Leitura do dia 22/10.
Na postagem anterior vimos a transfiguração de Jesus. A libertação de um menino possuído. A predição de Sua morte. Quem quiser ser o maior, deve ser o servo. E ai dos que trazem escândalo ao Reino.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-91-50.html
Agora, caminharemos através do capítulo dez de Marcos.
Eles deixam Cafarnaum. Foram para a região da Judeia. A leste do Jordão. Como sempre, grandes multidões o seguem. E como sempre, Ele as ensinava.
E como sempre, o que vemos? Alguns fariseus se aproximam dEle. E para quê? Querem apanhá-Lo em uma armadilha.
Conheciam as Escrituras. Sabiam o que Moisés havia escrito, mas perguntaram a Jesus se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher.
Naquela época havia duas escolas. Uma dizia que o homem só devia dar carta de divórcio à sua mulher, se ela fosse infiel. A outra escola dizia que o homem podia dar essa carta se não a quisesse mais, ou seja, por qualquer motivo, até se a mulher, por algum descuido, deixasse a comida queimar. Ou simplesmente porque enjoou. E só o homem podia dar carta de divórcio.
Jesus responde com uma pergunta. O que Moisés dissera? Respondem que ele permitiu. Um homem poderia dar à esposa uma carta de divórcio e manda-la embora.
Gosto da maneira como o Senhor continua. Ele vai ao princípio. À raiz. É isso que me faz ficar e ouvir o que tem a dizer. Responde que Moisés permitiu por causa da dureza do coração deles. Não era assim no princípio. O Criador os fizera homem e mulher e disse que, por essa razão (o casamento), o homem deixaria seu pai e mãe e se uniria à sua mulher, tornando os dois uma só carne. Assim, já não eram dois, mas sim um, ninguém deveria separar o que Deus uniu. Esse era o princípio, o desejo de Deus. Casamentos saudáveis. Uma aliança que não se desfaz.
O divórcio era tão banal e comum naquela época (como é hoje, infelizmente), que os discípulos ficaram espantados. Quando chegaram em casa, tocaram novamente no assunto. Ele respondeu que aquele que se divorciasse de sua mulher e se casasse com outra, estaria cometendo adultério contra ela. E se a mulher se divorciasse de seu marido e se casasse com outro, estaria cometendo adultério. Posso ouvir o suspiro de muitos. Olhos esbugalhados. Bocas abertas.
Os discípulos deviam seguir a escola que dizia ser correto o divórcio por qualquer motivo banal. Divórcio era a resposta. Não o relacionamento, a reconciliação. Não a tentativa de resolver a questão e chegar a um acordo. Nessa situação, a mulher estava completamente desprotegida. Por qualquer motivo era jogada de lado.
Jesus não coloca panos quentes na situação. Não tenta consolar os discípulos, nem vem com aquele “veja bem” que conhecemos. Não encontra um caminho tortuoso para satisfazê-los. Não. O que falou era a verdade. Era o que deveria ser seguido. E ponto.
Claro que sabemos que existem casos e casos e cada caso deve ser observado com as suas individualidades. Mas o coração de Deus é um coração reconciliador. Devemos observar o princípio. Suas palavras com certeza foram muito fortes.
Se desejar saber mais sobre divórcio, leia o livro "A Lei, a Moral e o Divórcio", do Pr. Marcos Borges, o Coty. É da Editora Jocum. Excelente. Esclarecedor. Libertador. Super indico.
Certo dia, trouxeram crianças para que Ele impusesse as mãos, abençoando-as. Os pais queriam ter seus filhos abençoados pelo Senhor. Claro. Quem não iria querer?
Mas os discípulos repreendiam essas pessoas, não querendo que as crianças se aproximassem.
Jesus ficou indignado. Ordenou que as deixassem ir até a Ele, que não as impedissem. Disse também que o Reino dos céus pertenciam aos que são semelhantes a elas, como havia falado anteriormente. Quem não recebesse o Reino dos céus como uma criança, não entraria nele.
Crianças são puras. Não vêm limites em sua fé.
Ele as tomou em Seus braços. Colocou Suas mãos em suas cabeças e as abençoou.
Quando o Senhor está indo para Jerusalém, um homem veio correndo. Ajoelhou-se diante dEle e pergunta-lhe, chamando-O de Bom Mestre, o que deve fazer para ter como herança, a vida eterna.
Ele questiona porque o chama de bom. Somente Deus é verdadeiramente bom. Afirma que o homem conhece os mandamentos. Cita alguns.
O homem responde que tem obedecido a todos. Desde sua juventude. Seu semblante parece não ter paz. O Senhor olha para ele, com amor. Afirma que ainda há uma coisa que não fez. Disse-lhe que deveria ir, vender todos os seus bens e dar o dinheiro aos pobres. Assim, teria um tesouro nos céus. Depois, voltasse para segui-Lo.
Devia desapegar-se de seus bens materiais, de sua riqueza material, vender seus bens e dar aos pobres. O Senhor assegurou-lhe de que teria um tesouro nos céus, onde sabemos que a traça e o ladrão não têm acesso. Depois que fizesse isso, desapegado de tudo que lhe era mais precioso, ou seja, negando-se a si mesmo, devia vir e segui-Lo. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html
Sempre assim. "Negue-se" vem primeiro. Não podemos seguir ao Senhor sem nos negarmos. Afinal, nem sabemos onde estamos indo. Sabemos com quem, mas não para onde.
Observo a cena com atenção. Jesus, como sempre, tão específico, tão claro, tão direto.
Aquele homem ficou desapontado. Afastou-se triste. Era muito rico. Seu coração estava em suas riquezas. Era fácil obedecer os mandamentos, mas muito difícil desfazer-se de seus tesouros, pois ali, em seus bens materiais, é que estava seu coração. Não queria sacrifício. Queria apenas regras.
Depois que se afastou, Jesus diz a Seus discípulos que dificilmente um rico entrará no Reino dos céus e para deixar bem claro o quão difícil era, diz que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus. Uau! Fico pensando. Muito difícil mesmo.
Assim como eu, os discípulos ficam perplexos e perguntam quem pode ser salvo. Jesus olha para eles e responde que para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis. Não há impedimento em nada para o Todo-Poderoso. Tudo é possível para o Criador e Rei do Universo.
