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sábado, 21 de dezembro de 2019

Filemom 1.1-25

Leitura do dia 14/12.

Continuamos nossa caminhada através das páginas da Bíblia.

Na postagem anterior vimos os ensinamentos de Paulo a Tito. A sujeição às autoridades. Fazer o que é bom. Viver a nova vida em Cristo. Não se envolver em discussões tolas. Aprender a fazer o bem suprindo as necessidades urgentes de outros.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/tito-31-15.html

Agora, caminharemos através da carta de Paulo a Filemom.

Segundo a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário (citada com permissão), Filemom vivia em Colossos. Provavelmente convertera-se através da pregação de Paulo. Era membro da igreja colossense. Onésimo era seu escravo. Havia roubado e fugido para Roma. Ali, converteu-se através da pregação de Paulo.

É a única carta individual (ou particular) escrita por Paulo. Foi escrita para contar a Filemom sobre a conversão de Onésimo e apelar seu favor. Através de sua bondade mostrada a Onésimo conhecemos um pouco de seu coração. Fala a Filemom não em autoridade de apóstolo, mas como amigo, demonstrando sua grande cortesia.

Esta carta é de valor inestimável, revelando o poder do evangelho para conquistar e transformar um pobre escravo e suavizar as duras relações entre as diferentes classes da antiga sociedade. Foi escrita em Roma. Provavelmente em 63 d.C.

Paulo é prisioneiro de Cristo. Escreve junto com Timóteo a Filemom, que era seu colaborador. Também à irmã Áfia e Arquipo, companheiro de luta, e a igreja que se reunia em sua casa.

Paulo sempre dá graças ao Senhor, em suas orações, pela vida de Filemom. Ouve frequentemente de sua fé no Senhor Jesus e de seu amor por todo Seu povo. Como não agradecer ao Senhor pela vida de um homem assim?

Paulo ora para que Filemom ponha em prática a comunhão que vem apenas através da fé, à medida que entenda e experimente todas as coisas boas que temos no Senhor.

O amor que Filemom demonstra tem dado a Paulo muita alegria e conforto. Tem visto que a bondade de Filemom tem revigorado o coração do povo santo.

Por causa da vida de Filemom, repleta de amor e bondade, Paulo prefere lhe pedir com base no amor, e não exigir, como poderia na qualidade de apóstolo, que faça o certo. Já está velho e agora, repete, é prisioneiro de Cristo.

Suplica que Filemom mostre bondade a seu filho, Onésimo. Explica que tornou-se seu pai quando estava na prisão. Lembra que no passado não lhe foi muito útil, mas agora é, não apenas para Filemom, mas também para Paulo.

Envia Onésimo a Filemom e, a intensidade de seu amor por ele é tão grande que seu coração foi junto. Gostaria de ficar com ele enquanto está preso, assim seria ajudado como se fosse por Filemom. Mas, não quis fazer nada sem seu consentimento. Quer que ajude de boa vontade e não por obrigação. Agora Onésimo não é mais um escravo. É um irmão amado. Será muito mais importante para ele como pessoa e como irmão em Cristo.

Pede que Filemom, se o considerar seu companheiro na Fé, receba-o como receberia o próprio Paulo. Se foi, de qualquer forma, prejudicado, que cobre de Paulo. Escreve de próprio punho. Ele pagará. Não mencionará que Filemom lhe deve sua vida.

Pede novamente que Filemom lhe faça essa gentileza, no Senhor. Que reanime seu coração em Cristo.

Quando escreve, está certo que Filemom fará não apenas o que pede, fará mais.

Pede que prepare um quarto para ele. Espera que suas orações sejam respondidas e possa voltar a visita-lo em breve.

Termina sua carta trocando saudações e desejando que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com o espírito de todos.

Esta carta realmente difere de todas as demais, como vemos. O assunto é apenas um: Filemom deve perdoar e receber Onésimo, seu escravo que o roubou e fugiu. Tratá-lo com misericórdia e amor, como um novo irmão em Cristo.

Que aprendamos a perdoar para que possamos viver de acordo com os ensinamentos de nosso Senhor Jesus.

Continuamos amanhã. Leremos os três primeiros capítulos de Hebreus.

Espero você. Até lá.

Tito 3.1-15

Leitura do dia 14/12.

Continuamos nossa caminhada através da carta de Paulo a Tito.

Ontem vimos o trabalho que deveria terminar em Creta. A escolha de presbíteros deve ser rigorosa, afinal são os líderes da igreja.

Nosso modo de viver mostra se conhecemos ou não o Senhor. Também vimos que o ensino correto na igreja e o modo de viver dos mais velhos, devem sempre ser exemplos. Tudo que fizermos deve refletir a integridade e seriedade do que ensinamos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/tito-11-215.html

Hoje leremos o último capítulo de Tito e a carta de Paulo a Filemom. Na primeira postagem, apenas Tito.

Paulo ensina que devemos nos sujeitar às autoridades. Sermos obedientes e sempre prontos a fazer o bem. Não caluniar ninguém. Evitar brigas. Ser amáveis e mostrar a todos a verdadeira humildade.

Humildade não é o modo de vestir ou falar, é o modo de viver!

Antes de conhecermos o Senhor éramos insensatos e desobedientes. Vivíamos no engano e nos tornamos escravos de muitas paixões e prazeres. Éramos cheios de maldade e inveja. Odiávamos uns aos outros.

Mas, quando o Senhor, nosso Salvador, revelou Sua bondade e amor, fomos salvos. Ele nos salvou por Sua misericórdia. Não por sermos justos. Nos lavou para tirar nossos pecados. Nos fez nascer de novo. Deu-nos uma nova vida através do Espírito Santo. Por Sua generosidade derramou Seu Espírito em nós. Por Sua graça declarou-nos justos e deu-nos esperança da vida eterna.

Somos novas pessoas, por causa dEle!

Paulo insiste que Tito ensine desta maneira. Foi o Senhor que fez tudo por nós.

Assim como instruiu Timóteo, agora instrui Tito que não se envolva em discussões tolas. Coisas inúteis sobre genealogias intermináveis e leis judaicas. É perda de tempo. Não levam a nada de útil ou bom.

Se alguém tem causado divisões deve ser advertido até duas vezes. Se não se arrepender, não devemos mais ter relacionamento de amizade. Desviou-se da verdade e condenou a si mesmo com seus pecados.

O apóstolo pede que Tito ajude Zenas, o advogado, e Apolo na viagem deles. Deve providenciar para que tenham tudo que precisarem. Alerta que é um ensino que o povo do Senhor deve aprender. Fazer o bem ao suprir as necessidades urgentes de outros e não ser, de modo algum, improdutivo.

Como povo do Senhor precisamos de tal lição. Não podemos deixar ninguém passando necessidades e não fazer nada. Que aprendamos a ser misericordiosos. Sempre dispostos a fazer o bem.

Continuamos na próxima postagem. Leremos a carta de Paulo a Filemom.

Espero você. Até já.

Tito 1.1-2.15

Leitura do dia 13/12.

Continuamos nossa caminhada através dos livros das Sagradas Escrituras.

Na postagem anterior vimos Paulo, próximo à sua morte, animar Timóteo a ser fiel. A ser um bom soldado de Cristo. Um trabalhador aprovado.

Também falou dos perigos dos últimos dias. E como estava sozinho.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/2-timoteo-11-422.html

Hoje caminharemos através da carta de Paulo a Tito. Os dois primeiros capítulos.

Segundo a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário (citada com permissão), Tito era um gentio que Paulo levou para Jerusalém. Pela liberdade do Evangelho, o Concílio de Jerusalém não exigiu que fosse circuncidado. Era um missionário capaz e enérgico. Paulo o deixara em Creta para terminar o trabalho que começara.

Foi escrita, provavelmente, em Macedônia, no ano 66 d.C., para aconselhar Tito sobre o trabalho que Paulo o deixou para fazer. Contém as qualificações necessárias a um presbítero, o método de lidar com falsos ensinamentos, instruções para as diferentes classes da igreja e exortações para o próprio Tito.

Paulo se descreve como escravo de Deus e apóstolo de Cristo. Quando se denomina como escravo sabe que negou suas vontades e desejos. Um escravo não os tem. Apenas obedece seu senhor.

