Leitura do dia 16/04.
Vamos continuar nossa caminhada pelas páginas de 1 Crônicas.
Ontem vimos algumas genealogias. Os exilados que voltaram, com os sacerdotes e levitas. Também vimos a família de Saul, que era benjamita. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-71-944.html
Hoje leremos do capítulo dez ao capítulo doze. Na primeira postagem, o capítulo dez.
O autor vai começar a contar histórias. Prepare-se!
É verdade que muitas já lemos nos livros de Reis. Agora, as veremos de outra perspectiva.
A história de 1 Crônicas propriamente dita começa em uma batalha. A intenção do autor é nos contar a respeito da dinastia de Davi. O foco serão os reis de Judá.
Esta batalha aconteceu no monte Gilboa. Israel contra os filisteus. Os israelitas foram derrotados. Muitos tiveram que fugir para salvar suas vidas. Muitos foram mortos.
Se já esteve em Israel, você sabe que os “montes” lá não são como os montes daqui. Imaginava montes altos, como os que existem nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Se você imagina assim, esqueça. Para nós, brasileiros, o monte Gilboa é apenas um “morrinho”. Para a topografia de Israel, acredite, é um monte.
Neste monte, aconteceram cenas muito tristes. Os filisteus perseguiram o rei Saul e seus filhos. Mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul.
Se você me conhece, sabe que Jônatas é, sem sombra de dúvida, um dos “meus preferidos”. Amo Jônatas e peço ao Senhor que existam mais homens maravilhosos como ele. Se ainda não leu, vale a pena ler esses textos:
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/jonatas-o-incontestavel.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/jonatas-o-admiravel.html
Meu coração fica apertado por sua morte tão desnecessária e precoce.
Quero lembrar que, quando tomamos uma decisão, normalmente batemos no peito e dizemos “é minha decisão”, mas nenhuma decisão é apenas minha. Quando tomo uma decisão ela impacta muitas pessoas. E, normalmente, as pessoas mais impactadas serão as que mais amamos. Saul desviou-se dos caminhos do Senhor, foi sua decisão. Decisão esta que não era partilhada por Jônatas. Talvez também não fosse por seus irmãos. Mas todos morreram nesta fatídica batalha. Não por causa da decisão deles, mas pela decisão de Saul.
A luta foi se tornando cada vez pior em torno de Saul, até que os flecheiros o acertaram. Foi ferido gravemente. Saul ordenou que seu escudeiro pegasse a espada e o matasse. Não queria que os filisteus, incircuncisos, zombassem dele. Seu escudeiro ficou apavorado. Não quis matá-lo. Saul, pegou sua espada e atirou-se sobre ela. Quando seu escudeiro viu que Saul havia morrido, fez o mesmo.
Como é triste! Um homem, escolhido pelo Senhor para reinar sobre Israel e influenciar um povo, perde três filhos, seu escudeiro e sua vida, diante de um povo que não temia o Senhor. Tudo por causa de suas decisões (“minha decisão”).
E não foi só isso. Quando aqueles que habitavam em cidades que ficavam no vale perceberam que uma parte do exército de Israel havia fugido, que Saul, seus filhos e outra parte do exército estava morta, fugiram desesperados. Abandonaram suas cidades. Os filisteus habitaram nelas.
Quantas perdas por causas das decisões de apenas um homem!
Já pensou no poder que suas decisões, que são só suas, tem sobre você, sua família e tantos outros?
No dia seguinte a esta batalha, os filisteus saquearam a cidade e os mortos. Já leu ou viu um saque de guerra? Não sobra nada. A cidade vira um total deserto. Os mortos, completamente nus. Perdem até os dentes.
E mais, quando estavam saqueando os corpos, encontraram Saul e seus filhos. Cortaram a cabeça de Saul. Tomaram suas armas reais. Enviaram mensageiros por toda a terra dos filisteus festejando a notícia entre os seus ídolos e seu povo. Ainda expuseram as armas de Saul em um dos templos dedicado aos seus deuses e penduraram sua cabeça no templo de Dagom. Uma vergonha para toda a nação de Israel.
