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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Habacuque 1.1-3.19

Leitura do dia 01/10.

Continuamos nossa caminhada através das páginas maravilhosas do Livro dos livros.

Ontem vimos as mensagens do Senhor acerca de Nínive. Sua ira. A queda da cidade. Seu julgamento.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/naum-11-319.html

Hoje caminharemos através do livro de Habacuque.

Habacuque significa “Abraçar”. Por sua oração ao final do livro, para ser cantada com instrumento de corda, é provável que tenha sido um levita ligado à música do templo. Também contemporâneo do profeta Jeremias. Recebeu a mensagem do Senhor através de uma visão. Essa mensagem é contra os caldeus, os babilônios.

Ele clama ao Senhor. Está cansado de pedir socorro! Até quando? Pede socorro, mas o Senhor não responde. Clama que há violência por toda a parte. O Senhor não o salva. Não aguenta mais ver maldades ao seu redor e assistir a tanta opressão. Para qualquer lugar que olhe só vê destruição e violência. Está cercado de pessoas que discutem e brigam o tempo todo. A lei está praticamente morta. Não se faz mais justiça nos tribunais. Os perversos são mais numerosos que os justos, assim, a justiça foi corrompida.

Quase esqueço que estou lendo um livro que provavelmente foi escrito entre 608 a.C e 638 a.C. Parece que está descrevendo nossos noticiários. Estamos realmente vivendo os mesmos tempos. Também estamos perto de um juízo. A terra não ficará impune.

O Senhor responde que estava levantando os babilônios. Eles marchariam por todo o mundo e conquistariam muitas terras. Eram conhecidos por sua crueldade e decidiam eles mesmos o que consideravam certo.

Seus cavalos eram velozes. Seus cavaleiros, como águias. Eram um exército esplêndido! Todos prontos para agir violentamente. Avançavam como o vento do deserto. Ajuntavam prisioneiros como se ajunta areia. Zombavam de todos, até de reis e príncipes. Desprezavam suas fortalezas. Construíam rampas de acesso contra seus muros e os conquistavam. Passavam com rapidez e desapareciam para uma nova conquista. Qualquer conquistador gostaria de um exército desses. Mas, há um problema. Um grave problema. Seu deus é sua própria força! Acham-se invencíveis. Deleitam-se em si mesmos.

Habacuque novamente levanta sua voz. Acredita que o Senhor não deseja exterminar Seu povo. Os babilônios foram enviados para discipliná-los, como castigo por seus pecados. Mas o Senhor é puro. Não suporta ver o mal e a opressão. Ele pergunta se o Senhor ficará indiferente diante desse povo traiçoeiro, se ficará calado enquanto os perversos engolem os que são mais justos que eles.

Pergunta-Lhe se são apenas peixes apanhados em uma rede. Eles, com certeza, oferecerão sacrifícios às suas redes dando-lhes o crédito de que estas o enriqueceram. Continuarão impunes, destruindo nações?

Habacuque diz que subirá até sua torre de vigia. É o lugar onde deve estar. Ficará de guarda. Ali, observando, esperará para ver o que o Senhor lhe responderá.

O Senhor responde. Ordena que escreva Sua resposta em tábuas, para que possa ser lido depressa e com clareza. É uma visão para o futuro. Que, com certeza, será cumprida. Descreve o fim. Se demorar, deve ser esperada com paciência. Não se atrasará. Acontecerá no tempo certo. Basta olhar para os arrogantes e os perversos que confiam em si mesmos e observar seus destinos.

O justo, porém, viverá por sua fidelidade ao Senhor. Viverá pela fé. Esperando nEle. Porque a riqueza é traiçoeira. Os arrogantes nunca descansam. Nunca ficam saciados. Ah, que aflição os espera!

Que aflição espera aqueles que roubam. Que enriquecem através da extorsão. Quando menos esperarem, seus credores se voltarão contra eles e levarão tudo que têm. Sabe quem são os credores? Os que foram roubados. Chegará o dia da justiça do Senhor.

Os babilônios saquearam muitas nações. Cometeram homicídios no campo. Encheram a cidade de violência.

Ah, que aflição espera aqueles que construíram casas enormes com dinheiro obtido através da opressão. Acreditam que a riqueza comprará segurança, mantendo sua família longe do perigo. Mas, por causa de seus homicídios, envergonharam seu nome. Condenaram suas vidas. Até as pedras e as vigas de suas casas clamam contra eles.

Que aflição espera os que constroem cidades com dinheiro obtido através de homicídios e corrupção. O Senhor transformará em cinzas as riquezas dessas nações. Mas, como as águas cobrem o mar, a terra se encherá do conhecimento da Sua glória.

Que aflição espera os que embebedam seus companheiros e se alegram quando estes ficam nus e envergonhados. Em breve também serão humilhados. Quando beberem o cálice da ira do Senhor, sua glória será transformada em desonra.

