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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Jeremias 25.1-27.22

Leitura do dia 14/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jeremias. Cada vez que leio, fico mais apaixonada por ele. Considerou sua vida apenas sofrimento, tristeza e vergonha, mas, com certeza, não foi assim que o Senhor o viu. Era fiel. Obediente.

Na postagem anterior vimos sua mensagem ao rei de Judá. E ao povo. Que O conhecessem. Que fossem justos. Íntegros. Que fizessem justiça e ajudassem os pobres e necessitados. Não quiseram ouvir.

Também vimos a promessa do Senhor Jesus, o Renovo, Descendente Justo da linhagem de Davi.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-221-2410.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e sete.

No ano 605 a.C., Jeremias recebeu uma palavra do Senhor. Era o quarto ano do reinado de Jeoaquim. O mesmo ano em que Nabucodonosor começou seu reinado na Babilônia.

Jeremias lembra que desde o ano 627 a.C., no décimo terceiro ano do reinado de Josias, até aquela data, o Senhor vinha lhe entregando Suas mensagens. Durante vinte e três anos ele as anunciou fielmente. Mas não quiseram ouvir. Repetidamente o Senhor enviou Seus servos, os profetas. Mas não quiseram prestar atenção. Sempre era a mesma mensagem. Que abandonassem seus caminhos e suas más ações. Se assim agissem, habitariam na terra. Que não provocassem o Senhor à ira ao adorar deuses feitos com suas próprias mãos. Não deram ouvidos.

Agora, seriam destruídos. Israel e as nações vizinhas serviriam ao rei de Babilônia durante setenta anos. Depois desse tempo, o Senhor castigaria o rei da Babilônia e seu povo. Por seus pecados. Seriam castigados na mesma proporção do sofrimento que causaram, com suas más ações. Aquilo que é plantado, é colhido.

Todas as nações seriam julgadas. Beberiam o cálice da ira do Senhor. Ele começou o juízo por Jerusalém, a cidade que levava Seu nome. Nenhuma outra cidade escaparia. Não haveria exceções.

Os pastores perversos cairiam. Seriam despedaçados como um vaso frágil. Não haveria lugar para se esconderem.

No ano de 608 a.C, início do reinado de Jeoaquim, o Senhor ordenou que Jeremias fosse ao pátio do templo do Senhor e falasse aos habitantes das cidades de Judá que iam ali para adorar. Deveria transmitir Sua mensagem completa. Sem faltar uma só palavra. Quem sabe escutassem e se arrependessem? Se tal acontecesse, o Senhor não enviaria o mal sobre eles.

Jeremias obedeceu. Após dizer tudo que o Senhor havia ordenado, os profetas, sacerdotes e todo o povo o atacaram. Gritaram que iriam matá-lo. Quem era ele para profetizar em nome do Senhor, que o templo seria destruído como Siló? Que história era aquela de dizer que Jerusalém seria destruída e ficaria desabitada? É muito triste perceber que amavam mais a cidade e o templo que o Senhor.

A confusão foi tamanha que os oficiais de Judá ouviram o que estava acontecendo. Saíram correndo do palácio e foram ao templo. Ali, sentaram-se para julgar. Os sacerdotes e profetas falaram que Jeremias era merecedor da morte. Suas acusações? Havia profetizado contra o templo e contra Jerusalém.

Mesmo diante do risco da morte, Jeremias não se cala. Fala que foi o Senhor que o enviou para profetizar contra o templo e a cidade. Cada palavra que falou foi ordenada por Ele. Se voltassem atrás, se deixassem de pecar e começassem a obedecer o Senhor, Ele também voltaria atrás e não enviaria a calamidade anunciada. Quanto a ele, estava em suas mãos. Que fizessem o que quisessem. Se o matassem, deveriam saber que derramariam sangue inocente. E seriam responsabilizados. A verdade era que o Senhor o enviara. Para dizer cada palavra que ouviram.