Foi enviado para fortalecer a fé dos que o Senhor escolheu e para ensinar-lhes a verdade que mostra como viver uma vida de devoção. Não fomos chamados para assumir cargos ou ter fortuna. Fomos chamados para a fidelidade e devoção.

Lembra a Tito que o deixou em Creta para completar o trabalho e nomear presbíteros em cada cidade. Presbítero era o líder da igreja. Devia ter uma vida irrepreensível. Ser marido de uma só mulher. Ter filhos devotos, santos e obedientes. Não ser arrogante nem briguento. Não beber vinho em excesso. Não ser violento. Não buscar lucro desonesto. Ser hospitaleiro. Amar o bem. Viver sabiamente. Ser justo. Ter uma vida de devoção e disciplina. Estar plenamente convicto da mensagem que lhe foi ensinada, para poder ensinar e encorajar outros com o verdadeiro ensino e mostrar aos que se opõem onde estão errados.

É preciso calar os que ensinam mentiras e legalismo. Esses mestres desejam obter lucro desonesto. Tito deve repreendê-los severamente.

Afirma que para os puros, tudo é puro. Mas, para os corruptos e descrentes, nada é puro. Eles têm mente e consciência corrompidas. Até afirmam que conhecem a Deus, mas seu modo de viver comprova que não O conhecem. São detestáveis e desobedientes.

Nosso modo de viver comprova que conhecemos o Senhor? Se não comprovar não O conhecemos.

As palavras de Tito devem ser verdadeiras.

Os homens mais velhos devem exercitar o autocontrole, para serem dignos de respeito. Devem viver com sabedoria, tendo uma fé sólida, cheios de amor e paciência.

As mulheres mais velhas também. Assim poderão instruir as mais novas a amar o marido e os filhos, viver com sabedoria, pureza, trabalhar no lar, fazer o bem, serem submissas ao marido e não envergonhar a palavra de Deus.

Os mais jovens devem ser incentivados a viver com sabedoria. Tito mesmo deve ser exemplo de prática de boas obras. Tudo que fizer deve refletir a integridade e seriedade de seu ensino. Tito, assim como nós, deve praticar exatamente o que ensina. Deste modo, os que se opõem ficarão envergonhados por não terem nada de ruim que dizer a nosso respeito.

Os escravos devem obedecer a seus senhores, fazendo tudo que é reto. Sem roubar. Mostrando-se bons e inteiramente dignos de confiança. Agindo assim, tornarão atraente, em todos os sentidos, o ensino a respeito do Senhor.

A graça de Deus foi revelada e a todos traz salvação. Não apenas a um grupo seleto, mas a todos que desejarem, que crerem. Por ela, somos ensinados a abandonar o estilo de vida que tínhamos antes e os prazeres pecaminosos. Ainda que estejamos vivendo em um mundo perverso, devemos viver com sabedoria, justiça e devoção, aguardando ansiosamente o grande dia do nosso Senhor. Ele entregou Sua vida para fazer de nós Seu povo, inteiramente dedicado às boas obras.

Consegue entender que devemos ser inteiramente dedicados às boas obras porque fomos transformados em novas criaturas? Somos Seu povo.

Tito não deve deixar que ninguém ignore o que diz. Precisa continuar a ensinar essas coisas e encorajar os irmãos a praticá-las, corrigindo-os com autoridade.

Que sigamos as instruções de Paulo a Tito.

Continuamos amanhã. Leremos o último capítulo de Tito e a carta de Paulo a Filemom.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

2 Timóteo 1.1-4.22

Leitura do dia 12/12.

Continuamos nossa caminhada através das páginas das cartas de Paulo.

Na postagem anterior vimos suas advertências acerca dos falsos mestres. Seus ensinos sobre como ser um bom servo de Jesus. Seus conselhos a respeito de como tratar as viúvas, como ser líder e como os  escravos devem agir.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/1-timoteo-41-621.html

Hoje caminharemos pela Segunda Carta de Paulo a Timóteo.

De acordo com a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário (citada com permissão), esta carta foi escrita de Roma pouco antes do martírio de Paulo em 67 d.C. Seu objetivo era continuar instruindo Timóteo e explicar seus próprios assuntos. É a última carta que escreveu. Uma espécie de último testamento e de testemunho. É de grande importância por contar um pouco como passou antes de sua morte. Tem um tom mais pessoal que a primeira.

Sua saudação já é impactante. Ele é apostolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus. Foi enviado para anunciar a vida que o Senhor prometeu por meio da fé em Cristo Jesus. Quem escreve isso é um homem que está encarcerado em Roma, prestes a morrer por amor a Jesus. Ainda assim, sabe que a vida que o Senhor prometeu é maravilhosa, repleta de paz e da Sua presença.

Em suas orações sempre lembra de Timóteo. Deseja muito revê-lo. Sabe que esse reencontro o encherá de alegria.

Lembra da fé da avó e da mãe de Timóteo, que ensinaram a ele as Escrituras. Sabe que nele, essa mesma fé continua firme. Quer lembrá-lo de avivar a chama do dom que Deus o deu, quando lhe impôs as mãos. Lembra que não nos deu um Espírito de gera medo e covardia, mas que nos concede poder, amor e autocontrole, uau!

Pede que Timóteo não se envergonhe, jamais, de falar aos outros sobre o Senhor. Que também não se envergonhe dele, que está preso por causa do Senhor, mas, com a força que o Senhor lhe dá, que sofra com ele por causa das boas-novas.

É maravilhoso saber que fomos salvos por Sua graça através de Jesus. Não fomos salvos por merecermos. Fomos salvos e chamados a uma vida santa porque era Seu plano desde sempre, desde os tempos eternos, mostrar Sua graça por meio de Jesus. Jesus destruiu, em Sua vinda, o poder da morte e iluminou o caminho para a vida e a imortalidade. Foi para ser pregador, apóstolo e mestre das boas-novas que o Senhor chamou Paulo.

Está prestes a morrer e fala da imortalidade. Sabe que somente seu corpo morrerá. Ele, não.

O caminho para a vida estava escuro, encoberto. Através de Jesus tudo ficou claro. Acessível.

Paulo está sofrendo por causa do Caminho mas não se envergonha. Conhece o Senhor. Sabe que é capaz de guardar seu tesouro até o dia de Sua volta. Sabe que esse dia virá. Tem plena confiança.

Pede que Timóteo apegue-se, com fé e amor em Cristo, ao modelo de ensino que aprendeu. Que guarde a verdade preciosa através do poder do Espírito Santo que habita em nós, os que cremos.

O apostolo lembra que está só. Todos da província da Ásia o abandonaram.

Pede que o Senhor demonstre misericórdia a Onesíforo e sua família, que muitas vezes o animou em suas visitas. Nunca se envergonhou por causa de sua prisão.

Será que seríamos como Onesíforo? Ou como os que o abandonaram?

Timóteo ouviu a verdade através de Paulo. Deve ensinar a pessoas de confiança para que também transmitam a outras. Deste modo, a Palavra da verdade se multiplicará.

Pede que Timóteo, como bom soldado de Cristo, suporte com ele o sofrimento. E dá um conselho simplesmente fantástico! Nenhum soldado se deixa envolver pelos assuntos da vida civil. Se somos (e somos) soldados de Cristo, não podemos nos deixar envolver pelo mundo. Nosso envolvimento deve ser com as coisas que são do alto. Deve ser com os assuntos de interessam ao Grande Rei.

Se um atleta não seguir as regras, será desclassificado, não receberá prêmio algum. Precisamos seguir os mandamentos que o Senhor nos deixou. Não queremos ser desclassificados. Queremos receber o prêmio no final.

O lavrador que trabalha arduamente merece comer do fruto do seu trabalho. Quando chegar o tempo da colheita, receberemos, do Senhor, nossa recompensa.

Quantos de nós têm a coragem de dizer o que Paulo disse? Estamos dispostos, como ele, a suportar qualquer coisa se isso trouxer salvação e glória eterna em Cristo Jesus para os que foram escolhidos?

Que disposição! Que exemplo a ser imitado!

Acredite, se morrermos com Ele, também viveremos. Se perseverarmos, com Ele reinaremos. Se o negarmos, Ele nos negará. Se formos infiéis, Ele continua fiel. É impossível para Ele ser fiel. Fidelidade faz parte de Seu caráter. De Seu ser.

