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terça-feira, 12 de março de 2019

1 Samuel 2.12-36

Leitura do dia 12/03.

Na postagem anterior, vimos o amor de Elcana por sua esposa, Ana. Também vimos o pedido de Ana para ter um filho e sua promessa de dedicá-lo ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-11-211.html

Agora, continuamos através do capítulo dois. Do versículo doze ao trinta e seis.

Hofni e Fineias, sacerdotes, filhos de Eli eram perversos. Não respeitavam ao Senhor. Muito menos seus deveres de sacerdotes.

Ordenavam que um servo fosse até às ofertas, ainda quando estavam cozinhando. Este exigia que tudo que viesse com o garfo fosse entregue. Em algumas ocasiões, o servo chegava antes até que a gordura fosse queimada no altar, para tomar a carne crua e o sacerdote assá-la. Ficavam sempre com as melhores partes da carne. Se alguém reclamasse, dizia que tomaria a carne à força.

O Senhor considerava o pecado deles muito sério. Estavam tratando com desprezo Suas ofertas. Não agiam como verdadeiros sacerdotes. Ainda que fossem filhos de Levi.

Samuel, embora não pertencesse ao clã de Levi e fosse apenas um menino, servia verdadeiramente ao Senhor. Havia temor em seu coração. E amor.

Todo ano sua mãe fazia uma túnica para ele. Levava quando ia com seu pai oferecer o sacrifício anual. Antes de voltarem para sua casa, Eli sempre os abençoava para que o Senhor lhes concedesse filhos em lugar de Samuel, que fora dedicado ao Senhor.

O Senhor abençoou Ana. Ela engravidou novamente. Não apenas uma vez! Teve mais três filhos e duas filhas. Ninguém mais zombava dela. Enquanto isso, em Siló, Samuel crescia diante do Senhor.

Eli já era bem idoso. Sabia o que seus filhos faziam ao povo com relação às ofertas e também que seduziam as moças que serviam junto à entrada da tenda do encontro. Ele os repreendia, mas não tomava uma atitude. Eles não o ouviam. E continuavam pecando.

Enquanto Hofni e Fineias pecavam, Samuel ia crescendo. Era cada vez mais querido pelo Senhor e por todo o povo. Claro que viam a diferença entre ele e os filhos de Eli.

Um dia um homem de Deus entregou a Eli uma palavra do Senhor. O Senhor disse que se revelara a seus antepassados, quando ainda estavam no Egito. Escolhera a tribo de Levi para exercer o sacerdócio diante do Senhor. Perguntou porque Eli desprezava Seus sacrifícios e ofertas. Por que Eli honrava mais seus filhos que ao Senhor?

Disse também que os levitas não seriam mais Seus sacerdotes. Não honraria aqueles que o desonravam. A partir de agora, o Senhor honraria quem O honrasse e desprezaria quem O desprezasse.

A situação só piora. O Senhor falou que acabaria com a força da família de Eli. Nenhum de seus descendentes chegaria à velhice. Seus filhos morreriam à espada. E para provar que Suas palavras se cumpririam, seus filhos morreriam no mesmo dia.

O Senhor levantaria um sacerdote fiel. Que O serviria de verdade. E cumpriria Seu desejo.

Quem restasse de sua família, clamaria diante desse, mendigando e pedindo algum trabalho, para ter o que comer.

É muito sério desprezar o chamado do Senhor. Os levitas eram separados para Ele. Propriedades dEle. O Senhor era seu tesouro. Mas não quiseram essa posição. 

Hofni e Fineias preferiam ficar com o melhor da carne. Preferiam seduzir as moças que serviam diante da tenda do encontro.

A advertência foi dada. Nenhuma atitude foi tomada. Não houve arrependimento.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

1 Samuel 1.1-2.11

Leitura do dia 12/03.

Continuamos nossa caminhada.

