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quinta-feira, 15 de março de 2018

Você sabe quem Ele é?

Continuamos nossa caminhada pelo capítulo 12 de Lucas. Do versículo 49 ao 59.

O Senhor Jesus continua Seu discurso. O que vem falando não são coisas fáceis de ouvir. Mas são necessárias.

Após contar a parábola do servo esperando seu senhor, faz uma bombástica afirmação: “Vim trazer fogo à terra, e como gostaria que já estivesse aceso!”

Mas antes desse “fogo acender”, Ele terá que passar por um batismo; Estava angustiado, até que se realizasse. Esse batismo é Sua morte.

E se Ele falar que veio trazer fogo á terra já chocou meio mundo, imagina quando disse que veio trazer divisão?

Sim, de agora em diante haveria divisão nas famílias, uns contra os outros, porque uns creriam nEle, outros não. Uns O seguiriam, outros não.

Dou uma olhada para a multidão. As pessoas parecem perplexas. Até hoje não estamos acostumados a ouvir um discurso sem maquiagem, sem o tal do "politicamente correto".

Ele continua dizendo à multidão que, quando veem uma nuvem se levantando no ocidente, sabem que vai chover. Quando o vento sul sopra, sabem que fará calor.

E, se não estavam chocados, agora ficarão!

Ele os chama de hipócritas, pois sabem interpretar o aspecto da terra e do céu, mas não sabem interpretar o tempo presente. Conhecendo as Escrituras, deviam saber o que estava acontecendo. Além disso, João Batista havia testemunhado dEle! Como não entendiam? Como não criam? http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/joao-batista-em-um-dia-ruim.html

Seu discurso continua! Ele pergunta porque não julgam por si mesmos o que é justo?

E dá um sábio conselho. Quando alguém estiver indo com seu adversário para o magistrado, deveria fazer de tudo para se reconciliar com ele no caminho, para que não fosse arrastado ao juiz e o juiz o entregasse ao oficial de justiça e este o jogasse na prisão, de onde não sairia até pagar o último centavo.

Estamos neste caminho. Não que o Senhor seja nosso adversário. Nossa vida de pecado é que é adversária dEle. Que aproveitemos esse tempo para reconciliar-nos com Ele no caminho. É o que espera de nós. É nossa oportunidade. Enquanto estivermos vivos.

Então? Você já se reconciliou com Ele?

Ele está pronto a recebê-Lo. Não se atrase. Não deixe para depois. Hoje é o dia.

Amanhã prosseguimos.






sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A Grande Comissão

Prosseguimos pelo capítulo 28 de Mateus.

As mulheres obedecem ao Senhor e contam aos discípulos que Ele ressuscitou.

Ao receberem a notícia, os onze vão para a Galiléia, ao monte que Jesus havia indicado. Nós vamos juntos, queremos vê-Lo. Quando o veem, adoraram-No. Nós também nos prostramos em adoração. Ele é o Único digno.

Ainda assim, alguns duvidam. Não consigo entender.

Jesus aproxima-se deles. Agora não podem duvidar. Ele está muito próximo. Dá para ver que é Ele. Então, diz: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.”

Sua morte deu a Ele essa posição. Toda a autoridade no céu e na terra Lhe pertence. Toda. Não há ninguém acima dEle. Ninguém maior que Ele.

Por ter toda essa autoridade, ordena: “Por isso, vão e façam discípulos de todas as nações”. De todas as nações. Não apenas discípulos judeus. Não apenas de umas duas ou três nações. Não apenas de um continente. Mas de todas as nações. Isso me faz ficar empolgada. Novamente pulo como uma louca. Sempre foi o que o Senhor desejou. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Os novos discípulos devem ser batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E devem aprender a obedecer tudo que o Senhor havia ordenado aos onze. Tudo.

O que Ele ordenou? Ah, se tem alguma dúvida, se esqueceu, volte lá. Caminhe de novo pelas páginas das Escrituras e veja, ouça. Tenha olhos para ver e ouvidos para ouvir.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/qual-o-maior-mandamento.html

O livro de Mateus termina com uma promessa maravilhosa, de alguém que é completamente digno de confiança: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Meu coração descansa. Descansa nEle. Sei que minha caminhada não será fácil. Não tem sido. Nem a sua. Mas Ele prometeu estar conosco todos os dias, até o fim dos tempos. É a palavra dAquele que é a própria Verdade. Podemos confiar. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/a-tempestade-em-meio-ao-mar.html

Sua presença é real e maravilhosa. Ele nos deu um destino. Uma posição. Uma missão. Não estamos mais sozinhos. Podemos caminhar ao Seu lado. A cada dia. https://www.youtube.com/watch?v=Va8srvjwgAA

Acabamos Mateus. Mas espero você amanhã. Até lá.