Pedro, sempre ele (já disse que o amo), fala que haviam deixado tudo para segui-Lo. A resposta de Jesus é surpreendente. Ele garante que todos que deixaram casa, família ou propriedades por Sua causa e por causa das boas-novas, receberão em troca, neste mundo ainda, cem vezes mais. Com perseguição. Mas, no mundo futuro, terão a vida eterna.
É demais para meus pensamentos. Ser restituído apenas em uma vez seria suficiente, duas, já seria excelente. Cem vezes mais? Sua bondade é assim. Restitui a cem por um, como uma colheita próspera, onde tudo acontece exatamente como deve acontecer, com chuva e sol, calor e frio, a seu tempo, na medida certa.
Em mim ecoa essa pergunta? “O que me falta ainda?” Ela ecoa em você?
Vamos parar, sentar em uma dessas pedras no caminho. Sondemos novamente nossos corações. “O que me falta ainda?”
Quero ser totalmente Sua, Senhor, sem nenhum tipo de reservas. E você?
https://www.youtube.com/watch?v=Va8srvjwgAA
Está chegando a hora. O Senhor Jesus está caminhando, subindo para Jerusalém. Ia à frente dos discípulos. Havia grande temor e admiração entre todos.
Então, chamou em particular Seus doze discípulos, inclusive Judas, que O trairia. Disse que estavam subindo para Jerusalém e lá o Filho do Homem (Ele), seria entregue aos principais sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles O condenariam à morte e O entregariam aos gentios.
Os judeus não tinham poder para executar. Os romanos é que exerciam esse poder. Mas antes de ser morto, seria zombado e açoitado. Depois O matariam. Ao terceiro dia, porém, ressuscitaria.
O texto não fala como os discípulos reagiram a essa informação. Anteriormente Pedro havia dito que de modo algum tal coisa aconteceria. O Senhor O repreendera. Lembra?
Agora, deviam estar “processando”. O que realmente significavam aquelas palavras? Era muito difícil de entender como Jesus seria entregue aos principais sacerdotes e mestres da Lei, se andava em integridade o tempo todo. Tudo que fazia era ensinar e curar. Falando verdades duras muitas vezes. Mas nada que pudesse condená-lo à morte. Açoitamento? Morte? Era algo inconcebível.
Acredito que se estivesse entre eles, que ainda não tinham o entendimento de que tais coisas precisavam acontecer, estaria com a cabeça saindo fumaça. Como assim? Entregue aos principais sacerdotes e mestres da Lei? Depois entregue aos gentios? Vão zombar dEle, açoitá-Lo e condená-lo à morte?
Os discípulos subiram a Jerusalém e, diferente de Jesus, não estavam preparados para os acontecimentos expostos por Ele.
Ele sabia que iria acontecer exatamente o que contara aos discípulos. Seu coração devia estar pesado. Difícil imaginar aquilo. Mas estava disposto. Por mim. Por você. Veio ao mundo por amor, com o propósito maravilhoso de cumprir a justiça de Deus. Tornando-se o Cordeiro, como João Batista anunciou, que tira o pecado do mundo. Iria se entregar por nós. Por amor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/vejam-e-o-cordeiro-de-deus.html
Não consigo levantar minha plaquinha escrita “aplausos”. Tenho que me prostrar e adorá-Lo. Que amor é esse?
Fico aqui, prostrada, em adoração, ao Único que é digno, Àquele que sofreu barbaridades e depois morreu em meu lugar. O Inocente que tomou o meu lugar, pecadora que sou. Fique comigo. Adore-O.
Ah, depois do choque, a última informação até passa despercebida, após pensar em tanto sofrimento, disse que ao terceiro dia ressuscitaria.
Tiago e João, filhos de Zebedeu, se aproximam dEle. Querem Lhe pedir um favor. O que pedirão?
Jesus pergunta que favor era.
Pedem que em Seu Reino, quando sentar-se em Seu glorioso trono, um se assente à Sua direita e outro à Sua esquerda.
Não sei você, eu fico embasbacada. Com olhos arregalados espero ansiosa a resposta de Jesus.
Ele responde que não sabem o que estão pedindo. Pergunta se podem beber o cálice que beberia. Se podiam ser batizados com o mesmo batismo. Responderam prontamente que podiam. Realmente não sabem o que estão pedindo. Sequer o que estão dizendo.
O Senhor Jesus continua dizendo que eles certamente beberiam daquele cálice e seriam batizados com Seu batismo. Mas, assentar-se à Sua direita ou esquerda não é decisão Sua e sim, do Pai.
Penso em uma festa. As Bodas do Cordeiro. Organizada pelo Pai, para o Filho. O Pai organizando tudo, colocando cada pessoa em seu lugar apropriado.
Os outros discípulos estavam ali. Quando ouviram o que pediram, ficaram indignados com os dois irmãos.
Jesus chamou a todos para uma importante lição. Os governantes das nações as dominam e as pessoas importantes tem poder sobre elas. Isso é o normal. O natural. Os importantes dominam. Simples assim. Neste mundo.
Então, vem uma afirmação inesperada. Diz que não seria assim entre eles. Não? Então como seria? Como o Reino dos céus funciona? É diferente? Não são os importantes que dominam?
Continua dizendo que quem quiser tornar-se o líder entre eles seria servo, e quem quisesse ser o primeiro seria escravo; como Ele, que não veio para ser servido, mas para servir e dar Sua vida em resgate por muitos.
Não sei você, eu tenho que me sentar. O Reino dos céus anda na contramão da humanidade. É isso mesmo? Se quiser ser importante, seja servo!
Corro ao dicionário. Preciso fazê-lo. Tenho uma ideia do que seja servo, mas será que minha ideia está correta? O primeiro lugar que olho me choca. Diz que servo é aquele que não é livre, não tem direito ou bens; aquele que serve alguém. Encontro outra definição. Diz que o servo era um homem livre, sujeito ao seu senhor. Normalmente colocado sobre uma terra, para cuidar e trabalhar, tendo o direito a uma porcentagem da colheita.