Que aflição espera os que derrubam florestas. Destroem animais. Cometem suicídios. Enchem a cidade de violência. Confiam em ídolos, quando não há vida neles.

O Senhor, diferente dos ídolos, é vivo. Está em Seu santo templo. Cale-se diante dEle toda a terra.

O profeta entoou uma canção ao Senhor. Quando ouviu a Seu respeito. Ficou maravilhado com Suas obras. Pede que o ajude neste momento de tanta necessidade. Que aja como no passado. Que em Sua ira, lembre-se de Sua misericórdia. Ele O adora. Seu esplendor envolve o céu. Sua vinda é radiante como o nascer do sol. Raios de luz saem de Suas mãos, onde Seu poder está escondido. Quando para, a terra estremece. Quando olha para as nações, elas tremem.

Ele contempla a criação. O Senhor não estava irado quando repartiu os rios pela terra. Ele estava cavalgando em Suas carruagens vitoriosas e com Seu arco e Sua aljava cheia de flechas, dividiu a terra com os rios. Não é lindo? Sua criação foi feita com magnitude e amor. Com arte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-11-23.html

Depois, se volta para a destruição e estremece pelo que ouviu. Seus lábios tremem de medo. Está apavorado. Suas pernas bamboleiam. Ele treme de terror. Ainda assim, esperará em silêncio pela vingança do Senhor.

Sua canção termina com uma declaração magnífica de fé. Ainda que nada dê certo, ainda que não tenha nada com que se regozijar. Ainda que tudo falte. Ainda que todos seus sonhos e esperanças sejam esmagados, se alegrará no Senhor. Exultará em Sua salvação. Porque o Senhor é sua força. Ele torna seus pés firmes como os da corça para que, como ela, possa andar em lugares altos.
https://www.youtube.com/watch?v=1DzK7Wm3IcE

Ah, como precisamos aprender com esse homem! Nossa salvação vale mais que qualquer coisa na terra. Devemos nos alegrar no Senhor. Na inominável salvação que nos concedeu. Na força que nos dá. Ah, como precisamos aprender a ser gratos! Ele nos arrancou do inferno, nos deu vida eterna através de Seu Filho, o Senhor Jesus. Que exultemos nEle!

"Sabemos quanto Deus nos ama e confiamos em Seu amor. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele". - 1 João 4.16

Terminamos aqui o livro de Habacuque. Amanhã leremos o livro de Sofonias.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Ezequiel 7.1-9.11

Leitura do dia 28/08.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos a encenação do cerco de Jerusalém, desenhada em um tijolo.

Também vimos Ezequiel ser ordenado a ficar deitado por trezentos e noventa dias sobre seu lado esquerdo e quarenta dias sobre seu lado direito. Com água e comida racionadas. Como advertência a Jerusalém.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-41-614.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

O Senhor disse a Ezequiel que o fim estava próximo. Israel estava prestes a ver o dia da destruição. Não seriam poupados. Seus pecados eram muitos. Detestáveis.

O dia do juízo chegou. A vara da perversidade brotara. O orgulho florescera. Sua violência se transformou em uma vara. E esta vara os castigaria por causa de sua maldade. Nenhum orgulhoso sobreviveria. A riqueza e o prestígio desapareceriam.

Ele não voltaria atrás. Nenhuma profecia contra Seu povo mudaria. Sabe o motivo? Ninguém, absolutamente ninguém que tem a vida corrompida pelo pecado se recupera. Ou se arrepende ou não há solução. Apenas a espera do juízo. E destruição.

A desgraça seria tanta que jogariam seu dinheiro na rua, como se fosse lixo. Não serviria para nada. Seu ouro e prata não os salvaria no dia da ira do Senhor. A ganância deles os fez tropeçar. E cair. Tinham orgulho de suas lindas joias. Fizeram com elas ídolos detestáveis. Imagens repugnantes. E adoraram. Agora, não servem para nada. O Senhor desviará Seu olhar quando ladrões os invadirem. E profanarem Sua terra preciosa. Sim, é Sua terra. Sim, é preciosa. Mas precisa ser disciplinada.

O terror tomará conta de todos. Buscarão paz e não encontrarão. Os profetas não terão uma palavra. Os sacerdotes não ensinarão. As autoridades não aconselharão. Até o rei e o príncipe ficarão desamparados. Chorando de desespero. O Senhor trará o mal que fizeram a outros. Receberão o castigo merecido. Então, saberão que Ele é o Senhor.

Sempre que o Senhor traz juízo e castigo não é para matar. É para reconheçam quem Ele é e voltem para Ele, com o coração quebrantado, arrependidos.

No dia 17 de setembro de 592 a.C., as autoridades de Judá estavam na casa de Ezequiel. A mão do Senhor esteve sobre ele. Novamente viu o Senhor. Sua semelhança era a de um homem. Da cintura para baixo parecia uma chama ardente e da cintura para cima parecia um metal polido, dourado. Ele estendeu algo que parecia ser uma mão e tomou Ezequiel pelos cabelos.

