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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Habacuque 1.1-3.19

Leitura do dia 01/10.

Continuamos nossa caminhada através das páginas maravilhosas do Livro dos livros.

Ontem vimos as mensagens do Senhor acerca de Nínive. Sua ira. A queda da cidade. Seu julgamento.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/naum-11-319.html

Hoje caminharemos através do livro de Habacuque.

Habacuque significa “Abraçar”. Por sua oração ao final do livro, para ser cantada com instrumento de corda, é provável que tenha sido um levita ligado à música do templo. Também contemporâneo do profeta Jeremias. Recebeu a mensagem do Senhor através de uma visão. Essa mensagem é contra os caldeus, os babilônios.

Ele clama ao Senhor. Está cansado de pedir socorro! Até quando? Pede socorro, mas o Senhor não responde. Clama que há violência por toda a parte. O Senhor não o salva. Não aguenta mais ver maldades ao seu redor e assistir a tanta opressão. Para qualquer lugar que olhe só vê destruição e violência. Está cercado de pessoas que discutem e brigam o tempo todo. A lei está praticamente morta. Não se faz mais justiça nos tribunais. Os perversos são mais numerosos que os justos, assim, a justiça foi corrompida.

Quase esqueço que estou lendo um livro que provavelmente foi escrito entre 608 a.C e 638 a.C. Parece que está descrevendo nossos noticiários. Estamos realmente vivendo os mesmos tempos. Também estamos perto de um juízo. A terra não ficará impune.

O Senhor responde que estava levantando os babilônios. Eles marchariam por todo o mundo e conquistariam muitas terras. Eram conhecidos por sua crueldade e decidiam eles mesmos o que consideravam certo.

Seus cavalos eram velozes. Seus cavaleiros, como águias. Eram um exército esplêndido! Todos prontos para agir violentamente. Avançavam como o vento do deserto. Ajuntavam prisioneiros como se ajunta areia. Zombavam de todos, até de reis e príncipes. Desprezavam suas fortalezas. Construíam rampas de acesso contra seus muros e os conquistavam. Passavam com rapidez e desapareciam para uma nova conquista. Qualquer conquistador gostaria de um exército desses. Mas, há um problema. Um grave problema. Seu deus é sua própria força! Acham-se invencíveis. Deleitam-se em si mesmos.

Habacuque novamente levanta sua voz. Acredita que o Senhor não deseja exterminar Seu povo. Os babilônios foram enviados para discipliná-los, como castigo por seus pecados. Mas o Senhor é puro. Não suporta ver o mal e a opressão. Ele pergunta se o Senhor ficará indiferente diante desse povo traiçoeiro, se ficará calado enquanto os perversos engolem os que são mais justos que eles.

Pergunta-Lhe se são apenas peixes apanhados em uma rede. Eles, com certeza, oferecerão sacrifícios às suas redes dando-lhes o crédito de que estas o enriqueceram. Continuarão impunes, destruindo nações?

Habacuque diz que subirá até sua torre de vigia. É o lugar onde deve estar. Ficará de guarda. Ali, observando, esperará para ver o que o Senhor lhe responderá.

O Senhor responde. Ordena que escreva Sua resposta em tábuas, para que possa ser lido depressa e com clareza. É uma visão para o futuro. Que, com certeza, será cumprida. Descreve o fim. Se demorar, deve ser esperada com paciência. Não se atrasará. Acontecerá no tempo certo. Basta olhar para os arrogantes e os perversos que confiam em si mesmos e observar seus destinos.

O justo, porém, viverá por sua fidelidade ao Senhor. Viverá pela fé. Esperando nEle. Porque a riqueza é traiçoeira. Os arrogantes nunca descansam. Nunca ficam saciados. Ah, que aflição os espera!

Que aflição espera aqueles que roubam. Que enriquecem através da extorsão. Quando menos esperarem, seus credores se voltarão contra eles e levarão tudo que têm. Sabe quem são os credores? Os que foram roubados. Chegará o dia da justiça do Senhor.

Os babilônios saquearam muitas nações. Cometeram homicídios no campo. Encheram a cidade de violência.

Ah, que aflição espera aqueles que construíram casas enormes com dinheiro obtido através da opressão. Acreditam que a riqueza comprará segurança, mantendo sua família longe do perigo. Mas, por causa de seus homicídios, envergonharam seu nome. Condenaram suas vidas. Até as pedras e as vigas de suas casas clamam contra eles.

Que aflição espera os que constroem cidades com dinheiro obtido através de homicídios e corrupção. O Senhor transformará em cinzas as riquezas dessas nações. Mas, como as águas cobrem o mar, a terra se encherá do conhecimento da Sua glória.

Que aflição espera os que embebedam seus companheiros e se alegram quando estes ficam nus e envergonhados. Em breve também serão humilhados. Quando beberem o cálice da ira do Senhor, sua glória será transformada em desonra.

Que aflição espera os que derrubam florestas. Destroem animais. Cometem suicídios. Enchem a cidade de violência. Confiam em ídolos, quando não há vida neles.

O Senhor, diferente dos ídolos, é vivo. Está em Seu santo templo. Cale-se diante dEle toda a terra.

O profeta entoou uma canção ao Senhor. Quando ouviu a Seu respeito. Ficou maravilhado com Suas obras. Pede que o ajude neste momento de tanta necessidade. Que aja como no passado. Que em Sua ira, lembre-se de Sua misericórdia. Ele O adora. Seu esplendor envolve o céu. Sua vinda é radiante como o nascer do sol. Raios de luz saem de Suas mãos, onde Seu poder está escondido. Quando para, a terra estremece. Quando olha para as nações, elas tremem.

