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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

João 1.19-28

Leitura do dia 02/11.

Na postagem anterior vimos Cristo Jesus, a Palavra eterna. E o testemunho de João Batista sobre Ele.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-11-18.html

Agora, continuamos nossa caminhada a partir do versículo dezenove. Até o vinte e oito. Do capítulo um do livro de João.

João continua falando de João Batista e de seu testemunho.

Os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas até João, em Betânia, do outro lado do Jordão, onde estava batizando. Perguntaram quem ele era. João não mentiu. Declarou abertamente que não era o Cristo.

Perguntaram se era Elias. Ou “o” Profeta. Respondeu que não era. Nem um, nem outro.

Insistiram com ele, querendo saber sua identidade, para responderem àqueles que lhes haviam enviado.

A pergunta: “Quem diz você acerca de si mesmo?”.

João respondeu com as palavras do profeta Isaías. Disse que era a voz do que clama no deserto: “Façam um caminho reto para o Senhor”.

Alguns fariseus que tinham sido enviados, também o interrogaram perguntando por que ele batizava se não era nem o Cristo, nem Elias e nem “o” Profeta.

João não responde o motivo. Responde que batizava com água, mas entre eles estava alguém que não conheciam, que vinha depois dele e cujas correias das sandálias, não era digno de desamarrar.

Quero parar aqui.

Não é verdade que temos dificuldades de falarmos de nós mesmos?

Quando alguém pede nossa descrição, e pede para falarmos de nossas qualidades e defeitos, quase sempre, entramos em pânico.

João Batista foi perguntado, à queima-roupa: “Quem diz você acerca de si mesmo?”. Respondeu, também à queima-roupa. João Batista sabia quem era.

Como é importante sabermos quem somos. Se soubermos nossa identidade, saberemos nossa missão.

João Batista falou quem era, a voz. Em seguida, falou qual era sua missão, preparar um caminho reto para o Senhor.

Não saberemos nossa missão, nosso chamado, nossa vocação ou como quer que chamemos nosso propósito nesta terra, se não soubermos quem somos.

Pare um pouco. Se sabe quem é e qual sua missão, agradeça ao Senhor. Não despreze seu chamado, nem sua identidade. Faça como João Batista. Aja de acordo com sua identidade e chamado.

Se ainda não sabe, peça ao Senhor que se revele a você. Quando Ele se revela a nós, também revela nossa identidade. Quando sabemos nossa identidade, descobrimos nosso chamado.

Não podemos continuar nossa caminhada pela vida, se não soubermos quem somos.

Prosseguimos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Lucas 20.1-47

Leitura do dia 31/10.

Na postagem anterior vimos a salvação de Zaqueu, chefe dos cobradores de impostos. Jesus conta a parábola dos dez servos, a parábola dos talentos. Ele entra em Jerusalém, montado em um jumentinho, como o Rei que é. E chora por Jerusalém, que não reconheceu que o Eterno a visitou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-191.html

Agora, caminharemos pelo capítulo vinte de Lucas.

Jesus está ensinando no templo. Os principais sacerdotes, os mestres da lei e os líderes do povo (religiosos) aproximam-se dEle. Como sempre, não querem aprender. Querem questioná-Lo.

Até eles percebiam que Jesus tinha autoridade. Perguntam-Lhe com que autoridade faz o que fazia e quem Lhe dera esse direito. Uma pergunta para provocá-Lo, com certeza. Não queriam saber a resposta. Queriam apenas algo para acusá-Lo.

A resposta do Senhor me faz vibrar. Tenho vontade de gritar, bater palmas, saltar e levantar diversas plaquinhas. Como se sozinha, eu fosse uma "torcida organizada". Que sabedoria!

Disse que primeiro faria uma pergunta. Se respondessem, lhes diria com que autoridade estava fazendo aquelas coisas. Ele não espera. Pergunta de onde vinha a autoridade do batismo de João. Do céu ou dos homens?

Ele sabia a resposta. Conhecia o que ia no coração dos homens. Aparência era o que importava. Lembra da figueira com folhas? Eram como ela. Tinham folhas e você espera encontrar frutos quando se aproxima. Mas não há nenhum. http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/jesus-e-figueira-sem-frutos.html

Não respondem de imediato. Ficam discutindo entre si. Sabem que se disserem que o batismo de João era do céu, Jesus perguntaria por que não creram e não foram batizados. Se, ao contrário, responderem que era dos homens, temiam ser apedrejados, pois todos consideravam João um profeta, embora eles não considerassem.