O Espírito do Senhor o elevou entre a terra e o céu. Foi transportado a Jerusalém. Numa visão dada pelo Senhor. Foi levado à porta norte do pátio interno do templo. Ali havia um ídolo. No lugar que pertencia ao Senhor. Seu templo.

Ezequiel viu novamente Sua glória. O Senhor ordenou que olhasse para o norte. Foi quando ele viu o ídolo. O Senhor lhe perguntou se estava vendo o que Seu povo estava fazendo, dentro de Sua casa. Se ele via os pecados detestáveis que Seu povo estava cometendo para afastá-Lo de Sua casa. E o chamou. Mostraria pecados ainda mais detestáveis.

O Senhor o levou à porta do pátio do templo. Havia um buraco no muro. Ordenou que Ezequiel cavasse no muro. Ele cavou e encontrou uma passagem escondida. Ordenou que entrasse. Que visse os pecados perversos e detestáveis que estavam sendo cometidos ali.

Ezequiel viu as paredes cobertas de desenhos de todo animal que rasteja e criaturas detestáveis. Viu diversos ídolos adorados pelos israelitas. Pior, estavam ali setenta autoridades, junto com Jazanias. Todos seguravam um incensário. O Senhor novamente perguntou se Ezequiel estava vendo o que faziam em salas escuras com seus ídolos. Dentro do templo. Diziam que o Senhor não veria.

Novamente Ele o chamou. Mostraria pecados ainda mais detestáveis. Acredito que o estômago de Ezequiel devia estar embrulhado. O que poderia ser pior que os líderes de Israel adorando ídolos, oferecendo incenso dentro do templo?

O Senhor o levou até a porta norte do templo. Havia ali algumas mulheres chorando. Não choravam pelos pecados do povo. Não choravam por seus filhos. Choravam pelo deus Tamuz. O Senhor pergunta se Ezequiel estava vendo aquilo. Disse que lhe mostraria pecados ainda mais detestáveis. E o levou ao pátio interno do templo.

Entre o pórtico e o altar estavam aproximadamente vinte e cinco homens. Estavam de costas para o templo. Voltados para o leste. Prostrados ao chão. Adorando o sol. O Senhor perguntou se Ezequiel estava vendo o que faziam. Perguntou também se o povo achava que aquela idolatria não significava nada. Não entendiam que levavam à nação inteira à violência? Que levavam todos a zombarem do Senhor e sofrerem as consequências? Não seriam poupados.

Então, o Soberano Senhor deu uma ordem. Que viessem os homens escolhidos para castigar a cidade. Que viessem com suas armas de destruição. Apareceram seis homens. Vieram da porta superior. Voltada para o norte. Cada um tinha na mão uma arma que era mortal. Com eles estava outro homem. Vestido de linho. Levava na cintura um estojo com material de escrever.

O Senhor ordenou ao homem vestido de linho que entrasse na cidade. E colocasse um selo na testa de todos que choravam e gemiam por causa dos pecados detestáveis que Jerusalém estava cometendo. Ele foi.

Ordenou aos demais que fossem atrás dele. Deviam matar todos que não tivessem suas testas marcadas. Sem exceção. Mas não tocassem nos que tinham o sinal. A ordem era urgente. Que começassem pelo templo. Eles começaram com os setenta líderes que estavam na entrada do templo.

Ainda que Ezequiel tenha visto todo o pecado que o Senhor lhe mostrara, prostrou-se com seu rosto no chão e clamou por compaixão. Que o Senhor não destruísse todos que restavam em Israel.

Ele respondeu que o pecado deles eram muitos e grandiosos. Toda a terra se enchera de homicídio. A cidade estava repleta de injustiça. Acreditavam que estavam a salvo. Não seriam descobertos. Continuariam impunes. Por isso não seriam poupados. Receberiam o que mereciam por tudo que fizeram.

Que sondemos nossos corações. Temos levantado em nós, algum ídolo? Ainda é tempo de nos arrependermos. De voltarmos para o Senhor.

A idolatria, qualquer que seja, é uma traição ao Senhor. Ela produz violência. Homicídios. Injustiça.

Que o Senhor também julgue nossa terra, como fez com Israel, para que nos alinhemos a Ele. Para que nossos líderes parem de adorar ídolos dentro de Sua casa. Que quebrem todos os altares que não pertencem a Ele. Somente o Senhor é Deus. Ninguém mais. Somente Ele salva. Ninguém mais. Somente Ele tem o poder de nos transformar e nos redimir. Ninguém mais.

E que, nós, ministros do Senhor, toquemos a trombeta. Convoquemos um tempo de jejum. Juntemos o povo para uma reunião solene. Que reunamos todos. Do mais velho ao mais novo, até os bebês. Que chamemos até os que estão em lua de mel, em festa. É hora de todos que servem ao Senhor, chorarem entre o pórtico do templo e o altar. Clamando ao Senhor para poupar Seu povo. Sim, nosso lugar é entre o pórtico e o altar. Não adorando o sol, Baal ou quem quer que seja, mas clamando ao Senhor, o único Senhor, Criador dos céus e da terra (Joel 2.15-17).