O apóstolo ordena que Timóteo sempre se esforce para receber a aprovação de Deus. Vou repetir: aprovação de Deus.

Que seja um bom trabalhador. Que não tenha de que se envergonhar. E que ensine a palavra da verdade, corretamente. Que evite conversas tolas e profanas. Que seja um vaso para honra.

Repete algumas vezes que Timóteo fuja de discussões tolas que não levam a nada de bom. Se alguém se opõe deve ser instruído com mansidão para tentar ser levado ao arrependimento.

Fala que nos últimos dias haverá tempos muito difíceis. Detalha pessoas como se vivesse em nossos dias. Pessoas que amam somente a si mesmas e ao dinheiro. Arrogantes. Orgulhosas. Zombadoras de Deus. Desobedientes aos pais. Ingratas. Profanas. Sem afeição. Que não querem perdoar. Caluniadoras. Sem autocontrole. Cruéis. Que odiarão o que é bom. Traidoras. Imprudentes. Cheias de si. Amantes dos prazeres da vida.

E pior, religiosas apenas na aparência, rejeitando o poder capaz de lhes dar a verdadeira devoção.

Assim como Timóteo, devemos nos afastar de tais pessoas.

Sua lista ainda não terminou. Fala de pessoas que se infiltrarão em casas alheias para conquistar a confiança de mulheres vulneráveis, carregadas de pecados e controladas por todo tipo de desejo. Mestres que se opõem à verdade.

Suplica a Timóteo que continue firme na verdade. Fiel ao que aprendeu.

Foram as Escrituras que lhe deram sabedoria para receber a salvação que vem pela fé em Jesus. Elas são inspiradas por Deus. São úteis para ensinar o que é verdadeiro. Para nos fazer perceber o que não está em ordem nas nossas vidas. Elas nos corrigem quando erramos e nos ensinam a fazer o que é certo. Deus a usa para preparar e capacitar-nos para toda boa obra.

Que Timóteo continue a pregar a palavra. Que sempre esteja preparado. Se a situação for ou não favorável. Que corrija, repreenda e encoraje com paciência.

Fala que haverá um tempo em que as pessoas já não escutarão o ensino verdadeiro. Ah, e como se estivesse vivendo em nossos dias, diz que essas pessoas seguirão seus próprios desejos. Buscarão mestres que lhes digam somente o que querem ouvir. Somente o que lhes agrada. O que lhes dá prazer.

Quantos pregadores hoje só falam de prosperidade material quando o importante mesmo é andarmos pelo Caminho que o Senhor nos mostrou. Um caminho de arrependimento, de perdão, de renúncia, de fé e amor.

Sabendo que está prestes a morrer, fala que sua vida já foi derrama como oferta para o Senhor. No seu caso, não foi apenas o perfume caro que foi derramado aos pés do Senhor. Foi sua vida. Inteira. Desde o dia em que O conheceu. Dia após dia. http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/uma-mulher-unge-jesus-para-sua-morte.html; https://www.youtube.com/watch?v=oz-jR5Vcq_4

Que maravilhoso saber que pode olhar para trás e estar certo que lutou o bom combate. Sabe quais lutas enfrentou. São boas. Terminou sua corrida. Está prestes a cruzar a linha de chegada. E, apesar de tudo que sofreu, permaneceu fiel. Agora só falta uma coisa, o prêmio o espera, a coroa de justiça que o Senhor lhe dará. E, glórias a Deus, não será uma coroa apenas para ele, mas para todos que aguardam com grande expectativa, Sua vinda, vivendo de acordo com Sua vontade.

Temos aguardado Sua vinda ou nem nos lembramos de Sua promessa gloriosa?

Paulo pede que Timóteo esteja com ele assim que puder. Está praticamente sozinho. Apenas com Lucas. Os outros o abandonaram.

Termina dizendo que o Senhor o livrou da boca do leão e o livrará de todo ataque maligno, levando-o em segurança para Seu reino celestial.

Fico impressionada com suas declarações, principalmente ao iniciar e terminar essa carta. Inicia dizendo que foi enviado para anunciar a vida que Ele prometeu por meio da fé, mesmo tendo passado por tudo que passou, mesmo estando preso por amor ao Senhor. Termina dizendo que será levado em segurança para Seu Reino.

Ah, que coragem! Que homem digno de ser imitado!

Continuamos amanhã. Leremos os dois primeiros capítulos de Tito.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

2 Tessalonicenses 1.1-3.18

Leitura do dia 09/12.

Continuamos nossa caminhada através das Cartas de Paulo.

Ontem o vimos dar graças ao Senhor pelos tessalonicenses. Também o vimos recordar sua visita a Tessalônica. Falou sobre ser firme nas aflições. Ter uma vida dedicada ao Senhor. A esperança da ressurreição. http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/1-tessalonicenses-11-528.html

Hoje caminharemos através da Segunda Carta de Paulo aos Tessalonicenses.

Segundo a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário (citada com permissão), esta carta também foi escrita em Corinto, no mesmo ano da primeira, 53 d.C. É a carta mais curta que Paulo escreveu. É caracterizada pela falta de saudações especiais e pela ideia geral de esperar pacientemente pelo Senhor. Parece ter sido escrita para corrigir opiniões erradas sobre a segunda vinda de Cristo e os erros advindos delas.

Inicia dizendo que não podem deixar de agradecer ao Senhor por eles. Sua fé tem se desenvolvido cada vez mais, assim como o amor de uns para com outros. Sente orgulho ao falar deles às outras igrejas. Têm sofrido perseguições e aflições com perseverança e fidelidade.

Quando o Senhor Jesus vier com Seus anjos poderosos terão descanso.

Continua orando para que Deus lhes dê capacidade de ter uma vida digna de seu chamado e poder para realizar as boas obras que a fé os motiva a fazer. Desta forma o nome do Senhor será honrado através de suas vidas. E eles mesmos serão honrados.

Exorta-os a não se assustarem e nem crerem nos que dizem que o dia do Senhor já chegou. É mentira. Só acontecerá depois que o homem da perversidade se manifestar. Ele se levantará contra qualquer tipo de adoração. Sentar-se-á no templo de Deus e se fará passar por Ele.

Só acontecerá no momento certo e o Senhor o matará sem esforço algum, apenas com o sopro de Sua boca e o destruirá com o resplendor de Sua vinda. Aleluias!

Esse homem virá para realizar o trabalho de Satanás, com sinais e falsas maravilhas. Com todo tipo de mentira enganará os que não creem na verdade, recusando amá-la. Essa verdade os salvaria. Mas não querem. Preferem amar o engano a crer na verdade.

Paulo pede que continuem firmes no Senhor. Que orem por ele. Para que a mensagem do Senhor se espalhe rapidamente. E seja honrada por onde for, como foi quando eles creram. Pede que orem para que o Senhor o livre dos perversos e dos maus, pois infelizmente nem todos têm fé. Ainda assim Paulo sabe que o Senhor os fortalecerá e os livrará do maligno. Ele é fiel.

Exorta-os a se afastarem de todos que não têm obedecido a ordem de trabalhar e não ser pesado a ninguém. Há entre eles muitos ociosos que não desejam trabalhar e ainda se intrometem na vida dos outros.

Embora ordene que se afastem destes, pede que não os tratem como inimigos, mas que os advirtam como a um irmão.

Todos devem trabalhar. Até Paulo, embora tivesse o direito de não trabalhar quando os servia, trabalhou para lhes dar o exemplo. Trocou seu direito pelo exemplo a ser seguido.

Termina desejando que o próprio Senhor da paz lhes dê paz em todos os momentos e situações.

Continuamos amanhã. Leremos 1 Timóteo. Do capítulo um ao capítulo três.

Espero você. Até lá.

sábado, 7 de dezembro de 2019

1 Coríntios 1.1-3.23

Leitura do dia 23/11.

Continuamos nossa caminhada através das páginas das Escrituras.

Na postagem anterior, lemos os últimos capítulos de Romanos. O respeito que devemos às autoridades. O amor, que cumpre todas as exigências da lei de Deus. A ordem para não julgarmos ninguém. Nossa vida deve ser para ajudar e edificar os outros, não a nós mesmos. Devemos fugir do falso evangelho.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/romanos-131-1627.html

Hoje, caminharemos através dos três primeiros capítulos da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios.