Os oficiais e o povo tomaram posição. Disseram aos sacerdotes e profetas que ele não era digno de morte. Estava falando em nome do Senhor. Alguns anciãos se levantaram. Falaram a todo o povo ali reunido. Que se lembrassem de Miquéias (em breve leremos seu livro). Ele profetizou sobre o reinado de Ezequias. Disse ao povo que Jerusalém seria transformada em ruína. Que o templo desapareceria. Ezequias e o povo não o mataram. Antes, temeram ao Senhor. Suplicaram Sua misericórdia. E o Senhor os ouviu. Agora, estavam prestes a fazer um grande mal a eles próprios. Não podiam matar Jeremias. Aicam, filho de Safá, o protegeu. Convenceu o tribunal a não o entregar à multidão.

Urias não teve a mesma sorte. Também profetizava nesta época em nome do Senhor. Previu a mesma calamidade que Jeremias. Quando o rei Jeoaquim, os comandantes e os oficiais ouviram, planejaram matá-lo. Urias fugiu para o Egito. Jeoaquim enviou seus homens para captura-lo. Foram ao Egito. Prenderam-no. Levaram-no de volta a Jerusalém. Jeoaquim o matou à espada. E mandou sepultá-lo numa vala comum. É, não é fácil ser profeta.

No início do reinado de Zedequais, Jeremias recebeu novamente a palavra do Senhor. Desta vez, ordenou que fizesse um jugo, desses que os bois carregavam. Que o prendesse ao pescoço com cordas de couro.

Os embaixadores de Edom, Moabe, Amom, Tiro e Sidom foram ver Zedequias. O Senhor ordenou que Jeremias lhes transmitisse uma mensagem para ser entregue aos seus reis. Ele obedeceu. Lembre-se, está com o jugo preso ao seu pescoço. Esses povos deveriam abaixar suas cabeças e servir a Babilônia, a Nabucodonosor, seu filho e seu neto. Até que terminasse o tempo deles.

Tudo pertence ao Senhor e Ele entrega a quem deseja. Este era o tempo da Babilônia. Quem obedecesse, ficaria em sua própria terra. Quem se recusasse, seria consumido pela guerra, fome e doença, até que a Babilônia os conquistasse.

Não deveriam dar ouvidos aos falsos profetas. Diziam que a Babilônia não os dominaria. Eram mentirosos. Suas mentiras os levariam ao exílio. E quem os ouvisse, morreria.

Depois, Jeremias teve que repetir a mesma mensagem ao rei Zedequias, aos sacerdotes e ao povo de Judá.

Todos os objetos preciosos que ficaram em Jerusalém seriam levados à Babilônia. Independente do que os profetas diziam. Ficariam lá. Até que o Senhor os mandasse de volta.

A palavra do Senhor não afirma que servi-Lo é um mar de rosas. Pelo contrário. Temos que nos negar. Andar a segunda milha. Amar o inimigo. Orar pelos que nos perseguem. E por aí vai. Mas, acredite, vale a pena. Suas promessas sempre se cumprem. Olhe para trás. Estamos no futuro. Aqueles objetos preciosos realmente foram para a Babilônia. As nações realmente se curvaram para aquela dinastia. E, quando o Senhor quis, aqueles objetos preciosos voltaram para Jerusalém. Quando seu tempo terminou, os babilônios foram dominados por outros reis.

Sua palavra é verdadeira. É viva. Eficaz. Única. Confiemos nEle. E em Sua palavra.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e oito. Até o capítulo trinta.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Salmo 51.1-19

Leitura do dia 07/06.

Continuamos nossa caminhada por Salmos.

Ontem vimos que o Senhor é nossa força. Sempre pronto a nos socorrer. Ele é o grande Rei de toda a terra. Enquanto adoramos em Seu templo, devemos meditar em Seu amor. Também vimos que somente Um foi capaz de pagar o resgate por nossas vidas. O preço é caríssimo! Precisamos oferecê-Lo sacrifícios de gratidão. E amar Sua Palavra. Nosso alimento.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-461-5023.html

Hoje, caminharemos pelos capítulos cinquenta e um a cinquenta e seis.

Na primeira postagem, apenas o capítulo cinquenta e um.

O Salmo cinquenta e um é de Davi. Compôs quando Natã foi confrontá-lo pelo seu pecado de adultério e assassinato. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-111-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-121-31.html

Davi clama que o Senhor tenha misericórdia, por causa de Seu amor e Sua grande compaixão. Não porque Davi era Seu escolhido, ou por ser o rei de Israel. Não merecemos Seu perdão. Se o temos, é apenas por Sua graça e misericórdia. Por Seu amor e compaixão.

