dá atenção”. – I Jo 5.14 Deus é fantástico!
Que o seu coração se encha de fé e esperança! E que comece a agir de maneira poderosa dentro de você. Independente das circunstâncias. Que o Seu amor o envolva. Que você sinta, perceba o Seu cuidado! Que as bênçãos do Senhor venham até você e o alcancem! Que o seu sonho venha à tona, como o de Ana, e se torne realidade, vida!
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