Ontem vimos a maravilhosa história de Rute e Boaz, que, além de contar um acontecimento histórico, retrata o amor e o cuidado de nosso Senhor Jesus por nós. O único que pode nos resgatar.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/rute-11-22.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/rute-21-18.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/03/rute-31-18.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/03/rute-41-22.html

Também vimos Noemi, uma mulher que perdera a esperança, ser novamente abençoada com vigor e alegria. http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/deus-nao-se-esqueceu.html

Agora, iniciamos um novo livro. Mais um livro histórico. 1 Samuel. Meu livro preferido. Onde “vivem” meus personagens preferidos.

Hoje leremos do capítulo um ao capítulo três.

Ainda estamos nos tempos dos Juízes. Eli, descendente de Levi, julgava Israel. Hofni e Finéias, seus filhos, eram sacerdotes em Israel.

Havia um homem de Efraim chamado Elcana, casado com duas mulheres. A primeira, Ana. A segunda, Penina.

Era um homem temente ao Senhor. Todos os anos ia até Siló para adorá-Lo e oferecer-Lhe sacrifícios.

Sempre que oferecia seu sacrifício, dava porções de carne à sua esposa Penina, seus filhos e filhas. A Ana dava uma porção especial. Ele a amava. Ainda que o Senhor não dera a ela o privilégio de ser mãe.

Penina sempre provocava Ana. Zombava dela por não ter filhos. Assim, cada vez que Ana ia a Siló, passava por uma verdadeira tortura. Chorava muito. Tanto, que nem conseguia comer.

Elcana continuamente perguntava a ela o motivo de seu choro, de não comer e de estar tão triste. Perguntava-lhe também se não era melhor para ela do que dez filhos. Por sua pergunta, conseguimos imaginar o quanto este homem a amava.

As mulheres eram desprezadas por não gerarem filhos. Ele não se importava. E se doava de tal maneira que acreditava ser melhor para ela do que um número expressivo de filhos. Acredito que, justamente por isso, Ana desejava dar-lhe um filho, demonstrando dessa forma, seu amor por ele.

Um dia, após a refeição, Ana levantou-se. Foi ao templo do Senhor. Lá chorava sem parar, enquanto orava. Estava muito angustiada. Não suportava mais aquela situação. Aquela humilhação. Ainda que seu marido a amasse, sentia-se humilhada, inferior.

Fez um voto ao Senhor. Se lhe concedesse um filho, o dedicaria para sempre ao Senhor. Seu cabelo nunca seria cortado. Seria nazireu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-131-25.html

Quando Eli, que estava sentado ao lado da entrada do templo, a viu orando, acreditou que estivesse bêbada. Deu-lhe uma terrível reprimenda.

Ana não ficou com raiva. Chamando-o de “meu senhor”, explicou-lhe que não havia bebido. Estava derramando seu coração diante do Senhor. Era uma mulher profundamente triste. Mas era uma mulher de caráter. Estava orando por causa de sua grande angústia e aflição.

Eli a abençoou, dizendo que o Senhor lhe concedesse o que pedira.

Ana agradeceu. Voltou e se alimentou. Seu rosto já não era mais triste.

A fé começou a brotar dentro dela.

Quando voltaram para casa, o Senhor se lembrou de Ana. No tempo certo ela engravidou. E teve um filho. Chamou-o de Samuel. http://www.espalhandoasemente.com/2017/01/quando-deus-se-lembra.html

No ano seguinte, no tempo de ir a Siló, Ana disse a Elcana que não iria. O menino ainda era muito pequeno. Quando fosse desmamado, levaria e o deixaria lá, para sempre.

Elcana, que poderia se opor a seu voto, uma vez que era seu filho também, respeitou o desejo de Ana. Ele a amava. Não pelo que podia lhe dar, mas pelo que era. Disse-lhe que deveria fazer o que achava melhor e que o Senhor a ajudasse a cumprir sua promessa. O que, convenhamos, não seria nada fácil.

Ana devia contar cada dia. Aproveitar o tempo todo que estava com seu filhinho. Sentindo seu cheirinho. Desfrutando de suas risadinhas, de seus burburinhos. Gravando em sua memória cada traço, cada peculiaridade.

Quando o menino foi desmamado, ainda pequeno, eles o levaram a Siló. Após oferecer os sacrifícios, Ana foi até Eli. Disse-lhe que era a mulher que estivera ali anos atrás. Orava por aquele menino. O Senhor a ouvira. E agora ela o dedicava a Ele. Por toda sua vida. Ele pertencia ao Senhor.

