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quarta-feira, 24 de abril de 2019

2 Crônicas 1.1-3.17

Leitura do dia 22/04.

Vamos começar nossa caminhada através das páginas 2 Crônicas.

Terminamos 1 Crônicas vendo os comandantes e as divisões militares de Davi. Seus oficiais. Suas instruções a Salomão. As ofertas levantadas para a construção do templo. a oração de louvor de Davi. A proclamação de Salomão como rei. A morte de Davi, depois de desfrutar de uma longa vida, cheia de riqueza e honra. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-271-2930.html

Hoje, caminharemos pelas páginas dos capítulos um a três.

O Senhor era com Salomão, filho de Davi. Seu reino foi consolidado. Ele se tornou extraordinariamente poderoso. Não apenas poderoso, mas extraordinariamente poderoso.

Depois que fez um pronunciamento a todo Israel, aos chefes de mil e de cem soldados, e aos juízes, e a todos os líderes de Israel, chefes das famílias; Salomão foi com todo o povo ao lugar sagrado, no monte de Gibeom, onde estava a Tenda do Encontro, o tabernáculo, que Moisés, servo do Senhor, havia construído no deserto. Ali, consultaram o Senhor.

A Arca de Deus estava na tenda que Davi havia preparado para abrigá-la em Jerusalém. Porém o altar de bronze, estava em Gibeom, diante do Tabernáculo. Ali, Salomão ofereceu mil holocaustos, sacrifícios totalmente queimados sobre o altar. Seu coração era grato e voltado para o Senhor.

Naquela mesma noite, o Senhor apareceu a Salomão. Deu-lhe a oportunidade magnífica de pedir o que desejasse. Ele, o Senhor, faria.

Salomão reconheceu que o Senhor foi muito bondoso e misericordioso com seu pai Davi e fez dele rei em seu lugar. Pediu que fosse confirmada a promessa feita a seu pai. Disse que o Senhor o tornara rei sobre um povo tão numeroso quanto os grãos de poeira da terra.

Então, pensando em liderar aquele tão grande povo e governar a nação com justiça, pediu ao Senhor que lhe desse sabedoria.

O Senhor lhe disse que se esse era o desejo do seu coração, e não riquezas, bens e honra, nem a morte dos inimigos, nem longevidade, mas sabedoria e conhecimento para ser capaz de julgar corretamente Seu povo, receberia sabedoria e conhecimento. Também receberia riquezas, bens, honra e glória como nenhum rei teve antes dele, nem homem ilustre algum teria depois. 

Assim, com sua oração respondida, Salomão saiu do alto de Gibeom, da Tenda do Encontro. Retornou a Jerusalém. Ali reinou sobre todo o Israel.

Teve muitos carros e cavaleiros. Chegou a possuir mil e quatrocentos carros e doze mil cavaleiros. Uma parte deles ficava nas guarnições de algumas cidades e a outra próxima a ele, em Jerusalém. Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia. Eles os exportavam para todos os reis dos hititas e da Síria.

Seu reino foi tão farto que Salomão tornou o ouro e a prata tão comuns como as pedras em Jerusalém. Acredite, é muita fartura. Quem já esteve em Israel sabe quantas pedras tem naquela região.

O cedro também era tão farto quanto as figueiras bravas que crescem em grande número na faixa de terra que separa a planície costeira das montanhas. 

A proposta que Salomão recebeu do Senhor, também nos é feita. O que queremos? O que eu quero?

Salomão sabia que possuía um chamado e uma missão. Pediu sabedoria para cumprir esse chamado. Queria ser um rei justo, que soubesse governar. Não queria oprimir o povo. A justiça estava em seu coração. Seu desejo era sabedoria. Era assim que gostaria de ser conhecido pelas próximas gerações. Não como um rei que possuía um reino enorme e poderoso. Não como um rei que possuía grandes riquezas, escravos  e domínio. Queria ser um rei sábio e justo.

Que possamos aprender a responder como Salomão. 

O que eu quero? Como desejo ser conhecido? O que quero que falem de mim nas gerações futuras? http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-que-eu-quero-que-o-senhor-me-faca.html

Essa resposta está em nossas mãos. Cabe a cada um de nós, individualmente, responder. O tempo não para. Precisamos responder logo.

Finalmente chega o dia em que Salomão ordena o início da construção do Templo do Senhor e de um palácio para si. A construção seria enorme. Era necessário que muitas pessoas fossem envolvidas.