Diante de uma cena terrível como essa, tudo o que posso fazer é lembrar das palavras de Davi: “Ó filhas de Israel, chorem por Saul, pois ele as vestia com finos trajes vermelhos, com roupas adornadas de ouro. Como caíram os valentes na batalha! Jônatas está morto sobre os montes”, – 2 Samuel 1.24,25
Quero repetir, essa cena aconteceu por causa das decisões de Saul (“minhas decisões, que são só minhas”).
Havia uma cidade em Israel chamada Jabes-Gileade. Seus moradores ficaram sabendo que os filisteus, além de terem matado Saul, cortaram sua cabeça e a colocaram no templo de Dagom. Seus guerreiros se levantaram, indignados, foram até a terra dos filisteus, recolheram o cadáver de Saul e seus filhos, sepultaram seus ossos debaixo do Grande Carvalho de Jabes, e jejuaram sete dias.
Você leu os dois últimos versículos deste capítulo? Pegue novamente sua Bíblia e leia.
Por que Saul morreu assim? Sua história poderia ter sido diferente?
http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/saul-podia-ter-dado-certo.html
Ele morreu assim por causa de sua infidelidade, por não ter obedecido à Palavra do Senhor. E ainda procurou uma médium tentando consultar os mortos. Quando deveria ter se arrependido, obedecido e buscado o Senhor. Preferiu ser honrado pelos homens.
Por causa de suas escolhas, que eram "só suas", o Senhor o entregou à morte e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé.
Ao terminarmos este capítulo, que fique gravado em nossos corações, de maneira que nunca se apague, que nossas escolhas, mesmo individuais, além de afetarem nossas vidas, afetam e atingem outras pessoas.
Que ponderemos nossas decisões. Que saibamos tomá-las corretamente. Que sejamos fiéis ao Senhor, sempre, até o fim.
Continuamos na próxima postagem. Até já.
Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html
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terça-feira, 16 de abril de 2019
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Sendo forte e respeitado
Continuamos nossa caminhada pelas páginas de 1 Crônicas.
Ontem vimos a morte de Saul e seus filhos no monte Gilboa.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html
Hoje veremos o capítulo 10.
O povo de Israel reúne-se em Hebrom, juntamente com os anciãos e demais autoridades. Falam a Davi que mesmo quando Saul era rei, quem os liderava nas batalhas era ele. Falam também que o Senhor havia declarado ele seria rei sobre Israel. Eles ungem Davi rei e celebram um pacto perante o Senhor. Samuel havia predito que tal aconteceria. Anos antes havia ungido Davi.
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/davi-meu-preferido.html
Davi marcha para Jerusalém. Os jebuseus que habitavam a cidade, também chamada de Jebus, disseram ele não entraria ali. Não adianta. Davi conquista Jerusalém e a fortaleza de Sião. Muda-se para esta fortaleza, que passa a ser chamada “Cidade de Davi”.
Neste dia Davi diz que quem ferisse primeiro os jebuseus seria o comandante do exército. Joabe, primo de Davi, filho de Zeruia, foi o primeiro. Torna-se o comandante. Nunca devemos utilizar esse critério para elegermos um comandante, um capitão, um chefe ou o que quer que seja. Falaremos outro dia. Ainda temos muitas páginas a percorrer. Vamos conhecer Joabe ao longo delas.
Davi reconstruiu uma parte da cidade de Jerusalém, ao redor da fortaleza. Joabe reformou o restante. Não adianta uma fortaleza em ruínas. Se vamos morar em uma, que esteja totalmente equipada, como uma fortaleza deve estar.
Cada dia Davi torna-se mais forte, mais respeitado. Sabe por quê? O Senhor dos Exércitos estava com ele. Não eram suas habilidades ou sua riqueza que fazia com que fosse mais forte e respeitado. Era a presença do Senhor. Além disso, alguns homens, chefes dos valentes soldados de Davi, junto com todo o povo de Israel, deram um grande apoio para que seu reinado se estendesse por todo o país, como o Senhor havia prometido. Não conquistamos sozinhos. Precisamos de pessoas que nos apoiem, cooperem conosco. E, mais que tudo, precisamos que o Senhor esteja conosco.
Agora vem uma lista. Não se apavore, não é uma genealogia.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/davi-e-seus-valentes.html
Apenas uma lista maravilhosa dos chefes de Davi. Uma lista muito interessante, de homens ilustres e valentes, conhecidos como “Os Trinta”. Desses trinta, haviam três principais, conhecidos como “Os Três”.