Ele pede que o Senhor apague suas culpas. Que o purifique. Reconhece sua rebeldia. Seu pecado o persegue o tempo todo.

Por mais que tentasse seguir em frente, cabeça erguida, o pecado o perseguia. Agora, quando olha para trás, diferente do Salmo 23, não vê a bondade e a misericórdia do Senhor seguindo-o. O que vê é o pecado a perseguí-lo, acusá-lo, desmoralizá-lo. Quem segue, segue nos passos do que é seguido. Quem persegue, corre atrás, se esgueirando, ameaçando, oprimindo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Sabe que o juízo do Senhor é justo sobre si. O Senhor tem razão em Seu julgamento contra ele. Sabe que o Senhor deseja a verdade. Ele mostra em seu coração a sabedoria.

Por muito tempo não reconheceu seu pecado. Apenas fugiu dele, embora o perseguisse, calcando-lhe o calcanhar. Agora, depois de confrontado pelo único homem que teve coragem de fazê-lo, ordenado pelo Senhor, Davi reconhece que pecou.

Clama que o Senhor o purifique. Que o lave. Que lhe devolva a alegria e a felicidade. Está quebrado. Que o Senhor permita que se alegre novamente. Não suporta mais o Senhor olhando seu pecado. Que Ele remova as manchas de sua culpa. Que crie nele um coração puro. Que renove dentro dele um espírito firme, que não se abale.

Seu coração clama pelo Senhor. Que não seja expulso de Sua presença. Que Seu Espírito não seja retirado dele. Deve ter lembrado de Saul. E como foi terrível quando não se arrependeu e o Espírito do Senhor retirou-se dele. http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/saul-podia-ter-dado-certo.html

Pede que a alegria da salvação lhe seja restaurada. Que o Senhor o torne disposto a obedecer. Então, ensinará os caminhos do Senhor aos rebeldes. E eles se voltarão a Ele. Tal como hoje Davi fazia.

Davi encara seu pecado de frente. Não apenas perseguindo-o. E pede que o Senhor o perdoe por ter derramado sangue. Sabe que foi ele quem matou Urias e não a guerra. Mas, se o Senhor o perdoar, anunciará Sua justiça. E louvará Seu nome.

Sabe que o Senhor não deseja sacrifícios nem holocaustos. Se desejasse ele o faria. Com certeza, inúmeros.

Davi conhece o Senhor. Sabe que o sacrifício que deseja é um espírito quebrantado, um coração humilde e arrependido. Pede que o Senhor olhe para Sião, com favor. E reconstrua os muros de Jerusalém. Sim, era líder de Israel. Os muros foram quebrados. Precisavam ser novamente construídos. Então, com o coração correto, o Senhor se agradaria de seus sacrifícios e ofertas.

Que clamemos ao Senhor por um coração disposto a obedecer. Como nosso Senhor Jesus.

"... Quando veio em forma humana, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz". - Filipenses 2.7b,8

Que, ao olharmos para trás, vejamos a bondade e a misericórdia nos seguindo, não o pecado nos perseguindo.

Que sigamos o conselho do doce João: “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, contudo, alguém pecar, temos um advogado que defende nossa causa diante do Pai: Jesus Cristo, aquele que é justo. Ele mesmo é o sacrifício para o perdão de nossos pecados, e não apenas de nossos pecados, mas dos pecados de todo o mundo”. – 1 João 2.1

Que sejamos como Jó, que era justo, íntegro e se desviava do mal.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/jo-11-22.html

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 28 de março de 2019

2 Samuel 23.8-39

Leitura do dia 28/03.

Na postagem anterior vimos o louvor de Davi ao Senhor. E suas últimas palavras. Palavras de um homem que conheceu o Senhor. E andava com Ele. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-221-237.html

Continuamos, ainda, através do capítulo vinte e três. Do versículo oito ao final.

O texto nos conta um pouco mais sobre os guerreiros de Davi. Eram trinta e sete ao todo.