Salomão fez um recenseamento de todos os estrangeiros que moravam em Israel. Recrutou todos. Setenta mil para trabalharem como carregadores. Oitenta mil como cortadores de pedras nas colinas. Três mil e seiscentos como mestres de obra e supervisores.

Ele pediu a Hirão, rei de Tiro, que lhe enviasse cedros para construir seu palácio e para edificar a Casa do Senhor.

Explicou que nesta casa, que seria consagrada ao nome do Senhor, seria queimado incenso sagrado e aromático diante dEle, além de ser apresentado continuamente o pão consagrado e holocaustos oferecidos, pela manhã e à tarde, aos sábados, nas luas novas e nas festas fixas. Salomão explicou a Hirão que era uma obrigação perpétua de Israel. Disse ainda que a casa a ser construída seria grande, porque o Senhor é maior do que todos os deuses.

Essa casa seria para apresentar sacrifícios ao Senhor porque nem os céus podem conter o Senhor, Deus de Israel.

Ele também pediu a Hirão que lhe enviasse um artesão. Que fosse habilidoso no trabalho de arte em ouro, prata, bronze, ferro, tecido púrpura, vermelho-carmesim e azul-violeta. Que também fosse experiente em fazer esculturas. Ele devia juntar-se aos especialistas que serviam Salomão e que Davi, seu pai, havia escolhido.

Pediu que fosse enviado também, do Líbano, madeira de cedro, de pinho e de sândalo. Salomão reconheceu que os servos de Hirão eram hábeis em cortar madeira. Seus servos trabalhariam com os dele para prepararem madeira em grande quantidade.

É claro que não seria um trabalho voluntário, gratuito. Salomão sustentaria os lenhadores com vinte mil tonéis de trigo, vinte mil de cevada, dois mil barris de vinho e dois mil de azeite. Eram moedas de troca preciosas naquela época.

Hirão respondeu a Salomão, por escrito, dizendo que percebia que o Senhor amava o seu povo e por esse motivo, o havia constituído rei. Ele bendisse o Senhor, Deus de Israel. Disse que o Senhor, que fez os céus e a terra, havia concedido a Davi um filho sábio, inteligente e que agia com discernimento.

Enviou a Salomão, Hurão-Abi, um artesão sábio e muito capaz. Era filho de uma mulher da tribo de Dã. Seu pai era cidadão de Tiro. Era experiente em trabalhar em tudo que Salomão havia solicitado. Podia executar qualquer projeto que lhe fosse proposto.

Hirão também aceitou as moedas de troca que Salomão ofereceu. Pediu que as enviasse. Cortariam toda a madeira necessária. Colocariam em jangadas pelo mar, até Jope. De lá, Salomão as transportaria para Jerusalém.

Embora Davi tivesse deixado muito material separado e preparado, Salomão precisou pedir mais madeira. Pediu a Hirão, rei de Tiro. Era o melhor fornecedor daquela época.

Salomão também ordenou toda a organização dos trabalhadores. Quem ia trabalhar e com o quê. Além dos chefes de obras e supervisores.

Preocupou-se em encontrar um homem que fosse muito habilidoso em toda obra de arte e escultura. Um homem capaz de realizar qualquer projeto que lhe fosse proposto.

Fez toda a negociação com sabedoria. A obra era muito grande e precisava ser muito bem administrada. Era necessário organizar os trabalhadores, os horários, as funções, as tarefas, os transportes, o armazenamento. 

A logística era enorme.

Salomão também verificou todos custos, antes do início da obra. Não houve desespero, nem correrias, apenas organização. Quando tudo estava preparado, a obra começou.

Que possamos aprender com Salomão. Antes de iniciarmos uma obra, qualquer que seja, precisamos verificar, com sensatez e sabedoria, todos os seus detalhes.

Nenhum projeto pode ir adiante, sem um planejamento adequado. Sem pesquisas realizadas. Sem especialistas consultados. Sem pessoas capacitadas contratadas.

E quanto maior o projeto, mais planejamento e mais perguntas a serem feitas.

Se quer realizar algo, faça como Salomão. Planeje e verifique tudo com a necessária antecedência.

A construção do Templo do Senhor foi iniciada. Em Jerusalém. No alto do monte Moriá. No lugar onde o Senhor aparecera a Davi. Na eira, o terreno de malhar trigo de Araúna.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-241-25.html

Salomão iniciou a edificação do templo no segundo dia do segundo mês do quarto ano de seu reinado.