Não tiveram outra resposta a não ser dizer que não sabiam.

Meus olhos e ouvidos estão atentos. Jesus vai virar as costas e simplesmente ir embora? Havia dito que só responderia se respondessem primeiro à Sua pergunta e eles “não souberam” responder.
Jesus simplesmente diz que também não diria com que autoridade estava fazendo aquelas coisas. Como sempre, Sua sabedoria me atinge em cheio. Fico pasma! Aqueles homens precisam se retirar. Não terão resposta porque realmente não querem a verdade.

Se Jesus respondesse, adiantaria alguma coisa? Aqueles homens creriam nEle? Sabemos que não. Seus olhos e ouvidos estavam fechados devido à incredulidade. Não queriam aprender, porque não queriam mudar. Estavam satisfeitos com todas as tradições que criadas, que os deixava em posição privilegiada diante do povo.

Mas havia uma chance para eles. Se pensassem na pergunta de Jesus sobre o batismo de João, veriam que era a mesma resposta. O batismo de João era do céu, assim como Sua autoridade.

A verdade sempre será verdade, quer você ou eu, creiamos ou não.

Se realmente queremos respostas, devemos perguntar. Se não, é melhor nos calarmos. Respostas vindas do Senhor sempre nos levarão a uma tomada de atitude. Talvez não sejam as que gostaríamos de tomar, como o homem rico, que saiu triste sem coragem de fazer o que Jesus lhe dissera.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/o-que-me-falta-ainda.html

Quero de fato saber quem Ele é? Com que autoridade faz o que faz? O que Ele quer de mim? http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/andando-ao-lado-de-jesus.html

Sento por um tempo. Preciso pensar. Ele sempre me faz pensar. Estou disposta? Quero Lhe fazer perguntas? Quero ouvir Suas respostas? Quero obedecer?

Sente-se comigo. Analisemos nossas motivações e coração. Estamos dispostos a ouvir Sua resposta e obedecer?

Depois de Sua resposta, Ele volta-se para o povo e conta uma parábola.

É a parábola dos lavradores maus. Prestemos bastante atenção. Abra seus olhos e ouvidos.

Um homem plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor, para protegê-la. Cavou um tanque para prensar as uvas e fazer vinho. Construiu uma torre. Para vigiar sua vinha. Principalmente na época da colheita, é muito importante essa vigilância. Há salteadores e intempéries.

Depois que deixou tudo pronto, arrendou sua vinha e fez uma viagem.

Quando estava próxima a época da colheita, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe pertenciam. Quando uma terra era arrendada, parte da colheita pertencia ao arrendatário e a outra parte ao proprietário da terra.

Quando aqueles servos foram receber essa parte que era devida ao proprietário, os lavradores agarraram e espancaram aqueles homens. A outros, também enviados, mataram. Os próximos foram apedrejados.

O proprietário enviou outros servos, em maior número, mas os lavradores trataram-nos da mesma forma.

Por último, aquele proprietário resolveu enviar seu filho acreditando que o respeitariam. Ledo engano. Quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros: “Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e ficar com a herança”. Foi o que fizeram. Agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e mataram-no.

Jesus pergunta “quando vier o dono da vinha, o que fará àqueles lavradores?”. Não questiona se o dono da vinha virá. É certo que virá. Mataram seus servos e por último seu filho, seu herdeiro. Então, o que ele fará quando vier?

Os que O ouviam disseram, “que isso jamais aconteça”, como muitas vezes dizemos “Deus nos livre”.

Jesus pergunta o que significa a passagem nas Escrituras sobre a pedra que os construtores rejeitaram e tornou-se a pedra angular. Afirma, com todas as letras, novamente sem meias palavras que quem tropeçar nesta pedra (Ele próprio) seria despedaçado e aquele sobre quem a pedra cair seria reduzido a pó.

Os mestres da lei e os principais sacerdotes ao ouviram essa parábola, claro entenderam que Jesus falava sobre deles. Estava muito claro. Podiam não querer arrependimento, mudança de vida. Mas entendiam Sua mensagem.