Havia um grupo chamado “Os Três”. Eram seus principais guerreiros. Os mais famosos. Jabesão, Eleazar, filho de Dodô e Samá, filho de Agé.

Jabesão era o líder dos "Três". Uma vez, com sua lança, matou oitocentos soldados inimigos. Em uma só batalha.

Eleazar, o segundo, era um dos três que estava com Davi quando os israelitas enfrentaram os filisteus. Quando todo o exército recuou, Eleazar matou filisteus até ficar com sua mão cansada demais para levantar a espada. Neste dia, o Senhor lhe deu grande vitória. O exército voltou só para pegar os despojos.

Samá, o terceiro, teve uma grande vitória concedida pelo Senhor. Uma vez quando os filisteus atacavam os israelitas numa plantação de lentilhas, o exército também fugiu. Ele não. Permaneceu em sua posição. No meio do campo. E os derrotou. Porque o Senhor o abençoara.

Certa vez, quando os filisteus estavam acampados em Belém e Davi estava na caverna de Adulão, comentou que estava com muita vontade de tomar a água pura do poço que ficava em Belém. Os três passaram pelas guarnições dos filisteus, tiraram água do poço e trouxeram para Davi. Davi não teve coragem de beber. Aquela água tornou-se muito preciosa. Valia o sangue daqueles homens. Ele a ofereceu como oferta ao Senhor. Honrando seus “Três”.

Abisai, irmão de Joabe, era o líder dos “Trinta”. Já lemos muito sobre ele, sempre disposto a defender Davi. Até que um dia o salvou. Uma vez usou sua lança para matar trezentos soldados inimigos. Em uma só batalha. Era o mais famoso dos “Trinta”. Tão famoso como os “Três”. Por isso, tornou-se o comandante dos “Trinta”.

Benaia, filho de Joiada. Meu preferido entre os “Trinta”. Realizou muitos feitos heroicos. Matou dois grandes guerreiros em Moabe. Um dia, em meio à neve, perseguiu um leão até uma cova. E o matou. Outra vez, com apenas um cajado na mão, matou um guerreiro egípcio imponente, armado com uma lança. Arrancou a lança de sua mão e o matou. Era tão famoso como os “Três”. E o mais honrado de todos os “Trinta”. Tanto, que Davi o nomeou comandante de sua guarda pessoal.

O texto nos conta o nome de homens que faziam parte dessa lista tão seleta. Asael, irmão de Joabe, que foi morto por Abner, faz parte dela. Zeleque, um amonita também e Urias, o hitita, que foi morto
a mando do próprio rei.http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-11-31.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-111-27.html;

Joabe não faz parte desta lista, embora tenha sido o comandante do exército de Davi.

Que também sejamos conhecidos como guerreiros valentes. Do Senhor.

Antes de continuarmos na próxima postagem, gostaria de convidá-lo a ler o texto "Davi e seus valentes". http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/davi-e-seus-valentes.html

Depois, espero você. Até já.

segunda-feira, 25 de março de 2019

2 Samuel 11.1-27

Leitura do dia 25/03.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de 2 Samuel.

Na postagem anterior, vimos a aliança do Senhor com Davi. Ele prometeu que sua dinastia seria eterna. E foi. E é. Jesus é o Leão da Tribo de Judá. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-71-29.html

Vimos várias de suas vitórias. E sua bondade para com Mefibosete, filho de Jônatas, seu amigo. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-81-18.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-91-13.html

Além disse, vimos Joabe e Abisai, lutando por seu povo e pelas cidades do Senhor, seu Deus.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-101-19.html

Agora, caminharemos através dos capítulos onze a quatorze.

Se choro cada vez que leio o capítulo trinta e um de 1 Samuel, os próximos capítulos me dão vontade de jogar-me ao chão. São histórias de profunda tristeza. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-311-13.html

Vamos lá, então. Na primeira postagem, apenas o capítulo onze.

O meu preferido, Davi, que não é perfeito, como os demais homens (e mulheres, claro), age em divergência com a agenda. E cai. Feio.

No começo do ano, ou na primavera, era o tempo em que os reis saíam à guerra. Parece engraçado, mas era um calendário normal àquela época. Toda primavera, saíam à guerra.