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

João, o Batista



Naqueles dias, surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Assim começa o capítulo 3 de Mateus. João significa “Deus é cheio de graça”. O nome de João por si só era uma pregação. 

Chama minha atenção o fato de João pregar no deserto.


Já tive o privilégio de ir a Israel. O deserto da Judéia é realmente um deserto. O que um homem iria fazer naquele lugar é difícil de imaginar. Pregar no deserto? Foge à minha compreensão. A vista é fabulosa, é verdade. Mas praticamente toda da mesma cor. Sem contar o calor! Mesmo à beira do rio Jordão.

Vemos pregadores escolherem os lugares mais centrais, agradáveis e luxuosos para levarem suas pregações. Mas João? Ele surgiu, pregando no deserto da Judéia. Tenho que perguntar: Que homem é esse? Ah, e a pregação dele? Ele não prega o que se quer ouvir. Não fala de coisas agradáveis e doces aos nossos ouvidos. Sua pregação chamava as pessoas ao arrependimento. Simples assim. Sem barganhas. Sem afagos.  

Mateus afirma que esse é o que o profeta Isaías anunciou. A voz. A voz do que clamaria no deserto e prepararia o caminho do Senhor.

Sua roupa era semelhante a dos profetas do Antigo Testamento. Ele comia gafanhotos e mel silvestre. Era o que “tinha pra hoje”. Alimento fácil de achar no deserto.

E sabe o que acontecia? Pasmem! As pessoas vinham de Jerusalém, de toda a Judéia e da região ao redor do Jordão. Vinham, confessavam seus pecados e eram batizadas por João no rio Jordão. Elas iam até João. Ouviam sua pregação. Eram confrontadas. Confessavam seus pecados. E eram batizadas.

O batismo era um ritual de purificação naquela época. Por batizar, João passou a ser conhecido como João Batista.

Ele percebeu que muitos fariseus e saduceus vinham até a ele. Os fariseus eram um grupo legalista e separatista, que zelava pela Lei de Moisés e pela tradição não escrita. E os saduceus, um grupo de ricos. Influenciavam a política e a religião. Usavam o templo para tal. Amo João Batista. Não era “politicamente correto”. Falava a verdade. Chamava “na cara dura”, esses dois grupos de raça de víboras e ordenava-os que produzissem frutos dignos de arrependimento antes de desejarem o batismo.

João também falava que ele batizava apenas com água, mas depois dele viria alguém mais poderoso, que ele não era sequer digno de carregar suas sandálias! Que homem é esse? Não se vangloriava. Não batia no peito reclamando sua autoridade e exigindo respeito. Dizia que era o menor. E apontava para Jesus, Aquele que batizaria com Espírito Santo e com fogo. Aquele que limparia a sua eira, juntando o trigo e queimando a palha no fogo. Quando se colhia o trigo, deixava-se na eira, ao vento. A palha era espalhada. Separava-se o trigo para colocá-lo no celeiro.

É João sabia quem ele era e para que veio! Conhecia sua identidade. Nem mais, nem menos. Como é importante sabermos quem somos, independente da opinião das pessoas, das circunstâncias e do tempo.

Jesus foi até João para ser batizado por ele. João quase “caiu duro”. Ele dizia que precisava ser batizado por Jesus e Jesus foi até ele! Não via lógica nisso. Mas o Senhor, sempre tão maravilhoso e sábio respondeu que era necessário para que se cumprisse toda a justiça. Então João concordou e O batizou.

Ah, quando Jesus saiu da água! O céu se abriu. Ele viu o Espírito Santo descer em forma de pomba e pousar sobre Ele. E ouviu uma voz dos céus dizendo que Ele era o Filho amado, em quem o Pai tinha prazer. Jesus viu e ouviu. Ele possuía olhos que viam e ouvidos que ouviam, como devemos possuir.

Agora Jesus entra finalmente em cena. A partir do próximo capítulo.

Que aprendamos com João a não negociar os valores e a verdade, independente de quaisquer coisas. Que saibamos quem somos e qual nossa missão. E que aprendamos com Jesus a ver e ouvir.

Ah, se quiser ler um pouco mais sobre João: 
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/o-deus-das-impossibilidades.html