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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Números 32.1-33.56

Leitura do dia 14/02.

Na postagem anterior, vimos a guerra de Israel contra os midianitas. Nenhum dos doze mil soldados de Israel morreu.

Os generais e capitães, ofereceram cerca de duzentos quilos de ouro como oferta de gratidão ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-311-54.html

Continuamos nossa caminhada através do versículo um do capítulo trinta e dois até o final do capítulo trinta e três de Números.

As tribos de Rúben e Gade possuíam muito gado. As terras de Gileade eram excelentes para pasto. Foram até Moisés e pediram que sua herança fosse ali, daquele lado do Jordão.

Quando Moisés ouviu ficou indignado. Disse que o Senhor havia destruído uma geração de Israel porque não quiseram conquistar a terra que o Senhor dera. Se aqueles homens não fossem à guerra com seus irmãos, o Senhor faria o mesmo. E eles seriam os culpados.

Eles explicaram que iriam à frente de Israel. Só voltariam para aquela terra depois que tivessem levado seus irmãos à conquista de suas próprias heranças. Só queriam construir cidades para seus filhos e currais para seus animais, ali, naquela terra excelente para pasto.

Moisés disse que se fossem, ficariam com aquela terra como herança. Mas se não fossem, estariam pecando e não escapariam das consequências de seus pecados.

As tribos de Rúben e Gade repetiram que atravessariam o Jordão, bem armados, e lutariam para o Senhor.

Por ordem do Senhor, Moisés guardou o registro de todo o caminho percorrido desde que haviam saído de Ramessés, no Egito, quarenta anos atrás.

De Ramessés eles foram para Sucote. De lá para Etã, à beira do deserto. Voltaram a Pi-Hairote. De lá atravessaram o Mar Vermelho. Viajaram três dias pelo deserto de Etã. Foram para Mara. Depois para Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras. De lá acamparam junto ao Mar Vermelho. Depois no deserto de Sim. Depois em Focta. Depois Alus. Depois Refidim, onde não tinha água para o povo beber. Então acamparam no deserto do Sinal. De lá foram para Quibrote-Hataavá. Depois Hazerote, Ritmá, Rimom-Perez, Libna, Rissa, Queelata, Monte Séfer, Harada, Maquelote, Taate, Terá, Mitca, Hasmona, Moserote, Bene-Jaacã, Hor-Gidgade, Jotbatá, Abrona, Eziom-Geber, Cades (no Deserto de Sim).

Saíram de Cades e foram para o Monte Hor, onde Arão morreu, quarenta anos depois que o povo saiu do Egito. De lá foram para Zalmona, Punom, Obote, Ijé-Abarim, Dibom-Gade, Almom-Diblataim.

De lá acamparam nos montes de Abarim, perto do monte Nebo, depois acamparam nas campinas de Moabe, junto ao rio Jordão, do lado oposto de Jericó. Acamparam desde Bete-Jesimote até Abel-Sitim.

Ali, o Senhor falou que Moisés ordenasse ao povo de Israel que, quando atravessassem o Jordão, expulsassem todos os povos que viviam naquela terra. Destruíssem todas as imagens esculpidas ou fundidas e derrubassem todos os santuários idólatras. Que tomassem posse da terra e se estabelecessem nela.

A distribuição da terra seria por sorteio de forma proporcional ao tamanho de cada clã. O sorteio seria definitivo. Não haveria troca.

Caso não expulsassem o povo da terra, os que sobrassem seriam como farpas em seus olhos e espinhos em suas costas. Seriam um tormento para eles.

O Senhor sabia que eles os fariam tropeçar e disse que, se não obedecessem, faria com Israel o que pensou fazer com  aquelas nações, que não queriam saber dEle.

Você pode estar se perguntando porque escrevi todos os lugares onde Israel acampou. Pois bem, para termos uma ideia de quantas vezes o tabernáculo foi desmontado, os filhos de Arão arrumaram os objetos santíssimos, os coatítas os carregaram, sem ver e sem tocar (para não morrerem), e os gersonitas e meraritas desmontaram, carregaram e remontaram. Tudo na maior ordem, de acordo com a função que cada um exercia, especificamente. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-41-49.html

Terminamos aqui nossa leitura de hoje.