Segundo a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário (usada com permissão), “Corinto era a principal cidade da Grécia. No tempo de Paulo possuía quatrocentos mil habitantes. Situada em um grande istmo, era o lugar onde o comércio do mundo passava. Seus habitantes vieram de vários lugares. A vida intelectual era colocada acima da vida moral, e a vida futura era negada, para que pudessem desfrutar a vida presente sem restrições”.

“A Igreja em Corinto foi fundada por Paulo em sua segunda viagem missionária (Atos 18.1-18). Corinto era uma das cidades mais perversas dos tempos antigos e a igreja estava cercada por costumes e práticas pagãs”.

“Paulo escreveu para corrigir erros de doutrina e prática”.

“Foi escrita em Éfeso, na primavera de 57 d.C.”.

Paulo escreve aos que estão em Corinto, que foram santificados por meio de Jesus Cristo. Somente esses têm condições de vencer num lugar tão encharcado com práticas pagãs.

Considera que a mensagem de Cristo se firmou neles. Esta igreja possui todos os dons espirituais e aguarda ansiosamente a volta do Senhor Jesus. Deus é o único que pode mantê-los firmes até o fim. Livres de culpa no dia do Senhor. Deus, que é fiel, os convidou a ter comunhão com Ele.

Não é maravilhoso o próprio Deus, o Todo-Poderoso nos convidar para termos intimidade com Ele?

Mas, a igreja está dividida. Uns dizem que seguem Paulo, outros Apolo, outros Pedro e outros Cristo. Esquecem que os apóstolos são apenas os semeadores, é Deus quem faz a semente crescer. Somente o Senhor pode transformar nossos corações, nossas mentes, nossas vidas. Nenhum homem deve ter esse poder. Precisamos ser dEle.

Paulo lembra que a mensagem da cruz é loucura para os que não creem. Mas é o poder de Deus para os que creem. Sem fé não conseguimos entender por que Deus nos amaria tanto a ponto de se tornar homem e morrer em nosso lugar (João 3.16). É completamente louco. Mas, pela fé, recebemos Seu perdão e somos preenchidos com Seu amor, tornando-nos gratos.

Os judeus querem sinais, os gentios buscam sabedoria, mas é somente pela fé que seremos salvos. É um dom de Deus. Ele transforma a sabedoria humana em loucura. Somente Cristo é o poder de Deus e Sua sabedoria.

Foi Ele quem tomou a iniciativa para sermos salvos. Não temos como nos orgulhar em Sua presença. Só podemos nos orgulhar no Senhor.

Paulo lembra aos irmãos em Corinto que não usou de palavras difíceis nem sabedoria humana para apresentar o plano de Deus, que era secreto e agora revelou-se. Esse “plano secreto” é o plano de salvação a todos que creem, de qualquer nacionalidade. Os judeus não conseguiam entender que Deus sempre desejou que todos fossem salvos, independente de pertencer a Israel ou não. Ele amou o mundo todo (João 3.16).

É maravilhoso saber que o homem que Deus usou para escrever quase todo o Novo Testamento não se firmou em argumentos persuasivos e astutos, não usou nenhuma técnica de oratória ou coaching. Ele se firmou e dependeu tão somente do poder do Espírito de Deus. Agiu assim para que, todos os que cressem, não se apoiassem em sabedoria humana, mas no poder de Deus. Sigamos seu exemplo.

A sabedoria humana não é capaz de conhecer os pensamentos de Deus. Apenas Seu Espírito a conhece, assim como nosso espírito conhece nossos pensamentos.

Somente quem é espiritual consegue avaliar corretamente o que o Espírito diz. Ao homem natural, o espiritual é loucura. Mas nós, os que cremos, temos a mente de Cristo. Por isso, por Ele, e não por nós mesmos, andamos no Espírito e entendemos Seus pensamentos. E, quando não entendemos, cremos que Ele sabe o que é melhor. Nossa vida é baseada na fé. Assim como nossa salvação.

Paulo mais uma vez fala que Apolo e ele são apenas as pessoas através das quais creram no Evangelho. O importante é Deus, que dá o crescimento à semente que eles plantaram.

Como um construtor competente, Paulo lançou o único alicerce sobre o qual nossas vidas devem estar, Jesus Cristo, a Pedra Angular, nossa Rocha.

Depois do alicerce os construtores podem usar qualquer tipo de material como ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha. É certo que toda essa construção será provada com fogo. Somente o que passar pelo fogo permanecerá. Quem construir com material inflamável não receberá sua recompensa. Se estiver em Cristo, será salvo, mas sem recompensa. Cuidemos para somente construir com ouro, que aguenta as maiores temperaturas e torna-se puro.

Parece que Paulo está escrevendo para nós. Vivemos um tempo em que a sabedoria humana tem sido altamente valorizada, assim como técnicas de persuasão e convencimento. Ele nos alerta a não sermos enganados por ninguém. Se algum de nós acredita ser sábio conforme os padrões desta era, deve tornar-se louco a fim de ser verdadeiramente sábio. Só existe sabedoria verdadeira em Deus. A sabedoria deste mundo é loucura para Deus. Ele não a considera.

Paulo vai além. Nos instrui a não nos orgulharmos de seguirmos líderes humanos. Somos de Cristo. Ele é nosso líder.

Que estejamos atentos. Se alguém nos ensinar qualquer coisa diferente do que as Escrituras, que não sejam considerados (Gálatas 1.8).

Que sejamos como os bereanos e tudo que nos for ensinado seja confrontado com a Palavra de Deus, a fim de sabermos se é ou não verdade (Atos 17.11).

Sigamos apenas a verdade. Desejemos apenas a sabedoria que vem de Seu Espírito.

Estejamos, como Paulo, firmados no poder do Espírito. Não em nosso próprio poder. Sem Ele, não somos nada.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Romanos 13.1-16.27

Leitura do dia 22/11.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Romanos.

Na postagem anterior, vimos que a salvação é para todos. Sua misericórdia também. Devemos entregar nossos corpos como sacrifício vivo a Deus. Devemos agir na contramão do mundo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/romanos-101-1221.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo treze. Até o capítulo dezesseis. Os últimos capítulos de Romanos.

Paulo fala que todos devem respeitar e se sujeitar às autoridades. Elas foram colocadas por Deus. Devemos obedecer para manter nossa consciência limpa. Por isso, também devemos pagar os impostos e tributos devidos. É nossa responsabilidade “dar a Cesar o que é de Cesar” (Mateus 22.21).

Não podemos dever nada a ninguém, a não ser o amor. Quem ama seu próximo cumpre todos os requisitos da lei de Deus. Todos os mandamentos se resumem em amar o próximo como a si mesmo. O amor não faz mal ao próximo.

O tempo é curto. Precisamos nos afastar de festas desregradas, bebedeiras, promiscuidade sexual, práticas imorais, brigas e invejas. Devemos nos revestir do Senhor Jesus Cristo e não ficar imaginando formas de satisfazer nossos desejos pecaminosos. Temos uma nova vida em Jesus.

Os mais fortes devem aceitar os mais fracos, sem sequer discutir suas opiniões acerca do que é certo e errado. Uns fazem diferença entre dias, outros não. Uns fazem diferenças entre comidas, outros não. Não devemos julgar ninguém. Quem julgará é o Senhor. Cada um deve estar convicto daquilo que crê e fazer tudo, absolutamente tudo, para glória do Senhor. Não vivemos para nós mesmos. Vivemos para o Senhor. Até se morrermos, deve ser para o Senhor. Foi por isso que Jesus morreu e ressuscitou, para sermos dEle, em todo o tempo, em tudo.

Todos compareceremos diante do tribunal do Senhor. Somos responsáveis, individualmente, por nossas vidas, diante dEle. Por isso, ao invés de julgar, devemos viver de maneira que não façamos ninguém tropeçar e cair.

Paulo sabe que nenhum alimento é impuro, mas fala que não devemos deixar que um alimento seja motivo para alguém, que é fraco, cair. As pessoas são mais importantes que nossas ideias e convicções.

Todos temos direito às nossas convicções, mas a salvação do próximo é mais importante, então, guardemos nossas convicções para nós e Deus. Nós, os fortes, devemos agradar o próximo e não a nós mesmos. Nem Jesus viveu para agradar a Si.