Os alicerces do templo tinham vinte e sete metros de comprimento e nove de largura. O pórtico da entrada media nove metros de largura e nove de altura.

O interior era todo revestido de ouro puro. O átrio principal forrado de pinho e revestido de ouro puro. Era todo decorado com obras de artes e ilustrações de tamareiras e correntes. O templo todo foi decorado com pedras preciosas. O ouro utilizado nas obras de artes vinha da cidade de Parvaim.

As vigas e as batentes do templo eram esculpidas com figuras de querubins.

A sala interna, o Santo dos Santos, media nove metros de comprimento e nove de largura. As mesmas medidas da largura do templo. Foram usadas mais de vinte toneladas de ouro puro para revestir as paredes do Lugar Santíssimo. Mais de vinte toneladas!

Os pregos, com aplicações de ouro puro, pesavam seiscentos gramas cada. Todos os cenáculos também eram revestidos de ouro puro. Imagine pregos pesando seiscentos gramas de ouro!

Salomão também mandou que fossem esculpidos dois querubins em madeira. Eles ficavam no Santo dos Santos. Com as asas abertas, mediam juntos nove metros. Também eram revestidos de ouro puro.

Mandou fazer o Véu Sagrado. Era uma cortina pesada, feita em tecido azul, púrpura roxo, vermelho escarlate e linho fino. Toda bordada com querubins.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-crucificacao-de-jesus.html

Na frente do templo foram erguidas duas colunas. Juntas tinham aproximadamente dezesseis metros. Cada uma tinha em cima um capitel com dois metros e vinte e cinco centímetros. Também fez guirlandas e correntes, para o santuário interior. Mandou que fossem fixadas no alto das colunas. E que fossem esculpidas cem grandes romãs para enfeitar as guirlandas.

Essas colunas ficavam uma ao norte, outra ao sul. O nome da coluna que ficava ao norte era Boaz, que significa “nEle há o poder’. A que ficava ao sul era Jaquim, que significa “Ele firma”. 

Que obra grandiosa! 

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo quatro ao capítulo seis.

Espero você. Até lá.

Textos semelhantes:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/o-que-eu-quero.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/planeje-antes-de-construir.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/tudo-foi-feito-conforme-o-planejado.html

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Números 17.1-13

Leitura do dia 09/02.

Na postagem anterior vimos a rebelião de Corá, Datã e Abirão.

Queriam funções que não eram suas.

Desprezaram o lugar e o serviço do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/na-postagem-anterior-vimos-mais-leis.html

Agora, continuamos através do capítulo dezessete de Números.

O Senhor revolveu acabar de uma vez por todas com a discussão e murmuração do povo com relação a quem serviria como sacerdote diante dEle.

Ordenou que Moisés mandasse o líder de cada tribo trazer uma vara e colocá-la diante da arca que continha as tábuas da aliança, onde o Senhor se apresentava a ele (claramente a representação do Senhor Jesus).

Cada vara estava gravada o nome do líder da tribo. Na vara de Levi, estava escrito o nome de Arão.

Eles trouxeram. Moisés colocou-as diante da arca.

No dia seguinte, Moisés entrou na tenda do encontro. A vara de Arão havia florescido. Somente ela. Produziu brotos, botões, flores e até amêndoas maduras.

O Senhor ordenou que a vara ficasse permanentemente diante da arca. Como uma advertência aos rebeldes. Para acabar com suas queixas e evitar que morressem.

Moisés assim fez.

Mas o povo disse a Moisés que estavam condenados. Que morreriam. Sim, morreriam. Quem se aproximasse do tabernáculo morreria. Deviam estar todos condenados a morrer.

Sabemos que a geração que saiu do Egito, de vinte anos para cima, morrerá no deserto. Mas não por se aproximarem do tabernáculo. Morreriam em consequência de suas próprias rebeldias e descrenças. Em consequência de seus próprios pecados.

Hoje ficamos por aqui.

Amanhã nossa leitura será do capítulo dezoito ao capítulo vinte e um de Números.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Números 12.1-16

Leitura do dia 08/02.

Na postagem anterior, vimos Miriã e Arão criticarem Moisés.

Miriã ficou leprosa A viagem foi atrasada uma semana.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-121-16.html

Continuamos nossa caminhada através das páginas do capítulo treze de Números. Até o final do capítulo quatorze.

O Senhor ordenou que doze homens, um de cada tribo, todos chefes, fossem à Canaã, fazer o reconhecimento da terra. Preste atenção: o reconhecimento.