De qualquer maneira, Jesus disse que se alguém quiser tornar-se líder deveria ser o servo, não o senhor. Não o proprietário da terra, o poderoso, mas aquele que trabalha. Que precisa ser fiel, trabalhar com afinco, cuidar da terra, das sementes, do crescimento destas, até à colheita. Esse é o conceito de líder no Reino dos céus. Tão diferente do que costumamos pensar! Para nós, o líder é o dono da terra, o que dá ordens, não o servo que nela trabalha. Então, é assim: se quero ser líder tenho que ser como um servo que cuida da propriedade de seu senhor.
Volto a ouvir Suas palavras. Quem quiser ser o primeiro deve ser o escravo. Foi isso mesmo? Vamos olhar novamente para nossas Bíblias. É isso que está escrito lá? Todos temos ideia do que é ser um escravo. Alguém que não tem liberdade. Submisso a outra pessoa. Não acorda a hora que deseja, nem vai dormir quando quer. Não faz o que tem vontade e sim o que lhe ordenam. Nem sequer tem direito de expressar suas ideias, sentimentos e pensamentos.
Quem quiser ser o primeiro deve ser o escravo. Imagino que nessa hora ninguém mais queria se sentar a Seu lado. Ninguém mais queria ser o primeiro. Ser líder já estava muito bom. Ser servo já era humilhação suficiente. Ninguém quer descer à posição de escravo.
Lembro Êxodo 21. Quando um escravo recebia liberdade, no ano do Jubileu, saía sozinho. Se tivesse constituído família, a família ficava com seu dono. Mas se amasse muito sua família e seu senhor, deveria pedir àquele senhor que furasse suas orelhas. Seria servo para sempre. É esse tipo de escravo que Ele se refere. Ao escravo por vontade própria.
Essas palavras já são estarrecedoras o suficiente. Penso em parar por aqui. Há tanto a pensar. Tantas atitudes a rever. Mas Ele não terminou aí. Também não posso parar. Preciso “ouvir” até o final de Seu discurso.
Jesus aponta para Ele. Ele, o Senhor de todo o Universo se fez servo e escravo, para dar Sua vida em resgate de muitos. Humilhou-se a esse ponto. Se assim o fez, como posso me negar a fazê-lo? Como não parar para sondar o coração novamente em um exercício diário?
Continuamos.
Acompanhamos o Senhor Jesus saindo de Jericó. Como sempre, uma grande multidão O segue.
Um mendigo, chamado Bartimeu, está sentado à beira do caminho. Normalmente, os cegos ficavam à beira das estradas oficiais pedindo esmolas. Precisavam da autorização do Império Romano para tal. Usavam uma capa com o símbolo romano, atestando que possuíam essa autorização.
soube que Jesus estava perto. Era impossível não saber. Todos comentavam. O “burburinho” era enorme. Começou a gritar: “Jesus, Filho de Davi, tenha misericórdia de mim!”.
A multidão mandou que se calasse. Como se calar diante de Jesus? Ali, diante dele, apenas alguns passos de distância, estava Aquele que poderia atender ao desejo mais ardente de seu coração. Bastava que tivesse misericórdia.
Gritou mais alto ainda. Como louco. E se não passasse mais por ali? Nós, que O temos acompanhado nesta jornada, sabemos que está subindo a Jerusalém. Lá será crucificado. Essa é a chance daquele homem! Ele gritou mais alto.
Jesus parou. Impossível não parar diante de tal clamor. Sempre ouve, a qualquer um de nós, quando reconhecemos quem Ele é, como aquele homem reconheceu e clamamos por Sua misericórdia. Seu amor não tem limites. Sua misericórdia se renova a cada dia, como está escrito em Lamentações de Jeremias, 3.23.
Jesus mandou que o chamasse. Falaram para se animar. O Senhor o estava chamando.
Bartimeu jogou sua capa, renunciando seu direito de pedir esmolas. Levantou-se de um salto. E foi até Ele.
Não O via, mas estava diante dEle, que pergunta o que queria que Ele fizesse. A mesma pergunta, tão importante! A pergunta-chave que cada um de nós precisa responder ao longo da vida.
Não precisou pensar. Tinha consciência de quem era e das condições em que vivia. Sabia exatamente o que queria. Chamando-O de Rabi, respondeu que queria enxergar.
Por um momento, paro e penso. Quantas vezes Jesus disse que deveríamos ter olhos para ver? Uno-me a esse homem. Clamo que também quero enxergar. Quero ter olhos que verdadeiramente enxerguem. Não quero ter nenhum tipo de ametropia (miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia). Quero enxergar com nitidez. Sem nenhuma distorção. Clamo Sua misericórdia sobre mim.
Jesus, claro, sempre maravilhoso como é (plaquinha levantada), teve compaixão daquele homem. Seu coração se compadece sempre que alguém vem até Ele, em temor e humildade.
Falou que sua fé o curara. Imediatamente recuperou sua visão. E começou a seguir o Senhor pelo caminho. Aquele homem enxergou o Rei, o Senhor, o Filho de Davi. Como não segui-Lo? Não era mais tempo de ficar à beira do caminho. Era hora de seguir pelo caminho. Seguir o próprio Caminho.
Hoje o clamor do meu coração também é que eu enxergue. Quero enxergá-Lo como é. Plenamente. Sem imagens distorcidas. Que seja o clamor do Seu coração também.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo onze de Marcos. Até o capítulo treze.
Espero você. Até lá.
Mostrando postagens com marcador olhos para ver. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador olhos para ver. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
domingo, 27 de outubro de 2019
Mateus 20.1-34
Leitura do dia 17/10.
Na postagem anterior vimos o Senhor falando sobre o casamento, o divórcio, as crianças, os ricos e a salvação e as recompensas do Reino. Termina falando que muitos primeiros serão últimos e muitos últimos serão primeiros.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-191-30.html
Agora, caminharemos através do capítulo vinte de Mateus.
Ele conta uma parábola, também intrigante, sobre o Reino dos céus que é semelhante a um proprietário que saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha. Por volta das nove horas, depois às doze, às quinze e até às dezessete, ele faz o mesmo.
Um denário era o valor devido ao trabalhador por um dia de serviço.
Vamos imaginar o Reino dos céus.
Aqui o Senhor o compara a uma vinha. É necessário muitos trabalhadores para uma vinha. Então o proprietário saiu cedo e encontrou alguns trabalhadores disponíveis. E os contratou. Mas não foram suficientes. Precisava mais.