Agora, se alguém acredita que comer alguma coisa é pecado, e come, realmente está pecando.

Paulo lembra que as Escrituras foram registradas para nos ensinar, nos dar paciência e ânimo, para que consigamos manter nossa esperança. Precisamos ter o hábito da leitura diária e assim, fortalecermos nossa esperança.

O desejo de Paulo é que Deus, que concede paciência e ânimo, nos ajude a viver em harmonia com todos. Isso é o que convém aos seguidores de Jesus. Assim, juntos, poderemos, em uma só voz, louvar e glorificar Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Sua ordem é aceitarmos uns aos outros, como Ele nos aceitou. Pede que lembremos que Jesus veio para servir aos judeus e assim, mostrar que Deus é fiel em Suas promessas para com os patriarcas. Também veio para que os gentios glorifiquem a Deus por Sua misericórdia. Ele é nossa esperança.

Paulo fala em sua crença de que os romanos sabem tudo que escreveu. Mas, como mensageiro de Deus aos gentios, escreve para lembrá-los.

Tem motivos para se entusiasmar com tudo que Jesus fez através de Sua vida. Mas não para se gloriar. Foi o Senhor Jesus quem agiu através dele. Paulo foi apenas o instrumento. Que privilégio!

Deseja ir logo a Roma para passar um tempo de descanso com os irmãos daquela cidade. Mas, antes, precisa ir a Jerusalém. Está levando os donativos que os irmãos da Macedônia e Acaia (gentios) recolheram para os pobres na Igreja em Jerusalém.

Pede que os irmãos de Roma orem por ele.

Quando está prestes a terminar sua carta, recomenda Febe, uma mulher que serve ao Senhor em Cencreia. Ela é digna de honra e tem sido de grande ajuda para muitos, principalmente para ele.

Saúda a muitos irmãos, casais, famílias, mulheres. Todos que trabalham para o Senhor.

Termina sua carta pedindo que todos tomem cuidado com aqueles que causam divisões e perturbações, ensinando coisas contrárias ao que aprenderam. Essas pessoas, servem a si e não ao Senhor. Devem fugir destes.

Como saber de quem fugir? Somente conhecendo as Escrituras.

Paulo termina sua carta louvando ao Senhor, a quem toda glória é, para todo o sempre. Amém!

Que carta maravilhosa! Releie, estude versículo a versículo, aprofunde-se. Há muito que aprender.

Continuamos amanhã. Um novo livro. Iniciaremos a Primeira Carta de Paulo aos irmãos que estão em Corinto. Leremos os três primeiros capítulos de 1 Coríntios.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Logo atrás, a ruína

Continuamos nossa caminhada através de 2 Crônicas.

Ontem vimos como Joás agiu com Zacarias, filho de Joiada que havia sido seu conselheiro e protetor. Seu coração deixou-se enganar por lisonjas, desviando-o do Caminho.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/tudo-foi-quebrado.html

Hoje, caminharemos pelas páginas do capítulo 25.

Amazias, filho de Joás, tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar. Reinou vinte e nove anos. Praticou o correto e agradável diante dos olhos do Senhor. Mas - e esse mas me deixa intrigada - não foi totalmente sincero em seu coração.

O que será que aconteceu?

Quando o reino estava sob seu total controle, mandou matar os oficiais que haviam assassinado seu pai. Não executou os filhos dos assassinos. Agiu conforme o Livro da Lei de Moisés. Como o Senhor ordenou, quando disse que os pais não morreriam em lugar dos filhos, nem os filhos em lugar dos pais, mas cada um morreria por seu próprio erro e pecado.

Depois Amazias convocou Judá. Dividiu conforme as suas famílias. Nomeou comandantes de mil e chefes de cem homens. Fez isso em toda a região de Judá e Benjamim. Reuniu todos os homens com mais de vinte anos. Constatou que podia contar com trezentos mil guerreiros. Todos prontos para o serviço militar. Capazes de empunhar a lança e o escudo.

Resolveu contratar cem mil homens de Israel. Experientes em combate. Pelo valor de três toneladas e meia de prata.

Porém, um homem de Deus foi até ele e lhe advertiu. Disse-lhe que o Senhor não estava com Israel, portanto ele não deveria deixar o exército de Israel caminhar com ele. Mas, se julgasse que seria fortalecido para a guerra dessa maneira, o Senhor o faria cair diante do inimigo. Afinal, o Senhor tem todo o poder para cooperar e também para fazer cair e derrotar.

Amazias havia gasto aquelas três toneladas e meia de prata. Perguntou ao homem de Deus o que faria com essa perda. Se fosse eu, responderia que se tivesse consultado ao Senhor, antes, não teria perda alguma.

O homem de Deus prontamente respondeu que o Senhor tinha muito mais a dar a ele.

Amazias ouviu o homem de Deus. Separou as tropas de Efraim e ordenou que voltassem para sua terra.

Apesar de terem recebido a prata, sentiram-se ofendidos por não lutarem com Judá. Foram furiosos para sua terra.

Amazias, encorajado, conduziu seu povo. Foi ao Vale do Sal. Ali, com seu exército matou dez mil. Também capturou outros dez mil. Eles os conduziram ao alto de um penhasco e os atiraram de lá. Todos morreram despedaçados.

Enquanto isso, as tropas que Amazias havia mandado de volta, atacaram as cidades de Judá. Desde Samaria até Bete-Horom. Mataram três mil pessoas. Saquearam as propriedades. E levaram grande quantidade de despojos.

Então, me preparo para ler que Amazias retornou da guerra e orou ao Senhor, que lhe entregou Israel. Mas não. Não é isso que está escrito.

Amazias retornou da guerra trazendo os deuses do povo de Seir entre os despojos. Ele os estabeleceu como seus próprios deuses e protetores. Reverenciou e queimou incenso diante deles, adorando-os.

Claro que sabemos o que aconteceu em seguida. A ira do Senhor acendeu grandemente contra Amazias. O Senhor enviou um de Seus profetas, que lhe perguntou porque havia buscado os deuses de Seir, que sequer foram capazes de livrar seu próprio povo.

Enquanto o profeta ainda falava com o rei, foi interrompido. O rei perguntou-lhe quem havia feito dele seu conselheiro. Ordenou que se calasse ou morreria naquela mesma hora.

O profeta calou-se. Mas não sem antes advertí-lo, dizendo que sabia que o Senhor havia decidido destruí-lo. Primeiro porque havia adorado deuses falsos. Depois, por não dar ouvidos à advertência que ele trazia. Que coragem a desse homem!

Depois de buscar conselhos e sugestões, Amazias mandou uma mensagem a Jeoás, rei de Israel dizendo que queria encontrar-se com ele para medir forças.

Jeoás mandou responder a Amazias que este estava sendo arrogante e vaidoso por ter derrotado Edom. Que ficasse quieto em seu palácio, ou acabaria provocando uma desgraça apenas para destruir a si e a Judá.

Verdadeiramente o coração de Amazias estava cheio de arrogância e vaidade. Ele também não atendeu a essa advertência.

Por terem buscado adorar e servir às divindades de Edom, o Senhor quis entregá-los aos seus inimigos. 

Jeoás foi para a batalha contra Amazias em Bete-Semes, no território de Judá.

Judá foi completamente derrotado diante do exército de Israel. Os soldados fugiram para suas casas. Os mesmos soldados que venceram Edom.

Jeoás prendeu Amazias, e o levou até Jerusalém. Lá derrubou cento e oitenta metros do muro da cidade. Desde a porta de Efraim até a porta da Esquina. Tomou posse de todo ouro, prata e objetos sagrados encontrados na Casa do Senhor. Os mesmos objetos que haviam estado sob a guarda de Obede-Edom. Tomou também os tesouros do palácio real e fez reféns.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/cada-um-tem-seu-lugar.html

A partir do momento em que Amazias decidiu não obedecer ao Senhor, muitos de seus colaboradores conspiraram contra ele em Jerusalém. Se viu obrigado a fugir para Láquis. Mas Foi perseguido e assassinado. Seu corpo foi transportado de volta, a cavalo. Foi sepultado junto aos seus antepassados.

Sim, é verdade, a ruína vem logo atrás da soberba (Provérbios 16.18).