Ele contempla a criação. O Senhor não estava irado quando repartiu os rios pela terra. Ele estava cavalgando em Suas carruagens vitoriosas e com Seu arco e Sua aljava cheia de flechas, dividiu a terra com os rios. Não é lindo? Sua criação foi feita com magnitude e amor. Com arte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-11-23.html

Depois, se volta para a destruição e estremece pelo que ouviu. Seus lábios tremem de medo. Está apavorado. Suas pernas bamboleiam. Ele treme de terror. Ainda assim, esperará em silêncio pela vingança do Senhor.

Sua canção termina com uma declaração magnífica de fé. Ainda que nada dê certo, ainda que não tenha nada com que se regozijar. Ainda que tudo falte. Ainda que todos seus sonhos e esperanças sejam esmagados, se alegrará no Senhor. Exultará em Sua salvação. Porque o Senhor é sua força. Ele torna seus pés firmes como os da corça para que, como ela, possa andar em lugares altos.
https://www.youtube.com/watch?v=1DzK7Wm3IcE

Ah, como precisamos aprender com esse homem! Nossa salvação vale mais que qualquer coisa na terra. Devemos nos alegrar no Senhor. Na inominável salvação que nos concedeu. Na força que nos dá. Ah, como precisamos aprender a ser gratos! Ele nos arrancou do inferno, nos deu vida eterna através de Seu Filho, o Senhor Jesus. Que exultemos nEle!

"Sabemos quanto Deus nos ama e confiamos em Seu amor. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele". - 1 João 4.16

Terminamos aqui o livro de Habacuque. Amanhã leremos o livro de Sofonias.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A fidelidade de Deus, inegável

Pouco antes de Moisés morrer e o povo de Israel entrar na terra prometida, o Senhor revelou o que aconteceria. Foi muito claro. Disse que após a morte de Moisés, o povo de Israel iria se desviar dos Seus caminhos. Até ensinou uma canção, contando o que aconteceria. Para que se lembrassem dEle e se arrependessem. 

A fidelidade de Deus me impressiona! O Senhor prometeu a Abraão que faria dele um grande povo. Tão numeroso que não se poderia contar. Que iriam ao Egito e depois voltariam a Canaã, para possuir aquela terra. Terra que o Senhor daria aos descendentes dele.

E assim foi. O Senhor tirou o povo do Egito, no meio da noite, com braço forte e mão estendida. Abriu o Mar Vermelho para que passassem. Fechou o mesmo mar, com o exército de Faraó lá dentro. E os guiou por um caminho no deserto.

Mas eles queriam saber como era a terra, embora o Senhor houvesse dito que era uma terra que manava leite e mel. Como uma amiga querida sempre fala, leite de cabras e mel de tâmaras.

Moisés enviou os espias que comprovaram que a terra era boa. Como o Senhor havia dito. Trouxeram até do seu fruto. Mas se assustaram com seus habitantes. Mesmo o Senhor dizendo que iria lutar com eles e por eles, derrotando a todos.

Rebelaram-se contra o Senhor de tal maneira, que toda uma geração morreu no deserto. Deserto não é lugar de morrer. É lugar de aprender. De cavar poços. De ouvir a voz do Senhor. De se tornar guerreiro. Josué e Calebe foram os únicos que sobreviveram.

Uma nova geração iria herdar a terra. Mas o Senhor conhecia seus corações. E Ele, que não está preso a tempo, contemplando passado, presente e futuro, sabia o que aconteceria.

Fico chocada quando leio Deuteronômio 31.21b: “Sei o que estão dispostos a fazer antes mesmo de levá-los para a terra que lhes prometi sob juramento”.

É verdade. O Senhor sabia o que aconteceria. Mas não pode negar a Si mesmo. É fiel em toda e qualquer circunstância. Ainda que soubesse o que estavam dispostos a fazer, Ele iria colocá-los na terra que prometeu. Iria cumprir cada promessa que fez.

Em Malaquias 3.6a está escrito: “Em verdade, Eu, Yahweh, o Senhor, não mudo”. Ele é o Deus que trabalha para aquele que nEle espera (Isaías 64.4). E ninguém trabalha tão bem quanto Ele. Que não dorme em serviço. Então, podemos crer. Podemos confiar. E prosseguir.

É noite? Ele continua trabalhando. Sempre cumpre Suas promessas. Mesmo à noite.

Prometeu a terra aos descendentes de Abraão. Cumpriu. Prometeu que um descendente de Davi, chamado Josias, iria quebrar os altares dos ídolos. Aconteceu. Prometeu que sempre haveria um descendente de Davi no trono. É fato. Prometeu que o Seu próprio braço providenciaria salvação. E assim foi.

Sempre cumpre o que promete. Ainda que nos rebelemos contra Ele. Sua fidelidade é inegável.

Que sejamos, então, daqueles que creem. Que o honremos com nossa fé. Que nos dias difíceis e nas noites escuras, possamos ser como Habacuque e nos alegrar nEle, “Ainda que a figueira não floresça, nem haja uvas nas videiras; mesmo falhando toda a safra de olivas, e as lavouras não produzam mantimento; as ovelhas sejam sequestradas do aprisco, e o gado morra nos currais, eu, todavia, me alegrarei no Senhor, e exultarei no Deus da minha salvação! YahwehAdonai, o Senhor Soberano, é a minha força! Ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me caminhar por lugares altos.” – Habacuque 3.17-19

O Senhor jamais falha. Continuemos nossa caminhada, certos de que o socorro virá e as promessas dEle, em nossas vidas, se cumprirão. Mesmo que seja noite.