Jasobeão era chefe dos oficiais. Chamado de chefe dos Trinta. Em uma batalha matou trezentos homens, manejando sua lança de maneira extraordinária. Consegue imaginar? Fico maravilhada.
Eleazar, um dos meus preferidos, e não sem motivo, um dos três principais guerreiros de Davi. Havia uma plantação de lentilhas em Pas-Damim. Os filisteus se reuniram ali para a guerra. As tropas israelitas fugiram. Davi e Eleazar mantiveram suas posições no meio da plantação. Simplesmente não saíram. Defenderam essa posição militar. Mataram muitos filisteus. E o Senhor os livrou com uma grande vitória. Dois homens se posicionaram. E o Senhor agiu.
Três desses trinta capitães desceram ao penhasco para se encontrar com Davi. Ele estava na caverna de Adulão, um de seus esconderijos no tempo em que fugia de Saul. O destacamento dos filisteus estava em Belém. Davi desejou beber da água do poço que estava em Belém, perto da porta da cidade. Ele contou seu desejo. Esses três homens ouviram. Simplesmente invadiram o acampamento dos filisteus, tiraram água do poço e a levaram a Davi. O respeito de Davi por esses homens foi tão grande que não quis beber. Derramou a água como oferta perante o Senhor.
Que precioso ter amigos assim, que correm risco de vida para realizar um desejo.
Abisai era o chefe dos Trinta. Irmão de Joabe. Manejando com extraordinária perícia sua lança enfrentou e matou trezentos homens. Por causa disso tornou-se famoso como “Os Três”. Foi honrado duas vezes mais que todos os outros guerreiros dos Trinta, ainda assim não se igualou aos Três.
Benaia, filho de Joiada é meu preferido. Matou os dois filhos de Ariel de Moabe, depois desceu e matou um leão numa caverna, em pleno inverno (com neve). Também matou um soldado egípcio de dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. Esse egípcio manejava uma lança de guerra que mais parecia uma lançadeira de tecelão. Benaia o enfrentou com um cajado. Arrancou a lança do egípcio e o matou. Com sua própria lança.
Por causa de seus feitos, também tornou-se famoso. Aliás, dos Trinta era o mais famoso, mesmo assim não se igualou em valor aos Três. Davi o promoveu ao comando da sua guarda pessoal.
Além desses, haviam outros que foram citados por nomes mas não por feitos. Entre eles um amonita, chamado Zeleque. Naarai, escudeiro de Joabe. Urias, o hitita. Adina, um notável líder dos rubenitas. E Itma, um moabita.
Mais uma vez, que sejamos lembrados como homens e mulheres ilustres e guerreiros.
Que aprendamos com Davi, a crescermos e sermos notáveis porque o Senhor é conosco. Que aprendamos a valorizar aqueles que colaboram conosco.
E que sejamos amigos como os Três. Davi teve os seus. Jesus também.
Amanhã prosseguimos.
Ontem vimos a morte de Saul e seus filhos no monte Gilboa.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html
Hoje veremos o capítulo 10.
O povo de Israel reúne-se em Hebrom, juntamente com os anciãos e demais autoridades. Falam a Davi que mesmo quando Saul era rei, quem os liderava nas batalhas era ele. Falam também que o Senhor havia declarado ele seria rei sobre Israel. Eles ungem Davi rei e celebram um pacto perante o Senhor. Samuel havia predito que tal aconteceria. Anos antes havia ungido Davi.
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/davi-meu-preferido.html
Davi marcha para Jerusalém. Os jebuseus que habitavam a cidade, também chamada de Jebus, disseram ele não entraria ali. Não adianta. Davi conquista Jerusalém e a fortaleza de Sião. Muda-se para esta fortaleza, que passa a ser chamada “Cidade de Davi”.
Neste dia Davi diz que quem ferisse primeiro os jebuseus seria o comandante do exército. Joabe, primo de Davi, filho de Zeruia, foi o primeiro. Torna-se o comandante. Nunca devemos utilizar esse critério para elegermos um comandante, um capitão, um chefe ou o que quer que seja. Falaremos outro dia. Ainda temos muitas páginas a percorrer. Vamos conhecer Joabe ao longo delas.