Amazias começou servindo ao Senhor. Obedeceu conselhos de um homem de Deus (que nem sabemos seu nome, embora saibamos de quem era e a quem servia). Mas quando ganhou a guerra, atribuiu a vitória a si mesmo. Não percebeu que o Senhor o abençoou para que fosse vitorioso, porque havia obedecido. Não deu-Lhe glória.

Quando a soberba entrou em seu coração, foi atraído para outros deuses. Olhou os ídolos dos filhos de Edom. E os adorou.

O Senhor mandou-lhe um profeta, para que caísse em si e voltasse para Ele. Mas seu coração, cheio de soberba e vaidade, não quis ouvir. Escolheu a apostasia.

A ruína veio quando provocou Jeoás. Foi preso. O templo saqueado. Os muros de Jerusalém destruídos. Até que foi assassinado, fora de Jerusalém. Havia começado bem. Agradando ao Senhor. Mas terminou tão mal!

Mais uma vez, lembremo-nos de Paulo. Começou mal. Perseguindo a Igreja do Senhor. Mas terminou bem. Sendo ele mesmo perseguido, por causa do Caminho. Passou a combater o bom combate, até que completou sua carreira e guardou a fé (2 Timóteo 4.7).

Sempre temos essa escolha. Que sejamos como Paulo, não como Amazias.

Amanhã continuamos. Espero você.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Aliança rompida

Vamos continuar nossa caminhada através de 2 Crônicas.

Ontem vimos que o rei Asa e o povo de Judá estavam com o coração tão inclinado em servir ao Senhor, que não apenas fizeram uma aliança, mas uma aliança solene com o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/alianca-solene.html

Hoje vamos andar pelas páginas do capítulo dezesseis.

No trigésimo sexto ano do governo de Asa, Baasa, rei de Israel, invadiu Judá. Começou a cercar de muralhas a cidade de Ramá. Queria controlar o movimento que passava pela estrada que ia a Jerusalém. 

Asa juntou o ouro e a prata do tesouro da Casa do Senhor e do seu próprio palácio. Enviou a Ben-Hadade, rei da Síria, com uma mensagem para celebrarem um pacto entre os dois, como havia entre seus pais. Ele pedia que Ben-Hadade anulasse sua aliança com Baasa, em troca do ouro e prata. Assim, Baasa se retiraria das terras de Judá.

Ben-Hadade aceitou a proposta. Enviou os capitães dos seus exércitos contra as cidades de Israel; e feriu a Ijom, Dã, Abel-Maim e todas as cidades-armazéns de Naftali. 

Quando Baasa ouviu, desistiu de fortificar Ramá. Interrompeu sua obra. Voltou para suas terras.

Asa convocou os homens de Judá para irem a Ramá. Lá retiraram as pedras e a madeira que Baasa estava usando na construção das muralhas. Com esse material, Asa mandou erguer muralhas em volta de Geba e de Mispa.

Nessa época veio Hanani, o vidente, até Asa. Trazia uma admoestação. 

O Senhor questionou o motivo dele ter procurado refúgio e salvação no rei da Síria e não nEle. Disse-lhe que por isso, o exército da Síria escapou-lhe das mãos. 

O Senhor ainda lhe perguntou se os etíopes, os cuchitas, e os líbios não formavam um grande e poderoso exército, com muitíssimos carros de guerra e cavaleiros. Mas Asa confiou no Senhor, e Ele os entregou pessoalmente. Afinal, Seus olhos contemplam toda a terra, para revelar-se poderoso para com aqueles cujo coração é plenamente dEle.

Hanani ainda disse que Asa agiu como louco, insensato. Por causa de suas escolhas e ações, a partir de então, enfrentaria muitas batalhas.

Asa se indignou contra Hanani e suas profecias. Ficou realmente enfurecido. Lançou-o no cárcere. No tronco. Por causa do que havia profetizado.

Nessa mesma ocasião, Asa castigou brutalmente algumas pessoas do seu próprio povo.

No trigésimo nono ano do seu reinado, ficou doente dos pés. Sua enfermidade era em extremo grave. Embora tenha passado muito mal e fosse mortal seu estado, não buscou socorro no Senhor, somente nos médicos de sua confiança. 

Morreu no ano quarenta e um de seu reinado. Foi sepultado no túmulo que cavou para si na Cidade de Davi. Num leito repleto de especiarias raras e perfumes preparados segundo a arte dos melhores perfumistas. Fizeram uma grande fogueira em sua homenagem.

A história de Asa, do começo ao fim, está narrada no Livro da História dos Reis de Judá e de Israel.

Vamos considerar alguns pontos dessa história, que começou tão bem e terminou tão mal.

Quando o rei de Israel invadiu Judá, sua intenção era controlar quem ia até Jerusalém. Queria saber quem adorava o Senhor. Israel não O adorava mais. 

O inimigo sempre quer saber quem é fiel ao Senhor. Para atacá-lo. Para colocar muralhas e impedí-lo de servir e adorar o Deus único e verdadeiro.

Quando foi atacado por Zerá e seu imenso exército, Asa clamou ao Senhor. Depois, sendo atacado por um rei menor e um exército inferior, não o fez. Recorreu aos recursos que considerava sob seu poder. Além do seu próprio tesouro, juntou o ouro e a prata do tesouro do Senhor e enviou para Ben-Hadade.

Errou várias vezes. Errou em não clamar ao Senhor. Não confiar nEle. Errou ao confiar em seus próprios recursos. Errou em tomar posse do tesouro que havia dedicado e entregue ao Senhor. Errou em esquecer sua aliança solene com o Senhor. Errou em fazer uma aliança com Ben-Hadade. 

É verdade que deu certo. Baasa desistiu de fortificar Ramá. Voltou para sua terra. Asa conseguiu até usar as pedras e madeiras para erguer muralhas em cidades de Judá. Ah, mas cuidado! Nem tudo que dá certo, está certo.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/11/fazendo-do-certo-o-errado.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/delegando-o-indelegavel.html

Logo depois, o Senhor mandou que Hanani apontasse os erros de Asa. Corajosamente, Hanani o fez. A consequência de seus erros foi não destruir o exército da Síria, além de ter que enfrentar muitas batalhas a partir de então.

Como precisamos tomar cuidado para não agir como Asa!

Sua história me faz lembrar Saul. Começou tão bem. Terminou tão mal.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/saul-podia-ter-dado-certo.html

Asa podia ter se arrependido. Não o fez. Se indignou contra Hanani. Ficou realmente enfurecido. Lançou-o no cárcere. E pior, no tronco. Tudo que Hanani fez foi entregar a palavra do Senhor. Asa estava enfurecido contra o Senhor. O mesmo homem que havia feito uma aliança solene. Não me conformo!

Quando nos afastamos do Senhor, nossas decisões se tornam equivocadas. Não O consultamos. Utilizamos Seu tesouro a nosso bel prazer. Não ouvimos Sua palavra. Ficamos enfurecidos com Seus profetas. E nos levantamos de maneira brutal contra pessoas inocentes. Como Asa fez.

Que aprendamos a não agir assim. 

Os olhos do Senhor contemplam toda a terra. Ele revela-se poderoso para com todos cujo coração é plenamente dEle.

Mas a história não acaba aqui. Foi pior. Asa ficou doente dos pés. Uma grande oportunidade para voltar ao Senhor. 

Estava gravemente enfermo. Até que seu estado tornou-se mortal. Mas em nenhum momento buscou socorro no Senhor. Buscou socorro apenas e tão somente nos médicos de sua confiança. Que nada puderam fazer por ele. Asa morreu.

É triste pensar que Asa não estava mais se importando com sua vida. Não se arrependeu. Não clamou ao Senhor em sua doença. Sua preocupação passou a ser como seria seu sepultamento. 

Mandou preparar um túmulo para si na Cidade de Davi. Desejou que seu leito fosse repleto de especiarias raras e perfumes preparados segundo a arte dos melhores perfumistas. Uma grande fogueira foi acesa em sua homenagem.

Sua aliança solene foi quebrada. Suas preocupações agora eram fúteis.

Quantas coisas a aprender. 

Que possamos ser fiéis. Até o fim.

Que nossa história termine melhor do que começou.