Ali, adoraram-No.

Ana orou. Seu coração se alegrava nEle. O Senhor a fortalecera. Agora ria de seus inimigos. O Senhor a libertara. Ela engrandeceu ao Senhor.

O Senhor a libertara. Não era mais escrava da autocomiseração, da humilhação. Sabia que podia gerar um filho. Era mãe. Ninguém mais zombaria dela.

Eles voltaram para casa. Samuel ficou em Siló, servindo ao Senhor, ajudando o sacerdote Eli.

Antes de passar para a próxima postagem, convido-o a ler o texto "Ana e seu sonho".
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/ana-e-seu-sonho.html

Depois, continuamos na próxima postagem. Espero você. Até já.

domingo, 24 de junho de 2018

Agindo em Conformidade

Vamos continuar nossa caminhada pelas páginas de 1 Crônicas.

Ontem vimos Davi pedindo orientação ao Senhor, embora fosse um soldado experiente, tivesse um exército valioso, também experiente e conhecesse seu inimigo. Preciosas lições a seguir. Sempre.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/buscando-direcao-sempre.html

Hoje caminharemos pelo capítulo 15.

Davi construiu seu palácio com edifícios e casas na cidade de Davi. Também preparou um lugar especial para receber a Arca do Senhor. Levantou uma tenda para abrigá-la, a Tenda de Davi.

Durante esse tempo, descobriu como a Arca deveria ser transportada. Sua pergunta foi respondida.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/delegando-o-indelegavel.html

Novamente convocou todo o povo de Israel para levarem a Arca ao lugar que havia preparado especialmente para ela.

Davi convocou os descendentes de Arão e os levitas, seus chefes e irmãos. Convocou também os sacerdotes Zadoque e Abiatar, os levitas Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe. Eles eram os líderes e chefes das famílias levitas. Davi exortou-os para que se santificassem, tanto eles como seus irmãos, para transportarem a Arca de Deus.

Davi lembrou que por não terem conduzido a Arca na primeira vez, a ira do Senhor causou grande destruição. Ele reconheceu que, infelizmente, não haviam consultado como proceder conforme a lei, ou seja, corretamente. Reconheceu terem agido de maneira errada, não o Senhor.

Os sacerdotes e os levitas se consagraram para transportar a Arca do Senhor. Ainda que fosse esta a sua obrigação, se santificaram para realizá-la. Como deve ser. Quando servimos ao Senhor, precisamos nos consagrar a Ele. Sempre.

Os levitas não delegaram mais sua tarefa. Era pesada, é verdade, toda feita de madeira e coberta de ouro, mas elas carregaram-na apoiando suas varas sobre os ombros, de acordo com o que Moisés havia determinado, em conformidade com a Palavra do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/delegando-o-indelegavel.html

Se você exerce tarefas que tenham controle de conformidade está acostumado com essa linguagem. Tudo que não é feito em conformidade precisa ser refeito, caso contrário não pode ser aceito. Com o Senhor é assim também, por isso, todos os passos dados precisam estar em conformidade com Sua Palavra. Ela é nosso “Manual de Conformidade”, nosso “Manual de Instruções”.

Davi também ordenou aos chefes dos levitas que encarregassem os músicos de cantar melodias alegres, acompanhados por diversos instrumentos musicais. Era uma ocasião especialmente feliz. Hemã, filho de Joel, e Asafe, filho de Berequias, parentes deles, e também Etã, filho de Cuxaías, dentre os descendentes de Merari, seus parentes, foram os encarregados. Com eles estavam os porteiros, seus parentes pertencentes ao segundo escalão.

Assim, os músicos Hemã, Asafe e Etã tocavam címbalos de bronze;  outros tinham a responsabilidade de tocar as liras, acompanhando o soprano,  e ainda outros tocavam as harpas em oitava, marcando o ritmo. Tudo organizado. Cada um em sua tarefa específica. Como deve ser. Sempre.