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Espero você. Até lá.


terça-feira, 16 de julho de 2019

Isaías 1.1-31

Leitura do dia 15/07.

Continuamos nossa caminhada através das maravilhosas páginas da Palavra.

Ontem vimos que nada pode apagar o amor do Senhor por nós. Nada pode comprá-lo. Deu Sua vida. Voluntariamente. Para nos redimir e termos comunhão e intimidade com Ele. Ah, que nossa alma anseie pelo Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/cantares-71-814.html

Iniciamos um novo livro, Isaías. Ele profetizou antes do exílio de Judá. Começou seu ministério (diante dos homens) no último ano do Rei Uzias, e continuou durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias.

Hoje leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, apenas o capítulo um.

Quero lembrá-lo de que não faremos uma abordagem teológica ou escatológica. Nossa abordagem será simples e direta. Nossa intenção é que qualquer pessoa possa ter acesso à leitura da Palavra, sem complicações. É o alimento diário de todos nós.

Se queremos algo mais elaborado, temos que gastar mais tempo. Escavar mais. Orar mais. Estudar mais. Pesquisar mais. Incentivo-o a fazer isso. A Palavra nunca se esgota. Sempre tem algo novo e atual a nos ensinar.

Isaías começa seu livro sem rodeios. O Senhor lhe entregou uma palavra. E ele a repassa. Esta palavra é dirigida ao povo do Senhor. Somos Seu povo. Está falando com aqueles de nós que se rebelaram contra Ele. Não é ao que não O conhece.

O Senhor fala que até mesmo o boi conhece Seu dono. O jumento reconhece que seu senhor cuida dele. Mas, Seu povo não. Seu povo não consegue perceber Seu cuidado. Não consegue ser grato.

É uma nação pecadora. O peso da culpa a sobrecarrega. Não consegue andar. Deram as costas para o Senhor. Continuam sua vida cada vez mais afastados. Cada vez em pior situação.

O pecado faz isso. Transforma-nos em uma “ferida ambulante”. Até podemos andar de cá para lá. Mas a ferida nos cobre. Da cabeça aos pés. Nada em nós tem saúde. Tem vida.

“Pois o salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. – Romanos 6.23

Enquanto Israel deveria ser uma benção para todas as nações, um exemplo de como é feliz quem serve o Senhor, está em ruínas. Suas cidades estão queimadas. Os estrangeiros saqueiam seus campos, destruindo tudo por onde passam. Sião, a bela cidade, está abandonada. Assim como o abrigo do vigia. É o retrato perfeito de todos que abandonam o Senhor.

Se não fosse Sua misericórdia, o profeta nos conta, não sobraria ninguém. Teriam sido exterminados como Sodoma e Gomorra. Ele compara Israel e Judá (os reinos do Norte e do Sul) a essas duas cidades.

Os sacrifícios continuam. Mas são meros rituais. Sem sentido algum. Ninguém mais traz as ofertas como agradecimento. Nem os holocaustos como reconhecimento de culpa e necessidade de perdão. As festas constituídas pelo próprio Senhor tornaram-se apenas datas religiosas. Que são cumpridas. Sem o coração voltado para Ele. O Senhor está farto. Ele conhece os corações.

Não ouvirá as orações de um povo cujas mãos estão cobertas de sangue.

Ainda assim, o Senhor em Sua infinita misericórdia, chama Seu povo ao arrependimento. Que todos se limpem. Que mudem suas atitudes. Parem de fazer o mal. Comecem a fazer o bem. Busquem a justiça. Ajudem os oprimidos. Defendam a causa dos órfãos. Lutem pelos direitos das viúvas.

Sua fala é magnífica. Ainda que os pecados de Seu povo sejam vermelhos como o escarlate e o carmesim, Ele os tornará brancos como a neve e a lã.

Tudo que precisam fazer é ter disposição para obedecer.

Quando olhamos à nossa volta ou até para nós mesmos, será que nos identificamos com Seu povo quando estava nestas condições? Será que a Igreja do Senhor tem se portado como Igreja do Senhor? Nossas vestes estão limpas? Estamos fazendo o bem? Estamos buscando a justiça? Ajudando os oprimidos? Defendendo a causa e o direito dos indefesos?

O Senhor olha e vê que a cidade outrora fiel, tornou-se uma prostituta. Está cheia de assassinos. É desprezível. Seus líderes são rebeldes. Companheiros de ladrões. Amam o suborno. Exigem propina. Não defendem a causa e os direitos dos indefesos.

Não é terrível olhar para nossa nação e ver que a maioria das “igrejas” estão assim? Onde deveria haver socorro aos indefesos e necessitados, vemos exigências de ofertas, cada vez maiores. Vemos suborno e propina. Vemos bênçãos sendo negociadas. Vemos pessoas sendo exaltadas por terem, não pelo que são. Vemos pessoas que são sendo rebaixadas por não terem o que os líderes têm desejado, poder e riquezas.