Mais uma vez, que sejamos como Paulo, que disse (e era verdade): “Combati o bom combate. Terminei a carreira. Guardei a fé”. – 2 Timóteo 4.7

Amanhã continuamos. Espero você.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A bondade dEle e minha "justiça própria"

O capítulo 19 de Mateus termina com uma frase intrigante: “Contudo, muitos primeiros serão últimos e muitos últimos serão os primeiros”.

E conta uma parábola, também intrigante, sobre o Reino dos céus que é semelhante a um proprietário que saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha. Por volta das 9h horas, depois às 12h, às 15h e até às 17h ele faz o mesmo.

Um denário era o valor devido ao trabalhador por um dia de serviço.

Vamos imaginar o Reino dos céus.

Aqui o Senhor o compara a uma vinha. É necessário muitos trabalhadores para uma vinha. Então o proprietário saiu cedo e encontrou alguns trabalhadores disponíveis. E os contratou. Mas não foram suficientes. Precisava mais.

Por volta das 9h saiu de novo e contratou mais trabalhadores. Todos os que estavam disponíveis. Ainda assim não foi suficiente.

O Reino dos céus é semelhante a essa vinha, e o Senhor tem recrutado trabalhadores. Todos os que estão disponíveis. Todos os que estão dispostos a trabalhar. Seja trabalhar muito, seja pouco. O trabalho em uma vinha deve ser minucioso, feito com cuidado. Uvas são delicadas e preciosas.

Às 15h aquele proprietário saiu e contratou mais trabalhadores ainda. Faltavam apenas três horas de trabalho. Ainda assim contratou. A vinha precisava ser trabalhada.

Quando foi às 17h, Jesus nos conta que aquele proprietário saiu novamente. Foi até à praça onde costumavam se reunir os homens à espera de trabalho e ali encontrou trabalhadores que estavam desocupados. Preste atenção! Trabalhadores que estavam sem ocupação. Ele não os contratou. Antes perguntou porque estavam desocupados. Responderam que ninguém os havia contratado. Ele também os mandou para a vinha. Faltava apenas uma hora de trabalho. Mas eles foram. Provavelmente imaginaram que receberiam apenas uns “trocados” devido à hora avançada, mas foram assim mesmo.

Fico imaginando a história da humanidade. Quantos foram “contratados pelo Todo-Poderoso” e trabalharam arduamente “o dia todo”. Ou quantos foram “contratados” desde a infância e também trabalharam arduamente “o dia todo”, a vida toda, até à sua velhice. Outros foram “contratados” no meio da sua mocidade. Outros ainda no final de suas vidas. O ladrão que morreria ao lado de Jesus, foi “contratado” nos “acréscimos”, à porta da morte.

Pois bem. O dia de trabalho chegou ao fim. 18h. O proprietário daquela maravilhosa vinha (que precisava de tantos trabalhadores), mandou ao seu administrador que pagasse aqueles homens, começando dos que foram contratados por último até os primeiros.

Os que trabalharam apenas uma hora receberam um denário, o pagamento de um dia. Saíram mais que felizes. Não precisaram enfrentar o calor do sol o dia todo e ainda assim ganharam o salário de um dia inteiro.

E assim todos foram sendo pagos. Os últimos, que trabalharam o dia todo, esperaram receber um salário maior, mas receberam um denário como os demais. O que havia sido combinado. O que era justo.

Eles se revoltaram. Algo dentro de mim se revolta também. Fico pensando naquele proprietário. E não entendo. Até que finalmente compreendo o que está acontecendo. Justiça própria. Não importa a hora que fui “contratada para trabalhar em Sua vinha”, sou privilegiada por Ele me chamar. Não importa se trabalhei o dia todo sob o sol quente ou se fui chamada (o) no final dos meus dias. Consigo enxergar Sua bondade aqui. E meu coração se aquieta.

Penso novamente naquele ladrão que, ainda não chegamos lá, morreria ao lado do Senhor e O reconheceu como Messias. E penso em Paulo. Quantas chicotadas! Passou fome, frio, calor, prisões, viagens e perseguições depois que reconheceu o Senhor como o Messias. Ambos receberão a salvação. Paulo não será “mais salvo” porque “trabalhou” mais. Ambos serão salvos. Essa é a bondade do Senhor para todos aqueles que nEle creem.

Continuando a parábola. Os primeiros trabalhadores se revoltarem quando receberam o seu justo salário. Escutaram a resposta do proprietário que disse, com verdade, que não estava sendo injusto. Foram contratados para receber um denário. Foi o que receberam. O proprietário podia fazer o que quisesse com seu dinheiro e foi o que fez.

Uma pergunta parece ecoar em meus ouvidos, mais forte que as outras: “Ou você está com inveja porque sou generoso?” A parábola do filho pródigo, contada em Lucas, capítulo 15 vem à minha mente. O filho mais velho ficou indignado quando o pai foi bondoso com o irmão que havia desperdiçado todos os seus bens enquanto ele trabalhava. Sou assim também? Fico indignada quando Ele estende Sua bondade aos outros de maneira que não entendo, ou não concordo, não achando justo Ele ser bondoso?

Quero parar aqui. Preciso pensar. De novo. Sondar meu coração. Será que minha mente ainda trabalha assim? Será que ainda penso em justiça própria? Será que ainda penso em obras, quando a salvação é apenas pela graça dEle, através da fé, como está escrito em Efésios 2.8? Será que esqueço a magnitude de Seu perdão, oferecido a todos?

Tenho que ser grata. Eu estava “desocupada”, “sem trabalho” e Ele me chamou para “Sua vinha”.

Lembro que não é qualquer um que pode trabalhar em uma vinha. A uva precisa ser colhida com cuidado, para não se estragar (aqui há tanto a pensar).

Não importa se trabalhei o dia todo. Se suei debaixo do sol escaldante. Fui salva. Se outro não suar, que me importa? Foi salvo. Devo ser grata a Ele também por tão grande bondade.

Amanhã prosseguimos.



domingo, 17 de abril de 2016

João Batista em um dia ruim


 Continuando com João.

Só com seu nascimento já fez uma revolução.

E foi crescendo e se robustecia em espírito. Vivia no deserto, até o dia (no tempo certo), em que havia de revelar-se publicamente a Israel. Vestia-se como os profetas antigos, como Elias. Comia gafanhotos. Totalmente desprendido do mundo. Sabia quem era e para o que veio.

No tempo de Deus, João, ainda no deserto, recebeu uma palavra convocatória do Senhor e começou a proclamar um batismo de arrependimento. Como estava escrito no livro do profeta Isaías. Seu discurso era duro e direto.

Não direi que jamais falaria como ele, porque se Deus mandar, espero ter coragem e falar. E terei, mesmo que depois eu tenha um troço, mas sempre procuro falar, o que quer que seja, com palavras mais amenas e doces. Suavemente. E, com certeza, escrevo melhor que falo.

Mas João me impressiona. Sua ousadia me impressiona. Suas palavras carregadas de autoridade, ainda que duras. As multidões iam até ele. Queriam ouvir! Sedentas. Rogavam-lhe o que fazer. E ele respondia. Seu discurso era tão poderoso que todos estavam cheios de expectativa se ele seria o Cristo.

Mas ele se identificou. Sabia quem era. "Apenas" a voz. Que voz! Que palavras! E apontou o Caminho. Cada vez que via o Senhor, apontava: "Esse é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".

Na nossa cultura não conseguimos entender plenamente. João apontando para um homem e dizendo que Ele é o Cordeiro. Lembre-se do templo. Dos sacrifícios. Jesus, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Que mensagem poderosa e revolucionária. O Sacrifício Perfeito.

João era tão ousado que repreendeu até Herodes. Por isso, acabou sendo preso e assassinado.

Muitos podem olhar para João e pensar que foi um fracassado. Não juntou riquezas. Não deixou descendentes. Morreu com menos de quarenta anos, por causa de sua mensagem. Assassinado. Mas o Senhor deu testemunho dele. Se João testemunhou de Jesus, Jesus testemunhou de João. Um homem que recebe o testemunho de Deus não pode ser um fracassado. E ele, de fato, não foi. Cumpriu o Seu chamado. Fez tudo que o Senhor esperava dele. Isso é maravilhoso! 

Também podia dizer o que Paulo disse sobre sua carreira. “Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé”. – II Timóteo 4.7 

Dois milênios depois ainda impacta nossas vidas. Abençoou sua geração e todas as gerações que vieram após ele.