Davi reconstruiu uma parte da cidade de Jerusalém, ao redor da fortaleza. Joabe reformou o restante. Não adianta uma fortaleza em ruínas. Se vamos morar em uma, que esteja totalmente equipada, como uma fortaleza deve estar.
Cada dia Davi torna-se mais forte, mais respeitado. Sabe por quê? O Senhor dos Exércitos estava com ele. Não eram suas habilidades ou sua riqueza que fazia com que fosse mais forte e respeitado. Era a presença do Senhor. Além disso, alguns homens, chefes dos valentes soldados de Davi, junto com todo o povo de Israel, deram um grande apoio para que seu reinado se estendesse por todo o país, como o Senhor havia prometido. Não conquistamos sozinhos. Precisamos de pessoas que nos apoiem, cooperem conosco. E, mais que tudo, precisamos que o Senhor esteja conosco.
Agora vem uma lista. Não se apavore, não é uma genealogia.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/davi-e-seus-valentes.html
Apenas uma lista maravilhosa dos chefes de Davi. Uma lista muito interessante, de homens ilustres e valentes, conhecidos como “Os Trinta”. Desses trinta, haviam três principais, conhecidos como “Os Três”.
Jasobeão era chefe dos oficiais. Chamado de chefe dos Trinta. Em uma batalha matou trezentos homens, manejando sua lança de maneira extraordinária. Consegue imaginar? Fico maravilhada.
Eleazar, um dos meus preferidos, e não sem motivo, um dos três principais guerreiros de Davi. Havia uma plantação de lentilhas em Pas-Damim. Os filisteus se reuniram ali para a guerra. As tropas israelitas fugiram. Davi e Eleazar mantiveram suas posições no meio da plantação. Simplesmente não saíram. Defenderam essa posição militar. Mataram muitos filisteus. E o Senhor os livrou com uma grande vitória. Dois homens se posicionaram. E o Senhor agiu.
Três desses trinta capitães desceram ao penhasco para se encontrar com Davi. Ele estava na caverna de Adulão, um de seus esconderijos no tempo em que fugia de Saul. O destacamento dos filisteus estava em Belém. Davi desejou beber da água do poço que estava em Belém, perto da porta da cidade. Ele contou seu desejo. Esses três homens ouviram. Simplesmente invadiram o acampamento dos filisteus, tiraram água do poço e a levaram a Davi. O respeito de Davi por esses homens foi tão grande que não quis beber. Derramou a água como oferta perante o Senhor.
Que precioso ter amigos assim, que correm risco de vida para realizar um desejo.
Abisai era o chefe dos Trinta. Irmão de Joabe. Manejando com extraordinária perícia sua lança enfrentou e matou trezentos homens. Por causa disso tornou-se famoso como “Os Três”. Foi honrado duas vezes mais que todos os outros guerreiros dos Trinta, ainda assim não se igualou aos Três.
Benaia, filho de Joiada é meu preferido. Matou os dois filhos de Ariel de Moabe, depois desceu e matou um leão numa caverna, em pleno inverno (com neve). Também matou um soldado egípcio de dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. Esse egípcio manejava uma lança de guerra que mais parecia uma lançadeira de tecelão. Benaia o enfrentou com um cajado. Arrancou a lança do egípcio e o matou. Com sua própria lança.
Por causa de seus feitos, também tornou-se famoso. Aliás, dos Trinta era o mais famoso, mesmo assim não se igualou em valor aos Três. Davi o promoveu ao comando da sua guarda pessoal.
Além desses, haviam outros que foram citados por nomes mas não por feitos. Entre eles um amonita, chamado Zeleque. Naarai, escudeiro de Joabe. Urias, o hitita. Adina, um notável líder dos rubenitas. E Itma, um moabita.
Mais uma vez, que sejamos lembrados como homens e mulheres ilustres e guerreiros.
Que aprendamos com Davi, a crescermos e sermos notáveis porque o Senhor é conosco. Que aprendamos a valorizar aqueles que colaboram conosco.
E que sejamos amigos como os Três. Davi teve os seus. Jesus também.
Amanhã prosseguimos.
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Saul
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
1 Samuel, tesouro inesgotável
Elcana, um marido que valia mais que dez filhos!
Penina, uma pedra no sapato. Sempre afrontando Ana. Uma mulher que não sabia exercer graça e misericórdia.