Minha boca está aberta. Meu queixo cai. Quero erguer minha plaquinha, mas estou tão chocada que não consigo me mexer. Mal consigo respirar. Meus olhos devem estar esbugalhados.

Realmente o Senhor não tem medo de ficar sem ouvintes. Novamente Ele demonstra, de maneira completamente clara, Seu compromisso com a verdade.

Estou a ponto de engasgar. Nunca vi alguém tão comprometido com a verdade. Isso me emociona. Me choca. Enche meu coração de admiração. De amor. De paixão. Quero segui-Lo. Quero servi-Lo. Todo o tempo. Todos os dias. Onde quer que vá. Para sempre. Esse é o Senhor que quero sobre mim. Que não abandona a verdade por nada. Que não é politicamente correto. Que não é político. É correto. E ponto. O que o sim é sim e o não é não.

Os mestres da lei e os principais sacerdotes queriam prendê-Lo, mas tinham medo da reação do povo. Não era a hora. Estava próxima. Ele havia ido a Jerusalém para tal. Sabia o que O esperava. Mas ainda não era a hora.

Tenho que parar aqui. Preciso me recompor. Sua ousadia me abala. Será que estou comprometida com a verdade como meu Senhor? Será que amo mais a verdade que “meus” ouvintes? Afinal, esses ouvintes são os conhecedores das Escrituras, os estudiosos. Qual meu comprometimento com Ele? Será que procuro colocar "panos quentes" em algumas situações? Será que a verdade para mim é sempre verdade? Será que ainda me pego "dando um jeitinho brasileiro" em alguma situação?

Penso no Senhor da vinha. Ele vem, é certo. Sua vinda está próxima. Tenho sido fiel? Ele vem receber a parte que Lhe cabe na colheita. Estou disposta a entregar Sua parte ou quero tudo para mim? Que tipo de "mordomo" tenho sido? Acertarei tudo com Ele, corretamente? Meu coração dispara.

Sondemos mais uma vez nossos corações.

Mais tarde, esses líderes enviaram alguns espiões para provocar Jesus. Querem que fale algo que possam condená-Lo diante do governador. Para prendê-Lo.

Eles O chamam de Mestre. Dizem saber que fala e ensina o que é certo. Não se deixa influenciar. Ensina o caminho de Deus conforme a verdade. Pergunto: Então, por que não eram Seus discípulos?

Pois bem. Continuam com a farsa. Perguntam, “inocentemente”, se era certo ou não pagar o imposto a César.

Meus olhos e ouvidos estão atentos aguardando Sua resposta.

Jesus, percebendo a má intenção deles, pede que Lhe mostrem uma moeda de prata.

Mostram-lhe uma moeda. Estico meu pescoço. O que fará agora?

Pergunta de quem é a imagem e o título gravado na moeda. Claro, minha plaquinha está levantada.
Queriam Lhe pegar em Suas próprias palavras, mas agora quem pergunta é Ele. Queria ter outra plaquinha.

Eles, na minha opinião, “com cara de tacho”, são obrigados a responder que a imagem e o título são de César.

Jesus conclui que deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Ficaram admirados com Sua resposta.

Sinto muito se você me acha escandalosa, mas tenho que pular diante de tal resposta. Meu Senhor é tão maravilhosamente sábio! Meu queixo cai. Acho que fico literalmente babando.

Não apenas respondeu que o imposto, devido a César, deveria ser pago. Também disse que o que é de Deus deve ser dado a Deus.

A honra, a obediência, o amor, o louvor, o temor. Tudo que pertence a Deus deve ser Lhe oferecido.

Claro, preciso sentar de novo. Fiquei tão empolgada com Sua resposta, mas agora a pergunta ecoa através dos meus próprios ouvidos. Tenho que olhar para dentro de mim. Novamente. É verdade, tenho declarado meu imposto corretamente, como deve ser. “Dar a César o que é de César”. Mas e quanto a dar a Deus o que é de Deus? Tenho feito isso? Tenho realmente dado ao Senhor tudo o que Lhe é devido? E você? Sondemos nossos corações.

Prossigamos.