A ordem que Moisés lhes passou era que vissem se os habitantes eram ou não fortes. Se poucos ou muitos. Se a terra era boa ou não. Se as cidades eram muradas ou em campo aberto. Se o solo era fértil ou pobre. Se a região tinha muitas árvores.

Deviam também fazer o possível para trazer algum fruto como amostra das colheitas que encontrariam.

Eles foram. Percorreram toda a terra. Levaram quarenta dias.

Voltaram trazendo um cacho de uvas que precisou ser carregado por dois homens, de tão grande.

Relataram o que viram. E mostraram o fruto da terra.

Disseram que a terra era de fato uma terra que produzia leite e mel com fartura. Prova disso era o fruto que trouxeram.

Mas, contudo, porém...

O povo que ali vivia era poderoso. As cidades grandes e fortificadas. Tinham inclusive visto os descendentes de Enaque (gigantes).

O povo começou a ficar tenso. O burburinho aumentando.

Calebe, um dos doze, líder da tribo de Judá, tentou acalmá-los. Chamou-os a partir imediatamente. Disse que, com certeza, poderiam conquistar aquela terra.

Mas os outros dez que haviam feito o reconhecimento da terra, juntamente com ele e Josué, disseram que não. Que não podiam enfrentá-los. Eram mais fortes que eles. A terra os devoraria. Eles eram enormes. Israel era como gafanhotos diante deles.

Chegaram a dizer que o povo da terra também os achava do tamanho de gafanhotos. Será que falaram isso? Ou apenas imaginavam que era assim?

E nós? Como nos imaginamos? Somos guerreiros aptos para a guerra como o Senhor disse ou gafanhotos?

Israel começou a chorar voz alta. E não parou. Foi a noite inteira aquele lamento. Cada vez mais alto.

Murmuravam que teria sido melhor morrer no Egito ou até mesmo naquele deserto. Por que o Senhor os levou ali para morrerem em combate?

Pior. Sabe quem está falando assim? Os seiscentos mil guerreiros, aptos para a guerra. Sim. Eles estão dizendo que suas mulheres ficarão viúvas, suas crianças órfãs e levadas como prisioneiras de guerra.

De repente, disseram uns aos outros que deveriam levantar um líder para levá-los de volta ao Egito.

Que disparate! Mas será que às vezes agimos assim também? Desejando voltar à escravidão? Ela é mais fácil. Basta "deixar a vida levar".

Moisés e Arão se curvaram com o rosto em terra. Calebe e Josué rasgaram suas vestes. Estes dois disseram que a terra era muito boa. Se o Senhor se agradasse deles, Ele os levaria em segurança para dar-lhes a terra. Que não se rebelassem contra o Senhor. Que não tivessem medo daqueles povos. Eles estavam indefesos, não tinham ninguém que lutasse por eles. O Senhor estava com Israel. E lhes daria a vitória. Não deviam ter medo.

O acampamento todo começou a falar em apedrejar Josué e Calebe. Apedrejar!

Os outros dez, que os desanimaram é que deveriam ser apedrejados. Mas queriam apedrejar quem estava confirmando a palavra que o Senhor havia dito.

Então, a presença do Senhor apareceu na tenda do encontro. Diante de todo o povo.

O Senhor perguntou a Moisés até O tratariam com desprezo. Será que nunca aprenderiam a confiar nEle, mesmo depois de tudo que viram?

Que o Senhor nunca nos fale assim. Que sejamos ensináveis.

O Senhor disse que os deserdaria. Como se deserda um filho. Deserdaria com uma praga. E faria de Moisés uma grande nação.

Fazia pouco tempo que Moisés clamara ao Senhor que estava cansado daquele povo. Era uma ótima hora para se ver livre deles. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-111-35.html

Mas não. Moisés era um intercessor. E clamou ao Senhor. Como ficaria Seu nome diante do Egito? Eles haviam testemunhado tudo que o Senhor fez. E as próprias nações em volta sabiam da fama do Senhor. Sabiam que aquele povo era o povo do Senhor. Que o Senhor falava com eles. Acompanhava-os. Guiava-os.

Se o Senhor os exterminasse, diriam que o Senhor não foi capaz de levá-los à terra que havia prometido e os matara no deserto.

É lindo quando Moisés fala: “Por favor, Senhor, mostra que o Teu poder é grande”... (Números 14.17a)

Moisés lembra que o Senhor havia dito que era lento para se irar, cheio de amor e perdão. Embora não absolvesse o culpado. E trouxesse a consequência do pecado dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração.