Ana, uma mulher linda e humilde. Pediu, ganhou, doou. E ganhou mais. Encheu a aljava de Elcana.
Eli, compactuou com o pecado de seus filhos. Um profeta que perdeu a visão. Perdeu o privilégio de abençoar gerações. De perpetuar seu ministério.
Samuel, um homem que aprendeu a ouvir a voz do Senhor, ainda menino. Cresceu em comunhão com o Senhor. Ousou repreender Saul. Ousou ungir um simples pastorzinho como futuro rei de Israel, porque Deus assim o orientou.
Saul, o homem que tinha tudo para dar certo. Como foi terrível sua decadência! Aquele que havia matado todos os médiuns, no final de sua vida consulta uma. Porque o Senhor havia se calado! Mas como ouvir Sua voz com o ouvido cheio "da cera" do pecado? A alma de Saul inquieta. Ele desesperado. A um passo de se prostrar diante de Deus. Se arrepender. Clamar por perdão. Reconciliação. Reconexão. Mas não o faz.
O
terrível do pecado é que ele nos aprisiona e nos cega. E as coisas só
pioram! E aqui, volto mais uma vez a falar do poder das nossas escolhas. Eu
escolho! Mas minhas escolhas afetam outras pessoas. Sempre! E Saul cai no monte
Gilboa, levando seu filho lindo e raro, à morte junto com ele. Saul, seus três
filhos, seu escudeiro e todos os seus soldados morreram naquele
dia. Tragédia.
Como isso
é sério! Como meu coração partiu e como chorei quando estive naquele
lugar! Por todos os Sauls e Jônatas que conheço. Pelos que não conheço também.
Pelos seus escudeiros. Pessoas que começaram tão bem e hoje estão afastadas do
Senhor. Que a Sua bondade possa alcançá-las através das nossas orações e
nossas vidas!
E no episódio da morte de Saul, é contado sobre duas guerras. Dois
protagonistas. Ambos desfalecem. Um cai estendido no chão, tomado de
incontrolável pavor, Saul. O outro, mesmo sendo ameaçado em ser apedrejado por
seus homens, após ter dado brados de dor e chorado até "se esgotarem as
lágrimas", encontra ânimo no Senhor, Davi. Para um, Deus se cala. Para o
outro, ao perguntar se deve prosseguir na batalha, Deus não apenas responde o
que foi perguntado, Ele dá o resultado da batalha. Um é derrotado e morre,
perdendo tudo. O outro, após ser respondido pelo Senhor, ataca seus inimigos e
recupera TUDO que perdeu. Ainda despoja os filisteus e presenteia os anciãos de
Judá. Quanta diferença entre o que serve e o que não serve a Deus!
Saul podia ter dado certo. Mas não deu. Escolhas erradas.
Jônatas, maravilhoso demais. Sabia servir. Um amigo mais que precioso.
Como Davi disse "o seu amor me era mais precioso que o amor das
mulheres". Sabia ser o segundo.
O escudeiro de Jônatas. Sabia a quem servia. E servia de coração.
Golias, o gigante que nos promove. Que nos leva aos lugares certos.
Davi, meu preferido, um homem segundo o coração de Deus.
Mical, mulher tola. Sua tolice lhe tirou o privilégio de ser mãe.
Urias, um guerreiro corajoso e leal. Não aceitou
desfrutar de uma noite de amores enquanto a arca do Senhor e o Seu exército
estavam acampados em guerra.
Nabal, um tolo, que esqueceu quem foi Calebe, seu antepassado, um homem que sabia enxergar, um guerreiro. Um conquistador. Tornou-se um cego, inconsequente, que não sabia ouvir.
E por fim, Abigail, minha preferida. Inteligente. Sabia ouvir. Enxergar. Agir. Falar. Honrar. Por isso foi honrada por Deus. Depois da dor, alegria. Meu modelo pessoal.
Que exemplos a serem seguidos e, alguns evitados. Que possamos aprender através das páginas desse livro maravilhoso. Repleto de segredos e surpresas.
E como chegamos até aqui, que tal darmos uma espiadinha em II Samuel?
Vamos percorrer algumas páginas e lermos juntos alguns personagens.
Começamos na próxima semana. Espero você.
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