Naquele ano, porém, Davi enviou Joabe e seu exército. E ficou em Jerusalém. Acredito que seu erro começou aqui.

Além de não ter ido, como podia descansar à tarde enquanto seu exército estava em guerra?

Foi o que fez. Certa tarde, quando deveria estar acampado com seus homens, levantou de seu descanso e resolveu passear na sacada de seu palácio. Como se não tivesse nada para fazer. Ah, a ociosidade!

Enquanto olhava, reparou em uma mulher que tomava banho. A Bíblia não fala que ela estava ali para seduzí-lo, para provocá-lo. Talvez nem soubesse que o rei estava em seu palácio, já que era tempo dele estar com seu exército, em guerra. Onde seu marido, que era soldado do rei, estava.

O fato é que ele a viu. Mandou alguém descobrir quem era. Descobriram. Chamava-se Bete-Seba. Era filha de Eliã e esposa de Urias, o hitita. Deram a ficha completa. De quem era filha e de quem era esposa.

O fato de ser casada deveria ter feito Davi correr, como José fez. Que fosse orar, tocar harpa, qualquer coisa. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-391-23.html

Mas, além de ser casada, era esposa de Urias. Ele era um dos valentes de Davi. Um de seus “trinta” homens (depois, leremos sobre eles).

Nada disso o impediu. Não adiantou. Já havia decidido. Desprezou a palavra do Senhor. Ignorou Seus mandamentos.

Ele a quis. Mandou que a trouxessem. Simples assim. O que uma mulher podia fazer, naquela época, quando mensageiros exigem que ela compareça perante o rei? Se hoje seria difícil escapar, imagine naquele tempo!

Depois que se deitou com ela, Bete-Seba foi para casa. Passado um tempo, descobriu que estava grávida. Mandou um bilhete avisando Davi. Seu marido ainda estava na guerra, junto com Joabe e o exército de Israel.

Quando Davi recebeu o bilhete enviou outro. Para Joabe. Nele ordenava que Urias fosse mandado a Jerusalém, para falar com o rei. Davi imaginou que Urias, assim que fosse liberado, iria correndo para sua casa e deitaria com sua esposa.

Mas...

Quando Urias estava diante de Davi, este lhe perguntou sobre Joabe, os soldados e a guerra. Depois o dispensou. Mandou que fosse para casa descansar. Ainda enviou-lhe um presente.

Urias não foi para casa. Passou a noite com os guardas do rei.

Quando Davi soube, mandou chamá-lo. Perguntou o que acontecera. Por que não havia ido para casa na noite anterior?

Sua resposta devia ter feito Davi ao menos corar. Urias respondeu que não poderia ir para casa beber, comer e dormir com sua mulher, enquanto a arca da aliança e o exército de Israel e de Judá estavam em tendas, e Joabe, seu comandante e os soldados, dormindo ao relente. Nunca faria uma coisa dessas. Não tinha esse direito.

Davi mandou que ficasse mais um dia. No dia seguinte voltaria para a guerra. Convidou-o para o jantar. E o embriagou. Nem bêbado ele não foi para casa. Dormiu numa esteira, com os guardas do rei.

O pecado cegou Davi de uma maneira terrível. Havia cobiçado a mulher de outro homem. Esse homem era um de seus valentes. Que não foi para casa porque Israel estava em guerra. Davi, no entanto, deitara-se com ela. Não importando com o que estava fazendo. Não importando com Urias. Não importando com o exército, ou com a arca do Senhor. E pior, não importando com o próprio Senhor. Com seu relacionamento com Ele.

Pecar significa errar o alvo. Ele o fez grandiosamente.

Como Urias não se deitou com sua mulher, Davi enviou, através do próprio Urias, uma ordem lacrada para Joabe. Nela, ordenava que o colocasse no lugar mais difícil da batalha. Quando Joabe visse que estava sem saída, deveria recuar, para que Urias morresse.

A história só vai piorando. Cobiça. Adultério. Engano. Assassinato.

Joabe enviou notícias da guerra. Haviam perdido muitos soldados. E Urias era um deles.