Quenanias, o chefe dos levitas, era encarregado dos cânticos. Essa era sua obrigação, porquanto tinha talento e competência para executar bem essa tarefa. Quenanias não tinha apenas talento, ele se especializou para executar sua tarefa de maneira competente, com esmero. Como deve ser quando fazemos qualquer coisa, principalmente para o Senhor.

Berequias e Elcana serviam como porteiros e protegiam a Arca. Era o ministério deles. Que devia ser exercido com precisão e esmero. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/ana-e-seu-sonho.html

Os sacerdotes Sebanias, Josafá, Natanael, Amasai, Zacarias, Benaia e Eliézer tocavam as trombetas diante da Arca de Deus.

Obede-Edom e Jeías também eram porteiros. Vigiavam para que ninguém tocasse na Arca. Embora, a essa altura, todos soubessem que ninguém devia tocá-la, ainda assim, estavam ali para lembrar a todos dessa limitação.

Davi, todas as autoridades do povo de Israel e os líderes dos batalhões de mil buscaram a Arca da Aliança do Senhor que estava na casa de Obede-Edom, com grande celebração.

Em louvor ao Senhor, que poupou e ajudou os levitas que carregavam a Arca, durante seu transporte havia sacrifícios ao Senhor. Mesmo que agora estivessem agindo da maneira correta, agradeciam ao Senhor.

Os levitas que carregavam a Arca, os músicos e Quenanias, líder dos músicos vestiam um manto de linho fino. Davi vestia também o colete sacerdotal de linho.

Toda a nação de Israel acompanhou a Arca da Aliança com grande júbilo e brados de alegria, ao som de trombetas, cornetas e címbalos, ao toque de liras e harpas.

Quando a Arca entrou na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, uma das esposas de Davi, estava em uma das janela. Ela rejeitou Davi, em seu coração, pela maneira extravagante com que ele adorava.

Que aprendamos a consultar sempre a Palavra do Senhor para agirmos de acordo com Seus mandamentos, antes de fazermos qualquer coisa, para não corrermos nenhum risco desnecessário. Para aprendermos a agradá-Lo.

Amanhã prosseguimos. Espero você.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

1 Samuel, tesouro inesgotável

1 Samuel, que livro rico! Um tesouro inesgotável! Lemos, lemos, lemos e continuamos aprendendo. 

Elcana, um marido que valia mais que dez filhos! 

Penina, uma pedra no sapato. Sempre afrontando Ana. Uma mulher que não sabia exercer graça e misericórdia.

Ana, uma mulher linda e humilde. Pediu, ganhou, doou. E ganhou mais. Encheu a aljava de Elcana.

Eli, compactuou com o pecado de seus filhos. Um profeta que perdeu a visão. Perdeu o privilégio de abençoar gerações. De perpetuar seu ministério.

Samuel, um homem que aprendeu a ouvir a voz do Senhor, ainda menino. Cresceu em comunhão com o Senhor. Ousou repreender Saul. Ousou ungir um simples pastorzinho como futuro rei de Israel, porque Deus assim o orientou.

Saul, o homem que tinha tudo para dar certo. 
Como foi terrível sua decadência! Aquele que havia matado todos os médiuns, no final de sua vida consulta uma. Porque o Senhor havia se calado! Mas como ouvir Sua voz com o ouvido cheio "da cera" do pecado? A alma de Saul inquieta. Ele desesperado. A um passo de se prostrar diante de Deus. Se arrepender. Clamar por perdão. Reconciliação. Reconexão. Mas não o faz. 

O terrível do pecado é que ele nos aprisiona e nos cega. E as coisas só pioram! E aqui, volto mais uma vez a falar do poder das nossas escolhas. Eu escolho! Mas minhas escolhas afetam outras pessoas. Sempre! E Saul cai no monte Gilboa, levando seu filho lindo e raro, à morte junto com ele. Saul, seus três filhos, seu escudeiro e todos os seus soldados morreram naquele dia. Tragédia.

Como isso é sério! Como meu coração partiu e como chorei quando estive naquele lugar! Por todos os Sauls e Jônatas que conheço. Pelos que não conheço também. Pelos seus escudeiros. Pessoas que começaram tão bem e hoje estão afastadas do Senhor. Que a Sua bondade possa alcançá-las através das nossas orações e nossas vidas! 