Por volta das nove horas saiu de novo e contratou mais trabalhadores. Todos que estavam disponíveis. Ainda não foi suficiente.
O Reino dos céus é semelhante a essa vinha. O Senhor tem recrutado trabalhadores. Todos que estão disponíveis. Todos que estão dispostos a trabalhar. Seja trabalhar muito, seja pouco. O trabalho em uma vinha deve ser minucioso, feito com cuidado. Uvas são delicadas e preciosas.
Às quinze horas aquele proprietário saiu e contratou mais trabalhadores. Faltavam apenas três horas de trabalho. Ainda assim contratou. A vinha precisava ser trabalhada.
Quando foi às dezessete horas, Jesus nos conta que aquele proprietário saiu novamente. Foi até à praça onde costumavam se reunir os homens à espera de trabalho e encontrou trabalhadores que estavam desocupados. Preste atenção! Trabalhadores que estavam sem ocupação. Ele não os contrata. Antes, pergunta porque estavam desocupados. Respondem que ninguém os havia contratado. Então, também os manda para a vinha. Faltava apenas uma hora de trabalho. Provavelmente imaginaram que receberiam apenas uns “trocados” devido à hora avançada, mas foram assim mesmo.
Fico imaginando a história da humanidade. Quantos foram “contratados pelo Todo-Poderoso” e trabalharam arduamente “o dia todo”. Ou quantos foram “contratados” desde a infância e também trabalharam arduamente “o dia todo”, a vida toda, até à sua velhice. Outros foram “contratados” no meio da sua mocidade. Outros ainda no final de suas vidas. O ladrão que morreria ao lado de Jesus, foi “contratado” nos “acréscimos”, à porta da morte.
Pois bem. O dia de trabalho chegou ao fim. Dezoito horas. O proprietário daquela maravilhosa vinha (que precisava de tantos trabalhadores), mandou ao seu administrador que aqueles homens fossem pagos, começando pelos que foram contratados por último. Até os primeiros.
Os que trabalharam apenas uma hora receberam um denário, o pagamento de um dia. Saíram mais que felizes. Não precisaram enfrentar o calor do sol o dia todo e ainda assim ganharam o salário de um dia inteiro. E assim todos foram sendo pagos. Os últimos, que trabalharam o dia todo, esperaram receber um salário maior, mas receberam um denário como os demais. O que havia sido combinado. O que era justo.
Se revoltaram. Algo dentro de mim se revolta também. Fico pensando naquele proprietário. E não entendo. Até que finalmente compreendo o que está acontecendo. Justiça própria. Não importa a hora que fui “contratada para trabalhar em Sua vinha”, sou privilegiada por me chamar. Não importa se trabalhei o dia todo sob o sol quente ou se fui chamada (o) no final dos meus dias. Consigo enxergar Sua bondade aqui. E meu coração se aquieta.
Penso novamente naquele ladrão que (ainda não chegamos lá), morreria ao lado do Senhor e O reconheceu como Messias. E penso em Paulo. Quantas chicotadas! Passou fome, frio, calor, prisões, viagens e perseguições depois que reconheceu o Senhor como Messias. Ambos receberão a salvação. Paulo não será “mais salvo” porque “trabalhou” mais. Ambos serão salvos. Essa é a bondade do Senhor para todos que nEle creem.
Os primeiros trabalhadores se revoltaram quando receberam seu justo salário. Escutaram a resposta do proprietário que disse, com verdade, que não estava sendo injusto. Foram contratados para receber um denário. Foi o que receberam. O proprietário podia fazer o que quisesse com seu dinheiro e foi o que fez.
Uma pergunta parece ecoar em meus ouvidos, mais forte que as outras: “Ou você está com inveja porque fui bondoso com os outros?” A parábola do filho pródigo, contada em Lucas, capítulo quinze vem à minha mente. O filho mais velho ficou indignado quando o pai foi bondoso com o irmão que havia desperdiçado todos os seus bens enquanto ele trabalhava. Sou assim também? Fico indignada quando Ele estende Sua bondade aos outros de maneira que não entendo, ou não concordo, não achando justo Ele ser bondoso? http://www.espalhandoasemente.com/2018/03/o-pai-espera-voce.html
Quero parar aqui. Preciso pensar. De novo. Sondar meu coração. Será que minha mente ainda trabalha assim? Será que ainda penso em justiça própria? Será que ainda penso em obras, quando a salvação é apenas pela graça dEle, através da fé, como está escrito em Efésios 2.8? Será que esqueço a magnitude de Seu perdão, oferecido a todos?
Tenho que ser grata. Eu estava “desocupada”, “sem trabalho” e Ele me chamou para “Sua vinha”.
Lembro que não é qualquer um que pode trabalhar em uma vinha. A uva precisa ser colhida com cuidado, para não se estragar (aqui há tanto a pensar!).
Não importa se trabalhei o dia todo. Se suei debaixo do sol escaldante. Fui salva. Se outro não suar, que me importa? Foi salvo. Devo ser grata a Ele também por tão grande bondade.
Está chegando a hora. O Senhor Jesus está caminhando, subindo para Jerusalém. Algumas traduções dizem que estava pronto para ir a Jerusalém. Sabia o que O esperava. Precisava realmente estar pronto.
Quero lembrar aqui algo que, não sei você, mas às vezes me esqueço, Ele era homem. Tornou-se homem, sujeito a tudo que nós estamos sujeitos. Sabia o que iria passar em Jerusalém. Precisava estar pronto. E estava. Por isso começou sua subida até à cidade onde Se entregaria completamente por nós.
Chamou em particular Seus doze discípulos, inclusive Judas, que O trairia. Disse que estavam subindo para Jerusalém e lá o Filho do Homem (Ele), seria entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles O condenariam à morte e O entregariam aos gentios.
Os judeus não tinham poder para executar. Os romanos é que exerciam esse poder. Mas antes de ser morto, seria zombado e açoitado. Depois O crucificariam. Ao terceiro dia, porém, Ele ressuscitaria.