Moisés clama que o Senhor perdoe Seu povo. Como havia feito desde que saíram do Egito.

O Senhor respondeu que os perdoaria, como Moisés havia pedido. Mas...

Tão certo como o Senhor vive e que a terra está cheia da Sua glória, nenhum deles entraria na terra.

Toda aquela geração, de vinte anos para cima, que foi contada no censo, morreria. Com duas exceções, Josué e Calebe. Porque tiveram uma atitude diferente dos demais.

Precisamos ter cuidado com nossas atitudes. Agir como todos agem talvez seja perigoso. Mortal.

A partir deste momento, o destino daquele povo que saiu do Egito para conquistar a terra que o Senhor havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó, mudou.

Dariam meia volta. Iriam em direção ao Mar Vermelho.

O pecado nos faz retroceder. Aqui não houve solução. "Pois o salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23a).

O Senhor falou que todos cairiam mortos no deserto. E os filhos deles, que eles haviam dito que ficariam órfãos, seriam os conquistadores da terra. Entrariam nela em segurança. O Senhor faria isso.

Mas, antes de entrar, viveriam como pastores, andando sem rumo, durante quarenta anos, até que toda aquela geração morresse. Sofreriam as consequências do pecado de seus pais, até que o último deles morresse. No deserto.

Iam aprender, a duras penas, o resultado de se opor ao Senhor.

Os homens que haviam sido enviados para reconhecer a terra morreram repentinamente de uma praga. Apenas Josué e Calebe sobreviveram.

Depois de ouvirem as palavras do Senhor, o povo ficou triste.

No dia seguinte, levantaram-se cedo e subiram em direção ao alto dos montes. Disseram que reconheceram seu pecado e agora estavam prontos para entrar na terra que o Senhor prometeu.

Enganaram-se. Não estavam prontos. O Senhor havia dado Sua sentença. Não entrariam mais. Agora, sofreriam a consequência de suas escolhas. Colheriam o que plantaram.

Moisés perguntou porque estavam novamente desobedecendo ao Senhor. O Senhor não iria com eles. Seriam vencidos pelos habitantes da terra. Ainda assim, teimaram, e arrogantemente seguiram adiante.

Moisés e a arca do Senhor ficaram no acampamento. Eles foram.

Como Moisés disse, foram derrotados e tiveram que fugir.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que aprendamos a crer. A não duvidar. A não murmurar. A não desobedecer.

Que jamais saiamos sem a presença do Senhor. Sem Ele não podemos vencer.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo quinze ao dezessete.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Números 1.1-3.51

Leitura do dia 05/02.

Na postagem anterior vimos sobre o ano sabático, o ano do jubileu, o resgate de propriedades, escravos e pobres, as bênçãos pela obediência, os castigos pela desobediência e as normas referentes a votos e dízimos. Terminamos o livro de Levítico.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/levitico-251-2734.html

Hoje, iniciamos uma nova jornada. Através do livro de Números.

Claro, veremos muitos números, mas veremos muito mais que isso. Espere, acompanhe, leia e verá. Há lições preciosas neste livro.

Vamos começar com os primeiros três capítulos.

É o segundo ano. O primeiro dia do segundo mês desde que Israel saiu do Egito.

Uma nação nasceu. E precisa de guerreiros, afinal, em breve, enfrentará guerras para tomar posse da terra que o Senhor lhes deu.

O Senhor ordena que Moisés e Arão, juntos com doze líderes dos clãs de Israel, contem todos os homens de vinte anos para cima, aptos para irem à guerra.

Não são mais apenas uma nação. São guerreiros.

Eles contaram. Tribo por tribo. Exceto a tribo de Levi.

Os levitas foram separados para servir ao Senhor, no dia em que se colocaram ao lado de Moisés quando o povo estava adorando o bezerro de ouro feito por Arão. E obedeceram, apesar da ordem ter sido muito dura.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-321-35.html

Havia seiscentos e três mil, quinhentos e cinquenta homens, de vinte anos para cima, aptos para a guerra.

Depois de contados, o Senhor instruiu como deveriam acampar. O tabernáculo ao meio. Os levitas ao redor, para proteger Israel da ira do Senhor.

Todas as tribos acampariam embaixo de suas bandeiras. E marchariam de acordo com as ordens do Senhor. Na mesma ordem do acampamento.

