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quarta-feira, 3 de abril de 2019

1 Reis 18.21-40

Leitura do dia 03/04.

Na postagem anterior, vimos um novo personagem, que não é um rei, tomar o protagonismo.

Obadias era o administrador de Acabe. Cuidou de cem profetas refugiados. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-181-20.html

Elias ordenou (ao rei) que reunisse o povo no monte Carmelo.

Agora, ainda pelas páginas do capitulo dezoito. A partir do versículo vinte e um. Até o versículo quarenta.

Quando todos estavam reunidos no monte Carmelo, Elias, o profeta, que apareceu na história dos reis de Israel alguns capítulos atrás, perguntou até quando ficariam coxeando entre dois pensamentos. Se o Senhor é Deus, que o seguissem. Se era Baal, que fossem atrás dele.

O povo não lhe respondeu.

Elias continuou. Disse que somente ele havia ficado por profeta do Senhor (os outros cem estavam refugiados). Os profetas de Baal eram quatrocentos e cinquenta.

Propôs que separassem dois bezerros. Os profetas de Baal poderiam escolher primeiro. Dividiriam o bezerro em pedaços e colocariam sobre uma lenha. Sem colocar fogo.

Elias prepararia o outro bezerro. Também sem colocar fogo.

Eles invocariam o deus deles e ele invocaria o nome do Senhor. O deus que respondesse com fogo, era o verdadeiro Deus (é).

O povo gostou do desafio.

Elias disse que os profetas de Baal escolhessem o bezerro e o preparassem. Afinal, eram muitos.
Tomaram o bezerro e o prepararam. Invocaram o nome de Baal. Desde a manhã até ao meio-dia. Clamavam que Baal os respondesse. Saltavam sobre o altar que haviam feito. Nada acontecia.

Quando deu meio-dia, Elias disse que deviam clamar em altas vozes. Afinal, Baal era um deus. Podia ser que estivesse falando com outras pessoas, ou que estivesse fazendo alguma outra atividade, ocupado, ou quem sabe, viajando, talvez dormindo. Elias tem senso de humor.

Eles clamavam em grandes vozes. Retalhavam-se com facas e lancetas, até derramarem sangue sobre si, conforme o costume. Nada aconteceu. Não houve voz, nem resposta. Nada.

Então Elias ordenou que todo o povo fosse até ele.

O altar do Senhor estava quebrado. Ele o reparou. Tomou doze pedras, representando o número das tribos dos filhos de Israel. Com essas pedras, edificou o altar em nome do Senhor. Fez também um rego em volta do altar, segundo a largura de duas medidas de semente. Armou a lenha. Dividiu o bezerro em pedaços. Colocou-o sobre a lenha.

Ordenou que enchessem de água quatro cântaros e derramassem sobre o holocausto e sobre a lenha. Mandou que fizessem uma segunda vez e uma terceira vez. Era tanta água que corria ao redor do altar. Até o rego ficou cheio.

Quando chegou a hora da oferta de manjares, Elias orou. Pediu que o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifestasse naquele momento que Ele era Deus em Israel e que Elias era Seu servo, e havia feito tudo o que fez, de acordo com a palavra do Senhor. Pediu que o Senhor o respondesse. Para que o povo conhecesse que o Senhor é Deus e que Ele havia se afastado deles.

Elias não precisou pedir uma segunda vez. Não precisou gritar. Nem retalhar-se. Assim que acabou de orar, caiu fogo do Senhor. Consumiu o holocausto. A lenha. As pedras. O pó. E ainda lambeu a água que estava no rego.

Quando todos viram, ficaram abismados! Caíram sobre seus rostos, declarando que só o Senhor é Deus.

Elias lhes disse que prendessem os profetas de Baal. Que nenhum deles escapasse. Foi o que fizeram. Ele os fez descer até ao ribeiro de Quisom. Ali os matou.