O texto não fala como os discípulos reagiram a essa informação. Anteriormente Pedro havia dito que de modo algum tal coisa aconteceria. O Senhor O repreendera. Lembra?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-161-28.html
Agora, deviam estar “processando”. O que realmente significariam aquelas palavras? Era muito difícil de entender como Jesus seria entregue aos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei se andava em integridade o tempo todo. Tudo o que fazia era ensinar e curar. Falando verdades duras muitas vezes. Mas nada que pudesse condená-lo à morte. Açoitamento? Morte de cruz? Era algo inconcebível.
Acredito que se estivesse entre eles, que ainda não tinham o entendimento de que tais coisas precisavam acontecer, estaria com a cabeça saindo fumaça. Como assim? Entregue aos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei? Depois entregue aos gentios? Vão zombar dEle, açoitá-Lo e condená-lo à morte? Morte de cruz?
A morte em uma cruz era a pior morte possível naquela época. Era algo realmente cruel. Reservada apenas aos piores criminosos. Normalmente criminosos políticos, que se revoltavam contra o poderoso Império Romano. Como assim, Ele morreria dessa maneira?
Os discípulos subiram a Jerusalém e, diferente de Jesus, não estavam preparados para os acontecimentos expostos por Ele.
Ele sabia que iria acontecer exatamente o que contara aos discípulos. Seu coração devia estar pesado. Difícil imaginar aquilo. Mas estava disposto. Por mim. Por você. Veio ao mundo por amor, com o propósito maravilhoso de cumprir a justiça de Deus. Tornando-se o Cordeiro, como João Batista anunciou, que tira o pecado do mundo. Iria se entregar por nós. Por amor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/vejam-e-o-cordeiro-de-deus.html
Não consigo levantar minha plaquinha escrita “aplausos”. Tenho que me prostrar e adorá-Lo. Que amor é esse?
Fico aqui, prostrada, em adoração, ao Único que é digno, Àquele que sofreu barbaridades e depois morreu em meu lugar. O Inocente que tomou o meu lugar, pecadora que sou. Fique comigo. Adore-O.
Ah, depois do choque, a última informação até passa despercebida, após pensar em tanto sofrimento. disse que ao terceiro dia ressuscitaria. E ressuscitou. Adoramos ao Cordeiro que foi morto mas que vive, pelos séculos dos séculos, conforme está escrito em Apocalipse cinco, meu capítulo preferido de toda a Bíblia. Ele morreu, mas está vivo!
Prossigamos.
A mãe de Tiago e João, filhos de Zebedeu, se aproxima de Jesus, junto com eles. Todos se prostram. Estão a ponto de fazer um pedido. Uau, diante de Jesus, tantas coisas a pedir! O que pedirão?
Na postagem anterior vimos o Senhor falando sobre o casamento, o divórcio, as crianças, os ricos e a salvação e as recompensas do Reino. Termina falando que muitos primeiros serão últimos e muitos últimos serão primeiros.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-191-30.html
Agora, caminharemos através do capítulo vinte de Mateus.
Ele conta uma parábola, também intrigante, sobre o Reino dos céus que é semelhante a um proprietário que saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha. Por volta das nove horas, depois às doze, às quinze e até às dezessete, ele faz o mesmo.
Um denário era o valor devido ao trabalhador por um dia de serviço.
Vamos imaginar o Reino dos céus.
Aqui o Senhor o compara a uma vinha. É necessário muitos trabalhadores para uma vinha. Então o proprietário saiu cedo e encontrou alguns trabalhadores disponíveis. E os contratou. Mas não foram suficientes. Precisava mais.
Por volta das nove horas saiu de novo e contratou mais trabalhadores. Todos que estavam disponíveis. Ainda não foi suficiente.
O Reino dos céus é semelhante a essa vinha. O Senhor tem recrutado trabalhadores. Todos que estão disponíveis. Todos que estão dispostos a trabalhar. Seja trabalhar muito, seja pouco. O trabalho em uma vinha deve ser minucioso, feito com cuidado. Uvas são delicadas e preciosas.
Às quinze horas aquele proprietário saiu e contratou mais trabalhadores. Faltavam apenas três horas de trabalho. Ainda assim contratou. A vinha precisava ser trabalhada.
Quando foi às dezessete horas, Jesus nos conta que aquele proprietário saiu novamente. Foi até à praça onde costumavam se reunir os homens à espera de trabalho e encontrou trabalhadores que estavam desocupados. Preste atenção! Trabalhadores que estavam sem ocupação. Ele não os contrata. Antes, pergunta porque estavam desocupados. Respondem que ninguém os havia contratado. Então, também os manda para a vinha. Faltava apenas uma hora de trabalho. Provavelmente imaginaram que receberiam apenas uns “trocados” devido à hora avançada, mas foram assim mesmo.
Fico imaginando a história da humanidade. Quantos foram “contratados pelo Todo-Poderoso” e trabalharam arduamente “o dia todo”. Ou quantos foram “contratados” desde a infância e também trabalharam arduamente “o dia todo”, a vida toda, até à sua velhice. Outros foram “contratados” no meio da sua mocidade. Outros ainda no final de suas vidas. O ladrão que morreria ao lado de Jesus, foi “contratado” nos “acréscimos”, à porta da morte.
Pois bem. O dia de trabalho chegou ao fim. Dezoito horas. O proprietário daquela maravilhosa vinha (que precisava de tantos trabalhadores), mandou ao seu administrador que aqueles homens fossem pagos, começando pelos que foram contratados por último. Até os primeiros.
Os que trabalharam apenas uma hora receberam um denário, o pagamento de um dia. Saíram mais que felizes. Não precisaram enfrentar o calor do sol o dia todo e ainda assim ganharam o salário de um dia inteiro. E assim todos foram sendo pagos. Os últimos, que trabalharam o dia todo, esperaram receber um salário maior, mas receberam um denário como os demais. O que havia sido combinado. O que era justo.
Se revoltaram. Algo dentro de mim se revolta também. Fico pensando naquele proprietário. E não entendo. Até que finalmente compreendo o que está acontecendo. Justiça própria. Não importa a hora que fui “contratada para trabalhar em Sua vinha”, sou privilegiada por me chamar. Não importa se trabalhei o dia todo sob o sol quente ou se fui chamada (o) no final dos meus dias. Consigo enxergar Sua bondade aqui. E meu coração se aquieta.