O Senhor fala que levantará Seu punho contra Seu povo. Para purificar. Para que Seu povo volte. Para que Sua cidade seja novamente chamada de Centro da Justiça e Cidade Fiel. Sim, os que se arrependerem serão restaurados.

“Pois o salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. – Romanos 6.23

Mas, os que não se arrependerem, receberão exatamente o que merecem.

As obras de todos são provadas pelo fogo. Quem só tem palha será queimado junto com suas obras. Ninguém conseguirá apagar o fogo.

Não é Sua ira em prática. É sua justiça. Colhemos o que plantamos, invariavelmente. Graças ao Senhor, podemos nos arrepender e ser poupados de muitas coisas, mas se não o fizermos, queimaremos junto com nossas obras. Somos feito de palha, tal como elas? Ou somos o ouro, purificado pelo fogo?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 13 de julho de 2019

Eclesiastes 1.1-3.22

Leitura do dia 08/07.

Continuamos nossa caminhada através das páginas do Livro dos livros.

Ontem vimos, entre outras coisas, que quem esconde seus pecados não prospera. Quem confessa e os abandona, recebe misericórdia. Também vimos que o justo se importa com os direitos dos pobres, enquanto o perverso não dá a mínima.

Agur pediu ao Senhor dois favores. Que o Senhor o ajudasse a ficar longe da falsidade e da mentira. E não lhe desse nem a pobreza, nem a riqueza. Que lhe desse apenas o necessário. Um pedido muito sábio.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-281-3033.html

A mãe do rei Lemuel lhe ensinou a procurar uma esposa. Uma mulher repleta de virtudes. Temente ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-311-31.html

Agora, iniciamos mais um livro, Eclesiastes. Essa palavra, no hebraico, significa “O pregador”. Tudo indica que foi escrito pelo rei Salomão. Acredito que, numa época em que estava afastado do Senhor. Suas primeiras palavras são deprimentes. “Nada faz sentido”.

Ele fala de um dia após o outro, em uma total e cansativa rotina. Sempre desejando ver algo novo, quando nada de novo acontece. A história simplesmente se repete.

Parece que perdeu a alegria de viver. Não é o mesmo homem que pediu ao Senhor sabedoria para julgar Seu povo. Não é o mesmo homem que administrou a construção do grande templo do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-reis-31-15.html

Ele “descobriu” que o Senhor deu uma existência trágica à humanidade. Será? Um Deus que criou tudo com amor, cuidado e satisfação. Viu que tudo era bom. Como pode ter dado uma existência trágica ao homem, coroa de Sua criação? http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-24-25.html

A seguir, descobrimos o que aconteceu a Salomão. Ele disse a si mesmo que era o mais sábio de todos os reis que foram antes dele, em Jerusalém. E, desejou a aprender sobre tudo. Não apenas sobre a sabedoria. Dedicou-se a aprender sobre a loucura e a insensatez. Correu atrás do vento.

A sabedoria dá vida. Mas e a loucura e a insensatez? São caminhos de morte.

Salomão disse a si mesmo para experimentasse o prazer. As coisas boas da vida. Não encontrou o que procurava. Não é no prazer que encontramos satisfação verdadeira. É no Senhor, nosso Criador. Perguntou-se o que adiantava buscar o prazer. Resolveu se animar com vinho. Apegou-se, em suas próprias palavras, à insensatez. Procurou experimentar o que havia de melhor “debaixo do sol”. Teve tudo que um homem pode desejar. Tudo que desejou, buscou e conseguiu. Não se negou prazer algum.

Encontrou grande prazer no trabalho árduo. Mas também viu que não fazia sentido. Não valia a pena. É assim. Longe do Senhor nada faz sentido. Nada tem valor. Nada satisfaz.

Salomão conta que resolveu comparar a sabedoria com a loucura e a insensatez. Viu que a sabedoria é melhor. O sábio vê para onde caminha. O tolo, insensato, anda na escuridão. A sabedoria é melhor que a insensatez, assim como a luz é melhor que as trevas.

Ainda assim, está perdido. Considera que o tolo e o sábio tem o mesmo destino. É verdade, tanto um quanto o outro morrem, mas irão para o mesmo lugar, visto que somos julgados após a morte (Hebreus 9.27)? Claro que não. Além disso, o legado deixado é o mesmo?

Ele passou a odiar sua vida. O homem que teve tudo que desejou. É um morto-vivo. Passou a odiar seu trabalho quando percebeu que um dia morreria e seu sucesso seria deixado a seus sucessores. Não lembrou que seus sucessores seriam seus filhos, netos, bisnetos. Sua descendência herdaria seu trabalho. É algo maravilhoso. Salomão estava tão amargurado com sua vida que, ao invés de considerar uma benção deixar herança a seus descendentes, passou a odiar seu trabalho. Esqueceu a herança que seu pai lhe deixou. Chegou a se desesperar.