É maravilhoso ver a manifestação do Senhor dessa maneira. Não havia mais como duvidar. Será que agora o povo de Israel se arrependerá e voltará seus olhos para o Senhor?

E quanto à chuva? O Senhor havia dito a Elias que deveria procurar Acabe porque faria chover, mas o que caiu do céu foi fogo, não chuva.

Choverá? A estiagem terminará?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/um-deus-que-responde.html

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Ruído de Chuva


time lapse photography of lightning during storm
Continuamos nossa caminhada pelas páginas de 1 Reis.

Ontem vimos Elias orar e o Senhor responder com fogo.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/um-deus-que-responde.html

Hoje, caminharemos pelos versículos finais do capítulo dezoito. A partir do versículo quarenta e um.

Depois que Elias matou os falsos profetas, ele ordenou a Acabe, o rei, que subisse, comesse e bebesse porque havia ruído de uma abundante chuva.

Embora o céu estivesse sem nuvens, não houvesse um só trovão, ou vento, Acabe fez o que Elias lhe dissera.

Elias não foi comer com ele. Subiu ao cume do monte Carmelo, inclinou-se em terra, colocando seu rosto entre os joelhos. E orou.

Ordenou que seu ajudante subisse, olhasse para a banda do mar, para ver se havia nuvens.

O Senhor disse que mandaria chuva. Elias disse a Acabe que estava ouvindo o som de abundante chuva. Mas não havia nuvem. Não havia nada.

Elias continuou orando. Enviou seu ajudante sete vezes para olhar se havia alguma nuvem de chuva.
Quando o rapaz, que aqui não sabemos o nome, voltou pela sétima vez, disse que havia uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar.

Uma nuvem pequena, do tamanho da mão de um homem! Sabe o que Elias fez? Ordenou que o rapaz fosse onde estava Acabe e dissesse que deveria aparelhar seu carro e descer para que a chuva não o alcançasse.

O rapaz foi, claro, não tinha ousadia para retrucar Elias.

E o que aconteceu?

Os céus ficaram negros. Cheios de nuvens e vento. E veio uma grande chuva.

Acabe subiu em seu carro e foi para Jezreel.

A mão do Senhor veio sobre Elias. Ele foi correndo à frente de Acabe, até à entrada de Jezreel.

Que fé a de Elias!

O Senhor disse que mandaria chuva. Ele começou a ouvir o ruído da chuva, ainda que ninguém mais ouvisse. E foi necessária apenas uma nuvem do tamanho da mão de um homem para perceber que não precisava mais orar. O Senhor faria o que havia dito.

Quantas vezes agimos completamente diferente? Só cremos que a chuva cairá depois que ela nos encharcou!

Que aprendamos com Elias a crer na palavra do Senhor e a ousar. Se o Senhor lhe disser que mandará chuva, compre um guarda-chuva. E uma capa. Será chuva abundante.

Amanhã prosseguimos. Espero você.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Será que Deus responde?


lighted bonfire
Vamos continuar nossa caminhada pelo livro de 1 Reis.

Ontem vimos um novo personagem, que não é um rei, tomar o protagonismo.

Obadias era o administrador de Acabe. Cuidou de cem profetas refugiados.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/um-administrador-corajoso.html

Elias ordenou (ao rei) que reunisse o povo no monte Carmelo.

Hoje, caminharemos através das páginas do capitulo dezoito. A partir do versículo vinte e um. Até o versículo quarenta.

Quando todos estavam reunidos no monte Carmelo, Elias, o profeta, que apareceu na história dos reis de Israel alguns capítulos atrás, perguntou: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, seguí-O; e, se Baal, seguí-o”.

O povo não lhe respondeu.

Elias continuou. Disse que somente ele havia ficado por profeta do Senhor (os outros cem estavam refugiados). Os profetas de Baal eram quatrocentos e cinquenta.

Propôs que separassem dois bezerros. Os profetas de Baal poderiam escolher primeiro. Deveriam dividir o bezerro em pedaços e colocar sobre uma lenha. Porém, não deveriam colocar fogo.