Penso novamente naquele ladrão que (ainda não chegamos lá), morreria ao lado do Senhor e O reconheceu como Messias. E penso em Paulo. Quantas chicotadas! Passou fome, frio, calor, prisões, viagens e perseguições depois que reconheceu o Senhor como Messias. Ambos receberão a salvação. Paulo não será “mais salvo” porque “trabalhou” mais. Ambos serão salvos. Essa é a bondade do Senhor para todos que nEle creem.
Os primeiros trabalhadores se revoltaram quando receberam seu justo salário. Escutaram a resposta do proprietário que disse, com verdade, que não estava sendo injusto. Foram contratados para receber um denário. Foi o que receberam. O proprietário podia fazer o que quisesse com seu dinheiro e foi o que fez.
Uma pergunta parece ecoar em meus ouvidos, mais forte que as outras: “Ou você está com inveja porque fui bondoso com os outros?” A parábola do filho pródigo, contada em Lucas, capítulo quinze vem à minha mente. O filho mais velho ficou indignado quando o pai foi bondoso com o irmão que havia desperdiçado todos os seus bens enquanto ele trabalhava. Sou assim também? Fico indignada quando Ele estende Sua bondade aos outros de maneira que não entendo, ou não concordo, não achando justo Ele ser bondoso? http://www.espalhandoasemente.com/2018/03/o-pai-espera-voce.html
Quero parar aqui. Preciso pensar. De novo. Sondar meu coração. Será que minha mente ainda trabalha assim? Será que ainda penso em justiça própria? Será que ainda penso em obras, quando a salvação é apenas pela graça dEle, através da fé, como está escrito em Efésios 2.8? Será que esqueço a magnitude de Seu perdão, oferecido a todos?
Tenho que ser grata. Eu estava “desocupada”, “sem trabalho” e Ele me chamou para “Sua vinha”.
Lembro que não é qualquer um que pode trabalhar em uma vinha. A uva precisa ser colhida com cuidado, para não se estragar (aqui há tanto a pensar!).
Não importa se trabalhei o dia todo. Se suei debaixo do sol escaldante. Fui salva. Se outro não suar, que me importa? Foi salvo. Devo ser grata a Ele também por tão grande bondade.
Está chegando a hora. O Senhor Jesus está caminhando, subindo para Jerusalém. Algumas traduções dizem que estava pronto para ir a Jerusalém. Sabia o que O esperava. Precisava realmente estar pronto.
Quero lembrar aqui algo que, não sei você, mas às vezes me esqueço, Ele era homem. Tornou-se homem, sujeito a tudo que nós estamos sujeitos. Sabia o que iria passar em Jerusalém. Precisava estar pronto. E estava. Por isso começou sua subida até à cidade onde Se entregaria completamente por nós.
Chamou em particular Seus doze discípulos, inclusive Judas, que O trairia. Disse que estavam subindo para Jerusalém e lá o Filho do Homem (Ele), seria entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles O condenariam à morte e O entregariam aos gentios.
Os judeus não tinham poder para executar. Os romanos é que exerciam esse poder. Mas antes de ser morto, seria zombado e açoitado. Depois O crucificariam. Ao terceiro dia, porém, Ele ressuscitaria.
O texto não fala como os discípulos reagiram a essa informação. Anteriormente Pedro havia dito que de modo algum tal coisa aconteceria. O Senhor O repreendera. Lembra?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-161-28.html
Agora, deviam estar “processando”. O que realmente significariam aquelas palavras? Era muito difícil de entender como Jesus seria entregue aos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei se andava em integridade o tempo todo. Tudo o que fazia era ensinar e curar. Falando verdades duras muitas vezes. Mas nada que pudesse condená-lo à morte. Açoitamento? Morte de cruz? Era algo inconcebível.
Acredito que se estivesse entre eles, que ainda não tinham o entendimento de que tais coisas precisavam acontecer, estaria com a cabeça saindo fumaça. Como assim? Entregue aos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei? Depois entregue aos gentios? Vão zombar dEle, açoitá-Lo e condená-lo à morte? Morte de cruz?
A morte em uma cruz era a pior morte possível naquela época. Era algo realmente cruel. Reservada apenas aos piores criminosos. Normalmente criminosos políticos, que se revoltavam contra o poderoso Império Romano. Como assim, Ele morreria dessa maneira?
Os discípulos subiram a Jerusalém e, diferente de Jesus, não estavam preparados para os acontecimentos expostos por Ele.
Ele sabia que iria acontecer exatamente o que contara aos discípulos. Seu coração devia estar pesado. Difícil imaginar aquilo. Mas estava disposto. Por mim. Por você. Veio ao mundo por amor, com o propósito maravilhoso de cumprir a justiça de Deus. Tornando-se o Cordeiro, como João Batista anunciou, que tira o pecado do mundo. Iria se entregar por nós. Por amor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/vejam-e-o-cordeiro-de-deus.html
Não consigo levantar minha plaquinha escrita “aplausos”. Tenho que me prostrar e adorá-Lo. Que amor é esse?
Fico aqui, prostrada, em adoração, ao Único que é digno, Àquele que sofreu barbaridades e depois morreu em meu lugar. O Inocente que tomou o meu lugar, pecadora que sou. Fique comigo. Adore-O.
Ah, depois do choque, a última informação até passa despercebida, após pensar em tanto sofrimento. disse que ao terceiro dia ressuscitaria. E ressuscitou. Adoramos ao Cordeiro que foi morto mas que vive, pelos séculos dos séculos, conforme está escrito em Apocalipse cinco, meu capítulo preferido de toda a Bíblia. Ele morreu, mas está vivo!
Prossigamos.
A mãe de Tiago e João, filhos de Zebedeu, se aproxima de Jesus, junto com eles. Todos se prostram. Estão a ponto de fazer um pedido. Uau, diante de Jesus, tantas coisas a pedir! O que pedirão?
Jesus faz a pergunta que, já falamos, todos temos que responder: “O que você quer?”
Tantas coisas passam pela minha cabeça. Não tenho como responder a essa pergunta assim, à queima roupa. Não sou um cego que precisa enxergar. Assim seria fácil responder: “Quero ver!”
O que quero? Não é como se fosse o gênio da lâmpada com três pedidos apenas. É muito mais que isso! É o Senhor Jesus perguntando: “O que você quer?”
A mãe de Tiago e João, que não sabemos seu nome, pede que em Seu Reino, seus dois filhos se assentem um à Sua direita e outro à Sua esquerda.