Quando Davi ouviu, mandou que o mensageiro dissesse a Joabe para não ficar desanimado. Era assim mesmo. Um dia um morria aqui, outro dia, ali. Que continuassem lutando bravamente para conquistar a cidade.

Quando Bete-Seba soube da morte de seu marido, chorou por ele. Será que imaginou a trama do rei para matá-lo? Que tristeza!

Assim que o período de luto passou, Davi mandou trazê-la para o palácio. Não a vejo tendo qualquer escolha. Tornou-se uma de suas esposas. E deu à luz um filho.

Mas...

O que Davi fez desagradou o Senhor. Claro. Ele descumpriu vários de Seus mandamentos.

E agora? O que acontecerá entre Davi e o Senhor?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

E assim começa Mateus ...

Abra a sua Bíblia e vamos lá! Capítulo 1 de Mateus.

O livro de Mateus inicia-se com a genealogia de Jesus, a partir de Abraão.

As genealogias eram muito importantes para os hebreus. E, normalmente, só contavam com o nome do pai.

Aqui aparecem cinco mulheres. Tamar, Raabe e Rute eram estrangeiras, “gentias”. No entanto, fazem parte da genealogia de Jesus. A quarta foi mulher de Urias e depois de Davi.

Diferente de nós, o Senhor não é preconceituoso. Essas mulheres foram corajosas e lutaram para mudar suas vidas, seus destinos. E o Senhor as valorizou por isso. Estão aqui, inseridas na árvore genealógica de Jesus.

A quinta mulher é Maria. Virgem, achou-se grávida do Espírito Santo. Deus precisava se tornar homem para cumprir Sua justiça. E o fez. Usando uma adolescente corajosa, que aceitou tal desafio. E um homem maravilhoso, que temia ao Senhor.

José, ainda noivo de Maria, descobriu que ela estava grávida. O texto não nos conta como José descobriu. Se foi Maria quem contou ou se ouviu algum comentário.

Eram noivos. O noivado naquela época era algo muito sério. Não podia ser desmanchado, a não ser através de uma carta de divórcio. Embora não houvesse relação sexual durante esse período, a noiva era considerada esposa legítima do noivo.

O texto nos fala claramente que, como José era um homem justo, resolveu anular o casamento secretamente. Dessa maneira, evitava que Maria fosse acusada publicamente de adultério e possivelmente apedrejada até à morte.

Ele acreditava ter sido traído por Maria, no entanto, como era justo, não ia expô-la. Que homem é esse? Exatamente o homem que o Senhor poderia contar para ser o “pai adotivo” de Jesus. Um homem que podia passar por cima de seu orgulho para não prejudicar a mulher com quem deveria se casar.

Mas, assim que pensou em fazer dessa maneira, teve um sonho! Ah, quando queremos ser justos, o Senhor de alguma maneira, nos mostra a verdade e o caminho a seguir. No sonho o anjo contou que Maria estava grávida por obra do Espírito Santo e ele não deveria temer tomá-la como esposa. O anjo ainda disse como a criança deveria chamar: Jesus, ou em hebraico Yehoshu’a, que significa “O Senhor é Salvação”. Ele salvaria o seu povo de seus pecados. José acreditou. Por mais loucas que essas informações pareçam ser e são, José acreditou. Ao acordar, José obedeceu ao Senhor e recebeu Maria como sua esposa.

E assim, começo o livro de Mateus, apaixonada pelo Senhor, que valorizou mulheres guerreiras, e por José, um homem justo e obediente.

Continuamos amanhã. O que nos reservam as próximas páginas? Veremos.

Ah, se você quiser saber um pouco mais sobre a esposa de Urias, leia
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/davi-e-seus-tragicos-erros.html.

E se desejar saber mais sobre Raabe e Rute, leia http://www.espalhandoasemente.com/2016/07/o-deus-que-acolhe-e-transforma.html  e http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/deus-nao-se-esqueceu.html

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

1 Samuel, tesouro inesgotável

1 Samuel, que livro rico! Um tesouro inesgotável! Lemos, lemos, lemos e continuamos aprendendo. 

Elcana, um marido que valia mais que dez filhos! 

Penina, uma pedra no sapato. Sempre afrontando Ana. Uma mulher que não sabia exercer graça e misericórdia.