E algo que chama minha atenção, porque amo essas informações que o Senhor nos deixou nas Escrituras, para lembrarmos que somos humanos e não super-homens, porque se não fosse assim, não teríamos coragem de prosseguir, achando que não conseguiríamos.

Um dia, devia ser um "daqueles dias" que de vez em quando temos, quando não conseguimos entender, quando parece que tudo está fora do lugar, sem explicação, sem lógica, João mandou perguntar se Jesus era de fato quem havia de vir ou se deveria esperar outro. Nem mesmo João, que reconheceu o Senhor dentro do ventre de sua mãe, que teve seu nascimento anunciado por um anjo, que viu os céus abertos quando o Senhor foi batizado (e que era o sinal que Deus lhe falou que daria), nem mesmo ele, era um super-homem infalível, que nunca cansava e que tinha absoluta certeza de tudo. Até ele ficou desnorteado.

Nunca vou cansar de dizer que amo isso na Bíblia. Que amo isso em Deus.

Ele continua nos amando, exatamente da mesma maneira, tanto nos nossos dias bons como nos nossos dias maus.

E deixou registrado que os homens a quem designou missões específicas e fantásticas, eram homens como nós. Seus amigos. Homens falhos. Homens segundo o Seu coração. E conseguiram. O agradaram. Cumpriram Seus propósitos. Cumpriram sua missão. Seu desígnio.

Então, também vamos conseguir. Ele está conosco. É o nosso socorro sempre presente. Nosso esconderijo. Em todos os momentos de nossas vidas. Nos bons e nos ruins. Todos os dias, até o fim.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Davi e suas últimas palavras


Fico impactada quando leio as "últimas palavras de Davi". Sempre.

Vamos esquecer que ele era rei de Israel. Vamos nos lembrar do homem segundo o coração de Deus. O exemplo a seguir e a não seguir.

Acompanhe comigo o capítulo 23 de II Samuel: “Oráculo de Davi filho de Jessé; diz o homem que foi exaltado, o ungido do Deus de Jacó, o amado salmista de Israel”. Que autoridade! Que conhecimento de Deus e de si mesmo, de sua identidade.

Para mim, um dos motivos dele ter o coração segundo o coração de Deus é ele ter conseguido enxergar quem Deus é e então, enxergar quem ele era em Deus.

São afirmações ousadas demais, profundas demais. Davi fala de si mesmo: o homem que foi exaltado, o ungido do Deus de Jacó, o amado salmista de Israel (Davi, amado).

E continua dizendo que o Senhor falou por seu intermédio. Sua Palavra esteve em sua língua. A Rocha de Israel (amo esse nome de Deus) lhe revelou.

E continua. Fala o que o Senhor lhe revelou: "Quem governa o povo com justiça, quem governa as gentes sob o temor de Deus é como a luz da alvorada ao nascer do sol, num amanhecer sem nuvens. É como os primeiros raios de sol depois da chuva, que faz crescer as plantas da terra." Ah, como precisamos de pessoas que governem dessa maneira! Que trazem crescimento verdadeiro.

E aí, fico chocada com o exame que fez de seu reinado e à conclusão que chega. Ele era esse sol depois da chuva: "Sim, a minha dinastia está em PERFEITA harmonia com Deus." Como Paulo, "Combati o bom combate. Terminei a carreira. Guardei a fé." Que certeza! Perfeita harmonia com Deus.

E mais, Davi afirma que o Senhor estabelece uma aliança eterna com ele, FIRMADA e GARANTIDA em TODOS os ângulos! Que certeza, tenho que repetir! Nenhuma sombra de dúvida. Nenhum sentimento de "será". De talvez. De "pode ser".

E continua: "SEM DÚVIDA, me conduzirá ao sucesso EM TUDO e me proporcionará TODOS os desejos do meu coração".

Esse é o coração que o Senhor se agrada. Fé completa. Não importa a caminhada, não importam os processos, "Ele me conduzirá ao sucesso". E sabemos a longa caminhada e o duro processo pelo qual Davi passou.

Como Paulo, Davi podia dizer "Mas eu sei em quem tenho crido..."

Como o Senhor não se agradará de um coração assim? De uma fé dessas? Como Seu coração não se apegar ao de Davi? Não lhe prometer um trono eterno?

O Salmo 37.4 diz: "Agrada-te do Senhor e Ele concederá os desejos do seu coração."

Que possamos ter essa revelação de quem Deus é. De quem somos! E crer que Ele tem um futuro de paz e felicidade a nossa espera. Basta caminharmos em Sua vontade. Mesmo nos dias mais difíceis. Mesmo quando os caminhos forem solitários e repletos de obstáculos. A caminhada vale a pena. Estamos indo em direção ao nosso destino. E o Senhor é Aquele que nos guia. A nossa Rocha. Estamos seguros nEle. Podemos continuar a caminhada.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Saul podia ter dado certo


Sempre que leio I Samuel, meu livro preferido, fico estarrecida com Saul. Em 2013, quando estive em Israel fomos ao Monte Gilboa. A palavra foi sobre terminar bem. Sai de lá chocada. Veio um peso tão grande sobre mim. Por todos que começaram bem e desistiram no meio do caminho. É muito triste. Alguém andar com o Senhor e desistir.

Saul era perfeito. Lindo. Dos ombros para cima, era mais alto que todos. O rei perfeito. Escolhido por Deus. Aprovado pelos homens! Um filho obediente. Prestativo. Deus mudou seu o coração. Encheu-o com Seu Espírito. Se eu só lesse os primeiros capítulos, ia achar que tudo tinha sido perfeito. Ele possuía tudo para dar certo.

Porém, tímido demais! Pequeno a seus próprios olhos! Consegue imaginar um homem daquela altura se esconder no meio da bagagem? Todo Israel reunido e ele ali, escondido. E consegue imaginar o "frisson" que causou quando se levantou? Como o povo não aprovaria um homem desses? E quando ficou indignado? O que aconteceu? Ele foi completamente cheio do Espírito Santo e estraçalhou dois bois! Uau! A essa altura já estou completamente apaixonada e orgulhosa com um rei desses! Depois que Samuel o proclamou rei, diversos guerreiros o seguiram, guerreiros que foram tocados pelo Senhor. Não o seguiram por seguir, foram tocados pelo Senhor!

Uns arruaceiros, no entanto, não o honraram, não o aceitaram como rei. E o que Saul fez? Simplesmente não os ouviu. Não deu a mínima. O Senhor o honrou. O escolheu. Pensa num homem que Deus assume o total controle dele? É o que diz o versículo 6 do capítulo 11. O povo seguiu a Saul porque sentiu temor pelo que Deus podia fazer. E Deus fez. Deus agiu através de Saul!

Mas então Saul gostou de ter a aprovação dos homens. Gostou do cheiro do sucesso. De seu sabor. Esqueceu quem o colocou naquela posição. Desprezou a humildade. Desejou a atenção para si. A atenção dos homens. Não quis mais esperar. Começou a agir na força do seu próprio braço. Foi deixando de depender do Senhor. Foi se afastando. Ignorando os processos. Cometendo um erro atrás do outro.

Não me conformo dele ouvir que o Senhor o rejeitou e não se rasgar inteiro, não se jogar ao chão, não clamar por misericórdia. Simplesmente pediu a Samuel que o honrasse diante dos homens! Começou tão bem. Terminou tão mal.

Que diferença para o apóstolo Paulo que começou tão mal, matando a Igreja, e terminou tão bem!
Que possamos combater o bom combate, terminar a carreira e guardar a fé! Que tenhamos compaixão daqueles que tombaram durante a caminhada. Que clamemos por eles. Que não apontemos o dedo. Que estendamos a mão. Que a cada dia dependamos do Senhor. Que o nosso coração seja ensinável, corrigível. Que amemos o Senhor, em todo o tempo, o tempo todo! Que queiramos Sua aprovação, não a dos homens!

Que o Senhor nos conserve nEle. Que nunca esqueçamos quem éramos e de onde nos tirou. Que nunca esqueçamos que somos dEle, de ninguém mais. Propriedade exclusiva do Senhor! Com as orelhas furadas. Dependendo totalmente da Sua direção. De Seus conselhos! Que continuemos esperando. Que continuemos aprendendo. Amando a correção e os processos. A cada dia.