Não sei você, eu fico embasbacada. Com olhos arregalados espero ansiosa a resposta de Jesus.
Ele fala aos três que não sabem o que estão pedindo. Pergunta se podem beber o cálice que iria beber.
Que cálice? Ainda não chegamos lá, mas quando o Senhor estava no Getsêmani, orou que se fosse possível, o cálice que deveria beber fosse afastado dEle, tão terrível era (Mateus 26).
Tiago e João, filhos de Zebedeu, responderam prontamente que podiam beber daquele cálice. Se era difícil para Jesus, imagine para qualquer outro!
O Senhor Jesus continua dizendo que sim, eles certamente beberiam daquele cálice. Fico pensando: Será que os dois faziam ideia do que estava sendo falado? Mas diz que assentar-se à Sua direita ou esquerda não é decisão Sua e sim, do Pai.
Penso em uma festa. As Bodas do Cordeiro. Organizada pelo Pai, para o Filho. O Pai organizando tudo, colocando cada pessoa em seu lugar apropriado.
Os outros discípulos estavam ali, esperando a resposta de Jesus. Quando a ouviram, ficaram indignados com os dois irmãos.
Jesus chamou a todos para uma importante lição. Os governantes das nações as dominam e as pessoas importantes tem poder sobre elas. Isso é o normal. O natural. Os importantes dominam. Simples assim.
Então, vem uma afirmação inesperada. Diz que não seria assim entre eles. Não? Então como seria? Como o Reino dos céus funciona? É diferente? Não são os importantes que dominam?
Continua dizendo que quem quiser tornar-se importante entre eles seria servo, e quem quisesse ser o primeiro seria escravo; como Ele, que não veio para ser servido, mas para servir e dar Sua vida em resgate por muitos.
Não sei você, eu tenho que me sentar. O Reino dos céus anda na contramão da humanidade.
É isso mesmo? Se quiser ser importante, seja servo! Corro ao dicionário. Preciso fazê-lo. Tenho uma ideia do que seja servo, mas será que minha ideia está correta? O primeiro lugar que olho me choca. Diz que servo é aquele que não é livre, não tem direito ou bens; aquele que serve alguém. Encontro outra definição. Diz que o servo era um homem livre, sujeito ao seu senhor. Normalmente era colocado sobre uma terra, para cuidar e trabalhar, tendo o direito a uma porcentagem da colheita.
De qualquer maneira, Jesus disse que se alguém quiser tornar-se importante deveria ser o servo, não o senhor. Não o proprietário da terra, o poderoso, mas aquele que trabalha. Que precisa ser fiel, trabalhar com afinco, cuidar da terra, das sementes, do crescimento destas, até à colheita. Esse é o conceito de importante no Reino dos céus. Tão diferente do que costumamos pensar. Para nós, o importante é o dono da terra, não o servo que nela trabalha. Então, é assim: se quero ser importante tenho que ser como um servo que cuida da propriedade de seu senhor.
Volto a ouvir Suas palavras. Quem quiser ser o primeiro deve ser o escravo. Foi isso mesmo? Vamos olhar novamente para nossas Bíblias. É isso que está escrito lá? Todos temos uma ideia do que é ser um escravo. Alguém que não tem liberdade. Que está submisso a outra pessoa. Não acorda a hora que deseja, nem vai dormir quando quer. Não faz o que tem vontade e sim o que lhe ordenam. Nem sequer tem o direito de expressar suas ideias, sentimentos e pensamentos.
Quem quiser ser o primeiro deve ser o escravo. Imagino que nessa hora ninguém mais queria se sentar a Seu lado. Ninguém mais queria ser o primeiro. Ser importante estava muito bom. Ser servo já era humilhação suficiente. Ninguém quer descer à posição de escravo.
Lembro de Êxodo vinte e um. Quando um escravo recebia liberdade, no ano do Jubileu, saía sozinho. Se tivesse constituído família, a família ficava com seu dono. Mas se amasse muito sua família e seu senhor, deveria pedir àquele senhor que furasse suas orelhas. Seria servo para sempre. É esse tipo de escravo que Ele se refere. Ao escravo por vontade própria.
Essas palavras já são estarrecedoras o suficiente. Penso em parar por aqui. Há tanto a pensar. Tantas atitudes a rever. Mas Ele não terminou aí. Também não posso parar. Preciso “ouvir” até o final de Seu discurso.
Jesus diz que deveriam ser como Ele! Ele, o Senhor de todo o Universo se fez servo e escravo, para dar Sua vida em resgate de muitos. Ele se humilhou a esse ponto. Se assim o fez, como posso me negar a fazê-lo? Como não parar para sondar o coração novamente em um exercício diário?
Continuamos.
Acompanhamos o Senhor Jesus saindo de Jericó.
Acompanhamos o Senhor Jesus saindo de Jericó.
Como sempre, uma grande multidão O segue.
Dois cegos estavam sentados à beira do caminho.
Normalmente, os cegos ficavam à beira das estradas oficiais pedindo esmolas. Precisavam da autorização do Império Romano para tal. Usavam uma capa com o símbolo romano, atestando que possuíam essa autorização.
Ouviram que Jesus estava passando. Era impossível não saber quando o Senhor estava passando. Todos comentavam. O “burburinho” era enorme.
Começaram a gritar: “Senhor, Filho de Davi, tenha misericórdia de nós!”
A multidão mandou que se calassem. Como se calar diante de Jesus? Ali, diante deles, apenas alguns passos de distância, estava Aquele que poderia atender ao desejo mais ardente de seus corações. Bastava que tivesse misericórdia.
Gritaram mais alto ainda. Como dois loucos. E se não passasse mais por ali? Nós, que O temos acompanhado nesta jornada, sabemos que está subindo a Jerusalém, e lá será crucificado. Essa é a chance desses homens! E eles gritaram mais alto.
Gritaram mais alto ainda. Como dois loucos. E se não passasse mais por ali? Nós, que O temos acompanhado nesta jornada, sabemos que está subindo a Jerusalém, e lá será crucificado. Essa é a chance desses homens! E eles gritaram mais alto.