Depois dos fariseus e espiões, vieram os saduceus. Não acreditam na ressurreição. Vão a Jesus com mais uma daquelas perguntas para testá-Lo. Citam Moisés, que dissera que se um homem morresse sem deixar filhos, seu irmão deveria se casar com a cunhada para dar descendência ao irmão que morrera. Disseram que havia uma família com sete irmãos. O primeiro casou e morreu. Não teve filhos. Seu irmão casou-se com a cunhada, para cumprir a lei. O mesmo aconteceu com todos os outros. Até que finalmente a mulher morreu.

Disparam a pergunta. Querem saber, na ressurreição, de qual dos sete seria esposa, uma vez que todos foram casados com ela.

Como sempre, Sua resposta deixa-me boquiaberta. Ora, se não acreditavam na ressurreição, por que a pergunta? Queriam saber qual solução Jesus daria.

Sua resposta vai ao fundo da verdadeira questão. Estavam enganados por não conhecerem nem as Escrituras, nem o poder de Deus. Esse era o erro deles. Embora fossem considerados estudiosos da Lei, suas crenças estavam erradas. Não conheciam verdadeiramente a Lei, as Escrituras, nem o poder de Deus. Não havia relacionamento entre eles e Deus. Não saíam da superficialidade.

O Senhor explica que na ressurreição as pessoas não se casam. E, como sempre, chega ao âmago da questão. Diz àqueles homens que não criam na ressurreição se não haviam lido que Deus disse a Moisés ser o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Mais uma vez o problema dos saduceus estava em não conhecer as Escrituras. Embora lessem não entendiam. Seus olhos, ouvidos e mentes estavam encobertos. Seus corações não eram atingidos. Estavam completamente enganados.

Como pode sempre ir ao âmago da questão? Responde além do que perguntam porque sabe o que exatamente querem dizer e o que precisam ouvir.

Preciso parar e adorá-Lo, com o coração cheio de admiração, amor e gratidão. Esse é o Senhor que sirvo e servirei para todo o sempre. Com todo o meu ser.

Ninguém mais tem coragem de Lhe perguntar nada. Então, é Sua vez de perguntar. Sua pergunta também é à queima-roupa. Quer saber por que afirmam que Cristo é filho de Davi se o próprio Davi, falando através do Espírito Santo, chama-O de Senhor (Salmo 110). Como, então, pode ser seu filho?
Claro que sabia a resposta. Diferente dos fariseus, não queria colocar ninguém à prova. Queria ensinar. Esclarecer. Revelar. Como antes fazíamos com o negativo de uma fotografia. Mostrar a verdade oculta. Sua hora estava chegando.

Ninguém conseguiu responder. Não tinham a revelação de que o Cristo era sim, filho de Davi, porque o Todo-Poderoso cumpriria Sua promessa a ele, mas também era, é o Deus Encarnado, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, como João tão lindamente explica no capítulo um de seu livro.

Jesus deixou a pergunta no ar. Para ser pensada. Ruminada. Pesquisada. Estudada.

Se queremos aprender, precisamos examinar as Escrituras, com o coração atento às verdades ali contidas.

Ele orientou às multidões, que tivessem cuidado com os mestres da lei. Gostavam de aparecer. De ser saudados. De estarem no centro da atenção. E, pior que isso, tomavam posse dos bens das viúvas, desonestamente. Também gostavam de fazer longas orações em público.

Seriam duramente castigados. Eram só casca.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 9 de novembro de 2019

Lucas 3.1-38

Leitura do dia 25/10.

Na postagem anterior vimos o nascimento de Jesus. O coral celestial diante dos pastores. Sua apresentação no templo. A profecia de Simeão. Ana conhece o Messias. Sua infância em Nazaré. E sua conversa com os mestres da Lei, no templo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-21-52.html

Agora, caminharemos através do capítulo três de Lucas.

Ele nos situa. Era o décimo quinto ano do reinado do Imperador Tibério César. O governador da Judéia era Pôncio Pilatos. O da Galileia era Herodes Antipas. Filipe, seu irmão, governava a Itureia e Traconites. Lisânias governava Abilene. Os sumos sacerdotes eram Anás e Caifás. Amo esse cuidado de Lucas. Lembre-se, é um médico escrevendo sobre suas pesquisas.