Primeiro seriam as divisões das tribos de Judá. Acampariam na direção do nascer do sol, a leste. Judá, a primeira tribo. Ao seu lado, a tribo de Issacar e ao seu lado a de Zebulom. Um total de cento e oitenta e seis mil e quatrocentos soldados registrados. Essas tribos sempre marchariam à frente.

Em seguida, as divisões da tribo de Rúben. No lado sul. Primeiro Rúben. Em seguida Simeão e ao seu lado Gade. Um total de cento e cinquenta e um mil, quatrocentos e cinquenta soldados. Marchariam sempre em segundo lugar.

Em seguida sairia a tribo de Levi transportando a tenda do encontro.

Após a tribo de Levi, as divisões da tribo de Efraim, acampariam no lado oeste da tenda do encontro. Ao seu lado Manassés e em seguida, Benjamim. Um total de cento e oito mil e cem soldados. Marchariam sempre em terceiro lugar, após os levitas.

Em seguida, as divisões de Dã acampariam no lado norte da tenda do encontro. Ao lado de Dã, a tribo de Aser e em seguida, Naftali. Um total de cento e cinquenta e sete mil e seiscentos soldados. Marchariam sempre por último.

Todos marchariam ao redor de sua respectiva bandeira.

Os israelitas fizeram como o Senhor ordenara. Cada família acompanhava e marchava ao redor de sua bandeira.

Devia ser algo lindo de se ver. Eles marchavam em ordem e acampavam em ordem. E no meio, os levitas carregando o tabernáculo.

O Senhor disse que havia tomado os levitas no lugar de todos os filhos mais velhos de Israel, quando da primeira Páscoa. Por isso, ordenou que os levitas fossem contados, assim como os primeiros filhos de cada família.

Havia vinte e dois mil levitas, do sexo masculino. De um mês de idade para cima. E vinte e dois mil, duzentos e setenta e três primogênitos nas outras tribos.

A diferença foi resgatada com prata. Mil, trezentos e sessenta e cinco peças de prata.

Israel continua sendo organizado.

Amanhã continuamos. Leremos os capítulos de quatro a sete de Números.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Levítico 8.1-10.20

Leitura do dia 30/01.

Na postagem anterior vimos sobre as ofertas pelo pecado e pela culpa, além dos holocaustos. Ninguém precisava ficar culpado. Percebia a culpa, confessava e oferecia sua oferta.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/levitico-41-738.html

Agora, continuaremos através das páginas dos capítulos de oito a dez de Levítico.

Como o Senhor havia ordenado, Arão e seus filhos foram consagrados. Exatamente de acordo com os rituais prescritos. Cada detalhe. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-291-46.html

Essa cerimônia foi feita diante de todo o povo. Durou sete dias.

Depois da consagração, Arão e seus filhos começaram seu serviço. No oitavo dia, apresentaram ofertas por eles e pelo povo. Fizeram expiação por si mesmo e pelo povo. Tudo conforme o Senhor havia ordenado a Moisés.

Por fim, Arão ergueu as mãos na direção do povo e o abençoou. Agora estava no lugar certo, fazendo o que foi separado para fazer. Representar o povo diante do Senhor, fazer expiação por ele e abençoá-lo. Não levá-lo ao pecado como havia feito no caso do bezerro de ouro.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-321-35.html

Depois de oferecidos os holocaustos e as ofertas, Moisés e Arão entraram na tenda do encontro. Quando voltaram, abençoaram novamente o povo.

A glória do Senhor apareceu a todos. Fogo saiu de Sua presença e consumiu o holocausto e a gordura no altar. À vista de todos.

O povo se alegrou sobremaneira. Gritaram de alegria. Prostraram-se com o rosto no chão e adoraram ao Senhor.

Então, algo terrível aconteceu.

Os dois filhos mais velhos de Arão colocaram brasas em seus incensários e as salpicaram com incenso. Não fizeram como era a prescrição. Apresentaram fogo estranho diante do Senhor. Fogo saiu de Sua presença e os devorou. Eles morreram ali, diante do Senhor.

Moisés disse algo importantíssimo a Arão. Algo que o Senhor havia declarado. Ele mostraria Sua santidade entre os que se aproximassem dEle e Sua glória diante do povo.

O povo vê a glória do Senhor. E se alegra com ela. Mas quem se achega ao Senhor, vê Sua santidade. Sua santidade é algo muito mais sério. Mais perigoso.

Nadabe e Abiú não deram importância à santidade do Senhor. Por isso morreram.