E no episódio da morte de Saul, é contado sobre duas guerras. Dois protagonistas. Ambos desfalecem. Um cai estendido no chão, tomado de incontrolável pavor, Saul. O outro, mesmo sendo ameaçado em ser apedrejado por seus homens, após ter dado brados de dor e chorado até "se esgotarem as lágrimas", encontra ânimo no Senhor, Davi. Para um, Deus se cala. Para o outro, ao perguntar se deve prosseguir na batalha, Deus não apenas responde o que foi perguntado, Ele dá o resultado da batalha. Um é derrotado e morre, perdendo tudo. O outro, após ser respondido pelo Senhor, ataca seus inimigos e recupera TUDO que perdeu. Ainda despoja os filisteus e presenteia os anciãos de Judá. Quanta diferença entre o que serve e o que não serve a Deus! 

Saul podia ter dado certo. Mas não deu. Escolhas erradas.

Jônatas, maravilhoso demais. Sabia servir. Um amigo mais que precioso. Como Davi disse "o seu amor me era mais precioso que o amor das mulheres". Sabia ser o segundo.

O escudeiro de Jônatas. Sabia a quem servia. E servia de coração.

Golias, o gigante que nos promove. Que nos leva aos lugares certos. 

Davi, meu preferido, um homem segundo o coração de Deus.

Mical, mulher tola. Sua tolice lhe tirou o privilégio de ser mãe.

Urias, um guerreiro corajoso e leal. Não aceitou desfrutar de uma noite de amores enquanto a arca do Senhor e o Seu exército estavam acampados em guerra.

Nabal, um tolo, que esqueceu quem foi Calebe, seu antepassado, um homem que sabia enxergar, um guerreiro. Um conquistador. Tornou-se um cego, inconsequente, que não sabia ouvir.

E por fim, Abigail, minha preferida. Inteligente. Sabia ouvir. Enxergar. Agir. Falar. Honrar. Por isso foi honrada por Deus. Depois da dor, alegria. Meu modelo pessoal.

Que exemplos a serem seguidos e, alguns evitados. Que possamos aprender através das páginas desse livro maravilhoso. Repleto de segredos e surpresas.

E como chegamos até aqui, que tal darmos uma espiadinha em II Samuel? Vamos percorrer algumas páginas e lermos juntos alguns personagens.

Começamos na próxima semana. Espero você. 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Ana e seu sonho



Vamos ler Ana. Claro que não consigo ler assim: Ana não tinha filhos. Orou. Engravidou. Tenho que enxergar tudo que representa. Adoro descobertas.

Ana. Esposa de Elcana. Amada por seu marido. Estéril. Não havia nada pior para uma mulher, que ser estéril. Uma mulher dizia "eu te amo" ao seu marido, dando-lhe filhos. É tão terrível essa sensação de não poder gerar um filho que quando ouvi o médico me dizer (embora não pretendesse ter mais filhos) que precisava tirar o útero porque poderia "explodir" dentro de mim, a qualquer momento e eu ter uma infecção generalizada, me deu uma sensação de perda de poder.

Ana era uma mulher que amava seu marido. Sabia ser amada por ele. Vivia presenciando seu carinho pelos filhos e não podia lhe oferecer um! Como é horrível nos sentirmos impotentes. Seja pelo motivo que for. Ah, e como Penina se aproveitava daquela situação. O tempo todo humilhando Ana. E o que Ana podia fazer? Nada! O que Penina lhe jogava na cara era a pura verdade: Deus, o seu Deus, que ela amava, havia lhe deixado estéril. Que dor terrível!

E todo ano acontecia a pior situação da sua vida. Elcana ia até Siló com suas duas mulheres. Seus filhos e filhas. Oferecer sacrifícios, adorar ao Senhor e se alegrar em Sua presença. Apesar de seu marido lhe oferecer porção dobrada. De amá-la "com grande amor", dizendo e demonstrando, faltava algo a Ana. A esterilidade mata. Observe o Mar Morto.