Que aprendamos a exercer nossas funções de acordo com a vontade do Senhor, com responsabilidade, disposição e santidade.

Amanhã continuamos através dos capítulos trinta e quatro a trinta e seis.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Êxodo 15.22-27

Leitura do dia 20/01.

Na postagem anterior, vimos Israel atravessar o Mar Vermelho, com os pés enxutos. O exército de Faraó, no entanto, não conseguiu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-141-1521.html

Agora, caminharemos através do versículo vinte e dois ao versículo vinte e sete do capítulo quinze.

Quando atravessaram o Mar Vermelho, Moisés conduziu o povo para o deserto de Sur.

Caminharam três dias pelo deserto. Sem encontrar água, até que chegaram a um lugar onde encontraram. Quando experimentaram, a água era amarga demais para beber. Chamaram o lugar de Mara.

O povo esqueceu rapidamente o que o Senhor fizera por eles ao atravessarem o Mar Vermelho a seco. Começaram a se queixar. Voltaram-se contra Moisés.

Amo Moisés. Ele não apontou sua vara para o povo. Clamou ao Senhor. O Senhor mostrou-lhe um pedaço de madeira. Ele a jogou na água e ela pôde ser bebida. Simples assim.

Neste lugar o Senhor instituiu um decreto, como norma, para provar a fidelidade do povo. Se  ouvissem com atenção à Sua voz e fizessem o que era certo aos Seus olhos, obedecendo Seus mandamentos e cumprindo Seus decretos, nenhuma das pragas que caíram sobre o Egito, cairiam sobre eles. Ele é o Senhor que sara.

Quantas vezes caminhamos três dias pelo deserto e, finalmente, quando encontramos água, elas são amargas? Precisamos confiar no Senhor. Clamar a Ele para que abra nossos olhos. Muitas vezes precisamos passar por Mara. É onde o Senhor prova nossos corações.

Mas sabe o que há depois de Mara? Elim.

Quando saíram de Mara foram até Elim. Lá encontraram doze fontes de águas e setenta palmeiras. Acamparam ali, junto às águas. À sombra das palmeiras. Em um maravilhoso oásis.

Assim termina o capítulo quinze. Continuamos na próxima postagem. Até já.

domingo, 12 de junho de 2016

Josué, uma semente no deserto

Vamos caminhar um pouco pelas páginas da história de Josué e aprender com ele?

Era escravo no Egito. Foi libertado pelo Senhor, como todos os israelitas. Presenciou as maravilhas que o Senhor operou para libertar o povo de Israel. Viu o Mar Vermelho se abrir. Como todos os outros.

Teve sede como todos. Teve que acampar em Mara. Viu água saindo da rocha. Chegou a Elim.

Passou exatamente por tudo que os outros passaram. Fez escolhas diferentes.

Servia a Moisés. Subiu o monte com ele. E em Êxodo 33.11, vemos que não se afastava da Tenda do Encontro. Mesmo quando Moisés voltava ao acampamento, continuava lá. Tinha sede de Deus. De estar no lugar onde o Senhor aparecia. Estar em Sua presença.

Durante a caminhada pelo deserto, diversas rebeliões se levantaram. Josué permaneceu fiel. Não participou de nenhuma.

Ao longo desta caminhada, foi sendo forjado por Moisés e por Deus a ser um líder. Vendo Moisés agir. Ouvindo o Senhor. Gastando tempo na Tenda do Encontro. Um passo de cada vez.

Quase não ouvimos falar dele, exceto um detalhe aqui, outro ali. Como uma semente escondida na terra e crescendo, crescendo. Silenciosamente. Secretamente. Solitariamente. Regada pelo Senhor. Fortalecida por suas escolhas.

Foi escolhido para ser um dos doze espias e “conferir” se a terra era de fato boa. Com os outros onze homens, explorou aquela terra, por quarenta dias. Viu tudo que os outros viram. Mas diferente dos outros dez, junto com Calebe, afirmou que a terra era excelente e que o Senhor a daria, como havia prometido. Viu os gigantes, as cidades fortificadas, mas afirmou, com toda certeza, que o Senhor era com eles, e conquistariam a terra.