Nesse ano, o Senhor falou com João, filho de Zacarias. Ele vivia no deserto. Embora fosse filho de sacerdote, não estava no templo. Seu chamado é outro. Começou a percorrer os arredores do rio Jordão. Prega o batismo como sinal de arrependimento para perdão de pecados. Não há perdão sem arrependimento e o sinal de que houve o arrependimento, era o batismo.

Chama minha atenção o fato de João pregar no deserto. Já tive o privilégio de ir a Israel. O deserto da Judéia é realmente um deserto. O que um homem iria fazer naquele lugar é difícil imaginar. Pregar no deserto? Foge à minha compreensão. A vista é fabulosa, é verdade. Mas praticamente toda da mesma cor. Sem contar o calor! Mesmo à beira do Jordão.

Vemos pregadores escolherem os lugares mais centrais, agradáveis e luxuosos para levarem suas pregações. Mas João? Ele surgiu, pregando no deserto da Judéia. Tenho que perguntar: “Que homem é esse?”. Ah, e a pregação dele? Não prega o que se quer ouvir. Não fala de coisas agradáveis e doces aos nossos ouvidos. Sua pregação chama as pessoas ao arrependimento. Simples assim. Sem barganhas. Sem afagos.

Lucas afirma que esse é o que o profeta Isaías anunciou. A voz. A voz do que clamaria no deserto e prepararia o caminho do Senhor.

Multidões iam até ele para ser batizadas. Iam até João. Ouviam sua pregação. Eram confrontadas. Confessavam seus pecados. E eram batizadas.

O batismo era um ritual de purificação naquela época. Por batizar, João passou a ser conhecido como João Batista.

João chamava seu público de raça de víboras. Deviam produzir ações que provassem seu arrependimento. Não adiantava dizer que eram filhos de Abraão. Não significava nada. O machado estava posto à raiz. As árvores que não produzissem frutos bons seriam cortadas e lançadas ao fogo. Amo João Batista. Não era “politicamente correto”. Falava a verdade.

As multidões não fugiam. Perguntavam o que deviam fazer. Não respondia que eram capazes de conquistar tudo. Respondia que, se tivessem duas vestimentas, dessem uma a quem não tivesse. Se tivessem comida, dividissem com quem passava fome.
Cobradores de impostos também iam até ele para ser batizados. Perguntavam o que deviam fazer. Ele respondia que deviam cobrar o imposto correto. Nada a mais do que era exigido.

Alguns soldados também iam até ele. Queriam saber como agir. João dizia para não praticarem extorsão, não fizessem acusações falsas e ficassem contentes com seus salários.

Todos estavam ansiosos pela vinda do Cristo. Queriam saber se era João. Ele falava batizava apenas com água, mas depois dele viria alguém mais poderoso, ele não era sequer digno de desamarrar suas sandálias! Que homem é esse? Não se vangloria. Não bate no peito reclamando sua autoridade e exigindo respeito. Dizia que era o menor. E apontava para Jesus, Aquele que batizaria com Espírito Santo e com fogo. Aquele que limparia a sua eira, juntando o trigo e queimando a palha no fogo.

Quando se colhia o trigo, deixava-se na eira, ao vento. A palha era espalhada. Separava-se o trigo para colocá-lo no celeiro. A palha era queimada.

É João sabia quem era e para que veio! Conhecia sua identidade. Nem mais, nem menos.

Como é importante sabermos quem somos, independente da opinião das pessoas, das circunstâncias e do tempo.

João também criticou publicamente Herodes Antipas, o governador da Galileia. Ele se casou com Herodias, esposa de seu irmão. E também cometida muitas maldades. À sua maldade, ainda acrescentou a prisão de João.

Um dia, Jesus também foi a João para ser batizado. Enquanto orava, o céu foi aberto. O Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma de uma pomba. Uma voz do céu disse que Ele era o Filho amado, que dava ao Pai, grande alegria.

Jesus estava com aproximadamente trinta anos quando começou Seu ministério. Era conhecido como filho de José. Descendente de Davi. Descendente de Abraão. Descendente de Adão.

Que aprendamos com João a não negociar os valores e a verdade, independente de quaisquer coisas. Que saibamos quem somos e qual nossa missão.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Espero você. Até lá.