Arão ficou calado. Não respondeu nada. Moisés chamou dois primos e pediu que tirassem Nadabe e Abiú de frente do santuário. Colocassem seus corpos fora do acampamento. Eles os puxaram pelas roupas.

Então, Moisés disse a Arão e a seus dois filhos que restaram, Eleazar e Itamar, que não se descabelassem, não pranteassem. Não fizessem luto. Que os outros parentes fizessem. Eles não. Deveriam permanecer na presença do Senhor. Eles obedeceram.

O Senhor disse a Arão que ele e seus descendentes jamais deveriam beber vinho ou qualquer outra bebida fermentada antes de entrar na tenda do encontro. Se fizessem, morreriam. Eram separados. Deveriam fazer distinção entre o santo e o comum, o impuro e o puro. Também eram os responsáveis para ensinar aos israelitas todos os decretos que o Senhor havia dado através de Moisés.

Consegue entender como eram separados para o Senhor? Como precisavam respeitar Sua santidade?

Acredito que Nadabe e Abiú ofereceram fogo estranho por terem se excedido na bebida e perdido a noção da santidade do Senhor.

Depois disso, Moisés procurou cuidadosamente pelo bode da oferta pelo pecado. Quando viu que havia sido completamente queimado, ficou irritado com Eleazar e Itamar. Eles deveriam ter comido, no lugar santo.

Arão disse que algo terrível havia acontecido com ele. Será que o Senhor aceitaria que eles comessem, como se nada tivesse acontecido? Como se não estivessem tristes?

Moisés aceitou o argumento de Arão.

E assim termina nosso texto de hoje.

Que possamos dar valor ao Senhor. Que possamos enxergar quem somos nEle. Que possamos respeitar Sua santidade. E cumprir nosso papel. De acordo com Suas prescrições.

Amanhã continuamos. Leremos os capítulos onze a quatorze de Levítico.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Êxodo 33.1-23

Leitura do dia 25/01.

Na última postagem, vimos o povo rapidamente se corromper, por falta de uma liderança fiel ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-321-35.html

Agora, caminharemos através do capítulo trinta e três de Êxodo.

O Senhor ordenou que Moisés se colocasse a caminho para a terra de Canaã. Disse que não iria junto porque eram teimosos e rebeldes. Se fosse, acabaria matando-os no meio do caminho.

Quando ouviram, choraram e lamentaram muito. Tiraram seus ornamentos. O Senhor ordenou que tirassem, até Ele decidir o que faria com o povo.  Como uma espécie de jejum.

Moisés costumava montar uma tenda, fora do acampamento. Ele chamava de tenda da reunião. Quem quisesse fazer alguma petição, ia até lá.

Sempre que Moisés ia à tenda, o povo ficava em pé diante de suas próprias tendas. Até Moisés entrar. E, sempre que Moisés entrava, uma coluna de nuvem descia e ficava suspensa no ar, à entrada da tenda, enquanto o Senhor falava com ele. Enquanto isso, o povo ficava em frente à sua própria tenda e se curvava diante da manifestação da presença do Senhor.

Ali o Senhor falava com Moisés como quem fala com um amigo, face a face. Depois que Moisés falava com o Senhor, voltava para o acampamento, mas Josué, seu auxiliar, não. Ele continuava na tenda. Ansiava pela presença do Senhor, diferente da maioria do povo. Queria conhecê-Lo.

Moisés orou ao Senhor, pedindo-Lhe que, já que o Senhor disse que o conhecia pelo nome e que se agradara dele, lhe ensinasse Seus caminhos, para que O conhecesse mais.

Quanto mais alguém conhece o Senhor, mas deseja conhecê-Lo. Não tem como ser diferente.

O Senhor disse que o acompanharia. Que Sua presença o faria descansar. Moisés disse ao Senhor que se não fosse com eles, não os fizessem sair daquele lugar. Era Sua presença que os distinguia de qualquer outro povo.

Que maravilha! Não era a aparência deles, ou o modo de falar, ou a riqueza que os distinguia. Era a presença do Senhor! É o que nos deve distinguir também. Sua presença em nosso meio.

Moisés pediu para ver Sua glória. O Senhor o colocou sobre uma rocha. Disse que faria passar Sua bondade e anunciaria Seu nome, Javé, o Senhor. Quando Sua gloriosa presença passasse, Ele o cobriria com Sua mão, para que não morresse! Ninguém poderia ver Sua face e continuar vivo.