Quando o Senhor está prestes a recolher Moisés, informa que Josué será aquele que levará o povo de Israel a tomar posse da terra.

Todos os homens de guerras, soldados e guerreiros que saíram do Egito, tombaram no deserto, exceto Josué e Calebe. Guerreiros. Saíram do Egito. Morreram no deserto.

O deserto não é lugar para a morte de guerreiros. É lugar de treinamento. De crescimento. Não de morte. Mas quantos guerreiros são derrotados e morrem em suas areias! Tragicamente.

Qual o segredo de Josué? Quarenta anos no deserto. Permaneceu na presença do Senhor. Sabia quem Yahweh era. Sabia quem ele era. E para onde estava indo. Seus olhos estavam na terra que havia sido prometida.

O deserto era real. Era o seu dia a dia. Josué acordava, olhava em volta. Acampamento. Areia, pó e pedras.

Mas a terra que havia sido prometida também era real. Mesmo que não estivesse vendo. Seus pensamentos estavam na terra que manava leite e mel. Permaneceu fiel. A Yahweh e Suas promessas. Olhava o seu futuro.

Podemos estar vivendo no deserto. Atravessando-o. Dormindo e acordando nele. Ainda que sejamos, como Josué, daqueles que não se apartam da Tenda do Encontro. Que não participam de rebeliões. Que servem com lealdade. Que validam a Palavra do Senhor. Que animam o povo a prosseguir. A crer. Mas precisamos crer que será apenas o tempo que precisamos para sermos forjados. E nos tornarmos os líderes que levarão o povo do Senhor a tomar posse de sua terra, de seu futuro.

Que aprendamos com Josué, a crer nas promessas do Senhor. A ter um coração submisso. A não permitir que nenhuma raiz de amargura cresça e estrague a semente que está sendo germinada junto ao Senhor, no secreto, no solitário, na Tenda do Encontro. Nós e Ele. Ele e nós.

Em breve, ainda que consideremos um longo tempo, estaremos tomando posse das promessas que o Senhor tem para nossas vidas. Abençoando e liderando pessoas a fazerem o mesmo.

Que caminhemos em obediência, gratidão e expectativa. A cada dia.

Muito ainda temos pela frente e precisamos ouvir atentamente o que o Senhor tem a nos ensinar.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Que tipo de árvores somos?


Pensando em árvores. Desejei muito uma para eu descansar encostada em seu tronco, ouvindo o barulhinho de suas folhas. Que delícia!

Amo árvores. De todos os tamanhos. De todos os formatos. De todas as cores. Frutí­feras ou não. Com flores ou não. Com folhas ou não. 

Mudo rotas e caminhos para observar uma árvore. Brasí­lia é um show o ano todo. Em pleno inverno, os ipês. Primeiro os rosas. Depois os roxos e amarelos. Por último os brancos. De tirar o fôlego!

Amo observá-las e compará-las às pessoas. Somos todos como árvores. Passamos pelas estações. Precisamos disso. Nossos abençoados processos. Até ser dia perfeito.

Precisamos ser cuidados. Amados. Regados. Devemos florescer onde estamos plantados. Devemos dar frutos. Frutos bons. E sermos conhecidos por esses frutos. O que não dá fruto é cortado. O que dá, é podado para dar mais fruto ainda. É verdade, a poda é dolorida, mas sempre traz recompensa.

Devemos ser abrigo. Sombra. Refúgio. Descanso.

Quando estive em Israel, vimos que as árvores são podadas para ficarem pequenas e sua força se concentrar nos frutos que são maiores. Como tantas vezes nosso sábio Agricultor faz conosco. E, passando por alguns lugares desertos, de repente, víamos uma árvore verdinha, sozinha. Linda. Vigorosa. Plantada junto a uma fonte subterrânea de água. Como devemos estar. Enraizados na água Viva! Bebendo o tempo todo da Fonte.

Absalão foi uma árvore, de bela aparência, que deu um fruto amargo. Envenenado. Raiz estragada. E o Senhor o arrancou. Deus transtornou o seu reinado relâmpago. Opôs-se a ele, é o que diz em II Samuel 17.14.