Ana, uma mulher linda e humilde. Pediu, ganhou, doou. E ganhou mais. Encheu a aljava de Elcana.

Eli, compactuou com o pecado de seus filhos. Um profeta que perdeu a visão. Perdeu o privilégio de abençoar gerações. De perpetuar seu ministério.

Samuel, um homem que aprendeu a ouvir a voz do Senhor, ainda menino. Cresceu em comunhão com o Senhor. Ousou repreender Saul. Ousou ungir um simples pastorzinho como futuro rei de Israel, porque Deus assim o orientou.

Saul, o homem que tinha tudo para dar certo. 
Como foi terrível sua decadência! Aquele que havia matado todos os médiuns, no final de sua vida consulta uma. Porque o Senhor havia se calado! Mas como ouvir Sua voz com o ouvido cheio "da cera" do pecado? A alma de Saul inquieta. Ele desesperado. A um passo de se prostrar diante de Deus. Se arrepender. Clamar por perdão. Reconciliação. Reconexão. Mas não o faz. 

O terrível do pecado é que ele nos aprisiona e nos cega. E as coisas só pioram! E aqui, volto mais uma vez a falar do poder das nossas escolhas. Eu escolho! Mas minhas escolhas afetam outras pessoas. Sempre! E Saul cai no monte Gilboa, levando seu filho lindo e raro, à morte junto com ele. Saul, seus três filhos, seu escudeiro e todos os seus soldados morreram naquele dia. Tragédia.

Como isso é sério! Como meu coração partiu e como chorei quando estive naquele lugar! Por todos os Sauls e Jônatas que conheço. Pelos que não conheço também. Pelos seus escudeiros. Pessoas que começaram tão bem e hoje estão afastadas do Senhor. Que a Sua bondade possa alcançá-las através das nossas orações e nossas vidas! 

E no episódio da morte de Saul, é contado sobre duas guerras. Dois protagonistas. Ambos desfalecem. Um cai estendido no chão, tomado de incontrolável pavor, Saul. O outro, mesmo sendo ameaçado em ser apedrejado por seus homens, após ter dado brados de dor e chorado até "se esgotarem as lágrimas", encontra ânimo no Senhor, Davi. Para um, Deus se cala. Para o outro, ao perguntar se deve prosseguir na batalha, Deus não apenas responde o que foi perguntado, Ele dá o resultado da batalha. Um é derrotado e morre, perdendo tudo. O outro, após ser respondido pelo Senhor, ataca seus inimigos e recupera TUDO que perdeu. Ainda despoja os filisteus e presenteia os anciãos de Judá. Quanta diferença entre o que serve e o que não serve a Deus! 

Saul podia ter dado certo. Mas não deu. Escolhas erradas.

Jônatas, maravilhoso demais. Sabia servir. Um amigo mais que precioso. Como Davi disse "o seu amor me era mais precioso que o amor das mulheres". Sabia ser o segundo.

O escudeiro de Jônatas. Sabia a quem servia. E servia de coração.

Golias, o gigante que nos promove. Que nos leva aos lugares certos. 

Davi, meu preferido, um homem segundo o coração de Deus.

Mical, mulher tola. Sua tolice lhe tirou o privilégio de ser mãe.

Urias, um guerreiro corajoso e leal. Não aceitou desfrutar de uma noite de amores enquanto a arca do Senhor e o Seu exército estavam acampados em guerra.

Nabal, um tolo, que esqueceu quem foi Calebe, seu antepassado, um homem que sabia enxergar, um guerreiro. Um conquistador. Tornou-se um cego, inconsequente, que não sabia ouvir.

E por fim, Abigail, minha preferida. Inteligente. Sabia ouvir. Enxergar. Agir. Falar. Honrar. Por isso foi honrada por Deus. Depois da dor, alegria. Meu modelo pessoal.

Que exemplos a serem seguidos e, alguns evitados. Que possamos aprender através das páginas desse livro maravilhoso. Repleto de segredos e surpresas.

E como chegamos até aqui, que tal darmos uma espiadinha em II Samuel? Vamos percorrer algumas páginas e lermos juntos alguns personagens.

Começamos na próxima semana. Espero você.