Então, como um louco, concluiu que o melhor era comer e beber. Como se a vida fosse isso.

Reconheceu que ninguém recebe nada se não receber do Senhor. E, se um pecador enriquece, segundo suas observações, o Senhor lhe toma a riqueza e a entrega aos que Lhe agradam. Achou que não havia sentido nisso. O mesmo homem que escreveu o livro de Provérbios e nos ensinou a fugirmos do pecado e agradarmos o Senhor, andando no caminho da sabedoria.

Salomão reconheceu que há um tempo certo para tudo debaixo do sol. Tempo de nascer, morrer, plantar, colher e tudo o mais. O Senhor fez tudo apropriado para o devido tempo. E colocou em nossos corações um senso de eternidade. Ainda assim, afirmou que ninguém é capaz de entender toda a obra do Senhor, do começo ao fim. É verdade. Não cabe a nós entendê-Lo. Cabe a nós obedecê-Lo.

“Como são grandes as riquezas, a sabedoria e o conhecimento de Deus! É impossível entendermos Suas decisões e Seus caminhos!” – Romanos 11.33

Salomão está tão descontente que, ao observar que há maldade onde deveria haver justiça e que até nos tribunais existe corrupção, apenas lamentou. Como rei, seu dever era corrigir tal injustiça (Provérbios 31.9). Não apenas lamentar.

Chegou a ponto de nos comparar aos animais e dizer que somos iguais. Não levamos vantagem nenhuma sobre eles. Esqueceu as Escrituras. Elas afirmam que fomos criados para dominá-los.

“Então Deus disse: Façamos o ser humano à nossa imagem; ele será semelhante a nós. Dominará sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre todos os animais selvagens da terra e sobre os animais que rastejam pelo chão”. – Gênesis 1.26

O Senhor não nos fez para uma existência trágica. Ele nos fez com um propósito. Nosso caminho deve ser como a luz da aurora. Que brilha cada vez mais. Até ser dia pleno (Provérbios 4.18).

Que olhemos para o Senhor. Não para nós mesmos. Nem para os outros. Assim teremos uma vida realmente feliz, conhecendo-O e andando em Seus maravilhosos caminhos.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis de Eclesiastes.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Neemias 5.1-19

Leitura do dia 07/05.

Na postagem anterior, vimos os inimigos de Neemias se posicionarem contra a reconstrução. E vimos sua reação.

Precisamos seguir seus conselhos. Usar as armas corretas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-41-23.html

Agora, caminharemos através do capítulo cinco desse maravilhoso livro de Neemias.

Enquanto estavam reconstruindo o templo, alguns homens e suas esposas fizeram um protesto contra seus próprios irmãos. Reclamaram que estavam sem nada. Haviam hipotecado seus campos e até vendido suas filhas para simplesmente não morrerem. Precisavam de alimentos.

Quando ouviu, Neemias ficou muito indignado. Como não ficar? Estavam fazendo todo o possível para resgatar os judeus que haviam se vendido, por causa de dívidas, aos estrangeiros e agora fica sabendo que os próprios judeus estão fazendo o mesmo com seus irmãos!

Neemias, sendo o homem que era (e por isso um dos meus preferidos), não agiu à queima roupa. Pensou bem no assunto. Suas decisões eram assim, planejadas. Não deixava que a ira “subisse à sua cabeça”. Agia com sabedoria.

Depois de pensar bem no assunto, chamou os nobres e os oficiais. E os repreendeu. Foi claro e direto. Estavam prejudicando seus irmãos ao cobrar juros quando lhes emprestavam dinheiro. A lei dizia que não podiam agir assim.

Somente após pensar bem e repreender os nobres e oficiais, convocou uma reunião. Era algo que precisava ser revolvido. Imediatamente.

Na reunião mencionou que estavam fazendo o máximo para resgatar os judeus dos estrangeiros, e eles os escravizavam. Não tiveram o que dizer. Sabiam que estavam errados. Neemias lembrou-lhes que precisavam andar corretamente no temor do Senhor, para não serem envergonhados pelas nações inimigas. Tinham responsabilidade em testemunhar.

Contou que ele e os que com ele estavam, vinham emprestando dinheiro e cereal para o povo. Ordenou que deixassem de cobrar juros. E mais, que devolvessem seus campos, vinhedos, olivais e casas. E ainda devolvessem o que cobraram de juros. Imediatamente responderam que o obedeceriam. Chamou os sacerdotes e os fez jurar. Eles juraram.

Neemias fez um ato profético. Sacudiu as dobras de seu manto e proclamou que o Senhor faria daquela maneira com os lares e as propriedades daqueles que não cumprissem o juramento. Iriam ficar sem absolutamente nada.

O povo não ficou horrorizado diante desse ato. Sabe o que fizeram? Responderam “amém” (assim seja), louvaram o Senhor. E cumpriram o prometido.