E enquanto todos se alegravam e se divertiam, Ana sentava-se sozinha. Sem conseguir comer. Só chorava. E cada ano era uma tortura maior. Até que certa vez Ana levantou-se, "com a alma profundamente sofrida", chorou muito e orou ao Senhor. Se o Senhor lhe desse um filho, ela O dedicaria todos os dias de sua vida.

Fico imaginando a dor dessa mulher! Ser mãe é maravilhoso! Não só gerar um filho. Ser mãe. Ouvir as primeiras palavras. Ver os primeiros passos. Os sorrisos. Os olhinhos. Ensinar. Corrigir. Beijar. Amar. Contar histórias. Correr. Brincar. Ah! Que delícia! E quando crescem, lançá-los como flecha para alcançar o alvo. E vê-los crescer. Mas como dói a casa vazia. A mesa vazia. A falta da correria. As risadas deliciosas. A bagunça maravilhosa.

"Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi, há abundância de colheitas”. – PV 14.4  Ah, eu prefiro ter que ficar limpando o celeiro e dar comida aos bois, do que estar tudo limpo. Não ter trabalho. Nem colheita. E aquela mulher, desesperada, quer abrir mão de tudo isso só para não ser estéril. Ter um filho e o entregar ao Senhor!

E além de tudo o que Ana precisa sofrer, o profeta a acusa de bêbada. Que mulher incrível! Ela se humilha diante do profeta. Explica sua dor. “Estou aqui abrindo a minha alma para o Senhor! Contando a Ele toda minha amargura”! O profeta lhe dá uma palavra! E ela crê! Ela se levanta. Sua alma em paz. Comeu. E seu semblante não era mais triste!  A fé faz coisas que não podemos imaginar!

Algo um pouquinho maior que um grão de mostarda começa a crescer dentro dela. Não. Ainda não era seu filho. Era a esperança. O sonho. E ela começou a imaginar sua barriga crescendo. Podia ver seu sorriso! Imaginava-se trocando fraldas. Amamentando. Ah! A alegria da expectativa!  Aquela alegria do Senhor, que é a nossa força! E algo começou a acontecer dentro dela. Seus hormônios se modificaram. Tudo dentro dela mudou. A vida que estava em sua mente e em seus sonhos, saltou! Acabou com sua esterilidade! Gerou vida! Não tinha como ser diferente! Sua mente só pensava em vida! E ela engravidou! O que era apenas sonho foi OBRIGADO a se tornar realidade!

No ano seguinte, Ana não foi com Elcana. O menino ainda era muito novo. E quando foi desmamado, o entregou como havia prometido. Posso imaginar a dor em seu coração. Ter que se separar de seu filho, ainda tão novinho! Mas ela orou. O Senhor se lembrou dela. Ela engravidou. Era um menino. Ela cumpriu seus votos!

E sabe o que acho mais maravilhoso? "Àquele que é poderoso para realizar infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos, de acordo com o Seu poder que opera em nós, a Ele seja a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém". – Ef 3.20

Ela pediu um filho. Simplesmente para poder mostrar o seu amor ao seu marido! Sentir-se mulher. Deus lhe deu mais três filhos e duas filhas! E esse seu filho, primogênito, tornou-se uma peça chave na história de Israel! Que homem foi Samuel! Depois de toda dor. Sofrimento. Humilhação. Choro. Se ela fosse como eu, teria a capacidade de produzir o equivalente às Cataratas do Iguaçu em lágrimas, Deus lhe deu um filho que abençoou toda uma nação! Quem era estéril, agora se torna mãe de seis filhos! Mãe de Samuel! "E esta é a segurança que temos para com Ele: que, se lhe fizermos qualquer pedido, de acordo com a vontade de Deus, temos certeza de que Ele nos dá atenção”. – I Jo 5.14 Deus é fantástico!

Que o seu coração se encha de fé e esperança! E que comece a agir de maneira poderosa dentro de você. Independente das circunstâncias. Que o Seu amor o envolva. Que você sinta, perceba o Seu cuidado! Que as bênçãos do Senhor venham até você e o alcancem! Que o seu sonho venha à tona, como o de Ana, e se torne realidade, vida!