José foi uma árvore maravilhosa. Levou anos e anos para crescer. Foi podada. Arrancada. Cortada. "José é uma frondosa, árvore frutífera, plantada à beira de uma fonte de águas puras; uma grande árvore que dá muitos frutos, cujos galhos avançam por sobre o muro." - Gênesis 49.22

Que sejamos como José! Que não haja limites para nosso crescimento em Deus! E que não desistamos de ninguém. Ainda que a árvore seja cortada, há esperança. Basta um pouco de água, e ela revitalizará e produzirá novos brotos e ramos como uma planta nova (Jó 14.7-9). Vamos regar as árvores que encontrarmos em nossa caminhada.

Que não sejamos espinheiros. Pessoas que não podem ser encostadas. Que não dão suporte. Não servem de abrigo. De esperança. De consolo. Que sejamos carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor, para a Sua glória. E mesmo fora do tempo, possamos dar frutos. 

Amo o texto de Êxodo 15.27, quando o povo de Israel chega a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras. Setenta palmeiras! Fecho os olhos e imagino. No meio do deserto, um oásis. Que frescor! E, “sou ouvidos”, escuto o sussurrar delicioso das folhas ao vento. Que delícia de lugar. Que refrigério.

Que sejamos oásis na vida das pessoas cansadas, atravessando desertos. Que, em nós, encontrem refrigério, para prosseguirem viagem. E que algumas, as mais especiais, possam até construir ninhos em nossos galhos, contando sempre com nosso abrigo e proteção.

E o que falar de Jesus, a Videira verdadeira! Onde devemos estar, não apenas para dar frutos, mas para viver e viver em abundância.

É interessante que a Bíblia começa falando em árvore e termina descrevendo a árvore da vida, com seus doze frutos e suas folhas maravilhosas para a cura das nações.

Então, que sejamos benditos do Senhor: "Mas bendito é o homem cuja confiança está totalmente depositada em Yahweh, cuja fé está no Senhor. Ele será como uma árvore plantada junto às boas águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Uma árvore que não se afligirá quando chega o calor, porque as suas folhas estão sempre viçosas; não sofre de ansiedade durante o ano da seca nem deixará de dar o seu fruto". - Jeremias 17.7-8

Que a chuva do Senhor venha sobre nós, nos revigorando a cada dia. Que nossas raízes se estendam até encontrarmos a Fonte das Águas Vivas. E que alegremos nosso amoroso Agricultor, produzindo muitos e bons frutos.

Em I Reis há um texto que fala sobre um tipo de figueira que os frutos são desprezados. Frutos bravos. Não sei se é a mesma árvore, mas conheço uma, muito linda, enorme. Carregada de figos o ano inteiro. Os cachos lindos. Mas não se pode colher. Não são comestíveis. Frutos totalmente desprezados.

Fiquei pensando em Salomão. Teve a oportunidade de pedir a Deus o que quisesse (também temos). Pediu sabedoria. Pessoas de várias nações iam até a ele para ouvi-lo. A rainha de Sabá elaborou várias perguntas complicadas. E mulher gosta de perguntar. De falar. De escrever.  Salomão respondeu a todas. Sem empreender nenhum esforço. Deixando-a maravilhada. Em todos os detalhes. Todo o seu reino era organizado e admirável.

Mas Salomão, por causa das muitas mulheres que amou, se deixou desviar. Seu coração não era íntegro como o de Davi. Ele se tornou uma árvore de frutos desprezíveis. Tudo virou vaidade. Tudo ficou sem graça. Tudo perdeu o gosto, a alegria.

Que possamos amar ao Senhor a cada dia. Acima de tudo. Acima de todos. Que nada desperte nossa atenção mais que Ele. Que o amemos com todo o nosso coração, com toda nossa força, com todo o nosso entendimento. 

Que sejamos árvores que produzam frutos. Frutos agradáveis. Que sejam colhidos nos tempos certos. Que sirvam de cura para as nações. Que nossos galhos sejam abrigos. Nossa sombra, descanso. Por onde quer que passarmos.