Neemias foi governador durante nove anos. Nem ele, nem seus oficiais cobraram o tributo de alimento a que tinham direito. Não teve coragem. Via a difícil situação em que todos estavam. Alimentava a ele e à “corte”, com seus próprios recursos, diariamente. Dedicou-se, junto com seus servos, à reedificação do muro. Diferente dos outros governadores que foram antes dele, que, além de exigir a porção de alimento e vinho, exigiam quarenta peças de prata, colocaram cargas pesadas sobre o povo e permitiram até que seus oficiais se aproveitassem deles.

Neemias agiu assim porque temia o Senhor. Isso é verdadeiramente temer o Senhor. Quantos cristãos agem como os governadores que foram antes de Neemias e acham tudo “normal”? Esquecem o temor do Senhor e querem “levar vantagem em tudo”. Não se importam com a situação “do povo”. Se estão apenas sobrevivendo e não vivendo. Isso não é agir segundo o temor do Senhor. É agir de acordo com o sistema diabólico que diz que "eu sou importante". “O próximo não me interessa. Os outros precisam se curvar às minhas necessidades e exigências. E não preciso lhes dar nada em troca. Devem ficar felizes por estarem fazendo algo para mim, o “Quase-Deus”.”

Neemias orou para que o Senhor se lembrasse de como estava agindo e assim o abençoasse. Oro para que o Senhor se lembre de quem age como ele e os abençoe. Mas também oro para que o Senhor veja quem age como os governadores que foram antes deles, e os julgue.

Que tenhamos temor do Senhor. Não apenas de palavras, mas de ações. Que a injustiça feita ao outro nos atinja, nos afronte, a ponto de, no mínimo, desejarmos fazer algo para mudar.

Quem nos dera termos sobre nós e nossa nação, líderes como Neemias!

Continuamos na próxima postagem. Antes, porém, gostaria que lesse o texto "Neemias, um homem de autoridade". http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/neemias-um-homem-de-autoridade.html

Espero você. Até já.

terça-feira, 26 de março de 2019

2 Samuel 15.1-37

Leitura do dia 26/03.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de 2 Samuel.

Nas postagens anteriores, vimos Davi errar o alvo e cair. Não cumpriu "a agenda". Cobiçou. Adulterou. Enganou. Assassinou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-111-27.html

Natã corajosamente o repreende. Ele se arrepende. E confessa sua culpa. Havia dado a si mesmo uma sentença, de morte. Mas o Senhor o perdoou. Ainda assim, seu filho morre.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-121-31.html

Também vimos a desgraça de Tamar. A omissão de Davi. O ódio profundo em Absalão. Sua vingança. Sua fuga. Sua volta a Jerusalém. Seu afastamento de Davi. E a tentativa de reconciliação entre os dois. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-131-22.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-1323-1433.html

Agora, caminharemos pelas páginas dos capítulos quinze a dezessete.

Na primeira postagem o capítulo quinze.

Mas, ainda no capítulo quatorze, vimos Absalão pedir a Davi para matá-lo, já que não podia vê-lo. Se seu pai acreditava que havia culpa nele, que o matasse.

A Lei dizia que se um homem forçasse uma mulher a se deitar com ele, devia ser castigado. Davi se omitiu. Era seu filho. Seu filho primogênito. Absalão se ressentiu. Sua irmã foi violada. Ela, que devia ter sido acolhida e protegida por seu pai, foi morar com ele. Ele, com certeza, presenciou sua irmã morrendo a cada dia. Totalmente desolada. E não perdoou.

Seu pai devia ser seu herói. Sua omissão fez com que agisse em vingança. E continuou com o coração cheio de amargura. Viu o pai apenas depois que pediu que o matasse. Não houve reconciliação. No encontro, prostrou-se diante do rei. Não do pai. E o rei o beijou.

Não se abraçaram. Não choraram. Não compartilharam nenhuma dor. Não houve pedidos de perdão. Nada. E a raiz de amargura que penetrara em Absalão foi crescendo.

Um tempo depois de ter se encontrado com o rei, que não fizera justiça à sua irmã, filha do rei, Absalão comprou uma carruagem. Contratou cinquenta guardas. Sim. Cinquenta. Era sua guarda de honra. Para quê?

Para completar sua vingança. Para lançar sua flecha de amargura. Ainda não estava satisfeito.

A amargura é assim. Não se satisfaz com pouco. Quer sugar tudo que puder.

Todos os dias Absalão levantava cedo. Ia à porta da cidade. Ficava lá. Observando. Quando alguém apresentava uma causa para ser julgada pelo rei, ele perguntava de que cidade era aquela pessoa.

Olhe para Absalão. É o homem mais bonito de Israel. Perfeito da cabeça aos pés. Com uma carruagem. E cinquenta guardas de honra. Como não se impressionar? Como não ouví-lo?