Jesus parou. Impossível não parar diante de tal clamor. Sempre nos ouve, a qualquer um de nós, quando reconhecemos quem Ele é, como aqueles homens reconheceram (Senhor, Filho de Davi) e clamamos por Sua misericórdia. Seu amor não tem limites. Sua misericórdia se renova a cada dia, como está escrito em Lamentações de Jeremias, 3.23.
Jesus chamou-os. Eles foram até Ele. Provavelmente ajudados por alguém. Não O viam, mas estavam diante dEle. O Senhor pergunta-lhes o que queriam que Ele fizesse. A mesma pergunta, tão importante! A pergunta-chave que cada um de nós precisa responder ao longo da vida.
Não precisaram pensar. Tinham consciência de quem eram e das condições em que viviam. Assim, sabiam exatamente o que queriam. Que o Senhor abrisse seus olhos.
Por um momento, paro e penso. Quantas vezes Jesus disse que deveríamos ter olhos para ver? Uno-me a esses homens. Clamo que também abra meus olhos. Quero ter olhos que verdadeiramente enxerguem. Não quero ter nenhum tipo de ametropia (miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia). Quero enxergar com nitidez. Sem nenhuma distorção. Clamo Sua misericórdia sobre mim.
Jesus, claro, sempre maravilhoso como é (plaquinha levantada), teve compaixão daqueles homens. Seu coração se compadece sempre que alguém vem até Ele, em temor e humildade. Tocou em seus olhos. Imediatamente recuperaram a visão. O toque de Sua mão sempre traz um milagre.
Aqueles homens O seguiram. Enxergaram o Rei, o Senhor, o Filho de Davi. Como não segui-Lo?
Hoje o clamor do meu coração também é que meus olhos se abram. Quero enxergá-Lo como Ele é. Plenamente. Sem imagens distorcidas. Que seja o clamor do Seu coração também.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até lá.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até lá.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
A Grande Comissão
Prosseguimos pelo capítulo 28 de Mateus.
As mulheres obedecem ao Senhor e contam aos discípulos que Ele ressuscitou.
Ao receberem a notícia, os onze vão para a Galiléia, ao monte que Jesus havia indicado. Nós vamos juntos, queremos vê-Lo. Quando o veem, adoraram-No. Nós também nos prostramos em adoração. Ele é o Único digno.
Ainda assim, alguns duvidam. Não consigo entender.
Jesus aproxima-se deles. Agora não podem duvidar. Ele está muito próximo. Dá para ver que é Ele. Então, diz: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.”
Sua morte deu a Ele essa posição. Toda a autoridade no céu e na terra Lhe pertence. Toda. Não há ninguém acima dEle. Ninguém maior que Ele.
Por ter toda essa autoridade, ordena: “Por isso, vão e façam discípulos de todas as nações”. De todas as nações. Não apenas discípulos judeus. Não apenas de umas duas ou três nações. Não apenas de um continente. Mas de todas as nações. Isso me faz ficar empolgada. Novamente pulo como uma louca. Sempre foi o que o Senhor desejou. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Os novos discípulos devem ser batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E devem aprender a obedecer tudo que o Senhor havia ordenado aos onze. Tudo.
O que Ele ordenou? Ah, se tem alguma dúvida, se esqueceu, volte lá. Caminhe de novo pelas páginas das Escrituras e veja, ouça. Tenha olhos para ver e ouvidos para ouvir.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/qual-o-maior-mandamento.html
O livro de Mateus termina com uma promessa maravilhosa, de alguém que é completamente digno de confiança: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Meu coração descansa. Descansa nEle. Sei que minha caminhada não será fácil. Não tem sido. Nem a sua. Mas Ele prometeu estar conosco todos os dias, até o fim dos tempos. É a palavra dAquele que é a própria Verdade. Podemos confiar. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/a-tempestade-em-meio-ao-mar.html
Sua presença é real e maravilhosa. Ele nos deu um destino. Uma posição. Uma missão. Não estamos mais sozinhos. Podemos caminhar ao Seu lado. A cada dia. https://www.youtube.com/watch?v=Va8srvjwgAA
Acabamos Mateus. Mas espero você amanhã. Até lá.
As mulheres obedecem ao Senhor e contam aos discípulos que Ele ressuscitou.
Ao receberem a notícia, os onze vão para a Galiléia, ao monte que Jesus havia indicado. Nós vamos juntos, queremos vê-Lo. Quando o veem, adoraram-No. Nós também nos prostramos em adoração. Ele é o Único digno.
Ainda assim, alguns duvidam. Não consigo entender.
Jesus aproxima-se deles. Agora não podem duvidar. Ele está muito próximo. Dá para ver que é Ele. Então, diz: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.”
Sua morte deu a Ele essa posição. Toda a autoridade no céu e na terra Lhe pertence. Toda. Não há ninguém acima dEle. Ninguém maior que Ele.
Por ter toda essa autoridade, ordena: “Por isso, vão e façam discípulos de todas as nações”. De todas as nações. Não apenas discípulos judeus. Não apenas de umas duas ou três nações. Não apenas de um continente. Mas de todas as nações. Isso me faz ficar empolgada. Novamente pulo como uma louca. Sempre foi o que o Senhor desejou. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Os novos discípulos devem ser batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E devem aprender a obedecer tudo que o Senhor havia ordenado aos onze. Tudo.
O que Ele ordenou? Ah, se tem alguma dúvida, se esqueceu, volte lá. Caminhe de novo pelas páginas das Escrituras e veja, ouça. Tenha olhos para ver e ouvidos para ouvir.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/qual-o-maior-mandamento.html
O livro de Mateus termina com uma promessa maravilhosa, de alguém que é completamente digno de confiança: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Meu coração descansa. Descansa nEle. Sei que minha caminhada não será fácil. Não tem sido. Nem a sua. Mas Ele prometeu estar conosco todos os dias, até o fim dos tempos. É a palavra dAquele que é a própria Verdade. Podemos confiar. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/a-tempestade-em-meio-ao-mar.html
Sua presença é real e maravilhosa. Ele nos deu um destino. Uma posição. Uma missão. Não estamos mais sozinhos. Podemos caminhar ao Seu lado. A cada dia. https://www.youtube.com/watch?v=Va8srvjwgAA
Acabamos Mateus. Mas espero você amanhã. Até lá.
Assinar:
Postagens (Atom)