Sua gloriosa presença é mais que o monte fumegando. Mais que trovões e relâmpagos.

Que Deus glorioso Ele é!

O capítulo trinta e três termina aqui. Continuamos na próxima postagem. Até já.

domingo, 12 de junho de 2016

Josué, uma semente no deserto

Vamos caminhar um pouco pelas páginas da história de Josué e aprender com ele?

Era escravo no Egito. Foi libertado pelo Senhor, como todos os israelitas. Presenciou as maravilhas que o Senhor operou para libertar o povo de Israel. Viu o Mar Vermelho se abrir. Como todos os outros.

Teve sede como todos. Teve que acampar em Mara. Viu água saindo da rocha. Chegou a Elim.

Passou exatamente por tudo que os outros passaram. Fez escolhas diferentes.

Servia a Moisés. Subiu o monte com ele. E em Êxodo 33.11, vemos que não se afastava da Tenda do Encontro. Mesmo quando Moisés voltava ao acampamento, continuava lá. Tinha sede de Deus. De estar no lugar onde o Senhor aparecia. Estar em Sua presença.

Durante a caminhada pelo deserto, diversas rebeliões se levantaram. Josué permaneceu fiel. Não participou de nenhuma.

Ao longo desta caminhada, foi sendo forjado por Moisés e por Deus a ser um líder. Vendo Moisés agir. Ouvindo o Senhor. Gastando tempo na Tenda do Encontro. Um passo de cada vez.

Quase não ouvimos falar dele, exceto um detalhe aqui, outro ali. Como uma semente escondida na terra e crescendo, crescendo. Silenciosamente. Secretamente. Solitariamente. Regada pelo Senhor. Fortalecida por suas escolhas.

Foi escolhido para ser um dos doze espias e “conferir” se a terra era de fato boa. Com os outros onze homens, explorou aquela terra, por quarenta dias. Viu tudo que os outros viram. Mas diferente dos outros dez, junto com Calebe, afirmou que a terra era excelente e que o Senhor a daria, como havia prometido. Viu os gigantes, as cidades fortificadas, mas afirmou, com toda certeza, que o Senhor era com eles, e conquistariam a terra.

Quando o Senhor está prestes a recolher Moisés, informa que Josué será aquele que levará o povo de Israel a tomar posse da terra.

Todos os homens de guerras, soldados e guerreiros que saíram do Egito, tombaram no deserto, exceto Josué e Calebe. Guerreiros. Saíram do Egito. Morreram no deserto.

O deserto não é lugar para a morte de guerreiros. É lugar de treinamento. De crescimento. Não de morte. Mas quantos guerreiros são derrotados e morrem em suas areias! Tragicamente.

Qual o segredo de Josué? Quarenta anos no deserto. Permaneceu na presença do Senhor. Sabia quem Yahweh era. Sabia quem ele era. E para onde estava indo. Seus olhos estavam na terra que havia sido prometida.

O deserto era real. Era o seu dia a dia. Josué acordava, olhava em volta. Acampamento. Areia, pó e pedras.

Mas a terra que havia sido prometida também era real. Mesmo que não estivesse vendo. Seus pensamentos estavam na terra que manava leite e mel. Permaneceu fiel. A Yahweh e Suas promessas. Olhava o seu futuro.

Podemos estar vivendo no deserto. Atravessando-o. Dormindo e acordando nele. Ainda que sejamos, como Josué, daqueles que não se apartam da Tenda do Encontro. Que não participam de rebeliões. Que servem com lealdade. Que validam a Palavra do Senhor. Que animam o povo a prosseguir. A crer. Mas precisamos crer que será apenas o tempo que precisamos para sermos forjados. E nos tornarmos os líderes que levarão o povo do Senhor a tomar posse de sua terra, de seu futuro.

Que aprendamos com Josué, a crer nas promessas do Senhor. A ter um coração submisso. A não permitir que nenhuma raiz de amargura cresça e estrague a semente que está sendo germinada junto ao Senhor, no secreto, no solitário, na Tenda do Encontro. Nós e Ele. Ele e nós.

Em breve, ainda que consideremos um longo tempo, estaremos tomando posse das promessas que o Senhor tem para nossas vidas. Abençoando e liderando pessoas a fazerem o mesmo.

Que caminhemos em obediência, gratidão e expectativa. A cada dia.

Muito ainda temos pela frente e precisamos ouvir atentamente o que o Senhor tem a nos ensinar.