Quando a pessoa dizia a cidade de onde era, Absalão falava que a causa que apresentara era justa e legítima. Mas o rei não tinha ninguém para ouví-la. Acrescentava que se fosse juiz, todas as causas seriam julgadas. Com justiça.

A pessoa não ia atrás do rei. “Seu representante” estava ali. E a "injustiça" de Davi ia se propagando.

Além disso, toda pessoa que tentava prostrar-se diante dele, cumprimentando-o, era impedida. Absalão tomava-a pela mão e a beijava.

Fazia isso com todos que iam ao rei procurar por justiça. Dessa maneira ardilosa, "cheia de charme", foi ganhando o coração de todos em Israel.

Não acredito na possibilidade de Davi não saber o que acontecia. Dia após dia. Durante anos! Não. Mais uma vez ele se omite. Tudo que leremos nos próximos capítulos podia, quem sabe, ser diferente, se ele tivesse se reconciliado verdadeiramente com seu filho. Ou, se antes, tivesse resolvido o caso de Amnon.

Passados quatro anos Absalão pediu ao rei para ir a Hebrom oferecer um sacrifício. Havia prometido que faria um. Se voltasse para casa.

Pelo que tudo indica, Absalão havia voltado seis anos antes. Só agora resolve cumprir seu voto?

Davi não percebeu. Assim como não percebeu a intenção de Amnon com Tamar. Nem a intenção de Absalão com Amnon.

Ah, como é triste ver um homem tão maravilhoso em tantos aspectos, ser tão displicente neste! Se fosse em nossos dias, eu pensaria que estava distraído assistindo algum filme, ou jogo. Ou no celular.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que não sejamos alheios a nossos filhos. Que prestemos atenção neles. Corrigindo. Socorrendo. Amando através de ações.

Davi permite que Absalão vá a Hebrom cumprir seu voto. Ele vai. Leva duzentos convidados. De lá, envia em segredo, mensageiros por todas as tribos de Israel. Sua mensagem falava para gritarem que Absalão foi coroado rei em Hebrom, assim que ouvissem as trombetas. Seus convidados não sabiam de nada.

Absalão convida Aitofel, conselheiro de Davi, a juntar-se a ele. Em pouco tempo, muitos se uniram. E a conspiração foi se avolumando.

Logo um mensageiro chegou em Jerusalém. Davi foi informado que Israel se unira a Absalão.

Imediatamente tomou a decisão de fugir. Antes que Absalão chegasse e matasse todos os habitantes de Jerusalém. Seus conselheiros o apoiam. Ele e sua família deixam a cidade. Muitos o acompanham.

Davi ordenou que dez concubinas ficassem, para cuidar do palácio.

Eles fogem a pé. Param na última casa da cidade. Os soldados do rei passariam à frente. Sua guarda pessoal estava com ele. Além de seiscentos homens de Gate.

O comandante desses homens era Itai. Davi fala que volte. Que fique em segurança. Era um estrangeiro em exílio. Não precisava acompanhá-lo. Davi não sabia nem para onde ia. Que ficassem em paz, ele e seus parentes e que a bondade e a fidelidade o acompanhassem.

Mas Itai disse ao rei que o seguiria. Para o bem ou para o mal. E assim fizeram.

Por onde Davi e sua “comitiva” passavam, as pessoas choraram em voz alta.

Zadoque e todos os levitas foram atrás de Davi. Carregando a arca da aliança. Enquanto o povo saía da cidade, colocaram a arca no chão e Abiatar oferecia sacrifícios.

Quando todos que acompanhavam Davi saíram da cidade, ele ordenou que voltassem. Ficassem em Jerusalém. Se o Senhor se agradasse dele, voltaria a ver a arca. Em seu lugar. Segura.

Além disso, estando em Jerusalém, Aimaás e Jônatas, filhos de Zadoque e Abiatar, respectivamente, podiam lhe dar notícias de Absalão.

Eles voltam. Davi prossegue. Sobe ao Monte das Oliveiras. Andando e chorando. Sua cabeça está coberta. Seus pés descalços. Todos que estão com ele também têm a cabeça coberta.

Então, Davi foi informado de que seu conselheiro, Aitofel, estava com Absalão. Ele ora. Pede que o Senhor confunda os conselhos de Aitofel. Ele era um excelente conselheiro.

Quando Davi chega ao alto do monte, onde o povo costumava adorar, Husai, seu amigo o espera. Rasgara suas roupas e colocara terra em sua cabeça.

Davi pede que Husai fique. Que se ofereça como conselheiro de Absalão. Assim, quem sabe, consiga confundir os conselhos de Aitofel. E avisar Davi através de Aimaás e Jônatas.

Husai aceita a perigosa missão. Volta a Jerusalém. Chega na mesma hora em que Absalão está entrando na cidade.

Reparou que desde que Davi desprezou os mandamentos do Senhor, cada capítulo tem sido escrito com sangue, lágrimas, dor, tristeza e desespero? Pois é. Mais um. E essa história ainda não terminou.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.