Elias prepararia o outro bezerro. Também não colocaria fogo.

Eles invocariam o deus deles e ele invocaria o nome do Senhor. O deus que respondesse com fogo, esse seria o verdadeiro Deus.

O povo gostou do desafio.

Elias disse que os profetas de Baal escolhessem o bezerro e o preparassem. Afinal, eles eram muitos.
Tomaram o bezerro e o prepararam. Invocaram o nome de Baal. Desde a manhã até ao meio-dia. Eles diziam: “Ah! Baal, responde-nos!” Saltavam sobre o altar que haviam feito. Nada acontecia.

Quando deu meio-dia, Elias começou a dizer que deviam clamar em altas vozes. Afinal, Baal era um deus. Podia ser que estivesse falando com outras pessoas, ou que estivesse fazendo alguma outra atividade, ocupado, ou ainda que estivesse viajando ou quem sabe, até dormindo.

Eles clamavam em grandes vozes. Retalhavam-se com facas e lancetas, até derramarem sangue sobre si, conforme o costume. Mas nada acontecia. Não houve voz, nem resposta. Nada.

Então Elias ordenou que todo o povo chegasse até ele.

O altar do Senhor estava quebrado. Ele o reparou. Tomou doze pedras, representando o número das tribos dos filhos de Israel. Com essas pedras, edificou o altar em nome do Senhor. Fez também um rego em volta do altar, segundo a largura de duas medidas de semente. Armou a lenha. Dividiu o bezerro em pedaços. Colocou-o sobre a lenha.

Ordenou que enchessem de água quatro cântaros e derramassem sobre o holocausto e sobre a lenha. Mandou que fizessem uma segunda vez e uma terceira vez. Era tanta água que corria ao redor do altar. Até o rego ficou cheio.

Aconteceu que, oferecendo-se a oferta de manjares, Elias orou.

Pediu que o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifestasse naquele momento que Ele era Deus em Israel e que Elias era Seu servo, e havia feito tudo o que fez, de acordo com a palavra do Senhor.

Pediu que o Senhor o respondesse. Para que o povo conhecesse que o Senhor é Deus e que Ele havia se afastado do povo.

Elias não precisou pedir uma segunda vez. Não precisou gritar. Nem retalhar-se. Assim que acabou de orar, caiu fogo do Senhor. Consumiu o holocausto. A lenha. As pedras. O pó. E ainda lambeu a água que estava no rego.

Quando todos viram, ficaram abismados! Caíram sobre seus rostos, declarando que só o Senhor é Deus.

Elias lhes disse que prendessem os profetas de Baal. Que nenhum deles escapasse. Foi o que fizeram. Ele os fez descer até ao ribeiro de Quisom. Ali os matou.

É maravilhoso ver a manifestação do Senhor dessa maneira. Não havia mais como duvidar. Será que agora o povo de Israel se arrependerá e voltará seus olhos para o Senhor?

E quanto à chuva? O Senhor havia dito a Elias que deveria procurar Acabe porque faria chover, mas o que caiu do céu foi fogo, não chuva.

Choverá? A estiagem vai terminar?

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Um administrador corajoso


person holding camping lantern
Continuamos nossa caminhada pelo livro de 1 Reis. 

Ontem vimos o desespero de uma viúva ao perder seu único filho, e a alegria por tê-lo novamente em seus braços.http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/desespero.html?m=1

Hoje, caminharemos através das páginas do capítulo dezoito. Até o versículo vinte.

O tempo passou. A estiagem continuou.

No terceiro ano, o Senhor ordenou a Elias que se apresentasse diante de Acabe. O Senhor disse que iria mandar chuva sobre a face da terra.

Você consegue imaginar o perigo que os profetas corriam quando se apresentavam diante dos reis com alguma palavra? Pois é. Lá ia Elias, o obediente, apresentar-se. 

O Senhor falou. E Elias obedientemente, partiu de Sidom para Samaria. Lá a fome era imensa.

Então, nessa história de reis, aparece mais um personagem. Seu nome é Obadias. Mordomo e administrador do palácio real. 

Ele servia a Acabe. E amava e temia o Senhor. Jezabel, mulher de Acabe, estava exterminando os profetas. Obadias reuniu cem deles e os refugiou em duas grutas. Cinquenta profetas em cada uma. Ele lhes proveu água e comida. Claro, corria risco de vida. Se Jezabel descobrisse, sua cabeça, na certa, seria cortada.

Certa vez Acabe disse a Obadias que percorressem a terra. Procurassem todas as fontes e riachos que ainda corressem. Talvez encontrassem algum capim a fim de manterem vivos os cavalos e as mulas, para que não fosse necessário matar nenhum dos animais.

Para cumprirem essa tarefa, dividiram a terra. Acabe, o rei, foi em uma direção e Obadias, o mordomo e administrador, em outra.

Enquanto Obadias estava percorrendo a terra, Elias o encontrou.

Imediatamente Obadias o reconheceu. Prostrou-se com seu rosto rente à terra e perguntou: “Es tu mesmo, meu senhor Elias?”

Não é incrível que o homem que servia ao rei, seu administrador, prostrasse diante do profeta?

Elias respondeu a Obadias que era ele mesmo. E pediu que Obadias fosse depressa a Acabe e dissesse que Elias estava ali.

Obadias, no entanto lhe perguntou o que havia feito de errado. Que pecado havia cometido para que fosse entregue nas mãos de Acabe, para que ele o matasse.

Obadias jurou pelo nome do Senhor, o Deus de Elias, que não havia uma só nação ou reino onde Acabe não enviasse alguém para procurar por ele. E sempre que uma nação ou reino afirmava que não estava refugiado em suas terras, fazia com que jurassem que haviam se empenhado em sua procura, embora não tenha sido possível encontrá-lo. Mas agora, Elias ordena que ele vá dizer a Acabe que está aqui.

Seu medo era que o Senhor o levasse para algum lugar e quando Acabe viesse, não estivesse mais lá. Acabe, com certeza, mataria Obadias. Obadias ainda disse que era servo de Elias e vinha adorando o Senhor desde sua juventude.

Ele pergunta a Elias se não ficou sabendo o que havia feito quando Jezabel massacrou os profetas do Senhor. Contou que os havia escondido. Em duas cavernas. Em grupos de cinquenta. E os abasteceu de comida e água.

Novamente perguntou se era mesmo para ele dizer a Acabe que estava ali. Obadias disse que o rei simplesmente iria acabar com sua vida num instante.

Então Elias assegurou-lhe que jurava pelo Senhor, a quem servia, que hoje mesmo se apresentaria a Acabe.

Obadias foi ao encontro de Acabe. Contou-lhe o que havia visto e ouvido. Acabe foi encontrar-se com Elias.

Assim que o viu perguntou-lhe: “És tu mesmo, ó flagelo de Israel?”

Já reparou que muitas vezes os profetas são acusados pelos acontecimentos quando na verdade apenas falaram o que o Senhor lhes ordenou?

Mas Elias sabia. Sua consciência estava limpa. Respondeu a Acabe que não era o responsável pelos muitos problemas que assolavam Israel. E apontou para Acabe. Disse que ele e toda a família de seu pai eram os responsáveis. Mas não apenas apontou. Disse o motivo. Eles haviam abandonado os mandamentos do Senhor e cultuado aos baalins.

Depois ordenou (ordenou ao rei?) que mandasse Israel se reunir a ele no alto do monte Carmelo, assim como os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, todos que se fartavam na mesa de Jezabel.

Acabe fez a convocação. Reuniu todos no monte Carmelo.

O que será que acontecerá? Voltará a chover?

O que Elias pretende fazer com esses oitocentos e cinquenta profetas? Afogá-los na chuva?

Amanhã veremos. Espero você.